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A capitulação do arrogante populismo do Syriza – e por que a extrema-esquerda europeia está acabada

O
primeiro-ministro grego Alexis Tsipras, do partido de extrema-esquerda
Syriza
, e seu ex-ministro das finanças, Yanis Varoufakis, acreditavam ser
jogadores mais hábeis do que realmente são. 

A
estratégia de ambos, desde sua ascensão ao governo grego no início de 2015, era
a de chantagear a Alemanha e toda a União Europeia, ameaçando darem o calote da
dívida e com isso destruindo todo o arranjo do euro caso não obtivessem, de um
lado, o perdão das dívidas do governo, e de outro, mais pacotes de ajuda sem
contrapartidas.

Varoufakis,
mais especificamente, estava plenamente
convencido
de que Angela Merkel e seus pares acabariam cedendo às
chantagens para evitar um possível desmembramento da moeda única. 

Para
mostrar que tal postura tinha apoio popular, ambos convocaram um referendo para
perguntar à população grega se ela aceitava as condições impostas pela Troika
(União Europeia, Banco Central Europeu e FMI). 
A população grega, dando amplo respaldo ao governo, votou
maciçamente no ‘não’
.

Mas
a Troika, com a União Europeia à frente, não apenas não cedeu às chantagens,
como ainda se mostrou disposta a fazer com que o governo grego se enforcasse com a
própria corda.  E foi aí que toda a
estratégia grega se desmoronou: Tsipras revelou que estava sem rumo e sem
estratégia após sua vitória no referendo; que o próprio referendo havia sido
uma farsa; e que ele nunca desejou sair do euro (óbvio, pois sabe que as consequências seriam ainda
piores
).

Neste
genuíno jogo da galinha,
Tsipras foi o primeiro covarde a gritar “arrego!”.  E, após todas as bravatas e bazófias, ele teve
de recuar e ceder em praticamente tudo: a estratégia de Varoufakis o havia
colocado em uma ratoeira e Tsipras optou por não “morrer matando”, o que o
obrigou a capitular com desonras.

Consequentemente,
menos de uma semana após a vitória de Tsipras no referendo, a Troika não apenas
conseguiu fazer com que Tsipras entregasse
a cabeça de Varoufakis
, como ainda o humilhou ainda mais, obrigando-o a
votar no Parlamento grego um acordo muito
mais rigoroso
do que aquele que havia sido proposto antes do referendo. 

Ou
seja: Tsipras não apenas capitulou e recuou, como ainda, em troca de suas
bravatas, acabou sendo obrigado a aceitar um acordo muito mais duro do que o
original em troca de um novo pacote de socorro.

Para
manter o apoio financeiro ao país e estender um novo pacote de socorro no valor
de € 86 bilhões de euros, a União Europeia impôs várias
exigências drásticas
à Grécia, dentre elas: novo aumento de impostos,
reformas no sistema de aposentadorias e pensões (elevando a idade de
aposentadoria para 67 anos; atualmente,
é de 50 anos para as mulheres e de 55 anos para os homens
), privatização do
setor elétrico (a menos que se encontre medidas alternativas com o mesmo efeito),
e criação de leis que assegurem “cortes de gastos automáticos” caso o
governo não cumpra as metas de superávit fiscal.

E,
como garantia a esse novo empréstimo de € 86 bilhões de euros, a Troika impôs
que o governo grego transfira € 50 bilhões em ativos estatais para fundos
independentes supervisionados pela Troika.

A
derrota do Syriza foi absoluta, por mais que seus partidários se apeguem à
desesperada justificativa de que Tsipras conseguiu um compromisso de
reestruturação da dívida grega.  Nem isso
procede.  Vale recordar que semelhante
compromisso por parte do Eurogrupo
existia
, condicionado — como agora — a que a o governo grego cumprisse
seus compromissos.  Eis a mensagem
publicada pelo Eurogrupo no dia 27 de novembro de 2011
, meses após o acordo
do segundo pacote de socorro:

Os países da zona do euro estão dispostos a
tomar as seguintes medidas: diminuir em 1 ponto percentual as taxas de juros
cobradas pelos empréstimos feitos à Grécia (…); ampliação dos prazos dos
empréstimos em 15 anos e um prolongamento do pagamento de juros para 10 anos
(…).  Todavia, o Eurogrupo enfatiza que
a dívida grega somente irá se beneficiar destas reformas de maneira gradual e
condicionada a uma completa implantação das reformas às quais o país subscreveu.

Tsipras,
portanto, não apenas não logrou nada de novo, como ainda piorou demasiadamente
a situação do país.  A péssima estratégia
de negociação desenhada por Varoufakis, além de não ter logrado nenhum dos
objetivos ambicionados — muito pelo contrário: acabou levando a Grécia a
aceitar condições muito mais rígidas que as iniciais –, acabou impondo brutais
custos sociais para o país.

Em
primeiro lugar, a economia grega chega à metade de 2015 completamente
paralisada como consequência das incertezas quanto ao futuro geradas pelo
Syriza.

Em
segundo lugar, a credibilidade e a confiança do governo grego, bem como de boa
parte de seus cidadãos, perante o resto da Europa se esvaiu e demorará muito
tempo para ser reconstruída.

Em
terceiro lugar, é bem provável que a coalizão governante esteja ferida de
morte, uma vez que sofreu uma desnecessária humilhação.  Fez bravatas mas acabou cedendo a tempo,
deixando como consequência um executivo debilitado e instável.

E,
por último, o corralito
bancário imposto pelo Syriza
(os saques estão limitados a 60 euros por dia)
foi o golpe fatal desferido à economia: as transações econômicas e bancárias
foram paralisadas — e vão continuar paralisadas — pelas próximas semanas, as
empresas estão descapitalizadas, as importações estão congeladas (o que levou à
suspensão das operações de várias empresas gregas), e o próprio sistema
bancário grego está vivenciando prejuízos extraordinárias, que abriram um
buraco de
25 bilhões de euros no capital dos bancos
.

Em
definitivo, a estratégia de negociação do Syriza, desde que chegou ao poder, se
resumiu a um arrogante disparate, típica de iluminados vaidosos que acreditavam
nos embustes que proferiam para enganar seus eleitores.  A um elevadíssimo custo político, social e
econômico, tudo o que conseguiram foi um acordo muito pior do que aquele que já
existia desde o início. 

“Queremos
dignidade”, é o que diziam. Perderam também a moral.

O fim da extrema-esquerda na Europa

Em
todo caso, o partido político de Tsipras foi dizimado.  E, junto com ele, a extrema-esquerda
europeia.  Somente crentes inflexíveis
irão levar a sério, novamente, qualquer um da extrema-esquerda que tenha como
plataforma de campanha peitar o Banco Centra Europeu, o FMI e a União Europeia.

Acabamos
de testemunhar o que aconteceu com o mais vociferante político de extrema-esquerda
que chegou a gerenciar um governo na União Europeia.  Ele chegou rosnando e latindo com um
rottweiler e hoje chora como um poodle.  A Troika o domesticou completamente.  Deixaram-no apenas com sua retórica,
mas isso é tudo que lhe resta atualmente.

Foi
uma vitória simbólica de grande importância para a União Europeia.  Tsipras era o líder de um governo pertencente
à União Europeia.  Ele foi eleito com a
promessa de se opor aos programas de austeridade impostos pela Troika ao
governo grego, o que significa que ele não iria capitular à Troika.  Só que, no último momento, ele se
vergou. 

A
retórica de Tsipras era linha dura e empedernida.  Quando ele estava em campanha fazendo
promessas para ser eleito, ele não hesitava nem vacilava.  Tampouco seu ministro das finanças.  No entanto, há duas semanas, ele se livrou do
seu ministro das finanças.  Este nem
sequer teve a coragem de romper com Tsipras e se opor ao acordo.  Ele simplesmente renunciou e saiu de
férias.  Ele não apareceu na sexta-feira
para participar da votação do acordo. 
Consequentemente, o acordo piorou ao longo do fim de semana.

Os
eleitores que elegeram Tsipras foram traídos. 
Os eleitores que votaram ‘não’ no referendo foram traídos.  Com o apoio dessa maioria de 61%, Tsipras os
traiu.  Consequentemente, não é de se
esperar que eles formem barricadas — literalmente e figurativamente — para
defendê-lo e para reelegê-lo (ou reeleger seu partido).  Por que fariam isso?

Com
a aprovação do acordo, pelos próximos três anos, a União Europeia (ou seja, os
pagadores de impostos dos outros países) dará dinheiro ao governo grego para
que este pague juros sobre os títulos gregos que estão em posse de várias
agências da União Europeia (80% da dívida grega
está em posse de organismos oficiais
). 
Ao final desses três
anos, o ciclo será reiniciado.  É
uma jornada sem fim.  Ambos os lados
empurrarão com a barriga enquanto puderem.

Tendo
em vista esses acontecimentos, fica a pergunta: por que, de agora em diante,
algum eleitor de esquerda irá doar dinheiro e tempo para mobilizar tropas em
apoio de outro político de extrema-esquerda? 
Os eleitores já sabem que o próximo político de extrema-esquerda também
irá traí-los.  Não importa quão boa seja
sua retórica; não importa que ele submeta a aprovação de acordos a
referendos.  Ele irá traí-los. 

Esta
foi uma derrota simbólica, mas de enormes proporções, para a esquerda
europeia.  O mais conhecido e mais
combativo representante da esquerda europeia é Tsipras.  Ele teve toda a publicidade que quis. 
E agora ele traiu seu eleitorado. 
Será difícil a extrema-esquerda voltar a ter tração na Europa.

____________________________

Leia também:

Os maiores descalabros
gregos que servem de lição ao mundo – e por que não lamentar a situação
 

A verdadeira tragédia grega
foi o seu gasto público
 

O sonho do governo grego:
espoliar permanentemente os pagadores de impostos da União Europeia
 

E se a Grécia sair do euro? 

Sair do euro não é a cura
para a Grécia – adotar uma moeda fraca só piora a situação

A Grécia ilustra 150 anos
de fracasso do socialismo na Europa
 

Desmascarando o mito da
austeridade europeia (de novo)
 

Populações de mentalidade anticapitalista têm mais dificuldades para sair de crises

____________________________

Autores:

Juan
Ramón Rallo
,
 diretor do Instituto Juan de Mariana e
professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em
Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja
Economía
.

Gary
North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros
sobre economia, ética e história.

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76 comentários em “A capitulação do arrogante populismo do Syriza – e por que a extrema-esquerda europeia está acabada”

  1. Eu me pergunto; quantas vezes mais os esquerdistas terão que ver os seus “líderes” “deturpando Marx”, “traindo a causa socialista” (tudo entre aspas mesmo) Para se convencerem de que nada da esquerda funciona e que tudo não passa de uma ideologia barata, repleta de falácias e retóricas. Quando esse povo entenderá isso ?.

  2. uma reportagem ontem (na band, se nao me engano) falou o seguinte: ”E a grécia vai ter que adotar várias medidas de austeridade, como aumento de impostos, não sei o que mais, etc, etc)

    desde quando aumentar impostos é austeridade??

  3. Ou seja: Tsipras não apenas capitulou e recuou, como ainda, em troca de suas bravatas, acabou sendo obrigado a aceitar um acordo muito mais duro do que o original em troca de um novo pacote de socorro.

    Isso me lembra a “negociação dura” a que Roberto Campos se referia.

  4. Só acho que onde ele diz “trair” o certo deveria dizer aceitar a realidade. Esquerdistas são tolos que acreditam que podem contrariar as leis economicas.

  5. Jefferson Teixeira

    O mais interessante, que os esquerdopatas pensam que a culpa não é da Grécia e sim da União Européia que enganou eles, sendo que a própria Grécia já entrou na União Européia por meio de fraude. E tem as explicações descabidas dos esquerdopatas, que o aumento da dívida e a eventual queda é feito para privatizar as empresas estatais(sendo que a conspiração é inversa, seria para socializar mais o país). A diminuição das responsabilidades do é algo óbvio, a demissão de funcionários públicos, a diminuição de impostos, e aumento da liberdade economica é algo óbvio, pagar a dívida é essencial tanto quanto não faze-la. Até que sou um bosta seria um melhor governante.

  6. O que o Brasil precisa é aderir a zona do euro e viver sob o comando da alemanha.Aí iriamos ser uma nação desenvolvida.A Grécia sofrerá no curto prazo,mas tem um futuro promissor.

  7. Eduardo José Perone

    Mais uma vez a esquerda prova sua inabilidade negocial e seus ideologismos perniciosos, nos quais o povo assume o peso dos resultados desastrosos. A história não cansa de mostrar isso e, mesmo assim, a capacidade de ludibriar o povo ainda é uma das poucas ferramentas que a esquerda possui. Com tempo determinado!

  8. A derrota pode ter sido fragorosa, mas não é suficiente. A extrema-esquerda só irá parar de gerar carestia e imoralidade quando for completamente banida da política e do meio cultural, pois enquanto ela ainda tiver voz, os males irão se repetir, ou acham que o movimento comunista internacional está morto? Muito pelo contrário. Segue mais vivo que nunca e o Foro de São Paulo é o nosso exemplo mais próximo.

    Quando teremos um artigo sobre o Foro de São Paulo e suas demoníacas criações aqui no IMB?

  9. (i)Aumentar impostos contradiz artigo aqui publicado (Déficits orçamentários não devem ser corrigidos com aumentos de impostos por Frank Shostak, segunda-feira, 22 de dezembro de 2014).

    (ii)Depois, os empréstimos se fizeram para pagar bancos, principalmente alemães.

    (iii) Mais depois ainda: a situação da Eurozona é de completa subserviência à potência supostamente hegemônica, que quer tudo, menos sinergia entre Rússia e Alemanha.

    (iv) Por fim, como visto, não entrei no mérito de esquerda, direita, centro, acima ou abaixo…

  10. Esquerda acabada? Infelizmente é o oposto. Deram um tiro no pé aceitando esse circo da Grécia. Alguém acha que eles vão cumprir um acordo muito pior do que o outro, ainda mais com o povo a favor do calote. O certo seria tirar a Grécia do euro e um abraço. Abriram um precedente perigoso. Se a Grécia dá o calote e tá tudo certo, pq os outros vão pagar. Não vai demorar pra Portugal, Espanha e Itália fazerem graça também. O Podemos vem crescendo cada vez mais e pode ganhar na próxima. Um continente que já teve a liderança da Thatcher hoje tem a banana da Merkel que aceita que a Alemanha pague a conta e ainda dobra a aposta. Não é à toa que Inglaterra e a Suíça correram do euro.
    Não vejo o menor sentido num novo acordo com esse bando de comunas caloteiros.

  11. "Otimista experiente"

    “Os eleitores já sabem que o próximo político de extrema-esquerda também irá traí-los.”

    Até chegar alguém que dirá que o anterior não representava verdadeiramente “a causa”. Não é à toa que a história sempre se repete.

  12. por que, de agora em diante, algum eleitor de esquerda irá doar dinheiro e tempo para mobilizar tropas em apoio de outro político de extrema-esquerda? Os eleitores já sabem que o próximo político de extrema-esquerda também irá traí-los.

    Mas isso não é de hoje. Tsipras não foi o primeiro nem será o último. As pessoas não aprendem. “Agora será diferente!”

  13. Artigo interessante mas discordo da conclusão/título.

    A esquerda e suas variações em grau são muito mais resistentes do que uma pessoa com bom senso pode auferir. Recentemente vi um post no qual o autor relembrava pelo menos umas 5 vezes em que o PT era tido como ‘acabado’ pelos seus detratores, no entanto ele ainda resiste. A nossa oposição também é de esquerda e pessoalmente confesso que o crescimento de partidos como o PSOL me surpreende.

    A queda da URSS também foi emblemática neste sentido, alguns profetizaram que seria o fim de todo esquerdismo. Erraram. A própria situação da Grécia também tem como causa majoritária um outro partido de esquerda que vinha destruindo o país desde os anos 80.

    O Syriza até pode cair mas o esquerdismo certamente estará vivo como solução para os gregos. Com alguma desculpa torpe como ‘deturparam Marx’ ou ‘eles viraram à direita aceitando a Troika e portanto não era mais de esquerda’ eles elegerão algum outro esquerdista.

  14. feliz por ver um bando de populistas quebrando a cara, triste por que perdemos a oportunidade da UE explodir,
    tendo em vista que o bloco mais parece a união dos estados socialistas europeus, gostaria muito de ver
    o Reino Unido e a Alemanha saindo da UE para o bem deles próprios e para falência da UE.

  15. Só um adendo à este artigo: O ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, já anda dando com a língua nos dentes, comentando asneiras na mesma linha do playboy grego Alexis Tsipras.

    Pelos comentários do capo italiano, a próxima a começar a jogar o jogo grego será a Itália.

  16. A Brutal Realidade

    Mas quem disse que esquerdista perde credibilidade quando fracassa ? Na verdade, o fracasso os alimenta, porque eles podem culpar novamente “as grandes corporações”, “o capital internacional”, “o imperialismo (americano/alemão/inglês)” e redobrar a aposta populista.

    Os liberais é que somos ingênuos em acreditar que a cabeça dos caras funciona de forma lógica. A mentalidade revolucionária é uma doença que não será curada pelo poder da razão.

    Agora, se formos tolos em acreditar que a extrema-esquerda está morta, aí mesmo é que em dois anos veremos a Europa toda dominada pelos comunas. Eles se farão de morto para comer o coveiro.

  17. Eu tenho uma dúvida que gostaria de saber e ainda não consegui pegar bem aqui no site, o que especificamente a EFSF tem haver com o “caso Grécia”? Eles tiveram por finalidade retirar dos bancos privados os títulos gregos para diminuir o impacto de um eventual calote grego?

    Caso sim, a finalidade do EFSF era apenas essa? Ou não é nada disso?

  18. Henrique Zucatelli

    Venho pesquisando muito sobre a história da esquerda moderna em suas várias facetas- do bolivarianismo latino ao neo comunismo europeu, e percebo que estes só sobrevivem por pura conivência dos liberais, os verdadeiros detentores da riqueza do mundo, que pouparam e lideram nações com Estados pequenos, enxutos e saudáveis, embora longe do padrão ouro.

    Uma prova cabal é o caso Venezuela/Russia/Brasil/Angola/Nigéria. Logo que os movimentos de expansão do shale gas+outras fontes alternativas derrubaram o preço do petróleo, essas economias centralizadas caíram como moscas.

    Não obstante seja regra dos livres mercados a troca sem restrições, percebo uma total hipocrisia nos liberais ao alimentar esses sistemas ditatoriais, que vão totalmente contra a maior riqueza de uma nação: a própria liberdade de viver. E quanto mais rica é uma ditadura, mais ela coage seu povo. E liberais só param de ser hipócritas quando a ditadura se eleva a tal ponto que começa o genocídio.

    Vejam alguns exemplos: – Os EUA e a UE só impuseram sanções sobre a Russia após a tomada da Crimeia, e só fizeram na Síria por conta dos massacres com crianças. E assim acontece em todo o globo. Enquanto suas ditaduras não fizeram muito barulho e pari passu estavam a serviço da desinflação de preços, os liberais pouco se importaram e alimentaram esses psicopatas no poder tranquilamente. E continuam fazendo nesse exato momento.

    Dias atrás nosso corrupto governo neo comunista foi recebido com todas as pompas pelo presidente Obama, e acordos comerciais foram feitos como se nada estivesse acontecendo.

    E agora vemos os contribuintes alemães tendo que pagar a conta dos gregos, por decisão de burocratas bons de retórica, mas fracos de postura.

    Para concluir, o que eu percebo para o horizonte é mais comunismo, mais socialismo e mais quebradeira pelo globo, pois sempre vai haver um liberal bonzinho pagando a conta de um comunista mal caráter.

  19. Eu discordo 100% da conclusão do artigo.

    Os esquerdistas irão culpa o grande capital, o neoliberalismo e o capitalismo pelos anos de dificuldade que virão. Quando o barco começar a virar, e o paus começar a demonstrar uma reação (graças ao controle de gastos, privatizações, etc), os esquerdistas vão dizer que a melhora é por conta dos programas sociais e da luta contra os neoliberais. E o povo vai acreditar, vai votar de novo, e quando eles quebrarem mais uma vez apenas alguns anos de bonança e gastança, eles irão culpar o grande capital.

    O irônico é que a culpa vai ser realmente do grande capital, mas pelo fato de que eles vão ter sido muito burros em emprestar dinheiro a países, principalmente países que irão financiar o consumo e o poder com esse dinheiro. Eles jamais irão produzir bens que irão pagar esses empréstimos, apenas consumir e consumir o dinheiro alheio, e nós, os capitalistas, continuaremos burros e gananciosos demais, acreditando que governo paga dívida.

  20. pensando sobre o tema

    a palavra “acabada” no título do artigo poderia ser considerada válida SE fôssemos capazes de aprender com a história, infelizmente, a própria história prova que isto não acontece…

    com a extrema-esquerda saindo de cena (por hora), o vácuo deixado certamente será ocupado por algo tão ruim ou pior… quem sabe pela extrema direita… que no final das contas é a mesma coisa… só que mais xenófobos…

  21. E o Presidanto eleito e seu ministro gostavam de botar um “bleiser” e ir para a tevê dar aqueles sorrisos convencidos.O ministro manezão pretensamente saiu sorrindo.Já o Tripas teve que engolir em seco e ficar com a cara séria.Já na tv (brasileira ao menos) ficou aquela sugestão que bocó conseguiu melhorar a negociação e que a União Européia está judiando dos caloteiros.

  22. E Nêmesis volta a punir a hybris…

    Irracionais não são os governantes e ricos alemães que aceitaram o novo acordo e vão ganhar muito com ele, mas sim os trabalhadores alemães que pagara e continuarão pagando caro pelo mesmo.

    * * *

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