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Por que libertários deveriam se importar com o choque de civilizações?

Introdução

Existe um grande debate entre intelectuais e entusiastas libertários nos últimos anos sobre uma questão chave do mundo contemporâneo, a Migração. A ampliação dos fluxos migratórios tem sido ponto de debate na União Europeia, foi sem sombra de dúvida uma das razões por trás do Brexit em 2016 e foi o foco principal das três campanhas do republicano Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos.

A posição libertária sobre o tema não encontra consenso, um dos principais autores contemporâneos do movimento libertário, o espanhol Jesús Huerta De Soto (2017)  partindo da lógica austríaca afirma que como as fronteiras seriam linhas políticas imaginárias, não haveria razão para se colocar de maneira contrária a imigração, pois seria validar uma intervenção e coerção realizada pelo Estado ao autorizar ou não que determinado fluxo imigratório ocorresse, entretanto, dada a complexidade do tema, o próprio De Soto reconhece problemas relacionados a questão da imigração, como o efeito “Free Rider” (imigrantes ilegais usufruindo dos bens públicos sustentados pelos impostos dos nativos), ou como Murray Rothbard mesmo sustenta “Comecei a repensar minha visão sobre imigração quando, após o colapso da União Soviética, vários russos foram encorajados a emigrar para a Estônia e para a Letônia com o intuito de destruir a cultura e o idioma dessas pessoas” (ROTHBARD, 1994, p 7).

Na biografia de Friedrich Hayek escrita por Alan Ebestein é possível ver o apoio que o economista deu para os pacotes anti-imigração propostos por Margaret Thatcher no início da década de 80. Além do próprio Hayek ter escrito em Direito, Legislação e Liberdade uma abordagem um tanto quanto cética em relação ao tópico.

A liberdade de migração é um dos princípios amplamente aceitos e totalmente admiráveis ​​do liberalismo. Mas isso deveria, em geral, dar ao estrangeiro o direito de se estabelecer em uma comunidade na qual não é bem-vindo? Ele tem o direito de receber um emprego ou de ter uma casa vendida se nenhum residente estiver disposto a fazê-lo? Ele claramente deveria ter o direito de aceitar um emprego ou comprar uma casa se lhe fosse oferecida. Mas os habitantes individuais têm o dever de oferecer qualquer um dos dois a ele? Ou deveria ser uma ofensa se eles voluntariamente concordassem em não fazê-lo? As aldeias suíças e tirolesas têm uma maneira de manter estrangeiros afastados que não infringe nem se baseia em nenhuma lei. Isso é antiliberal ou moralmente justificado? Para comunidades antigas estabelecidas, não tenho respostas certas para essas perguntas. (HAYEK, 1979, p 195).

A preocupação maior de Hayek fazia sentido, na Europa em especial o imigrante recebeu tratamento diferenciado em relação aos locais, todos assistiram assustados o que aconteceu na Inglaterra nos últimos meses em que bairros de maior islâmica começaram a impor a Sharia sob cidadãos não islâmicos. O efeito disso não poderia ser outro, senão um espécie de retorno ao nacionalismo, como ficou evidente na desidratação do partido conservador e no crescimento do partido reformista de Nigel Farage.

Assim como aconteceu um século atrás quando Hayek escreveu seu famoso ensaio Why I´m Not a Conservative (1960), mais uma vez os conservadores optaram por uma conduta de acomodação em meio ao caos, naquela época após sucessivos fracassos trabalhistas, Margaret Thatcher surgiu e resolveu ás questões mais importantes que afetavam a Inglaterra, e o fez levando muito em consideração os escritos de Hayek. Agora provavelmente caberá a Nigel Farage resolver os problemas enfretados pela Inglaterra, enquanto o partido conservador britânico começa a parecer mais uma relíquia dos tempos passados em que o império britânico possuía relevância e prestígio, a Inglaterra de hoje não se parece em nada com o grande país que Churchill e Thatcher orgulhosamente serviram.

Hans Herman Hoppe (1999) também defende que as leis anti-imigração devem ser mais fortes e rígidas, embora defenda uma perspectiva de abolição do Estado, pondera que enquanto o Estado existir ele deve conter o que ele qualifica como invasão, pois se trata de uma violação dos direitos dos nativos através de uma integração forçada. Outros libertários como Walter Block e Simon Guenzl adotam a posição diametralmente oposta, e chegam a dizer inclusive que Hoppe invalida sua própria teoria ao defender essa posição “ Defender uma posição legítima para o Estado como guardião imigratório é inconsistente com a tradição rothbardiana e hoppeana, e também com a estratégia de advogar sempre por uma redução do papel do Estado na sociedade” (GUENZL, 2016, p 8).

Block (2008) por sua vez discorda de Hoppe ao não diferenciar os cidadãos locais dos imigrantes, e reforça a ilegitimidade do Estado para ditar ou não a possibilidade de entrada de novas pessoas no território.

Como pudemos observar nessa breve introdução a natureza do tópico da Imigração portanto é complexa, e multifatorial, nos Estados Unidos muitas vezes a imigração é usada para realizar os empregos que os americanos não querem realizar, na Europa ocidental, a escolha foi para manter o Leviatã de Bruxelas ativo, uma vez que as taxas de natalidade dos europeus caíam foi necessário importar população para que a previdência europeia não sofresse, e que ainda fosse possível manter um Wellfare State robusto. Essas foram escolhas políticas tomadas, especialmente após o fim da Guerra Fria e que geraram o estado de coisas em que grande parte do ocidente hoje se encontra, incerto do seu propósito e do seu objetivo, como identificou o filósofo Leo Strauss.

O dilema para os libertários é considerável, afinal se alinhar a uma posição mais conservadora com relação a questão imigratória, poderia ser encarado como um ato de auto sabotagem ou de submeter o libertarianismo a uma ideologia que está no mesmo espectro mas que apresenta divergências significativas, entretanto a questão migratória por mais que seja o assunto mais tratado nos últimos dez anos é apenas uma parte de algo maior, a migração está incluída naquilo que o grande cientista político americano Samuel Huntington chamou na década de 90 de Choque de Civilizações.

O autor e sua teoria

Samuel Huntington foi um dos principais autores do conservadorismo americano no século XX, seu trabalho se concentrou eminentemente nos campos da Filosofia Política, da Ciência Política e das Relações Internacionais. Durante a Guerra Fria ele foi um dos responsáveis por construir o consenso que guiou ás ações de política externa tanto de republicanos quanto de democratas, seu influente artigo de 1957 Conservatism as an Ideology foi um dos responsáveis pelo estabelecimento do chamado fusionismo liberal-conservador, nesse artigo Huntington demonstra que não eram apenas os conservadores que deveriam defender suas instituições da ameaça soviética mas também os liberais, resgatando um entendimento compartilhado tanto por conservadores do passado como Edmund Burke, como por liberais como David Hume e Adam Smith, o mercado só é capaz de florescer em uma sociedade cujas instituições são capazes de produzir uma ordem política estável. Em um dos seus últimos trabalhos Who Are We? (2004) Huntington também previu o fenômeno da latinização dos Estados Unidos e os desafios que isso iria gerar para o que realmente significa ser americano. Entretanto a Magnum Opus dele seria a teoria do Choque de Civilizações. Quando Huntington publicou seu artigo em 1993 na revista Foreign Affairs e depois expandiu a teoria em um livro homônimo em 1996 houve uma sensação de choque, o mundo ainda estava inebriado com a sensação de que a vitória contra a URSS significava realmente “O Fim da História” como sustentado pelo autor Francis Fukuyama e por grande parte dos intelectuais americanos e europeus naquele período.

Entretanto Huntington observou além das aparências, e ele viu de maneira específica dentro da sua grande teoria três grandes ameaças surgindo, o crescimento da China, o sentimento de raiva muçulmana direcionada ao ocidente, e os problemas gerados pela imigração em massa e sem controle, hoje em 2025 podemos dizer que Huntington acertou nas três observações. A China já é a segunda maior potência do mundo, o 11/09 e a crise social sem precedentes que a Europa e os Estados Unidos em menor grau enfrentam o consagraram. Até mesmo o presidente russo Vladimir Putin já disse que a Guerra contra a Ucrânia se trata de uma batalha civilizacional e não uma simples batalha por território.

Huntington divide sua teoria em basicamente seis explicações do porque o Choque de Civilizações seria inevitável:

  1. Diferenças entre as civilizações não são apenas reais, elas são fundamentais
  2. O Mundo está, figurativamente ficando menor
  3. O Progresso econômico enfraquece os vínculos nacionais
  4. A população está se tornando consciente das diferenças civilizacionais
  5. Diferenças culturais são menos mutáveis que diferenças políticas e econômicas
  6. Regionalismos Econômicos estão transbordando para regionalismos políticos

A primeira parte da teoria aponta algo que parece escapar da atenção da maioria dos intelectuais, civilizações são diferentes das outras pela “história, língua, cultura, tradição, e mais importante, religião (HUNTINGTON, 1993, p 25). Pessoas de diferentes civilizações possuem naturalmente visões diferentes sobre basicamente qualquer componente relevante para a manutenção da ordem social, seja a relação entre Deus e o homem, entre indivíduos e o grupo, o cidadão e o Estado… Assim como possuem diferentes visões e interpretações sobre direitos e responsabilidades, liberdade e autoridade, igualdade e hierarquia… E o problema é que essas diferenças são fruto de séculos de história, não são possíveis de serem contornadas ou apagadas em um curto período de tempo. Esse talvez tenha sido o erro que os Estados Unidos e o ocidente cometeram com a China, ao imaginar que pela economia ter se liberalizado automaticamente o próximo passo seria a adoção da democracia liberal ocidental, a China se modernizou mas não se ocidentalizou. Porque o Confucionismo é uma tradição oposta a tradição judaico-cristã.

O segundo ponto da teoria aponta para uma questão relacionada ao próprio sucesso do capitalismo, a economia da inovação de Schumpeter levou a um desenvolvimento tecnológico sem precedentes com smartphones e redes sociais, a interação entre as diferentes civilizações aumentou, e com isso o potencial conflitivo também, essas interações afetam até mesmo em nível subconsciente questões associadas ao pertencimento e as diferenças entre as civilizações, levando a um cenário propenso para que o conflito ocorra.

O terceiro ponto da teoria é mais complexo, devido ao sucesso econômico do processo da globalização progressivamente se torna mais simples mudar de país, essa mobilidade social e geográfica enfraqueceu o vínculo de pertencimento para com as Nações, a Nação para muitas pessoas já não é mais a forma primária de auto identificação, e como uma das únicas leis da política internacional diz, não existe algo como vácuo de poder na arena internacional, em várias partes do mundo a Religião começou a preencher esse vazio. De forma mais extrema com o fundamentalismo islâmico e de formas mais brandas com a ascensão de movimentos tradicionalistas na Igreja católica, os ultraortodoxos no judaísmo e talvez até mesmo o movimento neopentecostal no Brasil. Como o cientista político francês Gilles Kepel observou em sua obra “A Vingança de Deus” (1992), o mundo começou a passar por um processo de “insecularização” e o enfraquecimento das Nações leva a religião a se tornar o ponto número um para garantir identidade para as pessoas, e por lógica esse vínculo religioso ultrapassa fronteiras.

O quarto ponto da teoria de Huntington estabelece que o poder do ocidente é tão vasto e tão grande que desencadeia por si só movimentos anti-ocidentais, o controle do ocidente sobre todas as instâncias da Política Internacional (ONU, FMI, Banco Mundial) desperta inveja por parte das civilizações não ocidentais, até mesmo o conflito diplomático atual entre o Brasil e os Estados Unidos pode ser explicado através da lente de Huntington. O BRICS é uma das maiores expressões dessa inveja e tentativa das civilizações não ocidentais de buscar primazia.

O quinto ponto também é de extrema relevância, características culturais são bem menos mutáveis, ao menos no curto prazo do que características políticas e ideológicas. Muitos comunistas deixaram de ser quando apresentados aos benefícios do capitalismo, muitos socialistas se tornaram democratas com o fim da URSS. Esses conflitos eram muito mais situacionais, estavam relacionados a qual lado se escolheu na disputa, mas conflitos entre civilizações não funcionam dessa maneira, porque a pergunta não é mais objetiva e sim subjetiva, sobre quem é você? E em muitos casos uma resposta errada a essa pergunta leva a morte como vimos na Bósnia e no Sudão. Uma pessoa pode perfeitamente ter dupla nacionalidade, ser parte italiano e parte tunisiano por exemplo, mas essa pessoa não pode ser parte católica e parte muçulmana.

Por fim, talvez o ponto que Huntington talvez mais tenha se equivocado em sua análise que acertou quase todos os pontos no futuro, ele apontava que um aumento no regionalismo econômico levaria a um aumento do regionalismo político, entretanto isso só se mostrou parcialmente verídico, diferenças intra-civilizacionais ainda existem como as rivalidades entre Rússia e Ucrânia, China e Japão, e Coréia do Sul e Coréia do Norte nos demonstram. Mesmo a cultura compartilhada, nesse caso não se sobrepôs ás divergências Estatais.

A relevância da teoria de Huntington não deve ser menosprezada, pois sua abordagem realista cultural e funcionalista acertou grande parte das suas previsões. Estamos vivenciando um Choque de Civilizações.

Por que libertários deveriam se importar?

Após a abordagem sobre a teoria de Huntington alguns pontos precisam ficar claros, e os libertários farão bem em ouvir os conservadores com relação a isso, nenhum conservador (ao menos os lúcidos) questionam os inúmeros méritos do livre mercado, o salto na qualidade de vida que existiu desde a Revolução Industrial, os inúmeros méritos que os liberais, e especialmente os libertários tiveram na primeira fase do combate ao Marxismo como Carl Menger e Bom-Bawerk ainda no século XIX, antes dos Conservadores tomarem a frente nesse combate após a segunda guerra mundial. Mas é preciso compreender que teorias não existem em um vácuo sem nenhuma relação com a realidade em si mesma, e não existem também em um vácuo teórico-intelectual. É preciso que as teorias respondam a demandas que existem na sociedade, a demanda hoje na sociedade pede

O ceticismo prudente de Hayek e Hoppe com relação a uma imigração desenfreada é condição necessária para a manutenção de uma ordem social em que o sistema de livre mercado possa funcionar, possa existir, e possa seguir melhorando a vida de pessoas. Essa ordem só é possível se a Civilização ocidental vencer a batalha que está cada vez mais próxima com as demais civilizações. E essa batalha não será apenas militar, mas também econômica, e intelectual.

Ainda antes da Escola Austríaca de economia ser fundada, e antes de Huntington delinear ás diferenças civilizacionais entre as civilizações, os fundadores tanto do liberalismo quanto do conservadorismo já haviam compreendido que um não funciona sem o outro, a ordem que não produz progresso se torna tirânica, e o progresso sem ordem se torna inviável. É tempo de um novo fusionismo entre Conservadores e Libertários.


Referências Bibliográficas

BLOCK, Walter. Labor Economics from a Free Market Perspective. Londres. World Scientific. 2008

FUKUYAMA, Francis. O Fim da História e o Último Homem. Rio de Janeiro: Editora Rocco. 1992

GUENZL, Simon. Public Property and the Libertarian Imigration Debate. Libertarian Papers. Vol 8. Pp 1-26. 2016

HAYEK, Friedrich A. A Constituição da Liberdade. Barueri. Avis Rara. 2022

HAYEK, Friedrich A. Direito, legislação e liberdade: Sobre regras e ordem. Barueri. Avis Rara. 2023

HOPPE, Hans-Herman. On Free Imigration and Forced Integration. 1999 < https://archive.lewrockwell.com/orig/hermann-hoppe1.html> Acesso em: 14/10/2025

HUNTINGTON, Samuel. Conservatism as an ideology. The American Political Science Review. Vol 51. Pp 454-473. 1957

HUNTINGTON, Samuel. The Clash of Civilizations?. Foreign Affairs. Vol 72. Pp 22-49. 1993

ROTHBARD, Murray N. Nations by Consent: Decomposing the Nation-State. Journal of Libertarian Studies. Vol 11. Pp 1-10. 1994

SOTO, Jesus Huerta. Uma Teoria Libertária sobre a Imigração. 2017 < https://mises.org.br/article/2183/uma-teoria-libertaria-sobre-a-livre-imigracao#_ftn1>  Acesso em: 14/10/2025

STRAUSS, Leo. The City and the Man. Chicago. Chicago University Press. 1978

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2 comentários em “Por que libertários deveriam se importar com o choque de civilizações?”

  1. Perfeito!

    Isto casou com perfeição ao desprazer que tive nesta manhã, em ver um vídeo pró-imigração, mas do tipo que wokes progressistas (como o que meu primo gay, que já morou na politicamente-correta Grã-Bretanha) consideram positiva, em nome do tal “multiculturalismo” e a “diversidade”, o mesmo elemento que, se o fizesse pisar na rua ou bairro errado na cidade de Londres mesmo, o faria “voltar ao armário” em segundos. A lavagem cerebral progressista foi tamanha que mesmo tendo lá vivido (o que acho intrigante ainda não lá residir, dado que não hesitava em visitar o Brasil, inclusive enquanto éramos governados pelo “ódio”), conseguiu o feito de não enxergar a disparidade e a não-integração de boa parte dos imigrantes atuais, criando seus próprios guetos nas principais cidades britânicas, fazendo com que muitos dos nativos já protestem a respeito. É até admirável que ainda existam paradas promovidas pela sopa de letras colorida em Londres!

  2. Mas será que focar no que os outros pensam ou deixam de pensar seria o mais correto ou eficiente? Ao meu ver, o foco deveria ser exclusivamente as regras as quais a sociedade se submete, havendo ou não um Estado. Ter como objetivo uma uniformidade de ideias em um determinado local geográfico me parece cada dia mais inútil e improdutivo, uma vez que a internet permite que ideias sejam difundidas independente do local de origem e destino.

    Ideias influenciam sim o conjunto de regras da sociedade, mas muito por conta de pessoas que defendem liberdade individual, ao invés de se especializarem em encontrar formas de difundir a liberdade através de mecanismos que não dependam do Estado, permanecem tentando usar o sistema (o qual provavelmente por muito tempo terão desvantagem numérica, o que é relevante, principalmente numa democracia) pra mudar o próprio sistema, sendo os incentivos totalmente perversos. Acho muito contraproducente.

    Imagine se Satoshi Nakamoto tivesse pedido permissão pra Estados pra criar o Bitcoin, ou tivesse aguardado a cultura e a opinião popular concordar com tudo antes de tornar a ideia realidade? Nunca daria certo.

    Quer avançar a liberdade? Não dependa de autorização e nem de que seu vizinho concorde com vc, apenas faça, e deixe que a adoção à alternativa aconteça naturalmente. E se seu bairro inteiro é dominado por imigrantes que acreditam no oposto do que vc pensa, isso é totalmente irrelevante. Tentar fazer isso usando o poder coercitivo do Estado pode parecer tentador por teoricamente ser mais rápido, mas devemos analisar a realidade e verificar a eficácia que essa estratégia tem e se é realmente viável esperar grandes resultados apenas limitando a livre circulação de pessoas. Uma coisa é a intenção, outra são os resultados.

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