Se acontece até mesmo com poderosos impérios, por
que não pode acontecer com simples nações?
Muito antes de pacotes governamentais de socorro a
empresas, programas assistencialistas e inflação monetária se tornarem uma
rotina, os romanos já haviam vivenciado esquemas semelhantes. Há mais de 2.000
anos.
Naquela época, o governo romano socorreu instituições
falidas, perdoou dívidas, gastou enormes quantias em programas
assistencialistas e incorreu em uma grande inflação monetária.
E o resultado não foi bonito.
Naquela época, assim como hoje, os políticos romanos
escolheram, segundo critérios próprios, quem seria socorrido e quem seria
esquecido, quem seriam os “ganhadores” e quem seriam os “perdedores”. Obviamente, os “ganhadores” foram aqueles que
usufruíam boas conexões políticas — uma prática que hoje está no cerne do
nosso arranjo político-econômico.
Como já observaram vários pesquisadores da época, tais
esquemas baseados em “tirar de Pedro para dar a Paulo” foram cruciais
para a falência da sociedade romana. Para mantê-los, o estado teve de recorrer a
intervenções cada vez mais destrutivas. “Roma não foi construída em um dia“,
como diria o velho ditado — e seria igualmente necessário um bom tempo para
destruí-la. Quando a república se
transformou em um despotismo imperial, os imperadores tentaram controlar toda a
economia.
Perdoar dívidas na Roma antiga, embora fosse uma
questão controversa, foi um ato que se repetiu diversas vezes. Um dos primeiros
reformadores populistas romanos, o tribuno Licínio Stolo, aprovou
uma lei, em 367 a.C, uma época de instabilidade econômica, que
essencialmente declarava uma moratória sobre a dívida. A lei permitia aos
devedores não mais pagarem os juros sobre principal caso o restante da dívida
fosse pago dentro de um período de três anos.
Já em 352 a.C., a situação financeira de Roma continuava
complicada, e o Tesouro resolveu arcar com inúmeras dívidas privadas que haviam
sido caloteadas. À época, supunha-se
que os devedores eventualmente reembolsariam o estado.
E se você acredita que isso aconteceu, então você provavelmente deve pensar que
emprestar para o atual governo grego é um investimento seguro.
Para se ter uma ideia, em 357 a.C., a maior taxa de
juros permitida para empréstimos era de, aproximadamente, 8%. Dez anos depois,
tal taxa foi considerada alta demais, e os administradores romanos reduziram o
teto para 4%. Em 342 a.C., tais as
reduções sucessivas aparentemente não foram capazes de acalmar os devedores ou de
satisfatoriamente atenuar as tensões econômicas. Consequentemente, o governo teve a brilhante
ideia de simplesmente abolir os juros.
O que houve então?
O óbvio: várias pessoas passaram a não mais emprestar dinheiro. Tal situação perdurou até que essa lei que
proibia juros simplesmente passou a ser ignorada.
Em 133 a.C., o então ambicioso e promissor político Tibério Graco
decidiu que as medidas de Licínio ainda não eram suficientes. Ato contínuo, Tibério aprovou uma lei que
concedia grandes extensões de terras cultiváveis do estado para os pobres.
Adicionalmente, o governo financiou a construção de novas moradias e a compra
de ferramentas para essas pessoas. Estima-se que 75.000 famílias receberam
terras totalmente grátis devido a essa legislação. Esse foi um programa
governamental que forneceu, “gratuitamente”, terra, moradia e até mesmo oportunidades
de negócio, tudo financiado ou pelos pagadores de impostos ou pela pilhagem de
nações recém-conquistadas.
Entretanto, tão logo foi permitido, muitos colonos
ingratos venderam suas terras e retornaram à cidade. Mas Tibério não viveu para
testemunhar esses beneficiários rejeitarem a generosidade de Roma, pois um
grupo de senadores o assassinou em 133 a.C.
Só que seu irmão mais novo, Caio Graco,
assumiu seu manto populista e aprofundou suas reformas.
Enquanto ainda era vivo, Tibério também aprovou o
primeiro programa de alimentação subsidiada de Roma, o qual oferecia cereais a
preços baixos para muitos cidadãos. Inicialmente, aqueles romanos que ainda se
apegavam a ideais como auto-suficiência e independência ficaram estarrecidos
com esse conceito de assistencialismo compulsório; no entanto, não demorou
muito para que dezenas de milhares estivessem recebendo os cereais subsidiados,
e não somente os necessitados. Qualquer cidadão romano que ficasse nas filas do
posto de coleta de cereais tinha o direito à assistência estatal. Um cônsul
rico chamado Lúcio
Calpúrnio Pisão Frugi, que se opunha a esse programa, foi
visto na fila. Ele alegou que, dado que era a sua riqueza que estava
compulsoriamente financiando aquilo tudo, então ele pretendia obter sua fatia.
Já por volta de 300 d.C., esse programa já havia
sido modificado diversas vezes. O cereal que até então era apenas subsidiado passou
a ser totalmente gratuito; e, no auge, um terço de Roma já era contemplado pelo
programa, o qual se tornou um privilégio hereditário, passado de pai para
filho. Outros gêneros alimentícios, incluindo azeite de oliva, carne de porco e
sal, foram continuamente adicionados ao programa. Este cresceu até se
tornar o segundo
maior gasto do orçamento imperial, atrás somente dos
gastos militares. O que havia começado
como um programa assistencialista provisório se transformou, como muitos outros
programas governamentais, em uma forma permanente de assistencialismo voltado para
um eleitorado que considerava isso um direito adquirido.
Voltando a 88 a.C., Roma ainda estava se recuperando
da Guerra
Social, um debilitante conflito com seus antigos aliados
na península italiana. Um dos generais vitoriosos foi Lucio Cornélio Sula,
que no final do mesmo ano tornou-se Cônsul (a posição política mais importante
nos dias da república) e depois, Ditador.
Para amenizar a catástrofe econômica, Sula
decretou que até 10% das dívidas de cada cidadão deveriam ser canceladas,
o que colocou os credores em uma posição difícil. Ele também restaurou e
reforçou a lei que decretava que uma taxa máxima de juros sobre empréstimos,
provavelmente similar à lei de 357 a.C. A crise foi piorando continuamente, e,
para “resolver de uma vez a situação”, em 86 a.C., outra lei que cancelava nada
menos que 75% das dívidas privadas foi aprovada — sob o consulado de Lúcio
Cornélio Cina e Mario Caio.
Menos de duas décadas após Sula (que morreu em 78
a.C.), Lúcio
Sérgio Catilina, o infame populista radical e inimigo
de Cícero,
candidatou-se ao consulado com uma plataforma política de cancelamento total
das dívidas. De alguma forma, ele foi derrotado, provavelmente pela oposição formada
por banqueiros e por cidadãos romanos que já haviam quitado suas dívidas. Sua
vida terminou logo depois em uma fracassada tentativa de golpe.
Em 60 a.C., o patrício
Júlio
César, uma estrela em ascensão, foi eleito cônsul, e
continuou as políticas de vários de seus predecessores populistas, mas agora
com algumas inovações pessoais. E, mais uma vez, Roma estava em meio a uma
crise.
Neste período, alguns entes privados se dispuseram a
cobrar os impostos para o estado, em uma espécie de terceirização. Tais entes
participavam de licitações para ganhar os contratos. Nessas licitações, estipulavam-se os valores
totais a serem coletados. Tudo o que
ultrapassasse esse valor ficava como lucro para os contratantes. Só que, em 59 a.C, essa indústria estava no
limiar do colapso. Não havia tido
sucesso em suas coletas de impostos e, consequentemente, devia ao estado os
valores prometidos. Ato contínuo, César perdoou praticamente 1/3 de suas
dívidas para com o estado. Isso afetou
severamente o orçamento do governo romano e possivelmente os próprios pagadores
de impostos (que tiveram seus impostos elevados para compensar essa escassez de
receitas). O fato de Cesar e seu
comparsa Marco
Licínio Crasso terem investido pesadamente neste setor
do mercado certamente explica essa sua medida.
Em 33 d.C., meio século depois do colapso da
república, o imperador Tibério enfrentou
uma corrida aos bancos. Ele reagiu a isso com um
grande pacote de socorro aos bancos por meio de empréstimos livres a juros zero
na tentativa de estabilizar o mercado. Oitenta anos depois, o imperador
Adriano unilateralmente perdoou 225 milhões de dinares em
impostos atrasados, o que gerou um grande ressentimento entre as pessoas que já
haviam dolorosamente se esforçado para pagar seus tributos por completo.
O
sistema monetário
A integridade do sistema monetário romano permaneceu
relativamente intacta até o reinado do Imperador Nero (54-68 d.C.). Nero é mais conhecido por ter assassinado a própria
mãe, por preferir as artes à administração civil, e por perseguir os cristãos. Mas ele também foi o primeiro a depreciar o padrão
monetário que havia sido estabelecido por Augusto (27 a.C. – 14 d.C.), o
primeiro imperador de Roma.
Já em 64 d.C., Nero exauriu os cofres romanos por
causa do Grande
Incêndio de Roma e também por causa de sua predileção pela gastança depravada
(a qual construiu um espalhafatoso palácio).
Nero recorreu à inflação monetária para financiar o
império, inicialmente reduzindo o teor de prata do denário, de 98% para 93%,
o que permitiu que mais moedas fossem fabricadas com um mesmo volume de prata. Essa foi a primeira depreciação dessa
magnitude em mais de 250 anos. Isso gerou
uma relativamente alta inflação de preços e temporariamente abalou a confiança dos
cidadãos romanos.
Após Nero, vários sucessivos imperadores
continuamente reduziram o teor de prata do denário. A pior desvalorização ocorreu sob o
imperador-filósofo Marco
Aurélio (que reinou de 161 a 180 d.C.), que desvalorizou o denário para um
teor de 79% de prata com o intuito de financiar suas constantes guerras e seus contínuos
aumentos de gastos.
Esse era, até então, o mais impuro padrão monetário criado
para o denário em toda a história romana.
Mas as coisas
ainda iriam piorar.
O filho de Marco Aurélio, Lucio Aurélio Cómodo (que
reinou de 177 a 192 d.C.), que gostava de se apresentar como Gladiador no
Coliseu, também foi, assim como o pai, um adepto da gastança desmesurada. Seguindo os mesmos passos dos seus
antecessores, ele reduziu o teor de prata do denário para apenas 74%.
A cada desvalorização da moeda os preços eram
pressionados para cima, e isso foi gradualmente diminuindo a confiança do povo
no sistema monetário romano. O aviltamento
da moeda e a subsequente expansão da oferta monetária forneciam, no curto prazo,
um alívio para as finanças do estado, mas isso durava apenas até o momento em
que os mercadores, os legionários e as forças de mercado se dessem conta do que
havia acontecido.
Sob o Imperador Septímio
Severo (que reinou de 193 a 211 d.C.), um número crescente de soldados começou
a exigir que suas bonificações fossem pagas em ouro ou em mercadorias, para
escapar da corrosão do poder de compra do denário. O filho de Severo, Caracala (que reinou de
198-217) — embora seja mais lembrado por seus sanguinolentos massacres, pelo
assassinato do seu irmão, e por ter sido assassinado enquanto urinava –,
aprofundou a política de desvalorização da moeda até reduzir o teor de prata do
denário para 50%. Tudo isso para
financiar a máquina de guerra romana e suas construções megalomaníacas.
Outros imperadores, como Pertinax e Macrino, tentaram retornar Roma
a um sistema monetário mais sólido aumentando o teor de prata do denário e fazendo
algumas reformas no sistema. Porém,
sempre que um imperador fortalecia o denário, um rival conseguia conquistar a
lealdade do exército, destruindo todo o progresso feito e frequentemente
assumindo o trono.
Com o tempo, o denário de prata foi abandonado, e o
mais jovem imperador de Roma, Gordiano III (238 – 244
d.C.), substituiu o denário pelo seu concorrente, o antoniniano.
No entanto, já no reinado do Imperador Cláudio II (que
reinou de 268 a 270 d.C.), que é lembrado por suas proezas militares e por ter
quebrado os dentes de um cavalo com um murro, o antoniniano foi reduzido a uma levíssima
moeda que continha apenas 2% de prata. O
antoniniano acabou sendo substituído pelo aurelianiano, e este acabou sendo substituído
pelo nummo. Já em 341 d.C., o Imperador Constante I (que reinou de
337 a 350 d.C.) diminuiu o nummo para apenas 0,4% de prata.
O sistema monetário romano já estava em frangalhos e
a inflação de preços já havia saído completamente do controle há muitas gerações.
Nesse
ínterim, os gastos continuavam aumentando
No início do segundo século d.C., o imperador
Trajano conquistou a Dácia (atual Romênia), lotando os cofres do estado romano
com os esbulhos. Ao ver essa bonança, não tardou o lançamento de um novo
programa social, o alimenta, o qual competia com instituições bancárias
privadas ao oferecer empréstimos a juros baixos para proprietários de terras e
utilizava os juros para beneficiar crianças desprivilegiadas. Os sucessores de
Trajano deram continuidade a esse programa até que a supracitada desvalorização
do denário colaborasse para a extinção do alimenta.
Em 301 d.C., enquanto o imperador Diocleciano estava
reestruturando o governo, o exército e a economia, ele baixou o famoso Édito Máximo,
que impunha um congelamento de preços. Ele estipulou um teto de preços para
carnes, cereais, ovos, roupas e outros bens, e instituiu a pena de morte para
qualquer um que vendesse seus artigos a um preço maior do que o estabelecido.
Roma havia se tornado um estado totalitário que
colocava a culpa dos problemas econômicos sob as costas de supostos
aproveitadores egoístas.
O resultado, como não poderia deixar de ser, foi que
as pessoas simplesmente pararam de colocar seus bens à venda no mercado, dado
que elas não mais poderiam obter um preço sensato por eles. Comerciantes
estocaram seus bens, recusando-se a vendê-los pelo preço imposto pelo
governo. Outros estocaram simplesmente para não correr o risco de serem
erroneamente acusados de estarem vendendo a preços acima do determinado,
ficando assim sujeitos a execuções. Os trabalhadores reagiram ao
congelamento de salários desaparecendo do expediente ou simplesmente ficando
sentados, sem fazer nada.
Isso aumentou acentuadamente a escassez.
Após a morte de várias pessoas, os romanos simplesmente
passaram a ignorar esse decreto, até que a lei foi
finalmente revogada.
Colossais
programas assistencialistas também se tornaram a norma na Roma antiga. No
seu auge, a maior despesa do estado era com um exército de 300.000 a 600.000
legionários. Os soldados perceberam seu papel e importância dentro da política
romana, e consequentemente suas exigências aumentaram. Eles passaram a exigir programas
de aposentadoria exorbitantes na forma de hectares de terras cultiváveis e de
grandes bonificações em ouro equivalentes ao somatório de mais de uma década de
seu salário. Eles também exigiam bonificações consideráveis e periódicas apenas
para controlar as revoltas.
Ao final, em um período de aproximadamente 370 anos,
o denário e todos os seus sucessores, para financiar toda essa depravação, foram
continuamente desvalorizados. Uma moeda
que começou com um teor de prata de 98% terminou com um teor de prata menor que
1%.
Os maciços programas de gastos do governo, todos
eles feitos com o intuito de “ajudar” os romanos, acabaram por impor um terrível
fardo sobre seus cidadãos.
Conclusão
A experiência romana nos ensina lições importantes.
Como comenta Howard Kershner, um economista do século XX:
Quando um povo até então independente confere ao
seu governo o poder de tirar de uns e dar a outros, o processo não cessará até
a última gota de sangue do último pagador de impostos ser sugada.
Colocar a sua vida nas mãos de políticos corruptos
compromete não somente sua independência pessoal, mas também a integridade financeira
da sociedade. Uma vez iniciado, é difícil impedir o crescimento do estado. E,
normalmente, as coisas não acabam bem.
Completamente debilitada, Roma, o outrora poderoso, temível
e invencível Império, quedou-se perante seus invasores bárbaros em 476 d.C.
Mas o fato é que até hoje não sabemos quem eram os
verdadeiros bárbaros: os invasores ou o povo romano que apoiava o estado e os
políticos que debilitaram a economia ao ponto de o Império Romano cair como uma
manga madura
Talvez os reais bárbaros eram os próprios romanos
que haviam efetivamente cometido um suicídio econômico em câmera lenta.
Os livros didáticos do estado não abordam essas questões com a profundidade e riqueza de detalhes por motivos óbvios (complexidade do assunto, tempo escasso e desqualificação dos professores), mas principalmente pelo desinteresse que os governantes têm de os alunos aprenderem o quão nefasto é a entidade estatal ao longo da história. E para quem duvida da história, basta pesquisar as fontes, pois tudo isto que está relatado no artigo está documentado.
Parabéns. O encadeamento é de uma lógica mister. A escola AUSTRÍACA nos apresenta tal qual como é. Não existem SUBTERFÚGIOS as leis naturais da ECONOMIA. Não existe almoço grátis. Parabéns. Que formidável.
Pelo visto o populismo esta arraigado profundamente no sangue latino a mais de 2000 anos!
A Europa de hoje está vivendo a mesma situação de populismo e invasões bárbaras.
A pergunta não é mais se a Europa irá colapsar, e sim quando.
Há quem diga que em 50 anos, no máximo, a Europa será ou uma teocracia islâmica, ou uma união de republiquetas socialistas. No final dá no mesmo, pois são dois lixos de regime.
É desse período o “carpe diem”: viva o hoje, porque o amanhã é incerto. Carpe diem não é uma expressão vivaz que denota alegria e saúde, mas unicamente uma mensagem de desespero civilizacional; não à toa, é o que se vê hoje na civilização ocidental secular.
Opa! Quero indenização pela dívida histórica e quero vagas e cargos por sistema de cotas. Assim não dá, não pode ser, quero meus direitos de Cidadão Romano. Afinal meu “tataravô” era Italiano.
Antes mesmo de ter a sua economia, comércio e exército sucumbidos, Estados e Nações têm como causa da sua queda a degradação moral.
ser humano…. há milenios fazendo coisas erradas, e ainda assim repetem com insistência as mesmas coisas
É inacreditével. será que nunca vamos aprender? (nós = população em geral)
Se o colapso do Império Romano resultou em mil anos de miséria na Europa, como será na próxima queda?
Imagine 7 bilhões de pessoas lutando para sobreviver mais um dia, destruindo todo o capital acumulado e recursos naturais que estiverem a seu alcance, sem divisão de trabalho, sem propriedade privada, sem capitalismo.
Quanto tempo até saírmos da barbárie? 10 mil anos? Será que a próxima civilização que surgirá depois de tudo isso terá aprendido a lição?
Daria uma boa série de tv, nem precisa de zumbis.
A esquizofrenia e abusos do poder estatal cometendo os mesmos erros desde a aurora da civilização.
Só uma adendo: Na última linha do texto, está escrito “câmAra lenta”. O correto é “câmEra lenta”.
Quanto ao conteúdo, perfeito e didático, como sempre.
Se até Roma caiu, o que dirá uma república das bananas bolivariana.
“Mas nóis temu u présal”.
Algum governo hoje no mundo adota ou chega mais perto possível do modelo econômico da escola austríaca?
Existem 2 coisas infinitas, o universo e a estupidez humana, mas estou certo apenas de uma delas.
O que assusta é que a capacidade do estado de intervir na vida do cidadão e de inflacionar a moeda é muito maior hoje do que era naquela época. Além de ser muito mais rápido. O Leviatã será esmagado pelo próprio peso, e nós, os pobres mortais, é que estaremos debaixo dele, amortecendo sua queda, quando isso acontecer.
Com este artigo aprendemos coisas muito importantes:a inflação de preços a consequente destruição do poder da moeda,congelamento de preços e isso há 2000 anos,ainda hoje idiotas chapados sem vergonha na cara) como mantega e dilma(sim com letra pequena,bem pequena) juram que isso funciona.
O que se pode concluir também é que a contínua desvalorização do poder da moeda leva á desintegração económica ,social e moral.
A contínua repressão sobre os poupadores (vide hoje em dia)com taxas de juro ridículas.
Agora um pouca mais off toppic,Leandro se a segurança social fosse totalmente privatizada não haveria um explosão de investimento em vário empreendimentos,sobretudo em capital de risco,e os países pobres não se beneficiariam desse excesso de poupança)desde já grato pela atenção.
Tiago silva
Houve algum político romano, que, de alguma maneira, se opôs a esse sistema descrito no texto?
Insegurança institucional, intervencionismo monetário, populismo…
Pragas arraigadas na nossa cultura latina…
Novamente a invasão dos várbaros do Norte há de mudar tudo (os austríacos).
Pensamento positivo, pessoal! Nesta atual recessão, a TACE já está amplamente difunddida e aceita.
Uma hora a EA vira mainstream.
Gastos crescentes, assistencialismo, privilégios e inflação… não se parece com uma certa republiqueta latino-americana do terceiro mundo? (Perdoem-me pelo pleonasmo).
Pois é, falando de republiqueta, vamos dar uma olhada no nível de seus habitantes:
#AskNasa 7 perguntas esdrúxulas de brasileiros à Nasa após descoberta
Viu que sociedade evoluída e esclarecida da qual fazemos parte? Como é lindo ir ao exterior, apresentar aquele bonito passaporte escrito “Mercosur” na parte superior, tirar foto com o Pateta (personagem da Disney, que fique bem claro) em Orlando enquanto veste a camisa da “seleção canarinho” para depois postar no “Feice” ou “Istagrã”, então comprar bugigangas e iPhones em “Maiame” e achar que somos um povo alegre, festivo, hospitaleiro e de bem com a vida? É nessas horas que dá vontade de cantar “sou brasileiro/com muito orgulho/com muito amooooooooor”… PQP, hahahahahahahahahaha.
Errado. Quem acabou com o Império Romano foi o FHC, os rentistas, o capital internacional, os sonegadores de impostos e a ala ultra-conservadora da igreja católica.
Vai estudar.
Bela ironia,pura ironia caro enem.
Pessoal,
E em 2008 (depois de Cristo, não antes de Cristo), na crise de Wall Street, quem foi que pagou a conta? Também houve gastos crescentes, assistencialismo, privilégios? O Estado é desnecessário mesmo? Sem ofensas, por favor!
Não falaram (ou notaram) o mais importante.
A cobrança de juros foi o que gerou o problema para começar. Depois tentaram arrumar mais a bagunça estava feita, rentistas não quiseram largar o osso e foram pro fight.
Usura vai contra lógica matemática, pois
P+J sempre será > P
P=Principal.
J= Juros.
Sendo que todo o dinheiro é emitido pelo “governo” (sentido amplo, ou seja, organização de pessoas com hierarquia definida a.k.a humanos com bom-senso) e isso é a única coisa que o torna útil para a população. Usura é, foi e sempre será um CRIME de lesa capital, por vender algo inexistente.
Gerando inflação, bagunça, errônea alocação de recursos, concentração de safados que vivem de juros esbanjando bens produzidos pelo trabalho alheio, devassidão moral para manter a população enganada e políticos safados para animar o circo e dividir as pessoas, quebrando o verdadeiro governo (pólis) e entregando a Leviatã estatal, cheio de dentes para nos engolir.
Só não vê quem não quer. O inferno os aguarda.
Mas pelo menos o imperio romano não fez obras no estrangeiro igual o PT
Não sei se é possível fazer uma ligação com isso e a queda na renda real e poder de compra, mas é verdade que o FED é responsável por apenas 5% senão menos da inflação nos EUA?
E viva os conservadores! Por não se esquecerem dos fatos passados!
“Talvez os reais bárbaros eram os próprios romanos que haviam efetivamente cometido um suicídio econômico em câmera lenta.”
Isso explicaria o porquê de mesmo diante de uma crise, grupos políticos continuarem defendendo medidas que geram mais gasto público. Qual será a finalidade disso? Será que eles são tão burros assim ou estão preparando mais uma vez aquele velho golpe?
Uma das causas da destruição do Império Romano tb foi a degradação moral e a destruição da família, como está ocorrendo hoje no Ocidente. Os romanos só queriam saber de bacanais. Nenhuma civilização se mantém assim. Então os germanos, que segundo Tácito tinham uma família mais estruturada, cresceram e derrotaram o Império Romano já combalido pelos bacanais.
Olá pessoal…bom texto …é logico que as razões citadas pelos autores teve lá sua importância para a queda de Roma….mas muitos aqui se esquecem de algo fundamental : Roma se destacou também por ser um império militar, expansionista….ou seja, a cada vitoria militar e nova conquista, mais escravos, mais riguezas eram espoliadas em prol de Roma e afluiam para lá….tal riqueza era distribuida entre os romanos proporcionalmente ao estamento social de cada….Assim por muiiittoooo tempo, enquanto a maquina de guerra romana encontrava espaço para expandir seu império tudo era céu de brigadeiro….a economia funcionava relativamente bem….mas o modelo começou a se esgotar quando as conquistas já não ocorriam com a mesma frequência de antes….isto é , menos escravos, menor riqueza afluindo, etc, foram sentidas pelos romanos…junto a isso somou -se um periodo de péssimas administrações que não souberam fazer a gestão desta nova realidade econômica de escassas novas conquistas….Os autores do texto entram justamente aqui , ou seja, péssima administração = maior intervencionismo estatal desastroso culminando com a invasão dos barbaros…. isso não se deu da noite para o dia, foi um processo de centenas de anos….sintetizando temos : expansão militar – riqueza – auge desse modelo….inicio do esgotamento do modelo expansionista militar – riqueza declinante – péssima administração ( como explicam ) – declinio e fim de Roma…. desculpem-me pelo longo texto….tentei ser o menos pedante possivel.
Por isso sempre curti mais a Grécia (antes de Alexandre), uma confederação totalmente descentralizada com várias cidades-estado competindo entre si.
achei muito legal, agora só falta falar do que aconteceu depois de 476 d.C….
Esse conceito de “invasões bárbaras” já é ultrapassado. O Império próprio se destruiu, e os “invasores” apenas ocuparam os espaços deixados.
A filosofia está correta, gastar sem lastro é um Haraquiri econômico com elasticidade enganadora onde o populismo pode se desenvolver até aparecer os resultados, quando então já conseguiram dominar as instituições e a mente da maioria do povão abestalhado.
Mas comparar uma nação moderna com o Império romano, que era uma cidade, é impossível.
Este Império vivia de saques e mão de obra escrava, não existia qualquer industrialização e era sempre influenciado por algum deus de seu panteão. Era um País de mentira, só mesmo naquela época e para quem limpava a bunda com pedras mesmo que funcionou.
“Quando um povo até então independente confere ao seu governo o poder de tirar de uns e dar a outros”
Na verdade o governo tem o legítimo “poder de tirar de uns e dar a outros”, para manter a política econômica equilibrado do país, que se for deixado ao setor privado, ficaria um caos.
São intervenções legítimas e necessárias, claro que não devem ser entendidas pelo lado extremo da desvirtualização ou mal emprego das tomadas de decisões, pois o mesmo desvirtualmento pode ser atribuido à liberdade econômica do setor privado.
A política economica intervencionista do governo se aplica às políticas fiscais, monetárias, externas, tributárias e de distribuição de renda e serviço público, tudo isso no que pese o que aconteceu com a atecnia do desgoverno romando, está no sentido, sim, da necessidade da maior intervenção do Estado na economia, sim.
Alguém poderia me indicar livros sobre a ascensão e queda do Império Romano? Também se alguém conhecer livros sobre como era a sociedade do período iria ajudar bastante.
Irônico é que parte da culpa que o artigo aponta não é pela existência do imposto em si mas o perdão das dívidas que o Estado romano tinha. Parte da desintegração do Estado romano veio da sonegação…
Boa tarde,
Alguém saberia recomendar um livro que aborde este assunto? A economia Romana.
Boa noite!
O que os EUA fazem hoje com a economia deles não é similar ao que o Império Romano fez no campo da economia quando a taxa básica de juros estabelecida pelo FED fica entre 0 e 0,25% ano ano? Ou quando o FED imprime para conter os déficits gêmeos (balança comercial e resultado fiscal) em valores de 1,1 trilhões de dólares por ano??? Se estiverem fazendo isso quando será o ponto de ruptura econômica desse sistema?
Olhem só o que estava acontecendo no terceiro século, quando é de fato que ocorre a decadência do império
– invasores bárbaros
– dependência militar de grupos bárbaros
– praga e quebra de safras
– guerra civil por usurpadores
– levantes camponeses
– inflação e instabilidade econômica
O que este artigo fez foi se esquecer do resto do contexto e por isso chega a conclusões erradas. Roma não caiu “porque o estado interveio na economia e teve medidas distributivas”. Foi um conjunto de fatores onde a inflação teve papel na perda do controle do Estado sobre a economia.
Se for para ser enviesado assim pode se chegar a qualquer conclusão.
Relendo esse artigo, os lockdowns de agora irão ficar para História, assim como coisas como socialismo e controle de preços, entre as medidas mais desastradas já tentadas por governantes.
Mudou nada.
Um sujeito da extrema-esquerda (um tal de Constantine) fez um protestinho hoje e foi justamente preso.
http://www.youtube.com/watch?v=mCx39z1B9c4
O cara tava com auto-falante e tudo no meio da rua, ou seja, estava causando aglomeração.
Mas aí o PT e aqueles jornalecos da esquerdalha começaram a passar o pano.
pt.org.br/andre-constantine-lider-do-pt-no-rio-sofre-ataque-racista-e-e-preso-por-pm/
Boa Noite! #fiqueemcasa
É errado comparar o auxílio emergêncial com os cereais, e a maioria da população brasileira com Lúcio Calpúrnio que, mesmo não precisando, foi achado na fila?
Ótimo texto! Sanou dúvidas acumuladas ao longo de décadas. Contudo, permitam-me observar que o Império Romano nunca desapareceu. Ele é mutante nominalmente e está vivo e entre nós. O Sumo Pontífice ainda existe e domina o mundo político na Europa. A União Europeia é o mais novo nome do Império Romano. Não é por acaso que os europeus, os novos romanos, promovem a criação de uma nova ordem mundial globalista (restauração do Império Romano).
Todas as civilizações SURGEM, CRESCEM, SE DESENVOLVEM… E MORREM. Sempre foi assim na Humanidade, com os Egípcios, os Romanos, os Gregos, Os Maias, e futuramente com a civilização Ocidental, não importa o motivo e o tempo que leve, nós cairemos simplesmente porque tudo é um ciclo.
Acho que agora sim cairemos no abismo, com a ajuda da NOM: poucas crianças, cada vez mais assistencialismo, deterioração dos valores judaico-cristãos e as guerras que estão prometendo voltar com tudo.
Independente disso, o mundo é PODRE, a Humanidade sempre viveu escravizada, seja por Reis, Clérigos Religiosos, Populistas, Ditadores, Líderes, Magnatas, etc. Nós nunca fomos livres de verdade, nós não sabemos o que é a liberdade na prática. Somos uns pobres coitados que ralam dia e noite só pra consumir o básico, pagando juros exorbitantes e seguindo todas as modinhas criadas pela Elite pra não ser “excluído” da sociedade progressista.
Religião, Dinheiro e Política sempre nos comandaram, sempre decidiram nossas vidas do berço ao túmulo e a gente sempre aplaudiu de pé, totalmente domados. Quando surgia algum gênio que desejava abrir nossos olhos, simplesmente o eliminávamos, justamente para continuarmos a viver no sistema milenar de controle mental.
Sempre fomos controlados, somos escravos dos grandes, ou por que vocês acham que apenas 1% do mundo tem 99% da riqueza gerada???
Acabou o Brasil, Lula discursando sobre um Estado forte, um comício antecipado. Guerra civil iminente, nunca antes na história deste país!
O artigo a seguir é puramente humorístico, mas ajuda a expor bem o que é o estado em sua essência: desciclopedia.org/wiki/Estado
“Como comenta Howard Kershner, um economista do século XX: ‘Quando um povo até então independente confere ao seu governo o poder de tirar de uns e dar a outros, o processo não cessará até a última gota de sangue do último pagador de impostos ser sugada.'”
Grande verdade.
“Neste período, alguns entes privados se dispuseram a cobrar os impostos para o estado, em uma espécie de terceirização. Tais entes participavam de licitações para ganhar os contratos. Nessas licitações, estipulavam-se os valores totais a serem coletados. Tudo o que ultrapassasse esse valor ficava como lucro para os contratantes.”
Provavelmente são os “cobradores de impostos” citados nos Evangelhos.
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