Nota do editor:
Hoje é aniversário de Jeffrey Tucker, ícone na defesa das ideias da liberdade. Tucker contribuiu em diferentes frentes na propagação dessas ideias: no Mises Institute, no LewRockwell.com e com o grande Ron Paul, além da FEE e do AIER.
No artigo a seguir, Jeffrey Tucker responde às objeções dos nossos amigos cristãos conservadores sobre como as empresas e o comércio no geral tratam o Natal. O texto refuta a ideia de que os mercados desvirtuam o espírito natalino, mostrando que o contrário é verdadeiro: um sistema de livre comércio desenvolvido, com muitas empresas diferentes, oferece o acesso a uma diversidade de produtos que atendem as mais variadas preferências e jeitos de celebrar o Natal.
Muitos cristãos estão seriamente incomodados com a forma como a temporada de fim de ano mudou. Se você é um deles, provavelmente já está irritado com este artigo, porque eu não disse “temporada de Natal”.
As pessoas apontam: é Natal, então por que simplesmente não podemos dizer isso? Outro dia recebi um e-mail da Amazon.com com o título “Os 12 Dias de Feriado”, e a saudação oficial que ouvimos dos atendentes das lojas é “Boas Festas”. Na verdade, há casos em que executivos de alto escalão ordenaram que os funcionários não dissessem “Feliz Natal”. A ideia de que existe uma “guerra contra o Natal” tem sido promovida por Bill O’Reilly e outros comentaristas conservadores há anos, e eles pretendem reagir exigindo que a iniciativa privada torne o Natal explícito e com leis que obriguem governos a usar a expressão “árvore de Natal”.
Que houve uma mudança cultural, disso não há dúvida. Mas a ideia de que existe alguma guerra em andamento é completamente absurda. Em guerras, sempre há um inimigo a ser destruído. Quem ou o que seria o inimigo nessa suposta guerra? Ouvem-se alertas sombrios de que tudo isso se deve à influência “dos judeus” ou à infiltração da vida americana pelo “islamismo radical”. Mas, de modo mais geral, outro inimigo surgiu: a própria sociedade comercial. Como de costume, o capitalismo — fácil o suficiente de culpar por tudo aquilo de que não gostamos — está recebendo uma surra e sendo culpado.
Outra crítica feita ao comércio é que ele teria desrespeitado o Natal ao comercializá-lo. Os críticos não parecem perceber que isso é, na verdade, o oposto de uma guerra. O comércio nos bombardeia com um Natal extremo a partir do dia seguinte ao Halloween! Então, será que as tropas de choque que lutam contra a suposta “guerra ao Natal” estão parabenizando o capitalismo por isso? De modo algum! Elas atacam o comércio por sua ganância. Não importa o que os comerciantes façam, sempre estarão em apuros com os reclamões.
O que precisamos entender é que o capitalismo responde — em um grau maior do que qualquer outra instituição — aos valores do público. Os americanos amam o Natal de todas as maneiras possíveis. Amamos dar e receber presentes. Amamos a música. Amamos a sensação de contentamento e felicidade, e o tempo em família que vem junto. Amamos as festas de escritório, os duendes, o Papai Noel, as renas, e todas as imagens de Maria, José e o bebê Jesus na manjedoura. É um desejo comum, no cinema e na cultura popular, que o Natal pudesse durar o ano inteiro.
É exatamente isso que o mercado comercial está realizando. Não se trata de uma imposição, nem de um desejo de saquear as pessoas o máximo possível pelo maior tempo possível. Pelo contrário, toda essa “histeria” reflete o esforço de oferecer às pessoas aquilo que elas querem — e o que elas querem, por acaso, é um Natal que dure bastante.
Agora, para muitos setores da opinião cristã, o problema é muito mais profundo. No Rito Romano, o Natal na verdade não começa até o dia 25 de dezembro. O período anterior é uma estação diferente: o Advento, que é um tempo de penitência e preparação. No Rito Oriental que utiliza o antigo calendário juliano, o Natal é celebrado em 7 de janeiro, mas também há divisões dentro desse rito, com pessoas que preferem a nova forma que sincroniza Oriente e Ocidente.
Enquanto isso, a ideia de abraçar plenamente o Natal é, na verdade, relativamente recente dentro dos círculos protestantes. Os puritanos da Nova Inglaterra o proibiram e puniam quem o celebrasse. O mesmo ocorreu na Inglaterra após o fortalecimento das sensibilidades da Reforma. Até mesmo em 1874, o famoso pregador protestante inglês do século XIX, Charles Spurgeon, escreveu:
“Não temos nenhum respeito supersticioso por tempos e estações. Certamente não acreditamos no atual arranjo eclesiástico chamado Natal. Primeiro, porque não acreditamos na missa de forma alguma, mas a abominamos, seja ela cantada em latim ou em inglês; e, segundo, porque não encontramos qualquer fundamento bíblico para observar qualquer dia como o aniversário do Salvador; e, consequentemente, sua observância é uma superstição, por não ter autoridade divina”.
Os tempos mudaram para essa tradição, quase a ponto de compensar o tempo perdido! Tudo isso serve para dizer que o problema de um “Natal comercial” não está no capitalismo em si, mas na multiplicidade de valores do público consumidor. Dado que não existe um acordo universal sobre quando o Natal deve ser celebrado, quando essas celebrações devem começar, quando devem terminar ou mesmo se deveríamos celebrá-lo, não faz sentido culpar o capitalismo ou forças obscuras na sociedade. Não se pode insistir que toda a sociedade comemore o Natal do seu jeito e de nenhum outro, não enquanto uma economia livre permitir que múltiplas tradições se expressem.
Agora, passemos ao problema igualmente importante da perda do “Feliz Natal” como saudação típica da época. Para começo de conversa, sejamos claros: a expressão não foi, de fato, perdida pela sociedade comercial. Uma rápida busca na Amazon por “Christmas” retorna muitos milhares de itens — o que não é surpresa alguma, já que a Amazon quer lucrar nesse nicho de mercado. E veja só: uma busca no Google Shopping retorna mais de 4 milhões de resultados! Isso está longe de significar a perda da palavra.
Mas e sobre o uso de “boas festas” nas saudações e mensagens de marketing, como e-mails promocionais e similares? As empresas tentam lançar a rede da forma mais ampla possível. Nem todos são cristãos, e algumas pessoas não se sentem atraídas pela ideia do Natal, então faz sentido que o Natal seja comercialmente incluído dentro da categoria mais ampla das “festas” de modo geral.
Isso não é uma conspiração, mas apenas um bom relacionamento com o cliente. É verdade que isso irrita algumas pessoas, mas é preciso reconhecer a dificuldade que esse dilema apresenta para os negócios. As empresas querem contribuir com o espírito da época, ainda que seja apenas para ganhar dinheiro. Mas, não importa o que façam, problemas sempre as aguardam. Eu lhe prometo isto: no instante em que ficar claro que estão perdendo mais receita ao dizer “Boas Festas” do que ao dizer “Feliz Natal”, a política será alterada.
Mas não espere que isso aconteça tão cedo. Nossa sociedade é cada vez mais religiosamente diversa, e é justamente a genialidade de uma economia livre que ela consiga absorver muitas tradições e, ainda assim, preservar a paz entre todas elas.
Ainda assim, se você não estiver satisfeito com esse argumento em defesa do capitalismo, há algo que você pode fazer. Existem muitos vendedores especializados em itens natalinos e que atraem todas as sensibilidades imagináveis. Eles vendem cartões, árvores, enfeites, ícones, livros e um milhão de outros produtos. Não há nada de errado em preferi-los ao mercado de massa. O capitalismo também abriu espaço para eles, então você pode fazer a sua parte comprando desses vendedores.
Uma palavra final: o Natal é a pior época do ano para entrar em uma guerra santa. Faça as pazes com a diversidade religiosa. Procure compreender as forças que movem uma economia livre e agradeça a Deus por ela. Cristo nasceu em um mundo que ainda não celebrava o Natal, e os reis do Oriente tiveram de mentir ao magistrado sobre o destinatário de seus presentes. O Natal pode sobreviver e prosperar mesmo que não seja culturalmente dominante. Que a nossa oração seja para que continuemos sendo livres para praticar a nossa fé.
Este artigo foi originalmente publicado no Mises Institute.
fonte : https://t.me/s/lccritico46
Olha a inflação de 1.75 do governo .
Fonte: Banco Mundial
“O Brasil tem a maior carga tributária do mundo, para pagar a
MAIOR CORRUPÇÃO DO MUNDO”
Tributos no Brasil – uma vergonha!!!
Medicamentos 36%
Luz. 45,81%
Telefone 47,87%
Gasolina 57,03%
Cigarro 81,68%
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS
Carne bovina 18,63%
Frango 17,91%
Peixe 18,02%
Sal 29,48%
Trigo 34,47%
Arroz 18,00%
Óleo de soja 37,18%
Farinha 34,47%
Feijão 18,00%
Açúcar 40,40%
Leite 33,63%
Café 36,52%
Macarrão 35,20%
Margarina 37,18%
Molho tomate 36,66%
Biscoito 38,50%
Chocolate 32,00%
Ovos 21,79%
Frutas 22,98%
Álcool 43,28%
Detergente 40,50%
Sabão em pó 42,27%
Desinfetante 37,84%
Água sanitária 37,84%
Esponja de aço 44,35%
PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE
Sabonete 42%
Xampu 52,35%
Condicionador 47,01%
Desodorante 47,25%
Papel Higiênico 40,50%
Pasta de Dente 42,00%
MATERIAL ESCOLAR
Caneta 48,69%
Lápis 36,19%
Borracha 44,39%
Estojo 41,53%
Pastas plásticas 41,17%
Agenda 44,39%
Papel sulfite 38,97%
Livros 13,18%
Papel 38,97%
BEBIDAS
Refresco em pó 38,32%
Suco 37,84%
Água 45,11%
Cerveja 56,00%
Cachaça 83,07%
Refrigerante 47,00%
Sapatos 37,37%
Roupas 37,84%
Computador 38,00%
Telefone Celular 41,00%
Ventilador 43,16%
Liquidificador 43,64%
Refrigerador 47,06%
Microondas 56,99%
Tijolo 34,23%
Telha 34,47%
Móveis 37,56%
Tinta 45,77%
Casa popular 49,02%
Mensalidade Escolar 37,68% (ISS DE 5%)
ALÉM DESTES IMPOSTOS, VOCÊ PAGA
– DE 15% A 27,5% DO SEU SALÁRIO A TÍTULO DE IMPOSTO DE RENDA;
– PAGA O SEU PLANO DE SAÚDE,
– O COLÉGIO DOS SEUS FILHOS,
– IPVA,
– IPTU,
– INSS,
– FGTS
– ETC.
O Brasil precisa de atitude do povo!
Somos 208 milhões de Brasileiros….sendo sacaneados por 600 políticos de Brasília….
– Sem querer cortar seus próprios gastos e exagerados privilégios, o governo repassa o alto custo da sua corrupção e incompetência para a população pagar……….. e ainda afirma que não tem dinheiro!!
“- Vai ficar parado?!”
Esse Whatsapp é mais eficiente que canal de TV. Passe adiante…
-1 minuto para mudar o 🇧🇷 e defender a família de hoje e do futuro.
Além dos 600 politicos, temos que pagar o bolsa-rico do rentismo com os maiores juros reais do mundo.