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Quanto mais governo, menos autoestima, menos bons modos

Eu realmente não gosto de reclamar do governo. Acho
perda de tempo fazê-lo.  E também considero
uma estratégia ruim. Estou convencido de que é muito mais proveitoso ignorar
toda a bagunça e imoralidade e se concentrar em coisas melhores e mais
produtivas.

No entanto, e infelizmente, grande parte da humanidade
ainda se encontra emocionalmente acorrentada ao governo, e — a menos que você trabalhe
para o governo e tenha um alto salário, ou seja um grande empresário que
obtenha subsídios e privilégios protecionistas do governo (em ambos os casos, você
se deu bem) — creio ser válido demonstrar o quão danoso é esse relacionamento
com o estado.

Sendo assim, falarei sobre algo que não recordo ter
visto em nenhum outro lugar. Começarei pelo “o quê” e avançarei para o “por
quê”.

Observações

Ao longo de muitos anos, observei um certo fenômeno e
de variadas formas distintas.   Eis o fenômeno:

Quanto mais o governo está envolvido na vida das
pessoas, piores essas pessoas se tornam.

O exemplo mais premente certamente é o da ‘classe’
(ou, talvez, deveria dizer ‘classes’) dependente do assistencialismo estatal —
pessoas cujas vidas dependem quase que inteiramente do dinheiro repassado pelo
governo. Em praticamente todas as cidades, os piores bairros são aqueles que
têm a maior porcentagem de pessoas dependentes do governo. Sim, alguns
ideólogos linha-dura certamente irão protestar dizendo que primeiro veio a
pobreza e depois, só depois, veio a ajuda do governo.  Só que isso nem sempre é verdade, de modo que
tal afirmação serve apenas para ofuscar uma verdade muito mais importante:
tornar adultos dependentes do governo é algo que, inevitavelmente, degrada a moral, a ética e a autoestima
dessas pessoas
.

Já que estou falando de minhas observações, acrescento
que, sim, já estive em contato próximo com muitos guetos e com
pessoas permanentemente dependentes do governo durante a minha vida. E já tive
amigos que fugiram de atrozes projetos habitacionais implantados pelo governo.
Portanto, não estou apenas repetindo e reciclando as opiniões de terceiros.

Viver de repasses do governo não é apenas degradante;
quem tenta escapar desse ciclo vicioso é duramente punido. Se você é dependente
do assistencialismo e então começa a trabalhar um pouco, seus
repasses poderão ser cortados drasticamente
. Sendo assim, a não ser que você
tenha um emprego realmente bom à vista (e quantas pessoas realmente tem?),
esqueça a possibilidade de abandonar o sistema.

Esse tipo de vida receosa destrói a dignidade, a
autoestima, a capacidade de ter opinião própria, os bons modos e muito mais. Se
você quisesse arruinar um grupo de pessoas, você as tornaria dependentes do
assistencialismo, com aumentos contínuos, porém módicos, no valor das bolsas e
os as aglomeraria em locais de alta densidade — exatamente o que foi feito em
minha cidade na década de 1960, por supostos benfeitores progressistas que
amavam os pobres.

Mas não é somente com os pobres que isso ocorre.  Há pessoas de classe média que estão agora
vivendo de assistencialismo ou encostadas no seguro-desemprego. Estas também
estão sendo degradadas.  E isso ocorre em
todos os continentes.

Poucos anos atrás, vivi em uma grande cidade
europeia, e era traumatizante ver quantas pessoas totalmente capacitadas não queriam
nem saber de trabalhar, pois já usufruíam benefícios assistencialistas
suficientes para sobreviver. No bairro em que morei, a maioria dos
comerciantes era formada de imigrantes, já que as antigas famílias de
comerciantes nativos haviam fechado suas lojas há um bom tempo.

E viver do assistencialismo realmente degradou os
bons modos. Você dificilmente acreditaria na quantidade de fezes caninas que
emporcalhavam as calçadas. Era difícil caminhar sem ter seu sapato premiado. As
pessoas simplesmente não se importavam em recolhê-las. Adicionalmente, assaltos
e roubos de bicicletas eram coisas endêmicas.  E tudo isso em um “bairro decente”, em uma
cidade “de primeiro mundo”.

Causas

Viver do assistencialismo estatal abole o senso de cooperação em
nossas vidas
. Em qualquer tipo de empreendimento, temos de interagir e
cooperar com dezenas de pessoas. Temos de obter informações, adquirir suprimentos
delas, fornecer bens a elas, trabalhar e produzir para satisfazê-las etc. 
Elas têm de confiar em nós, e nós temos de confiar nelas. A confiança tem de
ser mútua. Tudo isso ajuda a fortalecer os bons modos, a responsabilidade própria,
a pontualidade, a integridade e a dignidade. Também ajuda a melhorar as
habilidades importantes, como a comunicação e até mesmo a dicção.

Já as pessoas que se refugiam no assistencialismo
ficam de fora dessa integração.  Ao contrário, ficam assistindo a reality shows na televisão.

Outro fator relevante é que as pessoas dependentes do
governo não fazem escolhas; as suas vidas são ditadas pelo governo. Esse não é
um comportamento natural do ser humano. Seres humanos não foram desenhados para
funcionar desta maneira. Seres humanos têm de saber escolher e, principalmente,
saber arcar com as consequências de suas escolhas. Daí vem o sentido de
responsabilidade própria. Ser dependente do estado elimina essa possibilidade. Você
vira um autômato. Sua vida perde o sentido. E os humanos simplesmente não podem
prosperar dessa forma.

Fomos criados para realizar e prosperar. Ter as
coisas perpetuamente dadas a nós, sem que tenhamos de nos esforçar para obtê-las,
é algo que nos degrada, e muito. Quando vivemos uma vida de dependência, jamais
aprendemos a superar as nossas limitações, a sermos melhores. Com efeito, nas culturas que prezam a
dependência, tentativas de auto-aperfeiçoamento
são vistas com rancor, causam inveja e são punidas — e, muitas vezes, de forma violenta.

O próprio envolvimento do governo na
“educação” é degradante
. Esse é um de meus principais argumentos contra as escolas:
as crianças são forçadas a relacionamentos inescapáveis. E isso degrada as
crianças. Pergunte aos pais que optaram pelo regime de homeschooling;
eles dirão que a maioria dos maus hábitos que seus filhos adotaram são
consequência do período que permaneceram em contato com outras crianças em
escolas públicas. Um arranjo de integração forçada é simplesmente um péssimo
plano para quem deseja saúde e o progresso humano.

No
final

Minha conclusão ao longo
desses vários anos de observação é que, quanto mais o governo se envolve na
vida das pessoas, pior é a conduta que elas adotam e passam a demonstrar
abertamente.  A situação é continuamente
degradante.  As pessoas perdem a ambição,
perdem a vontade própria, perdem o desejo de se aprimorarem e perdem os bons
modos. (E sei que não estou sozinho nesta opinião).

Existem exceções? Claro, e
provavelmente há milhares. Que bom. Mas, no final, a seguinte afirmação
continua sendo verdadeira:

O assistencialismo do
governo é uma maldição para aqueles que dele dependem. O assistencialismo degrada
as pessoas e as tornam piores, e não melhores.

___________________________

Leia
também:

O ciclo da dependência pode
ser quebrado

A maneira como ajudamos as
pessoas não ajuda as pessoas

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72 comentários em “Quanto mais governo, menos autoestima, menos bons modos”

  1. Só o livre mercado dá ao cidadão a liberdade de fazer escolhas e o liberta do estado. Quanto mais burocratizada a economia menos escolhas ele pode fazer, maior a dificuldade de mudar de profissão, de emprego ou de passar a empreender em outro ramo da economia.

    BUROCRACIA= A INIMIGA NÚMERO UM DA LIBERDADE

  2. Seres humanos têm livre-arbítrio, conforme diz o dicionário: possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante.

  3. Como seria possível qualquer tipo de democracia funcionar quando os índices de QI das populações estão baixando com a diversidade? Tá aí um assunto que ninguém tem coragem de falar. Tabu

  4. O ideal seria abolir de vez a conta segurança nacional e deixar somente a previdência e privatizá-la.

    Mas sei que tal proposta está longe de ser ao menos cogitada na mente da maioria e, para aqueles que querem gradualismos, há uma outra abordagem: renda mínima para TODAS as famílias. São 60mi delas. Um valor de R$800,00/mês, dá algo como R$9.600,00/ano, sem abono natalino, obviamente; isso dá R$570bi. Se o governo gastasse, digamos, R$130bi para fazer o recolhimento e a redistribuição (bem ineficiente, eu sei, mas sabe como é governo né!), mais R$100bi para a “justiça”, mais R$100bi para a defesa (+ do dobro do atual), mais R$100bi para os políticos, teríamos R$1tri em gastos governamentais (metade do atual). Tais gastos poderiam ser supridos por uma carga tributária da ordem de 20% do PIB (1/5 dos infernos, hoje são 2/5=40%). Tal arrecadação poderia vir de 3 impostos: sobre o consumo interno (20% flat), um sobre as movimentações financeiras (1%), e um sobre as importações: (40% flat) (só pra acalmar os exportadores). Tudo recolhido pelo município, que pode decidir sobre a alíquota sobre o consumo (para baixo, sempre!), os estados pela alíquota da movimentação financeira (para baixo, sempre!) e o federal que pode decidir sobre a alíquota de importação (para baixo, sempre!)

  5. Ricardo De Abreu Barbosa

    Homens dependentes do Estado: é o que fizeram com nossos conterrâneos. Precisaremos de 50 a 100 anos para desconstruir essa triste realidade cultural do brasileiro.

  6. Amarílio Adolfo da Silva de Souza

    Infelizmente, acabar com esse arranjo não é tarefa para ser feita já. Cabe instruir as novas gerações a cuidar de seus próprios interesses sem “depender” de governos. É preciso educá-las.

  7. Artilheiro de metralhadora (pergunta off topic)

    Alguém poderia me indicar livros da Escola Austríaca que falem de R.I. (relações internacionais)?! Sei que a Escola Austríaca trata de economia, porém a Escola Austríaca também trata de Relações Internacionais?!

    Desde já agradeço as respostas!

    Tudo de bom!

  8. Quanto mais Eu Leio, aprendo e tenho consciência de que sou um escravo do Estado, mais Eu fico com Raiva do Sistema. A parte de informar aos desinformados Eu estou fazendo e muitos já estão questionando o sistema, é um trabalho de formiguinha comparado a desinformação da mídia, mas hoje temos a internet para nos ajudar.

    Obrigado IMB!

  9. vale ler o livro “Fuga do campo 14” e sobre os problemas de adaptação de norte coreanos a sociedades ocidentais, é um exemplo extremo desse texto.

  10. Estado Assistencialista

    Discordo completamente. O assistencialismo estimula o altruísmo no indivíduo. Quando uma pessoa recebe algum tipo de ajuda, ela naturalmente vai sentir vontade de ajudar também. O governo, quando ajuda as pessoas, da o exemplo que faz as pessoas serem melhores. Um pobre, por exemplo, que não quer trabalhar, não o faz porque não liga para o dinheiro, para o status, e assim merece receber uma bolsa como recompensa pelo seu ato exemplar.

  11. Estado Assistencialista

    Se todos os indivíduos vivem em um planeta é necessário que, tudo seja compartilhado, pois todos dependem dos mesmos recursos que só podem ser extraídos de um lugar. Na verdade não estamos sendo roubados, estamos compartilhando a comida que o pobre que não tem dinheiro para comprar.

  12. Você quer compartilhar alguma coisa, amigo irônico?
    Vá em frente, mas não subtraia NA MARRA de maneira
    compulsória do setor produtivo da sociedade.
    Caridade deve ser espontânea por definição.

  13. Outro detalhe é a arrogância que muitos beneficiados desenvolvem.

    Por exemplo, algumas pessoas que têm “direito” aos lugares reservados em ônibus e trens tratam os usuários comuns que lhes cedem estes bancos com um desprezo impressionante.

    * * *

  14. O assistencialismo está travestido de estabilidade, principalmente no “INFUNCIONALISMO” público. As pessoas não entendem ou não querem enxergar que na “instabilidade” do livre mercado é que a prosperidade e a auto-realização ocorrem. Depois reclamam que estão sofrendo de ansiedade e depressão, nada mais natural, já que não constroem nada e não realizam nada de gratificante para sí mesmo e para a sociedade da qual faz parte. Vivem uma existência desprovida de significado e propósito!

  15. Pessoal, tenho certas duvidas sobre o ANCAP, por gentileza se alguém puder me responder e colaborar ficarei grato, sei que o pessoal aqui sempre colabora nos estudos (:

    Aparece umas duvidas as vezes mas esqueço sempre, mas tem algumas que estão martelando na minha cabeça pedindo resposta a dias… Aqui vai:

    – Demanda Criminosa: Eu chamo de Demanda Criminosa, tudo aquilo que houver mercado(demanda e oferta) pro crime.

    Por exemplo:

    Compra de órgãos que foram tirados a força das pessoas, vulgo roubo. Mesmo que no ANCAP existisse o mercado de compra e venda de órgãos voluntario, poderia existir pessoas que preferem comprar órgãos roubados por alguma motivo, principalmente por TALVEZ serem mais baratos que os vendidos voluntariamente.

    Pornografia infantil: Na deepweb é muito comum existir esse mercado, a internet é quase um exemplo de Anarquia De Mercado e vemos essa prática ser muito comum.

    Em um ANCAP, um mercado ”submerso” e ”mudo” como o de pornografia infatil poderia existir facilmente, sem nenhuma punição coercitiva a aqueles que a pratica.

    Mercado de peças e objetos roubados: Se há demanda, há oferta. Portanto como já existi hoje, como ficaria a punição de quem comprasse e vendesse peças e objetos roubados?

    O que eu não entendo é que, parece que os ANCAPS acham que as pessoas olhariam a ficha criminal de cada um antes de fazer uma troca. Até certo ponto é verdade, uai ninguém quer fazer negócio com estelionatario ou assassino. O problema é que, caloteiro e genocida, realmente fazem diferença na hora da troca, já que é um risco de você acabar se dando muito mal. O problema é quando um crime não tem significancia ou relevancia na troca. Se um pedófilo vende carros com preço baixo e de muita quailidade, ninguém deixaria de comprar carro dele por causa disso.

    Ou melhor, ele não iria a falência por causa disso, existiria ainda muita demanda pras sustentar o seu negócio, ou você acha que as pessoas deixariam de fazer um bom negócio por causa de acusações de pedofilia sob o sujeito?

    Se é lucrativo de todas as maneiras fazer negocio com um pedófilo, ninguém vai assumir um prejuizo ou um lucro menor por essa razão.

    O mesmo vale pro aborto, há uma porrada de gente que é a favor do aborto, logo há demanda pra sustentar as clinicas e inclusive manter uma sociedade inteira funcionando economicamente, muitas pessoas estariam dispostas a realizar trocas tranquilamente com abortistas, como eu disse, aborto não implica na troca, principalmente se a pessoa não vê problemas no ”crime” que o outro cometeu(como é o caso do aborto). É impossível proibir o aborto em um ANCAP, já que é algo polêmico, o mesmo vale pra eutanasia e afins..

    Acho que deu pra pegar a linha de raciocínio…

    Outra coisa seria como proibir os esquemas de piramide(ponzi) e demais esquemas fraudulentos.

    O libertarianismo acredita na total responsabilidade dos individuos, se eu entro em um avião que aparenta ser precário(e é dito por especialistas), logo eu estarei assumindo o risco de aceitar um serviço nessas condições.

    O problema é que, até onde é minha responsabilidade de assumir o risco e até onde é fraude.

    No caso do esquema de piramide, eu tenho responsabilidade em assumir os ricos dos meus investimentos e empreendimentos, ao aderir em um esquema de piramide, eu sou obrigado a saber dos riscos, se alguém passar a perna em min eu fui trouxa? Imagina o Charles Ponzi, como esse cara seria punido no ANCAP, um cara que fugiu de país a país cometendo esquemas fraudulentos e estelionato profissional?

    O dinheiro que ele arrecadou, daria pra viver uma vida toda. E existiriam sim pessoas que ainda sim fariam negocio com ele, caso ele pegasse um pouco mais de confiança em determinado local. Enfim, ele teria diversas formas de se passar por outra pessoa e etc pra continuar fazendo trocas voluntarias para a sua sobrevivência.

    Outra coisa que já falei aqui também, é os conflitos do direito de propriedade.

    Expulsar alguém do meu avião há dez mil pés, é assassinato ou defesa da propriedade(se o mesmo violou uma regra).

    E se eu desse paraquedas a ele?

    E de um navio, se eu desse boias ou um bote inflável?

    Eu simpatizo com o ANCAP, mas eu vejo algumas coisas que é meio inseguro e vago, acho que determinadas coisas precisa de um poder central coercitivo, se não fica muito ”solto” a decisão das próprias pessoas.

    Acho que a coerção estatal tem que ser sob quem viola direitos naturais, somente isso…

    E um imposto(roubo) que fosse tão pequeno, que agressão fosse insignificante.

    Estado tem que ser minimo e se possível inexistente!

    O libertarianismo esta coberto de razão, impossível refutar a imoralidade do estado, o libertarianismo quando traz a ética e a moral, se demonstra irrefutável.

    Abraços

  16. a NASA contribui muito com a escassez das mateiras primas no planeta Terra e logo o encarecimento dos produtos derivado dessas matérias primas , que atinge o nosso dia -a-dia , a lista a segui são os matérias( lixo espacial )encontrado na orbita da Terra:

    Exemplos de lixo espacial:

    – Detritos e componentes (elétricos e eletrônicos) de satélites;

    – Restos de foguetes espaciais;

    – Ferramentas perdidas pelos astronautas;

    – Partículas de tinta;

    – Combustíveis.

  17. É consenso para todos os liberais os efeitos sobre a oferta quando do controle de preços praticado pelo governo: quase sempre a escassez.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1422

    https://www.institutoliberal.org.br/blog/controle-de-precos-origens-manutencao-acoes-e-efeitos/

    E quando o controle de preços é praticado pelo próprio mercado? Sem o uso de monopólios? Quando o próprio mercado artificialmente altera o balanço oferta x demanda?

    Vejam a notícia abaixo do jornal gazeta online do ES. O tomate, que até poucos meses atrás era o vilão da inflação, despencou de preço. Com isso os produtores da região descartam o excesso de produção. A população se pega a perguntar por que os produtores não doam o excesso da produção ao invés de desperdiçá-la? Porque os produtores entendem empiricamente de economia. Eles sabem que se assim o fizesse os preços tenderiam a cair ainda mais, pois a demanda pelo tomate também cairia. Com isso eles, propositalmente, descartam o excedente de produção, diminuindo a oferta, desbalanceando-a artificialmente frente a demanda e assim elevando os preços.

    A pergunta é: por que a população tem que pagar ARTIFICIALMENTE mais caro por algo? Dado que, como no exemplo, esse aumento artificial praticado pelo próprio mercado, diminui a capacidade da população de poupar e investir.

    Com preço baixo, toneladas de tomates são descartadas em Ibitirama.

    fonte: novo.gazetaonline.com.br/noticias/sul/2017/01/com-preco-baixo-toneladas-de-tomates-sao-descartadas-em-ibitirama-1014011229.html

  18. Senhores, bom dia

    Prezados,

    Gostaria de contar com um palestrante do Instituto Mises num evento da minha empresa. Como fazer?

    Preciso de um feedback rápido.

    Favor ligar para

    081 9 9607 7592

  19. É triste ver tantos achando que a etnia é o fator preponderante da riqueza e até mesmo da intelectualidade.

    Se o local que você nasceu possui poucos (e conhecidos) predadores e o frio é o principal fator para sobrevivência, então… provavelmente você será um europeu, eslavo, etc.

    Se o local que você nasceu possui muitos predadores, inúmeras e até mesmo não catalogadas doenças, calor extremo de dia, frio extremo de noite e ainda assim conseguiu sobreviver, então existe a probabilidade de você ser um africano.

    Se o local que você nasceu é uma selva tropical (dispensa apresentações), você mora em uma máquina de devorar humanos, tudo em uma selva aparenta ser desenhado para lhe destruir. Parabéns, possível mente você é um indígena!

    Se nasceu em um altiplano, frio, nenhum predador (puma?), também é um indígena descendente de incas, povo com muito conhecimento matemático e astronômico.

    Todos acima tinham reis, governo, para ajudar ( atrapalhar ) apesar do ambiente mais ou menos hostil. Não existe relação de Q.I. com etnia, isso não é nem assunto tabu, é assunto bobagem mesmo! Tudo é questão de liberdade, acredito até que fatores ambientais ajudem ou atrapalhem, pois restringem a liberdade, mas associar a etnia ao Q.I. ou ao progresso é falta de informação, mesmo! (e talvez preconceito)

  20. Cristiane de Lira Silva

    Depende da pessoa que recebe a assistência. No Brasil há pessoas muito pobres que recebendo assistência do governo a usam para o seu crescimento e posterior indepêndência dessa mesma assistência. Quanto a Europa, onde a maior parte das pessoas não precisam de nenhuma ajuda do governo, eu não estou conseguindo entender o que está acontecendo por lá. Aparentemente as pessoas querem crescer e realizar, certo? Então o que as leva a preferirem viver de assistência governamental? o povo europeu está com preguiça de limpar até as próprias calçadas? Estou imaginando o nível de infelicidade dessas pessoas que não se sentem motivadas a fazer nada na vida!

  21. O Brasil precisa de uma reforma do Estado urgente.

    Lógico que os poderosos dos 3 poderes não querem, que a elite governamental vai sujar o processo pra não perder seu quinhão etc.

    Mas o modelo não apenas está esgotado como destrói a vida dos cidadãos e o futuro em geral.

    Essa reforma tem que sair na marra. O povo está entendendo o que é o estado.

    Por ex: Há poucos anos atrás ninguém sabia o que era o STF, TCU, PRG

    É preciso matar o Leviatã, no nosso caso, seria mais simpático chamarmos de Frankenstein mesmo.

  22. Tenho que mesmo quem trabalha para o governo e tenha um alto salário acaba se dando mal, pois salário nunca enriquece ninguém a ponto de torná-lo milionário e assim marginalizado na casta superior da sociedade; é como uma sábia filósofa profetizou: nem quem ganhar, nem quem perder, vai ganhar ou perder, todos vão perder.

    É claro que é melhor estar com alto salário, mas isto não torna ninguém imune aos desmandos governamentais, cujos ventos costumam mudar sua direção de forma completamente errática e imprevisível; sabemos que a realidade é mutável, mas uma coisa é tentar prever os avanços tecnológicos, as tendências de mercado e tudo o que já é complexo por si só; terrível é tentar prever como a política tratará, ou ignorará completamente, determinado tema; o patrimonialismo já complica quem é capitalista, imaginem quem contrata só, e tão somente, com o Governo.

    É algo a ser ensinado a crianças desde pequenas, infelizmente a nossa cultura sempre apontou para uma fé cega no Estado e no Governo; por vezes desconfiamos da Administração Pública (a máquina propriamente dita de funcionários públicos), os quais são os mais pautados por regras e, no mais das vezes, são os mais vigiados e, portanto, seguem mais bovinamente os regramentos.

    O problema é que, em nosso país, o Governo lança tentáculos mesmo na iniciativa privada, a cultura já está SUPER CONSOLIDADA; percebam que há os políticos, há os servidores públicos, mas há também os terceirizados, há também os profissionais liberais que só existem (ou só existem em número tão grande) em razão do governo, tais como contadores (para dar conta de sonegar mais eficientemente ou de entender um emaranhado fiscal ininteligível a seres humanos comuns), advogados (para dar conta de uma Justiça altamente ineficiente, altamente pessoalizada e parcial), despachantes (para dar conta de uma Administração Pública altamente burocratizada e lenta) e muitos outros; não bastasse ainda há as empresas estatais ou semi-estatais (o que dá no mesmo, tais como Petrobrás e outras), depois há as empresas que funcionam na base da concessão pública (empresas de TV, rádio, pedágios etc), depois aquelas que funcionam em ramos altamente regulamentados (como mineradoras, telefonias etc), depois aquelas que só funcionam porque atuam em certo monopólio com o governo (instituições financeiras), depois aquelas que recebem todos os incentivos e perdões (clubes de futebol, por exemplo, cuja maioria já teria falido em outras realidades), depois aquelas que recebem imensas subvenções (via BNDES, por exemplo), depois aquelas que contratam diretamente com o poder público, e praticamente somente com ele, desde uma mega-construção até o fornecimento de materiais de consumo (como as Odebrecht da vida)… enfim…. de certo forma, o Governo tornou a praticamente todos uma espécie de funcionário público, já que praticamente todo o interesse nacional passa necessariamente pela mão de algum político ou de algum braço do Estado.

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