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Verdades, mentiras, o governo da Venezuela e a definição da maldade

O presidente venezuelano Nicolás Maduro resolveu encrencar comigo, de novo.  A televisão estatal do país recentemente transmitiu uma conversa telefônica privada, ilegalmente grampeada, na qual eu propunha um estudo sobre como salvar a economia da Venezuela por meio de um apoio da comunidade internacional, que hoje deu as costas para meu país.

O governo, em vão, editou as gravações para fazer com que aquilo que eu disse soasse nefando, mentiu sobre o sentido da conversação e sobre mim, e anunciou que irá me processar.

Isso me fez pensar sobre o eterno problema da maldade.  Seria a maldade algo totalmente relativo ou há argumentos objetivos para se caracterizar um comportamento ou um ato como sendo a pura manifestação do mal?

Será que todos os confrontos ocorrem entre lados legítimos — por exemplo, aquele que, para um lado, é um terrorista, para o outro é um guerreiro da liberdade — ou podemos dizer que alguns confrontos realmente se dão entre o bem e o mal?

Sendo o filho de sobreviventes do Holocausto, sempre tive uma aversão intuitiva ao relativismo moral.  Mas quais são os argumentos objetivos para dizer que os nazistas eram a encarnação da maldade?  Como famosamente disse Hannah Arendt, homens como Adolf Eichmann ocorreram aos montes e não eram “nem depravados e nem sádicos”; ao contrário, “eles eram, e ainda são, terrivelmente e pavorosamente normais”.  Uma normalidade similar surge com o retrato, feito por Thomas Harding, de Rudolf Höss, o comandante de Auschwitz, um homem que se orgulhava de ter se sobressaído na tarefa que lhe foi atribuída.

Portanto, qual seria a definição primária de maldade?

A filosofia moral fez duas abordagens bastante distintas sobre essa questão.  Para alguns, o objetivo é encontrar princípios universais dos quais é possível derivar juízos morais: o imperativo categórico de Kant, o princípio utilitarista de Jeremy Bentham, e o véu da ignorância de John Rawls são alguns dos mais conhecidos exemplos.

Para outros, o segredo é entender por que, afinal, temos sentimentos morais.  Por que nossos cérebros evoluíram e se tornaram capazes de gerar sentimentos de empatia, repulsa, indignação, solidariedade e pena?  David Hume e Adam Smith desbravaram esse tipo de pensamento, o qual terminou por gerar as áreas da psicologia evolucionista e moral.

De acordo com essa última visão, os sentimentos morais evoluíram para se tornarem capazes de sustentar a cooperação humana.  Estamos programados, por nossos genes, para sentir preocupação para com bebês e empatia por pessoas que estão sofrendo de dor.  Esforçamo-nos para ter o reconhecimento dos outros e evitamos sua rejeição.  Sentimos bem sobre nós mesmos quando fazemos o bem e nos sentimos mal quando fazemos o mal.  Estes são os fundamentos do nosso inconsciente senso moral.

Como consequência, duvido que qualquer sociedade moderna já tenha amplamente apoiado aquilo cuja população via como sendo um mal.  Eventos como o Holocausto ou os genocídios na Ucrânia (1932-1933), no Camboja (1975-1979) ou em Ruanda (1994) ocorreram ou em segredo ou tendo por base a disseminação de uma visão de mundo distorcida, a qual foi criada para fazer com que o mal parecesse bom.

A propaganda nazista culpava os judeus por tudo: pela derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, pela adoção de valores morais universais que impediam a raça ariana de exercer sua superioridade, e pela disseminação tanto do comunismo quanto do capitalismo.  Já os ucranianos foram acusados de serem espiões poloneses, kulaks, trotskistas, e qualquer outra coisa que Stalin fosse capaz de inventar.

A disseminação do mal depende de mentiras, pois as mentiras formam a base da visão de mundo que faz o mal parecer o bem.  Mas essa dependência das mentiras nos fornece a chance de oferecer resistência ao mal e contra-atacar.

O biólogo Martin Nowak argumentou que a única maneira pela qual os humanos são capazes de manter a cooperação é criando mecanismos simples para punir os maus comportamentos.  Para desencorajar A de agredir B, a reação de C pode ser importante, pois se A sabe que C irá puni-lo pelo que ele fizer a B, ele irá pensar duas vezes antes de agredir B.

Mas se a punição é complicada, arriscada ou custosa para C, isso não intimidará A, que então se sentirá com muito mais liberdade de ação.  Mas se C puder punir A de uma maneira simples, descomplicada e até mesmo prazerosa, então a simples existência dessa ameaça para A pode ser mais substancial e efetiva.

De acordo com esta visão, a premência para se resolver essa questão se transformou na base evolutiva dos boatos e do assassinato de reputação.  Humanos adoram fazer intrigas, e as intrigas podem afetar uma reputação.  E uma reputação destruída, por sua vez, afeta como os outros irão tratar essa pessoa.  Consequentemente, a punição por meio da fofoca é, ao mesmo tempo, eficaz, barata e prazerosa — e o medo de A de se tornar o objeto da fofoca de C pode ser mais do que suficiente para deter qualquer eventual mau comportamento da A em relação a B.

Isso abre uma importante avenida para o controle do mal.  Como disse certa vez o professor de Harvard e ex-senador americano Daniel Patrick Moynihan, “Todo indivíduo tem o direito às suas próprias opiniões, mas ninguém tem o direito de criar seus próprios fatos”.  Portanto, uma maneira de restringir o mal é atacando as mentiras nas quais ele se baseia, e também condenando aqueles que difundem estas mentiras.

Nos EUA, há uma tendência natural de se punir candidatos políticos quando eles mentem — mas majoritariamente quando mentem sobre seus pecadilhos pessoais.  Seria ótimo, por exemplo, se as calúnias de Donald Trump sobre os mexicanos o tornassem inelegível.  Se a cultura política de um país é tal que toda a população concorda em condenar mentiras intencionais e mentirosos profissionais, especialmente quando o objetivo destes é promover o ódio, então esse país poderá evitar um grande mal.

Mas este não é o caso da Venezuela.  Seu governo destruiu a economia e a sociedade, sendo o responsável pela maior recessão atual do planeta (as previsões são de que o PIB caia 10%), a maior taxa de inflação do mundo, a segunda maior taxa de homicídios, e todos os tipos de humilhantes racionamentos e escassezes de produtos básicos.  E agora, para completar, o governo sistematicamente mente sobre as causas da bagunça que ele próprio criou, inventando bodes expiatórios.

O governo de Maduro diz que os culpados pelo colapso econômico da Venezuela seriam uma suposta “guerra econômica” liderada pelos EUA, as oligarquias do seu país, e o zionismo financeiro internacional, do qual eu supostamente sou um agente. O problema é que o governo venezuelano, até agora, não arcou com nenhum custo por suas mentiras sistêmicas, mesmo quando estas envolviam culpar alguns pobres colombianos que moravam na fronteira pelas escassezes de produtos básicos na Venezuela, ilegalmente deportando centenas deles e destruindo suas moradias.

Embora alguns ex-presidentes latino-americanos tenham se pronunciado abertamente contra este descalabro, líderes importantes como Dilma Rousseff, do Brasil, e Michelle Bachelet, do Chile, permanecem em silêncio.  Elas deveriam dar alguma importância ao alerta de Albert Einstein: “O maior risco para o mundo vem daqueles que toleram ou estimulam o mal, e não daqueles que realmente o praticam”.

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82 comentários em “Verdades, mentiras, o governo da Venezuela e a definição da maldade”

  1. Eu ao longo de minha juventude cegamente defendi com unhas e dentes todo esse sistema opositor aos Eua visto ter sido persuadido por parte de documentarios que evidenciaram os erros do Estados Unidos ao longo do tempo para consolidar seu poder. Hoje percebo o quão errado estive quando defendi Kadafi, Castro, Che, etc. Militando pela internet durante tanto tempo, e ao acordando neste último ano quando retornando a universidade que sai por imprudencia (engravidando minha namorada aos 19 anos), uma universidade onde eu discutia temas a respeito do sistema economico e defendia o socialismo enquanto era isolado por uma maioria liberal, voltando a esta alguns anos depois me deparo com uma maioria socialista onde a imprudencia e falta de sensatez impera nos argumentos miopes num momento em que eu estava disposto a olhar o outro lado me vejo sobrecarregado de perspectivas chulas e ignorantes. Por isso me converti, decidi mudar de curso, faço Direito e irei fazer Administração de Empresas, tenho um potencial empreendedor nato e preciso valorizar, desenvolver e utilizar desta capacidade. Mas agora minha familia me virou as costas querem um advogado e nao um empreendedor prematuro, aos 23 anos com a irresponsabilidade de ter 2 filhos por ter passado por uma fase de fervor religioso, socialista obstinado. Lamento o fato de residir no Brasil diante de todas as dificuldades que são elevadas a decima potencia quando se esta obrigado a aceitar a realidade deste ambiente aqui. Desculpe o desabafo, um dia meus projetos darão certo a nivel internacional e poderei usufruir das liberdades que os Estados Unidos oferecem aos seus filhos. Grande Abraço. De um recem convertido por ter desenvolvido asco de esquerdismo e lido apenas 2 frases de Von Mises. Até Breve.

  2. Refugiado do socialismo

    A melhor forma de atacar a esquerda, é mostrando as contradições. Nenhuma vertente política tem tanta esquisofrênia quanto os socialistas.

    Temos vários exemplos, como os socialistas usando macbook e iphone, o Lula e a cambada do PT milionários, os socialistas que não estudam, os socialistas que possuem planos de saúde privado, a comunista gaúcha do PCdoB em Nova Yorque, a Jandira Fegalli indo pra França de primeira classe, etc. O Maduro é um lunático, que está causando escassez de remédios e comida, causando barbáries humanitárias. A quantidade de mentiras que a esquerda produz é algo inimaginável.

    Essa gente socialista não vale um ovo.

    Felizmente, os liberais querem debater idéias e refutar mentiras, sem usar governo e forças armadas contra esses socialistas criminosos.

  3. É possível saber o quanto uma Ideologia está distante de ser uma Filosofia, medindo o quanto é necessário mentir e distorcer a realidade, para ela parecer verdadeira e coerente.

  4. A América Latina vive dias difíceis. O exacerbado populismo que compra os ignorantes em troca de promessas que não podem ser cumpridas.

  5. O maior inimigo da esquerda é a realidade. Ela não escuta discursos ufanistas de defesa de seus pretensos líderes, e quando chega, e sempre chega, pode ser devastadora para os povos que acreditaram na enganação dos esquerdopatas.

  6. Refugiado do socialismo

    O mais impressionante é como as pessoas ainda toleram os chineses.

    Esses comunistas chineses também são a escória da humanidade.

    Há poucos anos atrás, os comunitas chineses devolviam todos os refugiados da Coréia do Norte. Os caras corriam risco de vida tentando fugir, mas os comunas chinses ainda devolviam todos os refugiados.

    Lugar de comunista é no cemitério. Isso é uma dívida que eles precisam pagar. Essas ideologias comunistas e socialistas são assassinas.

  7. O ego de Maduro é maior que o sofrimento de todos os venezuelanos. O ser malévolo não tem a ombridade de renunciar, ou ao menos deixar as coisas tomarem seu curso; basta ele nao inventar nenhum malabarismo, a oposicao tomar o congresso, ano que vem convocar um referendo revogatório e apeá-lo do poder. Será que ele cometeu tantas ateocidades que agora teme pela própria vida? Teme pelo justo tolhimento de sua liberdade ao sair do poder? Deve ser isso, porque a molega américa latina aboliu pena de morte.

  8. Países como Brasil, Argentina, Venezuela PRECISAM do populismo para não precisar dele depois. Coisa de viver na penúria por uns 50 anos e ver seus vizinhos prosperarem para aí sim, TALVEZ tentarem algo diferente.

    ”O tolo erra, e erra de novo, e nunca aprende. O Inteligente erra, mas aprende com seu erro. O sábio aprende, vendo os erros dos outros.”

    Esses países aí são o ”tolo” da história. O ”inteligente” pode ser alguns países ex-URSS(Lituânia, Estônia e Letônia) e talvez o Chile. O ”sábio” pode ser Botswana e Hong Kong.

    Aqui o que não falta é gente defendendo uma redução violenta na SELIC, para que o ”proletariado” possa ter acesso a um credito mais barato(e olha que eles detestam o consumismo). Isso sem falar nos movimentos defendendo a Petrobrás.

    Na Argentina, muita gente está maravilhada com o futebol de ”graça”.

    Na Venezuela, bem, nem precisa dizer nada.

    A quantidade de ”pensadores”, estudantes, professores e políticos esquerdistas é de se assustar. Cada vez que eu ouço/leio termos como ”burguesia”, ”exploração” e ”capital financeiro”, tenho um constrangimento mesmo não estando em um discurso esquerdista. (pior ainda quando elas são profanadas por Lucianas Genro, Jandiras ou Zés Marias da vida.

  9. Hmmm, nesse vídeo abaixo vemos Dilma comparecendo num evento que enaltece um grande assassino psicopata: Lenin.

    Então acho que mesmo que Maduro mandasse exterminar 20% da população em campos de concentração e/ou de fome ela não faria critica alguma, e possivelmente compareceria em algum evento homenageando Maduro.

  10. Assaltado pelo governo

    O link abaixo não deixa dúvida, o país quebrou.

    Foram transferidos 771 bilhões para o ministério da fazenda em 2015, para pagamentos de juros da dívida pública.

    O desenvolvimentismo quebrou o país. O governo defensor de setores estratégicos quebrou. Os socialistas destruíram a economia.

    Se alguém quiser analisar se isso foi importante para o país, vai ver que a poupança teve as maiores retiradas dos últimos 20 anos, o desemprego aumentou, os cortes no orçamento foram enormes, os gastos com políticos aumentaram, etc.

    Enfim, quebramos !

    http://www.portaltransparencia.gov.br/PortalComprasDiretasOEElementoDespesa.asp?Ano=2015&CodigoOS=25000&CodigoOrgao=25101&CodigoUG=170600&Ordem=3

  11. O grandioso autor esqueceu de relacionar como um povo que sofreu com o mal faz a mesma coisa ou bem pior com outro povo quando está no poder.

    Digamos: vejamos o mal que Israel faz ao povo “sem estado” Palestino.

  12. A questão econômica do Brasil é simples. Bastar analisar os dados macroeconômicos de países desenvolvidos.

    Eles possuem taxas de juros baixas, porque as moedas são valorizadas. Isso impede a inflação e permite maior endividamento. Como a concorrência com importados é grande, a inflação fica baixa e os juros podem ser reduzidos. Eles também possuem o mercado de trabalho com poucas regulamentações.

    No caso do Brasil é difíl fazer isso. Os governos nacionalistas possuem conchavos com empresários, que querem proteger suas empresas. O resultado é juros altos, pois eles não deixam a moeda se valorizar.

    Não tem outra saída. O país deve valorizar a moeda e reduzir juros. As coisas mais importantes dependem de juros baixo, como casas, energia, infraestrutura, etc. Se não tem juros baixos, não tem infraestrutura. Sem contar que com a moeda valorizada o país fica mais seguro, pois pode acumular mais reservas.

    Esse Maduro é um nacionalista que só sabe destruir o país.

  13. “Nos EUA, há uma tendência natural de se punir candidatos políticos quando eles mentem — mas majoritariamente quando mentem sobre seus pecadilhos pessoais. Seria ótimo, por exemplo, se as calúnias de Donald Trump sobre os mexicanos o tornassem inelegível.”.

    Que calúnias? Alguém sabe dizer?

  14. Interessante como a mentalidade sul-americana é dependente do populismo. Estive conversando ontem com uma parente minha, com nível superior, sobre o setor de transporte urbano em minha cidade (Teresina) (está rolando uma polemica em torno de um projeto de lei municipal que ia obrigar as empresas de onibus a por ar-condicionado nos onibus; a maioria dos vereadores votou contra; fui dizer para ela que se eu fosse vereador votaria contra, devido a esse projeto ser coercivo, mas em seguida entraria com outra solução: desregulamentar o setor e deixar novas empresas entrarem, e ofertarem onibus com ar-condicionado voluntariamente). Bem, a defesa do liberalismo numa situacao prática foi extremamente mal-entendida, ela disse que eu esqueci dos vários anos em que andei de onibus no calor, e agora que tenho carro e me desloco confortavelmente com ar ligado, estou aliado aos empresarios…

  15. Ja é sabido ha muitos anos que as grandes naçoes capitalistas (EUA, Inglaterra, etc) decidiram que a am latina iria ser explorada por elas devendo produzir e exportar somente comodities. Com a alta das comodities promovidas pela China àlguns anos atras, alguns paises (Venezuela, Brasil, Argentina, etc) se deram bem. Mas o boom das comodities passou e estes paises voltaram a ter os mesmos problemas que ja tinham: Inflação, deficit fiscal, subida de juros, desemprego etc. É preciso encarar a realidade, capitalismo é concorrencia e em concorrencia so os mais fortes vencem. Mas uma opçao interessante pra paises da am latina é fazer o que Paraguai, Colombia etc vem fazendo, ou seja, entregando seu territorio pra instalaçao de bases militares americanas. Isso da um bom dinheiro.

  16. “Ja é sabido ha muitos anos que as grandes naçoes capitalistas (EUA, Inglaterra, etc) decidiram que a am latina iria ser explorada por elas devendo produzir e exportar somente comodities.”.

    E você tem uma cópia desse memorando?

    “É preciso encarar a realidade, capitalismo é concorrencia e em concorrencia so os mais fortes vencem.”.

    Ah, então agora basta se esforçar?
    Pensei que tinha que pedir permissão pras nações capitalistas…
    E o que impede o Brasil de se tornar uma nação capitalista?

    “Mas uma opçao interessante pra paises da am latina é fazer o que Paraguai, Colombia etc vem fazendo, ou seja, entregando seu territorio pra instalaçao de bases militares americanas. Isso da um bom dinheiro.”.

    E o Chile vem se desenvolvendo como mesmo?

    Já pensou em morar na Coréia do Norte, Marx?

  17. Embora alguns ex-presidentes latino-americanos tenham se pronunciado abertamente contra este descalabro, líderes importantes como Dilma Rousseff, do Brasil, e Michelle Bachelet, do Chile, permanecem em silêncio. Elas deveriam dar alguma importância ao alerta de Albert Einstein: “O maior risco para o mundo vem daqueles que toleram ou estimulam o mal, e não daqueles que realmente o praticam”.

    Bom artigo, de modo geral.

    Mas neste parágrafo o autor parece acreditar que a Dilma tem algum vestígio de sinceridade. Dilma e Maduro são cúmplices, ambos queriam transformar seus países em Cubas.

    * * *

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