A
frase a seguir é atribuída ao sindicalista Samuel Gompers, o
fundador da Federação Americana do Trabalho:
O
pior crime contra o povo trabalhador é uma empresa que não consegue operar
lucrativamente.
Talvez
nem o próprio Gompers tivesse ideia da poderosa verdade encapsulada nessa sua
frase. O sindicalista, já naquela época,
foi capaz de perceber algo que vários progressistas de hoje ainda não
entenderam: uma economia em que não há
lucros é uma economia em um profundo estado de depressão.
Ainda
pior, há quem genuinamente acredite que lucros denotam um comportamento
suspeito, o qual deveria ser coibido pelo governo. Para muitos, “ter lucro” é uma expressão
politicamente incorreta e imoral — o que se aplica apenas para terceiros, é
claro; aqueles que condenam o lucro não se opõem quando são eles os ganhadores.
Eis
outro comentário relacionado ao assunto:
A
situação econômica das empresas terá de depender diretamente dos lucros, e os
lucros não poderão cumprir sua função enquanto os preços não foram libertados
das amarras dos subsídios. Ao longo dos
séculos, a humanidade não encontrou nenhuma mensuração mais eficaz do trabalho
do que o lucro.Somente o lucro pode
mensurar a quantidade e a qualidade da atividade econômica; somente o lucro nos
permite relacionar os custos de produção aos resultados de maneira efetiva e
inequívoca. . . .Nossa atitude de desconfiança em relação ao lucro revela uma
ignorância histórica, resultado do analfabetismo econômico das pessoas…
Essas
palavras foram escritas pelo economista Nikolay
Shmelyov na edição de junho de 1987 do Novy Mir, o principal jornal
político e literário da então União Soviética.
Os soviéticos, após anos de propaganda anti-lucros e de políticas que
geraram uma economia em frangalhos, estavam dando sinais de querer reverter um
pouco daquele analfabetismo econômico até então vigente.
Nos
EUA, quando os Peregrinos [primeiros colonos ingleses, calvinistas, que
fundaram em 1620 a colônia de Plymouth, no Nordeste dos EUA]
chegaram à América, eles quase morreram de fome,
pois adotaram um sistema de agricultura comunal. Cada indivíduo tinha de
produzir para todos e, em troca, cada um recebia uma igual fatia da produção
total. Nessa total ausência de
incentivos para se buscar o lucro, vários morreram de fome.
Ao
perceber esse erro, William Bradford, líder da expedição Mayflower, reorganizou os
peregrinos de Massachusetts em um regime de propriedade privada sobre a terra e
de liberdade na busca pelo lucro. Os incentivos criados pela propriedade
privada prontamente criaram uma impressionante reviravolta econômica. Homens e mulheres passaram a produzir visando
ao lucro, e o resultado foram colheitas abundantes, com as mesas sempre
repletas de alimentos.
Aqueles
que condenam o lucro preferem exaltar as virtudes da abnegação e do altruísmo;
eles supostamente preferem exaltar a busca pela caridade. Uma preocupação afetuosa para com seus
semelhantes pode ser algo belo, especialmente quando vem genuinamente do
coração. Mas a realidade econômica
permanece inalterada: a busca pelo lucro gerou muito mais coisas — muito mais!
— do que toda a caridade do mundo.
Apenas
olhe ao seu redor, neste local em que você está agora. Se você está dentro de um imóvel, observe o
mobiliário à sua volta, o próprio edifício em que você está, o computador (ou o
tablet ou o smartphone) que você está utilizando, a internet que está lhe
permitindo acesso ao mundo, as roupas que você está utilizando. Você realmente acredita que todos esses itens
surgiram e estão à sua disposição porque alguém queria perder dinheiro (ou
aceitou trabalhar em troca de nada) apenas para tornar a sua vida mais
confortável?
Perdoe-me a sinceridade,
mas você não é tão importante assim para o resto do mundo.
Tudo
isso só existe e está à sua disposição porque alguém imaginou que poderia lucrar ao inventar todas essas coisas.
Pense
nisso da próxima vez em que você estiver em algum almoço de domingo com a sua
família. As pessoas que cultivaram o
frango, a carne bovina ou a carne suína ali presentes não fizeram isso porque
amavam sua família e queriam ajudar vocês. O mesmo é válido para todas as outras pessoas que produziram todos os
outros alimentos do almoço: elas não acordaram cedo, trabalharam diuturnamente
e se sacrificaram apenas por algum impulso caritativo. Elas fizeram isso porque queriam melhorar a
vida delas próprias. E, para melhorar a
vida delas próprias, elas buscaram o lucro. E, ao buscarem o lucro, elas melhoraram a sua vida e a vida da sua família.
Ter prejuízo significa destruir valor – por isso é importante haver falências
Eis
aqui uma maneira simples e leiga de entender o lucro.
Imagine que você adquiriu um material que, em
seu estado bruto e inalterado, vale $100. Ato contínuo, você altera essa matéria-prima, adiciona sua criatividade
e sua mão-de-obra, e gera um produto final que as pessoas irão voluntariamente
querer adquirir por $150.
Você gerou
valor para a sociedade. Você acrescentou
valor para a sociedade e auferiu um lucro por causa disso.
Agora, imagine que você adquire esse mesmo
material, que em seu estado bruto e inalterado vale $100, altera-o à sua
maneira e gera um produto final valorado em apenas $50 pelas pessoas.
Você não apenas não auferiu lucro nenhum,
como na realidade subtraiu riqueza da
sociedade. A sociedade ficou mais pobre
por sua causa.
Como
isso pode ser considerado algo virtuoso? É exatamente por isso que empresas que geram prejuízos são deletérias
para uma sociedade. Elas consomem
recursos e não entregam valor. Elas, na
prática, subtraem valor da sociedade.
Uma empresa que opera com prejuízo é uma
máquina de destruição de riqueza. (O mecanismo sinalizador que orienta
todas as decisões e fornece os resultados é o sistema de preços).
E
é por isso que empresas que operam continuamente com prejuízo — por mais
importantes que elas sejam para o “orgulho nacional” — devem falir e ser
vendidas para novos administradores mais competentes. Falências são algo extremamente
positivo para uma economia, pois permitem que aqueles concorrentes mais
produtivos e mais capazes tenham a oportunidade de comprar os ativos das
empresas falidas a preços de barganha, permitindo-os fortalecer suas operações
e voltar a criar valor para a sociedade.
Um governo proteger empresas
falidas ou que operam com seguidos prejuízos é a maneira mais garantida de
empobrecer uma economia.
Ademais, qual dessas façanhas é mais difícil de ser alcançada seguidamente:
lucros ou prejuízos? Não é
exagero dizer que não é necessário nenhum talento especial para se alcançar
prejuízos contínuos. Agora, lucrar
continuamente em uma economia livre — uma economia na qual nenhuma empresa
usufrui privilégios e proteções do governo –, isso sim exige talento.
Com efeito, é muito difícil até mesmo ficar
no zero a zero.
A natureza do lucro
Economistas
veem o lucro de uma maneira mais profunda. Para eles, o lucro não é um montante amorfo que sobrou após todos os
custos terem sido pagos. Segundo Ludwig Von Mises:
O que possibilita o surgimento do lucro é a
ação empreendedorial em um ambiente de incerteza. Um empreendedor, por
natureza, tem de estar sempre estimando quais serão os preços futuros dos bens
e serviços por ele produzidos. Ao estimar os preços futuros, ele irá
analisar os preços atuais dos fatores de produção necessários para produzir
estes bens e serviços futuros.Caso ele avalie que os preços dos fatores
de produção estão baixos em relação aos possíveis preços futuros de seus bens e
serviços produzidos, ele irá adquirir estes fatores de produção. Caso sua
estimação se revele correta, ele auferirá lucros.Portanto, o que permite o surgimento do lucro
é o fato de que aquele empreendedor que estima quais serão os preços futuros de
alguns bens e serviços de maneira mais acurada que seus concorrentes irá
comprar fatores de produção a preços que, do ponto de vista do estado futuro do
mercado, estão hoje muito baixos.Consequentemente, os custos totais de
produção — incluindo os juros pagos sobre o capital investido — serão menores
que a receita total que o empreendedor irá receber pelo seu produto
final. Esta diferença é o lucro empreendedorial.Por outro lado, o empreendedor que estimar
erroneamente os preços futuros dos bens e serviços irá comprar fatores de
produção a preços que, do ponto de vista do estado futuro do mercado, estão
hoje muito altos. Seu custo total de produção excederá a receita total
que ele irá receber pelo seu produto final.Esta diferença é o prejuízo
empreendedorial.Assim, lucros e prejuízos são gerados pelo
sucesso ou pelo fracasso de se ajustar as atividades produtivas de acordo com
as mais urgentes demandas dos consumidores. […]Lucros e prejuízos são fenômenos que só
existem constantemente porque a economia está sempre em contínua mudança, o que
faz com que recorrentemente surjam novas discrepâncias entre os preços dos
fatores de produção e os preços dos bens e produtos por eles produzidos, e
consequentemente haja a necessidade de novos ajustes. […]O que cria lucros e prejuízos não é o
capital empregado. Ao contrário do que pensava Marx, o capital não
“gera lucro”. Bens de capital são objetos sem vida que, por si
sós, não realizam nada. Se eles forem utilizados de acordo com uma boa
ideia, haverá lucros. Se eles forem utilizados de acordo com uma ideia
equivocada, haverá prejuízos ou, na melhor das hipóteses, não haverá
lucros.É a decisão empreendedorial o que cria tanto lucros quanto
prejuízos. É dos atos mentais, da mente do empreendedor, que os lucros se
originam, essencialmente. O lucro é um produto da mente, do sucesso de se
saber antecipar o estado futuro do mercado. É um fenômeno espiritual e
intelectual.Condenar qualquer lucro como sendo
‘excessivo’ pode levar a situações tão absurdas quanto aplaudir uma empresa
que, outrora muito lucrativa, passou a desperdiçar capital e a produzir
ineficientemente a custos mais altos.Esta redução na eficiência e, consequentemente,
nos lucros logrou apenas fazer com que os cidadãos fossem privados de todas as
vantagens que poderiam usufruir caso os bens de capital desperdiçados por esta
empresa fossem disponibilizados para a produção de outros produtos.Ao repreender alguns lucros como sendo
‘excessivos’ e consequentemente penalizar empreendedores eficientes com uma
elevação de impostos para “compensar” os altos lucros, a sociedade
está prejudicando a si própria. Tributar lucros é o
equivalente a tributar quem se mostrou bem-sucedido em servir ao público.
Os lucros atraem concorrências e geram o progresso
Quando
uma determinada empresa surge no mercado com um produto novo ou altamente
aprimorado, satisfazendo desejos e demandas dos consumidores, os lucros que ela
passa a auferir com esse produto podem, à primeira vista, parecer enormes.
Só que, quanto maiores forem esses lucros, mais
eles atrairão novos concorrentes (a menos que o governo proíba ou
dificulte ao máximo, como fazem, por exemplo, as regulações estatais). E esses novos concorrentes aumentarão a oferta desse produto.
Ato contínuo, a maior oferta fará com que os
altos lucros da empresa já estabelecida se evaporem, o que a obrigará a buscar métodos de produção mais eficientes (menos custoso) caso queiram voltar a ter lucros maiores. Caso consiga, estes lucros maiores acabarão atraindo ainda mais concorrentes, que irão novamente reduzir esses lucros.
E então, para competir com estes novos concorrentes, todos os empreendedores já estabelecidos (observe que o número de ofertantes já aumentou) terão de repassar estes métodos de produção mais eficientes (menos custosos) ao consumidor na forma de preços mais baixos ou produtos melhores.
Olhando em retrospecto, torna-se evidente que os altos lucros
funcionaram como um sinal enviado aos outros produtores: “Ei, olhem para
cá! As pessoas realmente querem esse
produto; querem mais desse produto!”.
E quem ganha são todos os indivíduos consumidores.
Conclusão
A
hostilidade direcionada ao lucro, seja ela motivada ou pela inveja ou pela
ignorância ou pela demagogia, é irracional. Ela só é aceitável quando uma determinada empresa aufere seus lucros em
decorrência de suas conexões políticas com o governo (que garante a ela subsídios, ou que a
protege da concorrência
externa via tarifas
protecionistas, ou que impede o surgimento de concorrentes via agências reguladoras).
Fora
isso, em um mercado livre, lucros representam muito mais do que a saúde
financeira de uma empresa: eles indicam que a empresa está utilizando recursos
escassos de maneira sensata e está satisfazendo os desejos dos consumidores;
indicam que a empresa está genuinamente criando valor para a sociedade e está
aprimorando a qualidade de vida e o progresso.
Lucro
é aquilo que todos nós buscamos quando, ao tentar melhorar nosso bem-estar,
acabamos por melhorar o bem-estar de terceiros por meio de transações
comerciais pacíficas e voluntárias.
Lucro
não é evidência de comportamento suspeito. Comportamento suspeito, isso sim, é fazer acusações infundadas contra o
lucro.
Atualmente,
há no mundo um regime voltado exclusivamente para se certificar de que nenhum
indivíduo esteja auferindo qualquer tipo de lucro: a Coreia do Norte
marxista. Como consequência, não há nem
sequer luz
elétrica para a sua população.
Para comprovar como tudo no Brasil é zoado:
Lucro de aéreas deve ser o maior desde os anos 60, mas Brasil vai na contramão
Impulsionado por queda do preço do petróleo e recuperação dos EUA, ganho do setor aéreo em todo mundo deve atingir US$ 29,3 bilhões neste ano, alta de quase 80% em relação a 2014
O presidente da Iata citou entre os exemplos negativos de intervenção estatal o “preço artificial” do querosene de aviação no Brasil, definido pela Petrobrás. Segundo ele, o Brasil tem o segundo combustível mais caro do mundo para a aviação, atrás de Malawi, o que faz com que o custo para abastecer um avião responda por 40% dos custos das empresas brasileiras, contra uma média global de 30%.
A mesma crítica foi feita no domingo à noite pelo vice-presidente da Iata para a América Latina, Peter Cerdá. “Isso se deve ao cálculo da Petrobrás. Mesmo com 75% do óleo produzido no Brasil, o preço é determinado como se fosse importado.”
economia.estadao.com.br/noticias/geral,lucro-de-aereas-deve-ser-o-maior-desde-os-anos-60-mas-brasil-vai-na-contramao-imp-,1702558
Isto é o óbvio! Mas não para os bolivarianos de nossa pobre latino américa!
Em um país onde a taxa de juros é estratosférica e num setor onde o número de concorrentes é muito baixo, faz sentido o HSBC deixar de operar no Brasil?
Isto é “culpa” do fator Brasil ou incompetência para lucrar?
Sou novo por aqui, não entendo muito de economia. Uma dúvida As concessões feitas agora há pouco pelo governo, são boas ou ruins para a economia ?
Gostaria de de saber o que os amigos do site, que defendem o enxugamento do estado para diminuir a corrupção, têm a dizer sobre a corrupção na FIFA, entidade privada…
abraços
A origem do equívoco que leva à condenação do lucro é uma concepção simplória do que é a riqueza, que é imaginada como algo finito, pré-existente, que não é criado nem destruído, apenas apropriado. Assim sendo, só é possível ter lucro se outro alguém tiver um prejuízo de igual valor, e portanto, ter lucro é moralmente condenável.
No mundo real, a riqueza não é pré-criada, e embora finita no espaço, não é finita no tempo: ela pode ser criada indefinidamente, assim como pode ser destruída. O lucro nada mais é do que a criação de riqueza. Os católicos do século 14 também condenavam o lucro, a que denominavam usura, porque acreditavam que a riqueza só podia ser criada por Deus e não pelas pessoas; entretanto, a riqueza dos nobres e dos próprios eclesiásticos não era pecaminosa porque supostamente era a vontade divina. Judeus e protestantes não compartilhavam desta crença, por isso eles ficaram ricos e nós ficamos pobres. A garotada esquerdista do século 21 tem muito mais em comum com os frades do século 14 do que eles supõem!
Concordo com o artigo. Os lucros não podem ser demonizados se são absolutamente necessários para a organização investir e se manter ativa no mercado.
Um complicador é que o nosso ambiente de negócios é doente, destorcido. Empresas que parecem ter lucro na verdade destroem valor, enquanto outras, lucrativas, são sufocadas pela carga fiscal ou outras práticas não competitivas.
Belo texto. Um tanto quanto óbvio, mas ainda assim serve como um ótimo tapa na cara dos estatólatras corporocratas e seus asseclas alienados e, em geral, desprovidos da mesma riqueza que esses auferiram por ‘conquistas’.
Olá, alguém poderia me tirar uma dúvida?
Em uma economia onde existam apenas 2 indivíduos (a fim de possibilitar o cálculo).
Digamos que cada cidadão possua 500 mangos, somando o total de riqueza nesta economia em 1000 mangos.
Se o cidadão A achar uma pepita de ouro, ao acaso, e vendê-la por 100 mangos para B, ele criou riqueza ou simplesmente convenceu B a transferir 100 mangos para ele? No final podemos entender que A passou a possuir 600 e B 400, totalizando os mesmos 1000.
Claro que a pepita ainda existe, e B a valora em 100, porém, se A não estiver interessado em compra-la de volta no futuro, ela simplesmente deixa de ter valor econômico, já que não existem outros interessados.
Entendo que esta visão está errada, não estou contestando nada, só quero compreender melhor como se deu, matematicamente, a criação de riqueza.
A quem dispor de atenção e paciência, muito obrigado.
Excelente artigo, mas isso também precisa ser analisado à luz das ‘picuinhas’ do dia a dia das pessoas. Se pensarmos bem, não é tão difícil para um indivíduo de bom coração – e analfabeto econômico – pensar que tem sim que tributar o lucro.
Ontem mesmo eu estava vendo um artigo com fotos de uma campanha de 2007, que contrasta o luxo de alguns e a miséria de outros, e me lembrei da época em que eu era bastante simpática às ideias socialistas, marxistas, etc*. A coisa mais fácil de se pensar era que tributar esses insensíveis capitalistas (não necessariamente com essas palavras) era a coisa mais correta e mais justa a se fazer. “Como pode esse tipo de gente gastar tanto dinheiro com coisas supérfluas, enquanto esse dinheiro poderia estar satisfazendo tantas pessoas?”, certamente era uma ideia bem comum.
Não sei se é inveja, mas provavelmente as pessoas condenam muito mais o luxo do que o próprio lucro. Se você é um capitalista mas leva uma vida simples, certamente não seria nenhum incômodo o quanto que você aufere de lucros. É só reparar que sonho de esquerdista é principalmente filho de rico estudando com filho de pobre (obviamente não em uma escola particular).
*As escolas fazem um bom trabalho nisso: meu coração quixotesco não resistiu a enxergar no socialismo um sistema que se preocupa com todos; a ver Marx e Engels dois intelectuais extremamente conscientes das injustiças sociais e Lênin e Trotsky como heróis; e a achar a Revolução Russa o acontecimento mais excitante de todos os tempos. Que romântico!
Artigo providencial diante a iminência do tiro de misericórdia que a mão pesada do estado dará nos segmentos produtivos remanescentes.
A nota diz: Governo prevê arrecadar até R$ 18 bi com nova tributação.
Confira:
economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-preve-arrecadar-ate-r-18-bi-com-nova-tributacao,1702472
O cinismo é descarado e até o palavreado é coisa de malandro, vulgo "andar de cima", aliás tudo está arquitetado para estrangular a galinha dos ovos de ouro, a sanha em andamento será para tributar o lucro das empresas e afins.
Destarte e conforme reitera o tema, não há investimento sem lucro!
De modo que alvoroçar sobre o lucro é sinônimo de sucateamento da produção.
Desafortunadamente a massa popular desconhece ou se recusa a saber que o País tributa vorazmente a cadeia produtiva, cuja parafernália de impostos já obliterou e segue dizimando especialmente muitos segmentos de transformação.
Ademais, se aos olhos dos comunas R$ 1 milhão é riqueza, então qualquer “micho-empresa” não passará incólume e salvo melhor interpretação incrementará o êxodo de diversos setores para países mais atrativos e afeiçoados à produção.
Vislumbra-se nessa irracional tungada federal acelerada argentinización en Brasil y por lo tanto cumplenos solo aguardar la "extrema-unção, vela e caixão".
E segue o féretro…
O lucro verdadeiro só será possível se não houver impostos.
Concordo plenamente com o artigo, 100%, porém o problema grande enfrentado hoje em dia é que há uma intervenção estatal muito forte, principalmente América Latina, o que gera muitas distorções nesses cenários. Um exemplo claro é a intervenção no Brasil referente ao preço da gasolina, com certeza muitos estão e estavam auferindo altos lucros, porém conseguiram quebrar várias usinas de açucar e alcool ao redor do Brasil, gente que investiu pelo fato do incentivos dado no governo Lula (www.paginarural.com.br/noticia/77508/brasilia-uniao-incentiva-plantio-de-cana-em-areas-degradadas-da-amazonia), financiavam plantios até na Amazônia, e depois de quatro anos alteram completamente o rumo da política referente a esse segmento. A pergunta que fica é a seguinte, quem no Brasil tem algum incentivo de fazer investimentos com essas alterações completamente opostas de políticas para setores da economia? O grande problema é que a maioria das empresas no Brasil que geram grandes lucros tem algum tipo de “benefício divino” e infelizmente não respeitam a lógica desse artigo. Outra coisa que quase ninguém fala é que a inflação está nesse patamar sim pelo fato dos ajustes dos preços controlados pelo governo, mas também pelo fato de estarem imprimindo dinheiro loucamente, essa segunda afirmação é pouco ou nada comentada nas mídias.
Qual é o mal de se gerar valor para terceiros e ser recompensado por isso?
Quem condena o lucro em si mesmo não compreende (ou finge não compreender) o que ele é; confunde “interesse próprio” com “interesse egoísta”.
* * *
Lucros só são suspeitos e imorais em economias fechadas como a nossa. Não tem nada de bonito em uma empresa que lucra unicamente por ser beneficiária de medidas protecionistas, câmbio desvalorizado, agências reguladoras, boas conexões com políticos e burocratas etc.
O lucro nada mais é do que o capital que a burguesia extrai do proletariado sob forma da Mais-Valia. O resto é falácia da mídia golpista ou delírios da ideologia neoliberal.
Gostaria de ler um artigo na visão libertaria sobre o rompimento da barragem de Bento Rodrigues.
Sei que existem vários artigos aqui que abordam os assuntos(concessões, licenças, justiça, etc) separadamente, mas uma análise baseada em um evento atual seria interessante.
Obrigado.
Tenho uma dúvida que sai um pouco do foco do artigo, mas qual a solução do ponto de vista libertário para impactos ambientais causados por empresas privadas, como a tragédia de Mariana? 65 milhões de metros cúbicos de lama tóxica (com alta concentração de arsênio, ferro e mercúrio), que está afetando o abastecimento de água de várias cidades.
Mas como obrigar os responsáveis a ressarcirem os prejudicados?
Infelizmente temos que passar por isso, o que aconteceu como a principal empresa do Brasil que não preciso aqui citar nomes, o escândalo envolvendo essa empresa e o governo e uma mancha que irá ficar em nossa história, enquanto os que fizeram parte disso, grande parte passam impunes, nós temos que pagar as contas disso tudo com os aumentos e reajustes diários em nossas contas.
brasil morreu.
Excelente artigo. Especialmente na época triste que vivemos. Empreender em nossa economia é tarefa árdua, exige perseverança, e lucrar é o esperado pela pessoa que empreende, é o fruto de nosso trabalho. Infelizmente os pequenos empreendedores sentem mais os custos, e continuar é uma verdadeira luta.
Muito bom o artigo.
vivabemsempre.com
Mesmo com tanta conrrupção, o importante é que a PTbras é nossa!! Belo Artigo!!!
A suposta contradição entre a busca de lucros e a caridade é falsa.
Primeiro, a busca de lucros beneficia a todos os envolvidos e mais.
Segundo, a existência de lucros permite o financiamento da caridade.
* * *
Uma grande verdade que os lucros são necessários para a organização existir e rodar a economia…
Concordo plenamente!
Com lucro as empresas podem produzir mais e também investir em inovação e tecnologia, ou seja, gerar mais valor para a população.
Ótimo post!
Concordo.
Concordo,
Ótimo post!
Verdade Mesmo assino embaixo!!!
Alem de gerar valor ganha uma boa audiência
Pessoal, tenho algo entre 20 e 25 mil para colocar em renda fixa. Vocês acham que em 2022, qualquer coisa atrelada ao IPCA de 2022 vale mais que CDB e CDI?
Quero algo igual ou acima da inflação. Oq sugerem?
A questão é que eu movimento aproximadamente R$50mil em bitcoin todos os meses. Eu e alguns clientes chegamos a conclusão que é mais vantajoso transacionarmos dessa forma e assim estamos fazendo. Eu estava usando a minha conta no Mercado Bitcoin para transformar os bitcoins em reais desde 2017 até 15 dias atrás quando recebi um e-mail do Mercado Bitcoin dizendo que eles tinham o direito de bloquear permanentemente qualquer conta e que eles estariam fazendo isso com a minha a partir daquele momento. Só pude sacar o meu saldo atual e foi isso, desde então fiquei preocupado com essa situação. Caso alguém aqui possa me ajudar com as seguintes dúvidas eu agradeceria imensamente.
– Qual é a melhor forma de transformar os bitcoins em reais para sacá-los? É possível fazer isso sem usar o CPF pessoal?
– Qual é a corretora mais desburocratizada e com limites de saque mais altos que existe no Brasil? Para onde eu deveria ir? Não quero receber esse tipo de e-mail nunca mais.
– Existe alguma outra criptomoeda, sem ser o bitcoin, que seja mais fácil transformar em reais para poder gastar o dinheiro no mundo real? Qual seria o método ideal para movimentar essa quantidade de dinheiro através de criptomoedas sem gerar suspeitas?
Muito obrigado.
aeroin.net/dispara-o-numero-de-pessoas-alugando-avioes-para-tirar-seus-pets-de-hong-kong/
Esse aqui é o país mais livre do mundo?
E você chamou a atenção para um ponto importante porque, aqui no Brasil, tá cheio de candidato à presidente (contabilizo pelo menos três entre os quatro principais) que defende submissão total à China. Que o povo tenha isto em mente.
====Qual seria meu prêmio, caso eu acerte o presidenciável que não se dispõe a curvar-se a Xi Jiping? (risos)
Eu tenho noções básicas de economia. Não tem muito a ver com o assunto tratado, mas quero entender melhor essa situação: a moeda atual é papel que se troca por bens. Eu vejo a inflação como um monte de dinheiro disponível que não se pode usar para trocar por muita coisa, porque a oferta de papel está maior que a de bens. Em tese, no meu entender, se existissem mais bens, o dinheiro voltaria a ser trocado por mais coisas, e aparentemente a “economia melhoraria”. Mas como fazer esses bens? É curioso que o despejo de dinheiro por meio de financiamentos para estimular essa produção apenas geraria mais inflação. Desculpe se disse alguma bobagem.