Sem
uma moeda minimamente estável, não há economia que resista. Na esfera econômica, a moeda constitui o mais
importante elemento.
Se
a moeda perde valor, toda a economia se desorganiza. O aspecto econômico mais básico da economia
de mercado, que é o sistema de preços, se torna desarranjado. Consequentemente, sem uma formação de preços
minimamente racional, todo o cálculo econômico permitido pelo sistema de preços
— o cálculo de lucros e prejuízos, que é o que irá estimular investimentos —
se torna praticamente impossível.
Foi
por isso que o grande economista austríaco Ludwig von Mises abordou
extensivamente a questão da moeda em todo o corpo de sua obra. Em seu livro A Teoria da
Moeda e do Crédito, publicado originalmente em 1912, ele já alertava:
É impossível compreender totalmente a ideia
de uma moeda forte sem antes entender que a própria ideia de moeda forte foi
criada para ser um instrumento para a proteção das liberdades civis contra
investidas despóticas de governos.
Ideologicamente, a moeda forte pertence à mesma classe das Constituições
e da Declaração dos Direitos dos indivíduos.A demanda por garantias constitucionais e
por declarações de direitos humanos foi uma reação contra o poder arbitrário e
o não cumprimento de costumes tradicionais dos reis. O postulado de uma moeda forte foi criado,
acima de tudo, como uma resposta à prática dos reis e príncipes de adulterar a
cunhagem das moedas. Mais tarde, tal
postulado foi mais cuidadosamente elaborado e aperfeiçoado ao longo dos séculos
vindouros, os quais ensinaram — por meio das fracassadas experiências da moeda
Continental
americana, do papel-moeda
da Revolução Francesa, e do período de
restrição que vigorou na Grã-Bretanha — que os governos podem facilmente
destruir o sistema monetário de um país.
Hoje,
a Venezuela é a mais perfeita demonstração dessa teoria de Mises. Nenhum outro país atual tem sido mais
desrespeitoso com sua moeda do que a Venezuela.
O
roteiro é tristemente semelhante àquele já tradicional em países
latino-americanos:
Um
líder carismático (Hugo Chávez) é eleito e decide impor ao país uma variação
tropical do socialismo (o qual foi chamado de “socialismo moreno”). Essa “nova” abordagem é, de início, relativamente
bem recebida pela população, por setores progressistas, e até mesmo por vários
setores da grande mídia. Durante os anos seguintes, o país mantém um
volumoso programa de gastos sociais combinado com controles de preços e
salários e com um mercado de trabalho extremamente rígido.
Todo
este castelo de cartas consegue se manter solvente por um algum tempo caso o
país seja exportador de uma commodity mundialmente demandada, como o
petróleo. Enquanto os preços do petróleo
estiverem altos, de modo que as receitas de petróleo do governo sejam
crescentes, o arranjo consegue ser prolongado, pois o governo tem dinheiro para
manter seus programas sociais.
No
caso da Venezuela, à medida que os custos deste populismo foram crescendo, o
país teve de recorrer com cada vez mais frequência aos cofres da estatal
petrolífera PDVSA e à impressora do dinheiro do Banco Central da
Venezuela. Isso resultou em um declínio contínuo do valor do bolívar —
um declínio que se acelerou ainda mais após a morte de Hugo Chávez e a chegada
ao poder de seu pupilo, Nicolás Maduro, ainda mais radical do que Chávez.
Maduro
ensinou ao mundo tudo o que não deve ser feito com uma economia. O gráfico abaixo mostra a evolução da
quantidade total de dinheiro (agregado M3) na economia Venezuelana, de acordo
com as estatísticas do próprio Banco Central venezuelano. Apenas nos últimos 3 anos, a quantidade de
dinheiro na economia já aumentou mais de 4 vezes, ou 350%.
Evolução da quantidade de dinheiro na economia
venezuelana
Consequentemente,
o valor do bolívar desabou feito uma pedra.
O gráfico a seguir mostra a evolução da taxa de câmbio do bolívar em
relação ao dólar americano. A linha
vermelha é a taxa de câmbio oficial declarada pelo governo; a linha azul é a
taxa de câmbio no mercado paralelo.
Taxa de câmbio bolívar/dólar no mercado paralelo
(linha azul) versus taxa de câmbio oficial declarada pelo governo (linha
vermelha)
E,
assim como a noite se segue ao dia, essa desvalorização do bolívar fez com que
a inflação de preços disparasse na Venezuela.
Para
economias altamente estatizadas, a desvalorização de uma moeda no mercado
paralelo — que é o único verdadeiro livre mercado operando nessas economias —
é o mensurador que melhor estima o real valor dessa moeda. O princípio da
paridade do poder de compra (PPP), o qual vincula alterações na taxa de câmbio
a alterações nos preços, permite estimativas confiáveis para a inflação de
preços.
O
gráfico a seguir mostra a evolução da verdadeira inflação de preços que está
ocorrendo na Venezuela:
Inflação de preços oficial divulgada pelo governo
(linha vermelha) versus inflação de preços implícita (linha azul) acumuladas em
12 meses.
Ou seja, a atual inflação de preços na Venezuela — a real, e não aquela divulgada pelo governo — ultrapassou o estonteante valor de 600% ao ano.
O
governo reagiu exatamente como todos os governos populistas reagem aos aumentos
de preços causados por suas próprias políticas: impondo controle de preços cada
vez mais rígidos.
Mas
a combinação entre hiperinflação e controle de preços resultou em
desabastecimento generalizado, esvaziando as prateleiras dos supermercados do
país. Itens básicos e rotineiros como
xampu, farinha, açúcar, detergente, óleo de cozinhar e o já famoso papel
higiênico se tornaram tão escassos no país, que os venezuelanos hoje têm de
pedir permissão para faltar ao trabalho e assim poder ficar o dia inteiro em longas filas
nas portas dos poucos supermercados que ainda têm tais produtos à venda.
Com
uma moeda inconversível e que ninguém quer portar — nenhum estrangeiro está
disposto a trocar sua moeda pelo bolívar, pois não há investimentos atrativos
na Venezuela –, nenhum empreendedor na Venezuela está tendo acesso a
dólares. Consequentemente, o governo está
tendo de utilizar suas reservas internacionais para garantir a importação de
bens essenciais, como alimentos e remédios.
Por
conta disso, as reservas internacionais do país estão desabando como uma pedra,
e chegaram ao
menor nível em 12 anos:
Evolução das
reservas internacionais da Venezuela
Desde
fevereiro de 2015, toda a distribuição de alimentos na Venezuela foi
colocada sob
supervisão militar. Já em maio, o
governo — que já controla 50% da distribuição de comida — prometeu que iria estatizar
todo o sistema de distribuição.
O
suprimento de remédios também está
acabando. Salas de cirurgia estão fechadas há meses, não obstante centenas
de pacientes estejam na fila de espera para cirurgias. Algumas clínicas
privadas são capazes de manter a sala de cirurgias funcionando porque conseguem
contrabandear dos EUA, sem que o governo venezuelano possa interceptar,
remédios essenciais.
O
regime venezuelano se manteve por algum tempo graças aos seguidos empréstimos
concedidos pelo governo chinês em troca da importação de petróleo. A tabela abaixo mostra o total — em dólares
— de empréstimos concedidos pelos chineses ao governo em Caracas.
Na coluna da
esquerda, o total de empréstimos feitos pelos chineses a cada ano; e no gráfico
do meio, as importações mensais de petróleo da Venezuela feitas pela China.
No
entanto, por causa do aparelhamento e da subsequente destruição da estatal
petrolífera PDVSA, bem como do racionamento de preços da gasolina, a Venezuela,
que é o quinto maior produtor de petróleo do mundo, teve de se tornar
importadora de petróleo.
Os três Ms
O
que Slobodan Milosevic, Robert Mugabe e Nicolás Maduro têm em comum? Além da adoção do Manifesto
Comunista, a hiperinflação.
A 600% ao ano, a inflação de preços da Venezuela é hoje a maior do
mundo. A Revolução
Bolivariana está pressionando os preços a uma taxa de 40% ao mês. Mas será que esses
números impiedosos bastarão para derrubar o reino de Maduro? É provável que não. A Iugoslávia de Milosevic e o Zimbábue de
Mugabe vivenciaram taxas de inflação muito maiores que as da Venezuela, e ambos
ficaram no poder por vários anos.
Slobodan
Milosevic já estava no poder quando a inflação aniquilou a economia da
Iugoslávia. A insanidade inflacionista
de Milosevic chegou ao ápice em janeiro de 1994, quando a taxa de inflação mensal alcançou 313.000.000% (trezentos
e treze milhões por cento) — quase nove milhões de vezes maior que a atual
taxa mensal da Venezuela. Não obstante,
Milosevic se manteve firme no poder da Iugoslávia — ou no que restava dela —
por mais seis anos. Após a guerra do
Kosovo e com a saída de Milosevic, e com a eleição de um novo presidente em 2000,
as coisas se estabilizaram.
Em
2008, o Zimbábue superou a Iugoslávia ao registrar a segunda maior
hiperinflação da história. Com Robert
Mugabe no comando, a hiperinflação alcançou o incompreensível valor de
79.600.000.000% (setenta e nove bilhões e seiscentos milhões por cento) ao mês, o que dava uma taxa de 98%
ao dia. Não obstante esse número
astronômico, Mugabe permanece no poder até hoje — sete anos após o fim da
hiperinflação, quando os cidadãos do país voluntariamente
passaram a utilizar o dólar e o rand sul-africano.
Embora
a hiperinflação não seja uma receita para aumentar a popularidade de um
político, ela também não representa sua marcha fúnebre. Não pensem que Maduro sairá facilmente do
comando da Venezuela. Enquanto ele
mantiver o comando de suas brigadas populares, bem como o “controle” das
máquinas eletrônicas de votação, ele permanecerá na sela do cavalo.
___________________________
Nota final do editor
Sobre
a questão da hiperinflação venezuelana e a escassez de papel higiênico, o site Spotniks fez uma matéria interessante: se o
dólar estiver custando acima de 400 bolívares no mercado paralelo, como é o
caso atual, então em vez de utilizar os desvalorizados bolívares para tentar comprar papel higiênico no mercado
paralelo, vale mais a pena utilizá-los propriamente como papel higiênico.
Eis
o raciocínio:
“Fazendo
uma busca rápida na Amazon dos Estados Unidos, é
possível perceber que uma caixa de 48 rolos do papel higiênico mais vendido,
Angel Soft, custa US$ 21,99. Isso dá US$ 0,46 por rolo, que na cotação [do
mercado paralelo em que o dólar vale 400 bolívares] equivale a cerca de 184 bolívares. Ou seja, 92 cédulas
de 2 bolívares — na Venezuela não existe nota de 1 bolívar, apenas moeda.
Mesmo
um rolo de papel higiênico comprado no Brasil vale mais que o Bolívar: no site brasileiro da Staples, maior rede
mundial de lojas de produtos para escritório, encontramos um fardo com 64 rolos
do papel higiênico Neve Folha Dupla
por R$ 87,15, o equivalente a R$ 1,36 por rolo.
Fazendo-se
a conversão do Real para o Dólar, temos US$ 0,43 por rolo, o equivalente a 172 bolívares
— ou 86 cédulas de 2 bolívares.
As
86 notas, se coladas umas nas outras, resultariam num rolo de 13 metros, quase
metade do rolo de papel Neve. Mas as cédulas possuem algumas vantagens que
fazem seu uso economicamente viável: são mais grossas e podem ser lavadas para
a reutilização, e estão disponíveis em abundância no país, diferente dos rolos
de papel higiênico.
Além
de todas essas vantagens econômicas sobre o papel higiênico, as notas ainda
possuem a assinatura do Presidente do Banco Central da Venezuela, o que torna
seu uso como papel higiênico ainda mais simbólico.”





O povo tem um delírio por esses psicopatas.
Hilária a “Nota final do editor”. Triste, mas hilária!!!
Todo populismo acaba no economicídio. O declínio das economias do Mercosul não escapa à regra.
É triste ver isso acontecer em um país que já visitei e em que na época nem se sonhava com essas possibilidades. Assim como aqui e lá, as pessoas subestimam (subestimavam, no caso deles) o mal que o estado tem poder de fazer.
O socialismo inibe a parte do cérebro que corresponde a tomar iniciativas e discordar das ideias do governante
Sou do Levante, tô com Maduro
Todo mundo que defende o socialismo acha que todos terão uma Ferrari, uma cobertura e um iPhone, quando na verdade todos terão um VT do ônibus, uma cabana de acampamento e um cartão de orelhão telefônico…
Conheci vários médicos venezuelanos em Chicago. Todos fugiram da ditadura. Os médicos estão nos EUA trabalhando de babá e manobrista.
Impressionante o poder de destruição da máfia estatal e seus apaniguados,o maior detentor de reservas de petróleo está inevitavelmente quebrado e com a estrutura produtiva totalmente sucateada,é o chamado toque de Midas invertido,só mesmo o socialismo para destruir tanto em tão pouco tempo.
Gostei da muito da ironia das ultimas linhas no texto do editor,eheheheheh!!!
E já agora parabéns ao autor,pelo artigo bem escrito e leve.
Não dá para acreditar que existam pessoas que entendem que isso ainda pode ser benéfico! Ou existe um delírio coletivo, ou os valores estão completamente deturpados.
Fato é que enquanto esses dementes no poder destroem descaradamente o país, massacram a população e fazem regredir o desenvolvimento (não sei o que ganham com isso, acho que é maldade pura), eles próprios vivem no luxo, na riqueza, no conforto com tudo o que o CAPITALISMO pode oferecer de melhor e de confortável.
Será que os trouxas massacrados não enxergam isso? Estão cegos, loucos ou são burros mesmo?
A Venezuela é mais uma prova real do cálculo que von Mises fez.
Comprei minha TV de 40″ há uns 3 anos atrás e as opções na época giravam em torno de R$2.000,00, um pouco mais.
Pesquisei agora para meu pai e achei no mercado opções entre R$1.300 e R$1.900, CONTUDO, eram opções de TV com características bem fracas que um olhar atento pega como apenas 2 saídas HDMI, frequência de 60Hz. Poucas (e mais caras) com 3 HDMI (nenhuma com 4 como a minha) e 120Hz.
As TV’s disponíveis no mercado brasileiro são inferiores às TV’s de 3 anos atrás. Foi o jeito que arrumaram de serem competitivos com a moeda fraca e processo inflacionário.
Apesar de parecerem ter caído de preço com o tempo, não caíram.
Na Alemanha do pós-guerra usaram maços de cigarro e garrafas de conhaque como moeda.
https://www.youtube.com/watch?v=zC1ivoTUZBk&list=PLqtfG1khqjrqFocOvHQbjRVCe1kcHBL2G
“…prometeu que iria estatizar todo o sistema de distribuição.”.
Opa, vai ter canibalismo.
“Além de todas essas vantagens econômicas sobre o papel higiênico, as notas ainda possuem a assinatura do Presidente do Banco Central da Venezuela, o que torna seu uso como papel higiênico ainda mais simbólico.”
Falta pouco para que todos os Venezuelanos se tornem independentes de papel higiênico vendido pelos porcos capitalistas gananciosos!
Será uma grande festa esse dia, sairá nas primeiras páginas de todos os jornais:
“Venezuela se torna autossuficiente na produção de papel higiênico”.
Excelente artigo,não dá pra descrever a sensação ao ver o vídeo, temos um trabalho longo e duro, de formiguinha tentando informar o povo.
Hj estava lendo o site da “carta capital” sobre a Grécia e é impressionante o nível de lavagem cerebral do pessoal lá.
A venezuela já era.
Agora falando um pouco de como as coisas estão por aqui, eu particularmente estou prestes a dolarizar meus produtos, pois muitos vem fazendo isso para se proteger da inflação, pelo menos na cadeia de fornecimento para a indústria intermediária. Coisa que não acontecia há muitos anos…
Até alguns meses atrás via o Brasil, apesar a ideologia populista, longe de ter o mesmo resultado que seus pares bolivarianos, mas depois de olhar os gráficos da Venezuela e compara-los com os do Brasil no, estou mais cético e bem mais pessimista.
postimg.org/image/si7rsnh49/
Sabem porque isso acontece por lá? Por que são latino-americanos! Latinos gostam da sujeira, do atraso e da esculhambação, o vídeo do “Sou do Levante, tô com Maduro” postado acima é uma prova disso. Só um povo estúpido, resignado e conformado com seu complexo crônico de vira-lata subdesenvolvido aceita uma coisa dessas, vide a própria eleição do Chávez ainda nos anos 90 que deu início a tudo.
O Socialismo é a maneira mais rápida e eficaz de destruir uma economia de um país.
As provas estão ai aos montes, só os idiotas úteis Socialistas ainda acreditam no Socialismo. Pobre povo Venezuelano. só de pensar que isto pode acontecer por aqui me dá calafrios, eu juro que se um burocrata estatal invadir a minha propriedade e a minha empresa eu não respondo por meus atos e garanto que muitos aqui irão me apoiar. Imagina você empreender, se dedicar, estudar, tocar o seu negócio, que no Brasil é uma tarefa árdua e corajosa e ainda por cima um burocrata estatal comunista que nunca colocou os pés em uma empresa e não sabe nada de administração e finanças dizer para você quanto você deve cobrar por seus produtos e qual o seu lucro?
Boa Noite Liberais,
Acompanho o IMB a um tempinho já,apesar de acompanhar e ler quase todos os artigos aqui,nunca comentei em nenhum.Ainda não sou um anarco-capitalista,no máximo um minarquista hehehe…
Trago aqui,uma sugestão que pode deixar mais claro as consequências da ”economic freedom”
1-Eu sou um verdadeiro apaixonado por corrida de automóvel, acompanho a formula 1 e outras categorias,por eu apenas ter 19 anos,não vivenciei muitos momentos históricos no automobilismo,porém por sempre gostar muito desse esporte,leio artigos e blogs que contam fatos e historias do automobilismo mundial.Resumindo: A formula 1 hoje esta vivendo por um momento delicado,esta passando por crises financeiras e até mesmo de audiência,assim perdendo investidores no esporte,devido a isso,estava fazendo hoje uma relação entre essa crise e o mundo automobilisco com economia.Posso estar errado,mas pelo oque refleti e conversei com o meu pai(tem 60 anos e sempre foi fan também),a formula 1 hoje só vive isso devido o excesso de regulamentos impostos pela Federação Internacional do Automobilismo(FIA),a qual é responsável pela administração da Formula 1 e demais categorias famosas hoje em dia.
Portanto,acho interessante demonstrar e realizar essa co-relação,veja bem:
A FIA é como o estado,regula e determina as regras do campeonato mundial,enquanto as equipes são as empresas que contratam pilotos,mecânicos,engenheiros e estrategistas que se tornam os funcionários dessa empresa(da equipe).
As equipes assim como as empresas,visam o lucro tanto de patrocinadores quanto os premios da própria FIA(Descarte premios da FIA pois ao meu ver isso não se encaixaria nessa relação)
Portanto,as equipes competem entre si para obter melhores colocações possíveis no campeonato,aquela equipe que é mais vencedora,alem de fazer uma baita propaganda para si mesma,ainda atrai patrocinadores e investidores sendo assim mais lucro para si,assim como as empresas..Portanto,hoje em dia principalmente depois da morte do nosso grande Ayrton Senna da Silva,a FIA ando deixando o regulamento muito restrito,ao ponto de fazer a categoria entrar em crise,tanto que os melhores anos da Formula 1 foram aqueles em que o regulamento era mais permissível por exemplo:
Década de 80= Tinha uma variedade de motores,o regulamento aceitava motor 1.5 V6 turbo e os 3.5 V8 aspirados,existia muitas fornecedoras de motores no campeonato(Renault,TAG Porsche,Honda,Ferrari,Cosworth,BMW e etc) e assim a década de 80 foi mais uma era de ouro da formula 1
1989-1994= Os motores turbos passaram a ser proibidos,passou a ser permitido motor V8,V10 e V12 e tinha uma variedade como nunca de fornecedores como(Ford,Renault,Honda,Peugeot,Ferrari,Lamborguini,Yamaha e etc)
Depois de 1994,o ano trágico da formula 1 onde 2 pilotos morreram e ocorreu uma serie de acidentes fortes durante a temporada,a Formula 1 por segurança e outros motivos,adotou um regulamento rígido demais,assim ao passar do tempo,na chegada dos anos 2000 a categoria começou a perder a graça e a falta de interesse das Fabricas e equipes na categoria.
Hoje para se ter uma ideia,so existem motores Honda,Ferrari,Renault e Mercedes-Benz.
Enfim,talvez tenha conseguido faze-los enxergar que essa relação possa ser feita com economia ,assim servindo como mais um exemplo de que o livre mercado é a solução para a prosperidade,caso realmente queiram fazer essa ideia de relação ir a diante,posso dar mais exemplos pra demonstrar a vocês que oque a formula 1 sofre hoje é um excesso de regulamento,assim como a pratica de ideias keynesianas na economia.
A categoria WEC(World Endurance Championship),famosa por realizar as 24 horas de Le mans e 24 horas de Nurburgring,tem vivido avanços,pelo simples fato de que a categoria tem um regulamento muitoooo liberal,muito mesmo,Toyota,Porsche e Audi são as que competem na categoria mais top do campeonato(LMP1) e é notório que os carros da Toyota,Porsche e Audi são completamente diferentes,tanto em desenho e aerodinamica quanto em motores.Os motores tem engenharias completamente diferentes,até o Diesel é permitido la,sendo assim é a categoria que esta atraindo mais e mais interesses das montadoras,patrocinadores e investidores,não é a toa que ate a Ford ira voltar para o campeonato no ano que veem.
Esse momento que o automobilismo esta passando,perante a administração da FIA,reflete claramente a mesma coisa que acontece numa economica de mercado,nem citei o caso da WRC(World Rally Championship) que mais uma categoria que perdeu todo o seu encanto devido ao excesso de regulamento,se tiverem interesse de passar essa relação a diante,explico o caso da WRC também!
Fico por aqui com essa sugestão,tentei passar a ideia da forma mais clara e com menos linhas possíveis.
Abraço!!!
Até o FMI admite que a desigualdade emperra o crescimento ecônimo: http://www.cartacapital.com.br/economia/fmi-aumento-da-desigualdade-reduz-crescimento-economico-277.html
Abraços
Interessante artigo. Nota final interessantíssima… Kkkkkkk
Isso nos mostra como a inflação é um mecanismo de mascaramento de acrobacias governamentais, até chegar ao extremo de se tornar um espetáculo à parte.
Padrão ouro e quantidade congelada de cédulas na economia é para os fortes!!
Leandro,
Seria interessante que um pais adotasse um padrão ouro-dólar para lastrear a sua moeda ? quero dizer lastrear 50% em dólar e 50% em ouro.
Se levarmos em consideração que mesmo o dólar sendo mais um moeda fiduciária, mas ao menos é da maior e mais importante economia do mundo e o ouro com suas várias qualidades muito bem descristas principalmente pelos austríacos, mas que poderia ter alguns problemas como já foi falado por vc.
Outra vantagem que é bem sabido que o valor do dólar é inversamente proporcional ao ouro, quando uma está forte outra está fraca. Logo, se a moeda nacional está lastreada nas duas, o seu valor de mercado ficaria mais estável e não sofreria com problemas de ataques especulativos, pois a desvalorização de uma implicaria na valorização da outra.
Sendo bastante franca — e na minha humilde opinião —, a nota final acrescentada pelo editor, de certa forma, tirou um pouco o brilho do artigo.
A ideia da matéria citada é interessante, e até a parte em que ela faz as contas, as conversões e as comparações entre o Dólar, o Bolívar Fuerte e o papel-higiênico, ela está ótima.
Mas nos dois últimos parágrafos, ela compromete a impressão trazida pelo artigo. Principalmente na parte: "as cédulas possuem algumas vantagens que fazem seu uso economicamente viável: são mais grossas e podem ser lavadas para a reutilização, e estão disponíveis em abundância no país, diferente dos rolos de papel higiênico.". Não precisava disso.
Se era para fazer um exercício ilustrativo e dar uma sugestão sem muito propósito, uma boa poderia ter sido a de que agora é muito mais vantajoso o Banco Central estatizar totalmente e monopolizar a emissão de papel higiênico (o que diga-se de passagem não é muito difícil de acontecer por lá), além de impor o curso forçado e liberalizar a comercialização das moedas. Aí, o governo poderia sentir-se à vontade para aumentar demasiadamente a produção e a emissão de papel-higiênico que não causaria tantos problemas ao sistema de preços, além disso levaria a um alívio da população, pelo menos na questão da escassez deste emblemático produto.
Ou, melhor ainda: considerando que o papel higiênico se tornou um bem valorizado na Venezuela, os cidadãos poderiam calcular a oferta do produto no país, estabelecer uma taxa palatável entre o metro (ou rolo ou o grama) do papel-higiênico e o Bolívar Fuerte, e então. tudo o que tivesse de excesso da moeda venezuelana seria ou jogado fora, ou queimado, ou dado para uma usina de reciclagem, etc. Assim, a quantidade de dinheiro na economia iria variar de acordo com a oferta de papel-higiênico venezuelano — que, diga-se de passagem, é bastante limitada. Daí, certamente os preços iriam se estabilizar, nominalmente poderiam cair e assim a economia poderia se arrumar. E não importaria o quanto o Banco Central e o governo injetassem na economia, a quantidade em excesso seria sempre destruída, como uma impureza, de modo a equiparar-se e a manter à taxa fixa estabelecida.
Obviamente, minhas sugestões estão muito longe de serem melhores que a do artigo. Mas pelo menos elas despertam uma imagem mental um pouco mais sofisticada do que a de uma pessoa colando cédulas de dinheiro umas nas outras para usar como papel higiênico. E pior: mais ainda do que imagem de que a pessoa vai lavá-las para reutiliza-las. Vamos tentar manter o nível, por favor.
Eu sei que meus comentários são “personae non gratae” aqui, portanto vou entender se este não for levado a público (e até prefiro assim). Vai ser uma grande honra para mim se ele for parar lá na categoria de comentários que o IMB guarda exclusivamente e “carinhosamente” para si. Eu devo reconhecer é exatamente lá que ele merece estar.
Mas, que nada disto ofusque minha intenção de dizer que o artigo, como a imensa maioria dos aqui publicados, é excelente e chegou perto do primor. Muito obrigada e parabéns, editor, pela sempre excelente seleção.
Abraços!
Atenção! Juventude revolucionária, precisamos organizar um boicote contra o imperialismo burguês e pelo bolivarianismo indígena de forma que possamos derrotar o projeto da Alca, abaixo o fascismo burguês!
Camaradas, é hora de um grande ato público combativo pela luta popular classista contra a política fascista peleguista do PSDB/DEM para alcançar a justiça social, morte aos EUA e Israel!
Como temos lutado, chegou a hora de participar da manifestação contra o Estado policial opressor e pela descriminalização das drogas porque o povo almeja maior participação, abaixo o fascismo burguês!
Como temos lutado, queremos uma revolução contra as grandes corporações para atender a necessidade social dos excluídos, morte ao sistema!
Companheiros de luta, é necessário mobilizar a greve geral contra a política fascista peleguista do PSDB/DEM porque o povo almeja maior participação, morte aos EUA e Israel!
Revolucionários do Brasil, é necessário mobilizar a greve geral pela destruição dos Estados Unidos e integração da América Latina para derrotar as reformas neoliberais, morte ao imperialismo!
Companheiros e companheiras, chegou a hora de participar da manifestação contra o capitalismo consumista gerador de poluição e miséria de forma que possamos derrotar o projeto da Alca, abaixo o fascismo burguês!
Caros colegas, é preciso se mobilizar contra a globalização e pela ruptura com o modelo econômico e social vigente da civilização judaico-cristã ocidental para derrotar as reformas neoliberais, Hasta la Victoria!
Caros militantes do povo, queremos uma revolução contra o imperialismo burguês e pelo bolivarianismo indígena porque o povo almeja maior participação, morte ao imperialismo!
“Isso não faz o menor sentido companheiro. Todos sabem que o Estado deve adotar medidas anti-cíclicas em períodos de crise. São procedimentos necessários para estimular a economia. Agora, os únicos que defendem as medidas acima são os ultra-liberais entreguistas fascistas da extrema-direita.”
As crises econômicas são em sua maioria criadas pelo excesso de intervencionismo do Estado na economia através de monopólios e regulações. A moeda é desvalorizada porque O Estado em conluio com os Bancos emitem reservas fracionárias, dinheiro sem lastro. Veja o vídeo e comprove que o Estado é o maior causador da desvalorização cambial e da própria inflação que corrói o salário dos mais pobres. E você vem aqui defender o estatismo que é o maior causador de pobreza e desiquilíbrios na economia.
https://www.youtube.com/watch?v=5oioHx_-OyA
“Mas claro que quem assiste Globo e lê a Veja não sabe de nada disso. Sobre a Venezuela, a causa real da atual crise é o imperialismo americano que persegue o tempo todo o governo Maduro! Qualquer um sabe que os países desenvolvidos só são desenvolvidos porque exploram e roubam os recursos dos países do terceiro mundo. É óbvio, só existem países ricos, porque existem países pobres! São as grandes contradições do capitalismo”
A causa real dos problemas da Venezuela é o Socialismo. O modelo Socialista conforme Mises já provou através do sistema de cálculo econômico é impraticável e leva a escassez de produtos e a pobreza, e só pode ser mantido através da força.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=98
Países desenvolvidos são assim porque adotaram políticas econômicas auto suficientes e não seguem o modelo Socialista e intervencionista Brasileiro. Ou seja, eles produzem riqueza e o Estado não atrapalha esta produção de riqueza ao contrário estimula a produção de riqueza.
Veja o vídeo porque a Suécia se tornou rica.
https://www.youtube.com/watch?v=TAB9lBzMi60
Não é óbvio que só existem ricos porque só existem pobres. O rico chegou a esta condição porque fez um bem ao maior número de pessoas. No capitalismo de livre mercado o sujeito ou país só é rico porque os consumidores decidiram que ele seria rico, pois ele fez um produto ou um bem que trouxe uma satisfação ao maior número possível de pessoas. Então ele não roubou ou explorou ninguém ele fez um bem ao um número maior possível de pessoas, incluindo os mais pobres, pois quanto mais pessoas ele conseguir vender seus produtos, melhor para ele e para todos, pois o coletivo acaba ganhando com esta busca do capitalista pelo lucro. O lucro é portanto um bem e não um mal. É o lucro que traz o desenvolvimento econômico, social e tecnológico.
Então o rico não é rico porque explorou os pobres e sim porque ele ajudou os pobres com bens de consumo e tecnologias que antes só eram acessíveis aos mais ricos e hoje graças ao capitalismo que ele soube aproveitar isto, estes bens e tecnologias são acessíveis ao maior número de pessoas inclusive os mais pobres.
Exemplo: Um celular, antigamente só os ricos tinham, hoje até empregada doméstica possui um celular.
Então o rico é rico porque ele trouxe um bem a um maior número de pessoas, incluindo os mais pobres ele tornou acessível aos mais pobres bens e tecnologias que antes eram acessíveis somente aos mais ricos.
Pare de repetir chavões Socialistas, aqui o pessoal vai rir da sua cara e você vai pagar mico.
Incrível ainda não haver notícias de grandes números de venezuelanos fugindo para os países vizinhos, como os cubanos querendo fugir para os EUA, com a vantagem de não enfrentar o mar.
* * *
Artigo perfeito. Incrivelmente bem redigido e com excelente conteúdo. Esse site vale ouro.