A doutrina keynesiana clássica, apesar do seu jargão
algébrico e geométrico, é impressionantemente simples em seu âmago: recessões
são causadas por uma escassez de gastos (demanda) na economia;
e a inflação, por um excesso de gastos.
Dentre as duas principais categorias de gasto, o consumo
privado é passivo e determinado, quase que roboticamente, pela renda. Portanto, a esperança para que haja a
quantidade adequada de gastos na economia depende do investimento privado.
Mas os investidores privados, embora ativos, altivos
e decididamente não robóticos, são irregulares e volúveis, deixando-se levar por
emoções e por flutuações de otimismo — característica essa alcunhada por
Keynes de “espírito
animal“.
E isso é um problema.
No entanto, para a nossa felicidade geral, existe um
outro grupo na economia que, além de ser exatamente tão ativo e decisivo quanto
os investidores privados, é também — desde que guiado por economistas
keynesianos — científico e racional, capaz de agir pelo interesse de todos: o governo.
Quando os investidores e os consumidores gastam
pouco, o governo deve intervir e aumentar o gasto por meio de déficits orçamentários,
tirando assim a economia da recessão. E
quando o espírito animal privado ficar muito selvagem, o
governo deve interferir e reduzir o gasto privado por meio daquilo que os
keynesianos reveladoramente chamam de “absorção do excessivo poder de
compra” (o nosso poder de compra,
convém frisar) por meio de um aumento de impostos.
O governo, portanto, é a entidade encarregada de
fazer os “ajustes finos” na economia com a intenção de fazê-la
funcionar a contento.
Adicionalmente, os keynesianos diziam haver um conflito
entre inflação e desemprego. Se o
desemprego estivesse baixo, a inflação de preços tenderia a aumentar. E se o desemprego estivesse alto, a inflação de
preços seria baixa. Inflação alta e
desemprego alto seria uma impossibilidade prática.
Sendo assim, se o desemprego ficasse muito alto em
decorrência de um crescimento econômico lento, a solução preconizada era
simples: o governo deveria aumentar seus gastos, diminuir os juros e estimular
o crédito e o endividamento.
Se o desemprego, por outro lado, ficasse muito baixo
durante a recuperação econômica — levando a um “supereaquecimento”
da economia –, a solução seria o governo elevar os impostos (para absorver o “excesso
de poder de compra da população”). E também
restringir — só um pouco — o crédito (mas muito menos ênfase é dada a esse mecanismo).
Em termos teóricos, os keynesianos poderiam muito
bem defender que é o governo quem deve cortar seus gastos durante um boom
inflacionário, e não as pessoas. Mas a idéia de reduzir o orçamento do governo
(fazer cortes mesmo, e não reduções no ritmo de crescimento do gasto) sempre
foi anátema para eles.
Originalmente, os keynesianos juravam que eles
também eram tão a favor de um “orçamento equilibrado” quanto os
antiquados reacionários que se opunham a eles. Mas a única e insignificante diferença, diziam
eles, é que, ao contrário dos antiquados reacionários, eles não se prendiam a
um período da contabilidade que durava apenas um ano. Sim, eles também iriam equilibrar o
orçamento, mas isso aconteceria ao longo de um período de tempo maior,
geralmente o tempo de um ciclo econômico.
Assim, se a um período de quatro anos de recessão se
seguir um período de quatro anos de crescimento, os déficits do governo durante
a recessão seriam compensados pelos superávits acumulados durante o
crescimento; ao longo dos oito anos do ciclo, tudo estaria equilibrado.
Evidentemente, o “orçamento ciclicamente
equilibrado” foi o primeiro conceito keynesiano a ir para o buraco da memória orwelliano,
pois ficou claro que não iria jamais haver qualquer superávit — apenas
déficits menores ou maiores. Daí, então, surgiu uma sutil, porém importante
correção no modelo keynesiano: déficits maiores durante as
recessões, e déficits menores durante as expansões.
A
morte da teoria
A promessa dos keynesianos era a de que,
enquanto eles estivessem no comando, as bênçãos da macroeconomia moderna iriam
garantidamente nos levar a uma permanente prosperidade — e, melhor ainda —
sem inflação.
Todo esse modelo keynesiano funcionou razoavelmente
bem — principalmente no quesito da baixa inflação — enquanto o mundo ainda usufruía os resquícios do
padrão-ouro, que de fato restringia os governos e os obrigava a manter um orçamento
relativamente equilibrado.
No entanto, em 1971, ocorreu a abolição
completa e definitiva do que restava do padrão-ouro. As moedas foram finalmente desvencilhadas de
qualquer relação com o ouro físico, podendo então flutuar como uma pipa presa a
uma linha — ou talvez sem a linha. Esse supostamente era o ideal
keynesiano. Nada de restrições à moeda. Nada de apegos à relíquia
bárbara. Nada de limitações àquilo que os planejadores científicos do
governo poderiam fazer. Agora eles poderiam fazer o que fosse necessário
para promover a combinação socialmente ótima de inflação e desemprego.
Nirvana!
E foi aí que o milagre keynesiano desandou. Surgiu algo no caminho que levava ao Éden: a
poderosa recessão inflacionária de 1973-1974, algo que a teoria keynesiana
dizia ser impossível de acontecer. Pior ainda:
essa recessão inflacionária foi seguida por outra ainda mais intensa, uma
verdadeira depressão inflacionária, que durou de 1979 a 1982.
Esse curioso fenômeno de inflação em alta ocorrendo
simultaneamente a uma aguda recessão simplesmente não poderia ocorrer, de
acordo com a visão keynesiana do mundo. Tais eventos não constavam no manual
keynesiano.
Os economistas keynesianos afirmavam que ou a economia
deveria apresentar uma expansão, sendo que nesse caso os preços estariam
subindo, ou a economia deveria apresentar uma recessão com grande desemprego,
sendo que nesse caso os preços estariam caindo. Durante o período da
expansão econômica, o governo keynesiano deveria “enxugar o excessivo
poder de compra”, elevando impostos — de acordo com a teoria keynesiana,
isso reduziria os gastos da economia. Por outro lado, durante uma
recessão, o governo deveria aumentar seus gastos e seu déficit orçamentário,
com o intuito de estimular o nível de gastos da economia.
Mas e se a economia apresentasse ao mesmo tempo
inflação e recessão com alto desemprego, o que o governo deveria fazer? Se
o governo deve pisar no acelerador dos gastos durante as recessões e no freio
durante as expansões, o que ele deve fazer se houver uma aguda recessão
(com desemprego e falências) e uma vigorosa inflação ao mesmo tempo?
Como poderia ele pisar no acelerador e
no freio da economia ao mesmo tempo?
A resposta, obviamente, é que o governo e suas
autoridades políticas e econômicas não poderiam fazer tal coisa. Ao
constatarem isso, o pânico se alastrou entre os economistas keynesianos.
A inegável ocorrência de recessões inflacionárias [como a que vivenciamos atualmente no Brasil]
viola os pressupostos fundamentais da teoria keynesiana, acabando assim com seu
crucial programa político. Desde 1973-74, o keynesianismo está intelectualmente
acabado; tornou-se uma teoria obtusa.
O problema é que o cadáver se recusa a deitar,
principalmente um que é composto por uma elite que teria de abrir mão de seus
poderosos cargos no meio acadêmico e no governo. Uma regra crucial da política
ou da sociologia é: ninguém jamais deve renunciar aos seus postos. E assim, os
keynesianos se agarraram aos seus poderosos cargos o mais firme possível, dali
jamais saindo.
Para sobreviver à débâcle da década de 1970, o
keynesianismo foi desmembrado em novas correntes — os keynesianos clássicos,
os neo-keynesianos e os pós-keynesianos –, cada uma acusando a outra de ter
deturpado Keynes.
(Os pós-keynesianos se autoproclamam os verdadeiros
keynesianos. Consideram os keynesianos clássicos muito pueris e os
neo-keynesianos muito ignorantes e “chicaguistas” demais. Apenas eles, os
pós-keynesianos, realmente leram e entenderam Keynes — ou é o que eles
próprios dizem).
Contendas teóricas à parte, o fato é que o
keynesianismo jamais foi abandonado. Ele
apenas se reinventou. Na prática, desde a
década de 1970, varia apenas a intensidade de sua aplicação. Há apenas aplicações mais brandas, há aplicações
mais agressivas, e há aplicações mais extremas (como a que foi feita no Brasil por meio da Nova Matriz
Econômica).
Normalmente, um período de políticas
mais moderadas é seguido por um período de políticas mais agressivas, o que
gera crises e, consequentemente, a necessidade de um retorno às políticas mais
moderadas, reiniciando o ciclo.
Assim, embora o paradigma keynesiano venha fracassando
fragorosamente desde a década de 1970, quem no governo está disposto a assumir
a responsabilidade por seus recorrentes fracassos? Ninguém. Autoridades
econômicas, sempre e em todo lugar, são completamente avessas a admitir culpa
por qualquer coisa. Certamente a culpa pelo descalabro do momento não é nem da
política monetária, nem da política fiscal, e nem de nenhuma política do
governo, mas sim de “fatores externos”.
Por
que o keynesianismo perdura
O keynesianismo é a teoria econômica favorita dos
políticos simplesmente porque ela lhes concede um passe livre para fazer tudo
aquilo que eles mais gostam de fazer: gastar dinheiro.
O keynesianismo diz que os gastos do governo
impulsionam a economia; que expandir o crédito (melhor ainda se for subsidiado)
gera crescimento econômico; que os déficits do governo são a cura para uma
economia em recessão; que inchar a máquina estatal, dando emprego para
burocratas, é uma medida válida contra o desemprego (quem irá pagar?); que
regulamentações, se feitas por keynesianos, são propícias a estimular o
espírito animal dos empreendedores. E,
obviamente, que austeridade é péssimo.
Qual político resiste a isso?
Conhecendo-se a volúpia do ser humano por poder e
controle sobre a vida alheia, seria genuinamente um milagre caso tais idéias
não prevalecessem no mundo atual. E é
por isso que os intelectuais acadêmicos, sempre ávidos por agradar o regime (e sempre
de olho em cargos públicos), irão defender essa teoria.
Ademais, se você investiu toda a sua vida e toda
a sua carreira acadêmica ou profissional defendendo teorias keynesianas, ou se
a sua fé no estado é aquilo que dá sentido à sua vida, divorciar-se da economia
keynesiana seria um choque e tanto.
Essencialmente, portanto, desprovido de seu
fundamento intelectual, o keynesianismo tornou-se pura e simplesmente a
economia do poder, comprometida apenas em manter o establishment funcionando,
em fazer ajustes marginais e em mimar ternamente a máquina governamental até a
próxima eleição na esperança de que, ao ficar mexendo nos controles, alternando
rapidamente entre o acelerador e o freio, alguma coisa vai funcionar — pelo
menos o suficiente para preservar suas confortáveis posições por mais alguns
anos.
Conclusão
Dentre os keynesianos atuais, pode-se perceber a prevalência
de algumas características que da teoria original que simplesmente se recusam a
morrer não obstante seus comprovados fracassos empíricos: (1) uma predileção
por déficits governamentais contínuos, (2) uma devoção à ideia de que um pouco
mais de inflação gera um pouco mais de crescimento econômico, (3) fidelidade a
um aumento constante dos gastos do governo, e (4) uma afeição eterna pelo
aumento de impostos como meio de diminuir timidamente os déficits e, sobretudo,
como meio de infligir um saudável castigo na população gananciosa, egoísta e
imediatista.
Como consequência, os déficits estão cada vez
maiores e aparentam ser eternos.
Pior, formou-se um padrão de competição: os
economistas de qualquer que seja o governo do momento estão sempre se
esforçando para superar o keynesianismo dos seus antecessores, sendo que o
maior desafio é arrumar desculpas cada vez mais engenhosas para os déficits exorbitantes.
Para ver as consequências diretas da mais recente edição keynesiana no Brasil, veja este artigo.
_______________________________________
Lew Rockwell, chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute,
em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com,
e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.
Murray
N. Rothbard (1926-1995) foi um decano da
Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o
vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for
Libertarian Studies.
Extremamente pertinente o texto.
A propósito, vale lembrar a obra de Ramón Rallo, intitulada “LOS ERRORES DE LA VIEJA ECONOMÍA”, uma refutação completa do keynesianismo (e isso quem diz é o Huerta de Soto, que escreve o prólogo) à luz da Escola Austríaca.
http://www.unioneditorial.es/index.php?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&product_id=246&category_id=1&option=com_virtuemart&Itemid=22
“O governo, portanto, é a entidade encarregada de fazer os “ajustes finos” na economia com a intenção de fazê-la funcionar a contento.”
Esse “ajuste fino” consiste em tirar de quem produz e dar pra quem não produz nada além de regras idiotas.
Texto tendencioso. Ignora completamente o sucesso econômico brasileiro das políticas keynesianas dos últimos anos e como sem elas, o Brasil ainda seria um mangue e estaríamos todos comendo mato por causa do preço da comida, endividados até a garganta, sem fá alguma para investimento concomitante com inflação e desemprego; e pior: sem aparato algum para controlar as contas públicas e caindo na era medieval de choupana por causa do preços da eletricidade.
Voltem pra Áustria, bolinhos. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
É esse o Brasil que vocês querem? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk’
#Lula2018
Você usa a técnica punta-taco na curva. Freando e acelerando ao mesmo tempo para não perder giro no motor e não exceder a velocidade de tangência.
Artigo muito esclarecedor, e que só aumenta minha tristeza ao ver no plenário da câmara figuras como o intelectual Sibá Machado defender a política da Dilma, dizendo que se trata do mais puro Keynesianismo. Esse pessoal que vive de citar alguns nomes e palavras de ordem é quem na verdade realiza estes cálculos econômicos, tudo isso para manter um “exército” (segundo eles mesmos) de lactantes exaltados em manter a política econômica de gastos e de simultâneas maldades para com a maioria da população “ama de leite”.
No final das contas, só me resta imaginar que o que eles (os políticos) querem mesmo é destruir todo o capitalismo, para que enfim possam ter um dia seus cargos eternos em um império do tipo “Brave new World”, vislumbrado nas suas mentes doentias e estéricas, manipuladas pelos psicopatas da vez.
E por outro lado, talvez os intelectuais sejam somentes vítimas do pós-modernismo, cuja grande contribuição para a mente humana foi trazê-la de volta ao nível dos símios, para que enfim pessoas mal-intencionadas pudessem aplicar as descobertas de Pavlov e companhia.
Acredito que os Keynesianos se dividem em dois grupos: Em primeiro lugar, os alienados, que passam toda a vida em Universidades lendo livros sobre economia e estudando modelos imprecisos, sem nunca entretanto tentar entender como funciona a vida real. Depois deles, os vigaristas, que sabem que o modelo não funciona, mas que o defendem justamente para agradar aqueles que podem impulsionar suas carreiras. Qualquer que seja o grupo, a desgraça é que, em ambos os casos, seus salários não dependem de análises acertadas.
Para demitir um professor universitário concursado, é necessário que este faça algo extremamente tenebroso. Incompetência não é um motivo válido. Prova disso é que existem professores aos montes que chegam na sala de aula, passam as páginas dos livros que os alunos devem estudar e vão embora. E todos acham isso absolutamente normal.
Não é incomum que estes professores tenham tanto compromisso com a verdade como tem com os alunos. Os recém formados vão fazer o que aprenderam: Tentar se dependurar no setor público de qualquer jeito, falando o que os políticos querem ouvir. Se ainda sobrar alguma dignidade, vão procurar outra profissão.
Um dia desses um Pós-Keynesiano me disse que expansão monetária não gera inflação, ao contrário, faz gerar poupança interna. Pior que ele ficou falando mais uns 10 minutos explicando esse absurdo, mas liguei o “MUTE” para não emburrecer.
Será que os cortes dão Bilhão
Gomes Ciro.
Mises fala em seu livro do caminho abandonado, creio que o mundo em geral
acabou tomando as idéias de Keynes, e deixando as idéias mais pragmáticas dos clássicos
De lado. Eles acreditam que estimulando gastos governamentais, terão crescimento econômico, é uma grande bola de neve.
No que diz respeito a racionalidade eu nunca vejo muita diferença entre a antiga Fisiocracia e o keyneasianismo, ambos abrem mão da realidade para se apegar a suas utopias.
Há um elemento adicional na postura mais recente dos keynesianos: diante do descalabro das dívidas públicas e da insolvência de algumas nações, impossibilitadas de honrar seus compromissos após décadas de descontrole orçamentário, alguns destes "economistas" (?!) estão defendendo o puro e simples calote da dívida pública!
O "Prêmio Nobel" Joseph Stiglitz, em recente análise sobre a crise da dívida da Grécia, em sua santa cruzada contra o demônio da "austeridade", declarou: "Creio que é possível tirar uma importante lição do êxito argentino. Depois do calote, a Argentina começou a crescer a uma taxa de 8% ao ano, a segunda mais alta do mundo, depois da China."
Joseph Stiglitz e Paul Krugman estiveram entre os principais defensores da estratégia de confronto com os credores europeus adotada pelo governo de Alexis Tsipras na Grécia, sempre combatendo a "austeridade" no orçamento público.
Ai ai, esses austríacos… Acho que vocês deveriam dar uma passada em Campinas pra aprender um pouco de economia em um dos melhores cursos do Brasil. Graças aos grandes homens que ilustram a capa deste artigo que hoje somos uma das maiores economias do mundo.(bons tempos de 2011-2014)
Permitam-me dar uma aula:
A grande virada no Brasil ocorreu em 2010 quando a Sra. Dilma Rousseff assume o poder e decide chamar uma legião de estudiosos da Escola de Campinas que era tida com heterodoxa e resoluta.
Na presidência do Banco Central, ela colocou um homem de respeito e totalmente insubmisso, que era o Alexandre Tombini. Para a Fazenda ela nomeou o saudoso Guido Mantega, que era visto como um cavalheiro erudito, sempre acurado em suas previsões e bastante entendido de contabilidade.
Mantega então nomeia uma equipe econômica formada exclusivamente por nomes técnicos, e não políticos. Nomes renomados como Nelson Barbosa, Miguel Rossetto, Arno Augustin, Aloízio Mercadante, Míriam Belchior, Carlos Alberto Barreto foram pra fazenda/planejamento.
No Banco Central, além do Tombini, havia bons nomes como Tony Volpon,Luiz Awazu, Aldo Luiz Mendes, etc.
A simples nomeação dessa equipe econômica gerou uma surpresa positiva, pois a mesma sempre falou abertamente em desvalorização do Real, flexibilização crédito, aumento do investimento estatal. Medidas sábias como essas deram confiança ao mercado.
No entanto a tara por austeridade destruiu todo o processo de desenvolvimento que vinha sendo construído e eis nós aqui em uma crise deflacionária com armadilha de liquidez…
Todo gasto que não seja motivado por um potencial lucro deve ser cortado e não incentivado. Fora, estado!
clássico…pós…neo…precisamos dos pósTUMOS-keynesianos ! 🙁
PAUL SINGER NA FAZENDA, JA!
Excelente texto. Pequeno e esclarecedor sobre o Keynesianismo.
Gostaria só de entender o que pensam os pós-keynesianos, como eles explicam, afinal, essa questão de inflação com desemprego que existe de fato.
Pelo pouco que entendo, os keynesianos dão a mínima para o ser humano enquanto indivíduo. Tudo que pensam é macro. Sendo que, por óbvio, para entender de economia, primeiramente é preciso entender quem é o ser humano, como ele age/reage a incentivos. A teoria keynesiana, salvo engano, nada fala sobre esse assunto.
Se Keynes (e Marx, Paulo Freire, etc.) foram “deturpados” quando foi que eles foram aplicados corretamente e houve bons resultados?
Keynes disse aquilo que queriam ouvir, por isso ele é reverenciado até hoje.
* * *
Mais e mais dito economistas falam de coisas que não conhecem e ainda pensam dentro da caixa:
http://www.brasil247.com/pt/colunistas/andregranha/208750/O-fim-das-utopias.htm
Espero que ele tenha lido bem o Hayek não somente nessa parte,mas nas outras também!
O que o governo deveria fazer para controlar a inflação, a recessão e o desemprego?
Falem um pais que adotou a Escola Austriaca? Keynesianismo foi testada na pratica
Tem um canal keynesiano que desafiou um austriaco pra um debate em um hangout.
https://www.youtube.com/channel/UCuH0A3zkXsQl4jcn_8Ybkng
A cada dia que passa sou mais confiante de que sem dinheiro fiduciário, manipulação da taxa de juros e banco central, nem precisaríamos calcular PIB algum, ao passo que cada empresa e cada família que devem cuidar do seu e garantir seu próprio crescimento, pois mesmo que a grama do vizinho esteja tinindo, se não regar a sua própria o resultado vai ser zero.
Embaso minha tese no fato de que a economia paulista em si caiu cerca de 30% – sendo otimista. Porém os gráficos em escala nacional apontam “apenas” 4 a 5%. Esta disparidade de realidade regional versus estatística estatal revelam que quando se pretende resolver problemas de forma centralizada perde-se o foco completamente, pois certas atividades são resilientes a choques e continuam apresentando desempenho satisfatório aos bolsos do erário.
Produção de grãos e todo tipo de commodities geram volumes assombrosos de faturamento e receita em impostos, porém representam muito pouco a realidade dos grandes centros, onde se concentra mais a maior parte da população. Esta vive principalmente do comércio, indústria e serviços que giram em torno dos dois, e são estes que estão sofrendo na carne os reflexos do ciclo econômico. Logo, pouco adianta os gráficos apontarem melhora no PIB se o grande problema se concentra justamente em todos os pontos incansavelmente apontados pelo IMB e outros: carga tributária altíssima e complicada, leis trabalhistas idiotas, restrição alfandegária, reserva de mercado na maioria dos nichos existentes, dívida pública geradora de inflação e desvalorização da moeda e por aí vai.
Pausa para respirar fundo…
“Os políticos ouvem a voz defunta de Keynes no ar
Em uma das passagens mais famosas de Teoria Geral, Keynes disse:
‘As ideias de economistas e filósofos políticos, tanto quando elas estão certas e quando estão erradas, são mais poderosas do que é comumente entendido. Na verdade, o mundo é governado por pouca coisa além disso. Homens práticos, que acreditam estar isentos de qualquer influência intelectual, geralmente são escravos de algum economista defunto. Malucos em posição de autoridade destilam sua loucura de algum escrito acadêmico de alguns anos atrás.’
Oitenta anos depois da publicação da Teoria Geral, muitos homens práticos de negócios e políticos em posição de autoridade continuam a ser os escravos de economistas defuntos e escritores acadêmicos. A tragédia, para os nossos tempos, é que entre as vozes que eles ainda ouvem no ar, enquanto corruptamente bagunçam tudo o que tocam, está a de John Maynard Keynes.”
Link: https://descentraliza.com.br/2016/03/09/as-loucuras-e-falacias-da-economia-keynesiana/
Boa noite Leandro,
No artigo http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2321 Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas
Você diz o seguinte:
“O que determina a taxa de câmbio é o poder de compra entre as moedas, e não saldos de balança comercial. Agora, se as pessoas querem continuar acreditando em mitos sem nenhuma sustentação nem teórica e nem empírica, aí realmente nada posso fazer.”
Confesso que sou novo em questão econômica e estou querendo me aprofundar nesse quesito e por isso, eu te pergunto:
O que determina a taxa de câmbio não seria a entrada e saída de dólares na economia? Fui levado a acreditar que quanto mais dólares na economia, o câmbio se valoriza, e quando tem poucos dólares girando na economia, o câmbio se desvaloriza.
Uma outra questão que bate de frente com essa minha pergunta, é que alguns economistas dizem que quando o dólar entra, ele se converte em real, nesse ponto não estaria refutando a minha pergunta anteriormente sobre a entrada e saída de dólares. Porque quando se converte em real, como os economistas puderam quantificar ou calcular os dólares, sendo que esses são convertidos em real.
Abraço e aguardo a resposta.
Tenho duas perguntas:
Por que, como disse Ciro Gomes, os EUA quase não tem poupança pois podem emitir dólares que são valorizados como reserva por outros países e por que eles aceitam essa situação? Se para importar é preciso ter dólares, pois tudo é cotado em dólares isso não dá vantagem para os EUA que emitem esses dólares?
Se os EUA apreciassem sua moeda poderia importar ainda mais da China, que deprecia a sua moeda. Se o déficit comercial não é importante e a China deseja mesmo é estimular as exportações , por que os americanos não apreciam o dólar?
Então até os EUA são “keynesianistas”….pois o FED estipula a taxa de juros zero por causa da escassez de demanda…..e diz que a inflação ideal é de 2%…..enquanto os dados da economia não melhoram, eles não elevam a taxa de juros…..ou seja INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA…..na Europa é a mesma coisa…..SEMPRE DISSE ISSO AQUI : NÃO EXISTE NAÇÃO 100% LIBERAL….LIBERALISMO ,ASSIM COMO O SOCIALISMO SÃO UTÓPICOS. Esqueçam …..Keynes Sueco é o melhor e mais justo sistema de todos.
Ciro Gomes falando bosta da EA novamente. Dessa vez ele procurou argumentar. O que não evitou de demonstrar sua tamanha ignorância sobre economia.
https://www.youtube.com/watch?v=h672f1Pjj1g
Instrutivo este resumo sobre keynesianismo x EA feito pelo TheAustrianInsider.
Por que a ciência economica não consegue, através de seus estudos, equacionar as vicissitudes humanas, ou seja, a justiça social.
Para os graduados, doutorados, mestrados nesta ciência acho que o histórico não é muito bom. Teorias, refutações, apartes tudo muito confuso e carregado de dogmas, sectarismos, etc., bem “humano” por sinal.
Como algumas profissões que entrarem em declínio (algumas, como dinossauros, extinguiram-se)acho que as ciências econômicas (leia-se economistas), estão indo pelo mesmo caminho.
Mas tudo bem a classe consegue sempre estar na mídia, principalmente com as crises econômicas terceiro-mundistas, geradas pelos seus governantes, ineficientes.
Alquimistas, sacerdotes, curandeiros, escribas, cientistas políticos brasileiros, etc., caem ou caíram em desgraça por tentar explicar o inexplicável.
A saída dos estudos econômicos ainda é possível, ainda há tempo, corram. Os preciosos textos econômicos não precisam virar uma bíblia.
Neste sentido, só vejo uma saída, nobres catedráticos, é dar a esta ciência um viés ecológico.
O Brasil está preparado para viver sob um regime de padrão-ouro, sem inflação monetária?
Queria ouvir as respostas de vocês, mas pessoalmente acho que a resposta é um sonoro Não. A simples pressão por aumentos salariais de sindicatos e outros grupos corporativistas inviabilizaria a adoção desse sistema. As pessoas não aceitariam receber menos em caso de deflação monetária intrínseca ao padrão-ouro. O que vocês acham?
Keynes é o novo Marx. Os petistas e demais partidos de esquerda estão migrando o discurso do marxismo para o Keynesianismo. Eles acham que é o discurso mais eficiente para combater o liberalismo. Pode ver que a maioria dos novos keynesianos da internet são seguidores da esquerda.
Por isso já sugeri aqui a atualização do bordão:
– Keynes
+ Mises
Então não foi por acaso que o Monetarismo se popularizou nos anos 80.
O keynesianismo quase faliu os EUA, e consequentemente o mundo, durante a década de 70.
Por que a esquerda moderna possui tanto tesão em Keynes e Desenvolvimentismo?
Será que não sabem que ambos são bases econômicas do Fascismo?
Pergunta de uma advogada, mas querendo entender a crise do Capitalismo e do desemprego: qual a teoria econômica que retirou o trabalho como fonte de valor na economia e deu certo? Mais, antes da crise de 1929, quando o Liberalismo era absoluto, porque ele deu errado? Não foi pela total ausência da intervenção estatal?
Vocês não acham que a ausência de intervenção estatal, no sentido de investimento social, piora ainda mais a crise? Se concentrar apenas nessa política monetária e do capital financeiro, como preconiza o modelo ultraliberal não tendem a agravar o problema social? Vide o que tem acontecido atualmente no Brasil (nesse atual governo)?
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/157485/Vai-quebrar-a-cara-quem-apostar-na-alta-do-dólar.htm
Olha, eu estudo ciências políticas, no meu curso se ensina que Keynes foi uma espécie de gênio da economia que deve ser adorado como um Deus.
Se fala bastante em Marx(não tanto quando Keynes) fala pouco sobre Milton Friedman e liberalismo de maneira bem vazia, Ludwing Von Mises não existe nos livros da faculdade, assim como a escola austríaca. Olha que é universidade privada, imagina federal…
O que quero dizer com isso, que o único jeito de lutar contra o keynesianismo é ocupando as salas de aula e mostrando o que é a escola austríaca de economia.
Não adianta querer que a escola austríaca tenha duas visões aplicadas no país se 90% dos economistas e cientistas políticos brasileiros são keynesianos, esse é o motivo dele continuar sendo aplicado na economia brasileira!
Está faltando auto crítica pessoal.