| Um economista moderno |
Desde Adam Smith, David Ricardo e
Jean-Baptiste Say, a ciência econômica nunca esteve em tamanha decadência.
Por um lado, evoluímos muito no
que diz respeito às teorias sobre livre comércio, moeda, ciclos econômicos, influência das instituições,
custos de transação, análise da Escolha Pública, e
da análise econômica de outros setores como o Direito, a saúde, a corrupção, as
drogas etc.
Por outro, a ciência econômica
vem entrando em decadência ano após ano — neste caso, por razões epistemológicas.
Explico-me: heterodoxos[1]
(marxistas, desenvolvimentistas e pós-keynesianos) causam inveja nos mais
absurdos conspiracionistas ao criar explicações mirabolantes das quais surgem
soluções mais mirabolantes ainda para seus problemas. Enquanto isso, os neoclássicos e keynesianos abusam
do empirismo e de seus modelos matemáticos complexos na ânsia de querer “mensurar”
tudo.
A economia parece ter virado um
ramo da estatística e da matemática, em vez de estas servirem apenas como
instrumentais para certas aplicações da teoria econômica. O esquecimento do apriorismo, da Escola
Austríaca, e de Lionel Robbins e sua obra Essay
on the Nature and Significance of Economic Science (1932) representou um retrocesso sem fim em
direção ao cientificismo e ao positivismo mecanicista.
A ciência econômica trata de
fenômenos humanos, de relações entre indivíduos, das escolhas da racionalidade
humana em meio a recursos escassos, das implicações de tudo isso. Em suma: a ciência econômica trata da ação
humana. Infelizmente, no monopólio do debate, todos estão, de alguma forma,
errados.
Vemos intervencionistas (no
Brasil, piorado por uma forte influência marxista) e monetaristas
digladiando-se sobre qual a taxa em que a oferta de moeda pode ser aumentada ou
qual o nível aceitável de déficit fiscal — enquanto provavelmente nunca
chegarão a uma resposta correta. Isso porque, na esmagadora maioria dos casos,
ambos ortodoxos e heterodoxos têm uma metodologia errada.
Heterodoxos falham por
ancorarem-se nos mesmos erros dos economistas clássicos, ao analisarem a
economia em classes sociais e, muitas vezes — pasmem! –, baseada no
valor-trabalho.
A ideia de que o valor é objetivo e determinado pela
quantidade de trabalho despendido na manufatura do produto, somada à ideia
de que cada classe social possui uma lógica própria (sendo impossível que um
pobre e um rico pensem da mesma forma) e é magicamente guiada a um mesmo rumo,
inibe qualquer tentativa de avançar na análise das escolhas subjetivas dos
consumidores e em teorias de trocas.
O polilogismo marxista
acreditava que a forma de pensar de uma pessoa é determinada pela classe a que ela
pertence, de modo que cada classe social tem um mecanismo lógico e racional específico
(menos Marx e Engels, que seriam os únicos burgueses do mundo
com a mesma estrutura lógica dos proletários).
Segundo a Escola Historicista
Alemã, cada modo de produção possui um contexto histórico-social único. E somente a partir desse contexto é que podem
ser feitas as análises econômicas adequadas. Portanto, cada modo de produção
teria suas próprias “leis” econômicas, que seriam parcialmente verdadeiras, pois
condições poderiam mudar, sendo impossível criar leis econômicas gerais e
aplicáveis a todos os modos de produção.
No caso capitalista, a teoria
econômica liberal estaria errada porque representa os interesses burgueses para
justificar a exploração do proletariado. Essa tentativa de relativizar as leis
econômicas era imprescindível para a luta socialista, já que, caso fosse
convincente, eliminaria as tentativas de refutar o socialismo em
termos puramente econômicos. Só os verdadeiros proletários, dotados da
lógica verdadeira, poderiam tecer seus
“achismos” totalmente desprovidos de qualquer embasamento.
Entre os keynesianos, a análise
da economia em agregados ignora o fato de que cada indivíduo tem um
comportamento próprio. O ato de se
estudar a economia como se ela fosse apenas uma grande massa homogênea e
uniforme é algo que, logo em seu ponto de partida, desconsidera o indivíduo e
seus variados comportamentos.
Baseando-se na máxima de que há uma
correlação entre
desemprego e inflação, Keynes forneceu a seus discípulos um Trabalho de
Sísifo: a eterna busca por um “ponto ótimo” fictício, inexistente. Se o
desemprego ficasse muito alto em decorrência de um crescimento econômico lento,
bastava que os seres iluminados responsáveis pela política macroeconômica
realizassem uma simples medida: aumentar os gastos e a inflação monetária,
aumentando a demanda agregada. Já se o desemprego, por outro lado, ficasse
muito baixo durante a recuperação econômica, levando a um “superaquecimento” da
economia, bastava que o governo elevasse impostos e reduzisse os gastos, e o
resto daria certo.
Michael Kalecki,
economista polonês, acreditava que o governo também deve financiar o pleno
emprego, por meio de subsídios, manipulação da taxa de juros ou redistribuição
de renda. Para tal justificar suas teorias, Kalecki pressupõe uma economia
fechada, estática e sem governo, na quak o capital é constante e os
trabalhadores não poupam. Já Keynes
pressupõe que para a ocorrência de certas causalidades que ele descreve, todas
as outras variáveis devem estar constantes — o famoso ceteris paribus.
Qual a validade de teorias que
não são realistas? Qual o sentido de aplicarmos teorias econômicas que são
feitas para uma economia que não existe? O problema disso é que suas conclusões
a partir dessas hipóteses — as quais, para serem corretas, deveriam ter
validade universal — só são válidas dentro de certos contextos.
A
matemática na economia
Ainda assim, a matemática não é inútil
na economia. (Nenhum economista que não acredita
no uso da matemática nega que se João tem 10 reais e Pedro tem 20, juntos eles
têm 30). O problema está no uso de artifícios clássicos da física na economia,
além da transposição de ferramentas como o cálculo integral, equações
diferenciais, e álgebra linear, as quais, por definição, não podem nem mensurar
e nem muito menos prever o comportamento humano.
Apesar de ter superado a falácia do
valor-trabalho, a Revolução
Marginalista e o valor-utilidade trouxeram consigo outro impasse na
história do pensamento econômico, o qual persiste até hoje. A Revolução
Marginalista não foi apenas uma revolução teórica, mas também uma revolução
metodológica. Do método lógico, usados pelos clássicos, partiu-se para o método
formal (a matemática sem números). Na época dos clássicos, o texto metodológico
mais utilizado era o de John Stuart Mill Essays on Some Unsettled Questions
of Political Economy (1844), no qual Mill, apesar de um entusiasta do
empirismo, defende que a economia necessita de um método próprio, baseado na
lógica a priori. Mill defendia o
apriorismo porque a Economia Política (como era chamada à época) era uma
ciência abstrata e complexa, na qual o uso da experiência como método
probatório não era nem possível e nem adequado.
Enquanto Jevons e Walras tentavam
sistematicamente — e em falha — “mensurar” a utilidade de cada bem adicional,
Menger e a Escola Austríaca se limitaram à Teoria da Utilidade Marginal
Decrescente como conhecemos atualmente: cada unidade adicional de um mesmo
bem possui um valor à margem — isto é, um valor adicional — menor. (Por
exemplo, à medida que acrescento camisas idênticas ao meu
guarda-roupa, cada camisa extra em geral terá menos importância para mim do que
as mesmas camisas que comprei anteriormente).
Isso afeta diretamente as
implicações que cada um e suas escolas seguiram.
Menger e os austríacos continuaram
pelo método apriorístico, em que as verdades são auto-evidentes,
o que mais tarde Ludwig von Mises chamou de praxeologia, a ciência
da ação humana, sistematizando-a de forma brilhante. Walras, Jevons, e mais
tarde Marshall, partiram para a matemática, para os gráficos e para suas
hipóteses. A partir destes, passou-se a seguir modelos matemáticos, ainda que
não empíricos, sendo The Scope and Method
of Political Economy(1890), de John Neville Keynes, pai de John Maynard
Keynes, o mais influente na época.
É exatamente desse ponto que
nasce o maior problema da ciência econômica moderna: o empirismo. Curiosamente,
os economistas neoclássicos, muitas vezes ditos liberais, empacam nos mesmos
problemas de econometristas comunistas da União Soviética. Na URSS, os econometristas utilizavam funções
de produção para estimar curvas de custo, dizendo às empresas estatais para minimizarem
esses custos, como se as funções fossem exatas e correspondessem a supostas características
globais imutáveis.
Em fenômenos complexos, como os
fenômenos econômicos, não há constantes.
Nesse sentido, não se pode, portanto, utilizar o modelo epistemológico
das ciências naturais (ou ciências físicas, como Hayek chamava). O método
empírico, no qual se formulam hipóteses, essas hipóteses são testadas e
repetidas várias vezes com todas as “variáveis” constantes até chegar-se a uma
verdade. Esse modelo não pode ser aplicado na economia pelo simples fato de que,
no ramo da ação humana, não existem relações constantes, como disse Ludwig von
Mises. Ainda que houvesse constantes, não saberíamos identificar uma infinidade
de fatores que influenciam cada ação humana.
E mesmo que conseguíssemos identificar, não conseguiríamos mensurar e a
valorar todos esses fatores.
Corroborando crítica à Teoria Geral de
Keynes, Hayek afirma que se passou a dar valor a essa teoria porque, ao se
testá-la quantitativamente, ela se mostrava relativamente correta. Disse Hayek em seu
discurso ao ganhar o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória a Alfred Nobel,
em 11 de dezembro de 1974:
A correlação entre demanda agregada e nível de emprego, por
exemplo, pode apenas ser aproximada; porém, como é a única sobre a qual
há dados quantitativos, passa a ser aceita como o único vínculo causal que
importa. O que temos aí é uma ótima evidência “científica” para
uma teoria falsa. E ela é aceita porque parece ser mais
“científica” do que uma teoria que, embora apresente uma explicação
válida, é rejeitada apenas porque não há evidências suficientemente quantitativas
para embasá-la.
Por isso, a despeito de estar
fundamentalmente errada, acredita-se que seja correta, pois é, até o momento, a
única que permite uma constatação quantitativa — o que, segundo Hayek, não a
torna mais verdadeira. Ainda que se
tenha adquirido essa visão “cientificista” ao alegar que a mensuração
quantitativa seja mais correta, evidências de correlações não podem refutar
algo que uma boa teoria mostre haver causalidade lógica.
As
ciências econômicas hoje
O método científico moderno
separou, erroneamente, as ciências em duas: as ciências naturais, verdadeiras e
empíricas; e as ciências humanas, que seriam pseudociências, falsas e baseadas
em “achismos”. Ainda que tenham razão nas duras críticas às ciências humanas,
muitas vezes utilizadas como palco para maluquices — já que, teoricamente,
você não precisa de, e nem tem como, provar empiricamente muitas das
descobertas –, negar que a ciência econômica seja totalmente verdadeira em sua
lógica dedutiva apriorística, para com isso estimular a adesão de economistas à
matemática para tornar seu trabalho prestigiado como “ciência de verdade”, é
uma postura totalmente equivocada.
Esse é o “cientificismo” criticado
por Hayek: acreditar que uma teoria é mais correta só porque utiliza o método
empírico não faz sentido, uma vez que o método empírico não é o correto para a
economia.
Na introdução de qualquer
livro-texto de Microeconomia você muito provavelmente encontrará um aviso de
que os modelos apresentados não são quantitativos, que não é possível utilizar números
ordinais, e que tais modelos não podem ser usados para implicar relações
interpessoais de, por exemplo, utilidade. Nos capítulos seguintes, você verá o autor utilizando
uma Curva de
Indiferença para determinar que uma certa quantidade do bem A é equivalente
a uma certa quantidade do bem B, ignorando que consumidores têm uma escala de
preferência subjetiva, intrapessoal e temporal, impossível de ser mensurada.
Verá também o autor dizendo que
um aumento X no preço fará com que a demanda diminua Y, dependendo de sua
elasticidade Z. O grande problema é que nada disso é estático — e, portanto,
nada disso pode ser tomado como verdade. Preços, por exemplo, são influenciados
por uma quantidade imensurável de variáveis também imensuráveis.
A estatística, outra ferramenta
neoclássica, falha da mesma forma. A estatística pode nos dizer coisas incríveis
sobre o passado, pode até nos dar certa habilidade preditiva em relação ao
futuro, mas correlações históricas não podem ser usadas como leis universalmente válidas para ditar o
que irá acontecer no futuro — no
máximo, o que provavelmente pode acontecer.
Milton Friedman responde, em seu
livro Essays
in Positive Economics (1953), que o essencial é que os modelos
matemáticos tenham uma previsibilidade correta, ainda que não sejam
inteiramente verdadeiros em suas hipóteses iniciais. Friedman começa dividindo a economia em
economia positiva e economia normativa, defendendo a primeira. Para ele, a
economia deveria julgar, por exemplo, políticas públicas pelo que elas são e não pelo que elas deveriam ser. Ainda assim, novamente,
seus modelos não conseguem julgar eficientemente e com certeza o que vai acontecer.
A economia positiva difere da
normativa simplesmente na medida em que simples julgamentos de valor sem nenhum
embasamento passam a ser analisados com correlações estatísticas. A economia
normativa diz, diferentemente da economia positiva, o que provavelmente vai acontecer, e não o que vai acontecer. O único método possível para dizer o que vai acontecer é o lógico apriorístico, mas
somente quando delimitado ao seu escopo.
Conclusão
A tomada da ciência econômica
como empírica é prejudicial não apenas para a ciência em si, mas também para
toda a humanidade. O formalismo teórico faz com que se perca a noção da
complexidade da teoria econômica e dos mercados. Sem a complexidade, acaba-se
por acreditar que estes podem ser controlados.
Acreditar que a economia é empirista
resulta em seguidas tentativas de se aplicar as mesmas e fracassadas políticas
governamentais que já foram refutadas pela teoria. Pior ainda: resulta em seguidas tentativas de
se aplicar variadas versões do socialismo, na esperança de que, um dia, alguma
delas dará certo à medida que as variáveis corretas forem controladas.
Os economistas passaram de
defensores da liberdade a auxiliares do despotismo. Nesse meio tempo, quem paga
a conta somos nós, humanos, meros números nas equações neoclássicas, nos
agregados keynesianos e nas ditaduras comunistas.
___________________________________________
Bibliografia
BARBIERI, Fabio. Formalismo Teórico, Complexidade e Ameaças
à Liberdade. 4a Conferência de Escola Austríaca, São Paulo,
2014. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=qkDJEDQhd2I>
FRIEDMAN,
Milton. Essays in Positive Economics. 1a
Ed. Chicago: Universityof Chicago Press, 1953.
HAYEK,
Friedrich August. The
Counter-Revolutionof Science. 1a.Ed. Glencoe: The FreePrees,
1952.
MISES, Ludwig von. Ação Humana. 3.1a Ed. São
Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2010.
MISES,
Ludwig von. EpistemologicalProblemsofEconomics.
3. Ed. Indianapolis: LibertyFund, 2013.
MISES,
Ludwig von. TheoryandHistory. 2.Ed.
Auburn: Ludwig von MisesInstitute, 2007.
[1] Teoricamente,
a Escola Austríaca deveria ser considerada heterodoxa, pois não participa,
atualmente, do mainstream econômico e
tem suas ideias como “controversas” e/ou “radicais” aos olhos deste. No
entanto, neste artigo, convencionarei heterodoxos como marxistas,
desenvolvimentistas e keynesianos, e ortodoxos como neoclássicos, para melhor
compreensão.
Aqui neste site vejo artigos de autores anarcocapitalistas e outros liberais. Acho o anarcocapitalismo mais definitivo e real, mas não posso dizer com base no que eu já li aqui se realmente na prática o que iria acontecer, poderia ser até pior. Será que essa é a mesma opinião dos liberais, digo, dos que não querem o completo fim do estado?
Concordo que o método empírico tem utilidade limitada quando tratamos de ação humana e suas infinitas variáveis – mas o mesmo não se aplicaria também ao método lógico da Escola Austríaca? Ainda que ela se baseie em axiomas verdadeiros e fundamentais, não existe a possibilidade de ela chegar a conclusões erradas, por desconsiderar outras variáveis desconhecidas?
Por este motivo, vejo as propostas da Escola Austríaca com cautela – por mais válidas que pareçam na teoria, normalmente tratam-se de mudanças radicais e arriscadas. Ao comparar experiências anteriores de países diferentes pelo método empírico, temos *alguma* segurança de que uma política funciona ou não. Pode não ser seguro o suficiente para termos certeza, mas ainda assim é mais seguro que uma teoria que nunca foi colocada em prática.
Pessoalmente, acho ambas abordagens úteis e não excludentes. O método empírico nos guia na implementação de políticas liberais hoje, enquanto o método lógico guia a expansão da teoria liberal para o amanhã.
Ótimo texto.
Pessoalmente, sofri muito em um curso de especialização no módulo de Economia, pois os doutores só utilizavam cálculo diferencial na microeconomia. No final das contas, não entendi nem de microeconomia nem de cálculo. Aos trancos e barrancos completei o módulo, cumpri a tabela. Mas se a matéria fosse exposta de outra forma, teria aprendido mais.
Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.
Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.
Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.
Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:
Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.
Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.
Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.
Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.
Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.
Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.
Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.
É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.
Para os interessados meu email é [email protected]
ahahahhaha! A Ekipekonômica junto com o Tombini julguou que a inflação arrefeceria em 2016 devido ao recrudescimento do desemprego! Erraram feio! Inflação continua resiliente como gostam de dizer! Economistas formados nas mais badaladas universidades, “doutores”, homens “respeitados” e que ferraram o Brasil!
Bando de incompentes! Adeus Tombini!
Escrito sucinto e esclarecedor.
Pude perceber que o autor(João Pedro Bastos) é “aluno” UFRGS.
Indago: o que tens a dizer sobre o curso, qual a orientação/viés dos “professores”?
Pergunto isto, pois iniciei o curso de Ciências Ecônomicas em uma federal e não suportei.
Obs: Cursei apenas o primeiro semestre e “tranquei”.
Percebi que naquele ambiente ninguém tinha o interesse nem em “ensinar”(os ditos professores nada sabiam, salvo babelas gerais a muito tempo refutadas) e os colegas também nada queriam “apreender”(pelo menos a maioria).
Isso é o que temos no mundo acadêmico.
Lugar de criação dos “soldados do estado”, todos ali transformados em meros objetos de reprodução ideológica.
Qualquer pensamento dissonante era visto como loucura.
Num belo dia afrontei o professor e falei que ele estava equivocado, e se me concedesse a palavra demonstraria e refutaria tudo ele falou.
Ele simplesmente vociferou: Fique calado! Você está aqui para apreender e não contestar.
Medir um PIB em Reais é piada. A economia se mede em produção de bens. Se alguém conseguir construir milhares de casas com 1.000 Reais, o governo vai dizer que estamos em depressão econômica, porque houve queda nos preços.
Se alguém construir carros com 200 reais, o governo vai dizer que a indústria automobilística está em crise.
Economia se mede em produção de bens e riqueza, e não pode ser contabilizada em dinheiro.
Um PIB correto seria medido em bens, como o número de casas, carros, apartamentos, máquinas, roupas, metais, etc. É o melhor resultado da produção de riqueza.
Se você vender alguma coisa por trilhões de reais, não significa que a produção de bens aumentou. Significa que os preços estão altos.
Uma crítica construtiva a um trecho do texto:
“Verá também o autor dizendo que um aumento X no preço fará com que a demanda diminua Y, dependendo de sua elasticidade Z. O grande problema é que nada disso é estático — e, portanto, nada disso pode ser tomado como verdade. Preços, por exemplo, são influenciados por uma quantidade imensurável de variáveis também imensuráveis“
Aqui o autor leva a ferro e fogo sua crítica ao mainstream e acaba resvalando para um niilismo.
Afirmações como essa – “aumento X no preço fará com que a demanda diminua Y, dependendo de sua elasticidade Z” – são feitas inclusive em textos de economia austríaca (apenas para ficar com um exemplo: no “Man, Economy and State”, Rothbard utiliza inúmeros gráficos para mostrar “demand schedule” e “supply schedule” como representações gráficas de afirmações como “aumento X no preço fará com que a demanda diminua Y, dependendo de sua elasticidade Z“; ou seja, afirmações como essa são feitas inclusive pelo grande praxeologista Rothbard).
E isso não implica negar o caráter dinâmico do pricing process, tampouco implica negar que os preços são influenciados por diversas variáveis.
Então dizer que afirmativas como “aumento X no preço fará com que a demanda diminua Y, dependendo de sua elasticidade Z” – que, repito, fazem parte das análises austríaco-apriorístico-praxeológicas de preços e esquemas de demanda-oferta – não podem ser “tomadas como verdade” é resvalar para um niilismo. A se levar às últimas consequências o q diz o autor nessa parte do texto, nada poderia ser dito de verdadeiro em se tratando de microeconomia.
Na leitura do método misesiano, voltei-me para Kant.
As ciências econômicas ensinada nas universidades e faculdade Brasil afora está a serviço de diferentes ideologias(Liberal a marxista) e escolas(Marxista e Keynesiana)de modo que o formando sai mais confuso do que embasado.
Falo isto por experiência própria,pois quando eu me formei sai mais perdido do que cego em tiroteio,quando ouvia os argumentos do ministro da fazenda e do presidente do Banco Central eu concordava e no mesmo noticiário eu ouvia a oposição eu concordava e no final ficava atônito sem entender nada e envergonhado enquanto economista por não saber explicar a situação e o problema explicitado,enfim me sentia um fracassado.
Graças a Deus e a empreendedores como Bill Gates que popularizou o computador e a WEB disponibilizada pós Guerra-Fria,hoje temos essa ferramenta fantástica de pesquisa a internet e eu resolvi fuçar a respeito da crise de Dubai e clikey neste site fantástico que é o IMB e foi ai que eu me libertei dessa merda que é o pensamento emburrecedor estatista,essa porcaria de educação pasteurizada e padronizada que recebemos desde o jardim de infância.
Hoje estou liberto,parece uma confissão religiosa este meu relato,mas foi essa sensação que tive e até hoje não deixo de ler nenhum artigo,a cada dia mais eu aprendo com os artigos e os comentários,apesar dos nossos adversários gostarem de poluir a seção de comentários com suas opiniões ridículas e cheia de ma-fé,ainda assim aprendo a combatê-las e firmar cada vez mais meu pensamento em defesa da Liberdade e da justiça,enfim da verdade dos fatos,afinal “contra os fatos não há argumentos.
Nosso ensino de economia precisa ser reformulado urgente,a academia precisa se libertar desse marxismo cultural,dessa ortodoxia keynesiana,desse sindicalismo dos professores,enfim desse pensamento enviesado,pois é preciso termos uma academia pluralista ou então escolhermos a academia que prega assumidamente tal e qual escola e assim,somente assim poderemos separar o joio do trigo e escolher a que atende nossas expectativas e de nossos filhos,para o bem das futuras gerações e de nossas vidas no presente.
A economia tem que lidar com sentimentos, percepções, relações entre pessoas, muita irracionalidade na aparente racionalidade humana. A única certeza é a falta de certeza, o que funcionou ontem pode dar totalmente errado amanhã. A imprevisão é a regra. O fato é que a extensa teoria economica ainda está longe de entender a mente humana.
O negócio é aprender com o IMB ou fazendo a pós-graduação em escola austríaca.
Penso que se o país está destruído como está, a culpa é justamente dos professores e graduados dos cursos de humanas das nossas maravilhosas universidades públicas. Como diz o ditado, “Pelos frutos conhecereis”.
Meu profundo agradecimento à equipe do IMB, especialmente ao Leandro Roque – que poderia escrever um livro tipo aquele do Robert Murphy, “Lessons for the young economist” -, por tudo o que ensinam.
O julgamento da Teoria Econômica deveria ser sua capacidade de realizar uma boa explicação da realidade. Embora, Hansen (1953) aponte que fatos não derrubam teorias, mas uma teoria só é derrubada por outra teoria.
Praticamente em todas as universidades voce só houve falar de Keynes, Marx, Rosseau. Se perguntar sobre Mises nem sabem quem é. Acredito no anarcocapitalismo mais ainda procuro mais argumentos para me deixar mais seguro e sem pontas soltas e questões mal resolvidas.
Muito interessante o artigo. Contudo, a conclusão não deixa de ser evasiva. Após a crítica de todas as escolas econômicas, o que não deixa de ser fácil de fazer, o que é que sobra? Qual a proposta final? O rancor pelas propostas keynesianas e, principalmente, socialistas transparece cristalinamente, como não poderia ser diferente. Muito estranho seria que um economista adepto da escola austríaca escrevesse coisa diferente. O autor realmente domina a história do pensamento econômico. Mas não parece conhecer filosofia, tampouco ciência política. Além disso, falta a ele o empirismo necessário para observar as economias nórdicas. Quem sabe, a observação metódica e sistemática dessas economias pudesse mudar a crença cega no egoismo “smithiniano” como o único caminho da prosperidade humana.
Mises foi um gênio.
Extrair categorias e axiomas econômicos de uma praxeologia geral simples e auto-evidente sustentada filosoficamente pelas categorias do entendimento e da intuição pura de Kant foi um golpe genial.
Continuando a discussão acima, sobre “Axiomas”:
“Na lógica tradicional, um axioma ou postulado é uma sentença ou proposição que não é provada ou demonstrada e é considerada como óbvia ou como um consenso inicial necessário para a construção ou aceitação de uma teoria. Por essa razão, é aceita como verdade e serve como ponto inicial para dedução e inferências de outras verdades (dependentes de teoria).“
Não existe “Axioma verdadeiro” nem “Axioma falso”. Existem “Axiomas”, que são premissas lógicas para iniciar uma série de deduções.
Do ponto de vista puramente lógico, não há o que ser “testado” ou “validado” num Axioma. Se eu estabeleço, axiomaticamente, que todos blergs são domps e que todos os domps são huers, então imediatamente eu chego à “mera conclusão” que todos os blergs são huers. Não há sequer um experimento capaz de “testar” essa afirmação.
Agora, a coisa muda totalmente de figura se eu estou usando um Axioma para estabelecer algum tipo de “regra universal” da natureza. Dizer que “massa atrai massa”, por exemplo, não é um axioma, e sim o resultado de diversas experimentações e formulações matemáticas para que se conclua isso. No entanto, diversos axiomas, que fundamentam a matemática e o cálculo, foram usados para se concluir isso, e ninguém os “validou” antes. São, justamente, considerados como óbvios.
Essa é a raiz do pensamento Miseano: é óbvio que toda ação humana voluntária é proposital. Isso é um axioma (o famoso “axioma da ação humana”), e não uma observação de uma “regra universal” da natureza. Toda a EA não passa de “meras conclusões” em cima deste axioma (e de outros também, mas fundamentalmente esse), não há portanto o que ser “testado” ou “validado”.
Mas, no entanto, concordo com os críticos acima neste quesito: E se existirem humanos que não ajam de acordo com o axioma? Ora, eles podem existir, no entanto, nada se pode afirmar sobre eles sob a ótica da EA. Isso não implica que há algum erro na EA, implica, no máximo, que nada se pode afirmar a respeito de como seria um sistema econômico composto por tais seres hipotéticos.
Portanto, para dizer que as proposições da EA sejam observadas no mundo real, dependemos criticamente de que todos os seres humanos se comportem de acordo com o axioma da ação humana, ou, pelo menos, um numero suficientemente grande de seres humanos.
A conclusão que chego é de que a economia moderna, mencionada no artigo, é tão agradável ao governo, que ele mesmo é quem massivamente desenvolve e a incentiva, para ter um apoio ideológico dos seus atos que servem apenas para enriquecimento de poucos.
Os economistas “ortodoxos” são os alquimistas do nosso tempo.
* * *
Leandro, boa tarde…
Eu estou cursando economia pela UFPR… Estou no segundo ano… E gostaria de saber se você tem algum livro de microeconomia que me pode indicar que considere bom.. se for brasileiro melhor ainda, pois assim já tem exemplos do próprio Brasil.
Eu sei que estou pedindo um conteúdo do neoclassicismo… E já conheço bem a escola austríaca… Uns dois anos…
Bem, se você tiver outros que considere bons agradeço.
Vou relatar algo estritamente pessoal…Sou formado em Gestão Financeira pela FGV e faço economia na Mackenzie. Para aqueles que almejam cursar economia, não recomendo! É melhor cursa ADM, Marketing, RI, e depois fazer uma especialização em Escola Austríaca, ou alguma área envolvendo comportamento do consumidor, do que cursar economia. Honestamente, é uma merda! As faculdades seguem sempre a linha de raciocínio Keynesiana, recheiam o curso com uma matemática ridícula (Microeconomia é a que mais tem) que simplesmente não serve pra nada. Aquela parte da microeconomia que foca nos tais axiomas de preferência, por exemplo, é uma baboseira sem tamanho. Eu falo com propriedade isso, porque cursei no curso de Gestão muitas matérias de marketing e preferências do consumidor, 90% do que dizem nos axiomas de preferência não condiz com a realidade, qualquer profissional formado em Marketing em 2 tempos derruba um economista da Escola de Chicago com essa porra de preferência, a questão é muito simples disso ocorrer – Comportamento humano não pode ser matematizado! Vou citar um exemplo breve disso…
Bens de consumo tendem a ter uma redução na demanda quando o preço aumenta (isso é o que diz a microeconomia com seus axiomas, assim, o indivíduo opta por um outro similar mais barato), o problema é que segundo Philip Kotler, um dos maiores nomes do Marketing do MUNDO, em seu livro Princípios de Marketing, mostra um caso de uma empresa que vendia vestidos (bens de consumo semi-duráveis) que aumentou seu preço e, com isso, aumentou sua demanda. Como o pessoal da microbaboseirisse explica isso? O Marketing tem a resposta: preço-valor! Essa merda de Axioma de Preferência é mostrado na faculdade com professores que se acham os fodões por conta da matemática usada, derivando isso e aquilo, mas só é para mostrar aos alunos como é bonito fazer contas no quadro (matemática é algo lindo mesmo!), infelizmente na realidade isso não se aplica, porque como o pessoal da Escola Austríaca cansa de dizer: comportamento do consumidor não tem como ser matematizado, é psicologia pura! É foda pra alguém como eu que transita em várias áreas do conhecimento aceitar uma desgraça dessas que a microeconomia quer empurrar como algo incrível, maravilhoso, mas que é falho! Por conta da maneira que tratam a Ciência Econômicas nos cursos do Brasil, não compensa cursa-la. A única coisa legal são os estudos relacionados a história e geopolítica, mas que RI ensina com muito mais aprofundamento. Ainda tem Sociologia e a própria Psicologia pra serem cursadas como alternativa! É furada curso de economia, vão por mim!
OBS: Eu amo matemática, não é implicância, até porque já sou formado em finanças (se odiasse matemática não pegaria um curso que tem estatística, contabilidade e um monte de coisa chata de adm). O meu problema com a matemática é que abusam de tal forma que querem transformar como uma ferramenta de precisão racional para comportamentos humanos, isso é impossível! E o que me deixa mais puto é que ao invés dos cursos de economia direcionar a matemática para finanças, não o fazem, acabam perdendo tempo com coisas banais e que são imensuráveis. Aluno de faculdade de economia no geral, não sabe usar markovitz, calcular um EVA, um Payback… Matemática tinha que ser usada pra isso, não pra ficar querendo determinar como o indivíduo age, isso é imbecil demais!