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O radicalismo é a resposta, não o conservadorismo

Um ano atrás, quando a eleição de 2024 entrava em suas últimas semanas, a campanha de Donald Trump concentrou toda a sua operação em um objetivo final: reforçar seu “argumento de encerramento”, a visão básica em torno da qual toda a campanha havia sido construída. Em uma enxurrada de comícios, desde o Madison Square Garden até o local da tentativa de assassinato em Butler, na Pensilvânia, Trump repetia sua promessa fundamental: que, se eleito, ele e sua administração iriam “ajudar a América a se curar”.

Essa era, evidentemente, uma mensagem poderosa para uma população que havia acabado de viver a resposta insana do establishment político à pandemia de covid, para logo em seguida ser atingida pela pior inflação de preços em décadas e todo o caos cultural que isso acarreta, além da eclosão de duas guerras estrangeiras brutais que o povo americano foi forçado a financiar.

Mas fazer promessas em discursos é muito mais fácil do que realmente implementar essas mudanças de maneira significativa. E quando se trata de combater o progressismo, o socialismo, o globalismo, o intervencionismo, ou qualquer que seja o nome que se queira dar à ideologia do establishment político, a direita americana há muito tempo enfrenta dificuldades para fazê-lo de forma realmente eficaz.

A razão para isso foi explicada da melhor forma em um panfleto de 1938, escrito pelo autor da Velha Direita, Garet Garrett, chamado The Revolution Was. Garrett testemunhou um movimento conservador que se via, de modo semelhante, diante de uma coalizão poderosa de democratas do New Deal, líderes empresariais favorecidos pelo governo e socialistas declarados, que estavam se aproveitando da loucura daqueles tempos para agitar a favor de um controle estatal cada vez maior sobre a economia e sobre todos os aspectos da vida americana.

Os conservadores, portanto, estavam tentando impedir que essas diversas facções impusessem algo que equivalia a uma revolução dentro dos Estados Unidos, mas com pouco sucesso.

Em seu panfleto, Garrett argumentou que o problema fundamental dos conservadores de sua época era que eles estavam olhando na direção errada. A revolução que eles tentavam impedir já havia acontecido com a aprovação do New Deal.

Garrett examinou minuciosamente dezenas de mudanças institucionais aparentemente inofensivas introduzidas pelo New Deal para demonstrar que, embora muitas delas não tivessem resultado imediatamente no tipo de expansão estatal que a direita temia, elas se combinaram para criar uma burocracia federal protegida institucionalmente em Washington, D.C., tornando o crescimento futuro do governo praticamente inevitável.

A conclusão do panfleto de Garrett era que, enquanto a direita americana ignorasse as mudanças institucionais que já haviam ocorrido e, portanto, permitisse que elas permanecessem intactas, era praticamente certo que ela perderia. Aquilo contra o qual ela protestava acabaria eventualmente sendo aprovado.

A direita, obviamente, não aprendeu essa lição. Nos mais de noventa anos desde que o New Deal foi implementado, o governo federal cresceu e se tornou maior e mais poderoso do que qualquer outro governo da história, com resultados terríveis para os americanos comuns.

E, a cada passo desse processo, os conservadores continuaram defendendo a manutenção da estrutura institucional existente em Washington, D.C., tentando apenas — e em vão — impedir que o próximo grande avanço inevitável do poder estatal acontecesse.

A única exceção ocorre quando a direita conservadora se via no controle da Casa Branca e/ou das duas casas do Congresso. Quando isso acontecia, os conservadores tendiam a se convencer de que poderiam direcionar o Leviatã federal para promover seus valores sociais e culturais preferidos. Mas, novamente, como Garrett escreveu, o New Deal e as expansões de poder federal ocorridas depois dele foram projetadas e implementadas, em parte, para drenar poder das instituições locais, religiosas e familiares que a direita defende.

Expandir esse poder federal em nome de reverter as tendências nacionais que ele próprio havia sido parcialmente projetado para criar não apenas foi ineficaz, como também foi contraproducente. Isso porque todo esse novo poder federal que os republicanos de direita ajudaram a estabelecer acabou sendo entregue depois a democratas de esquerda, como Carter, Clinton e Obama, que aceleraram exatamente as tendências que os conservadores estavam tentando desacelerar.

Os insights de Garet Garrett não desapareceram. Em 1992, Murray Rothbard fez um discurso conclamando a direita a rejeitar o conservadorismo e, em vez disso, embarcar em uma contrarrevolução reacionária para retomar o país da elite intervencionista que já vinha explorando o povo americano havia décadas naquele ponto. De muitas maneiras, as campanhas de Pat Buchanan para a presidência como candidato independente refletiram uma facção da direita que reconhecia a necessidade de se afastar do conservadorismo puro dos republicanos do establishment.

No entanto, o domínio dos neoconservadores após os ataques de 11 de setembro fez muito para isolar as partes mais radicais da direita. Isto é, até que o caos da Grande Recessão trouxe esses elementos de volta na forma do movimento inicial do TEA Party e das campanhas de Ron Paul em 2008 e 2012.

Foi esse sentimento que Trump captou quando concorreu à presidência em 2016. Infelizmente, embora sua retórica fosse muito mais reacionária do que a de seus adversários, Trump governou, em grande medida, como um conservador típico em seu primeiro mandato.

Mas, quando Trump surfou uma nova onda de fúria contra o establishment político rumo à vitória em 2024, havia uma esperança entre alguns membros da direita não conservadora de que Trump e seus assessores mais próximos tivessem aprendido as lições de seu primeiro mandato e realmente pretendessem promover o tipo de mudanças institucionais profundas no próprio sistema político que ele vinha prometendo desde o início. A aparente adesão de Trump ao DOGE [Departamento de Eficiência Governamental de Elon Musk que, infelizmente, não conseguiu implementar cortes significativos no estado] e sua suposta hostilidade aos falcões pró-guerra neoconservadores até pareciam confirmar isso. No entanto, fosse esse esforço genuíno ou não, ele durou pouco.

Com o esvaziamento do DOGE, as prioridades de Trump mudaram para — como ocorreu com presidentes republicanos anteriores — expandir o poder federal enquanto deixava quase totalmente intacta a burocracia federal que ele, com razão, vinha demonizando. Ele manteve o estado regulatório em seu tamanho atual, ao mesmo tempo em que implementou algumas poucas novas regras facilmente reversíveis. Deixou em vigor o brutal sistema de imposto de renda federal e acrescentou novos impostos de importação em cima dele. Manteve o aparato de segurança nacional intocado enquanto tentava encerrar algumas guerras existentes e iniciar outras. E deixou o Federal Reserve com todo o seu poder sobre a economia, incentivando-o a acelerar suas políticas inflacionistas.

Em outras palavras, até agora, Trump e sua equipe optaram por preservar praticamente todas as instituições federais responsáveis por criar o caos econômico, geopolítico e cultural que ele prometeu combater, para, em vez disso, expandir ainda mais o poder do governo federal. Essas novas expansões de poder trarão, no máximo, algumas vitórias republicanas temporárias, que serão facilmente revertidas quando as rédeas do governo federal — agora ainda mais poderoso — forem entregues novamente a alguma administração do establishment inclinada à esquerda.

O movimento MAGA está perdendo a oportunidade de implementar mudanças institucionais significativas que durem além desta presidência. Se Trump e seu movimento estão realmente comprometidos em ajudar os Estados Unidos a se curarem, eles precisam rejeitar o conservadorismo que nos trouxe até aqui, evitar o canto da sereia de expandir o poder do governo federal enquanto o controlam temporariamente e agir — com urgência — para finalmente reverter a revolução progressista-intervencionista que já aconteceu.

Este artigo foi originalmente publicado no Mises Institute.

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10 comentários em “O radicalismo é a resposta, não o conservadorismo”

  1. Ķkkk piada esse artigo. O autor está tendo delírios que trump e o movimento MAGA vão ser liberais na economia.

    ” a direita americana há muito tempo enfrenta dificuldades para fazê-lo de forma realmente eficaz.” Conservadores não passam de Socialista que pregam a fantasia do estado mínimo para manter o estado do bem estar social e assim cobrar impostos justo.

    O governo Trump foi o maior intervencionismo desde do new deal,chegou a forçar a coca a mudar a fórmula e ainda comprou 10% de uma empresa privada. Ainda tem as tarifas e o projeto grande e bonito que é um enorme defict fiscal.

    Sem falar que ano que vem,terá o controle do FED e assim,vai desvalorizar o dólar e fazer juros negativos nos EUA.

    O Elon Musk é outro que vive do estado via crédito e subsídio. Criou esse departamento na intenção de reduzir o estado para continuar a receber os estímulo do governo. Assim como o vários outros da bigs tec que estão apoiando o governo Trump.

    EUA não é capitalista e nem será. Não teremos alguém que vá fechar o FED e nem voltar o padrão-ouro clássico.

    Eua está se afundando como todo país,por que é uma porra de uma democracia.

    1. As tarifas estão sendo julgadas na suprema corte essa semana. Eu espero que sejam consideradas ilegais. Isso vai forçar o governo Trump e os republicanos a cortarem gastos realmente.

      Então não deve acontecer desvalorização do dolar e nem baixar a taxa de juros como Trump quer. Uma crise nos EUA agora,só vai piorar tudo nas eleições do ano que vem.

  2. fonte : https://t.me/aurum963/1599?single

    O careca sancionado quer matar Jair Bolsonaro e vocês preocupados em moderar palavrão? Então já perderam essa guerra bancando os
    cordeirinhos mansos e educados. E tomem cuidado pras suas filhas não serem arrombadas ou mortas pelos traficantes que representam o ódio dos comunistas se elas recusarem sexo.

  3. Já começou a desculpa de sempre dos liberecos,que o governo não foi liberal o suficiente hahahahaah

    O laranja está sendo rejeitado nos EUA,ninguem quer nenhum imperador no país.

    1. Isso nao vai acontecer. Metade da população vota com a esquerda estatista e a outra metade vota com a diteita estarista. Nao tem eleitores sufiecientes em paltad liberais. Oe eua vao ficar alternando entre o sujo e o mal lavado nas proximas décadas

  4. O partido Republicano é conservador e não vai mudar seu pensamento economico agora.

    Os gastos militares estão crescendo nos EUA e o Trump está forçando os países da Europa a aumentarem gastos militares tambem ou vão sofrer tarifas.Tambem estamos vendo que Trump e sua equipe quer manter as tarifas durante todo esse mandato.

  5. fonte : https://t.me/WanderleyOliveiraCANAL/39848

    Recorde de brasileiros indo para o Paraguai.
    O Brasil de lula é o da insegurança jurídica, da perseguição politica, do aumento de impostos,
    da violência nas ruas e da mentalidade de trocar a carteira de trabalho pelo bolsa familia.

    (Ps : E tem narco-prostitutas tipo o Klaus e Carlos nesse site que apoiam isso e a influência direta da China na
    America Latina. Só um aviso para aqueles que visitam esse site pra tomar cuidado com esses sujeitos. Eles te chamam
    de nazista pra te desumanizar e depois denunciar pra prender ou simplesmente matar.)

    1. fonte : https://t.me/WanderleyOliveiraCANAL/39838

      BioClandestine no X e Telegram
      Mamdani certamente é ruim para Nova York, mas, em termos gerais, ele pode ser a melhor coisa possível para Trump e o movimento MAGA.
      Por quê? Mamdani dará a Trump a visibilidade necessária para justificar a entrada da Guarda Nacional e do ICE em Nova York e outras cidades.
      Mamdani personifica os elementos mais radicais da esquerda. Ele é essencialmente a prova viva de que Trump está certo sobre os democratas e a trajetória do partido.
      Mamdani será uma máquina ambulante de conscientização. Ele dará a Trump todas as manchetes e argumentos para justificar seu objetivo final, que é mobilizar a Guarda Nacional e o ICE, deportar os imigrantes ilegais, aprovar a exigência de documento de identidade para votar, prender os traidores conspiradores do golpe e salvar a República.
      Mamdani é um presente para Trump e o MAGA.

      (Ps : Explica essa daí Klaus, e Carlos. Os Narco-prostitutas desse site. Trump é rejeitado só pelos comunistas aqui. Cuidado com as bombas caindo.)

      1. fonte : https://t.me/WanderleyOliveiraCANAL/39824

        As peças continuam se movendo no tabuleiro e só comprovam que Cláudio Castro não agiu sozinho, sem respaldo, na megaoperação contra o narcoterror no Rio.
        A reação do consórcio foi massiva e brutal.
        Lula classificou de “matança”, pediu investigações, planeja “bolsa traficante” para as famílias dos criminosos, nem uma palavra sobre os policiais mortos. A base governista no Congresso pede cassação e prisão de Castro. Carmem Lúcia desengaveta processo no TSE contra o governador. O xerifão do regime vai imediatamente ao Rio, contra todas as suas atribuições, mais uma vez assumindo funções de investigador, corregedor, interventor, deixando de lado a imparcialidade e passividade receptiva que deveria ter um juiz, em atitude claramente de intimidação ao combate ao narco.
        A imprensa chapa branca adota imediatamente o discurso da “letalidade policial”, chegando ao cúmulo do ridículo de encontrar “especialista” que jocosamente propõe o uso de “pedras contra fuzis”. Até a ONU foi mobilizada para dar seu pitaco de apoio ao narco, criticando a ação policial.
        A resistência veio de todos os lados.
        Será que Castro seria inconsequente de promover esse enfrentamento, sem estar preparado para as reações políticas, judiciais e midiàticas, previsíveis?
        A guerra não é só contra criminosos comuns, está claro. É contra um poder subversivo enorme, que infelizmente se infiltrou em todas as brechas do Estado.
        Um governador sozinho, por maior que seja seu estado, não teria mecanismos de defesa suficientes contra todo esse poderio.
        Mas, a ação serviu como desencadeante e justificativa para manifestação de apoio público do DEA (o departamento antidrogas americano).
        Esse órgão possui prerrogativas de agir como serviço de inteligência, investigações, infiltrações, espionagem e, provavelmente, já está atuando informalmente em nosso país.
        Agora avisa que poderá fazer um convênio formal com o estado do Rio de Janeiro, mesmo que o governo federal não colabore no combate ao narcoterror.
        Eles já sabem do envolvimento de políticos, juízes, mídias, ONGs etc com dinheiro ilícito do narco, com certeza.
        É só mais uma linha traçada no campo de batalhas.
        Não acho prudente o desafio à mais esse recado.
        Mas, quem disse que existe prudência nesse desgoverno, não é mesmo?
        🇧🇷❤️🙏🇺🇸
        Pedro Possas

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