A ideia da secessão sempre foi sistematicamente demonizada pelos seus
oponentes. As acusações feitas aos
defensores da secessão vão desde racismo e preconceito a antipatriotismo. Para tais pessoas, é inaceitável que um
indivíduo tenha o direito de não mais pertencer a um arranjo cujo governo ele
julga ser um violador sistemático de seus mais básicos direitos.
O conceito de secessão é simples: se um governo não mais protege os direitos
de um indivíduo, então esse indivíduo deve ter o direito de abolir sua
subserviência a esse governo. Ato
contínuo, um grupo de indivíduos pode renunciar à sua subserviência ao governo
vigente e formar um novo governo, por exemplo.
No entanto, essa simples noção de descentralização é vista como reacionária
e atrasada, ao passo que o nacionalismo e a centralização são arranjos
retratados como progressistas e inevitáveis.
Sempre que uma unidade política pequena mostra seu desejo de se separar
de uma unidade política grande — como a Catalunha da Espanha, Veneza da Itália, e Escócia do Reino Unido
–, suas motivações são rotuladas como vergonhosas e perversas, ao passo que as
motivações do governo central que quer impedir essa secessão sempre são
patrióticas e abnegadas.
Como sempre, campanhas de desinformação têm o intuito de fazer com que
ideias potencialmente libertadoras sejam vistas como tóxicas e perigosas, e transmitem
a mensagem de que uma pessoa que queira aceitação e popularidade deve se manter
longe de qualquer ideia — nesse caso, a secessão — que o regime tenha
condenado.
Mas quando deixamos as calúnias e as desinformações de lado, percebemos que
o apoio à secessão significa simplesmente o seguinte: é moralmente ilegítimo
utilizar a violência do estado contra indivíduos que optaram por se agrupar de
maneira distinta daquela que o atual regime decidiu agrupá-los. Eles apenas preferem viver sob uma jurisdição
distinta. Libertários consideram inaceitável agredi-los
por isso.
Hoje já está bem documentado o fato de que foi a ordem política descentralizada
da Europa que tornou possível o surgimento da liberdade. A ausência de uma autoridade política
unificada na Europa e a vasta multiplicidade de pequenas jurisdições colocaram
um limite estrito sobre as ambições de qualquer monarca. A capacidade dos indivíduos se locomoverem de
um lugar para o outro significava que um monarca perderia sua base tributária
caso sua opressão se tornasse intolerável.
O pensador Frank Chodorov
fez a mesma
observação:
Quando o indivíduo é livre para se
locomover de uma jurisdição a outra, surge um limite ao grau com que um governo
pode utilizar seus poderes monopolísticos.
O governo se torna refém do medo de perder cidadãos pagadores de
impostos, e isso restringe suas ações totalitárias da mesma maneira que o temor
de uma perda de clientes impede que alguns monopólios se tornem muito
arrogantes.
Nenhum tirano jamais defendeu um poder descentralizado ou dividido, o que
explica por que todos os totalitários do século XX eram oponentes inflexíveis
do federalismo.
Ou, como escreveu Mises em 1927:
A circunstância de se ver obrigado a
pertencer a um estado, contra a própria vontade, por meio de uma votação, não é
menos penosa do que a circunstância de se ver obrigado a pertencer a esse
estado em razão de uma conquista militar (Liberalismo
— Segundo a tradição clássica, p.137).
Mises já havia compreendido que a democracia não apenas não era um
substituto para uma sociedade liberal, como na realidade era sua inimiga. Mais uma vez, ele foi provado correto: quase
100 anos depois, fomos conquistados, ocupados e subjugados pelo estado e pelo
seu falso verniz das eleições democráticas.
O governo federal se tornou hoje o suposto gerente de praticamente todos
os aspectos de nossa vida econômica e social.
E é exatamente por isso que devemos levar a sério a ideia da secessão, tanto
em termos conceituais — pois é consistente com o libertarianismo — quanto
como uma real alternativa para o futuro.
Alguém realmente acredita que um estado social-democrata, multicultural e
fisicamente vasto, com mais de 200 milhões de pessoas, com interesses
econômicos, sociais e culturais bastante diversos, pode realmente ser
gerenciado para sempre por burocratas localizados em uma cidade isolada, sem
que isso gere conflitos sociais e disputas econômicas?
Alguém realmente acredita que podemos nos unir sob um estado que faz de tudo
para nos dividir? A retórica é sempre a
de ricos contra pobres, brancos contra negros, homens contra mulheres,
conservadores contra progressistas, cristãos contra agnósticos, gays contra
tradicionalistas, pagadores de impostos contra beneficiados por impostos, sul e
sudeste contra nordeste, e políticos corruptos contra todos?
Francamente, parece estar claro que o governo federal está propenso a fazer
uma balcanização do país. Sendo assim,
por que não buscar maneiras de fazer essa separação de maneira racional e
não-violenta? Por que rejeitar e
desprezar a secessão, que é justamente a alternativa mais pragmática e óbvia?
Movimentos secessionistas representam a derradeira esperança para
recuperarmos a grande tradição liberal-clássica e toda a civilização que ela
possibilitou. Em um mundo que se tornou
esclerosado pelo poderio estatal, a secessão oferece a esperança de que
sociedades genuinamente livres, organizadas em torno de mercados e de interações
voluntárias em vez de coerção e governos centralizados, ainda podem existir.
A secessão tem de ser “de baixo para
cima”
“Mas como tudo isso poderia realmente acontecer?”, é o que você deve estar
pensando. Para criar um movimento
secessionista viável não seria necessário convencer a maioria da população —
ou pelo menos uma maioria do eleitorado — a se juntar a uma campanha política
maciça, tipo as eleições presidenciais?
Não, de jeito nenhum. Construir um
movimento libertário secessionista não necessita de uma organização política
massificada: com efeito, fazer movimentos políticos nacionais que tentem
agradar a esquerda e a direita será, além de ingênuo, um enorme desperdício de
tempo e de recursos escassos.
Em vez disso, o foco deve ser uma resistência local ao governo federal na
forma de uma “revolução de baixo para cima”, como Hans-Hermann Hoppe explica em detalhes aqui.
Temos de utilizar, de maneira defensiva, todos os espaços que o governo
ainda nos permite e que ele ainda não ocupou: assim como o uso da força só é
justificável em caso de autodefesa, o uso de meios democráticos só é
justificável quando utilizado para se alcançar fins libertários,
não-democráticos e a favor da propriedade privada.
Em outras palavras, uma insurreição de baixo para cima utiliza tanto a
persuasão quanto mecanismos democráticos para se alcançar a secessão em nível
individual, familiar, comunitário e, finalmente, local — de inúmeras maneiras,
isso envolve simplesmente ignorar o governo central em vez de tentar
inutilmente conformá-lo aos nossos desejos.
A secessão, corretamente entendida, significa retirar o consenso em relação
ao governo e simplesmente se retirar desse arranjo — e não tentar capturar o
governo politicamente para “converter o rei”.
A secessão não é um movimento
político
Por que o caminho para a secessão não é político, pelo menos em nível
nacional? Francamente, qualquer ilusão
sobre “uma tomada libertária do aparato político” é pura fantasia; e mesmo se
realmente houvesse uma mudança radical na mentalidade da população, o exército
de milhões de funcionários públicos federais simplesmente não irá desaparecer.
Convencer a população a adotar um sistema político libertário — mesmo que
tal paradoxo fosse possível — é um esforço inútil em nossa atual cultura
estatizante.
A política é um indicador retardatário.
A política segue a cultura. A
cultura comanda, a política segue. Não
haverá nenhuma mudança política enquanto não houver uma mudança filosófica,
educacional e cultural. Ao longo dos
últimos 100 anos, a mentalidade estatizante assumiu o controle da educação, da
mídia, das artes, da literatura e da cultura popular — e assim, em consequência disso, eles tomaram o
controle da política. Não ocorreu ao
contrário. Primeiro houve a mudança
cultural, depois a veio a política.
É por isso que o nosso movimento, o movimento libertário, tem de ser uma
batalha pelos corações e mentes. Tem de
ser uma revolução intelectual de ideias, pois, neste exato momento, as ideias
ruins estão dominando o mundo. Não é
possível esperar que ocorra um milagre político libertário em uma sociedade
não-libertária.
Sim, é verdade que a filosofia da liberdade está crescendo ao redor do
mundo, e há indícios de que ela está ganhando corações e mentes. Esse é o momento de sermos ousados, e não de
sermos pessimistas. Porém, o libertarianismo jamais será um movimento
político de massa, isto é, defendido pela maioria da população.
Várias pessoas sempre irão defender o estado, e não devemos nos iludir
quanto a isso. Pode ser por causa de
traços genéticos, de fatores ambientais, de influências familiares, de uma
escolaridade tendenciosa, ou simplesmente por causa de um inato desejo humano
de querer a ilusão da segurança.
No entanto, será um erro fatal querer diluir a nossa mensagem apenas para
buscar aprovação de pessoas que automaticamente serão sempre contra nós. Será uma perda de tempo e energia preciosos.
O que é importante não é tentar convencer aqueles que fundamentalmente
discordam de nós, mas sim tentar sair do controle político deles.
É por isso que a secessão é uma abordagem taticamente superior: é muito
menos hercúleo convencer pessoas de mentalidade pró-liberdade a sair de um
arranjo estatal do que convencer aqueles de mentalidade estatista a ignorar o
estado.
O que tanto os progressistas quanto os conservadores não entendem — ou,
ainda pior, talvez entendam perfeitamente — é que a secessão fornece um
ambiente que genuinamente tolera a diversidade, pois ale cria um arranjo em que
pessoas de cultura, religião e comportamento distintos não estão todas sob a
mesma canga estatal e não mais são obrigadas a conviver sob as mesmas
regras. A secessão fornece um arranjo
que permite que pessoas com visões e interesses completamente divergentes vivam
pacificamente como vizinhos, em vez de serem obrigadas a sofrer sob um mesmo
governo central que as joga umas contra as outras.
Por fim, vale fazer uma ressalva importante: a secessão é um direito individual. Isso significa que ela não é uma obrigação
coletiva, e não pode imposta a quem
não a quer. Sendo assim, ainda que a
maioria da população que vive em um determinado território queira se separar do
governo central, ela não pode obrigar os outros moradores que não queiram se
separar a participar da secessão. A
secessão não é uma questão de maiorias ou minorias, mas sim de indivíduos.
A questão foi abordada com insuperável clareza pelo maior liberal clássico
de todos, Ludwig von Mises:
O direito à autodeterminação, no que
tange à questão da filiação a um estado, significa o seguinte, portanto: quando
os habitantes de um determinado território (seja uma simples vila, todo um
distrito, ou uma série de distritos adjacentes) fizerem saber, por meio de um
plebiscito livremente conduzido, que não mais desejam permanecer ligados ao
estado a que pertencem, mas desejam formar um estado independente ou tornar-se
parte de algum outro estado, seus anseios devem ser respeitados e cumpridos.
Este é o único meio possível e efetivo de evitar revoluções e guerras civis e
internacionais. (Liberalismo
— Segundo a tradição clássica, p. 128)
E ele conclui enfatizando que esse direito se estende:
aos habitantes de todo o território
que tenha tamanho suficiente para formar uma unidade administrativa
independente. Se, de algum modo, fosse possível conceder esse direito de
autodeterminação a toda pessoa individualmente, isso teria de ser feito. (Liberalismo
— Segundo a tradição clássica, p.129)
A tarefa de convencimento será árdua, mas terá de ser
feita. As ideias mais comuns atuais são
centralização, redistribuição, inflação, protecionismo e privilégios. A ideia mais incomum é a liberdade.
Se não fizermos, ninguém fará por nós.
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Autores:
Lew Rockwell, chairman e CEO do Ludwig von
Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.
Jeff Deist é o
atual presidente do Ludwig von Mises Mises Institute.
Se não podemos obrigar ninguém a se separar de um Estado, então todas as pessoas de determinada região teriam que concordar em se separar.
A probabilidade disso ocorrer em uma cidade tende a zero.
Então não vejo como uma secessão ocorrer em uma cidade sem o uso da força ou da coação de alguns habitantes.
Alguém tem solução para uma secessão, em uma cidade que já existe, por meios pacíficos?
Secessão Já! Brasil do Norte e Brasil do Sul Já!
Havia pensado nessa ideia de secessao. Mas será mesmo que entendi o texto?
Me parece que a sugestão seria reunir uma comunidade em algum local um pouco mais isolado dos estatistas pra que esses não tenham motivo pra denunciar a comunidade, e esta aplicar o PNA na ‘regiao’ e rejeitar qualquer controle governamental na mesma. Seria isso se levado a pratica?
Eu sei que foge um pouco do assunto, mas acho que parte da culpa pelo caminho que estamos trilhando é devido a falta de engajamento político por parte dos liberais e da direita.
Ficam cheio de "mimimi" do por que não votar, mas enquanto isso os doutrinados e esquerdistas votam e tornam a vida de todos cada vez pior.
E aquele discurso que voto não muda nada deveria ser repensado, basta olhar para a Venezuela e vê o estrago que fez a falta de uma organização política de direita ou liberal. Agora que tentam criar uma oposição já é tarde, as instituições já foram tomadas pela esquerda.
Pensem, o buraco pode ser ainda mais fundo.
E talvez, se fossemos bem organizados, poderíamos tomar frente pela secessão de São Paulo, já que muitos paulistas são simpatizantes da ideia, mas falta pessoas para tomar frente.
Para mim, questões de secessão e unificação, é questão política, sobre a ótica de não ter obrigações, e ao mesmo tempo ter vantagens.
Eu tenho minhas duvidas sobre a eficácia de uma secessão brasileira por exemplo.
Ainda mais hoje, quando o mundo está de olho nos recursos naturais da Amazônia, na Água brasileira.
Uma secessão só iria enfraquecer nossas defesas, não digo militarmente, porque nesse campo, não temos lá muitas chances, mas como um povo.
Infelizmente, secessão enfraquece os dois lados, além de gerar brigas desnecessárias para ver quem fica com o que.
E realmente, não sabemos as reais intenções do mundo perante a Amazônia e nossos recursos que a cada ano que passa estão mais escassos no mundo.
E tem a máxima: “Dividir para conquistar”.
África só irá para frente, quando for unificada.
A Catalunha poderia ser um lugar melhor se ganhasse sua independência, o que enfraqueceria ainda mais a Espanha.
O pessoal aqui está mais animado agora que o Levy disse que o motor do crescimento é a poupança e que o crescimento baseado em crédito é limitado?
abraços
Depois de 14 anos de lulopetismo, a secessão até é uma ideia apreciável. Seção dos estados do sul e sudeste. Mas precisaria de uma mobilização social intensa, e a sociedade está longe disso, atualmente.
Legal, mas aqui no Brasil não funciona.
Primeiro que a lei proíbe qualquer tentativa de secessão;
Segundo que se você não pagar os impostos da sua terra, mais cedo ou mais tarde vão te tomar ela;
Terceiro, só seria possível por meio da guerra, e das grandes. Por que? Porque mesmo que você tivesse um exército pequeno, você não conseguiria enfrentar o exército brasileiro e a menos que um outro grande país o ajudasse, tipo EUA, você não conseguiria. Seria mais uma guerra dos Farrapos.
Talvez se conseguirem sensibilizar instituições internacionais se consiga alguma coisa.
O Hoppe mora nos EUA, nem na Alemanha, seu país de origem isto daria certo.
A secessão simplesmente gera MAIS GOVERNOS e MAIS ESTADOS num território.
Quer multiplicar o número de governos e de Estados? SECESSÃO.
Solução sempre foi: LIBERALISMO, DEMOCRACIA, REPÚBLICA.
Este texto é inacreditável.
Não faz tanto tempo que achava extremamente preconceituoso uma pessoa defender a secessão. É proibido fundar um estado independente dentro daqui, e é crime fazer apologia a algum crime. Então apoiar a secessão é… um crime!
Olha só que pensamento. Veja como uma pessoa consegue ser cega.
Eu não acredito que já pensei isso!
Aproveitando o presente artigo, alguns artigos relacionados ao assunto em questão:
A posição de Mises sobre a secessão
Independência de Brasília ou morte
Um manifesto separatista: discutindo a sério a secessão
Por meio deste ato, eu me separo
Secessão, descentralização e competição
A secessão de um país depende do tamanho do seu território?
Não haverá nenhuma revolução
O que o House of … quis dizer que ele não conseguiu passar com o argumento de se mudar pra fazenda.
Ele quis dizer que ele se mudaria para sua propriedade particular e, caso houvesse mecanismos para isso, faria a sua secessão pessoal e de sua família.
Deixaria de pagar os impostos diretos, tributos, taxas, etc. Pagaria somente os impostos embutidos nos produtos e serviços que “importasse” do país vizinho a sua propriedade privada.
Ele, por si mesmo, não pagaria nenhum imposto e também não teria direito a nenhum benefício estatal, até porque para todos os efeitos ele pertence a um outro país/nação/estado.
Também ali em sua propriedade o estado nada mandaria, crimes ocorridos ali seriam responsabilidade única do proprietário e de possíveis empresas de serviço privado de segurança.
A educação da família dessa pessoa seria responsabilidade dela mesma, e não havia nenhum tipo de regulação quanto ao conteúdo ministrado ou a necessidade de diplomas.
Caso ele queia construir uma nova sede em sua fazenda, ele não precisaria de um profissional ligado ao CREA, apenas construiria e arcaria com os ônus de suas escolhas. Por exemplo, se escolhesse um profissional ruim, a casa poderia desabar matando os seus filhos.
Ele não teria a quem culpar senão a si mesmo, devido a ter querido contratar um serviço de má qualidade, e possíveis ações judiciárias teriam que ser levadas a termo por arranjos privados.
Em suma, a pessoa, sua família e sua propriedade privada deixariam de ser parte do estado original e passariam a ser uma entidade independente, com todos os benefícios e malefícios que isso traria.
Gostaria de saber qual seria a opinião das pessoas (principalmente brasileiras) se fosse feita a seguinte proposta a elas:
– Secessão individual total do estado:
1 – A pessoa não pagará NENHUM tipo de imposto ou taxa sobre seu trabalho ou renda, nem sua propriedade;
1.1 – A pessoa poderia “exportar” a sua mão de obra para empresas associadas a este estado. Porém, como não faria parte do estado, seu salário viria limpo, sem nenhum tipo de extorsão de valores.
1.2 – Sua propriedade, casa, carros, bens, não estarão sujeitos a fiscalização, regulamentação ou taxação estatal. Não pagaria IPTU nem IPVA, poderia adquirir aparelhos não homologados pelo INMETRO, ANATEL, ANAC, ANEEL, etc.
1.3 – Ao transacionar com o estado original ele estaria importando/exportando produtos e serviços, sendo taxado somente no estado original.
1.4 – Dentro de sua propriedade as leis do estado não valem, o jogo de azar poderia ser liberado, assim como a venda de órgãos ou a prostituição. E todos os benefícios e malefícios advindos destas escolhas seriam do proprietário.
2 – A pessoa passa a não ter direito de utilizar nenhum serviço, bem ou propriedade estatal. Tendo que pagar a utilização cada vez que fizesse o uso destes;
2.1 – Para que seu veículo trafegasse nas vias públicas do estado original, este teria que pagar pedágios aos ‘donos’ destas propriedades, o estado.
2.2 – A polícia, fiscais de renda, juízes, oficiais de governo e militares não teriam jurisdição sobre a propriedade do indivíduo. Caso ele necessite destes serviços ele teria que contratar e pagar pelo serviço junto ao estado original ou à empresas privadas que ofereçam esses serviços.
2.3 – Títulos, diplomas, distintivos e outras formas de outorga de poder pelo estado não estariam válidos neste território privado. Somente se cada indivíduo aceitar este documento ele terá valor. Não seria obrigatório e nem seriam expedidos diplomas de formação nenhuma, exceto por instituições particulares, que teria que conquistar sua própria credibilidade com seu trabalho e esforço.
2.4 – O individuo seccionado perde o direito a todos os serviços oferecidos pelo estado original. Não poderá usar postos de saúde sem pagar pelo serviço, não poderia buscar a polícia ou judiciário sem pagar. Muito menos teria benefícios trabalhistas ou aposentadoria sem que pagasse por esses serviços.
Tudo isso poderia acontecer sem a mudança geográfica do indivíduo, seria uma espécie de secessão individual e talvez fosse possível, caso convencêssemos o estado a não utilizar sua força armada para agredir o indivíduo a voltar para o estado, independente de sua vontade.
A impossibilidade deste arranjo nos prova que no fundo somos todos escravos do estado, não tendo nenhum tipo de liberdade individual. Se nem uma das mais básicas liberdades tempos: a de possuir propriedade privada – como podemos nos dizer homens livres? Somos, no fim, propriedade privada do estado público.
Desde muito criança sempre sonhei com a separação do sul do resto do Brasil. Engraçado que ninguém nunca me incentivou a pensar assim. O argumento do texto é corretíssimo quando diz que nada adianta o convencimento das massas.
Não sinto nenhuma emoção ao ouvir o hino nacional brasileiro. Tenho preconceito contra quem não progride e depende da ajuda do governo. Sinto vergonha do país que pertenço. Penso que é possível sim procurar outra solução sem precisar sair de onde moro. Aqui meu pai me ensinou o valor e recompensa de trabalhar de sol a sol. Acordar cedo e pensar no futuro. Quando tivemos dificuldade no passado a instituição que nos ajudou foi a igreja, e não governo socialista corrupto.
Eu vivo repetindo para as pessoas que o Brasil é o país da secessão, é o lugar perfeito para que ela seja aplicada, exatamente pelo nosso histórico incontestável de tentativas frustradas de diferentes grupos de se separar do governo central e da união. Nós realmente podemos secessionar pequenas regiões como cidades e municípios, sendo que isso na verdade seria a única estratégia plausível para se promover secessão, ainda mais num país doutrinado em tantos dogmas socialistas e tradicionalistas como o nosso. Portanto, não adianta pensarmos em separar São Paulo ou a região sul mas sim apenas uma região com o mínimo de tamanho possível onde ainda possa existir uma grande e próspera população, talvez uma região comoo o município do Rio de Janeiro por exemplo, ou a capital paulista. Por isso minha defesa a partir de agora é somente da secessão municipal pra baixo!
Outras considerações que eu tenho que fazer sobre o Brasil, é que, eu não acredito nesse país, não me levem a mau aqueles aqui que sejam mais nacionalistas e amantes da pátria, mas eu não acredito nesse país e não porque ele nunca será o país do futuro, é simplesmente porque ele sendo ou não um país economicamente promissor no futuro ou não, não faz a mínima diferença para mim, eu não pactuo com um país de constituição progressista e com a crença na democracia direta universalista, não me interesso por outro sistema econômico que não seja o de Laissez-faire e nem desejo que um Estado babá me trate como um incapaz, eu quero somente ter o direito de me separar seja regionalmente ou individualmente deste país!
Quero que meus netos vivam num mundo onde as pessoas tenham o direito de se separarem de uma maneira ou de outra de um governo injusto e de uma democracia injusta que oprime as minorias em detrimento da maioria a todo momento. Quero me separar pois é da natureza humana ser livre, pois ninguém nasceu para ser escravo de ninguém!
Meu único desejo é liberdade, liberdade para mim, liberdade para o povo de uma cidade ou para que uma microrregião se separe totalmente do poder centralizador. Não sou Anarcocapitalista, mas desejo um mundo onde as pessoas possam exercer suas teorias se assim o quiserem, pois os princípios apontam para mais liberdade e não para menos, quando estamos falando de secessão em todos os seus níveis, inclusive no nível individual.
Mais uma vez volto a dizer: as idéias libertárias levam em consideração aspectos com um enorme grau de impossibilidade prática, e acaba não diferindo muito do seu antagonista, o comunismo. O extremo oposto do óbvio também é sempre óbvio.
As teorias liberais, enquanto restritas à ciencia econômica, a vão muito bem. Mas quando extrapolam este escopo, são sempre um balde de água fria.
Deve ter algo que eu perdi nesta explicação, não é possível. Vamos com calma…
1) Você e seu “grupo de humanos livres afins” secessionam, okay. Vão pra uma fazenda. Vamos supor, para o propósito deste exercício mental, que sua fazenda seja rica em recursos minerais (afinal se secessionar para a Antártida fosse uma opção, alguém já teria feito isso…)
2) Você precisa montar uma infraestrutura básica. No mínimo, você precisa de:
a) Água limpa
b) Um sistema de tratamento de esgoto
c) Um sistema de plantação / criação de animais
d) Um sistema de construção e manutenção dos abrigos / casas
Isso só pra cobrir as necessidades básicas (água, comida, abrigo).
3) Mas talvez nós queiramos as comodidades da vida moderna! Então, adicionemos:
a) Uma escola, uma biblioteca
b) Uma maternidade, um hospital e um cemitério/
c) Um sistema pra gerar eletricidade
d) Um sistema pra construção e manutenção das ruas que ligam as diferentes partes da comunidade
Perceba que já está ficando meio grande… mas vamos em frente. Perceba que essencialmente estamos construindo uma “Polis”, o termo grego para cidade.
4) Uma comunidade minimamente funcional precisa de ALGUM TIPO de organização na execução das tarefas. Nem que seja alguém que diga “voc? vai plantar o milho, você vai cavar a fossa!”. Então, já começa a ser necessário um “sistema pra tomar decisões”. Claro que se você conseguir encontrar um grupo de pessoas TOTALMENTE racionais, isso não deve ser um problema. Perceba que com esse grupo de pessoas, qualquer “ismo” funciona… Mas de qualquer maneira, um sistema de organização VAI aparecer, pra manter a cidade funcionando em bom estado… pera, em bom o que? 🙂
5) Enquanto a gente não encontra esse grupo de pessoas, vamos trabalhar com humanos comuns mesmo. Nesse caso, desavenças VÃO acontecer. Alguém vai usar sua liberdade individual de falar que “não vai deixar a fulaninha plantar milho porque ele sempre estraga tudo” ou “não concorda com o formato da fossa que ciclaninha cavou”, e vai se recusar a executar sua tarefa. Supondo que a pessoa não ceda (uma ocorrência altamente incomum no Homo Sapiens…), vejo as seguintes opções:
a) Ceder às vontades da pessoa
b) Exilar a pessoa da comunidade
c) Obrigar a pessoa a executar as tarefas.
As opções b e c exigem nossa velha conhecida, a Força. Então, precisamos de mais um item no conjunto de facilidades mínimas:
e) Um sistema de aplicação de Força
Espera, eu acho que o sistema que faz com que as coisas funcionem bem na Polis, mesmo quando há desavenças, tem um nome… como era mesmo? 🙂
6) Mas tudo bem, vamos dizer que a Polis funcione bem! 😉 Infelizmente, certos projetos de escala maior precisam de mais gente trabalhando. E em todo caso, precisamos realizar comercio com as outras cidades ao redor, certo? É óbvio que o escambo não funciona direito – os fenícios inventaram a moeda por algum motivo, certo? Além de tudo, as outras cidades ao seu redor podem não concordar com a sua cidade sobre, digamos, o preço do milho… humanos racionais, que respeitam o PNA 100%, encontrariam soluções pacíficas. Enquanto isso, parece claro que vamos ter que adicionar mais um item…
f) Um sistema para lidar com a aplicação da Força alheia.
7) Eventualmente as cidades formam alianças para resolver suas diferenças com as outras cidades… etc… etc…
Moral da história: tenho a impressão de que sua proposta de secessão leva simplesmente a criação de entidades análogas a Estados, só que menores. No limite, culminando com as historicamente famosas “cidades-estados”. Mesmo estas entidades apresentam as características indesejadas pela sua proposta, como uma estrutura burocrática para organização, e uma força de polícia. Além disso, num sistema em que você tem várias dessas cidades-estados interagindo, eventualmente vão surgir alianças, o que acaba levando à construção de “Federações” que eventualmente decidem anotar o nome de “Países”.
Eu posso realmente estar enganado, mas pra mim essa proposta é absolutamente ingênua. Supor que humanos conseguem se organizar sem burocracia e sem aplicação coletiva de Força para punir “faltas” parece ir de encontro a todos os exemplos de organização humana que eu conheço. MESMO que tal comunidade fosse possível, ela sucumbiria às outras comunidades ao redor.
Espero argumentos em contrário!
Forte abraço,
Thiago
Já morei no norte, nordeste , Sudeste e já andei muito no sul e no centro-oeste. Nestes locais vi várias culturas diferentes e bem definidas. Uma língua comum não significa um mesmo pais. Nem a continuidade territorial.
Talvez as pessoas que moram numa coisa chamada Brasil sempre tiveram a vontade de viver em separado. Constitucionalista de 1932, farrapos, cabanagem, fora aqueles que foram vencidos pelo poder da coerção estatal central representaram o desejo de se separarem, muito antes desta zona que esta hj instalada.
Seria um bom debate esta idéia de secessão.
Como o colega disse: pensar e crime?
Que tal um plebiscito :
A) poder central,( já falido)
B) pacto federativo,
C) secessão.
Talvez a população não esteja preparada para o debate. Mas quando vc anda pelo Brasil vc vê vários países num só.
Pode ser viagem minha, mas como há várias culturas, o brasileiro não se identifica com os políticos que em tese deveriam representa-lo pois não existe vínculo. Talvez isso contribua com a falta de cobrança da maioria da população e a coisa fica virando mais uma torcida de futebol do que um debate mais apurado e profundo.
Abs a todos
Troque reais por bitcoins e estará fazendo a “secessão” econômica, sem precisar ir morar em um local ermo.
Como um cara disse aí mais pra cima: desde criança eu sonhava com a separação do Sul do resto do país. hoje, como vivo aqui em Campo Grande-MS, e após conhecer o libertarianismo e ter me aprofundado nos temas, incluindo o da secessão, meu desejo é ainda maior.
Primeiro, porquê Campo Grande, mesmo não tendo uma grande população (está por volta dos 800 mil) é uma cidade cercada de fazenda e mato em sua volta, nem região metropolitana tem. aqui é um dos poucos lugares em que a crise afetou menos a população, pois o agronegócio é bastante forte.
em nível estadual, o governo daqui tem um viés bem ”menos estatista” do que muitos outros que já vivi (SC e RS).
O problema é conseguir influenciar as pessoas nessa ideia. outro grande problema é que ao contrário de Sul e Sudeste, o governo daqui recebe exatamente o que paga de impostos ao governo federal. ou seja: não é explorado como o sul e sudeste e nem privilegiado como o nordeste.então esse sentimento de revolta contra Brasília que se tem nos paulistas e sulistas já não ocorre.
Penso em criar um grupo, nem que seja pra disseminar essa ideia da secessão. mas infelizmente, a ideia é excelente, porém praticamente utópica no curto prazo. acho que a única maneira é realmente a informação.
Só quando todos os cidadãos souberem do que se trata a tal ”união”. quando souberem que somo uma colônia gigantesca de Brasília, é que poderá haver secessão. mas enquanto isso não ocorre, acho que um novo pacto federativo seria uma boa. mas é claro que isso não é dos intere$$E$ dos políticos. continuo fazendo meu trabalho aos poucos e alertando sobre o quanto o governo federal nos rouba, como os municípios (principalmente) e os Estados são escravos deste esquema, e o quanto rico esse lugar não seria se houvesse liberdade econômica. infelizmente esse me parece ser o único caminho. Ainda bem que estamos entrando em uma era de cada vez mais acesso a política e economia através da internet. quem sabe daqui uns 30 anos, a mentalidade do brasileiro seja outra…
O artigo é realmente muito interessante, principalmente por abordar a questão fundamental que envolve os processos de mudança no mundo, que é a alteração do pensamento e posterior mudança de atitude.
Apesar de não conseguir visualizar a aplicação desse conceito na prática, acredito muito e muito mesmo que o caminho é uma discussão ideológica dos conceitos. E tentar através da razão demonstrar como podemos transformar sistemas políticos falidos e opressores em uma sociedade mais livre e fraterna.
Att,.
Alguém conhece alguma cidade no mundo que já teve a iniciativa de se libertar e viver livre do estado? Penso que já existem milhões de pessoas no mundo que já compartilham esta ideia. Falta apenas reuni-las.
Como sempre, mais um artigo estimulante do Mises Brasil.
Remetendo à obra do Hermann Hoppe sugerida pelo texto, me surgiu uma dúvida que gostaria de compartilhar com os demais leitores (muitos dos quais certamente já se depararam com questões semelhantes e talvez tenham chegado a alguma resposta satisfatória).
Entre outras ações, Hoppe propõe como se sabe que a transformação comece de baixo para cima (de localidades menores para maiores) e que o direito a voto (em uma comarca, município, bairro, o que seja) em uma espécie de período de transição passe a ser determinado em relação à propriedade, o que faz todo sentido na medida em que mais sustenta o Estado quem paga mais tributos.
Pensando em termos de Brasil e, embora consiga compreender e concordar com o princípio do argumento, fico na dúvida se tal espécie de medida contribuiria para a justiça ou prolongaria a injustiça do arranjo democrático e estatista atual.
Vejamos: uma parte significativa da riqueza acumulada no Brasil, especialmente se pensarmos de duas décadas para cá, está intimamente relacionada à rede de conexões de “capitalistas” com o poder público. Ou seja: tem enriquecido mais quem está mais próximo da máquina estatal, dos políticos, e pode beneficiar-se de políticas setoriais vantajosas, manobras no câmbio, regulamentações que inibem a livre concorrência, empréstimos quase a fundo perdido, isso sem contar as negociatas corriqueiras às quais acabamos quase nos acostumando (a grosso modo, parece que empresas envolvidas em corrupção crescem mais facilmente que outras distanciadas da perversidade criminosa dos políticos e burocratas).
Assim sendo, condicionando o direito a voto ao dinheiro (propriedade) de cada eleitor potencial nesse período de transição, no específico caso brasileiro (mas nem só aqui) não acabaria por beneficiar novamente os mais ricos que mais se beneficiaram do arranjo com o poder público interventor, concessor de monopólios e regulamentador, ou seja, tudo que vai contra aos objetivos e à própria ideologia de uma revolução libertária? Fica aqui este meu questionamento a respeito do tema, suscitado repito por mais um artigo de altíssimo nível publicado neste site. Abraço a todos.
Na verdade esse texto começou errado. Tinha que ter começado assim.
“Vamos supor que no mundo não existissem guerras. Não que isto seja impossível, é possível sim, [cita-se aqui diversas regiões do planeta que nunca participaram de uma guerra]. Então, supondo que isto exista, suponha também que seria possível convencer todas as pessoas, de determinadas regiões, que aceitassem ter seus padrões de vida reduzidos sem reclamar e sem entrar em conflitos violentos com aqueles que foram responsáveis por tal redução [inclui mais umas citações totalmente peculiares].”
Aí continua o texto.
Pronto, aí não tinha mais o que discutir aqui nos comentários. 😉
Sem pegar em armas, nada feito. Vcs me lembram Family guy, em que o Peter declarou independencia de sua propiedade e criou um pais. Acabou quando o exército apontou um canhão em sua fuça.
O artigo é interessante mas é ineficaz para o Brasil, pois ainda somos um país centralizado que falsamente denomina-se “federal”, somente após implantarmos genuinamente o federalismo e colhermos os seus resultados é que podemos debater se é válido ou não a continuação da forma federativa ou de eventual secessão. Após, ainda surgirão N questões do tipo: Qual estado? Qual cidade? Qual região? Presidencialismo ou Parlamentarismo? Monarquia ou República?
A idéia de secessão é legal e moral. Mas, como fugir das garras imundas dos governos municipal, estadual e federal?
Qual é o sistema menos ruim?
Legal,
O exemplo de SP + ABC é interessante, mas como faremos com Estados, como Acre, Roraima e Amapá, que não são estados autossustentado economicamente?
Caro Leandro,
Estou a pouco tempo estudando a teoria de escola austríaca, por isso os questionamentos, pois vivemos em país ”democrático” e ”socialista”, aprendemos assim, disseram para nós que o assistencialismo é a melhor forma,mas vejo que estamos andando na contra mão da história, pois busco estudar os sistemas políticos e socioeconômico para melhor entender a situação do Brasil.
eu até curto o site, mas acho eles utópicos pra caramba. veja bem, curto os livros, muitos artigos mas não acho muito pé no chão não….
Então curta ser escravo do governo o resto de sua vida!!!
Se o Brasil fosse realmente uma federação e assim praticasse o princípio da subsidiariedade, as eleições para prefeito seriam mais importantes do que as para presidente. As pessoas seriam mais responsáveis, produtivas e “antenadas”.
* * *
Excelente artigo. Vê-se pelo menos o debate interessantes de ideias contrárias a corrente atual deste país. Como estou me iniciando no assunto, gostaria que os senhores que já estão mais avançados no tema me ajudassem a compreender algumas dúvidas que surgiram (talvez por falta de compreensão do texto mesmo):
1º Como seria tratada na secessão as diferenças existentes entre seus cidadãos? Existiria um mediador no processo?
2º Os abusos cometidos seriam tratados entre os próprios indivíduos ou existiria um guardião dessa liberdade?
Enfim dúvidas vão surgindo a medida que a leitura avança. Gostaria realmente de ajuda dos senhores, pois a ver o que se passa no Brasil isso não tardará a acontecer, com o nível de autoritarismo estatal que vimos assistindo nos últimos anos.
Abraços!!
Rogério
Partilho do pragmatismo daqueles que não acreditam em uma transposição da teoria para a prática sem conflitos armados, ou no mínimo, conflitos civis.
Partilho também do racionalismo daqueles que acreditam que a liberdade começa individualmente ao ignorar o estado com atitudes diversas como: independencia energética (energia solar, etc), de alimentos (agricultura familiar), hidríca (poço artesiano, cisterna, etc), educacional (domiciliar), assim como a sonegação proposital através do comércio eletronico (vender pela internet e comprar no mesmo canal, isso inibe até 100% dos impostos diretos). Outras técnicas mais avançadas também são altamente pertinentes, baseando-se obviamente no seu conhecimento e no mercado que atua.
Partilho também do idealismo daqueles que acreditam que a longo prazo, conquistando corações e mentes, a secessão não será uma ideia absurda, mas uma opção daqueles que quiserem trilhar esse caminho. Como? Muito estudo, trabalho, dando exemplos práticos de que é mais fácil prosperar sem estado do que simplesmente sobreviver as custas dos outros.
Ao ponto que partilho de tudo isso, não obstante partilho da ideia realista de que os libertários podem ser (e muitos já o são) cidadãos prósperos e ricos, e podem sim em um futuro possível comprar terras e começar de fato o projeto de uma nova nação, começando pela fundação de uma cooperativa privada de produção e/ ou comércio baseada nos princípios libertários.
Porém, o que não partilho de forma alguma é a desconstrução, seja por qual motivo for, da vontade de viver livremente. Ideias contrastam; Projetos divergem; Opções nem sempre são viáveis sem aprimoramento. Forçar os libertários a desacreditar é o primeiro passo, aí sim para uma guerra. Utilizar argumentos bélicos ou econômicos para aprisionar o que o libertário tem de mais precioso, que é sua própria liberdade, é um convite as armas.
Convite esse que já foi muitas vezes posto a prova na história, onde homens como William Wallace (meu maior ídolo libertário) deram suas vidas em troca de um futuro digno e próspero para seus filhos.
Termino esse comentário com uma frase dita por esse herói da causa, que se dirige àqueles que tentam com palavras e atitudes nos paralisar:
“Lute e você poderá morrer. Fuja e você vai viver por mais algum tempo. E no seu leito de morte, irá desejar trocar todos esses anos por uma chance, apenas uma chance, de voltar a ser um jovem homem e bradar para seus inimigos: eles podem tomar nossas vidas, mas jamais tomarão nossa liberdade!”
Não sou minarquista, muito menos anarcocapitalista,
portanto discordo da maioria das idéias defendidas aqui no IMB.
Não tenho a menor desejo de participar de uma secessão
ou de diminuir muito os impostos, o tamanho e/ou poder/força do estado.
E também concordo que:
“…o libertarianismo jamais será um movimento político de massa, isto é, defendido pela maioria da população. Várias pessoas sempre irão defender o estado, e não devemos nos iludir quanto a isso.”
E igualmente é um direito da maioria continuar sob jurisdição do estado como o conhecemos
se ela assim quiser.
No entanto, não vejo como posso discordar disto:
“é moralmente ilegítimo utilizar a violência do estado contra indivíduos que optaram por se agrupar de maneira distinta daquela que o atual regime decidiu agrupá-los. Eles apenas preferem viver sob uma jurisdição distinta.”
Mesmo que esses indivíduos queiram conviver entre eles de maneiras que me causariam nojo
e/ou medo só de pensar. Se eles quiserem realizar sacrifícios humanos entre eles, por
exemplo, e todos do grupo aceitaram, ninguém de fora tem nada a ver com isso.
Mais uma canalhice do governo federal do braziul; protejam seus bolsos:
Sem plano para refugiados, Brasil coloca sírios no Bolsa Família
Achei maravilhoso o artigo!!!!!
Fui um crítico veemente das ideias de Secessão trazidas por ventos paulistas e sulistas, contudo, mudei de opinião ante a esse vasto mar de lama que assola o país e que gera sofrimento e desgaste a todos os “povos” que o habitam.
O artigo é muito inteligível e inteligente, não vislumbrei, em princípio, qualquer posição preconceituosa em seu teor, portanto, parabéns ao seu autor.
Quanto aos comentários acima, corroboro com todo e qualquer projeto de secessão, cujo escopo não seja qualquer tipo e/ou forma de preconceito….
“Liberdade, liberdade abre as asas sobre nós e que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz!!!”
Aos Secessionistas-Libertários reticentes sobre esta nobre causa, deixo o seguinte pensamento:
“É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.”
Theodore Roosevelt
Primeira coisa que precisaríamos ter em mãos antes de partir para uma secessão territorial é um arsenal completo de ogivas nucleares montadas em misseis, preparadas e apontadas para Brasília e para outros pontos estratégicos do território brasileiro e mandar um ultimato para Brasília: “Vamos nos separar de vocês, e não se metam conosco!”, fora isso não vejo como.
Sou a favor da criação de 27 estados anões, ou pelo menos da divisão em macro regiões, podendo tomar como base as 5 existentes: N, NE, S, SE e CO.
Nossos vizinhos são prova de que pequenos países funcionam bem, vide Chile e Paraguay, pra não citar Uruguai que era Brasil e a Bolivia que nos cedeu o Acre.
Claro que no primeiro momento, atender as necessidades locais vai ser dificil, mas pra isso se obtem emprestimos etc.
O que não consigo enxergar é como implantar isso no monstro que é o Brasil… desde a colônia uma federação de mentira. Ao menos na monarquia, havia a idéia de “império”…
O Brasil tem estados demais, apesar de não ter tantos quanto os Estados Unidos que tem um exagero de estados. Tem estado que não tem eleitores para eleger o minimo de 8 deputados, inclusive 3 senadores. Quando era criança ouvia dizer que um municipio tinha que ter 5 mil habitantes para se emancipar, fiquei surpreso quando ouvi noticia de municipio que tinha somente mil pessoas e onze candidatos á vereador(só precisavam votar em si proprios para ser ser vereadores). Acho um absurdo estado com menos de 10 milhões de habitantes, só serve para gastar o dinheiro dos contribuintes engordando deputados, senadores, governadores e muitos outros.
Seria bom respostar esse artigo na segunda, logo após as eleições.
Por mim o Brasil pode ser dividido em 2:
Aqui minha humilde sugestão:
Os 3 estados do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia formariam um país com regime republicano.
Já os estados da região sudeste (exceto São Paulo), Goiás, Distrito Federal, os estados da região Norte (exceto Rondônia) e todo o Nordeste, poderiam formar um país de regime monárquico.
Pode até abolir o nome “Brasil” e escolher outro nome, assim como extinguir a moeda corrente (Real), etc.
Quem quiser acrescentar outras observações é só citar abaixo: