A
maior forma de caridade, argumentou o filósofo judeu Maimônides, ainda no
século XII, ocorre quando a ajuda dada permite ao ajudado se tornar
auto-suficiente.
No
entanto, os sistemas de caridade estatal vigentes ao redor do mundo —
eufemisticamente chamados de ‘sistemas de bem-estar social’ — geraram o efeito
oposto: eles na realidade criaram
dependência. Logo, é urgente repensar a
maneira como estamos atualmente delegando ao estado a tarefa de ajudar as
pessoas.
Irei
aqui sugerir algo que muitos poderão considerar perturbador e desconcertante: o
bem-estar social e todas as variedades de assistencialismo seriam mais
eficazes, mais variados, mais difundidos e mais baratos se não houvesse nenhum
envolvimento estatal.
As
pessoas instintivamente pensam que, sem um programa assistencialista gerido
pelo estado, os pobres e os necessitados não seriam cuidados e,
consequentemente, seriam deixados à míngua.
Com esta inaceitável perspectiva em mente, as pessoas consequentemente
se tornam fervorosas em sua defesa de algum programa assistencialista estatal,
ainda que possam porventura apresentar reservas à maneira como tal programa
esteja sendo gerido pelo estado.
Antes
de nos aprofundarmos, gostaria de fazer a seguinte sugestão: sugerir que o
assistencialismo estatal não está funcionando e que ele deveria ser abolido não é a mesma coisa que sugerir que os
pobres e necessitados não devem receber cuidados. Com efeito, é justamente o oposto.
A assistência é algo complicado — e não é
apenas o assistido o que importa
O
fornecimento de serviços assistenciais é um processo delicado, complicado e
imprevisível. Em algumas ocasiões,
simplesmente dar dinheiro pode realmente levar o assistido ao caminho da
auto-suficiência; em outras, não. Dar
dinheiro pode gerar uma redução temporária de seu sofrimento, mas
frequentemente gera uma maior dependência e uma menor auto-suficiência.
Em
determinadas ocasiões, uma abordagem estritamente local é tudo de que se necessita;
em outras, uma abordagem mais prática passa a ser essencial; já em outras, é
necessária uma abordagem puramente psicológica ou emocional; e há também
ocasiões em que se deve buscar algo que seja mais específico às circunstancias
particulares de cada indivíduo. Por fim,
há também ocasiões em que todo o necessário é apenas dar o proverbial “tapinha
nas costas”. Diferentes circunstâncias
requerem diferentes abordagens e diferentes formas de assistência.
A
dignidade do assistido também tem de
ser considerada. Ser alvo da caridade
alheia pode ser algo degradante e humilhante.
Em algumas ocasiões, o anonimato pode ser necessário; em outras
ocasiões, não.
Tendo
tudo isso em mente, a seguinte pergunta se torna inevitável: como pode alguém
realmente pensar que é viável criar um programa de assistencialismo estatal que
seja feito de cima para baixo, e imaginar que tal programa irá satisfazer todas
essas necessidades distintas e variáveis, de maneira consistente?
E
a coisa se complica ainda mais. Até
agora, falamos apenas do assistido.
Temos de falar também do doador, do “filantropo”. Ele também tem de ser considerado.
Compaixão,
assistência e caridade são atitudes humanas essenciais. Elas fazem parte da natureza humana. Assim
como as pessoas precisam receber, elas também devem dar. Assim como as pessoas precisam ser ajudadas,
elas também devem ajudar. Basta
apenas ver o olhar de satisfação das crianças quando elas recebem algo para
comprovar a evidência desta afirmativa.
Mesmo aquele que talvez tenha sido o mais brutal e sanguinário
traficante da história, Pablo Escobar, era conhecido por ser um prolífico filantropo. Ele construiu vários abrigos, igrejas e
escolas em sua cidade natal, Medellín, e o fez em uma escala insuperável até
mesmo para o governo colombiano.
No
processo caritativo, o filantropo também tem suas necessidades. Em algumas ocasiões, ele quer anonimato; em
outras, ele quer reconhecimento. Há
ocasiões em que ele quer estar envolvido de alguma maneira com o assistido; e
há ocasiões em que ele prefere não ter envolvimento nenhum.
No
entanto, quando a caridade se torna um programa estatal compulsório, as
necessidades do filantropo nem sequer são consideradas. Sua renda é confiscada via impostos e fim de
papo. O filantropo não tem nenhuma voz
ativa; ele simplesmente não pode especificar a maneira como o dinheiro que ele
ganhou e que lhe foi tomado deve ser gasto. Para piorar, o filantropo é, na maioria das
vezes, moralmente contra os programas que seus impostos financiam.
A
tributação é um ato de doação forçada
que destrói a satisfação altruísta que as pessoas normalmente sentem quando
fazem doações voluntárias. Ajudar os
outros e compartilhar com eles um pouco do que temos é parte de nossa
humanidade. No entanto, em um mundo em
que o governo se arvorou a responsabilidade de cuidar dos pobres e
necessitados, essa compaixão foi removida.
Como resultado, o estado hoje detém um quase-monopólio da compaixão.
Com
efeito, a coisa é ainda mais bizarramente específica: a esquerda defensora de
um estado assistencialista inchado e generoso detém hoje o monopólio da
compaixão. Qualquer um que não concorde
com o conceito de um estado assistencialista inchado e generoso é imediatamente
tido como insensível e egoísta.
Como o estado destrói a propensão
filantropa das pessoas
Quando
você é obrigado a pagar impostos para o governo para que ele forneça serviços
assistencialistas (ou mesmo educação e saúde) para os necessitados, a sua capacidade de pagar por estes mesmos
serviços para você e para sua família é reduzida, pois agora você tem menos
dinheiro. Após uma parte da sua renda
ser confiscada via impostos, torna-se mais difícil para você bancar a escola de
seus filhos, seu plano de saúde e seu aluguel.
E se torna ainda mais difícil você ser caridoso para com terceiros, o
que significa que tal tarefa será delegada com ainda mais intensidade ao
estado. Pior ainda: o próprio fato de
você agora ter menos dinheiro significa que você provavelmente também dependerá
do estado para determinados serviços.
Isso faz com que a rede de dependência cresça cada vez mais.
No
que mais, se o estado está fornecendo auxílio para os necessitados com o seu
dinheiro, então você inevitavelmente se sentirá absolvido da responsabilidade moral de ajudar os
outros necessitados.
Simultaneamente,
o assistencialismo estatal, além de ser inflexível, é caro. As burocracias que
administram os programas de redistribuição de renda sempre são ineficientes e
dispendiosas. Mais ainda: elas são
propensas à corrupção e ao rentismo (pessoas que manipulam o sistema para
ganhos políticos e para proveito próprio).
Se
você analisar o que ocorreu ao longo das últimas décadas com itens como
tecnologia, alimentação e vestuário — necessidades humanas essenciais que, em
grande parte, não são fornecidas pelo estado –, verá que houve uma queda
dramática nos preços (mensurados em termos de horas de trabalho necessárias
para se adquirir a mesma quantidade de cada item) e uma sensível melhora na
qualidade dos produtos. A concorrência
reduziu os custos. No entanto, no campo
assistencialista, não houve tal melhoria. Por que não?
Porque, graças ao quase-monopólio estatal, não há concorrência nesta área.
A
ideia de haver concorrência para serviços caritativos é ofensiva para muitas
pessoas. Mas é necessário haver
concorrência se a intenção for melhorar a qualidade e reduzir os custos.
O
maior gasto em nossas vidas não é,
como muitos acreditam, nossa casa ou a educação de nossos filhos. Nosso maior gasto é com o governo. E tal gasto não deve ser mensurado apenas em
termos de carga tributária, mas também em termos de regulamentação, de
burocracia, de infraestrutura decadente e de serviços pelos quais temos de
pagar em dobro, pois os que o estado fornece com nossos impostos são
lastimáveis (como saúde, educação e segurança).
Sendo assim, imagine um mundo com um estado mínimo. Repentinamente, este gasto desnecessário
seria removido. Sem o custo do estado,
teríamos agora mais capital para investir e gastar. As pessoas genuinamente estariam no poder. Nossa capacidade de ajudar os necessitados
seria aumentada.
Em
um mundo sem estado, ou com um estado genuinamente mínimo, nossa responsabilidade moral em ajudar os
outros seria repentinamente restaurada.
Mais ainda, seria aumentada.
Simultaneamente, e graças à concorrência, a ajuda que queremos e podemos
oferecer seria mais barata, mais variada e de melhor qualidade. Organizações estariam competindo entre si
para oferecer mais ajuda a um preço menor.
E mesmo organizações que visam estritamente ao lucro estariam propensas
a fazer isso porque, no mínimo, seria bom para a imagem delas.
Qual
seria o resultado? Auxílios caritativos a
custos mais baixos, auxílios caritativos mais eficazes, auxílios caritativos
mais variados, mais difundidos e mais flexíveis, que poderiam satisfazer
necessidades específicas. Em suma, uma
rede caritativa de maior qualidade e que estimulasse algum retorno dos auxiliados em termos de qualificações profissionais.
Você
diz que, sem o estado assistencialista, os pobres e necessitados seriam
deixados à míngua? Pois eu digo que eles
serão tratados em um padrão muito mais elevado do que aquele vigente hoje.
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Leia
também:
“Sem o estado, quem cuidará dos pobres?“
Alguns conselhos para
aqueles que genuinamente querem ajudar os pobres
Esse é um tema difícil de ser abordado, a falácia assistencialista do governo é muito atrativa aos eleitores já o resultado… Parabéns pelo texto.
Excelente. Aliás, a sequência toda de artigos exaltando a superioridade moral do capitalismo está muito boa.
O mais incrível que eu acho que existe na caridade com competitividade é a criatividade. Lembro do Muhammad Yunus criador do microcrédito sem burocracia, e com uma ideia tão simples ajudou milhões de famílias, principalmente mulheres, a se tornarem independentes.
Já dei a solução aqui. O negócio é renda mínima, custeada com o imposto único (de renda) + criação de dinheiro na velocidade de crescimento da economia (ou seja, “sem inflação”).
E tudo privado (educação, saúde, etcs).
Exceto exército, justiça e polícia, pois é impossível privatizar, e pouquíssimas coisas mais para melhor eficiência economica.
“Irei aqui sugerir algo que muitos poderão considerar perturbador e desconcertante: o bem-estar social e todas as variedades de assistencialismo seriam mais eficazes, mais variados, mais difundidos e mais baratos se não houvesse nenhum envolvimento estatal.”
A tática de sempre: afirma algo como se fosse óbvio, auto-evidente, e acha que não precisa dar nenhuma prova empírica da afirmação. Como o autor pode garantir que seria mais eficaz, mais variado, mais difundido? Só na cabeçinha utópica do autor do texto isso é verdade. Ah, espera, será que isso também (como quase tudo no mundo libertário) é uma consequência lógica do axioma de que o homem age então simplesmente tem que ser verdade?
O autor fala em responsabilidade moral em ajudar ao próximo, na cabeça dele, o grande problema é que o Estado ajuda os necessitados, então as pessoas acabam com menos responsabilidade moral de ajudar o próximo. No mundo libertário, suponho, as pessoas restaurariam esse senso. Isso chega a ser rídiculo levando em consideração que Ayn Rand, musa intelectual de muitos (eu sei que nem todos, o mundo ainda não está perdido) libertários não achava que existe responsabilidade moral nenhuma em ajudar o próximo. Pelo contrário, quanto mais uma pessoa pensar em si mesma, mais moral ela é, pois não existe nada mais importante que pensar em si mesmo, a todo momento.
Um exemplo de cidadão para Ayn Rand era William Hickman, um serial killer que extirpou o corpo de uma menina de 12 anos:
“Other people do not exist for him, and he does not see why they should,” she wrote, gushing that Hickman had “no regard whatsoever for all that society holds sacred, and with a consciousness all his own. He has the true, innate psychology of a Superman. He can never realize and feel ‘other people.'”
(So uma pequena curiosidade, isso não impediu Ayn Rand de receber social security e medicare, quando ela precisou)
O autor diz que os impostos são elevados, que gastamos muito da nossa renda suportando a burocracia estatal. Nisso estou de acordo, a burocracia é muito custosa. Mas os programas sociais não são. Exemplo disso é o Bolsa Familia, que custa muito pouco em relação ao PIB do país e possui efeitos benéficos devidamente comprovados pela literatura acadêmica.
Excelente artigo. Eu sempre foi engajado em movimentos de filantropia e auxílio. Na década de 90, o dinheiro doado poderia ser descontado do imposto de renda. Mas, no governo atual isso mudou. Foi criado um fundo, gerido por representantes da sociedade e do governo. O desconto do imposto foi limitado as doações a esse fundo. Já fui representante de um conselho que tinha poder de gerir um desses fundos, no caso voltado para assistência a crianças. É uma piada de mau-gosto. Existe tanta burocracia na gestão que algumas entidades nem recebem o dinheiro. Teve ano que o dinheiro ficou guardado no fundo, e, é claro, foi para o caixa do governo. Ficou lá alimentando o Leviatã.
Belo ponto de vista!
Boa noite.
Sei que há bons exemplos de caridade antes da presença do estado, em SP o hospital Sta. Catarina foi fundado em 1906 e era muito bom ou a fundação Padre Chico para crianças cegas, de 1928, bem antes do governo pensar em fazer algo.
Não sou profundo conhecedor de Ayn Rand, mas em relação a esse caso, sei que pegam um pedaço de um parágrafo e mudam todo o contexto. Por um exemplo, ela nunca disse isso, mas escreveu de maneira privada.
Isto foi escrito no “The Ayn Rand Journals”, que nada mais é do que um livro que foi lançado após a morte dela, com alguns textos e ideias que nunca haviam sido publicados.
Havia um projeto, cujo nome era: “The Little Street”, uma ideia inacabada, que ela na verdade nunca chegou a escrever, mas que fez um rascunho geral, colocando inclusive quais seriam os personagens e os descreveu.
Um deles ela se baseou em William Hickman, cujo nome no livro seria “Danny Renahan”, há mais sobre ele do que apenas a frase que você colocou e ela nunca disse que ele seria exemplo de cidadão, ela descreveu um personagem, inclusive pegou uma frase que foi dita por Hickman (“I am like the state: what is good for me is right”).
Ela inclusive chama Hickman de uma pessoa sem propósito e degenerada.
Como disse não sou especialista em Ayn Rand, mas pegar um rascunho de livro, uma ideia que ela teve quando tinha 23 anos,sendo que tal ideia apenas surgiu publicamente quando ela já havia morrido, isolar frases para dizer que William Hickman (que era apenas a “ideia” por trás de uma personagem, escritores fazem isso, Stephen King, J.K. Rowling, apenas para citar 2 já fizeram) era exemplo do que ela considerava com um “bom cidadão”, é algo que acho errado. Apenas uma opinião pessoal.
Em relação a todas as bolsas “sociais”, há vários artigos no site que são melhores do que se eu tentasse escrever algo em uma resposta, pode dar uma lida.
Obrigado.
Eu nunca disse que não existe caridade privada, é claro que ela existe, pois, nisso eu concordo com o autor do texto, as pessoas gostam de ajudar as outras. Daí tirar a conclusão que o Estado não deve ajudar ninguém em nenhuma circunstância não tem sentido. As duas coisas podem conviver perfeitamente.
Também acho que as pessoas poderiam fazer mais caridade.E acho perfeitamente plausível que alguem pense “vou doar menos porque já estou pagando muitos impostos”, mas é claro que existem muitas outras variavéis que afetam dinheiro doado, e não somente a presença do Estado assistencialista. Valores religiosos por exemplo. Meu ponto é que não se pode dizer simplesmente “as pessoas estão doando menos por causa do Estado”. Existem outras razões, e mesmo que essa seja uma das causas, a gente não sabe a magnititude do efeito, de forma que daí concluir que o melhor então é abolir as assistências estatais é um absurdo.
De novo, volto no Bolsa Família, que é um programa estatal que custa muito pouco em relação ao PIB e tem comprovados benefícios sobre pobreza, saúde, educação. Voces acham que é um programa que não deveria ter existido? Para mim é um ótimo programa.
Enfim, também acho que o Estado não é a solução para tudo, mas é uma instituição fundamental.
Em relação ao meu comentário sobre Ayn Rand, nunca disse que ela era libertária, disse que muitos libertários a idolatram, e o pior, pessoas que detém poder, como o senador Paul Ryan, que como o amigo Doutrinador, também parece gostar de doutrinar as pessoas, já que quem trabalhasse em seu gabinete era obrigado a ler Atlas Shrugged. Segundo ele, “And Ayn Rand, more than anyone else, did a fantastic job of explaining the morality of capitalism, the morality of individualism”.
Acho legal o site e essa nova geração de pessoas interessadas em economia. Mas o problema é que muitas sairam do Ensino Médio com pensamento de esquerda, doutrinada pelos marxistas, revoltadas contra o mundo opressor, contra a burguesia, e quando caem num site como esse só dão uma guinada de 180 graus no pensamento, com o mesmo radicalismo e certezas, mas dessa vez o bode expiatório é o Estado. Li num artigo que a escola austríaca está para a ciência econômica como os Gracie para o Jiu-Jitsu, é invencível. Pessoal.. eu sei que voces perderam bastante tempo lendo coisas sobre escola austríaca, mas não se enganem por favor. Sério, quem leva a sério a Escola Austríaca tirando o Mises e institutos liberais? Aonde que é a escola de pensamento que mais cresce no mundo? Só se for entre esses jovens revoltados na internet, porque relevância acadêmica nos departamentos de economia top é zero, assim como o marxismo.
Enfim podem tacar as pedras aí. Abs!
Não foi praticamente isso que eu escrevi em um comentário no artigo “A dignidade se dá por meio da produção” (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1743)?
Leiam o meu comentário de 23/11/2013 às 20:48:56.
“A esquerda defensora de um estado assistencialista inchado e generoso detém hoje o monopólio da compaixão”
Perfeito! Sem palavras…
Os esquerdistas reivindicam o monopólio da virtude: se alguém discorda da forma como eles procuram ajudar os pobres, acusam o sujeito de ser “contra os pobres” e ter uma série de defeitos de caráter.
A ajuda aos pobres deveria vir primariamente da filantropia particular, de forma direta ou através de doações de recursos e trabalho para instituições autônomas, o que permitira evitar muito melhor os desperdícios e desvios de verbas e personalizar o auxílio, tornando-o eficaz.
Sobre o bolsa-família, basta lembrar do tumulto que houve por causa do boato que ela acabaria.
* * *
Jeferson, valeu pela resposta.
Não acho que a questão seja simples como voce escreveu. Vc faz parecer que todo mundo que tem alguma idéia a favor do Estado a tem porque é beneficiado por ele. Voce nao cogita a hipótese de que as pessoas possam ser a favor de medidas estatais por acharem que elas são importantes e fazem sentido?
De fato não posso afirmar se a EA é a escola de pensamento que mais cresce no mundo, eu ainda acho que não, mas o meu ponto principal é que é uma escola totalmente à margem da academia. Nos departamentos de economia tops, por exemplo, nas universidades top 10 dos EUA, que é o pólo de produção acadêmica mundial, devem ter no máximo uns 5 austríacos, isso chutando alto (alias, acho que é bem menos que isso, não vou verificar agora, mas enfim), assim como também deve ter número semelhante de marxistas. Eu estou falando dos economistas acadêmicos, que atualmente são os responsáveis por avançar a fronteira de conhecimento. Me apontaram UM economista austríaco que ganhou o Nobel, o Hayek. E só. Para por ai. De resto, não há muita consideração. O que se pode concluir disso? Um lado, conspiracionista, é que todos são uns vendidos imundos sem consideração pela verdade. O outro, mais realista, é que simplesmente o mainstream faz mais sentido para eles.
Por que sempre esse radicalismo, parece que existe uma necessidade de achar um bode expiratório para tudo. Como eu disse, aposto (é um chute) que uns 80% dos ditos libertários no colégio eram marxistas. Na época o alvo era a burguesia, agora o alvo é o Estado. Sério, vocês não acham um tanto infantil ficarem brigando pra ver quem é mais libertário que o outro (não sei se vcs ainda fazem isso, mas numa época faziam)?
Enfim, minha mensagem é apenas que existe muuuuita coisa além da Escola Austríaca, essa falsa dicotomia inventada ai com aqueles videozinhos Hayek vs Keynes é totalmente forjada, os economistas na verdade não tão ligando nem pra um nem pro outro, tão preocupados em fazer teorias testáveis pra progredir a ciência.
Abs!
Excelente texto. Compartilhei no Facebook e um colega meu, keynesiano até a medula, creio que não leu todo, e me fez algumas perguntas. Como eu ainda não tenho a tarimba do pessoal daqui, vou copiar o que ele mandou e gostaria que alguém me ajudasse a montar uma resposta pra ele, pode ser? Aí vai:
” Ok… Ismar Gavilán, bom texto! A ideia é muito boa mesmo… Mas, na hipótese de uma rede caritativa privada, não estatal, três perguntas: (1) qual seria a motivação, o retorno, para o grupo caritativo privado, considerando que vivemos num mundo capitalista? E deveria ser um bom retorno, visto que o autor julga que haveria até boa concorrência! (2) Existe um exemplo real? (3) o Estado não existe justamente para promover o “bem comum” posto que certas atividades não são desenvolvidas por nenhum grupo visto que não dão retorno ?…”
Bom, agradeceria as sugestões das pessoas daqui, como o Leandro, o Doutrinador, esses que mais respondem com autoridade sobre esses assuntos. Abraços
Como alguém já disse e repito resumidamente: Ao invés de dar o peixe, melhor seria ensinar pescá-lo.
Excelente artigo.
Tenho acompanhado desde 2011 o instituto von mises e me ajudou a me libertar das ideias keynesianas e monetarista que vi durante toda faculdade, nunca fizeram muito sentido para mim mas como era o que me ensinavam acreditava que tratava-se da verdade. Hoje sou defensor da escola austríaca mas ainda não consigo defende o fim total do estado.
A ideia de que o estado deveria da condições mínimas aos mais miséraveis era algo indiscutivel para mim até um tempo atrás,hoje já questiono. A começar o que define a miséria, o que define as condições mínimas? serviços que antes ninguém prescisava agora é tido como necessário para sobreviver.
Fico imaginando uma situação em que um laboratório descobre um novo remedio para tratar de modo mais eficiente uma doença, só que devido aos custos de pesquisa o laboratório cobra caro pelo remedio, e as pessoas passam a exigi que o estado ou a socidade (afinal somos nos que pagamos impostos) arque com o remedio para bancar quem não tem dinheiro, e logo um burocrata oportunista vai forçar a sociedade bancar esse remedio, elevando mais ainda a nossa tributação.
Hoje tenho um filho pequeno e já estou vendo a dificuldade que vou ter para pagar uma escola particular para ele e muito por conta dos altos impostos que me forçam a pagar todo o mês, e o mais triste é que sei que essa situação esta longe de mudar. Tamanha dependência que boa parte da sociedade tem com o estado que nenhum canditado ou cidadão tem condições de defender um estado menor.
Uma proposta modesta
Para impedir que os filhos das pessoas pobres da Irlanda sejam um fardo para os seus progenitores ou para o país, e para torná-los proveitosos ao interesse público.
(pelo dr. Jonathan Swift, 1729)
É motivo de tristeza, para aqueles que andam por esta grande cidade, ou viajam pelo país, verem as ruas, as estradas ou as portas dos barracos apinhados de mendigos do sexo feminino, seguidos por três, quatro ou seis crianças, todas esfarrapadas, a importunar os passantes com solicitações de donativos. Essas mães, em vez de poderem trabalhar pelo seu honesto sustento, são forçadas a perambular o tempo todo atrás de esmolas a fim sustentar os seus pequenos desvalidos, os quais, à medida que crescem, se tornam ladrões, por falta de trabalho, ou deixam sua terra natal para lutar pelo Pretendente na Espanha ou se vendem para ir às Barbados.
Creio que todos os partidos concordam em que esse número prodigioso de crianças nos braços, ou nas costas, ou mesmo nos calcanhares de suas mães, e freqüentemente nos de seus pais, é no presente estado deplorável do reino um grande transtorno adicional; de modo que quem quer que encontre um método razoável, barato e fácil de transformar tais crianças em membros saudáveis e úteis da comunidade não mereceria menos do público do que uma estátua erguida em sua homenagem, aclamando-o como benfeitor da nação.
No entanto minha intenção está longe de se restringir aos filhos dos mendigos declarados: é de uma amplitude muito maior e há de envolver todas as crianças de certa idade que nasceram de pais tão efetivamente incapazes de sustentá-las quanto aqueles que demandam nossa caridade nas ruas.
De minha parte, tendo aplicado meus pensamentos durante muitos anos a esse importante assunto e tendo pesado com maturidade os diversos trabalhos de nossos avaliadores, sempre os achei grosseiramente equivocados em seus cômputos. Com efeito, uma criança que saltou recentemente do ventre de sua mãe pode muito bem ser mantida com o leite dela durante um ano inteiro, e com pouca nutrição adicional: quando muito, não mais que o valor de dois xelins, ou mesmo com as sobras, que a mãe poderá certamente conseguir por meio de uma honesta mendicância. E é exatamente na idade de um ano que proponho aplicar-lhes tal solução, de modo que, em lugar de se tornarem um fardo para seus pais ou para a paróquia, ou de carecerem de alimento e vestuário pelo resto de suas vidas, virão, pelo contrário, a contribuir para alimentar e, em parte, para vestir muitos milhares de outros.
Existe, igualmente, uma outra grande vantagem no meu método, que é a de prevenir esses abortos voluntários e aquela prática horrenda das mulheres de matarem seus filhos bastardos – ai! –, tão freqüente entre nós, sacrificando seus bebês inocentes não sei se, mais, para evitar os custos do que a vergonha – prática que há de suscitar lágrimas e piedade mesmo no peito mais selvagem e desumano.
Sendo o número de almas neste reino comumente estimado em um milhão e meio, entre essas calculo que haverá cerca de duzentos mil casais cujas esposas possam procriar. Desse número subtraio trinta mil casais que têm condições de sustentar seus próprios filhos (embora receie que nem haja tantos assim, dadas as atuais dificuldades do reino), mas, admitindo-se o cálculo, ainda restarão umas cento e setenta mil parideiras. De novo subtraio cinqüenta mil, para aquelas mulheres que malogram ou cujos filhos morrem de acidente ou de doença antes do primeiro ano de vida. Apenas restam cento e vinte mil crianças que nascem todos os anos de pais pobres. A questão, portanto, é: como esse número pode ser criado e mantido?; o que – como já referi – nas presentes circunstâncias é absolutamente impossível, se adotarmos os métodos até agora propostos. Pois não podemos empregá-las na manufatura ou na agricultura, nem construímos casas (quero dizer, no interior), nem cultivamos terras. Muito dificilmente poderão obter sustento pelo roubo, antes de chegarem à idade de seis anos, a menos que sejam excepcionalmente aplicadas, embora eu confesse elas aprendam os rudimentos bem antes; e durante esse tempo elas só poderão ser tomadas como aprendizes, como tenho sido informado por um cavalheiro importante do condado de Cavan, que me asseverou nunca ter conhecido mais que um ou dois casos antes da idade de seis, e isso numa parte do reino bastante renomada por sua grande proficiência naquela arte.
Nossos traficantes me têm assegurado que um menino ou uma menina de idade inferior a doze anos não é artigo vendável e, mesmo quando chegam a essa idade, ainda não alcançam mais que três libras ou três libras e meia coroa, no máximo, na venda; o que não é bom negócio nem para os pais nem para o reino, já que os gastos em nutrição e vestuário atingem pelo menos quatro vezes esse valor.
Agora, pois, proporei humildemente minhas próprias idéias, as quais acredito não serão suscetíveis da menor objeção.
Um americano muito experiente, conhecido meu, me disse em Londres que uma criança nova, saudável e bem nutrida é, com a idade de um ano, um petisco bastante delicioso e salutar, seja servido ensopado, assado, grelhado ou cozido; e não tenho dúvida de que poderá ser preparada como um fricassê ou um ragu.
Assim, ofereço humildemente à consideração do público o seguinte: que das cento e vinte mil crianças, já computadas, vinte mil possam ser apartadas para a reprodução, das quais apenas uma quarta parte serão machos, o que é mais do que costumamos fazer com as ovelhas, as vacas ou os porcos. E a razão que apresento é que essas crianças quase nunca são frutos do casamento, uma circunstância muito pouco considerada pela plebe, portanto um macho será suficiente para cobrir quatro fêmeas. Que as cem mil remanescentes possam ser, com um ano de idade, oferecidas para a venda a pessoas de qualidade e posses em todo o reino, sempre advertindo as mães para que as amamentem bem no último mês, de modo que fiquem bem cheinhas e fornidas para uma boa mesa. Uma criança dará dois pratos numa recepção de amigos, e quando a família jantar sozinha os quartos anteriores ou posteriores fornecerão um prato razoável; e, com uma pitada de pimenta e de sal, agüentará bem até o quarto dia, especialmente no inverno.
Fui informado por fonte segura de que uma criança recém-nascida, podendo pesar 12 libras, dentro de um ano, se convenientemente nutrida, aumentará para 28 libras.
Admito que esse alimento será caro, e portanto adequado aos proprietários, os quais, já tendo devorado os pais, parecem ter todo o direito de fazer o mesmo com os filhos.
A carne das crianças será de época durante todo o ano, mas mais abundantemente em março, e um pouco antes e depois, pois somos instruídos por um grave autor e eminente médico francês de que, sendo os peixes uma dieta prolífica, há mais crianças nascendo nos nove meses posteriores à Quaresma. Os mercados estarão mais abarrotados do que de costume, devido a que o número de crianças católicas alcança pelo menos três por um neste reino, o que leva a supor uma outra vantagem adicional, que é a diminuição do numero de papistas entre nós.
Já computei os custos de nutrição de uma cria de mendigo (em cuja lista incluo todos os aldeões, trabalhadores braçais e quatro quintos dos roceiros) como orçando em torno de dois xelins por ano, farrapos incluídos; e acredito que nenhum cavalheiro se queixaria de dar dez xelins pela carcaça de uma boa criança gorda, a qual, como já disse, fornecerá quatro pratos de carne excelente e nutritiva, quando ele tiver apenas algum amigo pessoal ou sua própria família para jantar. Então o proprietário aprenderá a ser um bom patrão e ganhará popularidade entre seus peões, a mãe açambarcará oito xelins de lucro líquido e estará em condições de trabalhar até produzir outro filho.
Aqueles que são mais econômicos (como, devo confessar, estes tempos andam a pedir) poderão esfolar a carcaça, cuja pele, adequadamente curtida, proporcionará luvas admiráveis para as senhoras e botas de verão para os cavalheiros.
Quanto à nossa cidade de Dublin, açougues especiais podem ser designados para esse propósito, nas partes mais convenientes da mesma, e açougueiros – podemos estar certos – não faltarão, embora eu prefira recomendar que se comprem as crianças vivas e que sejam abatidas na hora do consumo, como fazemos com os leitões para assar.
Uma pessoa de muito valor, um verdadeiro amante deste país, cujas virtudes estimo em alta conta, teve recentemente, ao discutir comigo tal matéria, a bondade de propor um refinamento ao meu projeto. Ele disse que, já havendo diversos cavalheiros deste reino dizimado seus cervos, a carne de veado poderia ser substituída facilmente pelos corpos de jovens rapazes e moças, sem exceder a idade de quatorze anos, nem abaixo de doze, havendo agora tão grande número de ambos os sexos em cada região em vias de morrer de fome por falta de trabalho ou de serviço. E esses, se vivos, poderiam ser fornecidos pelos seus próprios pais ou, de outro modo, por seus parentes mais próximos. Mas, com o devido respeito a tão excelente amigo e tão respeitável patriota, não posso compartilhar totalmente de suas opiniões, pois, quanto aos machos, meu informante americano me assegurou, com base em experiência, que a carne deles era geralmente dura e seca, como a de nossos meninos de escola, devido ao contínuo exercício, além de ter gosto desagradável, e engordá-los não compensaria os gastos. Então, quanto às fêmeas, seria – suponho humildemente – uma perda para os consumidores, porque logo estariam em condições de parir elas mesmas; e, além disso, não é improvável que algumas pessoas escrupulosas se sentissem prontas a censurar tal prática (embora, certamente, com alguma injustiça), acusando-a de bordejar com a crueldade, o que, confesso, tem sido sempre para mim a maior objeção contra qualquer projeto, por mais bem-intencionado que seja.
Mas – defendendo meu amigo – ele confessou que tal expediente lhe foi proposto pelo famoso Salmanazar, um nativo da ilha de Formosa, que de lá veio a Londres há cerca de vinte anos e numa conversa contou a ele que em seu país, quando acontecia de alguma pessoa jovem ser levada à morte, o carrasco vendia a carcaça a pessoas de qualidade, como refinada iguaria; e que, em seu tempo, o corpo de uma garota gorducha de quinze anos, crucificada por tentativa de envenenar o Imperador, foi cortado em postas ao pé do patíbulo e vendido ao primeiro ministro de sua Majestade Imperial e a outros mandarins da Corte, por quatrocentas coroas. Nem, com efeito, posso negar que, se o mesmo emprego fosse dado a muitas garotas gorduchas desta cidade – as quais, sem um tostão de seu, não podem sair por aí sem um coche, e aparecem nos locais públicos ou nas assembléias vestindo modas estrangeiras pelas quais nunca pagarão –, o reino não estaria tão mal.
Algumas pessoas mais temerosas têm se preocupado muito com o grande número de pobres que são velhos, doentes ou aleijados; e me foi solicitado aplicar meus pensamentos a descobrir que medidas se podem tomar para aliviar a nação de tão penosa incumbência. Quanto a mim, o assunto me preocupa pouco, pois é mais que sabido que eles estão morrendo a cada dia, e apodrecendo, seja de frio ou de fome, ou de sujeira, ou consumidos pelos piolhos, e tão rápido quanto se pode esperar. E, quanto aos jovens em idade de trabalhar, se encontram agora numa condição mais que auspiciosa: não podem arranjar serviço e, conseqüentemente, se depauperam por falta de alimento, a tal ponto que, se a qualquer instante forem convocados para um trabalho ordinário, não terão forças para executá-lo; e assim, felizmente, o país e eles mesmos serão liberados dos males vindouros.
Deixei-me levar pela digressão, e é hora de retornar ao meu tema. Suponho que as vantagens da proposta que tenho feito são óbvias e diversas, bem como da mais alta importância.
Primeiramente, como já tenho apontado, diminuiria em muito o número de papistas, cujas ondas nos inundam anualmente, sendo eles os principais geradores da nação, bem como nossos mais perigosos inimigos, os quais permanecem em casa com o único propósito de entregar o reino ao Pretendente, na expectativa de obterem vantagens com a ausência de tantos bons protestantes, enquanto estes últimos preferem deixar o país a ficar em casa e pagar dízimos a um coadjutor episcopal contra a sua consciência.
Em segundo lugar, os arrendatários mais pobres, que nunca souberam o que é ter dinheiro, possuirão alguma coisa de valor, a qual por lei poderá estar sujeita a confisco, a fim de ajudar a pagar o aluguel aos proprietários, já tendo sido o seu gado e o seu milho devidamente pilhados.
Em terceiro lugar, ao passo que a manutenção de cem crianças, de dois anos para cima, não pode ser computada em menos de dez xelins anuais por cabeça, as reservas nacionais serão incrementadas em cinqüenta libras por ano. Além disso, haverá o advento de um novo prato, a ser introduzido nas mesas de todos os afortunados cavalheiros do reino que tenham algum refinamento de gosto. E o dinheiro circulará entre nós mesmos, sendo todos os bens de nossa própria extração e manufatura.
Em quarto lugar, as parideiras constantes, além do ganho de oito xelins esterlinos por ano com a venda de seus filhos, estarão livres do fardo de sustentá-los após o primeiro ano de vida.
Em quinto lugar, esse alimento traria igualmente maior freguesia para as tavernas, onde os negociantes terão por certo grande cuidado em providenciar as melhores receitas para prepará-lo com perfeição e, assim, para ter suas casas freqüentadas por todos os cavalheiros refinados, que muito se gabam de seu conhecimento da boa comida. E um cozinheiro habilidoso, que entenda bem de como obsequiar seus fregueses, se esmerará em torná-la tão cara quanto a estes lhes agradar.
Em sexto lugar, haveria um grande incentivo ao casamento, o qual todas as nações sábias têm encorajado por meio de retribuições ou mesmo têm forçado por meio de leis e de penalidades. Aumentaria, então, o cuidado e a ternura das mães pelos filhos, pois estariam certas de uma colocação para seus pobres bebês no futuro, patrocinada de algum modo pelo poder público, obtendo ganhos anuais em vez de despesas. Observaríamos em breve um honesto sentimento de emulação entre as mães, a fim de verem quem traria o filho mais gordo para o mercado. Os homens teriam tanto interesse por suas esposas, durante o tempo da gravidez, quanto têm agora por suas éguas, suas vacas ou suas porcas em vias de parir; e não mais se prontificariam a bater nelas (como é a prática freqüente), receando com isso um aborto.
Muitas outras vantagens poderiam ser enumeradas. Por exemplo, o acréscimo de alguns milhares de peças em nossa exportação de carne bovina em barris, um aumento na oferta de carne suína e a melhoria na arte de produzir bacon de qualidade, em grande falta entre nós devido à matança excessiva dos porcos, tão constantes em nossas mesas; porcos que de modo algum se comparam em gosto ou magnificência a uma criança bem criada e bem gorda, a qual, assada no ponto, há de fazer grande figura na festa do senhor prefeito ou em qualquer comemoração pública. Mas isso e outras coisas omitirei por amor à brevidade.
Na suposição de que mil famílias nesta cidade sejam consumidoras usuais de carne infantil, além de outras que a teriam em suas alegres comemorações, particularmente nos casamentos e batizados, calculo que Dublin daria fim, anualmente, a umas boas vinte mil carcaças, e o resto do reino (onde provavelmente seriam vendidas mais barato) às restantes oito mil.
Não vejo nenhuma objeção que possa ser levantada contra esta proposta, a não ser que se alegue que o número de pessoas muito se reduzirá em todo o reino. Admito-o de bom grado, e foi esse, com efeito, um dos principais motivos que me levou a oferecê-la ao mundo. Desejo que o leitor observe que calculo meu remédio única e exclusivamente para o reino da Irlanda, e para nenhum outro que jamais terá havido, ou haja, suponho, sobre a face da terra. Assim, que ninguém me venha falar de outros expedientes: de criar um imposto de cinco xelins por libra como fundo para os desempregados; de não usar nem roupas nem mobílias que não sejam de nossa própria fabricação; de terminantemente rejeitar os materiais e instrumentos que promovam luxos estrangeiros; de curar os excessos do orgulho, da vaidade, da preguiça e do gosto pelo jogo em nossas mulheres; de introduzir uma veia de parcimônia, de prudência e de temperança entre as pessoas; de aprender a amar o país, no que diferimos até dos lapônios e dos habitantes de Tupinambu; de acabar com nossas animosidades e facciosidades, e de não agir mais como os judeus, que se matavam uns aos outros bem no momento em que sua cidade era tomada; de ter um pouco de consideração antes de vender nosso país e nossas consciências por qualquer preço; de ensinar os senhorios a terem um mínimo de misericórdia para com seus arrendatários. Finalmente, de impor um espírito de honestidade, indústria e habilidade aos nossos comerciantes, os quais, se se tomasse agora uma resolução de comprar apenas nossos produtos nativos, se uniriam imediatamente para nos enganar e nos extorquir no preço, na medida e na qualidade, e que não podem nunca ser solicitados a fazer uma única proposta de regulação honesta do comércio, por mais que freqüente e ardentemente incentivados a isso.
Portanto, repito, que ninguém me fale desses e de outros expedientes similares, a menos que se tenha o menor vislumbre de esperança de que um dia se venha a efetivar qualquer tentativa sincera e bem intencionada de colocá-los em prática.
Mas, quanto a mim, exausto já de ter consumido tantos anos a oferecer pensamentos ociosos, visionários e vãos, e por fim já desesperado de qualquer sucesso, atinei, por um favor do destino, com esta proposta, a qual, sendo inteiramente nova, tem qualquer coisa de sólida e de real, de pouco dispendiosa e de nada problemática, inteiramente ao nosso alcance, e com a qual não correremos nenhum risco de desagradar à Inglaterra. Pois esse tipo de produto não será passível de exportação, sendo a carne de tão sensível consistência que não admitiria uma longa conservação em salgadura, não obstante eu pudesse nomear aqui um país que de muito bom grado nos engoliria inteiros e crus.
Finalmente, não me acho tão cioso de minha própria opinião que chegue a rejeitar qualquer outra, sugerida por homens sábios, que porventura venha se provar tão inocente, barata, exeqüível e eficaz. Mas, antes que qualquer coisa do gênero seja invocada em contradição ao meu plano, ou apareça uma oferta melhor, quero que o autor ou os autores façam a gentileza de considerar, com maturidade, dois pontos. Primeiro, no presente estado de coisas, como poderão achar alimento e vestuário para cem mil bocas e dorsos inúteis? E, segundo, havendo um milhão redondo de criaturas humanas em todo o reino cuja subsistência, somada, lhes deixaria um débito de dois milhões de libras esterlinas, acrescentando-se esses que são mendigos de profissão, mais o volume de roceiros, agregados e braçais, com suas esposas e filhos, que são mendigos de fato, desejo que esses políticos que torcerem o nariz para minha sugestão e que, talvez, tiverem a audácia de me replicar perguntem aos pais dessas criaturas se eles não estariam mais contentes de terem sido vendidos como alimento no primeiro ano de vida, nos moldes que prescrevi, e assim de terem sido poupados da cena perpétua de infortúnios pelos quais têm passado, pela opressão dos proprietários, pela impossibilidade de pagar o aluguel na falta de dinheiro e ocupação, pela carência de subsídios básicos, tais como casa e vestuário para se protegerem das inclemências do clima, e a inevitável perspectiva de transmiti-los – ou outras misérias maiores – aos seus rebentos para todo o sempre.
Asseguro, com toda a sinceridade do coração, que não tenho o menor interesse pessoal em empreender a promoção desta obra necessária, não me movendo também nenhum outro motivo que o bem público de meu país, no desenvolvimento do comércio, na manutenção das crianças, no desencargo dos pobres, e no proporcionar alguma satisfação aos mais ricos. Não tenho filhos com os quais pudesse angariar nenhum tostão, sendo que o mais velho dos meus já fez nove anos, e minha esposa passou da idade de gerar.
“Você diz que, sem o estado assistencialista, os pobres e necessitados seriam deixados à míngua? Pois eu digo que eles serão tratados em um padrão muito mais elevado do que aquele que vigente hoje.”
Lendo essa conclusão final fica-se com a impressão de que os povos, vitimas do assistencialismo estatal, ou melhor, vítimas do estado como um todo, tem pouca culpa no cartório.
Mas a verdade é que os povos tem mais de 95% de culpa, cada um deles.
Só seria possível concluir que o povo tem, digamos, menos da metade da culpa, se mais da metade de determinada população, vítima do estado, fosse formada por autodeclarados libertários defensores do mais puro anarcocapitalismo.
Mas esse não é o caso.
Eu mesmo já me vi sendo caridoso por causa do estado. Certa vez me ligaram de uma creche que cuida de crianças com problemas mentais pedindo uma doação. Na hora me veio à mente o seguinte:
“Ora, o estado já me rouba 40% do que ganho com o argumento de cuidar das pessoas, porque não vão pedir dinheiro para a prefeitura, o governo estadual o federal??” e quase desliguei o telefone na cara da moça. Mas felizmente me lembrei de muita coisa que aprende aqui no Mises e me tornei doador da creche. Todos mês colaboro com um pouco.
Se nós passarmos a fazer caridade voluntariamente mesmo com o estado nos roubando NÓS VAMOS MOSTRAR A INUTILIDADE DO MESMO.
Enquanto isso, Marina ou Dilma serão presidente da republica.
Muito bom ficar falando de liberdade, só não é muito sábio nem muito prático quando se tem uma ditadura se formando a sua frente.
Parece que o papel dos liberais (nem tanto as vezes) é ficar falando de economia , conjurando um mundo liberal, enquanto quem governa e o PT.
A guerra contra a esquerda, é em conquistar corações e mente não os bolsos. Putz esqueci não existe direita e esquerda, então já perderam a guerra antes de começar.
O problema é que depois que for retirada a máscara filantropa do Estado será revelada a verdadeira natureza de quem usa a retórica de moralização do roubo.
Eu ainda insisto que o socialismo foi uma estratégia estelionatária e bem sucedida de justificar a existência do Estado em tempos de explosão demográfica e democracia.
Assim como a existência da aristocracia que aos poucos deixou de ser nobreza:
No capitalismo houve ascensões através de relações voluntárias, na democracia ascensões coercitivas.
O verdadeiro opressor que não era burguês foi forçado a se disfarçar.
Mudando de assunto:
Uma observação importante é que assistente social ou professor público não é filantropo, senão trabalharia de graça. Estão todos reclamando da omissão estatal ao mesmo tempo em que fazem greve por melhores salários. Filantropia com dinheiro alheio é muito prático defender.
Costumo dizer que o socialista adora fazer caridade com o dinheiro alheio no conforto de sua casa.
Por fim, pobres e necessitados já estão à míngua graças a esta ideologia. Socialismo de todo tipo é pobreza. Ele demanda pobreza para funcionar e para existir. Não passa de um plano de poder.
Estou aqui a pouco tempo, mas estou me identificando com as idéias e propostas do Mises e dos liberais. Minha pergunta é: existe algum partido realmente liberal no Brasil? Ouvi falar do Partido Novo e do Pliber, mas gostaria de uma confirmação de vocês. Afinal, o que mais tem por aí é partido defendendo ideologia que ele mesmo não segue. Vou continuar acompanhando o site. Um abraço!
Eu nunca fui muito trabalhador mesmo, por isso talvez eu não tenha moral para escrever o que estou escrevendo: Mas eu acho que esse negócio de esperar que caia do céu (governo) uma merreca de dinheiro para dizer que “saímos da pobreza”, é coisa de quem não tem muita vontade de trabalhar não. Eu moro na cidade de Santa Rosa-RS. Mas eu sou natural de Rosário do Sul, cidade da parte sul do RS. Cara aqui nessa Santa Rosa, não tem gente preguiçosa, não tem moleza, as pessoas trabalham muito: Tem gente que cria vaca, tem gente que cria ovelha, tem gente que produz leite, tem gente que produz manteiga, o pessoal é tão inovador, que um dia desses eu ia viajando para minha cidade natal e fiquei surpreso ao ver no campo uma criação de emas!!! sim aquela “avestruz”, mais adiante uma vasta plantação de girassol, próximo a saída da cidade tem um cara que começou cavando buraco, sim cavando buraco com a família para criar carpas. poucos anos depois o cara era dono de uma fazenda de pesque pague com um enorme lago artificial e faz dinheiro como “agua” com os peixes. Não contente com isso, cria aves e fornece frango para varias mercearias…Tem uma frase bíblica que diz ” o meu povo sofre porque lhes falta o conhecimento, com o qual, comeriam o melhor dessa terra”…Eu não sou pregador, mas acho que um pouco de trabalho, ainda que de subsistência, não faz mal a ninguém…
Se o Estado chama para si a tutela da educação, e esta não atende as necessidades do povo, de quem é a responsabilidade?
Se o Estado toma para si a tutela da segurança pública, e esta não garante segurança ao povo, de quem é a responsabilidade?
Se o Estado toma para si a responsabilidade sobre o comércio, regulando com leis e tarifas, e o comércio não prospera, de quem é a responsabilidade?
Excelente artigo
Só algumas observações:
Vamos ser mais realistas, é impossível a livre iniciativa “tomar” a responsabilidade do assistencialismo do Estado, e nem acho que deva, ambos podem coexistir, a briga deve ser para que o Estado seja mínimo, se torne cada vez menor, e quando prestar a assistência, não torne os assistidos “zumbis”, é preciso criar independência, o velho jargão, dar um peixe pra matar a fome e ensinar a pescar..
Quem normalmente faz isso são as instituições religiosas, a que eu participo presta um tipo de assistência emergencial e depois ensina as famílias a caminharem sozinhas, como deve ser, para que abra espaço para mais famílias em situações mais desesperadoras serem ajudadas, e depois tornarem – se independentes, e assim o ciclo continua..
O grande problema é que as instituições que prestam essa assistência do ponto de vista liberal estão sofrendo fortes ataques por parte de alguns grupos para que também sejam tributadas,(sim, estou falando do grupo de ateus esquerdistas exigindo tributação mais pesada sobre instituições religiosas), o que dificultaria ainda mais essas instituições independentes de prestarem tal assistência
E no final das contas acabamos fazendo “caridade obrigatória” (impostos) e voluntária, pois quem toma nossos recursos para fazer, não o faz como deveria..
Dar acostuma as pessoas à vadiagem.
Eu concordo com tudo, menos com a utilização do proverbial. Uma dor de ver seu filho não conseguir dormir pois esta com fome, não pode ser curada com um “tapinha nas costas”
Meu conhecimento em enconomia é proximo a zero, mas a ideias da escola autriaca fazem todo o sentido pra mim. Conheci o site faz pouco tempo e ja devorei inumeros artigos de voces.
Sobre o tema falo por mim. Não gosto de ajudar quem fica na rua pedindo esmola e não por que sou uma pessoa ruim. Todo vez que me pedem, imagino os inumeros impostos que pagamos diariamente. Se não houvessem programas estatais com certeza iria ajudar mais as pessoas.
o estado deve diminuir e servir ao povo. Hoje ocorre totalmente o contrário.
Esse texto me ficou bem confuso e ainda em algumas partes o autor não deixa claro o que ele defende. Vejam só:
“o bem-estar social e todas as variedades de assistencialismo seriam mais eficazes, mais variados, mais difundidos e mais baratos se não houvesse nenhum envolvimento estatal.”
No trecho acima o autor diz que o governo não deveria atuar em qualquer tipo de assistencialismo.
“Em algumas ocasiões, simplesmente dar dinheiro pode realmente levar o assistido ao caminho da auto-suficiência; em outras, não.”
Nesse outro o autor já diz que dar dinheiro, pode resolver o problema.
Levando em conta que hoje, o que o governo faz, é dar dinheiro. Seria, ao menos do ponto de vista lógico, correto dizer que o governo acerta em algum ponto. E outra; se dar dinheiro é coreto em alguns casos, como e quem poderá avaliar em quais os casos será correto dar dinheiro?
“A tributação é um ato de doação forçada que destrói a satisfação altruísta que as pessoas normalmente sentem quando fazem doações voluntárias.”
Agora, nesse trecho acima, dizer que uma pessoa deixa de ser altruísta porque ela é tributada foi estranho. Se uma pessoa só faz uma doação se o governo a isentar de tributação, isso pode ser qualquer coisa, menos altruísmo! Se eu for esperar o governo parar de cobrar impostos para ser altruísta, vou morrer sem ajudar ninguém.
“No entanto, em um mundo em que o governo se arvorou a responsabilidade de cuidar dos pobres e necessitados, essa compaixão foi removida. Como resultado, o estado hoje detém um quase-monopólio da compaixão.”
Compaixão não se limita a ajuda financeira, as necessidades da vida humana podem ser diversas. E mesmo assim, já presenciei casos, em que mesmo uma endividada e pagando impostos para o governo dava um jeitinho de ajudar alguém.
No infindável debate sobre “justiça social”, a definição de “justo” tem sido debatida por séculos. No entanto, permita-me oferecer a minha definição de justiça social: eu mantenho tudo aquilo que eu ganho com o meu trabalho e você mantém tudo aquilo que você ganha com o seu trabalho. Discorda? Então diga-me: qual porcentagem daquilo que eu ganho “pertence” a você? Por quê? – Walter Williams
Muita perda de tempo. Precisamos diminuir o tamanho do estado brasileiro: mantendo o INSS, Direitos Trabalhistas, Saúde, Segurança Pública, Justiça e Serviços de Infra-estrutura Básicos, de forma simplificada. Chega de impostos e burocracia!
Falta pouco para gastarmos mais com o governo do que com nós mesmos. Estamos trabalhando 5 mses por ano para pagar impostos. Mais 2 meses nós iremos virar escravos constitucionalizados.
O IMB já fez a lista de quantos benefícios existem no Brasil ? É um número espantoso. Deve ter mais de 20 ou 30. Nenhuma economia suporta um fardo tão grande para carregar. É como se uma empresa fosse apenas um gerador de renda para o governo e não precisasse produzir cada vez mais.
O país possui auxilio aluguel, minha casa minha vida, seguro defeso, bolsa família, restaurante bom prato, educação grátis, saúde grátis, segurança grátis, meia entrada para estudantes e apsentados, educação pelos sistemas AS(senai,senac,sesi), subsídios para empresas de ônibus, bolsa empresário do bndes, programa proteção de emprego, seguro desemprego, pensão por morte, aposentadoria pública, etc.
É só ir juntando essas porcarias do governo para entender como a economia brasileira está estagnada há mais de 30 anos.
Joaquim Levy dizendo que a economia vai crescer é para fechar a tampa do caixão.
NAO
Artigo muito bom.
Mais um do tópico, “cidadão, pense em solucoes fora do estado! Elas existem, e são melhores!! Sempre!”
Estava conversando isso com um colega (filiafo ao PT) essa semana, sobre a caridade privada. O unico argumento que ele teve foi que aqui nao funcionaria, aqui é muito diferente dos estados unidos…
Uma prima, assistente social, comunista com pitadas anarquistas, ficou desconcertada quando pedi que me indicasse uma instituicao privada de assistencia para criancas (educacional). Eu ia doar o ganho de metade de um mes; ia fazer mais que ela conseguiu em 4 anos depois de formada; ah, faz quase dois anos que pedi sua ajuda, até hoje nao tive resposta, tive que escolher por conta propria.
O maior problema do governo é a loucura, a insanidade e a canalhice.
Se analizarmos as coisas que são mais importantes, podemos ter a certeza de que o governo é criminoso, sanguinário e genocida.
O governo não tem a mínima prioridade nos gastos. A primeira prioridade seria salvar vidas, matar a fome dos pobres, não deixar ninguém ser baleado, etc. Porém, o governo gasta dinheiro com dezenas de coisas, que poderiam ser trocadas por outras coisas que iriam salvar muitas vidas.
Como esse congresso nacional gasta 9 bilhões por ano ? Como eles constroem casas com gente morrendo por falta de atendimento em hospitais ? Cono eles gastam 5 bilhões por ano em pesquisas em universidades, como gente tomando tiro na rua ? Como eles emitem titulos de dívida pública para emprestar dinheiro para empresários, sendo que falta remédio ? Como eles fornecem dinheiro para artistas, com gente revirando o lixo para comer ?
Enfim, se o governo não sabe definir as mínimas prioridades para salvar vidas, podemos ter a certeza de que esses políticos são criminosos.
Isso só tem uma explicação, que é o socialismo. O governo está se lixando para os mortos. Eles querem mesmo é acabar com as liberdades e assaltar o dinheiro de quem trabalha.
O país só vai mudar quando as pessoas assumirem as responsabilidades. Não é um governo perdulário, explorador e desenvolvimentista que vai melhorar o país. As pessoas precisam de liberdade para empreender, cuidar da sua própria vida, ajudar os outros se for possível, ter seu trabalho recompensado, etc.
Não é possível ter educação fornecida por um governo criminoso, genocida e sanguinário.
O governo transformou uma doação em um assalto. O imposto, que seria uma ajuda aos pobres, deveria ser um motivo de orgulho, mas se transformou em um assalto consumado, um escravagismo ou uma extorção.
Por isso, a doação privada é um motivo de orgulho, enquanto o imposto é um motivo de ódio.
Nossas doações estão sendo roubadas pelo governo. Cada pessoa pode escolher onde sua doação será melhor aproveitada, enquanto o governo pode escolher onde ele vai gastar o seu dinheiro.
A falta de liberdade é um desrespeito à vida. Se eu não tenho como fazer poupança, não tenho como pagar para atendimento médico, não posso me alimentar melhor, gastar dinheiro em uma academia, etc.
Nossa liberdade foi roubada pelo governo.
Boa tarde a todos! Todos estão de parabéns pela riqueza de conhecimento que possuem com relação a este assunto…mas eu gostaria de desafiar cada de vocês a dar seu testemunho aqui da forma como a qual você pie em prática todo esse conhecimento, ou seja, o que você está fazendo pra ajudar as pessoas a sua volta, necessitadas de amparo, instrução e tantas outras coisas…
Olá, não tenho costume de mentir, uma das coisas que faço é ajudar adolescentes com dificuldade escolar, com aulas de reforço gratuitas, nessas aulas conversamos sobre planos para o futuro, e maneiras de alcançar objetivos de forma digna e honesta. Sei que é um trabalho de formiga, mas tenho certeza que fará a diferença na vida dessas crianças. Não sou professora, sou estudante de psicologia.. Agora vc, me conta o que faz.
Alguém poderia dizer o motivo dos pobres não buscarem empregos com melhores salários ? Qual motivo leva uma pessoa pobre a ficar trabalhando por migalhas e não buscar uma forma de produzir mais e melhor ? Será que é tão dificil assim descobrir como produzir mais e melhor ?
Talvez seja uma opção de vida mesmo. Poucas pessoas querem trabalhar ou estudar nos finais de semana. Poucas pessoas querem trabalhar além do horário para produzir mais. Poucas pessoas querem fazer um sacrificio um pouco maior para ajudar a empresa ou prestar um serviço melhor. Poucas pessoas fazem uma força-tarefa para que as coisas sejam mais bem feitas.
Outro ponto, que também é importante, é que não vale a pena trabalhar muito no Brasil. Se você ganhar muito, parte do seu salário será confiscado pelo governo. Além disso, vocêfará um esforço absurdo para receber porcarias, que mal pagam suas contas. Tudo está muito caro.