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Nossa falta de ambição e de lógica explica o nosso atraso

No Brasil, as coisas são curiosas.

Votar é seu direito, mas é obrigatório.

FGTS é seu direito, mas é obrigatório ficar retido
pelo governo, rendendo
menos que a inflação
.

Optar por ser representado ou não por um sindicato é seu direito, mas
a contribuição sindical
é obrigatória
para sustentar sindicalistas.

Mais de 70%
dos empregos
no Brasil são gerados por micro e pequenas empresas, mas
empresário é só um explorador.

Político que voa de jatinho e se hospeda em hotel 5
estrelas com dinheiro de impostos pagos pelo povo e por empreendedores
é alguém com “consciência social”.  Já o
empreendedor que rala para pagar esses impostos e empregar o povo é a “elite”.

Num país com esta “lógica matemática”,
quem acaba sofrendo mesmo são os pobres, manipulados por políticos e seus
discursos populistas. Caindo nessa conversa mole, o mais provável é que, infelizmente,
permaneçam pobres pelo resto da vida.

__________________________________

Levei meu filho de 6 anos de idade ao seu primeiro
dia de aula aqui nos EUA, há algumas semanas. Escola nova, vida nova, país
novo, tudo novo na cabecinha de uma criança cheia de brilho nos olhos. Estava
eu lá, ao seu lado, curtindo este momento.

Logo na entrada, havia uma placa eletrônica que, a
cada dia, apresenta avisos importantes e estabelece um canal de comunicação
instantâneo com os pais e alunos ao entrarem na escola.

Neste dia, havia uma mensagem que me chamou muita
atenção e que me fez refletir bastante. A mensagem foi a seguinte:

WELCOME BACK [bem vindo de volta]

BE AMBITIOUS [seja ambicioso]

As duas frases apareciam, uma de cada vez, trocada
eletronicamente e lida por cada pai e aluno que entrava na escola em seu
primeiro dia de aula.

Pra pensar:

1. Você acha provável que a frase “seja ambicioso” fosse
colocada na frente de uma escola no Brasil?

2. Caso fosse, que tipo de reação geraria?

3. Que tipo de mentalidade é desenvolvida com este
tipo de ideologia (seja ambicioso) ensinada para as crianças desde cedo?

4. Que tipo de mentalidade é desenvolvida na nova
geração por meio de ideologias que introjetam o vitimismo e o coitadismo?

Ser ambicioso é diferente de ser ganancioso. Ser
ambicioso é ter o desejo de crescer, de evoluir, de construir, de fazer a
diferença, de ser o melhor no que se faz; é nivelar por cima, é aumentar os
seus referenciais, é pensar grande.

Se meu filho não tivesse acesso a este ensino na
escola, eu mesmo o ensinaria. Infelizmente, este tipo de mentalidade tem sido rejeitada
em muitos países, inclusive no Brasil. Também tem sido deixada de lado por
muitas famílias que, infelizmente, pensam que ser ambicioso é sinônimo de ter
um comportamento negativo. Consequência: a mediocrização do destino.

Você tem até o direito de não gostar com a frase
“seja ambicioso”, porém o mundo em que vivemos é resultado de pessoas
ambiciosas que revolucionaram processos; empreendedores que construíram grandes
empresas e criaram produtos dos quais você não desgruda; cientistas com novas
descobertas; pesquisadores que promoveram o aumento de sua expectativa de vida
etc.

Mesmo não gostando ou concordando com essa frase,
você desfruta de uma vida que é resultado de pessoas e países que foram
ambiciosos em vez de terem escolhido viver acomodados.

SEJA AMBICIOSO.

Acredite, não é pecado.

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51 comentários em “Nossa falta de ambição e de lógica explica o nosso atraso”

  1. Todo o problema, se você for olhar bem, começa com a obrigatoriedade do voto. Porque votar é obrigatório, e tem multa como punição em caso de abstenção, as pessoas acabam tendo de votar em alguém. E vão votar no mais demagogo e populista. Já quem exerce o direito de não votar de forma consciente ( não tem um candidato que o represente) é tratado como irresponsável.

  2. Graças à engenharia social imposta pela esquerda brasileira durante décadas a fim de se perpetuar no poder e lucrar com a miséria, o brasileiro em sua maioria adquiriu esses pensamentos rasos.

  3. FGTS rendendo 3,4% ao ano, a inflação batendo 10,7%a.a (dado ano calendário 2015), e ainda chamam isso de direito? Esse dinheiro que você perde mantendo seu dinheiro no FGTS é o preço que o governo cobra pra devolver seu dinheiro.

  4. Nos Estados Unidos, crianças de 8 anos aprendem a vender limonada na frente de casa e os pais se sentem orgulhosos. Aqui, se você faz isso a família acha “feio” e tem vergonha.

    Aqui, quem empreende e emprega é visto como privilegiado.

  5. Puxa vida. Eu sempre ouvi para jamais ser ambicioso. Tenho 35 anos, e lembro bem quando falava em ter uma fábrica quando garotinho. Só era risadas e “xingamentos” de ambicioso e de ser ladrão.. Eu tinha uns 14 anos..

    Meu maior sonho da vida, era poder ter um carro igual ao do meu tio, um Monza, mas só ele sabia disso; minha mãe me chamava de metido. Não sei se foi só isso, mas hoje não tenho nada..kkkk. Esses dias tava sonhando em sair do Brasil. Quem sabe um dia.

  6. Fico pensando se isso não está na nossa origem. Milhões de índios primitivos e africanos primitivos, ambos que viviam de forma primitiva em tribos ou na floresta, misturados com os piores portugueses solteiros degredados de Portugal. Resultado: um país de primitivos que se desenvolvem muito devagar para a civilização e são presas fáceis para o discurso populista fácil de entender da esquerda oportunista.

  7. Sempre estudei em escolas e faculdades privadas e, por mais que isso ocorra de maneira mais sorrateira e menos escrachada, a mentalidade esquerdista estava ali presente, sempre! De maneira natural nós passamos a crer que o capitalismo é imoral e que serviços públicos são inquestionáveis.

    Professores de comunicação falam sobre o controle da mídia; professores de empreendedorismo dão respaldo ao BNDES(basta mudar a gerência, dizem eles); professores de filosofia lambem Marx; professores de economia…bom, deixa pra lá.

    E estou falando de um único curso, no caso, jornalismo.

  8. Texto interessante, mas que indica um contexto que suscita algumas reflexões. Fica claro que o autor não crê no Brasil, tanto que foi prosperar no país mais liberal do mundo e benchmarking do cidadão bem sucedido. No fim das contas, ele acaba por deixar passar uma visão de que os ricos e bem sucedidos é que devem ser chamados de coitadinhos. Afinal, ralam pra alavancar o país, enquanto os pobres pouco ambiciosos mantêm o atraso.

    A "lógica matemática" de que o autor trata na primeira parte do texto começa a não fazer muito sentido quando prestamos mais atenção a nossa pirâmide econômica. No ano passado, por exemplo, foi divulgado o resultado de uma análise feita pela Receita Federal sobre os dados das declarações de IRPF referentes ao ano de 2013. Dentre outras coisas, constatou-se que os maiores milionários a prestar contas ao fisco, um grupo de 71.440 brasileiros, ganharam em 2013 quase 200 bilhões de reais sem pagar nada de imposto de renda de pessoa física (IRPF). Foram recursos recebidos por eles, sobretudo, como lucros e dividendos das empresas das quais são donos ou sócios, tipo de rendimento isento de cobrança de IRPF no Brasil. E isto não é o que os bem sucedidos chamam de imposto sobre fortuna! É algo que países bem sucedidos, como a Estônia, executam. Aí cabe questionar: será que a conta está correta? Como diz o autor, num país com esta “lógica matemática”, quem acaba sofrendo mesmo são os pobres, manipulados por políticos e seus discursos populistas. Mas não só discursos populistas! Discursos liberais, que implantaram decisões como a da isenção do IRPF para lucros de empresas, são alimento para manter o pobre na pobreza.

    Já está bem avançada a discussão que sugere que a desigualdade de renda desacelera o crescimento econômico (ideia reforçada inclusive pelo FMI – http://www.imf.org/external/pubs/ft/sdn/2015/sdn1513.pdf). Então, por que não se propõe uma política (liberal, que seja) que diminua a desigualdade econômica e, consequentemente, acelere o crescimento? Esta parece ser a direção correta, e não o contrário, como sugere o autor. O problema é: como fazer isto? Será que a população está preparada para seguir uma ideia, seja qual for, para fazer o país prosperar? A questão é que o modo operacional de fazer política e tratar economia no Brasil não traz nada do que, essencialmente, propõem as ideias, sejam liberais, conservadoras, progressistas, ou outras quaisquer. Mesmo conhecendo a realidade de nosso país, formado do jeito que foi, com todas as heranças que mantém (as ruins, principalmente), se for permitido que a esmagadora maioria da população disponha de meios básicos (educação, saúde, segurança, pra ficar só nestes) para levar adiante um projeto de nação, o crescimento econômico e social tem grande chance de estar garantido, seja qual for a política empregada (até mesmo o liberalismo de Mises!).

    É possível haver lugar sob o sol para todos? Sim, desde que haja uma oferta equilibrada de possibilidades e oportunidades. É também verdade que alguns podem ficar um pouco mais à sombra, mas a diferença de claridade não chega perto da escuridão como muitos viviam há pouco tempo.

  9. Excelente artigo! Concordo em gênero, número e grau com as idéias e conclusões do texto! E como mudamos isso?

    Com certeza este site e instituto são ferramentas importantes… Mas fico pensando que essas ideias libertárias/liberais ainda estão restritas a muito poucas pessoas. Muitas pessoas, mas espalhadas geograficamente, e representando um percentual relativamente pequeno da população.

    No livro “De Zero a Um” (excelente livro, diga-se de passagem) de Peter Thiel (um dos co-fundadores do PayPal), ele explica um conceito interessante… Mostra que é muito mais vantajoso ter 90% de um mercado pequeno (digamos de 5.000 pessoas), do que 1% de um mercado grande (digamos de 500.000). Ou seja, vale mais a pena concentrar os esforços em 1 ponto único, e fazer a diferença nesse ponto, e só então expandir seu público alvo. Acho uma ideia interessante, se o instituto optasse por fazer uma vaquinha, e dessa vaquinha, pagar palestrantes/material de distribuição e coisas assim, em uma pequena cidade (indo em escolas, igrejas ou até nas casas das pessoas), pelo tempo suficiente para mudar a mentalidade dessa população, talvez a mudança acontecesse em uma cidade… Que cremos que iria prosperar, e então contaminaria rapidamente as cidades vizinhas… E isso poderia viralizar! Outra dica interessante desse livro, é que para alcançar o objetivo, é preciso ter um plano bem definido (o plano não precisa ser rígido, mas deve existir e prever cenários, é fato que existe muita incerteza em uma mudança como essa… Mas vender incerteza não é uma boa estratégia)…

    No livro “Ponto da Virada” de Malcolm Gladwell (um escritor de best-sellers), ele explica e (através de muitos cases) que a disseminação de uma ideia/produto, depende de 3 fatores:

    – O fator de fixação. (a mensagem precisa ter algo que faça com que fique na mente da pessoa, a ponto de mudar seu hábito)

    – O poder dos eleitos. (existem 3 perfis de pessoas, que farão com que a mensagem seja disseminada a ponto de atingir uma massa crítica: experts (pessoas que são referências e são procuradas pelas outras quando se busca conhecimento) , comunicadores (pessoas que conhecem e se relacionam bem com muitas pessoas) e vendedores (pessoas que tem bom poder de persuasão)… Se conseguir reunir em uma cidade pessoas com essas características (e que conheçam e gostem das ideias do site), aumentam as possibilidades de se conseguir os tais “90%” que citei acima.

    – O poder do contexto.: você precisa escolher o lugar e o momento correto… Na minha opinião, a crise é um momento excelente para vender ideias inovadoras… E é algo que deveria ser aproveitado.

    Existe um terceiro livro que acho que vale a pena citar, que é o “Poder do Hábito” (Charles Duhigg) que nos conta como funciona nosso cérebro e nossos hábitos, como podemos alterar nosso hábitos… E na última parte do livro apresenta 1 exemplo de como se iníciou uma grande revolução na sociedade americana… Creio que valha a leitura.

    Enfim… Eu não tenho a força de vontade necessária para fazer isso acontecer… Mas compartilho as idéias caso algum leitor seja mais vanguardista e queira tentar tirar essa ideia do papel…

  10. Joao Gabriel Groenendal

    Seja ambicioso, a frase, colocada na entrada de uma escola, por mais que se pense no sentido amplo que ela pode ter, pra mim está falando da ambição dentro do contexto de aprendizado: tenha vontade de aprender bastante. A vontade de querer o melhor para o país da gente, não ver luz no fim do túnel e escrever todo o tipo de negatividade questionável sobre a gente também é falta de ambição. Dizer, como solução última para os problemas de cada um, que se deve pensar em sair do país é uma falta de ambição tremenda, atômica. Tem outro detalhe, nas escolas dos Estados Unidos a presença da bandeira nacional remete os jovens a outro sentimento: orgulho do seu país.

  11. Depende como isso é explicado para uma criança, tenho um exemplo onde a escola tem um Quadro de Honra, os melhores são premiados com pompa e circunstância diante dos pais, os outros que não conseguiram tal feito, assistem ao longe, como crianças inferiores, o sentimento desenvolvido é terrível em uma média de idade de 7 anos (não sei quais os métodos nem os detalhes exigidos para o tal quadro de honra). Sobre os USA o que tenho lido e ouvido, de pessoas que lutam todos os dias para sobreviver, não é um cenário muito animador. Há mais de 1,3 trilhões em crédito para estudantes, difícil gerir um início de vida laboral com dívida, entre tantas bolhas, esta é mais uma que já começou dar os seus rebentos…

  12. Sempre se usa extremos para justificar outro. Todo empresário é explorador é tão falacioso quanto nenhum empresário é explorador. Sociedades que cresceram diminuindo miséria tem algo em comum: Descendem de uma tradição Cristã reformada aonde se encara que todo ser humano é mau, mas que deve transceder não pela caridade ( dar migalhas para amenizar a consciência), mas sendo justo e reto em tudo que fizer, buscando fazer o máximo e o melhor possível não somente para si, mas para todo entorno. Se não for assim, ambição vira ganância e injustiças são justificadas. Nós somos propensos inerentemente a isso.

  13. Ninguém afirma aqui que nenhum empresário é explorador. De onde tirou isso?

    Exceto alguns poucos santos, as pessoas são naturalmente propensas a explorar seus pares. A questão toda é que, em sistemas de livre mercado, onde é permitida ampla concorrência, isso é danoso para o próprio indivíduo.

    Tenta ver se há muitos empresários exploradores em Hong Kong, Suíça ou Cingapura. É possível sobreviver e prosperar como empresário explorador em lugares onde empregados com salários acima de USD 200 mil anuais e mais de USD 1 milhão em poupança nos bancos são comuns?

    Que tal deixar o discurso utópico de lado e nos trazer dados e fatos do mundo real?

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