N. do E.: No Brasil, a alíquota máxima do Imposto de
Renda de Pessoa Jurídica é de 15%. No entanto, há uma sobretaxa de 10%
sobre o lucro que ultrapassa determinado valor.
Mas não pára por aí.
Há também a CSLL (Contribuição
Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja
alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e
COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de
estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. Não tente
fazer a conta, pois você irá se apavorar.
Ludwig von Mises, ainda na década de 1940, já explicava
as consequências disso.
_____________________________________
Atualmente, o principal instrumento do
intervencionismo confiscatório é a tributação. As alíquotas cobradas sobre a renda e sobre o
lucro só fazem crescer — tanto em termos nominais quanto em termos reais, e também
em termos da redução das
isenções e das
brechas que permitem a economia respirar.
Pouco importa se os impostos sobre a renda e os
lucros são arrecadados com o objetivo alegadamente social de redistribuir a
renda ou apenas com o de aumentar a receita do estado. O que importa são as
consequências da intervenção.
O atual sistema de tributação discriminatória
universalmente aceito sob o enganador nome de imposto progressivo não é um
sistema de taxação. É, mais exatamente, uma maneira de expropriar os
capitalistas e empreendedores bem-sucedidos. É incompatível com a preservação
da economia de mercado, digam o que quiserem os acólitos do governo.
A ciência econômica não se ocupa das desculpas
inventadas e das doutrinas metafísicas espúrias apresentadas em favor do
imposto progressivo; interessa-lhe apenas suas repercussões no funcionamento da
economia de mercado.
Os economistas formulam a seguinte pergunta: quais
são os efeitos da tributação confiscatória sobre a acumulação de capital?
A
busca pelo lucro
Em um livre mercado, a maneira de um indivíduo obter
dinheiro de terceiros é ofertando algo que eles julgam ser valioso e que
desejam possuir. Esses são os tipos de bens e serviços que um indivíduo
busca produzir e vender em um livre mercado: bens e serviços valiosos para os
consumidores.
Consequentemente, a busca pelo lucro em um livre
mercado é exatamente a fonte de virtualmente todas as melhorias econômicas de
uma sociedade. A busca pelo lucro é a base de um contínuo processo de inovação,
no qual são constantemente introduzidos novos e melhores produtos e novos e
menos custosos métodos de produção.
O desenvolvimento de novos e melhores produtos que
as pessoas desejam comprar, e o aprimoramento de mais eficientes e menos custosos
métodos de produção daqueles produtos que já existem e que as pessoas continuam
querendo comprar, são as principais
formas de um empreendedor obter lucros em um livre mercado.
Em uma economia livre, sem privilégios, subsídios e proteções
garantidas pelo governo, a acumulação de qualquer fortuna é o resultado da
introdução de toda uma série de aprimoramentos nos bens e serviços adquiridos
voluntariamente pelos consumidores.
Para isso, a esmagadora maioria dos lucros obtidos
em uma economia livre tem de ser poupada
e reinvestida. A maneira de se criar
os meios para produzir os aprimoramentos nos produtos produzidos e vendidos é
reinvestindo justamente a quase totalidade dos lucros obtidos. É por meio
desse processo que o público geral se beneficia do capital acumulado pelos capitalistas
e empreendedores.
Henry Ford, que começou com um capital de
aproximadamente US$ 25.000 em 1903 e terminou com um capital de aproximadamente
US$ 1 bilhão à época de sua morte em 1946, foi responsável pela maior parte do
tremendo progresso ocorrido nos automóveis produzidos ao longo desse período,
bem como na eficiência com que eles passaram a ser produzidos. Foi
amplamente graças a ele que os automóveis de 1946 eram incrivelmente superiores
àqueles produzidos em 1903.
Foi graças a ele — que reinvestiu quase todo o seu
lucro para aprimorar o processo de produção — que os automóveis apresentaram
uma espetacular redução real de custo, indo de um preço hoje comparável ao de
um iate para um preço que praticamente qualquer pessoa podia bancar.
Ou seja, à medida que sua fortuna crescia, Ford a
reinvestia exatamente na expansão da produção destes automóveis
aprimorados. Em outras palavras, o outro lado da moeda da crescente
fortuna de Ford foi o crescente beneficiamento do público em geral.
Vale repetir: as fortunas empreendedoriais, em um
livre mercado, são acumuladas por meio dos altos lucros gerados tanto pela
introdução de novos e aperfeiçoados produtos quanto pela introdução de métodos
de produção mais eficientes e menos custosos.
Estes altos lucros são seguidamente poupados e reinvestidos justamente
para ampliar e melhorar a produção destes mesmos produtos ou até mesmo de
produtos distintos.
A
formação de capital
Para uma economia enriquecer e melhorar o padrão de
vida de sua população, ela tem de produzir bens e serviços de qualidade.
Quanto maior a abundância desses bens e serviços, maior a qualidade de vida da
população. O nível de riqueza de um país é proporcional à quantidade e à
variedade de bens disponíveis em sua economia.
Para que eles sejam produzidos é necessário
haver capital. Capital, no caso, refere-se aos ativos físicos
das empresas e indústrias. Capital são as instalações, os maquinários, as
ferramentas, os estoques e os equipamentos de escritório de uma fábrica ou de
uma empresa qualquer. Ou seja, capital é tudo aquilo que auxilia um modo
de produção
Quanto maior a quantidade de capital, maior será a
intensidade, a abundância e a qualidade dos produtos criados. Portanto,
para uma economia crescer e melhorar o padrão de vida das pessoas, ela precisa
ser intensiva em capital.
Os lucros são exatamente o que possibilitam as
empresas a fazer novos investimentos, a adquirir mais maquinários, a expandir
suas instalações e, com isso, aprimorar sua capacidade produtiva.
São também os lucros que possibilitam a contratação
de novos empregados ou até mesmo a concessão de aumentos salariais.
Lucros necessariamente têm de ser reinvestidos na
empresa, seja na forma de reposição de estoques, seja na forma de expansão dos
negócios, seja na forma de contratação de novos trabalhadores, ou até mesmo na
forma de aumentos salariais. Se os
lucros fossem consumidos pelos capitalistas em produtos e serviços — como
fantasiam os anti-capitalistas –, as empresas simplesmente não seriam capazes
nem de repor seus estoques. Consequentemente,
perderiam sua fatia de mercado.
São os lucros, portanto, que permitem que as
empresas façam novos investimentos, intensifiquem seu capital produtivo,
contratem mais pessoas e paguem maiores salários.
Os
efeitos da tributação
Impostos sobre a renda e o lucro das empresas afetam
diretamente todo esse processo de formação de capital.
Tributar a renda e os lucros significa fazer com que
a capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que
significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos
contratação de mão-de-obra.
Quando o governo tributa a renda e os lucros, ele apenas
faz com que o dinheiro que seria utilizado para ampliar e aprimorar os processos
produtivos seja agora direcionado para o mero consumismo do governo, ficando
sob os caprichos de seus burocratas, obstruindo a formação de capital.
A maior parte daquela fatia que é confiscada pela tributação
teria sido usada para a acumulação de capital adicional. Se o governo utiliza
essa receita para financiar suas despesas correntes, o resultado será uma
diminuição na acumulação de capital.
O mesmo também é válido, e com mais razão, no caso
de impostos sobre heranças. Os herdeiros se veem obrigados a vender parte do
patrimônio que lhes foi legado. Esse capital, é claro, não é destruído; apenas
muda de dono. Mas os recursos dos compradores, que são usados para adquirir os
bens vendidos pelos herdeiros, poderiam ter sido utilizados para financiar investimentos
produtivos — comprando debêntures de empresas, por exemplo –, o que constituiria
um incremento do capital disponível.
A acumulação de capital fica reduzida. O progresso
tecnológico fica prejudicado. A
quantidade de capital investido por trabalhador empregado — o que aumentaria
sua produtividade — é diminuída. Consequentemente,
o aumento da produtividade marginal do trabalho e o correspondente aumento dos
salários reais é interrompido.
Obviamente, é um equívoco acreditar que essa taxação
confiscatória prejudica apenas as suas vítimas imediatas. Os empreendedores e capitalistas,
diante da perspectiva de que o imposto sobre a renda ou sobre a propriedade aumente
(ou que as isenções acabem ou que as brechas existentes sejam fechadas),
preferirão consumir o seu capital em vez de deixá-lo para o fisco, afetando ainda mais o processo de acumulação de capital e os investimentos.
Mas a tributação confiscatória bloqueia o progresso e o
desenvolvimento econômico não apenas pelo seu efeito sobre a acumulação de
capital; ela também provoca uma tendência à estagnação e à perpetuação de
práticas comerciais que não poderiam persistir no regime competitivo do mercado
livre.
Uma das características inerentes ao capitalismo é
não respeitar os interesses estabelecidos e forçar todo capitalista e todo empreendedor
a ajustar, incessantemente, a sua conduta às novas condições do mercado. Em uma
economia de mercado livre, os capitalistas e os empreendedores não têm
descanso. Enquanto estiverem em atividade, não poderão jamais usufruir os
frutos de seu sucesso ou do sucesso de seus antepassados e deixar que prevaleça
a rotina. Se eles se esquecerem de que sua tarefa é servir o consumidor da
melhor maneira possível, serão logo deslocados de sua posição eminente e
relegados, pela concorrência, à condição de um homem comum. Sua liderança e o
seu patrimônio são continuamente ameaçados pelos novos empresários.
Todo homem engenhoso pode iniciar uma nova atividade
econômica. Pode ser pobre, seus recursos podem ser escassos e a maior parte
deles pode ter sido obtida por empréstimo. Mas, se ele satisfizer o desejo do
consumidor de uma maneira melhor e mais barata, obterá lucros
“excessivos” e vencerá. Reinvestirá a maior parte de seus lucros no
seu negócio, fazendo-o crescer rapidamente. É a atividade desses novos empreendedores
que imprime à economia de mercado o seu “dinamismo”.
Esses nouveaux-riches são os
precursores do progresso econômico. A ameaça de sua concorrência força as empresas
mais antigas, bem como as grandes, a ajustarem sua conduta, de modo a melhor
servir o público, para não serem obrigadas a encerrar suas atividades.
Mas, atualmente, os impostos frequentemente absorvem
a maior parte dos lucros “excessivos” dos novos empreendedores, que
ficam, assim, impedidos de acumular capital, expandir o seu próprio negócio,
crescer e enfrentar os interesses estabelecidos.
O próprio fisco — com seu complexo código
tributário que apenas as empresas estabelecidas conhecem bem, e com seus altos
impostos — se encarrega de evitar que as empresas mais antigas tenham de
enfrentar a competição das mais novas. Podem, assim, impunemente, condescender
com a rotina, desprezar os desejos do público e resistir às mudanças,
tornando-se conservadoras. É claro que o imposto sobre a renda também as impede
de acumular novos capitais; mas o mais importante para elas é que se impeça os
recém-chegados de acumular capital. O sistema fiscal as privilegia.
Nesse sentido, o imposto progressivo impede o
progresso econômico e fomenta a rigidez e o imobilismo. Enquanto no mercado livre
e desobstruído a propriedade do capital é um passivo que força o proprietário a
servir o consumidor, os métodos tributários modernos transformam-no num
privilégio.
Os intervencionistas alegam que a grande empresa
está se tornando rígida e burocrática e que já não é possível às novas e
talentosas pequenas empresas ameaçar os interesses estabelecidos das famílias
ricas mais antigas. Entretanto, essa alegação só se justifica na medida em que
tal situação é o resultado das próprias políticas intervencionistas.
Conclusão
Os lucros são a força motriz da economia de mercado.
Quanto maiores forem os lucros, mais bem atendidas estarão sendo as
necessidades dos consumidores. Em um
livre mercado, só é possível auferir lucros eliminado-se os obstáculos
existentes entre os desejos dos consumidores e a configuração existente da
atividade produtora.
Quem mais bem servir o público, maiores lucros terá.
Ao tributar o lucro, os governos deliberadamente sabotam o funcionamento da
economia de mercado.
Impostos que recaem sobre a produção e sobre o lucro
são um enorme obstáculo à formação de capital. É deste dinheiro que vem a
poupança necessária para os investimentos produtivos.
Impostos sobre o lucro também geram o efeito
colateral de prejudicar exatamente os mais pobres, no longo prazo. Os tributos, ao obstruírem uma maior formação
de capital, fazem com que não seja possível um aumento da oferta de bens e
serviços na economia, que é exatamente o que beneficia os mais pobres.
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Leia
também:
O imposto sobre as grandes
fortunas e os baixos salários no Brasil
A propriedade privada dos
ricos beneficia a todos e é responsável direta pelo nosso bem-estar
Quero ver se o MBL e o Vem pra Rua irão apoiar aumento de tributos.
Na hora que este ministro da fazenda sugeriu isso perdeu qualquer possibilidade de apoio da minha parte. Não cedo um milímetro. Sugeriu aumento de imposto por 1 dia já se tornou meu inimigo.
O médio e pequeno empresário brasileiro vivem uma situação dramática. De um lado, impostos alvitantes e de outro, consumo em intensa queda, alta de custos, forte restrição creditícia e ameaça de passivos trabalhistas insanos. Está sufocado por uma malha governamental que não ajuda e somente atrapalha.
Lucrar aqui no Brasil é imoral, já gastar sem razão o dinheiro público é legal (dentro da lei). O que vale mesmo é a Lei de Gérson. Goebbels deve estar rindo.
Do texto: “Lucros necessariamente têm de ser reinvestidos na empresa, seja na forma de reposição de estoques, seja na forma de expansão dos negócios, seja na forma de contratação de novos trabalhadores, ou até mesmo na forma de aumentos salariais. Se os lucros fossem consumidos pelos capitalistas em produtos e serviços — como fantasiam os anti-capitalistas —, as empresas simplesmente não seriam capazes nem de repor seus estoques. Consequentemente, perderiam sua fatia de mercado.”
Esse é o ponto em que tenho encontrado mais dificuldade em debates. As pessoas acreditam que o lucro tributado das empresas é calculado somente depois que ela já repôs os estoques, modernizou o maquinário ou contratou. Ou seja, que recai somente sobre o dinheiro que o empresário iria gastar em passeios, iates, mansões, etc (sério, já mandaram essa na minha cara). E como tributação é um assunto pra lá de árido, fica difícil explicar e rebater a frase de efeito.
http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/5000407/ser-contra-cpmf-hoje-como-negar-entrada-bombeiros-uma-casa
Cada dia está pior…
Já deu uma olhada nas 1826 páginas da coletânia do PIS/Pasep e Cofins ?
http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/Legislacao/Coletanea/ColetaneaPISCofins.pdf
Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.
Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.
Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.
Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:
Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.
Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.
Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.
Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.
Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.
Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.
Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.
É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.
Para os interessados meu email NOVO é [email protected]
Sempre qué surge uma crise econômica a primeira coisa qué se fala é criar ou aumentar impostos ou seja todos podem esbanjaR porque na hora que não tiver dinheiro o povo paga a dívida. Pior falam em reforma da previdencia cortando ainda mais o dinheiro do aposentado mas não falam o que é necessário para equilibrar a previdência ou seja criar mais emprego da mais renda a previdência e equilibra o deficiti, analise da arrecadação da previdência com 11 milhões é distorcida tem que ser criado mais empregos, outro coisa tem que fazer cortes de gastos supérfluos diminuir número deputados e 3 senadores por estado é muita coisa enfim da para economizar bilhões de reais sem ser necessaio criar e aumentar imposto.
É possível que algum dos iluminados austríacos deste site desse a diferença exata entre “sobreinvestimento” e “mau-investimento”? Juro que já li com boa vontade alguns artigos do site sobre o assunto de ciclos econômicos e, sem todos os ornamentos que os articulistas daqui usam, o resumo é: “Ciclos acontecem por causa de uma falsa expectativa de demanda futura”. Ou seja, admitem que o que causa os ciclos são problemas de demanda e criticam quando o governo tenta corrigir isto.
O Governo que deve servir e trabalhar para o povo, e não o povo trabalhar e ser escravo dele. Pois se o poder de compra é comprometido por quem deveria ajudar as pessoas, alguma coisa está muito errada. O lucro e a renda sustentam muitas inutilidades desse Estado Gordo. É uma pena que seja tão pouco discutido entre parlamentares e pessoas que levantam a bandeira da desigualdade…
Os keynesianos dizem que maiores gastos do governo pressionam para uma política expansionista, e que é o estado quem pode mais impulsionar o setor privado. Pergunto: É possível alguém usar toda aquela matemática e raciocínio lógico da escola keynesiana e ainda assim estar errado? É possível que a imensa maioria dos economistas do Brasil e do Mundo estejam errados?
Esse artigo é genial, vale a pena ser lido e relido.
Alguém saberia me falar de qual livro ele foi extraído?
Eu sei que não tem a ver com o assunto de hoje, mas em comemoração ao dia do pedagogo, hoje eu comprei 5 cópias do Educação, de Rothbard e irei distribuir para as pedagogas do Senai onde trabalho.
Pode ser uma boa maneira de distribuir conhecimento.
Vale notar o tratamento notável que, em seu tratado, o gigante Jean-Baptiste Say deu à tributação:
O tratado é dividido em três partes: “Of The Production of Wealth”; “Of The Distribution of Wealth”; e “Of The Consumption of Wealth”.
A tributação (“Of Taxation”) está colocada no seu lugar correto: “Of The Consumption of Wealth”.
Segundo Say, portanto, tributação implica destruição de riqueza.
[link]mises.org/library/treatise-political-economy[/kink]
O Hoppe tem um texto excelente sobre (os efeitos da) tributação:
link.springer.com/chapter/10.1007%2F978-94-015-8155-4_2#page-1
De modo algum! É de bom alvitre rechaçar a mentalidade capitalista, a fim de não malfadar ainda mais os necessitados.
A tributação é a forma justa de realocação de um capital que seria mal aplicado pela burguesia em seus deleites supérfluos. O Estado, detentor do conhecimento geral e responsável pelo suprimento das necessidades da nação, é o ente apto para dar destinação aos lucros dos empresários.
Na verdade, de todo prudente e justo pugnar-se pela existência de teto remuneratório empresarial em âmbito nacional, para que de forma alguma ultrapassem o subsídio dos ministros do STF, como medida de máxima justiça e igualdade entre todos!
Estudar para um concurso público ou empreender: o que fazer?:
revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/concurso-publico-ou-empreender-aldrey-zago/
Salve!!!oh poderoso estado.kkkk cada um que aparece
O povo ainda não conhece a esquerda.
Veja essa lista de 2.048 páginas de indenização por danos causados pela ditadura.
Se alguém acha que o Lula veio a passeio, dá uma olhada nos valores dessa lista, pagos à milhares de comunistas, socialistas e sociais democratas.
http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/servidor/va_direto/cei/benef_lei10559_13_08_2015.pdf
A dívida líquida do governo está em 1,5 trilhão. Ou seja, se fosse só 14,5% de juros, seria necessário um superávit de 217 bilhões. Colocando mais os calotes da dívida bruta, podemos subir para 300 bilhões o valor do superávit necessário.
Com isso, se eles dizem que o déficit é 170 bilhões com 0 de superávit, então podemos considerar que o rombo está em 400 bilhões. O corte de 400 bilhões é a única forma de começar o ano que vem menos zerado.
Pra cortar impostos, a única forma é baixar juros e fazer vários anos de superávit extremamente alto. Além disso, seria necessário segurar o salário mínimo, intervir no câmbio pra manter a moeda valorizada, cumprir as metas de inflação, vender estatais, etc.
Enfim, isso é quase impossível, quando existe um congresso populista, um banco central flexível com as metas, um governo com o consumo voraz, gente de saco cheio de trabalhar e querendo se aposentar, bandido assaltando o governo,etc.
A única solução é copiar os cubanos, e ir de barco para Miami.
Quem não quer ir de barco para Miami, deveria fazer como a esquerda, e ocupar o banco central, a secretaria do tesouro e o BNDES.
OCUPA BNDES JÁ !
Ótimo artigo.
“…O mesmo também é válido, e com mais razão, no caso de impostos sobre heranças. Os herdeiros se veem obrigados a vender parte do patrimônio que lhes foi legado. Esse capital, é claro, não é destruído; apenas muda de dono. Mas os recursos dos compradores, que são usados para adquirir os bens vendidos pelos herdeiros, poderiam ter sido utilizados para financiar investimentos produtivos — comprando debêntures de empresas, por exemplo —, o que constituiria um incremento do capital disponível.”
Essa parte ficou um pouco confusa para mim. Pelo que entendi o texto quer dizer que devido ao imposto sobre herança ser caro, o herdeiro se obriga a vendê-lo, passando a outra pessoa que ao invés de comprá-lo poderia investir o dinheiro na própria empresa para produzir mais e ou melhor. Mas vi uma contradição aqui, pois se a herança for um imóvel, por exemplo, ele sai das mãos de alguém que não pode “bancá-lo”, para as mãos de alguém com maior poder econômico, que mesmo deixando de investir na própria empresa, poderá se beneficiar no futuro com a venda do imóvel. Quem mais perdeu na minha opinião é o herdeiro ao ter que vender pelas altas taxas de impostos de transmissão, advogados, inventário etc.. mesmo que sua vontade inicial fosse manter o patrimônio que foi de um ente
Furquim, muito obrigado pelos esclarecimentos… Estou todos os dias lendo os artigos e aprendendo um pouco mais
Pelo que compreendo então o governo tem uma atitude nefasta. Os altos impostos beneficiam o próprio governo, mas acaba também tornando ainda mais rico quem já tem um grande poder economico. Quando falo em quem tem um grande poder econômico, me refiro aquela pessoa que resolve comprar o imóvel de herança como diversificação de investimentos, não estou demonizando tal atitude, se eu tivesse muito dinheiro eu inevitavelmente só iria comprar aquilo que pode me trazer retorno no futuro, mas penso naquele sujeito que herdou alguns bens que não trazem grandes lucros, como um sitio que se valorizou com o tempo, um terreno ou apartamento. Esse sujeito desejaria manter os bens por ter um apelo emocional, manter o legado da família, mas pelo taxação dos nossos governantes acaba tendo na venda uma opção para não prejudicar suas financas
45% de tudo o que produzimos pra essa gente não é o suficiente. Impressionante!!!
LEANDRO, se a dívida líquida está em 1,5 trilhão de reais e juros dos títulos acima dos 14,5%, então o superávit primário deveria ser acima de 210 bilhões ?
Artigo sensacional!
Parabéns pela maneira como traçou as relações entre os conceitos dentro da economia.
Sempre tento explicar as ideias contidas neste artigo para as pessoas mais próximas, tentando construir relações como foi feito aqui e não é fácil, pois na nossa cabeça está tudo muito claro, o difícil é expor.
O parte que mais me deixa maravilhado na ideia da liberdade econômica é justamente o fato de que, em uma economia livre o capital não fica parado, está sempre em circulação, sempre sendo investido da maneira mais eficiente possível, pois se visa o lucro! E o mais legal é a consequência natural que esse sistema produz… o progresso tecnológico e a satisfação dos consumidores!
Quando pagamos impostos estamos transferindo parte do capital acumulado para o governo, que por sua vez fica encarregado de alocar estes recursos da maneira como bem entender. Sabemos que isto é feito de tal modo que está longe de ser eficiente. Mas claro! Ora… o dinheiro não é dele. Por que se preocupar com eficiência?
Acho que falta na maioria das pessoas o entendimento deste fenômeno decorrente de um sistema livre, o entendimento do que é a “Mão Invisível”. Não existe acumulo morto de capital. O capital circula, produz, gera, transforma e promove o avanço tecnológico.
Mais uma vez, parabéns pelo texto.
Pessoal, gostaria de saber se existe algum livro da Escola Austríaca que faça ligação com o Direito? (Algo parecido como o Law and Economics da Escola de Chicago).
Atenciosamente,
Hayek
Concordo totalmente com um amigo acima… o governo existe para servir o povo, para colocar a ordem e realizar o progresso da população, do país. Mas o que vemos é o povo servindo, pagando e sofrendo pelo governo. Entristece ver o que nosso povo está passando. Entristece ver minha cidade, antes fonte de renda ao povo com o turismo, agora parada e repleta de lojas e comércios estabelecidos a anos, simplesmente fechando as portas… As empresas em crise, sem lucro, sem capital para investir, e ainda assim com dificuldades se esforçam a pagar seus impostos, e manter seus compromissos, mas infelizmente o resultado sempre acaba sendo o desemprego, a medida mais rápida para cortar gastos. E assim a corda sempre arrebenta ao lado mais fraco.
Nos países de maior liberdade econômica, as pessoas têm que beneficiar umas às outras para sobreviver e prosperar, mesmo que não percebam isso ou não sejam particularmente altruístas.
Já nos países socialistas, é possível prosperar sem beneficiar ninguém além de si mesmo e todos são induzidos a participar do prejuízo socioeconômico da maioria.
* * *
Procede? [quatrorodas.abril.com.br/noticias/carros-pagam-mais-impostos-na-argentina-mas-brasil-nao-fica-muito-longe/]Argentina tem imposto mais alto, mas preços menores que o Brasil[/link]