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O mundo está superpovoado? Não. E isso será ruim para o futuro

O
mundo está superpovoado.  As ruas estão
entupidas, o trânsito está sempre irritantemente congestionado, e as pessoas
estão vivendo — tanto figurativa quanto literalmente — uma em cima das
outras.  É raro você encontrar um espaço
livre para sequer dar uma volta com seu cachorro.

Certo?

Errado.

O
mundo não está de modo algum superpovoado.  Ao redor do globo, há enormes espaços de terra
totalmente desabitados. Canadá, Austrália, África, Rússia, EUA e Brasil possuem
uma inacreditável quantidade de espaços abertos e não-povoados.  [No Brasil, apenas 0,2% do território
está ocupado por cidades e infraestrutura]. 
Com efeito, toda a população do planeta caberia
confortavelmente no estado americano do Texas
.  [E se toda ela fosse para o estado do
Amazonas, a densidade populacional seria equivalente à da cidade de Curitiba].

Sendo
assim, por que tantas pessoas ainda acreditam tão piamente nesse mito do
superpovoamento?  A razão é simples: a
maioria delas — especialmente aquelas que têm tempo e predisposição para
reclamar do excesso de pessoas — vive em áreas de alta densidade populacional,
as quais não são uma amostra nada representativa da real situação do mundo. 

Essas
áreas de alta densidade populacional são chamadas de ‘cidades’, e o motivo pelo
qual as pessoas vivem em cidades — não obstante suas constantes lamúrias — é
que há enormes benefícios gerados quando um grande número de pessoas convive em
proximidade.

É
muito conveniente viver em um local repleto de pessoas simplesmente porque cada
uma dessas pessoas tem o potencial de ofertar vários bens e serviços para
você.  Quanto mais pessoas à sua volta,
maior a oferta de pessoas dispostas a fazer coisas como lavar e passar suas
roupas, consertar seus sapatos, consertar seu carro, cozinhar suas refeições,
oferecer variadas opções de entretenimento, curar uma eventual doença, e,
talvez ainda mais importante, oferecer a você um emprego que remunera bem. 

Tente
viver isolado do mundo, no meio do mato, e você descobrirá quão “simples” é se
alimentar, subsistir e sobreviver a problemas de saúde.  A divisão do trabalho significa que, quanto
mais pessoas houver por perto, mais fácil será satisfazermos nossos desejos e
necessidades.  Igualmente, maior será a
nossa comodidade para resolvermos certos problemas.  Daí as cidades superpovoadas.

Esse
mito de que o mundo está superpovoado — em conjunto com a errônea conclusão de
que isso está gerando problemas — fez com que várias pessoas celebrassem a
notícia de que a taxa
de natalidade está caindo em todo o mundo
, mais acentuadamente nos países
mais ricos. 

Em
2012, os casais nas cinco maiores economias do mundo — EUA, Japão, Alemanha,
França e Reino Unido — tiveram 350 mil filhos a menos do que em 2008, uma
queda de quase 5%.  A ONU prevê que as
mulheres desses países terão uma média de 1,7 filhos ao longo de suas
vidas.  Demógrafos dizem que a taxa de fecundidade
tem de ser de pelo menos 2,1 apenas para compensar as mortes e, com isso,
manter a população constante.

A
expectativa de que essa redução da natalidade irá gerar mais conforto e mais ar
respirável para o resto do mundo ignora completamente os impactos econômicos
decorrentes de um declínio populacional. 
Isso tem a ver com uma compreensão incompleta sobre a ação humana.

Aqueles
que se preocupam com uma superpopulação tendem a ver os seres humanos como nada
mais do que meros consumidores de recursos. 
A lógica é simples: os recursos são finitos; os seres humanos consomem
recursos.  Logo, menos seres humanos
significa mais recursos disponíveis. 
Esse é o cerne de todas as ideias contrárias à expansão
populacional. 

Porém,
embora as premissas desse silogismo sejam verdadeiras, elas são calamitosamente
incompletas, fazendo com que a conclusão seja igualmente (e perigosamente)
incorreta.

Em
primeiro lugar, os seres humanos não são apenas consumidores.  Cada consumidor é também um produtor.  Por exemplo, eu só consigo almoçar (consumir)
porque produzi (trabalhei) e alguém me remunerou por isso.  E foi justamente essa nossa contínua produção
o que aprimorou sobremaneira o nosso padrão de vida desde o nosso surgimento
até a época atual.  Todos os luxos que
usufruímos, todas as grandes invenções que melhoraram nossas vidas, todas as
modernas conveniências que nos atendem, e todos os tipos de lazer que nos fazem
relaxar foram produzidas por uma mente humana. 

Logo,
a conclusão óbvia é que, quando mais mentes existirem, mais inovações surgirão
para melhorar nossas vidas.  Uma simples reductio
ad absudum
revela a óbvia verdade de que a cura para o câncer tem mais
chances de ser descoberta em uma sociedade com um bilhão de pessoas do que em
uma com apenas um punhado de indivíduos.

Ainda
mais importante é o fato de que essas inovações resultam em uma multiplicação
de recursos, de modo que o silogismo sofre uma importante alteração: os
recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos; os seres humanos
produzem recursos; logo, se os seres humanos produzirem mais recursos do que
consomem, um aumento populacional será benéfico para a nossa espécie.

Que
nós produzimos mais do que consumimos é um fato autoevidente: basta olharmos
para o padrão de vida que usufruímos hoje e compará-lo àquele que tínhamos há
50, 100 ou 1.000 anos.  À medida que a
população aumentou, aumentou também a nossa prosperidade, e a redução no
sofrimento humano foi impressionante.

Tendo
tudo isso em mente, a conclusão é que a acentuada queda nas taxas de natalidade
é algo alarmante.  Ironicamente, o
primeiro arranjo a ser atingido será justamente aquele que é tão caro às
esquerdas que defendem o controle populacional: a seguridade social.  E isso não é nem uma questão ideológica ou
econômica, mas sim puramente matemática: uma população crescente tem um número
suficiente de pessoas trabalhando para sustentar os idosos.  Já uma população declinante simplesmente não
terá mão-de-obra jovem para pagar a aposentadoria desses idosos.  Uma coisa é você ter 10 pessoas trabalhando
para pagar a Previdência de um aposentado; outra coisa é você ter apenas 2
pessoas trabalhando para pagar a Previdência desse mesmo aposentado.  Alguém terá de ceder.

Nos
países onde há uma generosa rede de seguridade social, um encolhimento na
população significa que uma fatia cada vez maior dos recursos será consumida
pelos idosos, uma vez que as gerações mais jovens estarão em número
insuficiente para compensar essa diferença.  A consequência inevitável é que, à medida que
a força de trabalho vai declinando, toda a produção vai junto.  Se a força de trabalho encolhe, máquinas e
equipamentos deixam de receber manutenção, começam a se deteriorar e caem em desuso.  Fábricas são
abandonadas.  Empreendimentos
imobiliários não são vendidos e os imóveis ficam desocupados. 

Tudo
isso resulta em menos crescimento econômico, menos criação de riqueza, e menos
prosperidade para todos.  Até mesmo os
keynesianos, que são obcecados com a tal “demanda agregada”, deveriam entender
esse conceito.  Menos pessoas significa menos atividade
econômica.

A
celebração de que a população está crescendo menos advém majoritariamente do
movimento ambientalista, cujo sentimento anti-humano é frequentemente
explícito.  No entanto, até mesmo
naqueles círculos menos cáusticos o preconceito contra a humanidade já se
espalhou.  Hoje, é algo generalizado e
que praticamente já adentrou a consciência popular.  Entre as esquerdas, tal sentimento é
predominante; há um instinto de que as pessoas são naturalmente ruins.

Essa
postura só é defensável se você for do tipo que anseia por um retorno à época
da varíola, da inanição, da água contaminada, e do perigo iminente de ser
devorado por predadores famintos.  Se,
por outro lado, você não vê essas coisas como parte de uma existência idílica e
natural, você deveria parar de propagar alguns mitos e ter mais consideração
pelos seres humanos.

______________________________________

Autores:

Walter Williams, professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.

Logan Albright, escritor e economista, é diretor do Capital Policy Analytics, analista do Freedom Works, e integrante do Ludwig von Mises Canadá.

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125 comentários em “O mundo está superpovoado? Não. E isso será ruim para o futuro”

  1. Olá pessoal do IMB,
    Gostaria de alertá-los para uma pequena confusão no título da matéria.
    Fica a impressão de que será ruim para o futuro que o mundo se torne superpopulado. Acredito não ser essa a idéia do texto (excelente, como de costume). o/

  2. A afirmação que “toda a população do planeta caberia confortavelmente no estado americano do Texas” veio junto com um link que eu não posso abrir agora pois é um video do youtube.

    Mesmo assim eu pergunto: Essa informação considera apenas a área necessária para moradia ou toda a área necessária para produzir tudo o que consumimos?

    Pergunto porque podemos habitar espaços bem pequenos, mas precisamos também reservar áreas para plantar, criar gado, construir fábricas e etc.

  3. Excelente texto. Já ouvi falar que, no Brasil, quase todo o crescimento demográfico ocorre nas camadas que são mais pobres e recebem bolsa-família. De fato toda a existência dessas crianças (em um nível miserável, é verdade) é subsidiada com dinheiro público, seja através de escolas, hospitais etc. Já a classe média tem que fazer um investimento gigantesco para que seus filhos também sejam de classe média.

    Sabemos que essa é uma situação artificial. Tantos anos despendidos em escolas/universidades só são necessários por que o estado criou uma demanda artificial por diplomas.

    Portanto, na minha percepção, o próprio estado está tornando muito difícil a tarefa de deixar uma prole numerosa e, ao mesmo tempo, ter um padrão razoável de vida.

  4. Exatamente!

    No youtube o professor Ricardo Augusto que ficou famoso na entrevista ao Jô na época da Ri0+20 ao afirmar a grande palhaçada do aquecimento global, fez um vídeo de mais de 2h sobre o assunto, incluindo aí a também falácia do superpovoamento. Vale a pena mesmo assistir, tirando o viés marxista do professor claro

    http://www.youtube.com/watch?v=RUKOFzxh-g0

    Outra coisa, para não ir muito longe.

    Na JMJ quando a juventude católica mundial se reuniu na praia de Copacabana (o local oficial cedido pelo município foi interditado devido as fortes chuvas) mais de 4 MILHÕES de pessoas ocuparam as faixas da areia, do calçadão e das pistas, sendo que a areia onde foi montado o palco era o local com maior concentração de pessoas. Quantas pessoas moram no Rio de Janeiro? 10 Milhões!

    Ou seja tinha praticamente a metade do estado do Rio de Janeiro ocupando UMA PRAIA no Rio de Janeiro.

    O mundo esta (ainda) superdespovoado! Infelizmente.

    Para o governo pessoas são o problema!

  5. Só discordo desse trecho: “Entre as esquerdas, tal sentimento é predominante; há um instinto de que as pessoas são naturalmente ruins.”
    Acredito que a esquerda defende que as pessoas nascem naturalmente boas, porém são corrompidas pela sociedade.

  6. Sobre as economias de escala das cidades, um bom vídeo é o TED de Geoffrey West. Eu até tentei achar em algum lugar os livros dele para entender melhor, mas não encontrei ainda.

  7. E o impacto, afinal de contas todo mundo cabe no estado do Texas.
    Mas quanto de água, comida, roupas, gasolina e outros bens as pessoas precisam para viver confortavelmente?

    Na cidade de SP, não já se fala em racionamento de água, energia.
    Imagina com uma população 10 vezes maior.

  8. Anselmo Chambers

    Até o momento eu havia concordado com todas as publicações do Mises Brasil, mas essa eu terei que discordar.

    É lógico que a queda na natalidade mundial traz problemas econômicos, mas o crescimento populacional constante é muito pior, dado ao simples fato de que o planeta possui um tamanho limitado. E vale lembrar também que o planeta não é apenas dos humanos, mas também de toda uma flora e fauna muito diversificada.

    Deve existir um número limite populacional, que seja sustentável, para a permanência humana da Terra, e na minha opinião já foi ultrapassado há muito tempo.

  9. Toda vez que viajo de avião fico na janela vendo a imensidão do nosso país. É chão que não acaba mais, sem ninguém. Lugares belíssimos totalmente vazios.

    Enquanto isso, vivemos apertados como se nosso território fosse minúsculo. Proibições e mais proibições de ocupação.

    É uma situação grotesca.

  10. Toda a área de pecuária e agricultura do Brasil é muito maior que o Texas, se todos os brasileiros tivessem o padrão de vida dos habitantes do sul e do sudeste iria precisar do desmatamento total da floresta amazônica para a pecuária e agricultura. Para produzir a maioria dos bens utilizados no meio urbano é necessário consumir e explorar bens finitos. Quando esse bem esgota a produção encerra, da mesma forma quando se esgota a mão-de-obra. O ser humano, graças à sua função empresarial, consegue ser bem criativo, mas até quando?
    Talvez o mais “certo” é reconhecer que a única lei aplicável em toda a natureza é a lei do mais forte, infelizmente.
    Ao vencedor, as batatas!

  11. Dalton C. Rocha

    Como engenheiro agrônomo (desempregado) que sou, tenho de elogiar o artigo. Ecologia é eugenia pintada de verde. E tal e qual a eugenia, a ecologia é baseada no racismo, na fraude e no preconceito.

  12. Excelente e oportuno esse artigo! Começa por desmascarar um dos sofismas mais difíceis de argumentar racional e filosoficamente, talvez devido a uma nossa percepção direta e simplória do cotidiano com os engarrafamentos, a massa de blackbocks protestando a esmo na rua, etc. etc. Mas, uma coisa é a “Invasão Vertical do Bárbaros”, alertada pelo Mario Santos (1907-1968), maior filósofo do Brasil, ainda antes da contra-cultura de 68, referindo-se à contingência de extrema ignorância cultural de maus estudantes e revolucionários de ocasião, outra bem distinta a visão perene e sábia de mundo melhor. Conforme Vico, a História, entre seus versos e reversos, corsi e recorsi, conta com inúmeras soluções integrativas, muitas delas herdadas por muitos, entre muitos outros mais, aqueles da qual todos esperamos, almejamos e de certa forma já usufruímos. Há muito que melhorar? Certamente, e precisaremos de muitas cabeças pensantes e valorosas para orquestrar as mais complexas soluções, em chave pragmática e simbólica, a partir de simples via proposicional e teleológica de respeito à dignidade da pessoa humana, tantos quantos forem os que Deus enviar ao nosso planeta.

    Reforço algo que venho repetindo insistentemente: mesmo que parássemos agora o crescimento de desejos de consumo (por definição, infinitos no homem) em favor de investimento em nossos filhos, temos tecnologia suficiente para alimentar bem mais que toda a humanidade atual numa área equivalente ao Estado do Texas. Mas, enquanto os nossos jovens permanecerem sedentos de justiça plena agora, sem esperança de um amanhã melhor, persistirá a demagogia dos políticos hodiernos, ONGs ecoxiitas, ONU, e tutti quanti, em suas promessas aberrantes – em cálculo utilitarista imediatista e ineficaz, gerando a violência estatal e global, institucionalizada.

    O título está correto: a mensagem final pode ser ruim sim. Podemos estar vivendo um ciclo cultural de “reverso” que pode se sobrepor ao “verso” de prosperidade. Depende da visão de mundo a preponderar…

  13. Emerson Luis, um Psicologo

    Boa Notícia: a população mundial vai aumentar nas próximas décadas.

    Má Notícia: a maior parte desse crescimento se dará em países pobres, especialmente nos islâmicos. A previsão é que em 2050 a Europa seja um continente muçulmano.

    Porém, quem sabe o mundo se cura dessa tendência socialista global e tem uma reversão para o liberalismo? Talvez no próximo século estejamos minerando meteoros e colonizando Marte ou até mesmo exoplanetas.

    * * *

  14. É um tema um tanto quanto delicado, pessoalmente eu acho que quanto menos gente é melhor(misantropo assumido)e tem algumas questões que me incomodam também, desde que o homem desceu da árvore, 4 milhões de anos atrás até 1960 éramos uma feliz família de 2 bilhões de seres humanos no planeta, depois de woodstock até os dias de hoje, somos um desastre ambulante de 7(e subindo exponencialmente)bilhões de seres quase-humanos. mesmo que exista espaço para dedéu neste planeta fedorento ainda existe um pequeno entrave para um convívio saudável: Fronteiras! é sabido também que primatas vivem em bandos, no nosso caso os bandos querem se aglutinar onde tenha preferencialmente shoppings, cinemas, comida, praia e todo tipo de conforto! Também não se deve ignorar o maior problema de todos, a estupidez humana, pegue as fotos tiradas por satélites de serra leoa num espaço de 20 anos, vcs verão que o que era um verde belíssimo virou um deserto desolador, a capacidade de destruição do ser humano é impressionante, não acho que devemos pontuar a capacidade do planeta pensando que somos todos desenvolvidos… aproveitei bem o artigo, posso até dizer que me tranquilizou um pouco, mesmo assim continuo detestando gente, deve ser porque eu moro em copacabana..

  15. O problema da superpopulação não é sobre densidade demográfica, imagino. É sobre consumo, lixo e poluição.

    As ciências que estudam o meio ambiente devem se entender com a teoria econômica, é delas que irão surgir soluções.

    Um economista não pode ignorar problemas ambientais, um ambientalista não pode ignorar problemas econômicos.

  16. Mais um surpreendente texto. Muito bem escrito e analisado. Os responsáveis deste site estão de parabéns. Não existe melhor escola ou universidade no Brasil que tenha tanta explicação com sofisticação de assuntos. Perfeitas análises, brechas para interpretação, raciocínio, coerência analítica, e muito mais. Gostaria de ver tudo isso nas salas de aula deste país. O mainstream de argumentos socialistas desaba tão facilmente, que é até vergonhoso como a maioria da população continua cega durante todo esse tempo.

  17. O problema não é a superpopulação no mundo, mas sim em certos grandes centros urbanos, como em Tokyo, por exemplo. Quero ver aumentar a pop lá em 10x, o que vai acontecer.

  18. Marx contra o Golias capitalista

    Discordo totalmente. Precisamos de um planejamento natalino para que haja um crescimento sustentável no planeta. O mundo está sendo devorado pelo capitalismo perverso e sua sanha insaciável pelo lucro. Faço um apelo antes que seja tarde demais: onde seus filhos e netos irão viver?

  19. O declínio das taxas de natalidade é, acredito eu, ainda mais preocupante do que parece em números.

    As mulheres mais inteligentes (i.e. aquelas que deveriam ter mais filhos para a sociedade melhorar) estão sendo empurradas de todos os lados para NÃO terem filhos (afinal, criar filhos é render-se à escravidão patriarcal, don’tcha know), enquanto que a taxa de natalidade daquelas que têm filhos “por acidente” não deve estar diminuindo muito.

    Hoppe, como de hábito, vai ao centro da questão com a maior cara de pau.

  20. “Sendo assim, por que tantas pessoas ainda acreditam tão piamente nesse mito do superpovoamento? A razão é simples: a maioria delas — especialmente aquelas que têm tempo e predisposição para reclamar do excesso de pessoas — vive em áreas de alta densidade populacional, as quais não são uma amostra nada representativa da real situação do mundo.” Diz este Artigo.

    È bom lembrar que as cidades só se tornaram imensas apôs a Revolução Industrial-as indústrias,comércio,serviços- tornaram possíveis imensas aglomerações humanas viverem e terem trabalho nas mega-cidades.

    No entanto essa mesma indústria pode ajudar as “espalhar” essa população por todo planeta. Como a indústria pode fazer isto ? Ora ! Com a tremenda ajuda que Indústria pode dar à Agricultura para aumentar sua produtividade. Pensem bem ! Uma agricultura super desenvolvida pode fazer que mais pessoas vivam no campo e nas pequenas cidades,dando a elas emprego e renda. Pense se conseguirmos que em média uma hectare de terra possa gerar um valor de produção de uns 10 mil reais por ano e mais agro-indústrias,comércio e serviços nestas áreas.

    Num município com o meu que dispõe de 90 mil hectares teríamos uma renda agrícola de 900 milhões por ano. Não sou agrônomo e não sei calcular quanto de valor de produção pode produzir um hectare . Um hectare pode variar muito do valor em dinheiro que pode produzir ,variando influenciado por diversos fatores. Um agrônomo ou economista pode uma resposta a essa questão melhor do que eu.

    Mas a Agricultura já está ajudando e muito a espalhar a população brasileira pelo imenso território do Brasil. As novas fronteiras agrícolas tem atraído muita gente para morar em rincões antes desabitados que hoje fervem de progresso. g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/04/mapitoba-vem-sendo-apontada-como-nova-fronteira-agricola-do-pais.html

    sojabrasil.ruralbr.com.br/noticia/2013/11/nordeste-de-mato-grosso-e-a-nova-fronteira-agricola-do-pais-4326068.html

    È isto aí Agricultura altamente desenvolvida,a Mineração em larga escala,Turismo,a desconcentração das indústrias das regiões industriais para novas áreas,a revolução tecnológica,de informação e transporte podem ser ótimas para espalhar a população de um país como o Brasil,assim como de outros países e regiões do mundo.

    Contra as altíssimas densidades urbanas só tem um remédio : Espalhar o povo para outras bandas.

    Solução impossível só em países minúsculos como Singapura. Mais até um país pequeno como o Uruguai pode dar uma espalhada em sua população muito concentrada em Montevidéu.

  21. E quanto à melhoria do padrão de vida por meio de herança?

    Vou exemplificar. Imaginem casais de classe média/média baixa no Rio ou em Sao Paulo, cidade onde os preços dos imóveis estão caríssimos. Se o jovem é filho único e seus pais tiveram no máximo um irmão, espera-se que ainda jovem seus pais recebam uma herança de um imóvel e quando ele entrar em idade adulta seus pais podem se mudar para uma casa menor, ou até mesmo dividirem e facilmente esse jovem terá uma residencia de um padrao menor para começar sua vida adulta e se estiver bem empregado pode alavancar e continuar com um bom padrão residencial quando sair da casa de seus pais.

    Agora imaginem o mesmo ocorrendo com uma família com tradiçao de 4 filhos por mulher. Além de a herança dos avós ser praticamente desconsiderável na média, a capacidade de os pais ajudarem o filho fica bastante baixa tbm. Os filhos terão que se endividar fortemente para manter um padrão residencial, ainda mais em épocas de bolhas.

    A idéia de ter vários filhos pode ser boa pra humanidade, mas no nível microeconomico para casais de classe média que vivem em cidades não me parece nada racional. Nesse mundo em que o estado dificulta ao máximo a aquisicao de bens, altos impostos, dificuldade de se comecar uma carreira etc… aqueles que podem contar com uma ajuda inicial dos pais saem na frente. Isso sem falar que muito investidores e empreendedores começam com um valor advindo de uma herança vinda da família.

    Enfim, uma coisa é vc ter muito filhos na zona rural onde eles podem te ajudar desde cedo e a terra é farta para os herdeiros, outra coisa é ter filhos sem saber o preço que eles pagarão pela terra.

  22. Estamos fadados a ter um planeta com maioria de descendentes de negros, asiáticos, indianos e hispânicos. Afinal, os descendentes de caucasianos tem cada vez menos filhos. Na minha opinião isso será péssimo, pois uma das maiores virtudes da humanidade é a diversidade de etnias.
    Quanto aos recursos, já passou da hora de colonizar Marte, lá não haverá preocupação em se preservar o meio ambiente.

  23. Depende: “…cura para o câncer tem mais chances de ser descoberta em uma sociedade com um bilhão de pessoas do que em uma com apenas um punhado de indivíduos.”
    Em Cuba/China/Venezuela/Bolivia e a maioria, estas possibilidades são 0 (zero), no Brasil/Africa, talvez 1%. Já nos eua e europa 90% em escala mundial. Portanto um punhado de indivíduos ianques é bem mais provável descobrir a cura do câncer do que os 5,5 bilhões de idiotas mundiais.
    Praticamente tudo que foi inventado desde tecnologia, arquitetura/artes, medicina e outras benesses humanas vieram de um grupo de não mais de 600 milhões de pessoas (eua e europa).
    Como foi dito, em comentário acima: “O mundo não precisa de mais pessoas, mas de pessoas melhores”

  24. Se você parar pra pensar já existem projetos de fazendas subterrâneas, fazendas verticais (em prédios), criação de gado intensivo, geração de energia via meios limpos não usados como mares, ondas, diferença de pressão da atmosfera(não sei se funciona), fora a promessa de nos próximos anos surgir a energia via fusão nuclear.

    Literalmente todo o alimento e energia poderiam ser obtidos se usando um espaço físico ridiculamente pequeno do globo… a questão é : porque não é feito isso ?

    O artigo não aborda isso. Bom, se já tiver sido escrito algum artigo sobre, me mandem o link por favor.

  25. Esse artigo tem uma falha grave na argumentação, tá que tecnicamente não afeta a conclusão em termo relativos mas em termos absolutos afeta e muito. A forma que foi utilizada para demonstrar que o mundo está despovoado foi infantil, para não ser grosso, analogia que seria pensada por uma criança. Tudo bem a população do mundo caberia no estado do Texas, até em um espaço menor se todos morassem em prédios de apartamentos de 1 km de altura (maiores que o monstrinho de 800 metros de Dubai), só que não é possível que você não saiba que os seres humanos gastam mais espaço do que só para moradia. Na verdade na sociedade humana o que mais gasta espaço é agricultura e pecuária, ai que entra a parte de gerenciamento de recursos que os eco-fanáticos usam de forma extremistas. Até o momento a tecnologia humana não avançou até um estágio onde podemos da um foda-se para a biosfera da terra e ter tudo que ela faz através de meios artificiais, em outras palavras a humanidade vive uma relação simbiótica (ou parasitária já que poderia ser argumentado que não oferecemos nada de volta) com a Terra. Sendo assim um mínimo de preservação ambiental é necessário e nós não podemos sair por ai e simplesmente por fogo em todas as florestas para plantações e pecuária, ou poluir todos os rios com esgoto, poluir os oceanos como se não houvesse amanhã, etc.

    Tendo dito isso a conclusão ainda é correta pois no número atual de pessoas e com a tecnologia atual, a população pode dobra à triplicar e ainda estaríamos produzindo comida suficiente para todo mundo (o recurso mais essencial depois de água). E isso vendo que a maioria é produzida pelos países desenvolvidos, e a maioria dos países pobres não são auto suficientes em alimento e não tem dinheiro para comprar dos ricos (uma das razões para a fome, já que os alimentos produzidos nos EUA, por exemplo, não serão direcionados a África sem incentivos), quando forem o número de pessoas que a terra suportar no momento crescerá ainda mais. Não podemos prever o desenvolvimento tecnológico, mas só contando com tecnologias que já existem ou que estão em avançado estágio de desenvolvimento (como os prédios plantações, plantações subterrâneas, carnes artificiais criadas em laboratório usando cultivos e clonagem de células, etc), pelo menos pelas próximas décadas a tendência é essa capacidade subir com o mesmo custo ou um custo menor ao meio ambiente.

    Basicamente estamos seguros pelas próximas décadas, e sim é ruim nesse contexto que a população mundial esteja em tendência de começar a diminuir. Pois isso caracteriza a ascensão de uma sociedade mais velha, e ao longo prazo a morte do capitalismo e da sociedade humana em geral já que a matemática exige em qualquer sistema que exista mais jovens produzindo que idosos consumindo (o Japão é um país que já está sofrendo com isso). Anão ser que até 2050 já tenhamos autômatos (robôs) para podermos automatizar os processos de produção que não podem ser exercidos por idosos, a sociedade caminha para o caos. Mas também não podemos ficar arrogantes e achar que por estarmos (por enquanto) andando afrente da linha do desastre super populacional que isso nunca irá chegar, os recursos não são infinitos e talvez os avanços tecnológicos que nos salvam hoje tenham limite. Como o jovem que tem que ser esperto e pensar no futuro, guardando recurso para sua aposentadoria nossa espécie seria inteligente se consumisse pensando que amanhã pode haver escassez. Principalmente se for algo que pode afetar nossos netos, bisnetos, etc daqui uns 100+ anos (é egoísmo não pensar nas futuras gerações).

  26. Então o certo é colocar crianças no mundo para passar fome e miséria, ou dependentes de programas do governo, como no sertão do Nordeste, onde há famílias com mais de 10 filhos, sobrevivendo com bolsa-família…

  27. Só acho que precisamos encontrar uma maneira eficiente de processar o lixo e o esgoto que lançamos nas águas. De resto, concordo que quanto mais gente melhor, porque assim temos mais chances de aparecer pessoas como Newton, Gauss, Tesla, Marconi, Henry Ford etc. São esses loucos geniais que fizeram em grande parte a nossa vida normal de hoje em dia uma vida confortável.
    Quanto a ajuda aos mais pobres, isso é normal em qualquer país civilizado capitalista. Não pode ser confundido ingenuamente com socialismo, que na verdade nem sabemos se existe ou se é uma farsa ideológica de grupos mais interessados no poder. Só que ajuda aos mais pobres não pode degenerar em esmola estatal, que é no fundo uma maneira disfarçada de criar currais eleitorais. O indivíduo tem de poder cuidar de si mesmo em curto prazo e isso tem de ser fiscalizado pela sociedade de modo transparente.
    Quanto a ter mais filhos do que é capaz de sustentar, isso é mais um problema cultural do que moral. Parece que convivemos em uma sociedade culturalmente muito diversa, onde o novo convive com o antigo. E o capitalismo aqui chegou muito tarde, quando já estávamos viciados no paternalismo estatal. Diferente dos Americanos, que estavam acostumados a se virar sozinhos desde os tempos da colonização, muitos Brasileiros ainda são dependentes do Estado. Alguns acreditam mesmo que o Estado é responsável pelos seus filhos e minimizam a sua própria responsabilidade.

  28. Ser humano é um vírus que se espalha pelo planeta, um vírus nocivo e danoso, que destrói seu único hospedeiro ( planeta Terra) e a si mesmo.

  29. Rachei-me de rir com a comparação feita, de nós, seres humanos, sermos iguais aos vírus…. De fato é uma simples e cruel realidade da nossa espécie barbara e exotica, ainda bem que as sondas espaciais ainda não detectaram nenhum planetinha igual ao nosso, se não, meu amigo, mais um hospedeiro que estará sendo destruído, com toda sua biodiversidade sendo reduzida a nada. Grande abraço a você.

  30. Não ria de um assunto serio como este, precisamos é refletir sobre o proposito de nossas vidas, acho valido ser levantada a questão da destruição do nosso planeta em troca de nossos objetivos mesquinhos, mas não concordo com o fato de nos comparar a um vírus, temos as decisões de poder brecar esse processo por nossa vontade, mas logico que sei, que jamais isso acontecera, ate que o planeta, de fato, comece a desmoronar … quem sabe, passamos a mudar de atitude e estilo de vida? Talvez seja tarde, mas aprenderemos ao custo de nossas vidas, o que é viver em cooperação… quanto a sorte dos planetas da galáxia não serem propícios a vida, quem não garante que todos já foram férteis, que nem o planeta Terra e talvez a nossa espécie já esteve em todos eles e sugou todos seus recursos para vivermos essa vida artificial e poluída que tanto nos agradam….

  31. Quando esses ecologistas irão aprender que a vida não é um conto de fadas e que vence o mais forte? Deixem a hipocrisia de lado, uma vez que também se fartam dos benefícios obtidos através de nossas ações e interferência nos recursos naturais. Parece que querem um colapso no sistema econômico e então gerar uma guerra, aí sim estaríamos condenando nossa espécie e este planeta.

  32. Esse artigo me lembrou de um documentário mostrando o que seria se a população do mundo dobrasse de tamanho de nada

    Parecia o fim do mundo, sistema de esgoto iriam transbordar, iria ter muitas doenças, prédios iriam ficar cada vez maiores e atolados de gente.

    Link do documentário

    https://www.youtube.com/watch?v=c85n52PK4t4

    Como este documentário era uma grande balela.

    O culpado do controle da natalidade natural é do próprio estado.

    Está cada vez mais difícil criar filhos hoje em dia.

    O sistema educacional não presta, e o estado está, cada vez mais com a sua bota em nossos pescoços

  33. O parece que o os ekocjatos não notam que:

    Recursos naturais só são valiosos quando se tem utilidade dependo da civilização e do período histórico.

    O principal recurso natural é a inteligência e criatividade humanas o resto é conversa.

    Governos megamaniacos e insano são grandes gastadores de recursos naturais.

    E por fim.

    A humanidade um dia vai ter que sair deste planeta e se espalhar pelo cosmos quer queira quer não.

  34. Esse texto consiste em uma grande verdade.

    Não perdi sequer 1 segundo lendo aos comentários. O texto já é suficiente. O texto é genial pela simplicidade e devia ser difundido amplamente.

    Muitas pessoas estão no “automático” e compram, sem parar pra pensar, ou apenas se incluírem em um grupo (lado), qualquer ideia.

    E a “ideia” que o ser humano é auto-destrutivo é um engano. Claro que há ainda misérias e desgraças e muito chão para andar. Quanto mais o tempo avança, mais a consciência humana, ainda que pela dor, evolui também. Seja moral, intelectual e claro espiritualmente.

    Noticiais ruins vendem, chocam e prendem, escravizam a mente bairrista que não sobe no alto da montanha e olha à diante.

    O mundo tem problemas, mas através destes, evoluiremos, século a século, com a graça de Deus. Olhemos para trás e vejamos o tanto que Deus nos permitiu avançar, em tão pouco tempo.

    Salve a Rainha!

    fiquem bem

  35. A superpoulação não é um mito, infelizmente, é real! Com base nas referências que disponibilizo no final do texto, é possível entender que o ser humano não vive apenas dos recursos fornecidos pelo espaço urbano (3% da área habitável da Terra). A produção de alimentos abrange 40% da área terrestre do Planeta; os demais 57% dos continentes estão divididos em cerca de 20% de desertos, áreas geladas da Antártica, do Ártico, da Groenlândia, florestas, pântanos e os demais ecossistemas. Ou seja, é ilusório pensar que a humanidade poderia ocupar 100% da superfície da Terra e que haveria espaço de sobra para a expansão humana.

    Ademais, nós não estamos sozinhos no Planeta. O déficit ambiental é provocado pela superpopulação e pelo superconsumo, ou seja, esses fatores estão diretamente ligados à conservação dos recursos naturais. Nós vivemos em uma comunidade biótica e sem biodiversidade ocorreria um holocausto biológico, levando ao colapso das populações, incluindo a humana. Quando dizemos que a Terra possui "muitos espaços vazios prontos para serem ocupados", esquecemos que eles estão sim ocupados, por vida selvagem que garantem a biodiversidade terrestre. Mais um fato sobre a superpopulação humana, é que o nossa expansão causa declínio e extinção de diversas espécies.

    Desta maneira, para evitar o superconsumo e a superpopulação, devemos pôr mais ênfase na redução do consumo ou mais ênfase na redução populacional. Mas o equilíbrio ambiental se restabeleceria pela restrição concomitante do superconsumo e da superpopulação. Ou seja, temos que diminuir não só quantidade de seres humanos, mas também e, principalmente, o nosso modo de vida.

    ALVES, JOSÉ EUSTÁQUIO DINIZ. Demografia Ecológica: população e desenvolvimento numa perspectiva ecocêntrica. Revista Espinhaço, v. 7, p. 36-45, 2018.

    CALLONI, HUMBERTO; FERREIRA, KARINE. Resenha do Livro: Morris, Desmond. O contrato animal (Traduzido por Lúcia Simonini). Editora Record. 1990. AMBIENTE & EDUCAÇÃO, Revista de Educação Ambiental, Rio Grande do Sul, Vol. 22, n. 1, p. 368-371, 2017.

    http://www.funverde.org.br/blog/sobrecarga-da-terra-superpopulacao-e-superconsumo/

    http://www.funverde.org.br/blog/a-superpopulacao-e-mito/

    news.nationalgeographic.com/news/2005/12/agriculture-food-crops-land/

  36. Me agrada muito a diminuição da população mundial não pela diminuição em si, mas pelo qie ela significa.

    Se a diminuição ocorre predominantemente em paises desenvolvidos, em que mulheres têm mais acesso à educação, à saúde e a métodos contraceptivos e mais liberdade para decidir sobre sua reprodução, isso significa que não ter filhos é uma escolha para poucos, e que quem pode escolhê-la o faz. Ou seja, ter menos filhos torna as pessoas mais felizes.

    Não defendo controle populacional. Mas fico feliz com uma redução natural da população do planeta, pois ela significa que estamos nos desenvolvendo mais e que as mulheres têm mais acesso à educação e à saúde.

    Não precisamos reduzir a população aos patamares pré industriais. Mas manter ela crescendo às custas do aumento da população pobre da Africa e da Índia também não trará grandes benefícios para o mundo.

    Medidas que estimulem mulheres do primeiro mundo a terem mais filhos também não sao o melhor caminho, já que, ao terem liberdade reprodutiva elas estão demonstrando que claramente não é isso o que elas querem.

    O declinio da população mundial, sem o auxilio de controles populacionais, ocorrerá de forma muito lenta, e com certeza teremos tempo de nos adaptar a uma população com menos jovens, inclusive porque cada vez mais o trabalho é feito por máquinas, então nao precisamos de tanta mao de obra, precisamos de menos pessoas mas mais qualificadas.

  37. Esse é o grande problema. As pessoas focam nos motivos errados. Não é escassez de alimentos… nem mesmo de insumos porque vale a mesma máxima do erro de cálculo de malthus: na hora que for do interesse do capital, se abandona o petróleo e seus derivados rapidamente por tecnologias que já existem mas não são computadas nessa conta.

    o Problema está no impacto. Na produção de lixo que não deteriora rápido. No padrão de vida suicida que levamos.

    Gostaria muito de recomendar esse vídeo aqui. Foi o que me fez abrir os olhos pra essa questão:

    http://www.youtube.com/watch?v=isRXLDr-6A8

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