O atual governo grego, sob o comando do partido
de extrema-esquerda Syriza, deixou vazar um plano
de implantar um profundo corte das aposentadorias: em alguns casos, os
cortes chegam a 35%.
Os novos aposentados que iriam receber mais de 750
euros mensais terão uma redução de 15%. Pensões
acima de 2.000 euros serão reduzidas em 30%.
E quaisquer pensões acima de 3.000 euros serão reduzidas para 2.200
euros. Trata-se de uma notável tesourada que também irá afetar os atuais
aposentados que recebem uma pensão inferior a 1.000 euros mensais.
Até
o momento, o governo grego já elevou a idade de aposentadoria e já extinguiu
vários benefícios conseguidos por aposentadorias precoces.
Deixando de lado as várias críticas à incoerência entre o
discurso de Alexis Tsipras quando chegou ao poder há exatamente um ano e sua atuação
nos dias de hoje, o certo é que estes cortes de gastos tão impopulares apenas
ressaltam que, na política, nem tudo é possível.
Assim, e ao contrário do que gostam de afirmar as
mais variadas formações populistas, nem tudo é uma questão de “vontade política”. Empregos não são criados por mera vontade política;
salários não aumentam por mera vontade política; a Previdência não se torna sustentável
por mera vontade política; o déficit orçamentário do governo não desaparece por
mera vontade política; e as crises não são superadas por mera vontade política.
Uma economia não é uma massa de modelagem que o
onipotente político do momento pode moldar de acordo com sua imaginação e seus
caprichos. Por isso, por maior e por
mais genuíno que fosse o desejo de Tsipras de interromper os cortes de gastos,
o fato é que ele acabou se convertendo no maior “cortador” de gastos dentre
todos os recentes governos gregos.
Eis uma lição: desconfie sempre de todos aqueles
que, com palavras emotivas e brilhos nos olhos, prometem reinventar a roda em matéria
econômica, quase sempre recorrendo a meras frases de efeito.
E o problema nem está no fato de que altas
expectativas acerca de promessas impossíveis acabarão se degenerando em
profundas frustrações — como ocorreu entre vários eleitores do Syriza [e do PT
no Brasil]; o real problema está no fato de que a políticos intervencionistas e
suas suicidas intenções de revogar as leis da gravidade econômica podem acabar
provocando um resultado exatamente oposto ao almejado — como também ocorreu
com o Syriza quando quebrou
o sistema bancário do país [e como também ocorreu no Brasil
com as reduções artificiais dos preços da eletricidade e com o congelamento do preço
da gasolina].
Como sempre afirmou Ludwig von Mises, “os políticos não
podem enriquecer as sociedades; mas podem, facilmente, empobrecê-las”. Ou, dito de outra maneira, um político não consegue,
por meio de decretos e regulamentações, multiplicar os pães e os peixes; o que um
político de fato consegue, por meio de decretos e regulamentações, é paralisar a produção de pães e peixes
dentro de um país.
Por isso, em vez de aplaudir aqueles que querem
impor fanaticamente sua “vontade política” populista sobre a mais elementar
racionalidade econômica, deveríamos escarnecê-los em público. O próprio Tsipras acabou se rebelando contra
o seu antigo eu.
___________________________________
Leia
também:
Governos de esquerda que
adotam reformas liberais – ou: há alguma esperança com Nelson Barbosa?
A capitulação do arrogante
populismo do Syriza – e por que a extrema-esquerda europeia está acabada
Os maiores descalabros
gregos que servem de lição ao mundo – e por que não lamentar a situação
A verdadeira tragédia grega
foi o seu gasto público
O sonho do governo grego:
espoliar permanentemente os pagadores de impostos da União Europeia
“A Folha de S, Paulo informa que Nelson Barbosa vai participar de uma reunião com integrantes do PT para debater os rumos da economia.
Luiz Gonzaga Belluzzo e Delfim Netto serão chamados.”
http://www.oantagonista.com/posts/delfim-netto-e-a-lava-jato
Os sociopatas, esquerdopatas os fabianos da vida não compreender tal equação, alias pode até compreender mais não da o braço a torcer. É preciso que a realidade mostre de forma mais dura para que os mesmos se rendam. Não haveria um título mais adequado para o artigo, parabéns.
O mais engraçado é ver que os partidos políticos de esquerda na Grécia e aqui no Brasil é que estão tentando mudar as regras previdenciarias, discurso da direita
Daqui o pouco a esquerda vai intitular o Syriza como sendo de “direita neoliberal” devido ao seu evidente fracasso.
É o que eu costumo dizer. A esquerda é exatamente como o homem preguiçoso, estúpido e ignorante. Aprende também qual o caminho certo, mas com muito, muito, sofrimento.
Aprende um dia que o certo é o que a direita avisou, mas para não dar o braço a torcer, vai chamar de outro nome. A esquerda é uma piada – de mau gosto.
Terão que pagar as contas, fazer poupança e estimular o crescimento. Ou então a ilusão Keynesiana dos investimentos públicos com endividamento!
Graças ao Euro!
O governo tenta reduzir os gastos com a previdência. A grande questão é: o valor da contribuição previdenciária que o trabalhador e empregadores tem de pagar não deveria diminuir também ?
Se os senhores acham que o PT é um partido corrupto e oportunista como o Syriza, estão enganados.
Não se preocupem. Não haverá moderação:
O partido JAMAIS desistirá dos seus ideais para agradar economistas decrépitos e ortodoxos. Nós vamos dirigir este país ao limite do seu potencial de inclusão social, progresso e glória. Quem ficar no caminho receberá um impeachment.
Enquanto falamos aqui o Ministro Nelson Barbosa está PASSANDO POR CIMA do conservadorismo fascista levyano e lutando por mais crédito pelos bancos públicos:
http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=227872
http://www.jb.com.br/economia/noticias/2016/01/10/bancos-publicos-vao-expandir-credito-diz-ministro-da-fazenda/
Vejam, bolinhos. ISTO é um partido do povo. Não se intimida por uma inflação acima dos 10% nem pelo “fracasso” dos últimos 3 programas de crédito. Todo mundo sabe que realidade econômica não paga contracheque. Desenvolvimento TEM de acontecer nem que seja na marra.
A demanda agregada SERÁ estimulada.
Nenhuma realidade econômica vai parar o partido novamente. Estamos salvos.
O socialismo não consegue sustentar todos os direitos que distribui. É uma ficção que só enriquece a classe governante e seus penduricalhos. Um dia a casa cai.
O que sobrou da sociedade tem que reconstruir tudo a partir da terra arrasada deixada.
Não há saída, não há atalho.
Depois eles vêm chamar os libertários de utópicos… Utópica é a esquerda, que quer um mundo impossível! Um mundo que poderia se realizar, não fosse… essa tal de realidade econômica!
“Os novos aposentados que iriam receber mais de 750 euros mensais terão uma redução de 15%. Pensões acima de 2.000 euros serão reduzidas em 30%. E quaisquer pensões acima de 3.000 euros serão reduzidas para 2.200 euros. Trata-se de uma notável tesourada que também irá afetar os atuais aposentados que recebem uma pensão inferior a 1.000 euros mensais.”
É nisso que dá entrar em esqueminha de pirâmide e achar que no final vai ter lucro.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=993
Interessante… nesses ajustes “necessários” quem perde é sempre a classe trabalhadora… tem corte de renda para os ricos também?
Abraços.
Boa Tarde a todos.
Se eu emprestar dinheiro a qualquer um de vcs aqui presentes e receber, terei meu lucro. Caso contrário, o problema será somente meu. Eu terei que me virar pra receber e reduzir meu prejuízo. Ninguém virá me socorrer. Nem mesmo o BC algum de lugar nenhum.
Já tem um tempo que a Grécia apanha de cinta em toda mídia. Sem trégua.
Entendo que as pessoas estão chutando cachorro morto mas não se perguntam quem matou o cachorro.
A Grécia é um exemplo claro e vivo a força dos bancos sobre toda a mídia e opiniões. E mais, avançam sobre todas as ideologias/partidos e nenhuma delas(es) bate de frente. No máximo, tangenciam.
O q vejo é o leite derramado, ou o cachorro morto e só;. Mas QUEM derrubou o tambor de leite ou matou o cachorro? Desses não se fala.
Um banco é uma empresa. Empresas quebram, bancos quebram. E só.
Agora é fácil chutar o cachorro morto. Mas não se lembram do primeiro “SOCORRO” à Grécia, já se vão longos anos. O começo de tudo. Vozes solitárias afirmavam que não estavam resgatando país nenhum além de três ou quatro bancos europeus e americanos. E que o saldo seria uma dívida ainda maior e sem solução.
Caso esteja enganado, peço que me desculpem, mas, caso contrário, então gostaria que o site reforçasse a necessidade de não se deixar enganar por discursos de risco sistêmico, que foi amplamente usado no primeiro “Socorro” grego.
O velho argumento de que o governo grego era perdulário, gastava muito mais que recolhia e corrupto até o talo. Ora bolas, quem emprestava não sabia?
Querem saber? Sabiam sim, e tinham a certeza que não teriam prejuízo.
Bancos são empresas, empresas quebram, bancos quebram e ponto.
Fica a dúvida: se a europa não tivesse tomado o dinheiro de seus contribuinte e mandado os credores se virarem com seu devedor, como teria ficado?
Eu não concordo com esse discurso sobre a Grécia por que quem derrubou o tambor ou matou o cachorro agora tá ditando regras e os garotos de lá que nem sequer sabem fazer sexo, é que vão pagar a conta. E sobre isso não se fala.
Enquanto o Alexis Tsipras estiver pagando o dízimo do movimento comunista e distribuindo espaços para os colegas de militância, tá tudo certo. Os ideólogos vão inventar alguma coisa para acalmar a massa dos idiotas úteis. Eles são mestres na relativização da verdade.
É só ver o que aconteceu com o reinado do Nove Dedos. No forum econômico mundial, ele era aclamado como um sujeito pró mercado. No foro de SP e no forum social mundial, ele era um grande socialista. Como o Lênin cachaceiro facilitou a vida do movimento socialista no Brasil (cargos públicos do alto escalão, universidades, audiovisual, etc.) e estrangulou a participação política de empresários concedendo, em troca, amplo poder econômico aos empresários amigos, pouco importa se seu governo foi liberal. Afinal, “quando Lula fala, o mundo se ilumina”.
Infelizmente, o mundo não é só economia. É possível haver um alto grau de liberdade econômica com repressão política.
Solução: passem a Grécia para o meu nome.
Essa esquerda socialista grega só faz austeridade porque suas patas imundas não controlam a moeda usada. haha Imagina a inflação monstruosa que viria se eles pudessem controlar o dinheiro. haha
A Grécia está enfrentando um tremendo problema de dívida pública e uma crise humanitária. A situação atual é muitas vezes pior do que a de 2010, quando a Troika – FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu – impôs seu "plano de resgate" ao país, justificado pela necessidade de apoiar a Grécia. Na realidade, tal plano tem sido um completo desastre para a Grécia, pois o país não tem obtido absolutamente nenhum benefício com os peculiares acordos de dívida implementados desde então.
O que quase ninguém comenta é que um outro exitoso plano de resgate foi efetivamente implementado naquela mesma época em 2010, não para a Grécia, mas para os bancos privados. Por trás da crise grega há um enorme e ilegal plano de resgate de bancos privados. E a forma pela qual tal plano está se dando representa um imenso risco para toda a Europa.
Depois de cinco anos, os bancos conseguiram tudo o que queriam. Por outro lado, a Grécia mergulhou numa verdadeira tragédia: o país aprofundou gravemente seu problema de dívida pública; perdeu patrimônio estatal à medida em que acelerou o processo de privatizações, assim como encolheu drasticamente sua economia. Pior que tudo, tem amargado imensurável custo social representado pelas vidas de milhares pessoas desesperadas que tiveram seu sustento e seus sonhos cortados pelas severas medidas de austeridade impostas desde 2010. Saúde, educação, trabalho, assistência, pensões, salários e todos os demais serviços sociais têm sido afetados de forma destrutiva.
A distribuição do Orçamento Nacional da Grécia mostra a predominância dos gastos com a dívida sobre todos os demais gastos estatais. De fato, os gastos com o pagamento de empréstimos, outras obrigações de dívida, juros e outros custos absorvem 56% do orçamento estatal…
Em uma tacada, sob a justificativa de necessidade de "preservar a estabilidade financeira na Europa", medidas ilegais foram tomadas em Maio de 2010, a fim de garantir o aparato que permitiria aos bancos privados livrar-se da perigosa "bolha", isto é, da grande quantidade de ativos tóxicos – em sua maioria títulos desmaterializados e não comercializáveis – que abarrotava contas "fora de balanço"[2] em sua escrituração contábil. O objetivo principal era ajudar os bancos privados a transferir tais ativos tóxicos para os países europeus.
Uma das medidas adotadas para acelerar a troca de ativos de bancos privados e acomodar a crise bancária foi o programa SMP[3] , mediante o qual o Banco Central Europeu (BCE) passou a efetuar compras diretas de títulos públicos e privados, tanto no mercado primário como secundário. A operação relativa a títulos públicos é ilegal, pois fere frontalmente o Artigo 123 do Tratado da União Europeia[4] . Tal programa constitui apenas uma entre várias outras "medidas não-padronizadas" adotadas na época pelo BCE.
A criação de um "Veículo de Propósito Especial", uma companhia baseada em Luxemburgo, constituiu outra medida implementada para transferir ativos tóxicos desmaterializados dos bancos privados para o setor público. Acreditem ou não, países europeus[5] se tornaram sócios de tal companhia privada, uma sociedade anônima chamada Facilidade para Estabilidade Financeira Europeia (EFSF)[6] . Os países se comprometeram com bilionárias garantias, inicialmente no montante de EUR 440 bilhões[7] , que logo em 2011 subiram para EUR 779.78 bilhões[8] . O verdadeiro propósito de tal companhia tem sido disfarçado pelos anúncios de que ela iria providenciar "empréstimos" para países, fundamentados em "instrumentos financeiros", não em dinheiro efetivo. Cabe mencionar que a criação da EFSF foi uma imposição do FMI[9] , que lhe forneceu uma contribuição de EUR 250 bilhões[10] .
Juntos, o programa SMP e a companhia EFSF representaram os complementos cruciais para o esquema[11] de alívio de ativos, necessário para concluir o suporte aos bancos privados iniciado desde o início de 2008, por ocasião da crise financeira nos Estados Unidos e Europa. Desde o início de 2009 os bancos privados vinham demandando por mais suporte público para descarregar a excessiva quantidade de ativos tóxicos que abarrotava suas contas "fora de balanço". O atendimento a essa demanda poderia se dar tanto mediante compras diretas governamentais, como por meio de transferências para companhias independentes de gerenciamento de ativos. Essas duas soluções restaram atendidas pelo SMP e pela EFSF, e as perdas relacionadas aos ativos tóxicos estão sendo repartidas entre os cidadãos europeus.
A troca de ativos tóxicos de bancos privados para uma companhia por meio de simples transferência, sem o devido pagamento e a operação de compra/venda seria ilegal frente às normas contábeis. EUROSTAT modificou tais regras[12] e permitiu a "liquidação de operações conduzidas mediante troca de títulos", justificando tal ato por "circunstâncias específicas da turbulência financeira".
A localização da companhia EFSF em Luxemburgo visou, principalmente, escapar da aplicação das leis do Direito Internacional. Ademais, a EFSF é financiada em grande parte pelo FMI, cuja colaboração seria ilegal, de acordo com seu próprio Estatuto. No entanto, o FMI também modificou suas regras para proporcionar a ajuda de EUR 250 bilhões à EFSF[13] .
De acordo com a Lei[14] que autorizou a sua criação, a empresa EFSF de Luxemburgo poderia delegar a gestão de todas as suas atividades relacionadas aos instrumentos financeiros; seu conselho de diretores poderia delegar as suas funções, e seus associados, os Estados-Membros, poderiam delegar a tomada de decisões relacionada aos fiadores para o Grupo de Trabalho do Eurogrupo (EWG). Naquela época, tal grupo de trabalho sequer possuía um presidente em tempo integral[15] . A Agência de Gestão da Dívida alemã[16] é quem realmente opera a EFSF, e, em conjunto com o Banco Europeu de Investimento, presta apoio ao funcionamento operacional da EFSF. É evidente a falta de legitimidade da EFSF, já que é realmente operada por um órgão diverso. EFSF é agora o principal credor Grécia.
Os instrumentos financeiros utilizados pela EFSF são os mais arriscados e restritos, desmaterializados, não comercializáveis, tais como Floating Rate Notes tipo Pass-trough, arranjos cambiais e de hedge, e outras atividades de co-financiamento que envolvem o administrador britânico Wilmington Trust (London) Limited[17] como o instrutor para a emissão de títulos restritos, não-certificados, que não podem ser comercializados em nenhuma bolsa de valores legítima, pois não obedecem às regras exigidas para títulos de dívida soberana. Este conjunto de instrumentos financeiros tóxicos representa um risco para os Estados-Membros, cujas garantias podem ser exigidas para pagar por todos os produtos financeiros da empresa luxemburguesa.
Um escândalo de grande proporção teria ocorrido em 2010, se esses esquemas ilegais tivessem sido revelados: a violação do Tratado da UE, as alterações arbitrárias nas regras processuais por parte do BCE, Eurostat e do FMI, bem como a associação dos Estados-Membros à companhia privada de propósito especial em Luxemburgo. Tudo isso apenas para resgatar bancos privados, às custas de um risco sistêmico para toda a Europa, devido ao comprometimento dos Estados-Membros com garantias bilionárias que cobririam ativos tóxicos problemáticos não comercializáveis e desmaterializados.
Este escândalo nunca aconteceu, porque em Maio de 2010, a mesma reunião extraordinária do Conselho de Assuntos Econômicos e Sociais da Comissão Europeia[18] que discutiu a criação da companhia luxemburguesa EFSF "Veículo de Propósito Especial", deu uma importância especial para o “pacote de apoio à Grécia”, fazendo parecer que a criação daquele esquema era para a Grécia e que, ao fazê-lo, estariam garantindo a estabilidade fiscal para a região. Desde então, a Grécia tem sido o centro de todas as atenções, persistentemente ocupando as manchetes dos principais veículos de comunicação de todo o mundo, enquanto o esquema ilegal que efetivamente tem suportado e beneficiado os bancos privados permanece nas sombras, e quase ninguém fala sobre isso.
O relatório anual do Banco da Grécia mostra um acentuado crescimento nas contas “fora de balanço” relacionadas a ativos financeiros em 2009 e 2010, em quantidades muito maiores que o total de ativos do Banco, e esse padrão continua nos anos seguintes. Por exemplo, no Balanço Contábil do Banco da Grécia de 2010[19] , o total de ativos em 31/12/2010 era EUR 138,64 bilhões. As contas "fora de balanço" naquele ano chegou a EUR 204,88 bilhões. Em 31/12/2011[20] , enquanto o total dos ativos do Balanço somou EUR 168,44 bilhões, as contas "fora de balanço" atingiram EUR 279,58 bilhões.
Assim, a transferência de ativos tóxicos dos bancos privados para o setor público tem sido um grande sucesso: para os bancos privados. E o Sistema da Dívida[21] tem sido a ferramenta para acobertar isso.
A Grécia foi trazida a este cenário depois de vários meses de pressão persistente por parte da Comissão Europeia, devido a alegações acerca de existência de um excessivo déficit orçamentário, além de inconsistências em dados estatísticos[22] . Passo a passo, um grande problema foi criado em torno dessas questões, até que em maio de 2010 o Conselho de Assuntos Econômicos e Financeiros declarou: “na sequência da crise na Grécia, a situação nos mercados financeiros é frágil e havia um risco de contágio”[23] . E assim a Grécia foi submetida ao pacote que incluiu a interferência da Troika com as suas severas medidas inseridas em planos de ajuste anual, e um peculiar acordo bilateral, seguido por “empréstimos” da EFSF lastreados em instrumentos financeiros de risco.
Economistas gregos, líderes políticos, e até mesmo algumas autoridades do FMI haviam proposto que uma reestruturação da dívida grega iria propiciar resultados muito melhores do que aquele pacote. Isso foi ignorado.
Graves denúncias acerca da superestimação do déficit orçamentário – que tinha sido a justificativa para a criação do grande problema em torno da Grécia e a imposição do pacote em 2010 – foram igualmente ignoradas.
Sérias denúncias feitas por especialistas[24] gregos sobre a falsificação de estatísticas também foram desconsideradas. Seus estudos mostravam que o montante de EUR 27,99 bilhões sobrecarregou as estatísticas de dívida pública em 2009[25] , por causa da elevação falsa em determinadas categorias (tais como DEKO, obrigações hospitalares e SWAP Goldman Sachs). Estatísticas de anos anteriores também haviam sido afetadas por EUR 21 bilhões de swaps Goldman Sacks distribuídos ad hoc em 2006, 2007, 2008 e 2009.
Apesar de tudo isso, sob uma atmosfera de urgência e ameaça de “contágio”, acordos peculiares foram implementados desde 2010 na Grécia; não como uma iniciativa grega, mas tal como conformado pelas autoridades da UE e do FMI, vinculados ao cumprimento de um conjunto completo de medidas econômicas, sociais e políticas prejudiciais, impostas pelos Memorandos[26] .
A análise dos mecanismos[27] inseridos nesses acordos mostra que eles não significaram benefício algum à Grécia, mas serviram aos interesses dos bancos privados, em perfeita consonância com as medidas de resgate ilegais aprovadas em Maio de 2010.
Em primeiro lugar, o empréstimo bilateral usou uma conta especial no BCE, por meio da qual os empréstimos desembolsados pelos países e KfW, os credores, iriam direto para os bancos privados que detinham títulos de dívida desvalorizados, cotados muito abaixo de seu valor nominal. Dessa forma, aquele acordo bilateral peculiar foi arranjado para permitir o pagamento integral para aqueles detentores de títulos, enquanto a Grécia não obter qualquer benefício. Em vez disso, os gregos terão de pagar de volta o capital, altas taxas de juros e todos os custos.
Em segundo lugar, os “empréstimos” da EFSF resultaram na recapitalização de bancos privados gregos, além de trocas e reciclagem de instrumentos de dívida. A Grécia não recebeu qualquer empréstimo verdadeiro ou apoio da EFSF. Através dos mecanismos inseridos nos acordos com a EFSF, dinheiro efetivo nunca chegou à Grécia, mas apenas os ativos tóxicos desmaterializados que lotam a seção "fora de balanço" do Banco da Grécia. Por outro lado, o país tem sido forçado a cortar despesas sociais essenciais para pagar, em dinheiro, as altas taxas de juros e todos os custos abusivos, e também terá que reembolsar o capital que nunca recebeu. O contrato prevê que tal pagamento pode ser feito também por meio de entrega de patrimônio estatal privatizado.
É preciso buscar as razões pelas quais a Grécia foi escolhida para estar no olho do furacão, submetida a acordos e memorandos ilegais e ilegítimos, servindo de cenário para encobrir o escandaloso resgate ilegal de bancos privados desde 2010.
Talvez essa humilhação se deva ao fato de que a Grécia tem sido historicamente uma referência mundial para a humanidade, pois ela é o berço da democracia, o símbolo da ética e dos direitos humanos. O Sistema de Dívida não pode admitir tais valores, pois não possui o menor escrúpulo em provocar danos a países e povos para obter seus lucros.
O Parlamento grego já instalou a Comissão da Verdade sobre a dívida pública e nos deu a chance de revelar esses fatos; tão necessários para repudiar o Sistema de Dívida que tem subjugado não só a Grécia, mas muitos outros países, sob a espoliação do setor financeiro privado. Somente por meio da transparência e do acesso à verdade os países irão derrotar aqueles que querem colocá-los de joelhos.
Já é chegado o tempo para que a verdade prevaleça, o tempo para colocar os direitos humanos, a democracia e a ética acima de quaisquer interesses inferiores. Esta é uma tarefa para a Grécia, a ser cumprida já.
Notas:
[1] Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida no Brasil (www.auditoriacidada.org.br), convidada pela presidente do Parlamento Grego Deputada Zoe Konstantopoulou para colaborar com o Comité da Verdade sobre a Dívida Pública criado em 4 de abril de 2015.
[2] "Fora de balanço" significa uma seção à margem da contas normais que fazem parte do balanço contábil, onde ativos problemáticos, tais como títulos desmaterializados, não comercializáveis, são informados.
[3] Securities Markets Programme (SMP) – EUROPEAN CENTRAL BANK. Monetary policy glossary. Disponível aqui. [Acessado em 4 de Junho de 2015]
[4] THE LISBON TREATY. Article 123. Disponível aqui. [Acessado em 4 Junho de 2015]
[5] Países Membros da zona do Euro ou Sócios da EFSF: Reino da Bélgica, República Federal da Alemanha, Irlanda, Reino da Espanha, República da França, República da Itália, República de Chipre, República de Luxemburgo, República de Malta, Reino da Holanda, República da Áustria, República de Portugal, República da Eslovênia, República da Eslováquia, República da Finlândia e República Helênica.
[6] A companhia privada EFSF foi criada como um instrumento do MECANISMO DE ESTABILIZAÇÃO FINANCEIRA EUROPEIA (EFSM).
[7] EUROPEAN COMMISSION (2010) Communication From the Commission to the European Parliament, the European Council, the Council, the European Central Bank, the Economic And Social Committee and the Committee of the Regions – Reinforcing economic policy coordination.
– Página 10.
[8] IRISH STATUTE BOOK (2011) European Financial Stability Facility and Euro Area Loan Facility (Amendment) Act 2011. Disponível aqui. [Acessado em 4 Junho de 2015].
[9] Depoimento de Dr. Panagiotis Roumeliotis, representante da Grécia junto ao FMI, para o "Comité da Verdade sobre a Dívida Pública", no Parlamento Grego, em 15 de junho de 2015.
[10] EUROPEAN FINANCIAL STABILITY FACILITY (2010) About EFSF [online] Disponível aqui e aqui – Question A9 [Acessado em 4 Junho de 2015].
[11] HAAN, Jacob de; OSSTERLOO, Sander; SCHOENMAKER, Dirk. Financial Markets and Institutions – A European Perspective (2012) 2nd edition. Cambridge, UK. Asset relief schemes, Van Riet (2010) Página 62.
[12] EUROSTAT (2009) New decision of Eurostat on deficit and debt – The statistical recording of public interventions to support financial institutions and financial markets during the financial crisis. Disponível aqui. [Acessado em 4 Junho de 2015]
[13] "Most Directors (…) called for the Fund to collaborate with other institutions, such as the Bank for International Settlements, the Financial Stability Board, and national authorities, in meeting this goal." In IMF (2013) Selected Decisions. Disponível aqui – Página 72 [Acessado em 4 Junho de 2015]
[14] EUROPEAN FINANCIAL STABILITY FACILITY ACT 2010. EFSF Framework Agreement, Artigos 12 (1) a, b, c, d, e (3); Artigo 10 (1), (2) e (3); Artigo 12 (4); Artigo 10 (8).
[15] Somente a partir de Outubro/ 2011 em diante, de acordo com a Decisão do Conselho de 26/Abril/2012, o Grupo de Trabalho do Eurogrupo (EWG) passou a ter um presidente em tempo integral:
OFFICIAL JOURNAL OF THE EUROPEAN UNION (2012) Official Decision. Disponível aqui.
A mesma pessoa, Thomas Wieser, ocupou também a presidência do Comitê Econômico e Financeiro (EFC) desde Março/2009 a Março/2011: COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION. Eurogroup Working Group. Disponível aqui.
[16] EUROPEAN FINANCIAL STABILITY FACILITY (2013) EFSF general questions. Disponível aqui – Question A6. [Acessado em 4 Junho de 2015].
Veja também: Germany Debt Management Agency has issued EFSF securities on behalf of EFSF.
EUROPEAN FINANCIAL STABILITY FACILITY (2010) EU and EFSF funding plans to provide financial assistance for Ireland. Disponível aqui. [Acessado em 4 Junho de 2015]
[17] Co-Financing Agreement, PREAMBLE (A) and Article 1 – Definitions and Interpretation "Bonds". Disponível aqui. [Acessado em 4 Junho de 2015]
Tais títulos são emitidos em forma desmaterializada e não-certificada. Possuem muitas restrições porque são emitidos diretamente para um determinado propósito e não oferecidos em mercado, como exigido pela Lei de Ativos e pelas regras da SEC. Eles são emitidos com base numa exceção dessas regras que é aplicável somente para emissões privadas, não para Países.
[18] ECONOMIC and FINANCIAL AFFAIRS Council Extraordinary meeting Brussels, 9/10 May 2010. COUNCIL CONCLUSIONS
[19] BANK OF GREECE ANNUAL REPORT 2010. BALANCE SHEET p. A4
[20] BANK OF GREECE ANNUAL REPORT 2011. BALANCE SHEET p. A4.
[21] Expressão criada pela autora, a partir da constatação, por meio de diversas auditorias cidadãs em diferentes instâncias, do uso do instrumento do endividamento público às avessas, funcionando como uma ferramenta de subtração de recursos públicos em vez de aportar recursos ao Estado, operando por meio de uma série de engrenagens que relacionam o sistema político, o sistema legal, o modelo econômico baseado em planos de ajuste fiscal, a grande mídia e a corrupção.
[22] 24 MARÇO 2009 – Commission Opinion –
27 ABRIL 2009 – Council Decision –
10 NOVEMBRO 2009 – Council conclusions –
8 JANEIRO 2010- Commission Report –
2 DEZEMBRO 2009 – Council Decision –
11 FEVEREIRO 2010 – Statement by Heads of States or Government of the European Union. –
16 FEVEREIRO 2010 – Council Decision giving –
[23] 9/10 MAIO 2010 – Council Conclusions – Extraordinary meeting – Sob a justificativa de uma "crise na Grécia" o esquema de medidas para salvar bancos privados é implementado.
10 MAIO 2010 – Council Decision –
[24] Prof. Zoe Georganta, Professora de Econometria Aplicada e Produtividade, Ex membro da diretoria da ELSTAT, apresentou sua contribuição ao "Comité da Verdade sobre a Dívida Pública" em 21 Maio 2015.
[25] HF International (2011) Georgantas says 2009 deficit was purposely inflated to put us in code red.
[26] Um conjunto de 3 Memorandos acompanham a Carta de Intenções que o governo grego teve que assinar para receber um empréstimo Stand-By do FMI, nos quais se compromete a realizar as contrarreformas, cortes de serviços sociais, ao mesmo tempo em que cria fundos privados, com recursos públicos, para realizar o resgate de bancos privados (HFSF) e acelerar as privatizações (HRADT).
[27] Os mecanismos estão resumidos no Capítulo 4 do Relatório Preliminar apresentado pelo "Comité da Verdade sobre a Dívida Pública" em 17 Junho 2015. Disponível aqui.
Maria Lucia Fattorelli é auditora aposentada da Receita Federal e fundadora do movimento "Auditoria Cidadã da Dívida" no Brasil.
Tenho dúvidas quanto ao título do artigo “(Quando a realidade econômica se impõe, a ideologia é descartada)”.
Gostaria de entender, então, por que…
… a realidade econômica da Venezuela não se impôs à ideologia? Apesar da catástrofe econômica na Venezuela, não vejo a ideologia sendo descartada.
… a realidade econômica de Cuba não se impôs à ideologia?
Que eu saiba, lá continua sendo uma ditadura socialista. (por favor, não digam que Cuba está se abrindo ao capitalismo, e que isso é a prova de que a realidade econômica está se impondo à ideologia… passaram mais de 50 anos na miséria de uma ditadura socialista! Ou seria a realidade econômica de lá mais lerda?).
Na minha opinião, talvez a constatação de um fato, a realidade econômica pouco importa para a ideologia socialista, uma vez que eles querem é PODER. Pra eles tanto faz ver o povo na miséria.
“Eis uma lição: desconfie sempre de todos aqueles que, com palavras emotivas e brilhos nos olhos, prometem reinventar a roda em matéria econômica, quase sempre recorrendo a meras frases de efeito.”
Devemos desconfiar de TODOS os políticos e colocar controles neles, para que se limitem à sua função governamental: proteger a propriedade privada.
Colocar controle nos políticos???? hehehehehehehe… Vc tá brincando, não tá Amarilio???? Eu gostaria de ver a expressão facial das pessoas quando elas escrevem comentários do tipo. Às vezes acho que estão morrendo de rir. Deve ser o caso do colega Amarilio de Souza… rsrsrsrsrs… ele tá zonando com a nossa cara, NUMA BOA, NUMA BOA MESMO, dizendo piadas do tipo “… PARA QUE [OS POLÍTICOS] SE LIMITEM À SUA FUNÇÃO GOVERNAMENTAL: PROTEGER A PROPRIEDADE PRIVADA”. kkkkkkkkkkkkkkkk… Não é mesmo hilário? Imaginar que um dia algum político – brasileiro ainda por cima – vai proteger a minha ou a sua propriedade privada? huá huá huá huá… Fala sério!!! Os criminosos roubam a população o tempo todo. Tiram de nós tudo que puderem, inclusive nossas propriedades privadas. Vivem protegidos dentro das suas respectivas quadrilhas, com uma única ideia fixa: transferir para seus bolsos tudo que é roubado do povo na forma de impostos (e/ou outros artifícios igualmente ilegais). E ainda tem eleitor BÉ, verdadeira ovelhinha inocente, que acredita que eles vão cuidar da gente, protegendo nossas propriedades privadas??? Sinceramente, volto a repetir, o colega Amarilio só pode tá tirando um sarro com a nossa cara… kkkkkkkkkkkkkkkkkk… E eu vou dizendo logo que gostei da piada dele. Gostei mesmo. Vamos controlar os políticos e esperar que eles protejam nosso patrimônio… hahahahahaha… Valeu, Amarilio. Pelo menos com seu comentário eu consegui relaxar um pouco. Rir é mesmo um santo remédio. rsrsrsrsrsrsrsrs…
Nêmesis ataca novamente!
Lembra um ditado:
“A biologia supera a ideologia”.
E a Física, Química, Termodinâmica, Cibernética, etc. também superam a ideologia.
Outro ditado:
“O poder é como o violino – pega-se com a esquerda [discurso populista] e toca-se com a direita [práticas que funcionam]”.
* * *
Eu gostaria de saber qual a posição das pessoas com a ideologia libertaria a respeito do artigo abaixo, pois achei que o autor do texto foi sensato:
g1.globo.com/economia/blog/samy-dana/post/qual-logica-de-1-da-populacao-mundial-ter-mesma-forca-que-os-demais-99.html
“Eu gostaria de saber qual a posição das pessoas com a ideologia libertaria a respeito do artigo abaixo, pois achei que o autor do texto foi sensato:”.
O autor do texto é apenas um invejoso que queria ser tão rico quanto os mais ricos sem correr nenhum risco e sem nenhum esforço.
Além disso ele é um tremendo psicopata pois reclama dos ricos que ganharam seu dinheiro honestamente e ignora o Fidel Castro que possui 11 milhões de escravos lá em Cuba e ignora também o ditador da Coréia do Norte.
Ele só reclama da desigualdade que acontece naturalmente sem violência, mas ignora a desigualdade extrema que existe nesses países e que foi alcançada com violência BRUTAL.
E não há nada de sensato no artigo, NADA. Por exemplo, nessa frase:
“A pesquisa foi feita no sentido de pedir providências aos governos para a adoção de medidas que sejam capazes de diminuir a desigualdade econômica no mundo.”
O autor fala como se a desigualdade fosse um problema, o que é pura imbecilidade.
Sempre que alguém me diz isso sei que estou diante de um imbecil.
Sim, a maioria das pessoa é imbecil, por isso esse autor desse texto possui um emprego:
Ele está atendendo à uma demanda criada por imbecis, a demanda é atendida pela produção de textos sem nenhum nexo lógico que apenas confirmam as crenças supersticiosas dos leitores dele.
E acredite em mim, a demanda por textos imbecis é COLOSSAL, se não fosse não haveriam tantos escritores de imbecilidades ganhando a vida fazendo isso.
Senhores. Adorei a cacetada que a Fattorelli recebeu na ‘moleira’. Bem feito, ela vive se achando a tal…
A tal da reforma administrativa faz eu lembrar desse artigo da Grécia: basta fechar o Banco Central e o tal do “direito adquirido” desaparece. Os cortes na Grécia só aconteceram pela ausência de um banco central. Se eles tivessem um banco central com drachmae impressos sem limites, até hoje estariam no buraco e com inflação de algum país africano.
Vejam o histórico da inflação grega, de 1960 a 2001: Depois do colapso do Bretton Woods, inflação deles raramente ficou abaixo de 10% ao ano. Foi só depois de 1990 que a inflação foi caindo de vez. A dívida deles deu uma congelada nos anos 90, explodindo então após 2008.
Hoje houvesse ainda o drachma, eles voltariam para essa inflação entre 10 e 20% e o país estaria parecido com o Brasil ou ainda pior.
Com a moeda forte, o país ainda respira pelo setor turístico extremamente robusto (incentiva até o turismo pois, além de usar uma moeda comum aos vizinhos europeus, não vai causar prejuízos por alguma grande desvalorização cambial em poucas semanas), assim como o setor de velas. Os lockdowns lá foram menos severos e hoje o país está funcionando normalmente.
Brasil não tem setor turístico forte, apesar do grande potencial. Vejam que, entre as cem cidades visitadas por estrangeiros, Rio de Janeiro fica entre os últimos.