E
se eu lhe disser que você só pode votar porque seu voto não faz
diferença? E se eu lhe disser que, não
importa em quem você vote, a mesma elite política, os mesmos lobistas, e os
mesmos grupos de interesse sempre estarão no comando? E se eu lhe disser que o conceito de uma
pessoa/um voto era apenas uma ficção criada pelo governo e por esses grupos de
interesse para induzir a sua complacência?
E
se você descobrir que a democracia, em seu formato atual, é extremamente
perigosa para as liberdades individuais?
E se você descobrir que a democracia desvirtua totalmente o conceito que
as pessoas têm de direitos naturais, fazendo com que elas passem a acreditar que tomar a propriedade alheia é um “direito adquirido”? E se você descobrir que a democracia não
passa de um verniz capaz de transformar as campanhas políticas em meros
concursos de beleza?
E
se você descobrir que, se o número de pessoas que for às urnas para votar a
favor de uma medida criada pelo governo (como em um referendo) for maior do que
o número que for votar contra, a democracia permite que o governo faça tudo o
que ele quiser?
E
se você descobrir que o propósito da democracia moderna é o de convencer as
pessoas de que elas podem prosperar não pelo trabalho e pela criação voluntária
de riqueza, mas sim pela apropriação da riqueza de terceiros?
E
se eu lhe disser que a única maneira moral
de adquirir riqueza é por meio da atividade econômica voluntária? E se eu lhe disser que o governo é capaz de persuadir
as pessoas de que é perfeitamente aceitável adquirir riqueza por meio da
atividade política? E se eu lhe disser
que a atividade política inclui todas as coisas parasíticas e destrutivas que o
governo faz? E se eu lhe disser que o
governo jamais é capaz de criar riqueza?
E se eu lhe disser que tudo o que governo possui adveio do roubo de
cidadãos produtivos?
E
se você descobrir que a ideia de que precisamos de um governo para tomar conta
de nós não passa de uma ficção que foi exitosamente perpetrada para aumentar o
tamanho e o poder do estado? E se você
descobrir que o objetivo dos políticos e burocratas que ocupam o governo é
expandir seu controle sobre a população?
E
se eu lhe disser que nossas qualidades individuais e culturais
dependem não do poder do governo mas sim do quão livre somos em relação ao
governo?
E
se você descobrir que essa mistura de governo inchado e democracia gera
dependência? E se você descobrir que,
tão logo esse tal ‘governo democrático’ cresce, ele começa a enfraquecer as
pessoas, acabando com sua auto-suficiência?
E se eu lhe disser que um governo inchado destrói a iniciativa e a motivação
das pessoas, e que a democracia as convence de que a única motivação de que
precisam é ‘votar certo’ e aceitar os resultados?
E
se eu lhe disser que o homicida Josef Stalin estava certo quando disse que a
pessoa mais poderosa do mundo é aquela que conta os votos? E se você descobrir que os votos que
realmente contam ocorrem em segredo, atrás dos bastidores?
E
se eu lhe disser que o problema da democracia é que a maioria se acredita apta
a ‘consertar o que está errado’, a criar qualquer tipo de lei, a tributar
qualquer tipo de atividade, a regular qualquer tipo de comportamento, e a se
apossar daquilo que mais lhe aprouver? E
se o maior tirano da história estiver hoje entre nós? E se esse tirano tiver o apoio da
maioria? E se ele chegar ao poder? E se a maioria não reconhecer limites ao seu
poder?
E
se o governo for astuto o bastante para ludibriar os eleitores, de modo que
estes passem a defender e justificar tudo o que o governo quiser fazer? E se o governo comprar o apoio das pessoas
por meio de benesses que ele distribui?
E se o governo der assistencialismo para os pobres, universidades para a
classe média e protecionismo para os empresários ricos, de modo a manter todos
dependentes dele?
E
se eu lhe disser que uma república vibrante depende não do processo democrático
da votação, mas sim de eleitores informados e ativos, que entendem corretamente
os princípios da existência humana, dentre eles a posse inalienável de direitos naturais?
E
se eu lhe disser que podemos nos libertar do jugo do estado interventor, mas
que os defensores do establishment não querem isso? E se eu lhe disser que o governo será o mesmo
não importa quem vença as eleições? E se
eu lhe disser que existe apenas um grande partido político, o qual é
subdividido em duas alas, social-democrática e socialista? E se eu lhe disser que ambas as alas querem
impostos, assistencialismo, protecionismo, regulamentações e crescimento
contínuo do governo, diferindo apenas muito polidamente quanto aos meios para
se alcançar estes objetivos? E se eu lhe
disser que este partido único criou leis eleitorais que tornam praticamente
impossível o surgimento e o sucesso de uma concorrência política?

se você descobrir que o sucesso do governo depende de sua habilidade de fingir
e enganar? E se eu lhe disser que nossos
ancestrais acreditavam que o rei era divino?
E se eu lhe disser que eles acreditavam que o rei era infalível? E se eu lhe disser que eles acreditavam que a
voz do rei era a voz de Deus?
E
se você descobrir que o governo é bom em fazer os outros acreditarem? E se você descobrir que o governo fez o povo
acreditar que tem voz? E se você
descobrir que o governo fez o povo acreditar que os políticos eleitos são o
próprio povo? E se você descobrir que o
governo fez o povo acreditar que os políticos são servidores do povo?
E
se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que a maioria democrática
nunca erra? E se eu lhe disser que a
tirania da maioria é tão destrutiva para a liberdade humana quanto a tirania de
um indivíduo louco?
O
que você faria?
___________________________________
Veja
todos os nossos artigos sobre democracia:
http://www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11
O governo oriundo democraticamente eleito sempre foi maioria e a maioria pode tudo .Se acharmos que osjaponeses nós exploram podemos expulsa-los todos do Brasil lo até matá-lo.. A unanimidade égua imbecíl entanto faz para eles. Segundo um livro que li:A democracia o deus que falhou precisamos inventar uma maneira de extinguir o estado, pois não preciso ninguém para me guiar. Só quero não ser agredido PNA , liberdade total e direito de propriedade, o resto eu faço sózinho.
É o conto do escravo, do Nozick: http://www.youtube.com/watch?v=jc-NAx7t9zk
Eu lhe diria que esse é o mundo real e que nele não há espaço para contos de fadas como o libertarianismo. Infelizmente.
Otimo texto,porem fica uma pergunta ao pessoal do misses;o que fazer então para o Brasil finalmente se livrar de td isso que o texto disse?
Ai quando eu defendo minha paixão pelo futebol alguns metralham meu comentário me chamando de trouxa e outros adjetivos como coisa que o fato de eu gostar de copa do mundo vai alterar alguma coisa,seus críticos de araque o que tem de acabar é o estado e o voto meu,teu e nosso não irá alterar nada pois tudo continuará “como dantes no quartel de Abrantes”ou seja ou derrubamos o estado ou ele nos derrubará via ditadura,leis democráticas enfim qualquer mecanismo arbitrário que eles quiserem e podem inventar basta canetar e mandar seus jagunços nos perseguirem e cabe a nós alertar e conscientizar as pessoas(Sem partidarismos e ideologias vazias) que democracia sem liberdade é um blefe,que eu saiba se eu não estiver enganado,há eleição para o parlamento chinês,iraniano,etc,mas cadê a liberdade,principalmente de expressão,pois a de propriedade só para os privilegiados do partidão e amigos,é dura e cruel esta realidade,oremos para que nossa sorte não mude para dias tenebrosos que estão por vir(O fim de nossas liberdades).
Se vc falar isso tudo eu vou entrar em depressão e querer virar um heremita, porque não acredito que as outras alternativas sejam grandes coisas.
Estou no debate com um amigo estatista e ele me fez as seguintes colocções:
“… os industriais (durante a Revolução Industrial) empregavam uma massa necessitada que era continuamente mantida à beira da subsistência por uma política consciente.”
“… quanto aos primeiros industriais, as pesquisas indicam que eram oriundos dos yeomen, que eram um setor enriquecido do campesinato e lidavam com o sistema de putting out.”
“… o crescimento industrial antes de 1870 era garantido pelo reinvestimento maciço dos lucros e pela manutenção dos custos — leia-se, salários — em níveis mínimos para que se evitasse o temível ‘estágio estacionário’. “
Não acredito nele, mas não estou sabendo contra argumentá-lo. Gostaria que me ajudassem na construção de uma resposta. Podem me ajudar?
O que significa “estágio estacionário”?
Desde já agradeço!
E se nós conseguíssemos libertar-nos de tal estado interventor quem tornaria o lugar dele senão novamente os homens, pois Estado é criação humana e humanos são cheio de falhas e vícios (fingir e enganar)!
Creio que desde tempos do “o mais forte vence”, “idade média” temos um meio mais justo de distribuição de poderes, que ainda é muito frágil, é constantemente ameaçado por grupos oposicionistas – tudo que é radical – a tais controles de poderes Estatais.
Gostaria de ter uma máquina do tempo para ver como a humanidade estará daqui a 160 anos, se é que existirá tal espécie.
Resposta o que eu faria? Nada, apenas continuarei a viver como um simples mortal no século 21, buscando apenas a verdade por detrás do engodo.
Infelizmente não prevejo uma diminuição do estado, mas um aumento e grande nas próximas décadas. (olha aí eu dando uma de futurólogo, haha! – bom, se o Mantega pode e erra, eu também posso e posso errar também…).
Mas, continuando… o governo começou quando um cara achou que era melhor que todo o resto de seu povo e disse pra si mesmo: “esse bando de imbecis deveriam é se curvar diante de mim, porque sou melhor do que eles!” – aí ele se armou até os dentes, matou quem tinha uma ideia contrária à sua, comprou outros (contratou um pessoal que mexe com a cabeça dos outros, chamados de sacerdotes, xamãs, padres etc.), e os usou para apaziguar a maioria. Isto funcionava bem em uma pequena cidade fortificada – aliás, a segurança sempre foi a melhor desculpa para ele (lembra do pessoal que foi contratado justamente para apaziguar o povão?!). E fez tudo isso com o dinheiro dos outros!!!
Mas o monstro criado, o estado, não pôde ser detido: ele viu que poderia crescer se expandisse seu território. E assim foi feito: de uma cidade fortificada para um território grande o bastante para contar agora com um exército de milhares de homens. Depois foi expandindo-se ainda mais, na base da guerra (com exércitos ou guerra comercial, as duas armas foram usadas sistematicamente). A última arma foi essa tal de democracia: os “líderes” mudavam constantemente, trazendo a ideia de que o estado mudava com o líder. “Doce ilusão, irmã gêmea da grandeza, sujeita às críticas de qualquer imbecil!” (Henri V, Shakespeare). No entanto, o estado permanecia intocável (lembra do pessoal que mexia com a cabeça das pessoas? Pois bem agora eles são chamados de funcionários públicos).
O movimento que vejo hoje é de uma deterioração desse modelo de democracia representativa. É lenta, mas as pessoas já perceberam que se trata de um engodo. Formas de democracia direta estão começando a aparecer e proliferar mundo afora. Com a Internet e a melhora nas comunicações, a participação direta das pessoas nas decisões não só é possível, como encorajada. No entanto, na contramão de um “maior poder” (na verdade ainda um engodo) na mão das pessoas, a tendência é de centralização ao nível mundial.
O problema é que agora temos efetivamente meios de sair da Terra e ir para o espaço e outros planetas e preocupa o fato de podermos levar esse tipo de coisa pra fora, literalmente criando-se o abjeto que Isaac Asimov já vislumbrava décadas atrás, de um Império Galático.
Só vejo umas poucas possibilidades de mudança dessa tendência – 1a) a efetivação de um governo mundial e ele se implodiria pelo seu próprio peso, com revoltas locais – o que, claro, significa guerra, banho de sangue e muito sofrimento (ainda por cima que estamos em uma era nuclear e até países secundários, como Brasil, tem condições de desenvolver artefatos atômicos). 2a) Uma mudança de mentalidade, vinda das comunicações facilitadas e a proliferação de novas tecnologias (redes sociais, tor, bitcoin etc.), o que engendrariam a criação de cidades privadas com autonomia (ao menos relativa) em várias partes do mundo e suas zonas de influência acabariam por promover novas ordens sociais, políticas e econômicas. Gostaria muito de ver o segundo cenário acontecer, mas…
Muito bom!
O texto tem uma retórica de radical estrita persuasão, o que é uma pena, pois com outras informações que o texto não oferece eu sei que ele tem considerável razão em muitos pontos (embora no meu entender não tenha razão na tese principal subjacente, classicamente anarco capitalista). Ou, dito de outro modo, a retórica do texto vale tanto quanto eu dizer, agora “e se vocês descobrisse que o anarcocapitalismo está basicamente errado?” Ou, ainda “e se vocês descobrisse que é um assassino serial, que bate na mulher e maltrata cachorrinhos?”
O anarco capitalismo está errado porque é uma bela ideia que ignora a tendência de, no vácuo de poder, isso ser preenchido. E o equilíbrio dificilmente se estabelece no nível individual. Outro comentarista disse que para o estado acabar, só se tornando mundial e ruindo sob o próprio peso. Mas isso não seria o fim do processo. A ruína do estado único levaria a alguns mais ou menos grandes estados e onde esses fossem mais fracos, a líderes feudais, chefes de gangues e outras organizações menores, mais primitivas e não necessariamente mais benevolentes.
Estados grandes podem ser especialmente cruéis, mas mesmo nesses casos o risco de morte violenta costuma ser menor do que em relativamente idílicas comunidades tribais em que não raro mais da metade da população masculina adulta morrerá por causas violentas em conflitos com outros grupos mais ou menos do mesmo tipo. Essa, aliás, é a lógica dos traficantes de drogas, um espaço curioso de liberdade em relação ao jugo estatal.
Poder-se-ia argumentar que o exemplo é ruim, pois os traficantes só existem porque o estado lhes confere o monopólio do tráfico, criado de modo peculiar pela proibição. No entanto, podemos considerar o feudalismo.
É o comércio, a necessidade de poder comercializar mercadorias sofisticadas que nos permite alguma paz. No entanto, para isso, são necessárias federações, reforçar alguns poderes políticos e lá pelas tantas temos governos e monopólios cristalizados pela interferência estatal. Temos de aprender a lidar com isso, pois é a situação menos ruim provável. Tentar resolver as falhas disso acabando com o estado faz apenas que se recomece tudo de novo, passando por chefetes militares mais ou menos esclarecidos e focando só nos mais simpáticos (e que por razões estatísticas tendem a ser minoria e a durar pouco).
A verdade dói e dá medo. O texto é claro: não há saida. As democracias na Europa sao as mais proximas do melhor que nada.
A grande palavra das Democracias, que a opõem à da justiça econômica, proclamada pelo
Comunismo, é: Liberdade. Estamos aos antípodas da concepção totalitária. Mas, ambos os sistemas têm seus defeitos. Deixemos de lado os programas teóricos de justiça econômica ou de liberdade, e olhemos a substância, que está por baixo deles. Os sistemas totalitários de um lado, filhos, embora degenerados dos sistemas de comando por investidura divina — ainda que agora Deus seja eliminado deles — exercem um poder absoluto, a mais antiga e primitiva forma de poder, partindo do pressuposto de que o chefe possui uma verdade indiscutível, porque ele é superior e não erra. Na realidade, isto é apenas uma tentativa de justificação teórica, para cobrir a crua realidade, que é o domínio do mais forte que venceu. Segue-se daí que os princípios proclamados são obrigatórios para todos, todas as consciências estão amarradas a eles e têm que aceitá-los pela imposição. Sistema primitivo, o mesmo das teocracias, necessário nas primeiras fases mais involuídas da humanidade,quando o indivíduo ainda não tinha nem uma personalidade autônoma, nem capacidade de justiça.Sistema ótimo, se o chefe e a classe dirigente fossem verdadeiramente perfeitos. Mas o são eles na prática? Sem dúvida a verdade deveria descer do alto, mas existirá de fato uma aristocracia superior,uma «elite» biológica, capaz de personificar esta função de captar e representar uma verdade que desce do alto? Ou tudo isso, na realidade é apenas uma pretensão teórica?
Doutro lado, o sistema das Democracias, embora representando uma fase mais avançada de vida, com formas mais livres de convivência social, presume maior consciência e autonomia pessoal,superior capacidade de julgamento, necessária para dirigir a nova liberdade mais vasta. É necessária uma consciência política, para saber usar o direito do voto. É indispensável uma maturação e educação que se não improvisam. Com efeito, o povo russo, que não viveu a revolução francesa e lhe não assimilou os frutos, permaneceu sob o mesmo poder absoluto, pouco importando que agora o chefe
supremo esteja vestido de vermelho. Tantas liberdades não podem ser concedidas aos povos menos evoluídos, e para eles um governo absoluto pode ser uma necessidade. Mas também no Ocidente, as massas, em parte, não estão preparadas para usar desse novo poder a elas concedido. Entretanto, usá-lo já é um meio para aprender a usá-lo. E enquanto o povo não aprender, é lógico que ele também suporte as perdas, sendo explorado pelos demagogos e depois sofrendo as conseqüências.
O sistema liberal tem, além disso, outro defeito. Se é adiantado no terreno da liberdade política,é atrasado no da liberdade econômica, problema que, enfrentado e desfraldado em cheio pelos países comunistas, embora atrasados estes no campo da liberdade política, é quase ignorado pelas democracias, em que esta liberdade pode resultar naquela, de livremente morrer de fome. É assim que, enquanto as democracias acusam de escravagismo o regime comunista, este intitulando-se protetor dos pobres e paladino da justiça, prometendo, ainda que só com palavras, o bem-estar que é o a que as massas mais aspiram, pôde conquistar adesões que a concessão do direito do voto está bem longe de obter. Ao povo interessa mais resolver o problema de sua vida material, que o de sua vida política. O primeiro representa uma realidade sua concreta, que cada um vive de perto. O segundo produz frutos remotos, coletivos, em que o indivíduo desaparece; frutos problemáticos, porque entregues em confiança a homens nem sempre conhecidos de perto, em que se tem uma fé relativa. Isto porque,
desde que o mundo é mundo, parece que os homens de governo tenham querido fazer convergir numa só direção a atividade educadora dos povos, ou seja, em ensinar-lhes, com o exemplo — que é o que mais persuade — a má fé dos governantes, por um hábito próprio inveterado, que considera o poder, não como função social e missão, mas como meio de exploração em prol do benefício único egoístico e pessoal dos chefes.
Como se vê, o maior defeito não está tanto no sistema ou forma de governo, mas no valor mesquinho dos homens que o ocupam. Quando só se dispõe, para construir um edifício, de lama mole, é inútil escolher e mudar projetos. Com qualquer plano de construção a casa ruirá. Isto não significa, entretanto, que não se possa construir um bom governo também com o sistema do poder absoluto, desde que se tivesse um grande homem como chefe. Às vezes a natureza os gera, e isto poderia chamar-se um verdadeiro caso de investidura divina. Um homem de grande valor pode dar sua característica ao seu século e, se for dirigido por uma consciência superior e pelo senso de missão, o poder absoluto poderá ficar em suas mãos, sem perigo de abusos e a benefício de todos. E é verdade também que, ao menos teoricamente, o poder deveria descer do alto, de uma verdadeira aristocracia do espírito, isto é, de homens superiores, biologicamente selecionados, para que possuíssem eles as mais altas qualidades da estirpe, verdadeiros antecipadores da evolução, e portanto os mais aptos a guiar e educar, que é a verdadeira tarefa do poder. E é verdade também que o sistema darepresentação pela escolha eleitoral, por parte das massas, eleva a juízes e árbitros, todos os elementos da nação, inclusive os inconscientes, os rebeldes à ordem, os indesejáveis. Não pode dizer-se que basta ser a maioria para representar o verdadeiro e o justo, para ter razão e poder melhor realizar. A demagogia, a mecânica eleitoral, a psicologia do momento, podem criar maiorias de valor mínimo para o bem coletivo. E então o sistema eleitoral só é justificável como meio de expressão de tendências, quaisquer que sejam elas, porque podem manifestar-se livremente e lutar; ou então expressão de correntes de pensamento, que se formam no subconsciente coletivo ou psicologia da massa, a qual inconscientemente exprimiria o que o pensamento da história exige que se faça naquele momento. Mas esta última justificação faria do cidadão votante uma molécula ignara, transportada pelas correntes coletivas, que seriam as únicas que verdadeiramente exerceriam o voto.
Profecias – Pietro Ubaldi
páginas 53 a 55.
Excelente artigo!
Só um detalhe: Não vi em nenhum momento a intenção do autor em mudar o sistema política ou criar um mundo utópico. Pra mim está claro que a intenção é fazer o leitor questionar o sistema atual. Simples assim.
Ótimo texto!
“E se eu lhe disser que a democracia é uma fraude?”
Eu lhe perguntaria o que você quer dizer com “democracia”.
Se quer dizer um sistema socialista ou social-democrata, concordo.
A genuína democracia logicamente só poderia ser um sistema liberal.
O Brasil está mais próximo da Coreia do Norte em liberdade econômica do que da Coreia do Sul, para não falar de outras liberdades. Essa é a nossa “democracia”.
* * *
Por que Rothbard fundou o Libertarian Party?
Bom texto, mas pessimista…qual seria então a solução? Nessa perspectiva não há!
Não sei se feliz ou infelizmente, mas o governo é necessário. Com ele existe barbárie, mas sem ele seria o caos. Só que a democracia brasileira é feita sob medida para que a seriedade seja posta de lado. Veja, se você se interessa por política, estuda sobre política, pondera sobre análises sobre política, economia, segurança pública, etc., o seu voto tem o mesmo peso do voto do beberrão irresponsável que mal sabe assinar o próprio nome. A maioria do povo é alienada, portanto, é de se esperar que o voto reflita a alienação da maioria do povo.
Podem me chamar de defensor da oligarquia, mas voto de menor de idade e de analfabeto, por exemplo, deveria nem existir.
Se cada um fizer um exame de consciência verá que depende minimamente ou até nada do estado para viver. Só contribui, mas não sabe nem para quê. Acontece que durante gerações fomos condicionados a pensar que esta é a maneira correta e única de viver em sociedade, tendo alguém para mandar em nós mesmos e nos GOVERNAR. Que ridículo! Cuidamos das nossas próprias vidas vinte e quatro honras por dia e sustentamos vagabundos que só nos atrapalham e nos tiranizam e achamos que é assim mesmo e nada diferente disso é válido.
Andre Cavalcante 28/07/2014 14:16:40
Mas, continuando… o governo começou quando um cara achou que era melhor que todo o resto de seu povo e disse pra si mesmo: “esse bando de imbecis deveriam é se curvar diante de mim, porque sou melhor do que eles!” – aí ele se armou até os dentes, matou quem tinha uma ideia contrária à sua, comprou outros (contratou um pessoal que mexe com a cabeça dos outros, chamados de sacerdotes, xamãs, padres etc.), e os usou para apaziguar a maioria.
É por causa desse trecho,o que comprova que não sou o unico a pensar dessa maneira que eu repudio e sou 100% contra o misses apoiar a igreja,pois a mesma nada mais é que um instrumento de apoio ao estado. E como sempre digo,existe estado sem igrejka,porem não existe igreja sem estado…..
E se eu lhes disser que o Brasil tá cheio de libertários – muitos são leitores assíduos deste site, inclusive – gastando tempo e energia tentando eleger Aécio no lugar de Dilma e achando isso o máximo? E se eu lhes disser que eles consideram que isso seria algo fantástico em prol da liberdade?
Argentina e a democracia, qual o resultado?
http://www.lanacion.com.ar/1713857-no-es-griesa-es-el-gasto-publico
Que bacana! Eu até iria fazer um comentário livre e descomprometido sobre o texto acima, mas já fui recebido com uma obrigação de meu comentário ser “inteligente e educado”. Ora! O que é um comentário inteligente? Tem de ser perspicaz, culto, observando as leis gramaticais etc? O que é um comentário educado? aquele que não ofende o escritor, que não usa palavrões? Afinal, “quem é que diz o que é ou não” (parodiando os Titãs)? E se eu lhe disser que o texto é chato? E se eu lhe disser que o texto aponta problemas superficialmente, mas fica longe de apontar soluções? Obs: podem responder a esse comentário de qualquer forma, não necessariamente de forma inteligente e educada!
Alguém se habilita a responder?
“O que Andrew Napolitano está querendo nos dizer a respeito da "fraude" na democracia?”
lucianoayan.com/2014/07/30/o-que-andrew-napolitano-esta-querendo-nos-dizer-a-respeito-da-fraude-na-democracia/
Matematica da democracia, ou ” no represenatation without taxation” …a inversao das palavras foi proposital
Correndo o risco de ser enquadrado na frase atribuida a Bernard Shaw,
“Para todo problema complexo, existe uma solução clara, simples e errada”…
Tenho uma proposta ” simples” que chamei de matematica da democracia:
O voto passa a ser opcional e tera nao o direito mas a HONRA de votar aquele que se enquadra na equacao:
Dinheiro pago ao governo – Dinhero recebido do governo – Beneficios recebidos > zero
Dinheiro pago ao governo = todos os tipos de impostos pagos, como ICMS, IPTU, IR, …a lista eh longa
Dinhero recebido do governo=salarios e outras receitas pagas pelo governo..note se que apsentadoria INSS nao eh receita paga pelo governo quando for resultado das contrbuicoes previdenciarias feitas ao longo de 35 anos…essa regra engloba terceiros como construtoras e seus empregados,
Beneficios recebidos = monetizacao de qualqer tipo de beneficio, como , eg, estudar na USP
Ou seja, nenhum funcionario publico, do executivo, legislativo ou judiciario votara, inclusive procuradores, juizes, professores,
Isso acaba com conflitos de interesse
Quem tera essa honra de votar?
Os que pagam as contas….
Alem dos ricos votarao os pequenos empresarios, os agricultores, e tambem os miserarveis…..os catadores de lixo..as prostitutas…os viciados em crack de SP…desde que nao recebam bolsa esmola..nao se pode dizer que essa turma eh das ” zelites” e garanto que todos vao querer nivel de ensino bom para seus filhos com professores bem pagos e jamais aprovarao os salrios milionarios de juizes, procuradores, deputados, etc e tb nao aprovarao fontes luminosas, estadios em Manaus, copa do mundo, a construcao de Brasilia, o predio suntuoso do tribunal, e ainda aposto que a quantidade de honestos trabalhadores eh mto grande e eles nao permitiriam que o gioverno pague hotel para a turma do crack em SP…
Esta ai a ideia..ela precisa de ajustes? Eh provavel…mas vale o espirito..vota quem paga a conta
Isso nao significa que estou defendendo a existencia do Estado..um horror tolal…mas dando uma alternativa para o voto qualificado…
Peco desculpas pela falta de acentuacao mas acentuar no IPAD e cansativo…
” E seu lhe disser que a democracia é uma fraude”?
Resposta: Eu lhe perguntaria: o que então você acha que não seria uma fraude com o mesmo objeto que fundamenta a democracia?
E ainda, gentileza demonstrar e provar a validade do axioma:
“A democracia é um erro estatístico porque na democracia decide a maioria e a maioria é formada de imbecis”.
Saudações a todos
Até que enfim apareceu um que ‘sabe das coisas’! Porque, em Apocalipse 11.13, Deus classifica a democracia como se fosse um terrível terremoto e os nossos contemporâneos pensam ser ela uma boa coisa!
Nada, pois se eu descobri-se tudo isso eu seria uma pequena cobra em um ninho gigantesco se dando conta que estaria correndo risco de vida pela isolação social que isso me acarretaria. Portanto minha resposta é NADA.
https://www.facebook.com/mtvilela/videos/vb.100009593346104/1509239292739168/?type=2&theater
Educativo!
Para o Brasil só há uma solução retornar às suas origens: o Império. A república não passa de um engodo.
Liberda é vocês poderem expor suas opiniões aqui em uma rede internacional de comunicações, falando um monte de besteiras e nao serem presos ou torturados, como em países da asia e do oriente médio.
Ser livre não é democracia. Democracia é viver em sociedade respeitando limites. A partir do momento que você diz que que nao quer seguir regras ou concordar com outros você está tirando a liberdade de pensar do outro e logo se torna um ditador.
Dizem que o brasileiro nao é livre porque tem obrigações e proibições…
Imagina se nao fosse proibido roubar, imagina se as pessoas nao fosse obrigadas a parar no semafaro vermelho, imagina se pedofiloa nao fosse crime, imagina se berber e dirigir fosse liberado,imagina nao fosse proibido matar,imagina se nao fosse proibido fumar em locais fechados,imagina se nao fosse obrigado cumprir horario nas empresas, imaginou o caos??
Um dos principais fundamentos do princípio da obrigatoriedade e que, o brasileiro so faz o que é obrigatorio.
Exemplo: todos sabem que o uso do cinto de segurança protege integralmente a vida de quem o usa, mas muitos dos senhores e senhoras que estao aqui, ja tiveram certamente a experiência de colocá-lo com o carro em movimento 200 metros antes da blitz, sabe porque?
Porque é obrigatório tem medo da multa, nao tem medo de bater com carro e ser expelido do carro a 120 por hora!! Todos sabem que o capacete do motociclista tem uma única finalidade, proteger a sua cabeça em caso de PROVÁVEL queda, mas o atrasado meltal só usa o capacete quando vai pra algum lugar que ele sabe que tem guardas e pode ser multado, esse idiota não coloca o capacete pra ir à padaria ou a farmácia. Porque ele pensa qur o asfalto do bairro dele tem espuma. Logo ele só se protege as vezes porque é obrigatório. Entao entendam que lugar sem regras, normas ou obrigatoriedade não e um lugar de liberdade, é sim um lugar de tormemtas.