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É possível encolher o estado brasileiro – e as condições nunca estiveram tão propícias quanto hoje

Nota do editor:

Nesta abrangente e detalhada entrevista, o jornalista e
documentarista Adalberto Piotto entrevistou o
presidente do IMB, Helio Beltrão, sobre as questões mais prementes hoje na
economia e na cultura brasileira.

Segundo Helio, boa parte da população ainda tem a
mentalidade de que precisamos de burocratas gerenciando nossas vidas por meio
de um estado-babá muito presente na economia. 
Ainda predomina a mentalidade de que um burocrata sentado em Brasília,
munido de uma caneta, é capaz de saber melhor o que pode funcionar para todos os
indivíduos de todos os cantos do país do que todo o conhecimento que está
disperso pela sociedade dentro da mente da cada indivíduo.

E a consequência dessa tutela é a perda da autonomia, da
liberdade, do dinamismo e da capacidade empreendedorial.

Além disso, e para piorar, há os grupos empresariais e
sindicais de sempre, que estão em um confortável conluio com o poder, e que têm
todo o interesse de manter a atual máquina de Brasília operando intocada.

Helio também fala sobre a indústria do carimbo, que ainda é
muito resiliente.  E isso decorre dos
grandes grupos de interesse já encastelados no poder, que ganham com o atual
arranjo de criar dificuldades para vender facilidades.  A própria existência de cartórios é boa para
empresas já estabelecidas, pois dificulta o surgimento de novos concorrentes. Será
muito difícil mudar isso se ainda tivermos a mentalidade de que precisamos
desse tipo de controle.

Ao passo que na Suécia e nos EUA qualquer um pode autorizar
e registrar uma cópia — nos EUA, o notário público normalmente é um farmacêutico
–, aqui no Brasil a mentalidade cartorial segue firma a despeito de todo o avanço
tecnológico já vivenciado pelo mundo.

Para resolver o atual descalabro, não basta apenas “colocarmos
um dos nossos em Brasília”.  Mesmo que um
genuíno libertário assuma a presidência, se a mentalidade da população ainda
for estatista, nenhuma reforma poderá ser feita.  Não haverá clamor popular por tais reformas.

Uma analogia que, segundo Helio, retrata bem esse problema,
seria a de tentar infiltrar uma pessoa boa e honrada no PCC (Primeiro Comando
da Capital) com o intuito de tornar aquela quadrilha uma organização de pessoas
boas e decentes.

O que irá acontecer, nesse caso, é que, ou essa pessoa boa
irá se corromper e irá se tornar mais um membro da quadrilha, ou ela
simplesmente pedirá para sair.

Com o estado, o raciocínio é o mesmo.  O estado tem a sua própria lógica — a lógica
de manter o poder, de usar verbas para proveito da máquina, de fazer acordos de favorecimento a
grupos de interesse — e essa lógica só poderá ser mudada de fora para dentro,
por meio de mudanças na mentalidade da população.

Sobre a questão dos programas sociais, Helio afirma que há alternativas
não-estatais que funcionariam de maneira muito mais eficaz.  Se, em vez de ter seu dinheiro confiscado por
impostos, você tivesse a opção de doar seu dinheiro para ONGs auditadas pelo
mercado, você muito provavelmente escolheria uma ONG cuja auditoria
independente revelasse que 95% do dinheiro doado realmente chega a quem precisa
(ao contrário do modelo estatal, em que 95% é desviado e vai parar nos bolsos
de que não precisa), e provavelmente você escolheria uma ONG que trabalha na
sua comunidade, de modo que você passaria a ter mais responsabilidade e mais
poder de fiscalização e cobrança.

Portanto, mesmo na questão da rede social, há alternativas não-estatais
que trazem de volta a questão de responsabilidade individual.  É muito mais importante devolver ao cidadão a
responsabilidade por resolver os problemas sociais do que deixar tudo nas mãos de
Brasília.

Embora a entrevista seja relativamente longa (29 minutos),
esta é sem dúvida uma das melhores e mais completas exposições dos ideais do
livre mercado, do voluntarismo e de livre cooperação entre os indivíduos.  E o entrevistador é extremamente
competente.  Vale muito a pena.

Feito em 2015, o vídeo foi produzido pela Fecomércio-SP como parte do projeto Um Brasil.

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117 comentários em “É possível encolher o estado brasileiro – e as condições nunca estiveram tão propícias quanto hoje”

  1. O povo está revoltado porque a conta do almoço chegou, só isso.Na verdade ele ainda quer almoçar de graça.
    Eu gostaria muito de acreditar que o que o povo quer é um governo liberal, e não apenas trocar o socialista corrupto pelo socialista ‘honesto’.

  2. Apesar de liberal, não sou a favor da extinção total do estado. Com uma diminuição para 25% do modelo atual já me daria por satisfeito.

  3. Geraldo Santos Jr.

    Não só é possível, como é urgentemente necessário encolher o estado brasileiro, acabar com o paternalismo subdesenvolvimentista, típico de estados totalitários e ineficientes.

  4. Parabéns Hélio, muito boa a sua capacidade de transmitir idéias de forma simples e clara. Espero que você participe de muitas outras entrevistas, para um público cada vez maior.

  5. Muito boa entrevista. Parabéns.
    Estou começando a ter alguma esperança de que talvez tenhamos mais liberdade no Brasil nos próximos anos.

  6. Sensacional!

    O lance da analogia com o futebol foi interessante, gostei.

    Seria bom se gente como o Hélio ganhasse espaço em mídias “maiores”, que mostrasse ao público que existe outras coisas além de estatismo/esquerdismo.

    Ah, e o programa é bem feito, o jogo de câmeras bem dinâmico e o apresentador mostrou que estava antenado com o assunto (coisa cada vez mais rara no jornalismo brasileiro).

  7. Tá errado essa idéia de fora pra dentro.

    Tem que ser de fora pra dentro E de dentro pra fora. Uma coisa não exclui a outra.

    A idéia libertária de que não se muda o sistema entrando nele, pressupõe que só resta a opção de revolução.

    O PT, antes de chegar ao poder, tinha uma idéia tipo essa que o Lula não concordava, pois ele achava q dava pra ganhar a eleição.

    Enquanto os libertários não acordarem pra realidade, o Liber nunca irá vingar.

    Eu, como liberal, logo terei o Novo pra votar. E vc acabarão votando em nós. Pensando bem, é melhor eu não enviar esse texto. rsrsrs

  8. Já é a quarta ou quinta vez que eu escrevo isso aqui:

    Quem são os maiores interessados em diminuir impostos ou em erradicar os mesmos?

    A classe empreendedora do país.

    Se os empresários não começarem a se organizar, nada vai mudar.

    Os empreendedores brasileiros podem aproveitar as imensas manifestações de 16/08/2015 para imprimir e entregar aos manifestantes do porque os impostos tem que ser diminuídos e erradicados.

    Usando uma linguagem bem simples através de cartilhas e folhetos, os empresários terão melhores resultados do que esperar que isso venha da classe política.

    O melhor de tudo é que os empreendedores não precisam esperar grandes manifestações pra fazerem isso. Todo cliente que adentrar no seu estabelecimento, comércio, empreendimento,…pode receber desses empresários cartilhas e folhetos explicando tim-tim por tim-tim do porque pelo fim dos impostos.

    Um empreendedor, um empresário, um comerciante, pode imprimir folhetos e cartilhas em tons populistas, explicando para a população de como eles podem manter com os próprios recursos escolas, hospitais, cursos profissionalizantes, etc etc etc sem a interferência e intromissão dos partidos políticos e da classe politica.

    Se a própria classe empreendedora não começar a fazer isso, é certo que as ideias esquerdistas continuarão enganando muitos.

    Quem topa criar um empreendimento no sentido de incentivar a classe empreendedora a fazer isso?

  9. Não concordo com o artigo. Tenho de dizer outras coisas, que são estas três coisas:
    1- Cuba é o futuro da Venezuela.
    2- A Venezuela é o futuro da Argentina.
    3- A Argentina é o futuro do Brasil.

  10. Excelente entrevista do Hélio, primeira dele que eu assisto.
    Notei que ele é um não-revolucionário. Maravilha!

    Gostaria, porem, de fazer uns retoques em alguns pontos:

    1) A tradição estatista brasileira não é fundamentalmente esquerdista, marxista.
    É Positivista!! O próprio Garschagen toca no assunto no seu livro. A influencia do esquerdismo no Brasil ficou grande só após a redemocratizaçao.
    Brasileiro de classe baixa nao sabe o que é comunismo, especialmente idoso, mas muitos são “direitistas” estatistas.
    Quando criticamos estado grande, dizemos que foi Marx que propôs isso, e a pessoa nunca ouviu falar nele na vida, cria-se uma desconfiança em relação ao liberal.
    A pessoa também não sabe o que é positivismo, mas quem parar para ler sobre sua influencia na formação do Brasil, verá que ele foi muito influente, desde a transição império-república, na república velha, na política do Rio Grande do Sul, que influenciou Getúlio Vargas, este acresceu uma influencia fascista; ainda teve a volta com tudo do positivismo na ditadura militar…
    O maior inimigo do liberal no Brasil é o Positivismo!!

    2) O Hélio poderia citar nominalmente a Escolha Pública como o regente da lógica do estado.
    Isso poderia começar a ficar academico numa entrevista desse padrão, mas esse conceito é fundamental para o debate.

    3) O Hélio disse que há dois inimigos “bem-posicionados, encartelados em castelos no alto de morros”, na batalha intelectual:
    A Academia e a Mídia. Muito bem.
    Só acrescento um detalhe: a Academia tem ação dupla: direta, e influenciando a formação da Mídia! Não conheço pessoalmente nenhum jornalista liberal! Não poderia ser diferente, já que os professores universitários de todos os departamentos de humanidades são marxistas, e brasileiro tem uma cultura de estudo “missesca” (vai ao colégio e à universidade assistir aula e engolir o conhecimento mastigadinho, como quem vai à missa absorver a fala do padre).

    4) Parabenizo sua sabedoria ao defender que os liberais criem inicialmente uma bancada liberal. E que essa bancada consiga implementar pesadas reformas Constitucionais. Afinal, essa nossa “Constituição cidadã” é uma bola de ferro agrilhoada no tornozelo…

    5) O caminho para a diminuição do estado poderia passar pela federalização de facto; poderia iniciar com a inversão da lógica tributária: os estados arrecadando e passando uma fração para a União.
    E São Paulo seria o melhor Estado para iniciar essa reivindicação.
    Conseguiria reduzir sua carga tributária, pararia de sustentar a classe política sanguessuga de outros Estados…

    6) Por fim, o Hélio deixou passar a oportunidade de dizer que este governo (Lula-Dilma) está retrocedendo os avanças recentes conquistados: democracia e moeda estável.

  11. Amarilio Adolfo da Silva de Souza

    Só um milagre mudaria a cabeça dura do brasileiro. Eu já desisti há muito tempo: que sofram com o enorme custo estatal.

  12. “Para resolver o atual descalabro, não basta apenas “colocarmos um dos nossos em Brasília”. Mesmo que um genuíno libertário assuma a presidência, se a mentalidade da população ainda for estatista, nenhuma reforma poderá ser feita. Não haverá clamor popular por tais reformas.”

    Ah, tem jeito sim. Não há clamor popular por ideais libertários, mas há por menores preços e produtos e serviços melhores. E o presidente tem força para mobilizar, no mínimo, um debate nacional a respeito, iniciado com apresentação de dois projetos de lei ao Congresso, ambos embasados no libertarianismo.

    Agora vou assistir à entrevista : )

  13. Algo que me incomoda no pensamento libertário (não sei se é desta maneira apenas aqui no Brasil) é esta espera, quase que milagrosa, da tomada de consciência por parte da população, em entender que existe sim uma alternativa melhor para as ingerências estatais cometidas nos últimos 515 anos, a qual se chama Teoria Libertária.

    Como citado na entrevista a mídia e a academia são os grandes formadores de opinião em nossa sociedade. Pergunto. Como, sinceramente, esperar que as emissoras, as mesmas que “mamam” nas tetas da publicidade governamental (em todos os níveis) e de suas empresas, passem a apontar o erro e mostrem o “outro lado da coisa” à população? Um jornalista aqui, outro ali… isso vai levar décadas! EU quero viver a mudança, EU quero fazer parte desta mudança.

    Quanto a academia, pergunto. Quantas universidade privadas (por razões óbvias excluo as estatais) de reputação têm a visão e a coragem de colocar o dedo na ferida para valer e discutir, ensinar e propagar a teoria libertária? Se você teve a oportunidade de cursar qualquer universidade brasileira, já sabe a resposta…

    Por que não existe na politica brasileira um (ou vários) Ron Paul? Seria a política e os cargos eletivos mais viciantes que o crack, a maconha, a cachaça e o futebol juntos? Com capacidade para transformar em um ladrão diplomado o cidadão honesto de princípios libertários que busque a mudança (e eventual extinção como conhecemos) do estado de dentro para fora? Realmente é impossível? Não sei a resposta, porque, até onde sei, nunca foi tentado por aqui…

    Como escrito em um antigo livro “mostra-me tua fé sem obras, que através das obras, lhe mostrarei minha fé”.

    Menos discussão e mais ação nos níveis municipais, estaduais e federal!TD7XJ

  14. Realmente é incrível ver como a população (desde o mais simples ao mais “instruído”) não rompe com essa situação de dependência extrema e eterna do Estado. A pessoa quer nascer através do Estado, quer ser sustentado pelo Estado, colocar o filho na creche do Estado, fazer todo o estudo dentro de instituições do Estado (ou usando benefícios patéticos do governo, como o Prouni ou o Fies). Quer receber remédio do governo, ter asfalto do governo, ter água, energia elétrica, gás, comida, etc… e com certeza, quer trabalhar para o governo (ou fazer de conta que trabalha… por isso a concorrência dos concursos tem subido igual um foguete, pois já é de conhecimento popular que, funcionário público quando vai pro serviço tira férias, e quando sai de férias é que trabalha). E finalizando… o Estado está aparelhado com os Sindicatos. Usa da ignorância do trabalhador humilde para embolsar um rio de dinheiro e ainda ficar com a fama de “resolvedor dos problemas”… e pensar que na cidade que vivo, o primeiro sindicato foi fundado pela Igreja Católica. Mas é isso. Parabéns pelo nobre artigo Helio.

  15. Pois eu já me daria por muitíssimo satisfeito se eu visse essas três coisas acontecerem:

    1) Acabarem as agencias reguladoras

    2) Privatização da Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Correios

    3) Fim da universidade publica e gratuita

    Mas estou que nem isso eu verei acontecer

    Abraços a todos

  16. Parabéns pela entrevista ! Nós conseguiremos sair desse socialismo de mercado com responsabilidade e inteligência.

    A liberdade deve ser implementada em etapas. Não iremos avançar causando brigas e confusões.

    Por exemplo, não podemos achar que o país vai melhorar fechando escolas públicas e cursos de medicina. A liberdade possui prioridades que devem ser seguidas em ordem e com coerência. Não é preciso fechar escolas que tem alunos. As próprias escolas públicas serão fechadas pelos professores por falta de alunos. Elas serão fechadas do mesmo jeito, mas de maneira diferente.

    O povo não está acostumado a levar as coisas a ferro e fogo. O povo também tem dificuldade para entender mudanças. Por isso, as coisas precisam ser realizadas em ordem, com prioridades e com responsabilidade.

    A coisa mais importante é a credibilidade. Evitar crises econômicas e sociais garante a mudança de pensamento para um novo modelo liberal e com livre iniciativa.

    Populismo só transforma políticos em traidores ou canalhas. Defender as mudanças em etapas é um dever. Ninguém tem o direito de sair tocando fogo nas mudanças sem ninguém saber o que está acontecendo.

  17. Penso o contrário, cada vez mais perco qualquer esperança numa reforma liberal, caminho para um pensamento niilista. Não vejo um político forte o suficiente para vencer os grupos de interesses que parasitam no estado, e mesmo que haja, não vejo como sustentar uma política liberal com uma população ignorante e confusa.

  18. Ficaria feliz em ver todas as empresas públicas que hoje são ineficientes, privatizadas. Mas não em um grupo de 4 empresas. Um Estado menos regulador. Poderia ser até mais fiscalizador, se estivesse ao lado dos cidadãos. Mas como cortar o Estado, se não se pode demitir funcionários públicos nem reduzir seus salário dos políticos, extinguir sindicatos e barrar a criação de grupos que se dizem defender uma minoria? Vivemos em um modelo errado de sociedade que se diz democrática, mas é egoísta e tem medo da liberdade, porque ela gera muita concorrência em todas as áreas. Não vejo isso a curto ou a médio prazo. Achou que vou morrer sem ver um Estado com mais liberdade vide a movimentação do mundo atual para um capitalismo vermelho.

  19. Se o objetivo é a liberalização do Brasil, precisamos lembrar que toda grande jornada começa com o primeiro passo. Transformações sem rupturas são processos contínuos, processos de educação, convencimento, moralização, etc. Vivemos em um país que possui vários vícios difíceis de superar. Primeiro o religioso, porque o brasileiro humilde tem o vício de agradecer principalmente a Deus por aquilo que conquistou, esquecendo que na maior parte a conquista foi possível devido ao seu próprio esforço. O segundo é a força do estado brasileiro, que chegou de fato com a corte falida de Dom João, que para financiar sua estadia no Brasil, começou a vender títulos de nobreza, alvarás e criou reservas de mercado para os amigos. Ou seja, o Estado determinava a "sorte" dos amigos do rei.

    Vivemos um momento singular na história do Brasil. Hoje uma grande parte da nossa população começa a enxergar as mazelas do estado grande. Este estado gigante e ineficiente que só é bom mesmo para os detentores do poder, que se apoderaram das instituições e empresas para aumentar seu ganho próprio de forma ilícita e permanecer no poder. O povo que recentemente saboreou os frutos de seu trabalho (aquelas empreendedoras que abriram salões de beleza, os micros empreiteiros que não paravam de trabalhar na construção civil devido à demanda de novas moradias entre tantos outros trabalhadores) e está prestes a ter o dissabor de verem estes frutos azedarem, precisam de uma nova esperança, direção e liderança.

    Esta é a hora de apresentar "novas" alternativas. Privatizações para maior produção (mais empregos e impostos) e menos roubalheiras; diminuição da carga tributária para que o indivíduo escolha como gastar ou investir seu próprio dinheiro, e reformulação do Pacto Federativo transferindo maiores recursos para os Municípios e Estados seria um bom início, afinal sabemos que a maior ineficiência encontra-se no governo Federal. A "maquina" precisa ser redirecionada. Chegou a hora de apontarmos um novo e mais próspero caminho.

  20. A primeira coisa que deve ser realizada é a liberação dos meios de comunicação.

    Não dá mais para sobreviver com 30% de imposto na conta de internet, telefone e tv à cabo. Não dá mais para sobreviver com operadoras de telecomunicações pagando mais de 50 bilhões por ano em impostos. Não dá mais para continuar com o IPhone mais caro do mundo. Não dá mais para ficar importando equipamentos de telecomunicações, porque o Brasil dificulta instalação de indústrias de equipamentos. Não dá mais para ficar pagando licitações, leilões e licenças da Anatel. Não dá mais para pagar valores absurdos em computadores, servidores, roteadores, firewalls, etc. Não dá mais para emissoras de TV ficarem recebendo verbas estatais.

    Sem informação o povo não vai produzir mais e o país não vai melhorar. A liberdade de informação e de transmissão da informação são as bases da mudança. Um povo ignorante, desinformado e censurado nunca conseguirá produzir mais e melhor.

  21. Existe o ideal e o possível.

    Esquerdistas pioram a situação porque buscam ideais impossíveis;

    Conservadores melhoram a situação porque focam naquilo que é realizável.

    A melhor estratégia é combinar princípios liberais com conservadores, diminuindo o Estado gradual e cautelosamente.

    * * *

  22. O Hélio está fazendo um trabalho excelente.

    Nós temos um buraco gigantesco de palestrantes que trazem as informações liberais.

    O confronto de ideias em debates é a linha de frente. Isso costuma atingir as grandes massas.

    O problema é que, no máximo, nós estamos com alguns economistas emitindo opiniões sobre orçamentos e contas públicas, sem poder emitir as opiniões que esclarecem a falta de liberdade e prosperidade.

    Parabéns ao Hélio pela coragem e capacidade para defender as ideias liberais em público e dentro das instituições.

    Pelo menos no IMB nós temos um bom presidente.

  23. Cedo demais para o diminuição do estado brasileiro, a economia ainda não ruiu o suficiente para o brasileiro entender o que o estado pode causar, e agora em 2017 os políticos farão um “sacrifício” e passar reformas econômicas com o mínimo de sensatez para continuar com tudo como está.

  24. Estamos fundando o Instituto Liberal, aqui no Acre e precisamos do apoio de todos para a nossa causa. Estamos oprimidos pelo Socialismo/Comunismo aqui nesta parte da Amazonia!

  25. um deputado federal libertario, Helio Beltrao, por exemplo, nao estaria na posicao ideal para fazer as ideias libertarias serem ouvidas tantos pelos seus “colegas de trabalho (ainda que nao converta nenhum)” e pelo povo?

    A midia daria atencao aos projetos prospostos, muitos dos quais discutidos neste site de maneira tao esclarecida, pois tratam-se de deias tao contrarias ao modelo atual que nao teriam como passar desapercebidas!

    Isso abriria caminho para outros homens e mulheres que compartilham essa visão libertaria a entrarem e de maneira efetiva (propondo projetos que desfacam o estado de dentro para fora, votando, discursando) para uma mudanca real.

    Ja usei este exemplo em outras ocasioes. Na minha visao, um politico honesto, libertario, é o antidoto aplicado no nosso doente pais, que ira combater o veneno, fazendo uso do mesmo principio ativo, porem, da maneira correta.

    Enquanto isso nao ocorrer, nossas acoes individuais sao limitadas e assim tambem serao as mudancas para melhor…

  26. Muito bom! Eu prefiro chamar atenção para o fato concreto, que é : as exportações estão caindo, o saldo tá crescendo, mas ele vai cair já em 2017; o desemprego aumentando. E o governo faz o que? Promove um aumento real do salário mínimo; em dólares. Se defendam. Estamos em plena demagogia. O governo não conduzirá o estado. O estado, é que vai arrastar todos o que ele puder rumo ao abismo. Vocês conhecem aquele ditado:”o inevitável, as vezes, demora a acontecer, mas vai acontecer”. E o que é “o inevitável “? Uma brutal desvalorização cambial. É apenas matemática.

  27. Reportagem interessante:

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/12/1845248-fazendeira-cria-propria-rede-de-banda-larga-e-abastece-vilarejos-britanicos.shtml

  28. A culpa da manutenção desse sistema opressor é do capitalista empreendedor. Certamente a ninguém interessa, mas vou contar brevemente como cheguei a essa conclusão. Confesso que por um tempo tentei tocar uma fazenda de café e atendimento médico em consultório particular. Com os prejuízos acumulados na fazenda, por conta de trabalhadores que custam caro [encargos, salário mínimo crescendo acima da inflação, e especulação internacional na cotação do café] e produzem pouco, consegui me manter com a renda do consultório, apesar de trabalhar como um cavalo de aluguel e receber migalhas dos convênios médicos. Minha renda estava estagnada, sem crescimento patrimonial. Fiz uma mudança radical em minha vida a partir de 2010: me tornei funcionário público, com excelente salário, vendi a fazenda e apliquei o dinheiro em renda fixa, depois no Tesouro Direto. Parte da grana arrisco em bolsa de valores e debêntures, minha única concessão ao empreendorismo. Hoje meu patrimônio é crescente, e estou quase alcançando a independência financeira sem muito esforço. Tudo isso às custas dos pobres empreendedores.

  29. Fernando Caritas de Souza

    Responsabilidade individual? Desde quando o brasileiro primou por isso? Pra quê confessar seus erros e fracassos se você pode por a culpa no governo? Somente uma revolução cultural e educacional tendo como base os ideais libertários para inverter essa lógica! Sem isso a “mudança de fora para dentro” não viabilizar-se-a.

  30. O Brasil arrecada quase 2 trilhões de reais por ano só de impostos, sua divida interna só aumenta, vários estados estão falidos, e todos os serviços que o estado provê são deficientes. Isso devido a incompetência, má gestão de pessoas e recursos, desperdício de dinheiro (arrecadado dos cidadãos) e até mesmo corrupção desenfreada. É preciso reduzir o Estado e seus gastos exorbitantes.

  31. Colocar um libertário, ou um grupo de libertários, no comando em Brasília pode não ser o suficiente, mas certamente será muito importante para o movimento por dois motivos.

    O primeiro motivo é a exposição ao grande público que o grupo libertário no poder terá, facilitando a expansão da discussão sobre valores libertários perante à sociedade. O estado possui uma máquina gigantesca de propaganda e divulgação de informações. Esta máquina pode ser usada tranquilamente para fins de expansão dos valores libertários. Um exemplo de de uso da máquina seria a mudança, a partir do MEC, nas diretrizes de ensino das escolas estatais e privadas, em que os valores estatistas ensinados aos jovens sejam complementados pelo ensino dos valores libertários, comparando objetivamente vantagens e desvantagens de cada um desses grupos de valores. Neste exemplo, estou considerando que as reformas libertárias serão graduais, ou seja, reduz-se o tamanho do Estado por outros lados, e mantem-se as escolas estatais por algumas décadas, até que a maior parte da população das gerações posteriores sejam capazes de rejeitar o estatismo. Aí sim, dá-se o próximo passo, que é a eliminação ao máximo do estado…

    O segundo é que várias reformas de cima para baixo poderão ser feitas, ainda que a cultura da sociedade não compreenda nem aceite os ideais libertários. Um exemplo clássico de reforma é redução gradativa de impostos e regulamentação. As pessoas podem até ser incapazes de associar a melhoria da atividade econômica com essas reduções de imposto e regulação, mas ainda sim gozarão dos benefícios gerados.

    De toda forma, a exposição do Hélio foi bem interessante.

  32. Brasília é um mar de lama e os libertários são águas puras.Se misturarmos os dois,o mais provável é a água pura virar lama e não o oposto.

  33. Rentista 31/12/2016 16:43 diz:

    “A culpa da manutenção desse sistema opressor é do capitalista empreendedor.”

    Sim, mas o sistema sempre será opressor. Logo, encontrar o culpado da manutenção desse sistema não é resolver o problema, mas é sugerir um rodízio de culpabilidade. Você sugere que o capitalista empreendedor faz escolhas erradas e pouco lucrativas quando insiste em manter seu negócio. Insinua que o melhor para a sociedade seria o capitalista empreendedor, direcionar seu capital para o rentismo, angariando maiores lucros. Dessa forma, com a lógica do livre mercado, com maiores lucros, a sociedade estaria mais saciada, pois lucro está diretamente associado em atender os anseios dos consumidores.

    No ponto de vista socialista distópico sua estratégia é interessante, mas o que move o capitalista empreendedor não é a racionalidade cientificista, mas os instintos mais primitivos de assumir riscos. Hoje você acredita que fez a escolha certa, mas amanhã, quando ver que sua antiga fazenda foi comprada por ambulante que vendia cachorro quente, pode ficar com suas convicções abaladas.

  34. Em um outro comentário, eu escrevi que as coisas vão voltar ao tempo do Dr Marcílio Moreira, ministro da Fazenda, que seria: o dólar comercial fica mais alto que o paralelo. O estado brasileiro, não os governos, é o grande problema, e ele não aceita ceder. É o estado que promove o desequilíbrio cambial. E não tem jeito. Quanto ao rentista, o que ele vai fazer? Não tem alternativa. A revolta cambial vem destruindo o imobilizado. E aí? Não interessa se a 3, 4, ou 5; você pode comprar, compre. Vai chegar a hora que você não vai poder. Faça o seu colchão.

  35. Perdão pela observação aparentemente hostil, mas por que o IMB não publica artigos de uma das áreas de maior intervenção estatal na economia: setor imobiliário? O subsídio a crédito é monstruoso e o preço dos imóveis estão nas alturas. Será que não falta um monitoramento, setor por setor, para entendermos as corrupções e intervenções em cada setor e tecermos críticas pontuais e contundentes? Fazer uma crítica genérica, sem observação próxima da realidade de cada setor profissional, apenas atrai convertidos. Não seria bom uma série analisando setor por setor, apontando dedos aos responsáveis, para que a crítica surja mais naturalmente? Acho ótimo os artigos do Leandro Roque, geralmente seguem nessa direção. O que ele já falou do Guido Mantega é para nenhum quadrúpede se sentir diminuído.

    Sinceramente,

    Antônio.

    PS: posso ajudar no caso específico do setor imobiliário.

  36. Capitalista Keynes

    Eu sou a favor do Estado….acabar com ele seria o sinal verde para o privado deitar e rolar sem ser incomodado ….o Estado é um fardo para o privado pois é mais um que ele tem que corromper para deixar eles combinarem preço, fazer cartéis , eliminar a concorrência ,pagar salário de fome…..imagina quanto seria o juros da casa própria se só tivéssemos ITAU ,BRADESCO e SANTANDER …..20, 30 % ao ano fácil, fácil….com a Caixa temos 9%. Ah ,mas o preço dos imóveis iriam cair, pois diminuiria a demanda…..sim, mas só os ricos poderiam pagar juros altos, mesmo baixando 100 mil um imóvel a prestação seria alta por causa dos juros….aí as favelas triplicariam de tamanho em 2 anos,pois até classe média iria pra favela ou debaixo da ponte.

    Liberalismo 100% é caos social, principalmente num país primitivo de ideias ,inovação ,concorrência e educação pobre como a nossa……ainda precisamos do Estado. Exigir que ele seja honesto, enxuto e eficiente tudo bem, mas extirpá-lo nunca.

  37. Muito bom esse Instituto.

    Sou apenas um aprendiz de economia, ainda não tenho essa capacidade de análise que muitos que aqui comentam possuem. Mas a visão que cada artigo traz, os “novos” conceitos sobre o funcionamento e uma diferente abordagem da forma de se governar, já começam a introduzir uma outra mentalidade em minha forma de observar a política, cultura e economia.

    Hoje sou estudante do curso de economia e, o mais interessante, é que a faculdade não nos revela a gestão econômica pela ótica liberal. Existem sim uma certa introdução, muito superficial, sobre o assunto mas, como muito bem colocado na entrevista, essa “revolução” liberal está apenas iniciando. O assunto parece começar a ganhar mais proporção.

    Leio todos os dias os artigos desse Instituto e acredito que, assim como eu, muitas pessoas vão passar a ter uma visão mais clara do que é o liberalismo econômico.

    Os próprios comentários aqui servem para um bom estudo, dado o gigantesco conhecimento dos participantes.

    Sensacional a qualidade desse site!!!

  38. Não sou tão cético sobre a mudança de mente de significativa parcela da população, como a maioria é. Temos uma mentalidade estatista porque nos condicionaram a ser estatistas, e muito embora a população esteja altamente descrente de qualquer partido ou político, não apoiam nada diferente porque não conhecem nada diferente.

    Por acaso já perceberam que a direita ou os “liberais” do país são do “Partido Social Democrata”? Isso é uma piada!! Portanto, dentro dessa configuração, um povo sem esperança no sistema político é um ambiente fértil para o verdadeiro liberalismo.

    Logo, precisamos é espalhar cultura liberal (nem mesmo conhecimento, é cultura mesmo… assim como 1% de conhecedores teóricos do socialismo conseguem influenciar/condicionar os outros 99%, 1% de teóricos liberais também podem fazer um “estrago” na cultura popular média).

    Acham que estou exagerando e sendo super otimista? Dê uma parada e olhe para trás…volte uns quinze anos…vai ver que embora pareça pouco, o salto liberal foi absurdo, as mídias liberais estão bombando de jovens, e muita gente propensa ao liberalismo só não o é porque não conhecem ainda. Processos históricos são lentos, e os passos já foram significativos…então projetando-se à frente, a tendência é de aumento do senso liberal gradualmente.

    Além disso, o mundo passa por dois grandes grandes movimentos ruins, o globalismo (terrível, quer concentrar a política econômica globalmente, Obama e UE da vida…) e o nacionalismo (também ruim, Como Trump nos EUA e Le Pen na França, em reação ao globalismo, enfatizam o “senso patriótico” com protecionismos que sabemos bem seus efeitos danosos). Para nossa sorte, o Brasil está voando fora do radar disso tudo, é apenas o Estado capenga lutando pra se manter no poder e seus principais caciques já morreram de velho e sem reposição de mesma influência. Precisamos e estamos aproveitando isso tudo, e vejo isso com muita gente comum que converso por aí.

    Nossos vizinhos também estão ajudando…Chile, Colômbia, Paraguai, Uruguai estão pressionando o Brasil por mais liberdade econômica; Argentina tem Macri (com um povo bem socialista ainda, mas antes não tinham nada pró mercado e agora tem)…Então não vejo nada ultra-liberal pra amanhã, mas o avanço conjuntural interno/externo é notável pra mim.

    Então é como andar numa estrada esburacada…Nos disseram que é a única, então a gente vai nessa mesmo, pois não se tem escolha. Precisa-se apresentar a nova estrada liberal a seguir, se não, liberalismo continuará sendo PSDB e DEM…..o que é patético.

  39. A solução não pode vir através da Democracia porque o modelo de Estado atual no Brasil não veio através da democracia.

    As leis trabalhistas mais importantes surgiram na ditadura do Estado Novo e a nossa Constituição social-democrata surgiu em 1988. Em ambos os casos, os políticos que as fizeram não foram eleitos.

    Aliás, somente nos últimos 15 anos eu lembro de pelo menos 5 coisas importantes (1-desarmamento, 2-teto máximo para aposentadoria, 3-casamento gay, 4-aborto, 5-limite de franquia da Internet, nessa ordem) que foram aprovadas pelos políticos sem a maioria da população aprovar ou concordar.

    “Democracia”, mesmo sendo uma completa porcaria, nunca existiu nesse país. Os burocratas fazem o que bem entendem aqui.

  40. Marcos Goulart Santos

    Bom dia,

    Que tema atualíssimo, precisamos acabar com todas as isenções deste país, que vai da gratuidade para idoso, estudante, professor até ipi para taxista etc. todas devem pagar para que todos paguemos menos, não faz sentido esse anacronismo que rege nossas relações, liberalismo é manter o Estado longe de mim, até a burocracia na transferência de propriedade de um veículo em uma região metropolitana como SP é um absurdo, tem que fazer lacre, vistoria, troca de papel, que só onera nossa relação de consumo, bastaria apenas qualquer revenda vincular número da carteira motorista ou CPF àquele Chassi ou renavan, isso são pequenos exemplos da situação absurdo de um Estado gigante.

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