
Há aproximadamente 200 milhões de pessoas no Brasil.
Imagine que o Congresso irá aprovar uma lei — ou
implantar uma determinada política — que irá custar a cada brasileiro R$ 1.
Esta legislação está sendo implantada por causa de
um lobby feito por determinados grupos de interesse. Mais especificamente, esta legislação beneficiará
apenas 100 pessoas. Cada uma delas ganhará, caso a legislação seja aprovada, R$
1 milhão.
Isso significa que há 100 pessoas no Brasil que, em
vez de perder R$ 1 com a implantação dessa lei, irão ganhar, cada uma, R$ 1 milhão.
Qual é o resultado social líquido da aprovação dessa
legislação?
Duzentos milhões de pessoas perderão R$ 1. Isso dá
uma perda de R$ 200 milhões.
Cem pessoas ganharão R$ 1 milhão cada uma. Isso dá um
ganho de R$ 100 milhões.
Portanto, temos um ganho de R$ 100 milhões menos uma
perda de R$ 200 milhões. Logo, o custo
social total é uma perda de R$ 100 milhões para o país, em termos puramente
utilitaristas.
Essa legislação será aprovada? Pode ter a mais
absoluta certeza de que sim. Sempre.
Com efeito, todo o sistema político foi desenhado
exatamente com o intuito de poder aprovar legislações desse tipo.
Por quê?
É simples. Para cada um de nós, essa legislação custará
R$ 1. Sendo assim, com um custo per
capita tão baixo, como será possível conseguir organizar e energizar um número
grande o bastante de pessoas para fazer ativismo contra essa lei?
Mais: suponha que, em um caso totalmente inédito, você
consiga, em apenas uma hora, organizar um número suficiente de pessoas para protestar e revogar essa legislação.
O que você ganhou? Um real por uma hora de esforço
intenso. Eletrizante…
Por outro lado, aquelas 100 pessoas irão ganhar,
cada uma, R$ 1 milhão com esta legislação. Consequentemente, elas irão, com grande afinco,
gastar várias horas de sua vida tentando descobrir qual a melhor maneira de
fazer um lobby eficaz, quais políticos devem ser abordados para conseguir fazer
com que eles aprovem essa legislação, qual a melhor maneira de propagandear de
forma positiva essa legislação para o povo, e, principalmente, como fazer o
povo acreditar que tal legislação será boa para todos.
Essas 100 pessoas estarão perfeitamente dispostas a
gastar, conjuntamente, centenas de milhares de reais para conseguir aprovar
essa legislação. E ainda colherão belos lucros.
Já você, que se opõe a essa legislação, teria de ser
capaz de organizar 1%
da população brasileira — isto é, 2 milhões
de pessoas — para conseguir revogar essa lei.
Mais ainda: você terá de encontrar 2 milhões de
pessoas que tenham, em relação a essa legislação, o mesmo fervor que aqueles
que querem aprová-la.
Pior: o custo de você organizar essas pessoas irá
superar, em muito, os eventuais benefícios de fazer isso.
Ainda pior: mesmo que você consiga encontrar esses
dois milhões de pessoas, e esteja disposto a incorrer em todos os custos para
fazer isso, no final o seu manifesto será simplesmente enviado para o Congresso
— a mesma entidade que está sendo assediada por lobistas muito mais bem
organizados e financiados que você.
Quais as chances de você vencer?
Vale para tudo
O raciocínio acima vale para qualquer tipo de
política.
A legislação pode ser a imposição de tarifas de
importação, a criação de subsídios diretos, a criação de regulamentações que
irão dificultar a entrada de novos concorrentes em um mercado específico, a escolha de uma determinada empresa para gerenciar um presídio, leis mais lenientes para mineradoras ou a criação
de uma emenda orçamentária que irá beneficiar alguma empreiteira que será
agraciada com a concessão de alguma obra pública (uma simples obra de recapeamento em uma estrada pode ser decorrente de um lobby de uma empreiteira para conseguir aquela obra.)
Pode ser também coisas mais triviais, como a
obrigatoriedade do uso de extintores e do kit de primeiros socorros nos
automóveis (beneficiando as empresas que os fabricam) ou a proibição de sacolas plásticas nos supermercados
(bom para os supermercados, que agora não têm de fornecê-las, e bom para os
fabricantes de sacolas biodegradáveis, que agora terão clientela cativa).
E olhe que estamos desconsiderando por completo todas
as políticas ilegais que também são estimuladas e facilitadas por esse arranjo,
como fraudes em licitações e superfaturamento (com o dinheiro de impostos) em
obras de empreiteiras, ambos conseguidos em troca de propinas para políticos.
Pode reparar: a esmagadora maioria dos casos de corrupção
que você lê no noticiário é uma consequência direta deste arranjo.
A solução? Só há uma: reduzir ao máximo o tamanho do
estado para que se reduza ao máximo as chances de privilégios. Não há outro
jeito. Um estado grande sempre acaba convertendo-se em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada dos grupos sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas).
A crescente
concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta em um
instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo para
seu benefício privado.
Com estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse e subornos empresariais sempre serão a regra.
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Leia
também:
Uma teoria simples sobre a
corrupção
A solução é pelo menos uns 30% da população sair do país.
e Zefini.
Brasileiros médios dirão: “Basta acabar com a corrupção que haverá recursos para saúde e educação e etc, e fazer leis boas para melhorar a vida das pessoas.”
É só o Estado que faz lobby ?
Tentei, mas não consigo refutar ou apontar erros.
Reduzir o Estado não vai acabar com os problemas…
Na melhor das hipóteses você só vai tirar os políticos do “esquema”.
Existem instrumentos e instituições que na teoria criam uma responsabilidade do Estado para com as pessoas, existe pelo menos algo a quem se possa recorrer, existe um “dever de prestar contas” do Estado para com as pessoas.
As pessoas vigiam o Estado, se o “esquema” é feito sem o Estado nem isso vão poder fazer !!!
Aí voltaremos ao ponto de discursão de séculos atrás que explica a necessidade de se ter um Estado.
Você precisa entender que antes de economia, enquanto houver dois indivíduos no mesmo local, existe relação de PODER. E sempre vai existir briga pelo PODER.
Enfim…
Se o Estado brasileiro funcionasse de forma correta, ninguém estaria criticando sua existência. O arranjo foi feito, leis é o que não faltam.
O problema não é o Estado em si, o problema são as pessoas. E você acha que corrige isso diminuindo o Estado ?
NÃO GOSTEI DA CONCLUSÃO DO IMB:A solução? Só há uma: reduzir ao máximo o tamanho do estado para que se reduza ao máximo as chances de privilégios. Não há outro jeito. Com estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse e subornos empresariais sempre serão a regra.
MINHA CONCLUSÃO SERIA ESTA:A solução?Só há uma:reduzir a “nada”o tamanho do estado para que se reduza a “nada” as chances de privilégios.Não há outro jeito.Com um estado mínimo,lobbies,grupos de interesse e subornos empresariais certamente atuarão para transformá-lo em um estado grande,intervencionista e ultra-regulador igual ao que aconteceu com os Estados Unidos Da América.
A corrupção sistemática necessariamente acompanha um governo. Ela está presente na história de absolutamente todos os governos. Varia apenas a intensidade e o grau de exposição e de denúncia pela mídia.
A teoria por trás destas conexões é simples. Em primeiro lugar, o governo detém o monopólio da criação de leis. E o monopólio da criação de leis gera oportunidades para se roubar legalmente. Roubar legalmente significa aprovar uma lei ou regulamentação que favoreça um determinado grupo à custa de todo o resto da economia, principalmente os pagadores de impostos.
Em segundo lugar, o governo, munido do dinheiro que coleta de impostos, detém o monopólio da escolha das empresas que farão as obras públicas que o governo julga adequadas. Esse processo de escolha, que dá à empresa vencedora acesso livre ao dinheiro da população — algo que não ocorre no livre mercado — é outra forma de roubo legalizado.
Claro que existe corrupção no livre mercado, porém, gera gastos extras e encare os bens e serviços oferecidos. Com isso mais cedo ou mais tarde, através do sistema de preços, a concorrência cuidará de varrer os corruptos (diga-se não para sempre, mas em uma batalha constante). Sem contar que a corrupção em nível privado é prejudicial a áreas específicas e não a toda a nação, como no caso estatal.
“Mesmo num arranjo perfeito, gerido exclusivamente por anjos, você conseguiria coibir apenas os arranjos ilegais. As legislações legais seguiriam impávidas. Por quê? Porque todo o arranjo foi desenhado e planejado para funcionar exatamente assim”
Toda vez que observo essa afirmação me paira uma dúvida que, creio eu, seja bastante comum aos cidadãos. Evidentemente que o pluripartidarismo estabelecido criou um monopólio de poder ao governo que dificulta a transparência do erário e a aprovação de seus projetos positivos, entretanto,faço uma pequena digressão histórica e observo que a redução muito radical e contundente do Estado também trouxe diversos problemas a economia mundial.
Provavelmente os exemplos da crise de 2008/2009 devem ser bastante citados aqui, principalmente na sua ausência de regulação estatal sobre os agente econômicos que acabaram expropriando boa parte dos Ninjas ,sendo alvo de hipotecas.
Por que eu cito isso? Estou fazendo uma apologia exacerbada ao intervencionismo e empoderamento estatal? Criando uma interpretação que seu afirmação ( que me interessou muito) é uma demonstração de liberalismo utópico? De forma alguma
Quando o Max diz: ” Você precisa entender que antes de economia, enquanto houver dois indivíduos no mesmo local, existe relação de PODER. E sempre vai existir briga pelo PODER.”
Nunca pude concordar tanto. Embora pareça de um pedantismo filosófico falar sobre “Poder” no sentido amplo,ele só caracteriza que a boa gestão poderá interferir de forma positiva ao Estado;sendo ela uma boa gestão, o Congresso colaborará com emendas constitucionais que favorecerão os agentes econômicos.
Porém, a sua crítica ela é muito pertinente. Tento demolir minhas utopias em acreditar que o Estado é o bastião da integridade, mas sei de longe que ele não é. O problema está nos representantes do governo que, infelizmente,não coadunam com os valores pregados em campanhas eleitorais.
Sem contar os aspectos regionais de obtenção de voto. Algumas operações da Polícia Federal evidenciam isso.( “Operação Chequinho”, envolvendo o ex-governador Antony Garotinho do RJ com a obtenção de votos por favorecimentos dos seus eleitores ao programa ” Cheque cidadão”. Um pseudo Bolsa Família).
Outra coisa, agora citada no texto debatido:
“Só há uma: reduzir ao máximo o tamanho do estado para que se reduza ao máximo as chances de privilégios. Não há outro jeito. Um estado grande sempre acaba convertendo-se em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada dos grupos sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas.”
Tudo bem,mas COMO você faz isso? Quais seriam as devidas reformas legais para que isso ocorra? E outra, quais seriam as implicações jurídicas desse processo? Caso o contrário, o discurso fica carregado de sofisma.
Eu sei que estamos passando por um momento conturbado na nossa política, mas não podemos ser tão pessimistas assim.
Pesquise bem seu candidato, analise suas propostas, projetos que ele elaborou/aprovou e se ele é ficha limpa ou não. Mobilize seu bairro/sua comunidade, faça sua voz ser ouvida! Afinal de contas, quem faz a democracia somos nós!
O Brasil é gigante, belo, rico em recursos naturais! Somente com educação e combatendo a corrupção que podemos mudar esse destino!
#boramudarbrasil #EuSouBrasileiroENãoDesistoNunca #OGiganteTáVivo
Ótima síntese do nosso drama.
Gostei muito do artigo, por mais que pareça simplificar algo complexo. Ele explica de uma forma diferente a teoria de que se importar com politica(aqui no sentido de fiscalizar sempre), ser algo irracional.
Não só 1 Real não é perceptível, como brigar contra isso tem um custo de oportunidade bem maior que 1 Real. Se cada Brasileiro protestar contra essa perda de 1 real por 1 hora(coisa impossível), provavelmente os prejuízos seriam maiores.
Isso em termos meramente ”econômicos”
Ai que existe aquela teoria da ”IGNORÂNCIA RACIONAL”
Só para dar uma explicação básica, a Teoria da Escolha Pública propõe o estudo do comportamento político com base, nas palavras de Buchanan, da “política sem romance”. Buchanan concluiu corretamente que a diferença de relevância entre os agentes do mercado e da política não são os interesses que as pessoas buscam, mas a condição pela qual elas buscam.
A aquisição de informação é sempre um empreendimento custoso. Mas o que isso quer dizer?
Toda ação precisa, para ser realizada, de um desses quesitos:
Custo de oportunidade(o que a pessoa precisa deixar de fazer ou ganhar para realizar a ação)
Custo monetário
Custo de informação(procurar saber as consequências da ação realizada)
E o mais importante, que abrange todos os anteriores, custo de tempo.
(Existem mais, obviamente, mas só listei os principais)
Prosseguindo, é possível que possa custar mais para adquirir determinada informação do que os benefícios que essa informação pode conferir. Quando o custo para adquirir informação é do que os benefícios derivados dessa informação, é racional ser ignorante. Afinal, para quê eu vou me esforçar para adquirir algo cujo esforço seja subjetivamente maior que o resultado? Seria como gastar 10 minutos de sua vida para ganhar 5 minutos a mais de tempo de vida. Não faz sentido. Esse é o básico da teoria de ignorância racional.
Primeiramente, consideremos um exemplo extremo. Vamos supor que uma cirurgiã cardiovascular, devido a alta demanda do seu cargo, tenha como uma hora do seu tempo o equivalente a 1000 reais. Em um cenário desses, não faria nenhum sentido para ela gastar uma hora de sua vida procurando o super mercado mais barato da cidade, o que poderia, no máximo, economizar 20 reais de sua carteira.
Apesar do exemplo ter sido um pouco exagerado, isso vale para a grande maioria das pessoas, considerando que esse tempo adquirindo informação poderia ter sido “gasto” em outras atividades. Não importa que seja tempo gasto conseguindo dinheiro ou tempo gasto com a família, por exemplo. Afinal, tempo é dinheiro rs. Poucas pessoas trabalhariam 20 horas por dia para conseguir 1 real devido ao alto custo de oportunidade. Esse tempo poderia ter sido gasto para coisas muito mais produtivas, mesmo que não seja conseguir dinheiro
Resumindo, a não ser que alguém tenha uma razão para acreditar que os benefícios de adquirir vão ser maiores que os custos de adquiri-la, é racional permanecer ignorante.
Nesse ponto, acho que vocês já entenderam a relação disso com o interesse em política. O eleitor não investe tempo para ficar informado em política porque ele acha(e tem razão) que os resultados dessa ação serão muito menores que o custo. Elas trarão um resultado político mínimo ou nulo. Indo além, quanto mais ocupado é o eleitor, mais justificativas ele tem para permanecer como um ignorante racional.
A única crítica que eu conheço é o fato de que a pessoa pode ter uma visão errada dos resultados ao se basear se vale ou não a pena gastar tempo em determinada ação. Hm, isso é verdade. Porém, empiricamente falando, é muito difícil que os resultados sejam diferentes do usual. Além disso, se a pessoa pode calcular o resultado de maneira errônea, o mesmo pode ocorrer com os custos. Eles podem ser maiores que o esperado.
A conclusão é que o “problema no Brasil” não é culpa do “eleitorado ignorante”, como alguns apontam. O fato dele ser ignorante na hora de votar é algo totalmente compreensível e racional. Na grande maioria das vezes, é completamente custoso, além de inútil, pesquisar sobre propostas políticas. A pesquisa só seria benéfica em casos extremos, como projetos políticos relacionados a censura, por exemplo. Mas nesse caso, todos(ou quase todos) se importam.
O problema é desse sistema “democrático”(haha) falido existente no Brasil.
“Todos os partidos políticos terminam fatalmente, mais dia menos dia, em se preocuparem mais com os meios do que com os fins. Esta a razão por que os libertários combatem a política, e julgam-na o processo mais falso de luta pela emancipação social. Nunca, pela política, se consegue atingir os fins desejados e, quando se consegue alguma coisa, é sempre apesar da política.”
Mário Ferreira dos Santos.
Como reduzir ao máximo o tamanho do estado, já que a grande maioria é apenas pagador de impostos.
Será que o federalismo de estados Autônomos resolveria, e se resolve como implantar no Brasil de uma maneira prática sem enrolação de leis, decretos etc
O problema é que precisamos de estado.
Estradas, hidroelétricas, aeroportos, essas coisas todas custam milhões ou bilhões de reais, não dá pra esperar conseguir convencer todo mundo a dar seu realzinho pra construir a próxima hidroelétrica ou a próxima estrada a 2000Km da minha cidade onde eu nunca vou passar ou de onde a eletricidade nem vai chegar na minha casa…
Se precisamos de um estado, por pequeno que seja, a tendência, como vc mesmo explicou é que ele cresça cada vez mais, as cem pessoas que descobrem que podem ganhar cem mil reais cada hoje, vai tentar ganhar um milhão amanhã…
Teoria da Escolha Pública.
Excelente artigo.
Como já ouvi por ai, os benefícios são concentrados (em uma minoria), e os custos são dispersos (na maioria pagadora de impostos).
E o custo de oportunidade é realmente inviável nessas condições. Assim, paulatinamente, o estado vai ficando cada vez mais inchado e avança sobre os cidadãos, dando a aparência de legalidade em forma de leis que só beneficiam a eles mesmos.
“Conclusão
O raciocínio acima vale para qualquer tipo de política. ”
Ora, acabemos com o estado amanhã. Esse tipo de política não estará terminada. As pessoas que se juntam para tirar $1 não deixarão de se juntar simplesmente porque o estado acabou. Alguém aqui acredita que extinguindo o estado os custos de coerção serão zerados? A coerção é uma característica da personalidade humana, ela não é combatida por meio das instituições. Sempre teremos que fazer algo contra a nossa vontade, isso não é culpa do estado, mas é culpa da insustentável leveza do ser humano.
O bananeiro vai dizer: “basta votar nos políticos certos”
Lembrei do Mancur Olson em “A Lógica da Ação Coletiva”.
O problema não é reduzir o Estado; isso está num segundo plano. A questão no brasil é cultural… veja bem, destruiram a alta cultura do Brasil. Se você destrói a alta cultura (que é autoconsciência e autocrítica em todas as obras culturais), você separa as consciências e cada vive no seu mundinho particular. Vamos ver como exemplo os protestos que tiraram a Dilma foram pacífios, mas sem nenhum senso de unidade nacional. E isso aconteceu porque não há alta cultura no Brasil mais. Se a população estivesse vivenciando alta cultura, teríamos um diálogo nacional e assim podemos mudar facilmente o sistema político.
Mas é óbvio que isso não interessa para os grupos interessados.
Li alguns comentários com a mesma ladainha de sempre: “ah, mas e os carteis? Ah, mas as empresas também podem ser corruptas! Basta votar no político certo!”
Meu pai amado, as pessoas perderam qualquer senso de proporção!
O estado brasileiro já rouba, pelo menos, 10% do dinheiro de miseráveis, rouba 66% do dinheiro de trabalhadores qualificados, roubaria 59% de tudo que é produzido no país, caso não houvesse sonegação*.
E neguinho está preocupado com possíveis formações de cartéis! Com assimetria de informações!
Puta que o pariu! É muita estupidez!
* Se todos os contribuintes -pessoas físicas e empresas- pagassem todos os tributos corretamente, como manda a lei, sem sonegação e calote, qual seria a carga tributária no país?
Um estudo feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) revela que a carga tributária potencial, nesse caso, é de 59,38% do PIB (Produto Interno Bruto).
www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1709200602.htm
Corretíssimo o artigo. Mas vale acrescentar que os 200 milhões, por puro desconhecimento, também devem ver algum benefício nesse arranjo. E para diminui-lo, a população teria que começar primeiro por rejeitar muito daquilo que lhe é cômodo..
Muitas das medidas, por exemplo, são proclamadas e feitas para a geração ou a defesa do emprego. Essa é uma palavrinha mágica, que sempre funciona, e agrada aos ouvidos da maioria. Outro exemplo, é que eu estava vendo que as creches — aqui na cidade, mas provavelmente é assim em todo o país — oferecem quase tudo (uniforme, mochila, agenda), tudo fazendo propaganda da prefeitura, é claro. Cadê o conhecimento das pessoas de que ‘não existe almoço grátis’, e dispensar essa e todas as outras políticas que, de certo modo, “privilegiam” a população.
Primeiro o sacrifício. Depois a recompensa.
Pessoal, o que precisamos é criar mais leis, ao melhor estilo ’10 medidas contra corrupção’ – projeto de inciativa popular.
Esse país tem poucas leis. E com lei é que se resolve tudo nesse mundo.
A causa de todos problemas enunciados no artigo é a falta de regulamentação.
A questão é muito simples: para combater monopólios, oligopólios, carteis, grupos de influência, lobbys e implantação de políticas absurdas, basta criar uma legislação mais dura no tema, começando com a seguinte ‘medida’:
Art. 1o. É vedada a utilização de lobby para influenciar a criação de políticas que beneficiem um pequeno grupo, em detrimento do resto da população.
De quebra, seria instituída uma ‘contribuição’ (“temporária” é claro, ao melhor estilo da LC110/2001 — adicional sobre o FGTS) para custear uma Comissão Nacional do Lobby, que cuidasse especificamente do tema).
Eu proporia um deputado para cada 50.000 habitantes, atuando diretamente de seu municipio, com no reuniões e votações presenciais estaduais. O restante tudo on line, utilizando-se certificados digitais e sistema on line de monitoramento da pessoa pública.
muito bem resumido
Custos Dispersos, Benefícios Concentrados.
* * *
R$ 200 milhões para 100 pessoas daria R$2 milhões para cada um.
O que vcs acham da proposta apoiada pelo Juiz Sérgio Moro de legalização do lobby? Nos EUA e na Europa, o lobby é legalizado.
Nada de novo no reino da Dinamarca.
Amigos do rei enriquecendo com os impostos.
Sendo realista o capitalismo é assim.
Sempre alguém lucrando a custa do trabalho dos outros.
Dinheiro é o que faz o mundo girar.
Fato.
A direita quer corrigir as coisas sem entrar na política, enquanto a esquerda ocupa até DCE de faculdade. A guerra da narrativa está ficando mais equilibrada, mas ainda tem muita gente alienada.
A esquerda odeia a competição, por isso sempre vai tentar desqualificar a direita.
Infelizmente, as coisas só irão mudar quando a direita conservadora e liberal entrarem na política, na mídia, nas faculdades, etc. Nenhum político é santo, mas ficar olhando e reclamando não vai aumentar a liberdade.
Ainda tem muita gente que depende do estado. Fechar escolas, hospitais, cortar aposentadorias e bolsas, parece ser revolucionário. Não é fácil trocar a asa com o avião voando, mas é a única forma. A credibilidade da mudança depende da melhoria na transição. Ninguém vai acreditar numa mudança que está piorando a situação atual de uma parcela mais pobre.
A mudança não vai melhorar para todo mundo numa paulada só. Por mais que o país possa crescer de 5 a 10%, quem ficar para trás vai fazer muito barulho contra a mudança.
Eu sempre digo que a liberdade retira alguns benefícios, mas ganhamos 10 vezes mais em outras coisas. Pode não ter emprego estável, mas sempre teremos oportunidades e melhores rendimentos, melhor poder de compra, etc.
O Estado, seu poder pelas armas e força, impostos por leis injustas, existem porque tem poder de financiamento dos mesmos, acredito fortemente que isso tende a um fim não muito bonito, com o advento do bitcoin ou que seja qualquer outra cripto moeda, não importa, o fim de tudo isso é evidente e eminente.
Com esse artigo fica muito fácil entender porque a ANEEL queria taxar o SOL, indo conttra as pequenas empresas integradoras e as pessoas que produziam a própria energia.
E agora com o senado e o congresso nas mãos do Bolsonaro? Quero ver a desculpa pra vender tudo e mais um pouco, os presidente da camara e do senado já falaram: PRIORIDADE URGENTE: PEC EMERGENCIAL, REFORMA TRIBUTARIA E REFORMA ADMINISTRATIVA. Em seguida deve vir a do pacto federativo.
As principais reformas estariam em pé pra ser aprovadas e chegar em 2022 com um país minimamente decente pra destruir a esquerda em 2022.
E o banco central parece que acordou ou impressão minha?
A falácia que está na bíblia da nação diz: ‘todo poder emana do povo’. Se assim fosse, poderíamos votar através da internet mesmo, diretamente, a revogação, promulgação e ou impeachment de qualquer autoridade. Por exemplo, teríamos retirado vários ministros do STF e o Bozo já poderia ter tido admitido o seu processo de impeachment, pois assim, o voto do povo, diretamente, poderia sobrepor a qualquer ato de ‘autoridades’.
Aqui em Goiás, o grupo que saqueava a empresa de energia elétrica, cujo líder do bando era o ex governador, chegou a aumentar uma das tarifas da conta de energia.
Motivo?
Eles queria mais propina da empresa, e não tinha outra maneira a não ser aumentando a conta. Uma operação da polícia pegou esse rolo numa das escutas, saiu até no jornal.
Isso é apenas um caso de milhares de casos que acontecem no dia a dia.
Ah, se o povo entendesse que governos são apenas mafiosos reunidos decidindo como roubar ainda mais o povo.
Essa situação que o artigo descreve me lembra os cartórios. É fácil para os deputados aumentarem os preços de custas e emolumentos ou colocarem penduricalhos como a taxa do Fundejur. Isso não atrai atenção da mídia, e a população só vai se dar conta dos aumentos quando precisar dos serviços do cartório, algo que não acontece todo dia. Já quem recebe essa grana tem ganhos altíssimos caso esses aumentos sejam aprovados. Não é coincidência o fato de que a profissão mais bem paga do Brasil é de Titular de Cartório.
Eu tenho certeza que a situação do país é irreversível, a não ser que outro país nos invada e destrua todo nosso sistema educacional, das pré-escolas às universidades.
Acabei de ler um universitário brasileiro pontificar o seguinte no facebook:
“O New Deal, além de salvar o mundo do crash da bolsa em 1929, provou que a lei de Say está errada.”
Empresa fecha e é obrigada a continuar com o quadro de funcionários. Brasil é pague pra entrar reze pra sair
g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2021/02/06/justica-proibe-demissao-de-funcionarios-da-ford-em-fabrica-de-taubate.ghtml
Sabe o que eu acho que seria interessante? Tomarmos canudos como exemplo e todas as pessoas com pensamento liberal mudar-se para uma determinada localidade e criar uma cidade, só que baseada no liberalismo em vez do socialismo. O governador, o prefeito, os vereadores, os professores, os empresários… todos seriam liberais.
olha que beleza!!!
Como se diminui o Estado? Afinal, quem domina o estado ñ quer mudanças e são poucos. Como mudaria? Q muda sei q muda. Os impérios eram estado de poder fortissimo, donos da vida e propriedade dos indivíduos, voltados a guerras. O gigantismo improdutivo acabou com eles. O fato e q dominação estatal q redunda sempre em ineficiência para o país e pode conduzir ao caos. Precisamos estar preparados com nova proposta qdo ele chega. E espantoso como o caso Covid q privilegiou algumas empresas e arruinou muitas outras ñ causa reação. Empresas ñ são indivíduos e a maioria ñ tem parte com governos. E tem instrumento de rebeldia sensacional: recolhem 80% de todos os impostos e podem fazer rebeldia fiscal.Pr mudar tem q ter projeto: tirar invalidando o estado de todos os serviços a começar com saude e escola, desregulamentando.
“Quem são os pré-candidatos à Presidência em 2022 e como eles se articulam”
Meu palpite: Ciro Gomes vai continuar tendo relevância só no Ceará, PSDB vai ficar mais esquecido, assim como PT e Mandetta. Boulos é mais preferido pela elite socialista.
PSDB sempre ganhou para governo estadual porque realmente não tinha nada melhor. Para presidenciáveis o partido ficou cada vez mais esquecido desde o fim do segundo mandato do FHC.
Sobre Luciano Huck e Eduardo Leite, não posso falar nada.
O que vai pesar mais para o Bolsonaro até lá: moeda e inflação (o que ironicamente é o mais fácil de resolver).
O que pensam sobre?