Imagine
uma economia formada por 100 pessoas.
Destas 100 pessoas, suponha que 90 tenham algum tipo de ocupação (seja um emprego com carteira assinada, seja fazendo bicos ou até mesmo um trabalho
voluntário). E suponha também que as 10 pessoas
restantes estejam desocupadas, mas estão à procura de uma ocupação.
Neste
cenário, temos a seguinte situação estatística:
A
População Economicamente Ativa é de 100 pessoas. A População Ocupada é de 90 pessoas, e a
População Desocupada é de 10 pessoas. A
taxa de desocupação é de 10%, pois há 10 pessoas desocupadas em um universo de
100 pessoas economicamente ativas.
Agora,
suponha que destas 10 pessoas desocupadas, 3 desistam de procurar alguma
ocupação. Os motivos dessa desistência
podem ser vários: ou a pessoa achou alguém disposto a sustentar seu ócio, ou
ela perdeu as esperanças de encontrar alguma ocupação, ou ela simplesmente
aceitou um programa de assistencialismo governamental que proveja todas as
suas necessidades básicas.
Em
termos puramente estatísticos, houve uma alteração importante. O fato de 3 pessoas terem deixado de procurar
uma ocupação significa que tais pessoas deixaram
de ser economicamente ativas. Consequentemente, o arranjo agora passa a ser
outro.
A
População Economicamente Ativa passa a ser de 97 pessoas. A População Ocupada continua sendo de 90
pessoas. A População Desocupada caiu de
10 para 7 pessoas. E essas 3 pessoas que
se retiraram do mercado agora fazem parte da População Não-economicamente
Ativa.
Consequentemente,
há agora uma nova taxa de desocupação.
Antes, a taxa era de 10 pessoas em um universo de 100. Agora, a taxa é de 7 pessoas em um universo
de 97. Ou seja, a nova taxa de
desocupação é de 7,22% (7 dividido por 97).
Traduzindo:
sem que um único emprego tenha sido criado, a taxa de desocupação —
popularmente chamada de taxa de desemprego — caiu de 10% para 7,22%.
Por
que isso é importante? Porque é
exatamente isso o que está acontecendo no Brasil. E é o próprio IBGE quem faz esse alerta.
Comecemos
por esta notícia, do final de 2013 (negrito meu):
Taxa
de desemprego recua para 4,6% em novembroA taxa de desemprego nas
seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 4,6% em novembro,
segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado
aponta para o menor desemprego da série histórica do IBGE, iniciada em 2002.[…]
A redução na taxa de desemprego foi causada pela migração de indivíduos
para a inatividade, e não pela geração de postos de trabalho, apontou a Pesquisa Mensal de Emprego do
IBGE.“O que a gente vê aqui é a redução da
desocupação em função do aumento da inatividade. Então não houve aumento do
número de postos de trabalho. O que houve foi aumento das pessoas que passaram
para a inatividade“, ressaltou o gerente da Coordenação de Trabalho e
Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.Em novembro, houve aumento significativo na população não
economicamente ativa. Na comparação com outubro, o aumento foi de 0,8%, o
equivalente a 148 mil indivíduos. Em
relação a novembro de 2012, a alta foi de 4,5%, mais 801 mil pessoas na
inatividade.
Agora
vejamos esta notícia, de 27 de março (negrito meu):
IBGE:
cresce número de inativos que não procuram empregoO número de pessoas
economicamente não ativas que não buscam emprego porque não têm interesse em
trabalhar aumentou 1,2% em fevereiro em relação a janeiro, segundo a Pesquisa
Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).[…]
“O que essa
população não economicamente ativa está mostrando é que são pessoas que não
trabalham e não procuram, elas não estão pressionando o mercado de trabalho. O
que a gente vem observando é o crescimento da fatia das pessoas que não estão
exercendo pressão sobre o mercado de trabalho por uma opção”, disse
Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.O aumento da
população inativa tem contribuído para manter a taxa de desemprego em mínimas
históricas. A população não
economicamente ativa aumentou 3,8% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano
passado, o equivalente a 686 mil pessoas migrando para a inatividade no
período. Ao mesmo tempo, a criação de vagas ficou estatisticamente estável, com
a abertura
de apenas dois mil novos postos de trabalho.
Toda
essa evolução pode ser observada no gráfico abaixo, que contém os dados do IBGE,
que estão disponibilizados no
site do Banco Central.
A
linha vermelha mostra a evolução da População Economicamente Ativa nas regiões
metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e
Porto Alegre. A linha verde mostra a
evolução da População Ocupada, e a linha azul, a da Desocupada.
Vale
lembrar que ‘Ocupados’ abrange absolutamente todos os tipos de ocupação, seja
ela remunerada (desde o executivo até o malabarista de semáforo) ou
não-remunerada (instituições religiosas beneficentes, cooperativismo, aprendiz
ou estagiário). Isso quer dizer que
abrange também funcionários públicos, pessoas que prestam serviço militar
obrigatório e os clérigos.
Para
apreender corretamente o que o gráfico acima está dizendo, o melhor
procedimento é fazer um gráfico que mostra a taxa de crescimento anual da
População Economicamente Ativa e a taxa de crescimento anual da População
Ocupada. Isso nos permitirá constatar as
declarações do IBGE.
O
gráfico acima ilustra vários fenômenos interessantes.
Para
começar, sempre tenha em mente a seguinte igualdade:
População economicamente ativa = ocupados +
desocupados.
O
primeiro fenômeno que chama a atenção no gráfico é o ocorrido no ano de
2003. Mesmo com a recessão daquele ano,
e com a SELIC a 26,5%, a população ocupada aumentou 4,5%. Porém, também naquele ano, a população
economicamente ativa cresceu a uma taxa ainda maior. Por causa da igualdade acima, isso significa
que a população desocupada também aumentou.
Consequentemente, a taxa de desemprego (ou, no caso, a taxa de
desocupação) chegou a 13%.
Após
aquele ano, a população economicamente ativa passou a crescer a uma taxa menor do que a taxa de crescimento da
população ocupada. De novo, pense na
igualdade acima: se a população economicamente ativa cresce, mas o número de
ocupados cresce ainda mais, então o número de desocupados está caindo. Exatamente por isso, a taxa de desocupação apresentou
cifras declinantes a partir de meados de 2004.
E assim foi até 2009.
A
recessão de 2009 fez com que as duas variáveis ficassem praticamente
estagnadas, mas por pouco tempo. Já em
2010, ambas voltaram a crescer com grande vigor.
(Para
entender as causas desse forte crescimento do emprego no período 2004-2011, veja este artigo).
Nos
anos de 2011 e 2012, a situação foi de estabilidade, com a população ocupada
crescendo a uma média de 2% ao ano, e a população economicamente ativa, a 1,5%
ao ano.
Já
em 2013, houve uma guinada radical e inédita
nos indicadores, especialmente a partir do segundo semestre. A população economicamente ativa começou a
encolher. Em novembro de 2013, por
exemplo, ela foi 1% menor do que em novembro de 2012. Isso significa que havia menos pessoas no mercado de trabalho (trabalhando ou procurando
emprego) em novembro de 2013 do que havia em novembro de 2012.
Junto
com a queda da população economicamente ativa ocorreu também uma queda na
população ocupada. Em novembro de 2013,
o número de pessoas ocupadas foi 0,73% menor do que em novembro de 2012.
E
a coisa ficou ainda mais interessante agora no mês de fevereiro de 2014. A taxa de crescimento da população ocupada
foi de 0%, o que significa que a quantidade de pessoas ocupadas simplesmente
não se alterou em relação a fevereiro de 2013 (segundo
o IBGE, neste período houve a “abertura de apenas dois mil novos postos de
trabalho”). Mas a taxa de crescimento da
população economicamente ativa foi negativa, de -0,46%.
De
novo, voltemos à igualdade acima: se a população ocupada não se altera, mas a população
economicamente ativa encolhe, então o número de desocupados também
encolheu. Isso significa que as pessoas
que estavam desocupadas simplesmente pararam de procurar ocupação e se
retiraram do mercado de trabalho, tornando-se não-economicamente ativas, e contribuindo para reduzir a taxa de desocupação (desemprego).
Como
o gráfico deixa claro, trata-se de um fenômeno inédito no Brasil. Nem mesmo nas recessões de 2003 e 2009 houve uma taxa de crescimento negativa. Muito embora a série estatística do IBGE
comece apenas em 2002, a lógica leva a crer que tal fenômeno nunca antes havia
ocorrido, pois a taxa de crescimento da população geral (a qual está em 1% ao
ano) era bem maior no passado, o que significa que o número de pessoas jovens
entrando no mercado de trabalho era maior.
Enquanto
este fenômeno — pessoas desistindo de procurar ocupação e se retirando do
mercado de trabalho — prosseguir, a taxa de desemprego continuará baixa.
Conclusão

causas desse êxodo de pessoas do mercado de trabalho são diversas, e sua
análise está fora do escopo deste artigo.
Certamente há de tudo: há pessoas que se contentam com os proventos do
Bolsa-Família, há pessoas sem capacitação que desistiram da vida, há pessoas
que dão seguidos golpes no seguro-desemprego, e certamente há um
grande número de pessoas indolentes que têm quem lhes sustente (inclusive, e
principalmente, jovens de classe média-alta).
Com
efeito, as recentes
notícias sobre uma “inesperada disparada” nos gastos com o
seguro-desemprego, mesmo com a taxa de desocupação estando em no menor nível da
história, confirmam uma das teses acima (negrito meu):
Os gastos com seguro-desemprego e abono
salarial devem alcançar R$ 45 bilhões nesse ano [2013], um aumento de 16% com relação ao ano passado e tem crescido muito
nos últimos anos. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego vem declinando, passando
de 13% em 2003 para 5,4% em 2013.
Quais
as principais consequências desse êxodo do mercado de trabalho?
De
um lado, uma menor oferta de mão-de-obra tende a pressionar os salários para
cima; de outro, a atual redução na taxa de crescimento do crédito (veja
detalhes neste artigo)
tende a contrabalançar essa pressão altista nos salários. No momento, a massa salarial registra a menor
alta desde 2009, ano em que o país estava em recessão
No
cômputo geral, trata-se de um fenômeno lastimável. O baixo crescimento da mão-de-obra só pode
ser compensado se houver um crescente aumento na produtividade. Como o Brasil é conhecido justamente por ter
uma mão-de-obra pouco produtiva, esse baixo crescimento da mão-de-obra tende a
reduzir sobremaneira o aumento da oferta de bens e serviços e, consequentemente, o
crescimento da economia e o enriquecimento da população.
No
final, este lamentável fenômeno serve apenas para gerar uma redução artificial na
taxa de desemprego, algo que o atual governo certamente usará a seu favor como
ilustração do “sucesso” de suas políticas.
__________________________________
Leia
também:
A real taxa de desemprego
no Brasil


A partir do seguinte link: http://www.odocumento.com.br/materia.php?id=448996, podemos constatar que o somatório de pessoas economicamente ativas, ou seja, empregados + desempregados, encerraram um total de 25819000 pessoas.
Considerando a população brasileira total de 198700000 pessoas, podemos observar que a população economicamente ativa representa 12,99% da população total brasileira.
Sei que existe pessoas idosas e crianças, mas mesmo assim, não é muita gente sendo carregada nas costas por esses 13% da população? Esses dados me causam muita revolta.
Bom dia Leandro!
Voce sabe qual o numero de trabalhadores que “contribuem” ao sistema de aposentadoria estatal?
De altíssima importância esse artigo. Favoritado.
Leandro,
Você tem algum artigo que fala sobre o “milagre econômico brasileiro”?
Naquele momento, houve realmente alguma competência por parte do governo (mesmo que competência relativa a situações anteriores) ou foi tudo endividamento, manipulação da base monetária, etc?
Abraço!
Tenho algumas curiosidades neste tema:
– Os que passaram a ser idosos e economicamente não ativos influenciaram em quanto estes dados de 2013 (envelhecimento da população desocupada causando aumento na taxa de emprego).
– Os estudantes fazem parte dos economicamente não ativos. Houve aumento no número de estudantes de forma que a população economicamente ativa caísse? (Ou seja, pessoas usando tempo para estudar, ao invés de trabalhar).
mas qual o problema em ser desocupado? suponto, que alguem voluntariamente resolveu sustentar outra pessoa. seja uma mae que cuida da casa, seja um filho que quer estudar, existe n motivos para alguem nao estar no mercado de trabalho. e mesmo o clasico vagabundo sustentado pelo pais, qual o crime dele? ele apontou uma arma na cabeça dos pais e mandou eles o sustentar?
O surpreendente é que essa informação é basicamente simples e de domínio público, mas ainda assim muitos pensam que tudo está bem e são otimistas com a economia brasileira.
Vale lembrar que nem todo desocupado em sentido econômico também é desocupado em sentidos não-econômicos. Por outro lado, ser deliberadamente desocupado (tanto em sentido econômico quanto em sentido não-econômico) deixou de ser um estigma.
* * *
Pode parecer loucura, mas o constante aumento do consumo de drogas no Brasil fez com que alguns milhares deixaram o processo econômico legal para adentrar o sub mundo do trafico.
Leandro tem algum artigo do Mises que aborda posiveis medidas na previdencia social para sanar o problema sem prejudicar o varejo (o “contribuinte”) ?
Leandro,
Outro ponto importante que vale ressaltar é o “submundo” que a economia brasileira possui, o mercado informal. Se todos fossem depender de empregos formais, acredito que a taxa de desemprego explodiria, muito devido as regulamentações trabalhistas, custos e burocracia, como tb a exigencia que muitas empresas impoem na hora da contratação.
Sempre digo que esse pais não quebrou de vez, por causa do mercado informal que “sustenta” o Brasil.
No link sobre a “inesperada disparada” do seguro-desemprego, encontrei também essa pérola:
Alguns analistas, incluindo o Ministério da Fazenda, elegeram um suposto aumento da rotatividade para explicar o aumento de gastos, aventando inclusive a possibilidade de fraudes na concessão do benefício.
Quase caí da cadeira ao ler isso. Ainda estou meio anestesiado com esse trecho. A coisa é tão patética que eu tive que verificar se não era uma brincadeira de primeiro de abril. E pensar que esses analistas do Ministério da Fazenda ganham salários altíssimos para isso…
Pensando bem, essas pessoas ainda estão achando que a Lei de Informática era uma ideia genial para transformar o Brasil em um grande exportador de tecnologia. Sim, porque é só cortar impostos de produtos “fabricados no Brasil”. Esses métodos de substituição de importações funcionou muito bem no passado, não é mesmo?
Nesse caso dos traficantes, eles seriam população economicamente ativa? Pois estão na “atividade! atividade!”, só que na ilegalidade! Hehehehe.
Outra dúvida, eu de tão honesto fico aqui pensando com meus botões mas não faço nem idéia de como viver de esmolas governamentais… como se faz isso??? Eu quero! Alguém pode me explicar? Cansei de pagar impostos a toa.
Caro Leandro, parabéns pelo artigo. Bom trabalho.
Só tenho uma dúvida. Na parte que fala: “Os gastos com seguro-desemprego e abono salarial devem alcançar R$ 45 bilhões nesse ano [2013], um aumento de 16% com relação ao ano passado e tem crescido muito nos últimos anos. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego vem declinando, passando de 13% em 2003 para 5,4% em 2013.”
Minha dúvida é a seguinte:
Esse aumento no seguro desemprego (é um aumento nominal ou real?) se deve a quantidade de desempregados ou aos valores reajustados do seguro desemprego? Por exemplo: Uma coisa é 10 desempregados recebendo R$ 600,00 de seguro desemprego e outra é 5 desempregados recebendo R$ 2000,00 de seguro desemprego. O que pesou nesse aumento? a quantidade de desempregados ou o aumento do valor do seguro.
Outra dúvida. É viável utilizar o seguro desemprego para medir o crescimento das pessoas economicamente não ativas? haja vista que o seguro é um benefício temporário? Não seria um dos fatores que mais pesa na questão do desemprego e consequentemente no aumento do seguro desemprego (aumento de segurados) os problemas gerados pela desindustrialização que o país vem atravessando?
Grato.
att.
Mas um índice que não está valendo muita coisa aqui no Brasil…
Arrumaram um jeito de maquiar outro número.
Eles poderiam aumentar a parcela ocupada, mas isso seria complicado sem diminuir o poder deles. Ou eles poderiam diminuir a desocupada sem ocupá-la, usando apenas o regulamento.
Se alguém que não trabalha e desistiu de tentar não está desocupado, vamos fazê-lo desistir.
Pronto, resolvido o problema do desemprego no Brasil.
Para tornar a jogada de mestre, só faltaria fazer isso de uma forma que a pessoa ainda ficasse satisfeita. Ou seja, em vez de matá-lo ou deportá-lo, por que não damos um dinheirinho pra ele desistir? Mais um ponto.
Agora reduzo o “desemprego” e ainda crio meu curral eleitoral.
Mas em “defesa” desses gênios:
– Por que o pessoal economicamente menos desequilibrado não viu que precisava fazer alguma coisa urgentemente pelos mais pobres do Norte e Nordeste, uma vez que vivemos numa “democracia” e que eles também votam?
– Parte da redução do número de desocupados foi por opção, mas parte foi por emprego também, né? E parte disso foi responsabilidade da irresponsabilidade de longo prazo do governo.
Mais um bom texto, Leandro, parabéns.
A queda da PEA está relacionada a menor participação dos jovens entre 18 e 24 anos. Andei lendo uma publicação de conjuntura econoômica do Itaú que faz uma correlação desse fenômeno com a concessão de bolsas universitárias (via PROUNI e FIES). Fiquei impressionando: por exemplo, em 2010, pelo FIES, foram concedidos 76 mil financiamentos, passando para mais de 500 mil no ano passado.
No curto prazo, a combinação de baixa produtividade com estagnação da ocupação vai nos manter na mediocridade. Mas há um espaço para sonhar com crescimento mais robusto da produtividade nos próximos anos (2017 em diante, acredito)
Olá, Leandro! Parabéns pelo empenho no artigo.
Tenho só uma dúvida (e sugestão) para você nos próximos artigos:
Seria possível explicitar todas as fontes bibliográficas consultadas no final do artigo?
Grato,
Alonso
Estava sentindo falta dos artigos do Leandro.
Muito bom.
Excelente artigo Leandro!
O IBGE é uma agência de propaganda. Pois sempre dizem que está tudo uma maravilha, mesmo quando as coisas estão piorando.
Olá,
Isso é sempre assim: crie um indicador e automaticamente duas interpretações completamente divergentes surgem para o mesmo.
Mas tenho uma humilde sugestão para trazer os números de volta a realidade. Podemos excluir da população economicamente ativa todos os funcionários públicos. Aliás, podemos incluí-los na rubrica desocupados. Isso deve trazer os números para a realidade.
Um dos mais importantes artigos deste site. O mito do baixo desemprego tem sido a última tábua de salvação do atual governo, e ele se apega a ela com todas as suas forças. Se esse mito for desmascarado não sobra mais discurso nenhum.
E na Venezuela:
Venezuela vai obrigar proprietários a venderem imóveis para seus inquilinos
InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/consumo/noticia/3266200/venezuela-vai-obrigar-proprietarios-venderem-imoveis-para-seus-inquilinos?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=nlimoveis
Vi o texto abaixo em um blog e gostaria de compartilhar:
“Proponho a divisão do pais em duas partes. Não em norte e sul, como prega a maioria, mas em um lado socialista e outro capitalista.
Creio que esta seria a única maneira de agradar a todos.
A partir do momento da divisão o cidadão poderá escolher de que lado ficar, tendo ciência de que um lado não poderá desfrutar de nada criado pelo outro lado. Uma vez que escolheu seu lado, está escolhido.
Logo, o lado socialista não poderá desfrutar de nada criado pelo capitalista e vice-versa, se é que do lado socialista se cria algo que preste ou que tenha serventia.
Precisamos também dividir os bens. Proponho a seguinte divisão:
Os socialistas podem ficar com o Movimento dos Sem Terra e dos Sem Tetos, as ONGs, os Direitos Humanos, as reservas indígenas, os partidos políticos comunistas, os Black blocks, os ativistas.
Pode ficar com o Lula e cumpañeros, com o Paulo Henrique Amorin, com a Globo, com o Gil, Caetano, Paula Lavigne, Roberto Carlos e com o Chico Buarque.
Podem também desarmar a população.
Do lado capitalista queremos pouco. Ficam apenas as satânicas empresas e indústrias capitalistas, com todo o seu lucro satânico produzido, ficamos com o petróleo que só traz prejuízo ao meio ambiente.
Ficaremos também com todas as multinacionais imperialistas rejeitadas pelo socialismo: Mac Donalds, Wal Mart, Subway, Burguer King, Starbucks, Donnuts, entre outras.
Já que as indústrias bélicas ficam do nosso lado, a população terá acesso a uma arma para defesa própria.
Podemos ficar com as FFAAs e com as policiais já que elas não são do agrado da esquerda.
Creio que desta forma, tudo se resolve e todos ficam satisfeitos!”
Vocês me lembraram de uma situação. Mendigos ganhando muito mais que gente trabalhando, isso é veridico, vi com meus próprios olhos, to até pensando ser mendigo, que tal, gostaram da idéia?
“A bolha imobiliária e o subprime brasileiro”
http://www.bolhaimobiliaria.com/2014/04/14/a-bolha-imobiliaria-e-o-subprime-brasileiro-ca/
Análise interessante:
“o problema é termos distratos que variam de um mínimo de 20% até mais de 60% das vendas brutas (mais de 60% no caso da PDG no 3T13) e ainda, que representam cada vez mais bilhões de Reais a cada ano, afetando várias construtoras de forma simultânea, esta situação, não existe para nenhum segmento de negócio, em nenhum lugar do mundo”
E a saga continua…
IBGE: desemprego caiu por redução no nº de desocupados
Embora a taxa de desemprego de 5,0% no mês de março tenha sido a menor para o mês desde o início da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em 2002, não houve geração de vagas no período de um ano. A população ocupada ficou estável (0,0%) em relação a março do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“A população ocupada é praticamente igual à de março do ano passado. A taxa caiu porque teve uma redução da população desocupada. Mas, como a população ocupada está estável, então houve aumento da inatividade“, concluiu Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
A população desocupada recuou 11,6% em março ante março de 2013, o equivalente a menos 159 mil pessoas na fila do desemprego. Ao mesmo tempo, houve uma elevação de 4,2% no número de inativos no período, o mesmo que 760 mil pessoas migrando para a inatividade.
economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,ibge-desemprego-caiu-por-reducao-no-n-de-desocupados,182359,0.htm
O Salman Khan (da Khan Academy) fez um vídeo curtinho no qual ele demonstra graficamente aquilo que o Leandro explicou em texto escrito. A demonstração do Salman Khan toma como base a situação dos EUA, mas as premissas da demonstração se aplicam ao Brasil também. O vídeo é falado em inglês. Vale a pena conferi-lo: https://www.khanacademy.org/economics-finance-domain/core-finance/current-economics/unemployment-tutorial/v/unemployment-rate-primer–v2
Enfim uma medida séria do governo para baixar o índice oficial de inflação:
“Técnicos do governo estudam tirar alimentos do cálculo da inflação”
oglobo.globo.com/economia/tecnicos-do-governo-estudam-tirar-alimentos-do-calculo-da-inflacao-12270247
Agora a inflação cai.
“Técnicos do governo estudam tirar alimentos do cálculo da inflação”
Bando de amadores!
Deviam fazer como é feito nos países comunistas, é só decretar o valor da inflação e pronto! A realidade irá se submeter ao decreto! Pois como sabemos, no socialismo/comunismo todos os problema são resolvidos com meras canetadas!
Daí, depois dessa canetada eles poderão imprimir trilhões de notas de reais todos os dias e mesmo assim não haverá inflação! Basta que todos tenham fé no poder da canetada!
Números atualizados para abril de 2014 em relação a abril de 2013:
Pessoas empregadas no setor privado (com e sem carteira assinada): queda de 0,71%
Pessoas empregadas (setor privado com e sem carteira assinada, autônomos e empregadores): queda de 0,8%.
População economicamente ativa: queda de 0,85%
Pessoas ocupadas (incluindo o funcionalismo público, os militares e todos os tipos de biscates): aumento de 0,15%.
Resultado: a redução de quase 1% na população economicamente ativa (o que significa que quase 1% da população que estava no mercado de trabalho se retirou dele e não mais trabalha ou procura emprego) fez com que taxa de desemprego caísse de 5,8% em abril de 2013 para 4,9% em abril de 2014. Ao mesmo tempo, o número de empregos no setor privado também caiu 0,71%.
Conclusão: há hoje menos gente trabalhando no setor privado e há menos gente querendo trabalhar no geral do que havia em abril de 2013.
Agricultor revoltado:
https://www.facebook.com/video.php?v=717090468362736
“Juventude transviada?“, por Alexandre Schwartsman.
Infelizmente faço para do grupo de pessoas que desistiram de trabalhar. Tenho 33 anos, me formei em gestão em uma faculdade renomada, eu já trabalhei em várias empresas mas nunca me senti feliz.
Descobri uma ocupação que acho bacana, mas ao mesmo tempo é extremamente mal renumerada. Não vou mentir, me sinto perdido, mas tenho péssimas recordações dos meus empregos.
Me faço essa pergunta todo os dias, ser infeliz e corresponder a sociedade ou viver em paz, parar de ser humilhado no trabalho e não ligar pra essas questões? Existe uma terceira via? Seria bom eu procurar um psicólogo? Eu não sei lidar com essa questão, só sei que não era feliz quando trabalhava.