
Nota da edição:
No dia 04 de Novembro de 2025, Zohran Mamdani venceu as eleições para a Prefeitura de Nova York. O candidato, que se identifica abertamente como socialista, propõe medidas economicamente inviáveis que mostram a sua preferência pelo dirigismo estatal. O artigo a seguir traz o pensamento de Mises e Hayek para fazer uma crítica às propostas do novo prefeito de uma das cidades mais importantes do mundo.
Zohran Mamdani venceu as eleições de novembro de 2025, tornando-se o primeiro prefeito muçulmano xiita e socialista democrata da cidade de Nova York. Ele fez campanha prometendo implementar um congelamento dos aluguéis da cidade, aumentar o imposto sobre propriedades em bairros majoritariamente brancos, reduzir o imposto sobre propriedades em bairros de maioria negra e parda, oferecer transporte de ônibus gratuito para todos os passageiros, criar mercearias municipais administradas como organizações sem fins lucrativos, entre outras medidas. Muitos de seus eleitores gostam da ideia de receber “coisas gratuitas”, sem perceber que nada na vida é realmente gratuito.
Se Friedrich von Hayek e Ludwig von Mises estivessem vivos em 2025, certamente teriam reflexões valiosas para compartilhar com Zohran sobre as realidades da história do socialismo. Um conjunto específico de ideias de Hayek e Mises é especialmente relevante aqui. Seus escritos contêm inúmeros argumentos econômicos capazes de refutar as propostas socialistas de Zohran. Hayek faleceu em 1992. Mises, em 1973. Zohran nasceu em 1991 e provavelmente não conhece nem leu nenhuma das obras desses pensadores.
O Muro de Berlim caiu em novembro de 1989 e simbolizou o colapso do comunismo em vários países da Europa Central e Oriental, revelando o fracasso de décadas do sistema comunista, sempre entrelaçado ao socialismo nas economias nacionais. Essa lição histórica, no entanto, parece perdida entre os seguidores de Mamdani.
Hayek escreveu no livro Os Intelectuais e o Socialismo: “O socialista verá, é claro, nisso apenas a prova de que a pessoa mais inteligente hoje está destinada a se tornar socialista”. Ele continua:
“Em particular, o pensamento socialista deve em grande parte seu apelo aos jovens ao seu caráter visionário; a própria coragem de se entregar ao pensamento utópico é, nesse sentido, uma fonte de força para os socialistas, algo de que o liberalismo tradicional lamentavelmente carece (…) O que o atrai são as amplas visões, a aparente compreensão da ordem social como um todo, que um sistema planejado promete”.
A visão ampla de Mamdani — de trazer uma utopia socialista por meio de um sistema planejado de mercearias municipais e transporte gratuito de ônibus pelos cinco distritos de Nova York — caminha na direção oposta à realidade da vida na cidade: aluguéis de apartamentos elevados, tarifas altas de ônibus, regulamentações municipais pesadas sobre os negócios, preços altos dos alimentos, e assim por diante. Esses ideais de utopia socialista podem parecer maravilhosos na mente de seus seguidores, mas entram em choque com as duras realidades econômicas vividas diariamente pelos nova-iorquinos. A percepção de Hayek sobre o socialismo permanece profundamente verdadeira, sobretudo entre os jovens.
Mises escreveu no livro Interventionism: An Economic Analysis [Uma análise econômica do intervencionismo]:
“Sob o socialismo, todos os assuntos econômicos são responsabilidade do estado. O governo dá ordens em todos os ramos da produção, assim como no exército ou na marinha. Não existe esfera de atividade privada, tudo é dirigido pelo governo”.
Na visão utópica de Mamdani, os planejadores centrais da cidade:
“(…) criarão uma rede de mercearias municipais focadas em manter os preços baixos, e não em obter lucro. Sem precisar pagar aluguel ou impostos sobre a propriedade, reduzirão os custos operacionais e repassarão as economias aos consumidores. Comprarão e venderão a preços de atacado, centralizarão o armazenamento e a distribuição e farão parcerias com os bairros locais quanto aos produtos e às fontes de suprimento”.
A história mostra que mercearias de propriedade e administração estatais costumam carecer de produtos básicos à venda — como carne, açúcar, leite, pão etc. —, que a qualidade individual dos produtos é baixa e que essas lojas governamentais enfrentam pouca ou nenhuma concorrência de outras mercearias que não pertençam ou sejam operadas pela cidade. Não é preciso ir muito longe para encontrar exemplos disso em Cuba, na Coreia do Norte e na Venezuela.
Minha solidariedade vai para os nova-iorquinos que veem essa parte dos planos utópicos de Mamdani como algo perverso. Sua utopia centralmente planejada será aprovada por muitos membros do conselho municipal e implementada por inúmeros funcionários da prefeitura. O legado desses planejadores centrais afetará negativamente Nova York e seus habitantes de maneiras que nem conseguimos imaginar. A “Big Apple” estará ainda mais apodrecida em seu núcleo.
Este artigo foi originalmente publicado no Mises Institute.
Recomendações de leitura:
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fonte : https://t.me/aurum963/2443
A máquina de golpe “descobre” o excesso.
A GLOBOLIXO, cúmplice silenciosa de todo o autoritarismo do STF, só sentiu o cheiro de fumaça quando o fogo chegou no quintal dela.
Enquanto havia reputações para queimar,, assassinar e um governo para derrubar, o jornalão era a fanfarra do linchamento.
Agora, com a ameaça real de o circo pegar fogo, resolvem soltar um editorial mequetrefe sobre “limites”.
Hipocrisia? Óbvio que não! Isso é a GLOBOLIXO. Só se mexe quando a blindagem corporativa corre risco.
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”Não queremos um Japão na América do Sul”
Henry Kissinger.