“Relatório
sugere que quase metade dos empregos nos EUA é vulnerável à automação“,
grita uma manchete de jornal.
O
grito de que “os robôs irão roubar nossos empregos!” já pode ser ouvido em
vários países do mundo, principalmente nos mais avançados. No entanto, o que essa preocupação realmente
revela é um medo — e uma incompreensão — do livre mercado.
No
curto prazo, a robótica irá sim gerar um deslocamento nos empregos; no longo
prazo, os padrões de trabalho irão simplesmente mudar. O uso da robótica para aumentar a
produtividade, além de diminuir os custos, funciona basicamente da mesma
maneira que os avanços tecnológicos de épocas passadas, como a implantação da
linha de produção. Tais avanços
melhoraram sobremaneira a qualidade de vida de bilhões de pessoas e criaram
novas formas de emprego que eram inimagináveis à época.
O
avanço tecnológico é um aspecto inerente a um mercado competitivo, no qual
inovadores continuamente se esforçam para gerar mais valor a custos
menores. Empreendedores sempre querem
estar na frente em seu mercado.
Automação, robótica, informatização e sistemas de controle industrial já
se tornaram parte integral desse esforço.
Vários
empregos manuais, que consistiam apenas em repetir mecanicamente uma mesma
tarefa — como as linhas de montagem em fábricas — já foram abolidos e
substituídos por outros, como trabalhos relacionados à tecnologia, à internet e
até mesmo a videogames.
Um
fato alvissareiro é que os robôs de hoje são altamente desenvolvidos e cada vez
menos caros. Tais características fazem deles uma opção
cada vez mais popular. O Banque de
Luxembourg News fez
o seguinte comentário:
O atual custo médio estimado por unidade, de
aproximadamente US$50.000, certamente irá diminuir ainda mais com a chegada dos
robôs de “baixo custo” ao mercado. É o
caso do “Baxter“, o robô
humanóide dotado de uma inteligência artificial em contínuo desenvolvimento,
fabricado pela empresa americana Rethink Robotics; e do “Universal 5”, da
empresa dinamarquesa Universal
Robots. Ambos custam,
respectivamente, US$ 22.000 e US$ 34.000.
Melhor,
mais rápido e mais barato são características inerentes a uma maior
produtividade.
No
que mais, os robôs irão cada vez mais interagir diretamente com o público em geral.
A indústria de fast
food é um bom exemplo. As pessoas
podem estar acostumadas com caixas automáticos de serviços bancários, mas um
quiosque robotizado que pergunta “Você quer batata fritas como acompanhamento?”
será algo realmente novo.
Comparado
a humanos, robôs são menos custosos para ser empregado — em parte por razões naturais,
em parte por causa das crescentes
regulamentações governamentais.
Dentre
os custos naturais estão o treinamento, as necessidades de segurança, e os
problemas pessoais como contratação, demissão e roubo no local de trabalho. Adicionalmente, os robôs podem também ser
mais produtivos em determinadas funções.
De acordo com este
site, eles “podem fazer um hambúrguer em 10 segundos (360 por hora). Além de mais rápido, também com qualidade
superior. Dado que o restaurante agora
estará com mais recursos livres para gastar em ingredientes melhores, ele
poderá fazer hambúrgueres gourmet a preços de fast food.”
Dentre
os custos governamentais estão o salário mínimo, os encargos sociais e
trabalhistas e todos os eventuais processos na Justiça do Trabalho, muito
comuns no setor da gastronomia. Chegará
um momento em que a mão-de-obra humana em restaurantes fará sentido apenas para
preservar um “toque de classe” — ou então para preencher um nicho.
No
entanto, todos os temores de economistas, políticos e trabalhadores de que os
robôs irão destruir os empregos não apenas são exagerados, como ainda revelam
um profundo desconhecimento da história.
Eles deveriam abraçar entusiasmadamente a crescente robotização exatamente porque ela é propícia à
criação de novos empregos. Uma abundante
criação de empregos sempre foi, em todo lugar e em qualquer período da
história, o resultado de avanços tecnológicos que tautologicamente levaram à
destruição de trabalhos obsoletos.
Os
robôs serão, em última instância, os maiores criadores de empregos simplesmente
porque uma automação agressiva liberta o ser humano do fardo de ter de fazer
trabalhos pesados — até então essenciais — e o libera para se aventurar em
novos empreendimentos.
Não
nos esqueçamos de que houve uma época em que praticamente todos os seres
humanos tinham de trabalhar no campo — querendo ou não — apenas para
sobreviver. Para a nossa sorte, a
tecnologia acabou com a necessidade de utilizar seres humanos para fazer
trabalhos agrícolas pesados, e os liberou para ir buscar outras vocações fora
do campo. Foi então começou nosso processo
de enriquecimento e de melhora no padrão de vida.
Com
a massificação da automação e do uso de robôs como mão-de-obra, descobriremos
novas aptidões e novos trabalhos que, no futuro, nos deixarão atônitos ao
percebermos o tanto de energia que gastamos com trabalhos monótonos e
repetitivos no passado. Os “destruidores
de emprego” do passado — como o automóvel (que destruiu empregos no setor de
carroças), o computador (que destruiu empregos no setor de máquinas de
escrever), a luz elétrica (que destruiu empregos no setor de vela) — parecerão
ínfimos em comparação.
O
automóvel, o computador, a luz elétrica, a internet e a mecanização da
agricultura tornaram várias formas de emprego totalmente obsoletas. Não obstante, isso não apenas não empurrou a
humanidade para a pobreza endêmica e para a “fila do pão”, como ainda gerou a
criação de maneiras totalmente novas de se ganhar a vida. A automação e a robotização prometem uma
multiplicação de tudo isso.
Para
entender por que isso irá ocorrer, é necessário antes se lembrar de que tudo o
que é poupado no processo de produção se transforma em mais capital disponível
para novas ideias. Se você passa a
utilizar menos mão-de-obra e menos recursos em um determinado processo produtivo,
essa mão-de-obra liberada e esses recursos poupados estão livres para ser
utilizados em outros processos de produção, em novas ideias e em novos
empreendimentos.
Empregos
não são finitos; ao contrário, eles são o resultado de investimentos. Para cada Google, Amazon ou Apple surgidos,
houve dezenas de milhares de tentativas empreendedoriais que fracassaram, mas
que tentaram ser exatamente como uma dessas três gigantes (todas as três
grandes empregadoras). Para que
empreendedores possam fazer grandes tentativas empreendedoriais, eles têm antes
de ter capital e mão-de-obra disponível para fazê-lo. A automação e a robótica geram eficiências
que aumentam os lucros, e isso permitirá um enorme surto de investimentos, os
quais nos brindarão com todos os tipos de novas empresas e de avanços
tecnológicos que criarão novos tipos de empregos hoje inimagináveis.
É
impossível haver empresas e empregos sem que antes tenha havido investimentos. E investidores cujo capital cria empresas e
empregos são atraídos por lucros. Se os
processos produtivos atuais forem automatizados, e com isso pouparem
mão-de-obra e reduzirem custos operacionais, essa automação irá gerar lucros
maciços, os quais poderão ser direcionados e investidos nas empresas e nas
ideias do futuro.
Essa
realidade é frequentemente ignorada por economistas, políticas e
comentaristas. Quase todos analisam o
crescimento econômico através do prisma da criação de empregos. Eles acreditam que é a criação de empregos o
que gera crescimento econômico. Isso
está exatamente ao contrário: se a criação de empregos gerasse crescimento
econômico, então a solução seria simples: abolir todos os tratores, carros,
lâmpadas, serviços bancários e a internet.
Garanto que, se isso fosse feito, todos nós teríamos de trabalhar. E garanto também que nossas vidas seriam
muito mais miseráveis.
A
realidade, no entanto, é que o crescimento econômico é resultado da produção. Crescimento ocorre quando se produz mais com
menos. Apenas pense nos países mais
pobres e mais atrasados do mundo. Ali, praticamente todo mundo
trabalha muito, o dia todo e todos os dias.
Já nos países mais ricos e avançados, e que adotaram as automações do
passado, as crianças são livres para usufruir sua infância, os mais velhos são
capazes de desfrutar sua aposentadoria, e os pais podem dedicar mais tempo à
criação de seus filhos. Tudo isso se
deve aos avanços tecnológicos ocorridos ao longo de décadas e que reduziram a
necessidade de trabalho braçal. Essa
mecanização inundou o mundo com mais abundância em troca de menos
trabalho. A automação e a robótica farão o mesmo.
E,
como também mostra a história, a inovação é, em si mesma, a criadora de novas
formas de trabalho. Se você duvida
disso, apenas pense na internet. Vinte
anos atrás, a maioria de nós praticamente desconsiderava essa invenção; hoje,
em 2015, milhões de pessoas ao redor do globo têm um emprego que está
diretamente relacionado a isso que era irrelevante em 1995. E milhões mais têm um emprego relacionado ao crescimento da internet. Uma visita a Seattle e ao Vale do Silício
mostra bem isso.
A
automação e a robotização criarão vários tipos de empregos direitos e
indiretos, e a produção em abundância possibilitada pelo trabalho mecanizado
permitirá que os recursos poupados sejam direcionados e investidos na medicina,
nos sistemas de transporte e em novos conceitos empresariais, gerando cruciais
inovações. A tecnologia de hoje, que já
é impressionante, parecerá arcaica em comparação.
Talvez
o principal erro de raciocínio daqueles que condenam a automação e a robótica é
o de pressupor que a natureza do trabalho é estática. Eles acreditam que não haverá nenhum
substituto para aquele emprego que se tornou obsoleto pelo progresso. Não há dúvidas de que havia carroceiros no
século XIX que, para manter seus empregos no século XX, queriam abolir os
automóveis. No futuro, as pessoas farão
a mesma analogia com a robótica.
Embora
o automóvel tenha destruído vários empregos, a prosperidade que se seguiu à sua
produção em massa mostra claramente que os empregos destruídos foram
substituídos por outros bem melhores. É
assim que funciona uma economia moderna, dinâmica e avançada. Mudanças constantes e contínuas. É em países pobres que a natureza do trabalho
é estática. Nos países ricos, as pessoas
estão constantemente inovando e abolindo os trabalhos pesados do passado em
prol de formas mais prósperas e mais inovadoras de trabalho, que são menos
exaustivas e, ainda melhor, consomem menos horas de nossas vidas.
Os
desejos do ser humano são, por definição, ilimitados; e, enquanto o capitalismo
ainda não houver encontrado uma maneira de satisfazer todos os desejos e de
curar todas as doenças — ou seja, nunca –, sempre haverá capital buscando
novas possibilidades de investimentos e soluções. A definição de “trabalho” é um conceito
histórico e, com a abolição das formas mais exaustivas pela automação, a
genialidade do ser humano será liberada para se concentrar em uma infinidade de
desejos e necessidades ainda não atendidos pelo mercado. Entre as maiores enfermidades, aquele flagelo
que é o câncer será atacado por investimentos exponenciais, em conjunto com as
mentes bem-remuneradas por esses investimentos.
Se
o temor é de que o futuro será cada vez mais automatizado e robotizado, então
temos realmente de nos exultar com esse prospecto. A mão-de-obra que será poupada por esse
avanço tecnológica irá nos presentear com uma explosão de investimento que irá
realmente transformar nossas vidas e nossos empregos para melhor. O futuro poderia vir mais rápido.
Não dá para esperar muito.
A automação e a robótica serão os maiores criadores de emprego da história.
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Leia também:
Automação versus empregos — como ter uma carreira para a vida inteira
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Autores:
Wendy
McElroy é escritora, conferencista, articulista freelancer, editora do ifeminists.com, e membro do Independent Institute.
John Tamny é o editor do site Real Clear Markets e contribui para
a revista Forbes.
Aldo Rebelo pira e tem calafrios com este texto rs
E quando os robôs tiverem inteligencia artificial plena e puderem evoluir e se replicar sozinhos e substituir completamente qualquer tipo de mão de obra humana. Como que ficaria a transição para esse “novo mundo” ? Como que ficaria a alocação dos recursos e distribuição de bens e serviços ? seria o “socialismo” algo inevitável em um futuro ? tá me lembrando um pouco o conceito do Zeigeist (rs.)
Infelizmente a nossa sociedade ainda está mais para o ludismo!
Fiquei imaginando aqui e se as pessoas cansarem de trabalhar e comprarem Robôs para substitui-las no trabalho. “Eu não vou trabalhar hoje, vou mandar meu “Eu-Robô” hahaha
O trabalhador brasileiro não sabe fazer uma regra de três, claro que vai ficar desempregado com a automação.
A maioria da população brasileira sobrevive de atividades ilicitas imagina com o aumento da automação.
Veja não sou contra, mas e a mesma coisa que as ciclovias do Haddad, bom para outra realidade, aqui, andar de bicicleta resulta no fazer uma “redistribuição involuntária” para um assaltante.
Outro tipo de robô que vai contribuir muito para o progresso são os drones.
Com drones fazendo entregas de mercadorias, por exemplo, milhares de empregos de entregadores serão eliminados. E toda essa mão de obra ociosa poderá ser alocada em novos empregos.
Sem os drones esses entregadores ficariam ocupados fazendo entregas.
Com os drones esses entregadores poderão realizar outras atividades enquanto os drones cuidam das entrega, o resultado final é muito mais produtividade!
Só falta os governos liberarem o uso de drones para entregas.
Pior,os socialistas adoram reclamar que no capitalismo você tem que trabalhar uma exaustiva quantidade de horas pra manter a produtividade ai quando querem colocar uma máquina que vai possibilitar um emprego menos exaustivo eles vem com essa de ludismo.
O “problema” desse artigo está no número de vezes em que o termo “criar novos empregos” é utilizado.
“Problema” pq a pessoa-padrão (brasileiro, chinês, qualquer um), na maioria dos casos, não quer um NOVO EMPREGO, tendo que aprender novas atividades e assumindo novas responsabilidades, por mais simples que sejam. A pessoa-padrão normalmente quer se manter na zona de conforto, fazendo o mínimo necessário para se manter em empregos e atividades medíocres. O medo geral não é de perder o emprego, o medo é de ter que pensar e se adaptar a novas condições.
Acabei de ser chamado de “fundamentalista de mercado” por estar propondo a privatização das ruas e estradas. É simplesmente impressionante como certas coisas se tornam “não debatíveis” para algumas pessoas. As estradas a pouco mais de século era exclusividade privada. E hoje em dia as pessoas entram em polvorosa quando apenas se SUGERE que as coisas poderiam ser melhores se parássemos de usar o estado para cuidar das estradas. #Decepção
Comentando o artigo. Esse mesmo está de completo acordo com o capítulo 7 do Economia numa Única Lição de Henry Hazlitt – A Maldição da Maquinaria:
“Calculava-se haver na Inglaterra, a esse tempo (1760), 5.200 fiandeiros usando rocas de fiar e 2.700 tecelões, ao todo, 7.900 pessoas empregadas na produção de tecidos de algodão. Houve oposição à invenção de Arkwright, sob a alegação de que ela ameaçava a subsistência dos operários, e essa oposição teve que ser dominada pela força. Entretanto, em 1787— vinte e sete anos depois do aparecimento da invenção— uma investigação parlamentar mostrou que o número de pessoas que estava trabalhando em fiação e tecelagem de algodão havia subido de 7.900 para 320.000: um aumento de 4.400%.”
Wendy McElroy, John Tamny e Henry Hazlitt estão corretos. A longo prazo, a automação gera mais emprego do que ‘destrói’.
Não costumo fazer comentários, mas hoje quero fazer meu primeiro comentário aqui apenas para agradecer ao Instituto Mises.
Há um ano e meio eu era só mais um brasileiro esquerdista (pelo simples fato de ter nascido brasileiro e ter estudado em escola pública, não por ser militante):
-Estudava para concursos públicos porque essa parecia ser a única esperança de eu receber um salário melhor (ainda não havia entrado na universidade por irresponsabilidade);
-Tinha vontade de estudar Direito;
-Acreditava que um governo forte e sem corrupção seria a solução para todos os males do brasil;
-Por algum motivo acreditava que Marx e socialismo eram bons (não sabia muito sobre os dois, exceto o pouco que lembrava da escola) e capitalismo era uma palavra muito feia que não evocava boas impressões.
Um dia caí de paraquedas no Instituto Mises. Hoje:
-Sei que salários de funcionários públicos não são justos por não refletirem o mercado, desde então deixei de lado os concursos;
-Sei que a própria existência do Estado é moralmente indefensável, que a corrupção é algo intrínseco ao Estado e o Estado é o maior gerador de pobreza;
-Sei que Marx era um idiota e me tornei um inimigo do socialismo e de qualquer ideia que seja uma afronta à liberdade;
-Quando penso em capitalismo, fico emocionado (é lindo um sistema livre de trocas em que todos se beneficiam mutuamente);
-Abandonei a ideia de estudar direito (não quero passar 4 anos masturbando o Estado na faculdade).
E este mês, pela primeira vez na vida, aos 25 anos, vou entrar na universidade. Vou estudar Engenharia Mecânica em uma grande universidade de meu estado. Vou fazer algo produtivo e desafiador e tenho uma enorme vontade de um dia poder montar um negócio próprio.
A Escola Austríaca se tornou meu maior interesse. Entrar no Mises.org e me deparar com milhares de obras gratuitas para serem baixadas é como andar num parque de diversões. É de deixar escorrer lágrimas de emoção.
Desde o dia que conheci o Instituto Mises, todas as vezes que apliquei o conhecimento aqui adquirido à realidade, a Escola Austríaca nunca falhou, tornei-me cada vez mais um ferrenho defensor da liberdade à medida que cada vez mais via que a Escola Austríaca consegue explicar a realidade com perfeição. A lógica econômica não falha.
Sempre fui um sujeito honesto. Conhecer a Escola Austríaca foi como tomar a pílula vermelha. Parafraseando Morpheus, em Matrix, eu sabia que tinha algo de errado com o mundo, eu podia sentir, só não sabia o quê: nascemos num cativeiro que não sentimos ou tocamos, uma prisão para nossa mente. Agora tudo faz mais sentido.
Obrigado ao Instituto Mises por me libertar. Hoje, sou uma pessoa melhor.
Vida longa ao Instituto Mises!!! Viva a Liberdade!!!
Não entendi,
Como os robôs substituindo pessoas vai gerar mais empregos? pode gerar empregos para pessoas especializadas, mas e a mão-de-obra não especializada? um gari que tem seu trabalho substituido por um robô trabalha fazendo o que? E o exemplo comparando com carros e internet ao meu ver não é a mesma coisa, pois o carro não veio substituir um ser humano e sim oferecer a ele um meio de transporte
A profissão mais importante para ser substituída por robôs é a política. Imagina você podendo participar de um processo “democrático” para iniciar o processo de auto destruição do político. É o sonho. 🙂
Mudando de assunto. Vocês ficaram sabendo dessa notícia?
noticias.terra.com.br/brasil/cidades/moradores-sao-denunciados-por-tapar-buraco-em-rua-no-df,88a410bbfaeeb410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
Esse artigo aí, o primeiro que ele se refere no começo, é contraditório.
Diz que num segundo momento até profissões como engenharia serão ameaçadas, mas conclui falando que profissões que exigem criatividade estão seguras.
Então, isso foi escrito por gente que não sabe o que é engenharia.Fica difícil de acreditar até que é de Oxford mesmo.
Eu trabalho programando microcontroladores.Trabalho com a linha arduino, além de programar para desktops (windows, .net) e tablets (android).
Eu me divirto muito vendo essas paranoias esquerdistas sobre automação. E geralmente o medo deles possui fundamento, pois afinal, todo o Estado poderia ser substituído por um bom e robusto programa de computador, onde as pessoas (povo) lançariam as demandas e as empresas concorreriam para atende-las. Para quê deputados, senadores, prefeitos, governadores, etc, quando poderíamos ter o melhor de todos os políticos: um programa de computador que funcionaria ao estilo leilão?
Enfim, sei que é pura viajem, ainda mais em uma época como esta, onde falar em robôs/automação faz muito cabelo cair em Brasília e nos sindicatos, mas a verdade é que poderia ser feito.
Especificamente em relação ao artigo, acho que os esquerdistas retardados criaram a maior confusão sobre a questão “inteligência artificial” e “consciência artificial”.
“Inteligência artificial” eu programo todo o dia nos sistemas que eu atendo. Regras de negócio complexas, cálculos muito loucos, relatórios gerenciais, integração entre sistemas, etc. E isso causa perda de empregos? Sim. Um programa de computador pode tranquilamente assumir o papel de uma dúzia de gente que ficava preenchendo planilhas. Isso hoje é feito até nos serviços públicos, apesar que nessa área ninguém é demitido, só ‘realocado’.
“Consciência artificial” é outro animal, o sonho dourado dos gurus da computação, e é a paranoia que envolve o esquerdismo e automação. É o que vemos nos filmes de Hollywood como Matrix, Exterminador do Futuro, etc. Existe possibilidade, à curto prazo, de ‘despertar’ as máquinas? Não. Não com o hardware atual. Talvez com a vindoura arquitetura quântica.
Aliás, ninguém sabe o que faz uma consciência ‘despertar’. Sabemos que até uma ameba possui consciência, mas o que dá consciência à ela? Um código de computador? Claro que não. É algo que está além da nossa capacidade, por enquanto. Entretanto eu imagino uma máquina que ‘desperte’ para a consciência: Ela aceitaria qualquer código de programação? Seria interessante de saber o resultado.
Mas uma coisa é certa: o futuro promete um ótimo mercado no ramo de TI. Pena que o Brasil não fará parte desse futuro, não com essa mentalidade que temos aqui.
Podem chamar de Matrix, Skynet ou qualquer outra coisa. Mas um dia as maquinas e a inteligencia artificial vai substituir toda a mão de obra humana e nem acho que vai demorar milênios não. Pode ser mais rápido que imaginamos.
Em uma sociedade sem moeda, como os recursos serão alocados ? repito de novo seria o socialismo algo inevitável numa futuro “dominado” por maquinas ? será que teremos um “Stalin de lata” ? – piadas a parte (rs.).
Autores deste site, vocês poderiam fazer uma parceria ou apenas uma conversa com os aurores do site papo de homem, porque eles são tão questionadores e mostradores da verdade e reflexão que sempre está aí e não notamos quanto vocês mas eles estão muito parados na ideologia, vocês poderiam fazer eles refletirem e melhorarem seus artigos com a sua filosofia de mundo.
IRCR, na minha opinião a evolução tecnológica não vai nos fazer sofrer com o socialismo.
Talvez o futuro da humanidade seja como em Jornada nas Estrelas: ao menos na Frota Estelar, o dinheiro é desnecessário porque as demandas de produtos são atendidas pela tecnologia avançada, e as pessoas querem trabalhar para sempre melhorar a si mesmas, no melhor estilo “o trabalho enobrece o homem”, e também porque sempre querem contribuir para uma sociedade melhor, mas sem a balela de sermos todos iguais (o reconhecimento se dá através de inovações, pesquisas, artes, etc).
A parte econômica de Jornada (e a vida na Terra) não foi muito bem explorada, restando apenas especulações sobre como seria, mas em alguns episódios são mostrados que ainda existem empregos “normais” e que as pessoas podem gastar “créditos”.
“papo de homem” é só mais um site esquerdista qualquer.
Deveria se chamar: “Papo de esquerdista”.
Desde quando automação e robótica reduzem jornada de trabalho como o texto faz entender (“mais tempo livre)? A jornada de 8 horas persiste desde o século XIX.
Se a inovação tecnológica gera empregos, porque tanto desemprego pelo mundo, em especial nos países mais desenvolvidos, onde a tecnologia é mais predominante?
Não acho que os que tiveram que abandonar o campo por conta do avanço tecnológico da Agricultura foram beneficiados por esse avanço e se enriquecsram ou obtiveram melhoria do padrão de vida. O que ocorreu, a meu ver, foi aumento dos guetos, dos bairros pobres e dos bolsões de miséria e
Nas grandes cidades de praticamente de todos os países onde esse fenômeno ocorreu. E ocorreram em todos.
Meu caro, não se faça de desentendido.
O que está em discussão não é o maior ou menor esforço que o trabalhador despende em razão das melhorias produtivas, mas o tempo em que ele fica à disposição da empresa despendendo esse esforço.
Raciocine um pouco, você vai conseguir.
Você ainda não entendeu.
Estou falando de tempo livre, não de tempo para produzir alguma coisa. Tempo livre é o tempo que a pessoa tem descontando a jornada de trabalho e o período de descanso. Assim, se uma pessoa trabalha 8 horas por dia e seu período de descanso é de 8 horas, ela possui 8 horas diárias de tempo livre, considerando que um dia possui 24 horas. Entendeu?
Vou te dar uma pista:
A questão não é saber se um trabalhador produz um prego ou um milhão de pregos num minuto, mas quantos minutos ele fica à disposição do patrão produzindo pregos. Entendeu agora?
Se você quiser, pode botar tvs ou casas no lugar de pregos para entender melhor.
Certamente, o Progresso é preferível, em qualquer circunstância, ao atraso. Os governos são os inimigos do Progresso Capitalista e, assim, do conforto do povo. Os verdadeiros conservadores são os esquerdistas.
A demanda por mão-de-obra é menor do que a oferta por causa das intervenções governamentais na economia, não por causa dos avanços tecnológicos. A palavra “robô” significa “servo”. A ideia é humanos poderem deixar de realizar trabalhos repetitivos, sujos, perigosos (deixados para os robôs) e se dedicarem a atividades mais criativas e dignas. Isso parece ser bom.
* * *
Acho que essa revolução será diferente… 1- Pois dessa vez não é a substituição de cavalos por carros… Mas de pessoas por humanoides… Ou seja, “pessoas robôs” que podem sim roubar grande parte dos empregos, principalmente os mais simples… E não só por substituição total, veja o Ex: “Ao invés de 3 pedreiros humanos na construção de um prédio, pode haver em 20 anos, 1 pedreiro humano trabalhando e ORIENTANDO 2 humanóides”. (Lembrem-se a tecnologia evolui em exponencial, mesmo o problema das baterias pode nesse exemplo ser resolvido com esses pedreiros humanóides ligados por um fio na tomada)…. e 2- Como ficara a economia? De um lado menos empregados, mais idosos dependentes e vivendo mais, por outro lado produtos mais baratos, maior o acesso…. Por favor, alguém me ilumine.
Essa tecnologia da impressora 3d é bem interessante.Se pensar bem,ela pode significar o fim dos direitos de imagem sobre um produto,ja que sera dificil controlar os produtos que as pessoas poderão produzir em casa.Mal posso esperar para baixar os preços e poder ter a minha propria impressora 3d em casa.
No final do século XVII, a máquina a vapor impulsionou a 3ª revolução industrial. Neste século, são os robôs integrados em sistemas ciberfísicos os responsáveis por uma transformação radical. Trata-se da "Revolução 4.0", alavancada pela "internet das coisas" e marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Os cientistas afirmam que as principais transformações virão da engenharia genética e da neurociência, com impactos no mercado de trabalho, nos meios de produção e na segurança geopolítica.
A automatização das fábricas já vem se intensificando nos países mais desenvolvidos – como Alemanha e Japão -, por meio de sistemas cibernéticos (internet das coisas) e mediante a "computação na nuvem", substituindo o trabalho braçal, permitindo a tomada de decisões de forma descentralizada e globalizada. É fato que a qualidade de vida das pessoas pode melhorar muito com a inteligência artificial, biotecnologia, "drones", etc. Todavia, milhões de vagas de empregos serão extintas – o que exigirá a implementação de políticas públicas para esse contingente populacional, como, por exemplo, a transferência de renda e a capacitação tecnológica dos trabalhadores. Nesse viés, o eminente economista Antonio Lacerda assevera que o futuro do emprego será em vagas que hoje sequer existem, em condições planetárias jamais imaginadas décadas atrás.
Outrossim, pesquisas refletem as preocupações de empresários com o "darwinismo tecnológico", pois aqueles que não se adaptarem não conseguirão sobreviver aos impactos gerados pela revolução industrial em curso. Ademais, os críticos asseveram que isso aumentará a desigualdade na distribuição de renda e trará consigo dilemas no que tange à segurança geopolítica. Conforme assentou o proficiente filósofo Luiz Pondé (no Jornal da Cultura) é preciso estar atento para que a tecnologia não passe por cima dos marcos sociais, éticos e políticos. Para isso, o governo e a sociedade precisam fazer um bom uso dela, somente para fins pacíficos e que fomentem o bem-estar social.
No mesmo artigo, argumenta-se que, sim, haverá um deslocamento de emprego. Esse tipo de desemprego (friccional), como sempre, em matizes liberais, é negligenciado. Acontece que enquanto “se deslocam”, alguns trabalhadores ficam à mercê da miséria (marginalizados). Essa é uma lógica funcional ao capital, visto que na sociedade capitalista as inovações irrompem de tempos em tempos, exigindo novos deslocamentos. A automação, sim, pode atender inúmeras necessidades humanas, mas desconsiderar seu traço excludente é negligenciar a verdade.
Muita palavra bonita, mas na prática o que tem acontecido é que a cada revolução industrial o capitalismo aumenta o numero de desempregados, esses “novos empregos” não são capazes de gerar postos de trabalhos para todos e a consequência é mais pessoas na rua. Ao longo das décadas o desemprego mundial saltou de um a taxa de 3% para 17% e entre os principais fatores está o avanço tecnológico.