Nos
séculos XIX e XX, a vida do europeu comum foi prejudicada, não beneficiada,
pelos seus impérios coloniais. O crescimento econômico da Rússia foi freado,
não acelerado, pelo planejamento central soviético. As regulamentações
progressistas americanas e suas antecipações européias serviram para proteger
monopólios no setor de transportes — como as ferrovias –, no setor de varejo
— como comércios de luxo –, e também monopólios profissionais, como o dos
médicos. As regulamentações
progressistas não ajudaram consumidores.
A
legislação “protetora” nos Estados Unidos e o “salário família” na Europa
inferiorizaram as mulheres. Psiquiatras armados pelo estado prenderam
homossexuais nos Estados Unidos e democratas na Rússia. O New Deal impediu,
em vez de ajudar, a recuperação americana após a Grande Depressão.Os
sindicatos elevaram os salários de metalúrgicos e operários do setor
automotivo, mas reduziram os salários dos trabalhadores não sindicalizados. Os
salários mínimos protegeram empregos sindicais, mas fizeram com que os pobres
permanecessem desempregados. Os códigos de construção civil por vezes impediram
desabamentos e incêndios, mas sempre garantiram a estabilidade de construtoras
bem conectadas deixando a moradia mais cara para os pobres. Permissões de
zoneamento e planejamento protegeram os proprietários ricos em vez dos
moradores pobres. Controles de aluguel deixaram os pobres e os doentes mentais
desabrigados, porque ninguém irá fazer casas baratas quando a lei encarece as
construções a força. Os ricos ficam com os apartamentos com controle de aluguel
e com as casas históricas nas vizinhanças antes pobres.A
regulamentação elétrica elevou o custo da eletricidade, assim também fizeram as
proibições de energia nuclear. As regulamentações financeiras não ajudaram os
pequenos investidores. Seguros federais de depósito permitiram que os bancos
tratassem seus correntistas de modo irresponsável. O movimento de conservação
do oeste americano enriqueceu fazendeiros que utilizaram terras públicas para o
gado e enriqueceu empresas madeireiras que utilizaram terras públicas para o
corte de árvores. As proibições no comércio de drogas recreativas resultaram no
aumento do consumo de drogas, na destruição de bairros pobres e no
encarceramento de milhões de jovens. Governos proibiram comércios de agulhas e
publicidade de preservativos, e negaram a existência da AIDS.O
Espaço Vital econômico da Alemanha foi finalmente conquistado pela arte privada
da paz, não pela arte pública da guerra. A duradoura Esfera de Co-prosperidade
da Grande Ásia Oriental foi construída por japoneses de terno e gravata, não
por bombardeiros de mergulho. A Europa se recuperou depois das suas duas
guerras civis do século XX principalmente pelo seu próprio esforço de trabalho
e investimento, e não principalmente por causa da caridade
de-governo-para-governo como a Comissão Hoover ou o Plano de George Marshall. A
ajuda externa de-governo-para-governo enriqueceu ditadores tiranos sem
beneficiar os pobres.A
importação do socialismo para o terceiro mundo, mesmo sob as formas
relativamente não violentas de gandhismo-fabiano sufocou o crescimento,
enriqueceu grandes industrialistas e manteve o povo na pobreza. As teorias
malthusianas concebidas no Ocidente foram colocadas em prática na Índia e
especialmente na China, resultando em milhões de meninas desaparecidas. A
revolução verde, patrocinada por capitalistas, foi atacada por políticos
ambientalistas ao redor do mundo, mas permitiu que lugares como a Índia se
tornassem auto-suficientes em cereais.O
poder estatal em diversas partes da África subsaariana foi usado para tributar
uma maioria de agricultores em benefício dos primos do presidente e de uma
minoria de burocratas urbanos. O poder estatal em diversas partes da América
Latina impediu reformas agrárias de acontecerem e patrocinou o desaparecimento
de pessoas. A propriedade estatal do petróleo na Nigéria, no México e no Iraque
foi utilizada para apoiar o partido no poder, sem causar benefício algum para a
população.Os
homens árabes continuaram empobrecidos ao utilizar do poder estatal para negar
educação e o direito de dirigir às mulheres árabes. A captura de governos pelo
clero corrompeu religiões e destruiu economias. A captura do governo pelos
militares corrompeu exércitos e destruiu economias.Políticas
industriais, do Japão à França, serviram de apoio para indústrias falidas, como
na agricultura e no varejo, em vez de escolher vencedores. A regulamentação de
demissões elevou o nível do desemprego na Alemanha e na Dinamarca, e
especialmente na Espanha e na África do Sul. Nos anos 1960, os edifícios
ocidentais de moradia inspirados por Le Courbusier condenaram os pobres em Roma,
Paris e Chicago a viverem em cortiços.Nos
anos 1970, o socialismo oriental de larga escala destruiu o meio ambiente. Nos
anos 2000, os “coletivistas da geração do milênio,” vermelhos, verdes ou
comunitários, se opuseram a uma globalização que ajuda os pobres, mas que ameaça
dirigentes sindicais, capitalistas ligados ao estado e a carreira de pessoas
nas ONGs ocidentais.
Assim
a historiadora econômica Deirdre McCloskey convida
seus interlocutores, oponentes do capitalismo liberal, a reconsiderarem
suas propostas políticas futuras à luz dos acontecimentos políticos passados.
Fica
irresistível adicionar nossas experiências nacionais ao catálogo de fatos de
McCloskey:
O
controle estatal sobre o valor do café não revigorou a produtividade nacional,
mas acelerou o declínio das exportações brasileiras. Políticas trabalhistas
copiadas de Mussolini não deixaram os trabalhadores brasileiros mais
independentes, apenas menos competitivos. Os projetos das universidades
federais não criaram centros globais de excelência acadêmica, mas fizeram com
que o suor da família pobre financiasse o curso de antropologia do filho da
família rica.
A
proibição dos cassinos não deixou o povo mais virtuoso, mas deixou seu vício
mais clandestino. Barreiras à importação não estimularam o comércio interno,
mas causaram a exclusão comercial dos mais pobres. O planejamento urbano
modernista da nossa capital não ergueu a cidade do futuro, mas criou uma ilha
de monumentos excêntricos cercada de satélites de pobreza por todos os lados.
A
tomada de poder pelos militares não serviu para a restauração de instituições
republicanas, mas serviu para a imposição de suas próprias instituições
autocráticas. Os desembolsos de um banco de desenvolvimento não popularizaram o
empreendedorismo, mas premiaram empresários ligados ao governo. Políticas
desenvolvimentistas dos anos 1970 não culminaram em grandes conquistas
econômicas, mas na década perdida dos anos 1980.
Gastos
públicos financiados por inflação não criaram uma infraestrutura de verdade,
mas projetaram uma prosperidade de mentira. A militarização da polícia não
diminuiu o número anual de homicídios violentos, mas aumentou o número de
execuções sem o devido processo legal. Congelamentos de preços não foram
capazes de impedir que a inflação se avolumasse, mas foram capazes de impedir
que bens de consumo chegassem às prateleiras.
Substituições
de importação não criaram indústrias competitivas, mas financiaram o atraso
tecnológico com os impostos dos pobres. Políticas de incentivo à cultura não
criaram obras primas, mas fizeram com que a produção cultural respeitasse menos
o público e mais a aprovação do financiamento público. Confisco de poupança não
serviu para derrubar a inflação, mas serviu para derrubar a confiança no estado
de direito.
A
expansão do funcionalismo burocrático não fez do país um modelo de
administração pública, mas fez com que o Brasil tivesse mais cursos de direito do
que todo o resto do mundo. Uma tributação de nível escandinavo não transformou
o Brasil numa Suécia, mas transformou Brasília numa Disneylândia.
E
assim o Brasil, que terminou o século XIX com vocação para Estados Unidos,
entrou no século XXI tentando alcançar a renda per capita do México.
Podemos
concluir com McCloskey:
Qualquer
um que, depois do século XX, ainda acredita que socialismo, nacionalismo,
imperialismo, mobilização, planejamento central, regulamentação, zoneamento,
controle de preços, política tributária, sindicatos trabalhistas, cartéis de
empresas, gastos públicos, policiamento intrusivo, fé na união entre religião e política, ou que a maioria das propostas
de ação governamental totalizante do século XIX ainda são ideias puras e inofensivas
para melhorar nossas vidas não está prestando atenção.
O tema da redação de ontem da fuvest foi sobre um amiguinho de vcs, o ministro de finanças do Japão Taro Aso. rs Este cara soltou uma que… Na hora lembrei de vcs. rs
Negligenciar a responsabilidade fiscal e praticar o intervencionismo só aumentam a inflação e travam a economia, o que atinge principalmente aos mais pobres.
* * *
“a vida do europeu comum foi prejudicada, não beneficiada, pelos seus impérios coloniais.”
Sim, Instituto von Mises… Agora imagina os colonos… Os colonizados…
“Os projetos das universidades federais não criaram centros globais de excelência acadêmica, mas fizeram com que o suor da família pobre financiasse o curso de antropologia do filho da família rica.”
Lindo discurso… Só falta afirmar mais objetivamente que é à favor das cotas! MUito bem!
##A importação do socialismo para o terceiro mundo, mesmo sob as formas relativamente não violentas de gandhismo-fabiano sufocou o crescimento, enriqueceu grandes industrialistas e manteve o povo na pobreza.##
Quando li esse trecho me lembrei daquela máxima:”Dinheiro não trás felicidade.”
Fico me perguntando se quem disse isso já tentou trabalhar apenas por felicidade e não por dinheiro.
Ótimo texto. Mas códigos de construção civil garantir estabilidade de construtora não faz muito sentido. Os benefícios às construtoras vêm de outras formas como já citado neste site várias vezes, mas não dos códigos.
Como toda crítica, esta é interessante mas, evidentemente, peca por mostrar quase sempre apenas um lado da história. Na questão do projeto de expansão das universidades federais, p.ex., posso testemunhar por experiência vivida muito próxima, que não levou somente cursos de “antropologia para os filhos dos ricos”, não. Pelo contrário, levou muito mais o direito de cursar um ensino superior gratuito e de qualidade a milhares de brasileiros de “classe média baixa” e pobres pelos distantes rincões deste país a fora, os quais, do contrário, jamais teriam tido acesso ao ensino superior. Moral da história: nunca se baseie numa história única, pois isto, certamente, o levará a uma visão distorcida da realidade. Para cada ítem abordado no artigo, muito provavelmente, há uma outra história a ser contada, levando-nos a reflexões muito diferentes daquela que é enfatizada no decorrer do texto.
“As proibições no comércio de drogas recreativas resultaram no aumento do consumo de drogas, na destruição de bairros pobres e no encarceramento de milhões de jovens.”
“Os projetos das universidades federais não criaram centros globais de excelência acadêmica, mas fizeram com que o suor da família pobre financiasse o curso de antropologia do filho da família rica.”
Só faltou dizer que a proibição do aborto virou um problema grave de saúde pública. Incrível como até mesmo liberais carregam um forte ranço progressista em seus discursos, ainda não se livraram dessa maldita herença ideologica esquerdista.
Isso que vocês da Mises Brasil dizem é uma grande farsa. Abaixo o Livre Mercado e o grande capital! Viva o social, a liberdade, e a paz! Nossos inimigos serão esmagados!
Diogo muitos estao perguntando sobre fontes usadas para as afirmacoes no texto. Poderia atualizar com algumas delas.
Prezado Leandro,
É possível informar ou indicar a fonte onde se possa verificar o percentual de participação do Estado em companhias aéreas internacionais? Especificamente, as maiores.
Pois existe um argumento de que a participação estatal é que garante a qualidade dessas empresas.
Certo de seu apoio, no aguardo,
ricardson
@ricardo 07/01/2014 12:44:49
“É possível informar ou indicar a fonte onde se possa verificar o percentual de participação do Estado em companhias aéreas internacionais? Especificamente, as maiores.
Pois existe um argumento de que a participação estatal é que garante a qualidade dessas empresas.”
Não sou o Leandro e não tenho a sua resposta, mas o setor aéreo é tão regulado em qualquer país que de fato só existem dois tipos de companhias aéreas: as que estão quebrando e as quebradas. Em geral os governos entram nas últimas para “terminar o serviço” 🙂
Bacana o artigo!
Parabéns, Diogo Costa, por empunhar a bandeira libertária.
Um abraço,
Bernardo.
Já tivemos experiências delas, como o desastre do ópio da China, onde metade do país estava inutilizada pelo vício. Na holanda 20% da populçao está inutilizada pelo vício.
Holanda 'arrependida' com a liberação da maconha e da prostituição. 67% da população é, agora, a favor de medidas MENOS liberais.
http://www.uniad.org.br/desenvolvimento/index.php/blogs/dependencia-quimica/20066-holanda-arrependida-com-a-liberacao-da-maconha-e-da-prostituicao-67-da-populacao-e-agora-a-favor-de-medidas-menos-liberais
Prezado Leandro,
a partir de sua sugestão, consegui o ranking das maiores companhias aéreas: http://www.aviacaocomercial.net/rankingcias.htm
Salvo engano, dentre as 20 primeiras, 7 possuem a participação estatal.
5– China Southern: http://www.aviacaocomercial.net/chinasouthern.htm;
8- Lufthansa : http://www.aviacaocomercial.net/lufthansa.htm;
10-Air France : http://www.aviacaocomercial.net/airfrance.htm
11-Air China : http://www.aviacaocomercial.net/airchina.htm
14-China Eastern: http://www.aviacaocomercial.net/chinaeastern.htm
19-JAL : http://www.aviacaocomercial.net/jal.htm
20-Emirates: http://www.aviacaocomercial.net/emirates.htm
Não tive acesso à situação econômico-financeira de cada uma delas.
Com relação ao possível argumento favorável à participação estatal nas empresas aéreas, depois de retomar a conversa com um colega, não consegui fazer com que ele apresentasse pelo menos um de forma consistente. Diante desse insucesso, fico impedido de reproduzi-lo.
Certo de sua compreensão, agradece,
ricardson
Excelente artigo. Estou com a impressão que o site Carta Capital andou lendo os artigos daqui do Mises, mas eles fizeram um artigo muito fraco, diria até bisonho, que não sei se vcs leram. O link é este http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/201cestado-ineficiente201d-mito-mediocre-1246.html. Argumento muito falho o do articulista, não chegando aos pés do pessoal daqui. Não resistiriam a um minuto de discussão, aliás, nos comentários do artigo, foram massacrados. Abraços a todos.
O que o autor quis dizer sobre a “revolução verde”? Não entendi.
Gostaria que alguém comentasse, falando especialmente sobre a parte de gastos publicos no Brasil, eu ví um debate do Rodrigo Constantino com o Ciro Gomes(www.youtube.com/watch?v=Q2A3c78C-kM), onde o Ciro afirma que austeridade é algo “supervalorizado”, que dificilmente um programa de corte de gastos poderia chegar na casa dos bilhões, ou seja, teria pouco efeito prático, e ainda, que a dívida publica emperra qualquer possível programa de austeridade, porque ainda representa boa parte dos gastos do governo federal.
As regulamentações progressistas americanas e suas antecipações européias serviram para proteger monopólios…no setor de varejo — como comércios de luxo..”
Que tipo de regulamentações são essas,alguem sabe….
Infelizmente, nada mudou no Brasil, começou com a troca de espelhos e pentes, e chegamos aos bolsas famílias, etc…
Acredito que para a valorização do trabalhador e seu desenvolvimento, juntamente com o país, é preciso que se refaça as leis trabalhistas CLT, se não, tudo continuará como sempre, atraso no desenvolvimento tecnológico, e valorização do extrativismo de sempre (agora chamado de pré-sal)…
Eu concordo em parte com o texto. Teve alguns males do século XX que foram para evitar coisas piores. A ditadura militar foi um mal necessário. Se não tivesse ocorrido o golpe de 64, hoje estaríamos vivendo numa grande cuba. Por outro lado, os militares fizeram um monte de erros na economia além de deixar a esquerda dominar as universidades e a mídia, o que causou uma destruição da cultura nesse país.
Hoje nem sei se adiantaria privatizar tudo, porque não temos neste país uma elite que possa e que saiba investir nas áreas que precisa. Porque a elite hoje vive de facilidades do governo.
O conserto do Brasil é algo para as próximas gerações. Vai depender de muito trabalho de educação. E vai precisar de muita disposição e não creio que tenhamos gente em número suficiente com esta disposição.
"Muito mais produtivo seria tentar nos convencer com argumentos lógicos. Aliás, produtivo e pacífico. Eu sou libertário, mas tenho a mente aberta."
O problema é quando você vai debater com argumentos lógicos, se percebe fanatismo em muitas pessoas que acompanham o Mises, e nesse ponto, acabam não se diferenciando muito dos piores tipos de esquerdistas. Eu mesmo já fui xingado aqui no site, sem direito à resposta, por defender algumas posições quanto à determinados Direitos Positivos, que alguns deles não eram puro privilégios. Foi “argumentado” em outro artigo que eu usava os "fracos" como desculpa para defender os meus interesses. Que argumento simplório de uma ovelhinha do Mises. Fora as xingações. E por que não tive direito à resposta já que eu não me usei de expressões grotescas, pois não é meu estilo?
Nesse artigo específico, não poderia eu dizer o mesmo? Em vários pontos o autor utiliza os "fracos" para "demonstrar" as desordens do controle estatal. Se eu não concordasse em linhas gerais com essa ideia, eu poderia usar o argumento que vocês estão usando os "fracos" para propagar a ideologia que o Estado é vilão. Entretanto, concordo, o controle estatal é problemático. A História demonstrou isso muitas vezes. Mas a ausência do Estado não é panaceia. E o artigo pecou quando pôs numa vala comum questões árabes, onde existe um estado absolutista, e políticas industriais na Europa, foi uma mistureba de coisa, que até é cansativo ler.
Bobagem! Nada disso irá mudar.
Bem que podia rolar um artigo detalhado sobre como foi o período de governo do FHC né. Fico sem muitos argumentos com as comparações entre inflação e desemprego.
Parabens ao Diogo pelo excelente e pertinente raciocinio
Só uma proposta poderá causar uma inovação inusitada, e é isto que devemos esperar de um candidato de boas ideias. As estatísticas e pesquisas buscam as iniciativas que deram certo ou errado, e mencionam uma lista delas. Porém, independente de qualquer troca, o que mais precisamos é um verdadeiro cidadão que de principio rasgue toda burla de erros e abusos que as leis têm amparado para beneficiar os maus intencionados.
Pouco importa o sistema de governo. Já tivemos estas experiências ("Ditadura por Democracia"). Não deu certo e não dará se as leis e regras continuarem sendo feitas pelos mesmos candidatos que lá estão.
Precisamos de sangue novo que tenha uma cartilha corrigida em punho.
Precisamos deste impossível; só "isto" poderá dar remissão geral para que não ajam mais custos e criações de fantasias para sanar o que nunca é sanado, (falo de criações de departamentos que não dão em nada.) Então sim, começar o país zerado, porém sério e com tolerância zero; principalmente para não aja mais roubos e prejuízos na educação, saúde, cultura e sobre tudo criar destino transparentes para os impostos que atualmente vazam pelos ralos das impunidades e mau uso.
"O cabelo dela é bem melhor que o meu. Fora que ela é tipo você,
querendo que otários se sacrifiquem em nome dos
(pobres|pretos|aleijados|crianças|fracos|virtuosos…). Eu não ligo
lhufas pros conceitos que estão nesses parenteses, e não gosto de
frequentar o ambiente com fracos, por várias questões, principalmente
estéticas."
Você parece ser igual a Luciana Genro, gosta de se fazer de vítima.
"O Estado não detém o monopólio da resolução de conflitos
interpessoais.
…
Aqui eu estou me referindo especificamente ao Poder Judiciário,
pois ele detém o monopólio de resolução de conflitos
interpessoais.
Vou ficar com a opção B."
Explicando essa aparente contradição. Eu deveria ter posto entre aspas a segunda alternativa, pois o Poder Judiciário detém o monopólio de resolução de conflitos interpessoais se ele for provocado. E se ele for provocado ele vai ditar as regras. Mas em questões civis as pessoas têm autonomia, elas podem resolver os problemas dela por meio de acordos que não necessariamente precisa passar pelo Poder Judiciário. Então quem diz que o Estado detém o monopólio da resolução de conflitos interpessoais, está afirmando uma verdade incompleta, para induzir a uma idéia que só a coerção estatal é o problema. O fundamental está na autonomia do indivíduo, pois eles próprios podem resolver as questões dele sem procurar a "proteção" do Estado.
Agora, quando se refere a estados totalitários como Cuba, Coréia do Norte a questão é outra.
E quando se refere a conflitos que atingem a esfera penal, o Estado por meio dos seus órgãos tem autonomia para provocar a Justiça.
Ele o faz para evitar desordens semelhante a pregação revolucionária abaixo que eu conheci há pouco:
"Mês Dois: Sob essa nova lei, assassinos são mortos, estupradores são castrados e seqüestradores são confinados perpetuamente em jaulas a céu aberto, alimentado-se de bananas (ou de qualquer outro alimento mais barato) e bebendo água de chuva. Ladrões são submetidos a trabalhos forçados até que produzam algo de valor igual ao que roubaram de suas vítimas, restituindo-as. Desta forma, ladrões de galinha têm uma pena muito mais leve que a de criminosos do colarinho branco. Políticos tornam-se a maioria dos condenados, vários delas com penas humanamente impagáveis."
mises.org.br/Article.aspx?id=285
Esse nova lei que o autor se refere é o Direito Natural. Ele pensa que isso é Direito Natural.
É engraçado que o site diz que quer pregar a paz nas relações interpessoais. Uma clara demonstração de hipocrisia. É só a pregação da liberalismo a qualquer custo. Nesse caso liberalismo não é sinônimo de liberdade.
Não diferente do comunismo que prega a igualdade a qualquer custo.
Funcionários públicos/1000 habitantes segundo a OIT/2008:
Finlândia – 251
Reino Unido – 198
Alemamha – 142
Brasil – 60
Será que temos inchaço da máquina pública? Esses países têm um estado proporcionalmente maior do que o nosso, e possuem indicadores sociais muito melhores, provando que a intervenção estatal não só é conveniente como necessária. Aliás, a saúde na Inglaterra é quase 100% pública, e funciona melhor do que a dos EUA.
@Silvio 14/10/2014 16:26:27
Então não me venha dizendo que não há inchaço só porque os países mais ricos são ainda mais insanos do que nós ao utilizarem sua riqueza para impedir que mais riqueza seja produzida.
Perfeito Silvio. Nenhum argumento deve ser mais facilmente compreensível do que esse. Quem tem mais dinheiro pode gastar mais. Isso é assim entre os países e é assim entre as pessoas. Se você tem excedente, pode se dar ao luxo de queimar parte desse excedente sem passar fome. Mas se você não tem excedente, se queimar qualquer capital vai passar fome. Isso é muito básico e se esses MAVs e esquerdopatas não compreendem isso, não dá nem para começar a discutir.
De resto, para parafrasear a (argh) Luciana Genro: “Vá estudar, The inquisitor”.
Nunca se perguntaram porque esquerdistas, especialmente marxistas, possuem tanto fetiche por História?
História nada mais é do que um combate de narrativas e interpretações. Se eles dominarem a narrativa do passado, eles dominam o presente e o futuro.
O presente também é uma guerra de narrativas e interpretações, mas é muito mais difícil distorcer o presente porque todos o estão vendo com seus próprios olhos.