Voltar

Empreendedorismo: nem espiritual, nem carnal

Gosto de muito do que o Leandro Karnal fala, mas
nesta ácida crítica ao empreendedorismo ele errou feio.

Ele critica o empreendedorismo por ser uma
‘religião’; diz que a busca pelo êxito junto ao mercado (isto é, o êxito em bem
servir, atender e saciar as necessidades e desejos de terceiros, de modo a
assim também alcançarmos nossos objetivos pessoais) é uma frustrante busca de
felicidade.

Karnal critica metas, critica a livre associação de
pessoas em torno de um objetivo comum, e critica a busca por resultados.

Voltando um pouco aos fundamentos: empresa e
empreender vêm do latim impresa e imprendere, que significam ‘ver’,
‘perceber’, ‘descobrir’. O empreendedor empreende para alcançar objetivos. Na
vida, temos de agregar valor a outras pessoas de tal forma que consigamos, por
meio de trocas voluntárias com essas pessoas, obter bens essenciais para nossa
sobrevivência e prosperidade.

Um empreendedor percebe algo e utiliza seus
talentos, trabalho e recursos — em condições de risco e incerteza — para
oferecer um bem ou serviço e, em contrapartida, obter dinheiro. Esse dinheiro
será então convertido nos bens importantes que deseja obter para si.

Sem empreendedor não há economia de mercado, não há
empresas, não há empregos, não há renda; o empreendedor é a força vital do
mercado.

Cada troca efetuada entre o empreendedor e seu
cliente melhora a situação de ambos. Ambos estarão em melhor situação após a
troca — caso contrário, não a fariam. Quanto mais trocas, quanto mais
empreendedorismo, maior a felicidade. Ao contrário do que Karnal defende.

Não resta dúvida que nem todos têm vocação e
propensão a serem bons empreendedores. Para tal, é preciso uma certa
personalidade; é preciso vigilância e estado de alerta ao que se passa ao
redor, aos desejos dos demais. Adicionalmente, é preciso ter propensão ao
risco, e também haver nutrido, provavelmente desde a infância, hábitos que
auxiliem a tornar-se um empreendedor.

O curioso é que Karnal contradiz em seus atos aquilo
que ele próprio defende. Em sua carreira, e notadamente neste vídeo, Karnal é
um empreendedor, ainda que de uma pessoa só. Por definição, ao se preparar,
Karnal observou o prazo final (data) para a palestra (uma meta), e se preparou
para falar por determinado tempo a pedido dos seus clientes (outra meta);
adicionalmente, ganhou bastante dinheiro ao oferecer ao público presente algo
que eles gostariam de ouvir, ou seja, sua palestra (o serviço prestado).

Karnal é um exímio empreendedor. Rivaliza no
competitivo mercado de palestras com vários outros palestrantes, e tem êxito em
seu empreendimento, exatamente o que ele critica.

Será que Karnal não está feliz em realizar seu
potencial ao empreender e obter dinheiro? Será que ele não se regozija ao
perceber oportunidades, e entregar de forma exemplar resultados que a maioria
dos demais não consegue? Duvido.

O fato é que aparentemente Karnal não percebeu que
ele próprio é um grande empreendedor (seu sucesso confirma isso). Talvez ele
prefira se considerar apenas um “intelectual iluminado”.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

141 comentários em “Empreendedorismo: nem espiritual, nem carnal”

  1. Caro Helio beltrião, O grande equivoco está no culto ao capital. vamos pegar o exemplo do pastor Flavio Augusto, Ele prega para milhões de convertidos a religião do capital, e obviamente está religião tem um dizimo: para ouvir suas palavras doces como mel, é necessário ser assinante de seu programa.(alguns chamam de troca de voluntária).

    O paraíso do capitalismo é a matéria, é o sentimento, é a soberba. Por coincidência, o cristianismo prega contra tais coisas: Concupiscência da Carne, Concupiscência dos Olhos e Soberba da Vida. A estética são as promessas de Flávio Augusto que você irá morar em alguma casa confortável, em algum pais rico, o sentimento é a promessa que você terá a bela mulher atraída pelo seu dinheiro, A soberba é a promessa que você terá poder, e poderá comandar outros homens.

    A religião chamado capitalismo, é o oposto de uma religião virtuosa, como por exemplo querer a pobreza e simplicidade em vez da riqueza, a igualdade dos homens em vez de comandar os homens, o deixar de olhar para si mesmo para olhar para o próximo, O olhar para o outro como alma e não como objeto de consumo.

    Carnal foi o homem capaz de ver muito alem, do que os neoliberais podem ver, pois para ver a realidade é precisa deixar de ser cabeça de planilha.

    Chego a conclusão que todo empreendedor é um homem banal, tão sujo quanto qualquer pastor (que alias é um empreendedor da ignorância).

  2. Rodrigo Vasconcelos

    Quando eu li Ayn Rand pela primeira vez, achei os personagens que ela criava meio exagerados e caricatos.

    Mal sabia que ia vê-los na vida real.

  3. Ei pessoal do Instituto Mises Brasil, aquele artigo que vocês publicaram sobre o porquê dos intelectuais odiarem o capitalismo se encaixa como uma luva no Boça…, digo Karnal.

  4. Como dizia o grande Millôr:

    “Desconfio de todo idealista que lucra com seu ideal.”

    Outra:

    “Quando uma ideologia fica bem velhinha vem morar no Brasil.”

  5. Com certeza o Sr, Leandro Karnal realmente é um empreendedor de sucesso. Claro, graças aos seus conhecimentos, seu carisma e facilidade de comunicação. Está recebendo em valores monetários por suas palestras, com grande merecimento.

    Ocorre, que outros ramos do empreendedorismo nacional, não tem tanta sorte. Quem pode dar um testemunho das dificuldades de empreender no Brasil, são os pequenos empresários, diga-se de passagem são a imensa maioria do empresariado nacional. Lutam contra impostos altos, burocracia dos órgãos públicos (Infelizmente funcionários públicos que na sua grande maioria pensam como o Sr Carnal), dificuldades de mercado, crises econômicas, riscvos de mercado enfim, tudo que um estado mastodontico e perdulário impõe sobre o sofrido país chamado Brasil.

    Só para constar, será que as palestras do filósofo Leandro Karnal são tributadas na mesma medida que são tributados os pequenos (e porque não os grandes) heroicos empreendedores brasileiros?

  6. Pendurar no estado é bem mais fácil que satisfazer um cliente. O comprador antes de se separar do dinheiro dele te da uma canseira do caramba. Apenas o blablabla necessário para arrumar uma boquinha na ‘fada madrinha estado’ é bem menos angustiante que satisfazer um comprador. Eu concordo com o Karnal, esse negocio de trabalhar é chato pra caramba. Já pensou a trabalheira que é descobrir o que o chines quer comprar?

  7. Vejo que a direita está se tornando tão extremista quanto a direita. Karnal tem total razão ao criticar este ponto. De fato empreendedorismo virou uma teologia. Não tiro a razão e o direito do Karnal em criticar. Criticar o empreendedorismo não quer dizer ser contra o capitalismo. Embora Capitalismo seja um modelo viável, com muitas qualidades, também tem seus defeitos e uma crítica não nos torna anti-sistema. Eu sou empresária e ODEIO esta filosofia de empreendedorismo, como se todos precisassem empreender para obter sucesso. Esta crítica nada tem a ver com criticar o capitalismo. Eu vivo neste meio e entendo perfeitamente o que o Karnal diz com filosofia empreendedora e busca da felicidade, realização. Então um cidadão que quer ser um professor, um pintor se sentirá frustrado por não empreender? Acredito que Karnal leva o diálogo mais para este âmbito do que uma crítica ao capitalismo em si. Lembrando que o capitalismo não é perfeito e nós podemos criticá-lo, isso não significa sermos de esquerda e contra o sistema.

  8. Intelectuais gostam de posar de isento,mas cobram caro pelos seus serviços quando são bem sucedidos,seja atacando a economia de mercado ou quando sensatamente elogiam a beleza do livre-mercado e denunciam a ação maléfica do estado e seus monopólios aliados estes sim que só sabem nos explorar e atrapalhar nossas vidas e principalmente nossas finanças…

    Karnal vai para Cuba e com passagem só de ida.

  9. Leandro Karnal , como filosofo que é faz uma critica ai ao comportamento humano e existem considerações importantes nessa fala, ignorar isso e coloca-lo como esquerdista é um erro as criticas ao empreendedorismo que são feitas são reais dentro do cenário brasileiro. O verdadeiro empreendedor usaria isso como informação e experiência, então tenham mais atenção antes de criticarem o que não tem capacidade de entender.

  10. Ele chama o empreendedorismo de religião para desviar o foco da sua religião esquerdista. Discurso sofista e intelectualmente desonesto. Ou seja, da Unicamp.

  11. Quando o Karnal compara o empreendedorismo com uma religião, não está ele mesmo se colocando na posição de um sacerdote que ilumina seus ouvintes com pérolas de sabedoria? Quais os tipos de trabalhos remunerados existem além do empreendedorismo? Ou funcionário público ou privado.

    Quanto maior e mais inchada for a máquina pública, mais ineficiente e cara, e você acha que o governo vai empregar toda a população? O funcionário privado trabalha para uma pessoa física ou jurídica que é uma empresa. São os impostos das empresas que sustentam o governo e os funcionários públicos. São as empresas que produzem bens e geram empregos.

    A fuga das empresas brasileiras para o Paraguai está assustando o governo porque elas vão criar empregos e pagar impostos lá. Um médico que abra um consultório é um empreendedor, um professor que abra uma escola é um empreendedor. Quem não conseguir ser empreendedor vai trabalhar para um ou para o governo que é sustentado pelos impostos pagos pelo empreendedor.

    O empreendedorismo é muito importante para quem não passou em concurso público, não quer ser sustentado pelos pais ou não conseguiu ter um cargo comissionado por indicação política. É o empreendedor que corre os riscos, que planeja, usa suas economias, que gera bens e paga impostos. Ninguém vai investir num Brasil quebrado que ironiza o empreendedorismo e mal consegue pagar os juros da dívida.

    Segundo a Exame.com de 22/06/2015 os impostos já são quase 40% do PIB. O Estado toma via tributos, 40% da riqueza gerada pelas empresas e essa porcentagem está aumentando.

    "Aproveitar-se do lucro que alguém obtém pelo próprio esforço equivale a submetê-lo a trabalhos forçados", disse Reagan a respeito do recolhimento de impostos. Além de tomar seu dinheiro, o “filósofo” ainda ironiza quem paga seu salário direta ou indiretamente.

    Acho que o “filósofo” deve gerar muitos empregos, afinal nem vai precisar de palavras de incentivo.

  12. Helio

    Eu acredito que o karnal fazia alusão a essa nova onda de “ensinar” empreendedorismo que paira na internet. Onde existe diversos “gurus” que pregam que o caminho único para a felicidade seja esse e todo mundo deve segui-lo.

    Ao invés de pastores que vendem esperança agora são auto intitulados empreendedores vendendo esperança. Só mudou a figura e a droga continua a mesma.

    Acho que ele não teria a ousadia de criticar EMPREENDEDORES de verdade que mudaram a humanidade como Dell, Steve Jobs, Gates, Musk, Zuckerberg e tantos outros.

    Esses sim são empreendedores que merecem respeito. Não perderam tempo tentando vender balela e focaram o tempo deles no que devia ser feito!

  13. O vídeo que o autor usou para o texto tem 9 minutos. Esse programa completo tem quase 2 horas e nele Karnal responde várias objeções (como que o autor do texto tentou levantar) e complementa, constrói e desconstrói os fatos que estão esses 9 minutos pinçados a dedo pelo autor para embasar esse texto… não consigo dar credibilidade para quem constrói uma “critica” com base em um fragmento de opinião.

    Não vou nem entrar na questão da visão do autor do texto de “empreender” e “felicidade” porque beira a inocência.

  14. Engraçado é ver o Karnal fazer uma palestra dessas dentro de um grupo empresarial (acredito que o seja), onde existem por trás pessoas que justamente por terem sido empreendedoras criaram, ao longo de sua evolução, condições para que ele pudesse estar ali colocando sua opinião. A absoluta necessidade de existência do empreendedor é condição essencial da própria existência do estado, pois este não existiria se não fossem aqueles. Como cada indivíduo é único, a experiência prova que poucos tem essa capacidade de estar a frente de um negócio e correr riscos de toda a sorte para seguir em frente. Fomentar, portanto, na sociedade esses indivíduos é condição essencial para que se possa buscar melhores condições de vida para todos, tanto quanto o próprio estado gerar serviços considerados essenciais para a vida em grupo, como segurança por exemplo.

  15. Aproveitando a oportunidade, estudo direito e gostaria de saber a opinião do Helio em relação a essas ações judiciais.(Levando em conta o nosso pensamento liberal)

    quatrorodas.abril.com.br/materia/hyundai-perde-acao-e-tera-de-dar-um-veloster-0-km-para-consumidor-enganado

    VW e a multa do DieselGate.

    Abraços

  16. Vi que muitos se apóiam em teologias voltadas à pobreza e sofrimento para denegrir o capitalismo, o empreendedorismo. Sou protestante, mas é uma vergonha esse bando de falsos teólogos, intelectuais e semi-deuses na terra. Na Bíblia há um forte estímulo ao empreendedorismo, porque coloca a responsabilidade de forma individual. E na boa, o que “vai ter com a formiga, preguiçoso” significa? Vamos ser honestos, a preguiça é terrível, porque a sua preguiça meu caro é o dobro do trabalho do seu próximo, que você tanto ama, hipócrita. É bom todos saberem que também está escrito na Bíblia que Deus nunca descansa. Teologia da preguiça não dá né… Bora trabalhar e empreender. Quer ajudar o próximo, não vai ser criticando o capitalismo que vai conseguir isso, até porque o pobre quer oportunidades e não peninha, ou seja, ele quer ser um vencedor. Não insista em puxa-lo baixo. Está tirando o melhor dele. Seja sincero, o que você quer de verdade com sua teologia da miséria, do sofrimento, com o socialismo, comunismo e todas estas ideologias? Já perguntou a alguém (que trabalha) se ele se interessa por isso? Já pensou que sua luta é só sua e de uma meia dúzia? Já pensou que estas ideologias podem ser o cerne de todos os problemas? Estou bastante farto de mentiras e apologia à miséria e ao sofrimento. Tenho bastante propriedade para falar do assunto, pois cresci em uma igreja que usa a teologia do sofrimento como base, então não me venha com ladainhas… Desculpem o texto, mas estou realmente farto desse teatro. O meu evangelho virou palhaçada; bagunçaram uma linda mensagem pra caber em suas cabeças. Um desastre.

  17. Quando os intelectuais esquecem que o domino próprio a “liberdade” é a base para vida é que está liberdade está disponível para todo que acreditrem nela. Eu me motivo a ser intelectual também…. Kkkkkkkk

  18. Achei bem pertinente o vídeo. Não enxerguei uma crítica ao ato de empreender e sim a essa cultura em volta do empreendedor bem sucedido, como se existisse uma fórmula pronta que pudesse ser seguida e replicada infinitas vezes. O mito do empreendedor, onde é praticamente descartado o elemento sorte(probabilidade de acontecer algo que traga algum ganho) e condições prévias do empreendedor, no video é considerado por ele uma nova religião. Nada contra religião, mas enxergar essa semelhança e ter um pensamento critico quanto a isso é bem saudável. Minha opinião pessoal é de que empreender é uma das coisas mais legais que você pode escolher pra você, mas esse mito em torno do assunto é de amargar.

  19. Tá virando aquele tipo de intelectual que fala sobre tudo e no fim sempre sai uma grande bobagem..perde feio para o Pondé. Começa a ficar desonesto com conceitos simples ao afirmar logo no começo que “O sucesso é minha responsabilidade e o fracasso é minha culpa”. Distorce de maneira quase imperceptível uma máxima liberal. O liberal (que é empreendedor) assumi a responsabilidade por sua ações, isso é um fundamento da postura liberal, com isso é não existe se tornar culpado por um eventual fracasso e sim assumir os erros e acertos de qualquer decisão. Parafraseia de forma “bonita” e extremamente pobre Max Weber. O cara tem que decidir se é ateu ou vai ficar pregando uma autoajuda ruim e desonesta…Daqui a pouco vai ficar igual ao Auguste Comte…..Tá ficando triste!!!

  20. O que o Karnal falou sobre empreendedorismo é um FATO.

    Tudo que se fala sobre empreendedorismo aqui no Brasil é uma farsa… os livros tem cara de auto ajuda, os programas do tipo “Pequenas Empresas, Grandes Negócios” e as palestras do SEBRAE com seus velhos clichês sobre empreender… tudo FARSA.

    Quem trabalha na área de RH sabe bem como funciona esse mundo corporativo, a hipocrisia que paira numa avaliação de candidato, todo o adestramento que é feito nas pessoas.(Pq isso é a visão do oreia seca… aqui nesse site o pessoal discursa sempre como se fosse o “dono”do negócio).

    Agora como também já disseram…o Karnal é um empreendedor e talvez não se enxerga assim… ganha a vida dando suas palestras, sendo um “pastor ateu”para as ovelhinhas que gostam de uma masturbação mental.

    Virou um “filósofo popstar”.

  21. Você gosta muito do que esse imbecil fala? Eu não. Trata-se de um hipócrita, que é muito bem pago para dizer tolices, respaldado em seu diploma de “Doutorado”. Não é por menos que as universidade brasileiras não têm sério reconhecimento em praticamente lugar nenhum. Neste país, um fetichismo tosco faz com que, frequentemente, no senso comum das massas um pedaço de papel pintado valha mais que verdade. Não é por menos que, como resultado, para gente séria quem ostente este tipo de papel como um estandarte, no fim das contas não valha nada.

  22. Karnal critica a “teologia do empreendorismo”, porque a religião dele é a mentira

    Aliás, será que faz sentido falar em “teologia do empreendorismo” em um país onde empreender é difícil e relativamente raro? Será que faz sentido criticar a busca por resultado num país em que o trabalhador médio produz 1/4 do que produz o trabalhador médio norte-americano?

    Pois é, claro que não!

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/05/1635927-1-trabalhador-americano-produz-como-4-brasileiros.shtml

    A propósito, belo e relevante texto. Esqueci de dizer em comentário anterior.

    Abraço

  23. Não sei como alguém gosta de Karnla, esse mal caráter defensor do PT, Defensor do Socialismo. É uma vergonha que alguém o cite de maneira não pejorativa.

  24. Quem paga a palestra de um orador desse?

    – Deve ser um ou vários empreendedores carrega carga sem sentir.

    Acredito que todas as pessoas são empreendedoras, até aquelas que buscam politicas de pão e circo de um certo modo acabam investindo na permanência desses benefícios votando na permanência de políticos populistas e que prometem almoços de graça.

    É um brilhante orador, porém a critica peca por ser incoerente com a coisa mais natural de ser humano que é se dar bem na vida.

  25. Pessoal não esquecem, o Karnal é um Historiador Filósofo. Para ganhar dinheiro e entreter a sua plateia, ele pode transformar o não em sim e o sim em não, tendo em conta a plateia e a circunstância. Este é o espirito de empreendedor criativo.

    Não penso, que esta palestra desencentiva quem quer ser empreendedor, ao contrário, ele defende que o empreendedor tem que ser ele mesmo para inovar e não viver a vida de outros, se não o mundo não chegaria onde está, do ponto de vista de evolução.

  26. Eu não acho que fiquei mais inteligente depois de começar a estudar a EA.

    Eu já tinha questionado as univeridades antes de entrar em um curso.

    A única certeza que eu tenho, é que os professores estão afundando a vida em sociedade. É um desastre atrás do outro.

    Se fizermos as contas, menos de 30% das pessoas que estudaram até os 25 anos tem sucesso pleno e duradouro. A maioria dos estudantes são formados sem saber martelar um prego ou vender alguma coisa. A grande maioria dos estudantes não servem para nada, na hora de empreender, criar riqueza, assumir responsabilidades, etc.

    Enfim, não perca seu tempo com professores. Estude sozinho, empreenda, crie riqueza e trabalhe muito. Não perca seu tempo com doutores do faz de conta. Não estudem em escolas, principalmente as do governo.

  27. Olá Hélio, primeiramente parabéns pelo protagonismo, gosto muito de ler esse site e me identifico com o equilibrio na abordagem dos diversos temas. Contudo exergo o vídeo de forma diferente.

    Primeiramente me considero um empreendedor, desde o segundo grau desejava ser empresário, por tal motivo cursei Adm. de Empresas e, logo aos 20 anos tive meu primeiro negócio. Após trabalhar em algumas empresas, cheguei a ter mais dois outros negócios. Realmente me sinto melhor gerenciando, até por confiar em minha capacidade de ser justo, algo que não vi em muitos daqueles que me lideraram anteriormente.

    Como todo empreendedor atual, participei de inúmeros cursos, palestras, eventos, etc. Até perceber que eram mais do mesmo, apesar de sempre serem vendidos como novidade ou a grande solução.

    Nesse sentido, concordo com o Karnal, pois realmente a indústria do empreendedorismo se tornou muito semelhante à religiões modernas, com forte apelo comercial, passando a noção de que só se alcança o sucesso através das soluções por ela apresentadas.

    Hoje em dia me dá náuseas saber que existe um novo tipo de coach ou um novo palestrante usando titulos chamativos, isso por ter assistido tantos desses cursos, com os palestrantes mais renomados do país, mas que muito pouco acrescentaram, parecem mais com atrações de circo, com apresentações floreadas e pouco objetivas.

    Dos livros de empreendedorismo diria a mesma coisa da maioria. Estão mais para livros de auto-ajuda, do que com reais dicas práticas para empreendedores.

    É claro que existem exceções, mas em linhas gerais, hoje em dia muito mais me agrada ler ensaios sobre economia e gestão, como diversos que já li nesse mesmo site.

  28. Apenas complementando, exergo a critica dele mais à indústria do empreendedorismo, do que ao empreendedorismo em si. Realmente essa indústria se tornou muito semelhante à religiões, pois vendem a idéia de ser impossível ter sucesso sem ela, e de que é impossível ser feliz sem empreender.

    Se observarmos as regiões mais pobres do Brasil, veremos inúmeros empreendedores que nem sequer lêem, muito menos livros de auto-ajuda para empreendedores.

    Finalizando, essa indústria acaba levando muitos convertidos ao fracasso, por não possuirem a verdadeira chama empreendedora que, acredito eu, já nasça com a pessoa. Privando assim, milhares de se sentirem plenos e felizes por serem tão importantes quanto empreendedores, sendo bons empregados.

  29. Empreender no Brasil é muito mais rentável que sustentar uma carreira corporativa, além de validade muito maior, não necessariamente precisa ser um negócio inovador:

    Carreira de sucesso como empregado de nível superior:

    Até os 20: Ensino técnico e alguma experiência profissional, de preferência já falar um bom inglês;

    20 aos 25: Graduação concluída, inglês fluente com um intercâmbio, bom segundo idioma, razoável exp. profissional para chegar ao nível de analista;

    25 aos 30: MBA, ter vivência em outros setores da organização e sólida exp. profissional para assumir cargo de supervisão;

    30 aos 35: Momento chave da carreira, com muitos resultados positivos acima dos colegas para ganhar moral, hora de se posicionar para assumir cargos de coordenação ou gerência;

    35 aos 40: Auge de poder, tudo que você vai poder ser é até aqui que conseguirá;

    40 aos 45: Auge financeiro, tendência de estabilidade no cargo, alguns poucos abençoados serão diretores;

    após os 45: Declínio, se não virou diretor seu cargo já está cotado para alguém mais jovem e o melhor caminho é virar consultor.

    Carreira de sucesso setor público:

    Passar no concurso, praticamente sem limites para a idade.

    Carreira de sucesso empreendendo:

    Franquia não é empreender, é empresariar.

    Até os 30: Ideal é trabalhar como empregado para adquirir as habilidades técnicas para operar o negócio, de preferência empregos em níveis de operação e técnico.

    Começar bem pequeno, vender camisetas, pão de mel, capinhas de celular, muambas da China etc para adquirir habilidades de venda e administração de risco.

    Levante capital, seja empregado PJ, faça negócios, saiba fazer dinheiro seja lá como for, ações, reformando casas ou carros e vendendo, comércio em geral, prestando serviços e consultoria especializada e etc, para adquirir a habilidade de ter boa quantidade de dinheiro e não gastar tudo com besteiras.

    Abra o negócio, deixe-o lucrativo, bem organizado e crescendo a taxas de 2 dígitos, venda para um empresário por previsão conservadora do lucro de 5 anos.

    Repita o processo indefinidamente até o fim da vida, é muito divertido e entre uma venda e um empreendimento pode tirar uns 6 meses viajando por onde quiser.

  30. Não dá pra negar que existe uma crença, por parte, de algumas pessoas no empreendedorismo.

    Um empreendedor pode almejar sucesso acima de tudo, mas ele certamente não vai atingir o seu objetivo, até porque existem outros fatores que não podem ser ignorado, como por exemplo, o acúmulo de capital, e que só para atingir esse objetivo, é necessário um planejamento a longo prazo. 

    Ele poderia dar outro nome qualquer para isso que ele tá explicando, menos empreendedorismo.

  31. O Karnal não fala contra o empreendedorismo, ele fala contra associar SOMENTE (grifado, para ressaltar) o empreendedorismo à busca da felicidade, especificamente a busca por realização material como cura do vazio existencial do mundo moderno. O comentário dele não é contra buscar a realização material, mas sim abrir os olhos das pessoas que é preciso buscar o enriquecimento da mente (alma, espirito, intelecto), sem o qual a riqueza é vazia.

  32. Filipe Mendes Arruda

    Não acredito que Karnal não tenha o conhecimento, ou do que o faz dele um empreendedor ou dos conceitos básicos de mercado. Penso que, como intelectual e articulado que é, ele se aproxima da descrição presente no “Mentalidade Anticapitalista” de Mises. Fica muito claro uma tentativa de desqualificar aqueles que buscam sucesso através das práticas de mercado. Essa palestra só me leva a crer em uma coisa – mesmo que o interlocutor represente para alguns de nós um empreendedor de sucesso, na sua cabeça ele vive em uma sociedade que dá a ele muito menos do que acha que merece(um pensamento, ao meu ver, arrogante e limitador).

  33. A esquerda é ateísta e a direita cultua o “deus” mercado.Uma não crê em nada e quer destruir tudo para “melhorar” o mundo. A outra beija os pés do bezerro de ouro e busca o lucro a qualquer preço ainda que este destrua a Terra e seus recursos (não venham falar de ISO isto ou ISO aquilo).Na verdade em política as duas facções lutam por si mesmas enquanto que o país (que tem outro dono) que se dane.Parasitas de diferentes cores.

  34. Acontece muito também de pessoas investirem muito na carreira, e depois, não ter o sucesso que imaginavam. Ainda tem cara que fica mais maluco quando ver outro que investiu menos, e tá conseguindo mais sucesso.

    Infelizmente, isso é muito comum e parece injusto, mas nem todo profissional, mesmo que atue em uma mesma área, vai fazer o trabalho igual a outro.

    Parece que o sentimento de igualdade cega o indivíduo.

    Não existe outra explicação para uma pessoa não ver uma coisa óbvia como essa.

  35. Quando ele culpa o empreendedorismo pela infelicidade, é evidente que está se referindo aos empregados, e não aos empregadores. No sistema capitalista sempre haverá bem maior número de empregados, mas isto não significa que eles sejam infelizes com seu trabalho, ou que não possam crescer dentro da empresa, ou mesmo montar um negócio próprio. Ele não toca nesses aspectos porque está vendendo o seu produto para uma platéia de esquerdistas que paga pra ouvir este discurso. Falta-lhe a ética e a honestidade, sobra-lhe a ganância.

  36. Até entendo a crítica a todos esses livros e palestras de “auto-ajuda” de incentivo ao empreendedorismo. Mas daí ele dizer que estamos menos produtivos, já é demais. Nem parece historiador.

  37. Não simpatizo com o Karnal, mas dessa vez acho que o discurso dele é totalmente correto. Bel Pesce e essas fórmulas do lançamento são apenas pra enganar os incautos e gerar riqueza apenas para seus “mestres”.

  38. ernesto heredia dias

    Não concordo que o empreendedorismo obrigatoriamente possa assumir um viés religioso.

    Contudo na cultura judaica isso ocorre.

    Nela a valorização do empreendedorismo e a busca do sucesso econômico possuem uma óbvia conexão com a religião.

    Que explica-se pelo fato de que um homem rico está em muito melhores condições de promover e realizar a obra de Deus na terra, do que um homem miserável.

  39. RODRIGO MONTEIRO AUGUSTO

    Karnal é um chato, aposta na agenda esquerdalha em todos os sentidos. Muito oba oba em cima deste cara!! E mais: vem fugindo de vários debates interessantes com conservadores e liberais, além de bloquear internautas quando o coloca na parede, pois conhece sua fraqueza. Enfim, canseira demais!

  40. João de Alexandria

    Meu tempo na terra é curto. Já recebi aviso três vezes de que minha hora não tarda. Então, estou escolhendo o que ler, o que ouvir e uma das pessoas que optei por não tornar maior conhecimento foi o sr. Karnal, que me deu a impressão de só gostar de se ouvir e não estabelecer um debate sério e prolífico.

  41. Não achei q Karnal seja contra o ato de empreender, mas fala claramente da crença no empreendedorismo como perfil religioso de cidadao ideal, empreendedorismo como salvaçao. Eu sou uma pessoa muito otimista, ate demais, confesso, um dia conversando com minha mãe(ela menos otimista q eu) disse – “eu vou voltar p a cidadezinha q eu nasci, aquilo sim é q era vida, vc conhece todo mundo, as pessoas se respeitam e ainda se cumprimentam na rua, qndo vim p capital cheia de sonho, querendo ganhar o mundo, tinha 12 anos e trabalha em troca da refeiçao e ate hoje to assim, custo de vida caro e trabalho de segunda a sabado, e o tempo p o ócio criativo fica aonde? -na tv a cabo, q pago suando p ver o comercial de um roupa q eu nunca vou poder comprar, um carro q nunca vou ter, uma bolsa q nunca vou ter dinheiro p comprar!”

    Eu entendo Karnal, como entendo minha mãe, minhas avós que criaram seus filhos sem guia de auto ajuda, sem subsídios do governo.

    Quem diria, que criança precisaria fazer academia, na minha epoca(1990) brincar na rua bastava.

    Se eu não tinha um celular moderno antes, pq preciso dele agora? Status, pq no mundo capitalista meu valor esta relacionado ao q eu tenho.

    Será q somente cabe admirar,ler, ouvir os grandes conquistadores-empreendedores?

    Querer ser como o outro ao invés de descobrir a si proprio é natural num mundo tão global. Amar seu semelhante é facil e para os diferentes sempre ha manuais de como se enquadrar.

    Por fim se todos nos tornamos empreendedores religiosamente – como Karnal diz – quem fará o trabalho que os empreendedores não fazem?

    Costurar p fora, vender coxinha, bolo, pão; essas pessoas não se encaixam no quadro de empreendedores?

    Para minha mae, isso nada mais é que o instinto inerente do ser humano de sobreviver – eu concordo com ela.

    Como diria um zapzap “tem vida mais barata, mas não presta, não” por isso todos queremos a grande ideia milhonaria.

  42. O engraçado que após obter uma bela quantia financeira através do seu empreendimento (palestra), o que ele vai fazer com esta dinheirama? Adquirir bens e serviços de outros empreendedores para saciar seus desejos.

  43. Bom realizando uma analise profunda desde as suas roupas e aparelhos eletrônicos, que é óbvio que mesmo deve utilizar, são produzidos por empresas que consequentemente possui um ou varios empreendedores que consequentemente empregam.

  44. Como diria o Olavo de Carvalho: Esse Leandro K. é um caso típico de paralaxe cognitiva.

    Esse carequinha coletivista da unicamp é um perigo para as mentes jovens cheias de sonhos.

  45. Jorge Guimarães

    Achei bem legal a forma como ele aborda essa avalanche de procedimentos e conceitos incentivadores ao empreendedorismo tipo religião, concordo plenamente, principalmente no que diz respeito a fórmulas prontas para se tornar um.

  46. Muito bom texto. Só acho que o Karnal é muito arrogante e não respeita as decisões individuais e acha que as pessoas devam pensar o mundo como ele, conforme seu entendimento deturpado do que é empreendedorismo, que isso necessariamente trás infelicidade às pessoas, porque ele, Karnal, sabe o que faz todas as pessoas felizes.

    E no tocante ao mencionado nos comentários sobre a religião capitalista, adoradores de Mamon, reflexões Weberianas e afins, considero realmente um problema a ser discutido, mas duvido muito que esse seja o foco de um socialista, de qualquer modo o vídeo do youtube não está mais disponível para eu conferir.

  47. Parabéns pelo Instituto.

    Não entendo o Brasil.E o Instituto está aí para decifrá-lo. Karnal é um representante deste enigma. Fala obviedades, muitas vezes distorce fatos mas tem grande penetração no meio que critica, os capitalistas.Que , pasmem, o pagam para escutar tais “verdades”.

    Enfim, acho tudo tão fascinante que nem consigo participar das discussões trazidas por pessoas que considero uma contradição ambulante.

    Fica meus parabéns ao Instituto. Que se discuta de forma séria este país. Sem modismo, sem “jogar para platéia”, sem dourar a pílula e sem contratar pessoas que não suportam o capitalismo mas usam de todos os seus benefícios, protocolos e regras para bem viver.

  48. JOSUELITO BRITTO

    Deixei de ouvir esse Carnal. É o filósofo do politicamente correto, que cuidar de adular ou auditório e não provocá-lo a pensar. Mercado, empreendedorismo, liberalismo…nada disso promete felicidade. Apenas assegura as condições para se buscá-la. Encontrá-la é outra questão, subjetiva, talvez Metafisica ou transcendental. Enfim, mais um chato na tribuna. Proponho esquecer Carnal!

  49. Ótimo texto Hélio! Vi nessa semana que Karnal e Padre Fabio de Melo escreveram um livro, Crer ou não crer. A pergunta é, o que ele foi fazer no programa de Fatima Bernardes? Divulgar pra vender, pra trocar. Ele se diz ateu, bom como nesse caso , ele critica o empreendedor e usa de midia pra vender seu peixe. Bom cara, eu não gosto dele e pra mim não ha absolutamente nada aproveitável, charlatão e desarmamentista, igual ha Pondé e Cortella que é discipulo assumido de Paulo Freire, que destruiu nossa educação. O óbvio é que eles fazem isso pra seus fãs expertinhos que querem que tudo caia do céu. São responsáveis sim por uma geração que será perdida. Um abraço

  50. Tiago Júlio de Moraes

    Apesar de entender o Karnal, fica difícil respeitá-lo como ‘intelectual’. Alguém que aponta com tanta probidade as maleficências do capitalismo e deixando, implicitamente, que a ‘esquerda’ seria a ‘terra prometida’.

    Mostra analise histórica rasa; cita filósofos, com frases de impacto – que não se mantém de pé à audiência esclarecida.

    Só gostaria que utilizasse fatos e não interpretações próprias elevadas ao status de verdade universal.

  51. Helio Beltrão, uma pergunta em relação a frase abaixo:

    “Adicionalmente, é preciso ter propensão ao risco, e também haver nutrido, provavelmente desde a infância, hábitos que auxiliem a tornar-se um empreendedor”

    Quais são os hábitos da infância que você pode apontar?

  52. Caro helio creio que não receberá esse comentário. No entanto ao ler o ação humana mises diz quando falando de produção que ela é um fenômeno intelectual e espiritual. Ou seja que a utilização da mente para modificar aspectos da natureza é uma criação enquanto o simples trabalho nao.

    Gostaria de saber sua posição pois o título do artigo e que empreendedorismo não é espiritual.

    Sempre vi esse título mas agora por ter lido o ação humana me chamou a atencao

    Obrigado

  53. Agradeço ao Instituto Mises por mais um artigo importante. Nessa o Karnal errou feio – como sempre. Parece que ele NÃO leu “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, de Max Weber. Ou, se leu, não entendeu NADA!

  54. Quando assisto algum desses pseudo-intelectuais doutrinados em universidade pública me vem a mente que a profecia de Nelson Rodrigues talvez já esteja se cumprindo, ele dizia: “Os idiotas ainda vão dominar o mundo, não pela capacidade mas pela quantidade”.

  55. Reginaldo Ribeiro Oliveira

    Respeito a sua opinião, mas é difícil dar ouvidos a um suposto intelectual que diz que o diabo é o primeiro empreendedor da humanidade. O empreendedor é alguém que gera valor a sociedade. Que valor o diabo gera a humanidade?

    Karnal é uma versão brasileira de Saul Alinsky que dizia que o diabo é o primeiro rebelde que o homem conheceu e serviu como guru de esquerdista como Barack Obama.

    Acho ridículo de Karnal é dizer que prefere abrir um pequeno negócio a trabalhar para uma grande empresa. Empreendedorismo vai muito além de montar um negocio, devemos levar em conta o intraempreendedorismo, empreendedorismo social e público. Como dizia Fernando Dolabella: Empreender é uma forma de ser, não de fazer.

  56. Não somos todos iguais, eu nesse ponto defendo o público dele, temos que respeitar nossas diferenças. Existem pessoas qie nasceram para isso, outras não. Vamos respeitar a natureza de cada um, o trabalho de cada um…

  57. O que eu enxergo em geral nesses pensadores críticos ao empreendedorismo é a incapacidade de lidar com o fracasso. Ora, sendo a derrota uma lei natural que nos revela determinados pontos em que precisamos aprimorar nossas habilidades, precisamos é mudar nosso foco de pensamento, esquecendo a derrota como punição. A derrota não deve gerar culpa, mas deve estimular a autocrítica sobre o que estamos fazendo de errado e onde podemos melhorar.

    Tudo na vida faz parte de um processo gradativo e muitos olham muito além de onde estão situados no processo evolutivo pessoal, perdendo o senso da realidade e encarando a vida com duros pesos nos ombros, buscando atingir uma meta longe de ser alcançada. Por isso já dizia um sábio da antiguidade “conhece-te a ti mesmo”, o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrastamento do mal (Questão 919, O Livro dos Espíritos).

Rolar para cima