Apesar
de toda a ampla literatura disponível, ainda há pessoas que genuinamente
acreditam que a economia é um jogo de soma zero, isto é, que para algumas
pessoas ganharem outras têm necessariamente de perder.
Tais pessoas acreditam que a economia seria
uma espécie de bolo, cujo tamanho é fixo e representa toda a riqueza
disponível. Sendo assim, cada indivíduo
que se apossa de uma fatia está na realidade retirando esta fatia da boca de outro
indivíduo.
A verdade, no entanto, é que
este bolo de riqueza não tem um tamanho fixo; ao contrário, ele cresce de
maneira tal que há cada vez mais quantidade disponível para todos.
As circunstâncias e as ações
O
fundador da Escola Austríaca de economia, Carl Menger, deixou claro
que, para que uma coisa possa ser considerada um bem econômico, quatro
circunstâncias devem ser observadas: 1) deve existir uma necessidade humana; 2)
a coisa em questão deve ser capaz de satisfazer essa necessidade humana; 3) o
indivíduo deve conhecer a adequabilidade da coisa em satisfazer sua
necessidade; e 4) o indivíduo deve usufruir poder de disposição sobre esta
coisa.
Tendo
em mente estas quatro circunstâncias às quais o austríaco condicionou a
existência de bens econômicos, podemos deduzir por que a economia não é um jogo
de soma zero na qual toda a riqueza possível já se encontra dada de antemão.
Em
primeiro lugar, a imensa maioria das coisas, na forma como se encontram em seu estado natural, não nos permite
satisfazer nossas necessidades. Por mais
que toda a matéria já exista e esteja disponível na natureza, ela não nos foi
dada de uma forma que nos permita satisfazermos nossas necessidades. A matéria tem de ser trabalhada e
transformada por meio do trabalho e de investimentos.
A madeira das árvores deve ser cortada e
processada para a fabricação de abrigos dentro dos quais iremos morar; as
terras têm de ser aradas e cultivadas para que possamos colher alimentos que
irão saciar nossa fome; o ferro e o alumínio têm de ser extraídos das minas
para que seja possível a fabricação de aviões que irão nos transportar de um
ponto do globo a outro.
Só é possível
criar riquezas quando transformamos coisas (que não satisfazem diretamente
nossos desejos) em bens (que satisfazem). É por isso que recursos minerais que estão no subsolo não configuram
riqueza por si só. Eles têm antes de ser
transformados. E isso só irá ocorrer com
investimentos maciços, mão-de-obra capacitada e tecnologia avançada.
Em
segundo lugar, a incapacidade dos objetos em seu estado natural em satisfazer
diretamente nossas necessidades advém do fato de que nem sequer conhecemos
todas as suas combinações e usos possíveis. A tecnologia, que é a arte de combinar e ordenar a matéria para que ela
gere o resultado desejado, também não nos vem dada; antes, ela deve ser
descoberta por meio da investigação e da experimentação, duas atividades que,
por sua vez, requerem o uso de outros bens econômicos.
Em outras palavras, dado que não somos
oniscientes, não apenas temos de criar bens econômicos a partir das coisas que
nos circundam, como também temos de descobrir informações acerca de como
transformar essas coisas em bens econômicos — informações que, por si só,
constituem uma nova fonte de riqueza.
Terceiro
e último, por mais adequado que seja um bem em satisfazer nossas necessidades,
ele será totalmente inútil se não o tivermos ao nosso alcance. A natureza pode ter sido generosa em nos
agraciar com rios caudalosos por todo o planeta; no entanto, estes rios não
proporcionarão nenhum serviço àquele indivíduo que se encontra no meio do
deserto.
Em outras palavras, não apenas
temos de produzir os bens, como também temos de saber distribuí-los aos seus
usuários finais.
As trocas voluntárias explicitam nossas preferências subjetivas
Em
nossos sistemas econômicos, produção e distribuição andam de mãos dadas: com o
intuito de maximizar nossa eficiência na fabricação de bens econômicos, cada um
de nós se especializa em produzir um ou dois bens econômicos no máximo, mesmo
que necessitemos de uma grande variedade deles para satisfazer nossas mais
diversas necessidades — ou seja, somos produtores especializados e, ao mesmo
tempo, consumidores generalizados.
Demandamos
os mais amplos e variados bens econômicos e, em troca, podemos apenas ofertar
nossa extremamente limitada e específica especialização. E, ainda assim, as trocas ocorrem. Portanto, a maneira de termos acesso aos mais
diversos bens econômicos é oferecendo em troca nossa extremamente limitada oferta
de bens.
E isso ocorre por meio das
trocas comerciais.
O
problema é que, desde Aristóteles, a humanidade acredita que as trocas
comerciais ocorrem somente entre bens com igualdade
de valor. Se o bem A é trocado pelo
bem B, então necessariamente o valor de A deveria ser igual ao valor de B. Consequentemente, nenhuma troca comercial
poderia gerar valor, e sim apenas redistribuí-lo.
A interpretação alternativa (a de que o valor
de A seria superior ao de B, ou vice-versa) seria ainda mais desalentadora,
pois implicaria que, em toda e qualquer transação, um lado ganharia à custa do
outro (ele entregaria algo com um valor objetivo maior em troca de algo com um
valor objetivo menor).
No
entanto, graças a Carl Menger, que popularizou a descoberta de que o valor dos
bens não é objetivo mas sim subjetivo,
a realidade se comprova totalmente distinta: em toda e qualquer transação
comercial, cada lado atribui àquele bem que está recebendo um valor subjetivo maior do que àquele bem que está dando em troca.
Afinal, se não fosse assim
— se você não valorizasse mais aquilo que está recebendo do que aquilo que
está dando em troca –, a transação simplesmente não ocorreria.
Se João voluntariamente decide comprar um carro de Pedro por $ 20.000, o que podemos depreender de imediato desta transação é que João, presumivelmente, valoriza aquele carro mais do que qualquer outro bem ou serviço que ele pode obter com seus $ 30.000. Igualmente, Pedro valoriza mais o que ele pode fazer com $ 30.000 do que com seu carro.
João incorreu nesta transação porque acredita que ela o deixará em melhor situação — seja material, psicológica ou até mesmo financeira (ele pode, por exemplo, utilizar o carro como instrumento de trabalho e, assim, auferir um fluxo de renda futuro).
O mesmo vale para Pedro.
Ambos, por definição, não teriam incorrido nesta transação voluntária caso acreditassem que ela os deixaria em pior situação.
Quão melhor eles ficaram após a transação? É impossível responder com precisão. Podemos apenas dizer que, para João, seu ganho foi a diferença entre o valor de uso que ele atribui ao carro adquirido e o valor de uso que ele atribuía ao $ 30.000 que deu a Pedro.
E, para Pedro, seu ganho foi a diferença entre o valor de uso que ele atribui aos $ 30.000 que ganhou e o valor de uso que atribuía ao carro que deu em troca. (E não há nenhum motivo para dizer que os ganhos de João e Pedro são, ou deveriam ser, iguais).
Por isso, dizer que o valor de um bem ou serviço é subjetivo significa dizer que o valor deste bem ou serviço depende do uso e do grau de importância pessoal (subjetiva) que alguém (João no nosso exemplo) confere a ele. Se o bem ou serviço servir para algum fim ou propósito, então terá valor para ao menos uma pessoa.
Em decorrência deste fato, conclui-se que os
indivíduos geram riqueza ao simplesmente trocarem bens econômicos. Ao fazerem isso, eles estão recorrendo a um
meio (trocas comerciais) para chegar àqueles fins que lhes são mais valiosos.
Simplesmente não tem como ser soma zero
Em
definitivo, a economia não é um jogo de soma zero, uma vez que durante todo o
processo de produção de bens e serviços estamos gerando riqueza: seja quando
investigamos como converter coisas em bens, quando de fato convertemos as
coisas em bens, e quando distribuímos os bens por meio das trocas comerciais.
Ao
contrário do que supõem os socialistas — que toda a riqueza já está criada e
dada, e que é necessário apenas redistribuí-la –, o livre mercado é o único
arranjo no qual os indivíduos podem se organizar de modo a incrementar ao
máximo possível a oferta de bens e serviços, os quais iremos utilizar para
satisfazer de maneira contínua nossos mais variados fins.
A
economia, portanto, não é um jogo de soma zero, mas sim um jogo de saldo
positivo e expansivo — a menos que o estado entre em cena e se aposse destes
ganhos.
O
bolo não está dado e não possui tamanho fixo. Ao contrário: ele cresce e permite fatias cada vez maiores para todos —
exceto se o estado entrar em cena e gulosamente abocanhar uma grande fatia.
Os argumentos são convincentes de que a economia não é jogo de soma zero.
Qual a utilidade, pragmática ou teórica,dessa conclusão?
Entendo que seja aliviar os ombros dos burros de carga inútil, mentirosa, fantasiosa que foram doutrinados pela estupefaciente doutrina de um mundo “bondoso” e “sem diferenças”, sem méritos, mas com duas classes – dos tiranos e seus amigo, e dos que os sustentem com suas almas e sangue.
É bem mais prática do que parece a primeira vista.Ela muda a forma como entendemos políticas públicas, cormercio, desigualdade e até decisões do dia a dia.
Bom texto! Eu sempre tive dúvida sobre essa afirmação.
Lembro que um professor do cursinho pré-vestibular onde estudo falou isso: “Pra alguém ser rico, alguns tem que ser pobres”
Eu não sabia explicar o motivo disso estar errado e fiquei calado.
A economia, portanto, não é um jogo de soma zero, mas sim um jogo de saldo positivo e expansivo — a menos que o estado entre em cena e se aposse destes ganhos.
O bolo não está dado e não possui tamanho fixo. Ao contrário, ele cresce e permite fatias cada vez maiores para todos — exceto se o estado entrar em cena e gulosamente abocanhar uma grande fatia.
Quem se lembra da declaração dos ‘milicos’ após 1964: “1º deixaremos o bolo crescer para depois redistribuir”. – “A história se repete duas vezes: a 1ª como drama, a 2ª como tragédia” já dizia (e participava da dramédia) Karl Marx.
Lógico que é um jogo perverso de soma zero. É como no esporte: para um ganhar, o outro precisa perder. Preciso desenhar?
KKKKKKKKK! Matei a pau!
A teoria da utilidade subjetiva pode ser aplicada ao fato de que, em uma determinada economia, um jogador de futebol pode ganhar milhões de reais enquanto um trabalhador comum recebe uma renda bem inferior à dele?
Questiono isso, porque algumas pessoas que conheço não conseguem conceber esta ideia.
Para explicar seu posicionamento, elas sempre partem do princípio da igualdade de valor das coisas. E eu, sem sucesso, tendo explicar aquela ideia com base na utilidade subjetiva.
Me tirem uma duvida
Vamos supor que o bolo seja os recurso naturais que como sabemos tem uma capacidade fisica finita, quando se explora não tem mais volta. sendo assim, sempre que alguem explora algo natural(hoje), e transforma em um bem, na verdade estará retirando está fatia de outro individuo no futuro. ou estou errado?
Estive pensando sobre a afirmação de que foi a colonização do Brasil a responsável por ele não ter se desenvolvido, e acho que, apesar de ser colocada de uma forma a vitimizar os brasileiros, tem lá sua verdade, pois enquanto os ingleses taxavam os americanos em 1%, os portugueses taxavam os brasileiros em 18%. Então a predação estatal de Portugal foi mto maior. Dito de outra forma, sempre existiu pouca liberdade (em relação ao governo) no Brasil. Além disso, os arranjos fascistas já se destacavam desde o início da colonização, com os melhor conectados recebendo capitanias hereditárias. Veja que, apesar de mal colocada, a questão da exploração tem certo sentido, só que ela não é de indivíduos civis contra indivíduos civis, mas do governo em relação aos indivíduos.
Uma dúvida. Contratos vitalícios vão contra os princípios da escola austríaca? Lembro de um artigo em que Mises diz que contratos não são absolutos. Se alguém assinar um contrato aceitando ser escravo, não teria validade pois fere a propriedade privada. Pensei que se contratos vitalícios ferissem os princípios básicos, seria mais um argumento contra o estado adquirir poder via contrato social. Algum artigo relacionado? Grato.
Artigo muitíssimo interessante.
Sempre refleti sobre o assunto mas sempre me faltaram argumentos sólidos para justificar.
Agora não mais.
Muito bom. Deveríamos ouvir isso na escola, também.
Quem é hoje o maior concentrador de renda no Brasil? O governo incompetente, corrupto e seus impostos que pilham a sociedade em quase 40% do pib. Independente do quanto a economia cresça, o quinhão do governo está garantido, isso se não resolverem pelo caminho aumentar ainda mais a carga fiscal.
Na cabecinha de um comuna, funciona assim :”O aluninho que tira DEZ na prova, está roubando nota do outro que tira ZERO !!!”
Resumo: A economia não é um simples bolo que ao ser dividido vai se acabando. A economia é uma padaria que tem a capacidade de produzir não somente inúmeros bolos, assim como vários outros artigos, porém, de acordo com a demanda exigida pelos consumidores. Anon, SSXXI
As pessoas param para assistir futebol porque é um esporte competitivo em que não só equivale o melhor, mas também àquele que melhor se preparou e usou da estragégia. Assim,é algo inerente a condição humana, ainda que nem todos tenham a aptidão para esse esporte. Por isso que ele bem como outros esportes seja individual ou coletivo. Dessa forma fica de certa forma evidente que a condição humana é predisposta à competição.
Por outro lado, em se tratando do quanto auferem em salários os atletas, não precisa pormenorizar muito para saber que também o gênero humano tem enorme a preço pela arte associada à competição. Assim sendo àquele que consegue vencer com beleza, isto é, vencer artisticamente, fatalmente recebera mais, porque todos lhe queram vê-lo. Por óbvio, quem tem uma marca deseja associá-la ao vencedor. portanto, sem dúvida que, se param para ver esse esporte é pelo fato de ele estar atrelado a competição que é característica inerente do humano, e se os atletas auferem grandes lucros é pela razão de que existe uma demanda em face de sua pessoa em que todos gostam de ver, admirar, além é claro de levar seu time a vitória.
É inegável que o capitalismo é um jogo perverso de soma zero. Exemplos comparativos não faltam: para um time de futebol ganhar, o outro tem de perder. Para um atleta ganhar o ouro na corrida, precisa derrotar os outros sete atletas. Ato contínuo, para um país ser rico, precisa explorar outros. EUA, França e Alemanha “arrancam o couro” dos pobres africanos; A China capitalista explora seu próprio povo em nome das grandes multinacionais e sua sanha sem fim por lucros e mais lucros. Enfim, empresários no mundo inteiro vivem como marajás porque não dão a mais-valia a quem realmente produz a riqueza: o pobre trabalhador.
Se fosse criada, no Brasil, a seguinte lei:
– A oferta monetária deverá ser, invariavelmente, de 1 trilhão de reais.
Dessa forma, não haveria possibilidade de aumentar, nem diminuir, a quantidade de dinheiro na Economia. Tal respaldo jurídico teria a mesma eficiência de uma moeda lastreada em ouro?
Engraçado.
Produzimos alimentos suficeinte (dá e sobra) para acabar com a fome no mundo,
um bilhão de pessoas passam fome (claro! Culpa dos governos vocês vão dizer)
E se o bolo só aumenta (outra falácia, vide pauperização galopante no mundo), quando estivermos consumindo como os americanos precisaremos de novos planetas para explorar…
Meio que cai nessa postagem por acaso, mas achei o tema interessante e resolvi lê-la. Gostaria de sanar alguma dúvida com alguém que defende o que é abordado no texto. É dito que geramos riqueza constantemente a partir do momento que atribuímos função a algo, como por exemplo o ferro, para construção de aviões para nos transportar. Minha dúvida surge exatamente nesse ponto, porque na minha cabeça realmente geramos riqueza com a coleta de recursos naturais, mas chegará um ponto, mesmo que muito mais a frente em que esses recursos se esgotarão. Em algum momento não terá mais ferro pra extrair das minas. E aí, como será possível produzir riqueza quando não podemos de fato gerar nada novo, já que mesmo que aquele ferro seja usado pra construir alguma coisa diferente, já que a riqueza que ele gerou foi simplesmente pelo fato de ele ter sido extraído (de um lugar onde ele aparentemente não possuía valor) e vendido?
Reparei que o post é antigo, mas se alguém responder mesmo assim eu ficaria grato.
Galera, estou no ensino médio e preciso dizer, não tenho professores com visões políticas e econômicas muito variadas, o que é demasiadamente comum em instituições federais. Um dos professores disse que enquanto uns ganham, outros perdem (o mesmo argumento que o texto vem refutar), e eu o contrariei. Perguntei a ele o seguinte: “Se as coisas são realmente como o senhor diz, como você explica o fato de independentemente da classe social, no decorrer da história as pessoas parecem sempre ter mais do que antes?”. E ele respondeu: ” Ele disse que bens estão sendo gerados pois há recursos disponíveis, e é por isso que a riqueza tende a aumentar. Mas dado que o planeta é finito, quando esses recursos se esgotarem voltaremos a situação de soma zero”. E foi justamente por causa desta expressão, soma zero, que cheguei aqui. No momento não tive como rebater, e mesmo depois de ler o texto, ainda não consigo. Alguém pode me ajudar? Fico preocupado pois ele obteve grande aceitação dos alunos, e se o que ele está falando está errado, a geração que sai da escola este ano pode estar toda contaminada. Desde já agradeço a quem responder.
“No entanto, graças a Carl Menger, que popularizou a descoberta de que o valor dos bens não é objetivo mas sim subjetivo, a realidade se comprova totalmente distinta: em toda e qualquer transação comercial, cada lado atribui àquele bem que está recebendo um valor subjetivo maior do que àquele bem que está dando em troca. Afinal, se não fosse assim — se você não valorizasse mais aquilo que está recebendo do que aquilo que está dando em troca —, a transação simplesmente não ocorreria. Em decorrência deste fato, conclui-se que os indivíduos geram riqueza ao simplesmente trocarem bens econômicos. Ao fazerem isso, eles estão recorrendo a um meio (trocas comerciais) para chegar àqueles fins que lhes são mais valiosos.”
Isto não é verdade quando se trata da troca realizada pelos trabalhadores de sua força de trabalho por um salário.
O trabalhador é obrigado a realizar a troca, mesmo sabendo que sua força de trabalho está sendo subvalorizada pelo patrão, pois do contrário não sobreviveria.
É claro que existe a hipótese de o trabalhador se tornar, ele próprio, o patrão.
Mas a sociedade capitalista não é tão democrática a ponto de possibilitar a todos se tornarem capitalistas.
O mercado é reservado para pessoas da classe dominante, mesmo existindo alguma mobilidade social.
A matéria é reducionista e simplista.
O “bolo” não têm tamanho fixo, o problema nunca foi o crescimento econômico, o problema secular sempre foi justamente a sua divisão.
Há algumas décadas atrás, economistas, juravam que a desigualdade diminuiria (diga-se de passagem, economistas erram mais previsões do que místicos charlatões). O tempo passou e, pelo contrário, a desigualdeade só aumentou. E não é um problema das economias atrasadas… é mundial.
Caminhamos para o primeiro trilionário do mundo nos próximos 5 anos. E menos de 100 famílias em todo o mundo detém 50% de todo o dinheiro do planeta.
O discurso atual sobre empreendedores, sobre terceirizados, sobre oportunidade de negócio é o paleativo para você não ficar revoltadinho sabendo que está no time dos perdedores e vai ganhar, somente, o que “meia dúzia” permita que você ganhe.
Já devíamos ter superado, há muito, este discurso do socialista cafona e do capitalista arrogante.
Mas, não, cada dia perdemos mais e mais a verdadeira matéria prima da riqueza……..a inteligência.
Alguém lucra e deseja, com todas as forças, que você seja um estúpido, meu amigo. Acorde!
No entanto, graças a Carl Menger, que popularizou a descoberta de que o valor dos bens não é objetivo mas sim subjetivo, a realidade se comprova totalmente distinta: em toda e qualquer transação comercial, cada lado atribui àquele bem que está recebendo um valor subjetivo maior do que àquele bem que está dando em troca. Afinal, se não fosse assim — se você não valorizasse mais aquilo que está recebendo do que aquilo que está dando em troca —, a transação simplesmente não ocorreria. Em decorrência deste fato, conclui-se que os indivíduos geram riqueza ao simplesmente trocarem bens econômicos. Ao fazerem isso, eles estão recorrendo a um meio (trocas comerciais) para chegar àqueles fins que lhes são mais valiosos.
Teve um economista que eu esqueci o nome que dizia que a economia estava relacionada a cultura, ou seja o que tem de valor para nós para eles pode ser nada, ou então pode ser tudo. Ou seja, os indios trocando mão de obra em troca de produtos tão simples para os portugueses como : Anzol, espelho,machado,etc…
Agora a questão é, esse cara viveu antes de Menger, mas o legado de Menger é fenomenal. vlws obrigado!!!
Stranger Things e o mundo invertido
Diante de tanta porcaria que assistimos ultimamente, a série Stranger Things é uma gota de inocência em um mar de lixo intelectual {1}. Este seriado foi a melhor coisa que aconteceu nos últimos anos justamente porque não carrega este peso excessivo de sexualidade e violência gratuita. Eles conseguiram trazer uma atmosfera muito legal dos anos 80. Vamos entender um pouco mais sobre esta série.
A série se passa na década de 1980 e o ambiente gira em torno dos elementos culturais dessa época. Tudo acontece na cidade fictícia de Hawkins, onde o Laboratório Nacional de Hawkins realiza pesquisas científicas para o Governo na luta contra os Comunistas. Mas este laboratório realiza, secretamente, experimentos paranormais e sobrenaturais, incluindo experimentos que envolvem pessoas em testes humanos. Uma pobre menina de 12 anos foi sequestrada, pelos porcos imperialistas, ainda no ventre de sua mãe e desde o seu nascimento ela vai adquirindo super poderes telecinéticos. O problema é que esta menina abriu um portal que leva para o mundo invertido: O Mundo Invertido é uma dimensão espacial paralela que coexiste com a nossa própria dimensão. Portanto, existia à cidade Hawkins e o mundo invertido de Hawkins que seria um lugar obscuro de dor e sofrimento.
Precisamos ter uma visão social sobre o mundo invertido
Eu poderia ficar o dia inteiro falando sobre esta série, mas, eu não tenho espaço suficiente pois este instituto maldito fica censurando meus artigos. Então vamos diretamente ao ponto central da questão: O mundo invertido. A menina que têm super poderes e consegue deslocar entre os mundos se chama onze, e ela consegue experimentar durante a série como é viver no mundo real e na outra dimensão obscura. No mundo real, Ela vivia na casa de um menino branco e burguês onde haviam todos confortos da década de 80; e a série mostrava como ela ficava maravilhada diante do fato de estar em um ambiente familiar, em uma casa confortável, com uma família estável. O que quero dizer com tudo isso?
Ora, o Brasil tem o seu próprio mundo real e o seu "mundo invertido". Onde está o mundo invertido do Brasil? Está nas ruas meu amigo. Olhe para as ruas e você verá meninos de doze anos que não tiveram a mesma sorte que a onze. Olhe para miséria humana deste país e você verá um mundo tão obscuro quanto o que foi apresentado nesta série. Sabe o que é mais curioso? A maioria dos Brasileiros também não conseguem ver este mundo invertido.
{1} Pare de ver porcaria na internet, cara. Eu estou puto com a quantidade de lixo que as pessoas consomem no Facebook, Youtube, e Netflix. Como a pessoa consegue perder toda noção de estética e qualidade sonora? Veja que não se trata de um elitismo intelectual mas da noção básica do que é real e belo. Vá no trend topics do youtube para ver o que representa a mentalidade do Brasileiro médio. Um lixo! Um nojo. Depois vem reclamar que nós, socialistas, somos elitistas. Sim! nós somos, devido a realidade em que o Brasil se encontra, é impossível não ser.
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
Companheiros !
Alguém aqui pode me indicar um movimento social bem bacana ? Já fui funcionário-mortadela do MST e do MTST mas fui demitido.
Preciso muito desse emprego, sou excelente no que faço.
Obrigado.
Vou explicar pra vocês, usando apenas um vídeo, o porquê da economia ser um jogo de soma zero.
Companheiro Lourenço,
já que eu estou zerado, veja por favor se consegue algum dinheiro para mim.
como sou ex-funcionário mortadela (com a crise fui demitido, a culpa é da lava jato), a única coisa que eu sei fazer é subir no ônibus, vestir vermelho, usar boné, assistir os companheiro no palanque, tacar fogo em pneus, bloquear a Paulista e comer pão com mortadela.
se conseguir uns 20 mil R$ para mim já tá bom, assim eu pego a minha parte que algum rico me tomou.
obrigado e saudações vermelhas !
Perdão o OFF. Mas e essa queda global geral em ações, criptomoedas, etc? A bolha ta estourando?
Alguém poderia me ajudar a achar um comentário de um leitor falando sobre a influência do povo celta no pensamento norte-americano, ele fala que o povo celta é trabalhador e poupador, enquanto o povo ibérico era mais preguiçoso.
Agradeço
Não entendo também pq gastam com itens relacionados a futebol(tenho familiares que são sócio torcedores e compram tudo do time a qual torcem ).Lembrei depois que valor é uma coisa SUBJETIVA.
Não saco muito de economia, mas penso que o ganho de produtividade é, ao fim do dia, o que produz riqueza. A melhor maneira de obter esse ganho é através da seleção natural que só o livre mercado permite. Se não houver aumento de produtividade as trocas econômicas vão ter resultado de soma zero.
As pessoas tem direito ao livre mercado. A liberdade é um direito sagrado. O direito ao salário integral é a garantia que não vai haver escravidão.
Capitalismo é um direito do cidadão.
Eu proponho uma greve a favor do livre mercado. Esse confiscos e expropriações do governo já ultrapassaram todos os limites.
Não vamos trabalhar enquanto o governo não reduzir os impostos, regulamentações e monopólios.
Não vamos pagar as contas, enquanto as empresas estatais não forem vendidas.
Enfim, vamos parar tudo até o livre mercado e o capitalismo serem respeitados.
“O bolo não está dado e não possui tamanho fixo. Ao contrário: ele cresce e permite fatias cada vez maiores para todos — exceto se o estado entrar em cena e gulosamente abocanhar uma grande fatia.”
Na verdade no Brasil, eles se dizem que não abocanham, eles só escolhem os vencedores JBS GRUPO X ETC os quais eles pegam a grande fatia deles de 42% (mentem para o povo claro) e dão aos seus escolhidos (monopolios) para que depois $$$ recebam os pixulecos para comprar eleitores tontos. Brasil falta muito a aprender.
Leandro, você acha que seria possível formar um lobby de importadores? Você acha que os lobbies de exportadores se beneficiariam se fizessem esse tipo de pressão, de fazer liberar as importações? Se analisar por outro ângulo, eles poderiam ganhar muito mais dinheiro se pudessem vender para o mundo todo sem regulações estatais, mas aí o problema é que nestes outros lugares há outros lobistas e outros governos envolvidos que não podem gostar…
Dúvida: Quantas árvores a Marina Silva já plantou ?
Em geral as pessoas que dizem que a economia é um jogo de soma zero sabem que estão mentindo.
Mas ela continuarão mentindo pois essa afirmação é apenas uma desculpa para roubar através do estado.
A Petrobras não é do jeito que vocês falam, a verdade é:
1) Mercado está aberto desde 1997. Até a importação é liberada.
2) os principais vilões do preço da gasolina são os impostos e o seu estado é que fica com um bom percentual, através do ICMS.
3) Privatização não reduz impostos. A Petrobras NÃO fica com dinheiro de impostos.
4) A adição de álcool na gasolina é Lei Federal que beneficia usineiros e não a Petrobras. Vários paises fazem o mesmo. Reduz poluição e diversifica a matriz energética.
5) Petróleo é commodity, logo o preço é definido internacionalmente pela curva oferta vs demanda. Além disso, preço é em dólar. Nenhuma petroleira vende abaixo do preço internacional, exceto estatais de países com altíssima produção e população pequena.
6) Não existe tributação (impostos) nas exportações, isso é pratica padrão no MUNDO TODO e não só no Brasil. O preço para Petrobras é o mesmo para mercado interno e externo.
O preço é objetivo e o valor é subjetivo.
Liberais pensam em criar riquezas;
Esquerdistas pensam apenas em distribuir riquezas.
(Com eles distribuindo as riquezas dos outros e ficando com a maioria parte, naturalmente…)
* * *
Acredito que, tecnicamente, considerando apenas produtos e serviços, valores, preços, moedas….de fato não se trata de um jogo de soma zero. Mas se a variável “tempo” for considerada, no que tange à dispendiosidade da produção de riqueza, as coisas mudam bastante.
Pra algo ser “produzido”, alguém terá de abrir mão do seu tempo. Remunerado, sim. À altura? Jamais!
“Pra algo ser “produzido”, alguém terá de abrir mão do seu tempo. Remunerado, sim. À altura? Jamais!”
Opa! Estaria você, então, dizendo que os grandes empreendedores e criadores do mundo foram explorados e perderam preciosos tempos de suas vidas?
Olha, até que concordo, viu? Parabéns pela originalidade da constatação.
Uma sincera dúvida: a riqueza é infinita?
Olá pessoal, acompanho o Mises há pouco tempo e já tenho me identificado com muitos dos argumentos liberais e acho sim que um país mais livre é um país mais rico.
Em relação ao texto, que li apenas agora em 2018, tendo a apresentar dúvidas que as coisas sejam assim. Como Contador de formação, tenho a tendência natural de achar contrapartidas em tudo que no final resulta sempre em zero..conceito das partidas dobradas.
Acredito que as coisas realmente tenham um preço subjetivo e mutante ao longo do tempo, não vejo dúvidas nisso. Mas entendo que se um coisa é vendida hoje por 100, alguém desembolsou esse mesmo 100, ou seja +100 – 100 = 0, Se amanhã o preço baixa para 50, a lógica permanece a mesma. O que diminui é o lucro de um lado e o custo de outro.
Usando um exemplo de um produto, na cadeia de criação de valor. Um empresário compra um material bruto por 10, aplica uma certa mão de obra paga antecipadamente por ele de 5, faz propaganda e gasta mais 2, ao final o custo contábil dele foi de 17, apenas como exemplo e ele produziu 10 desses produtos. Conforme o mercado determina a curva de preços desse produto, ele vende o primeiro por 25, após o segundo por 27, o terceiro por 30, o quarto por 29, o quinto por 27, o sexto por 25, o sétimo por 23, o oitavo o nono e o décimo por 20. Ao final seu custo contábil foi de 170 e a receita foi de 246, lucro de 76.
Dez pessoas compraram e consumiram integralmente esses bens e gastaram 246 para isso.
Todo esse valor gasto foi distribuído ao fornecedor do material bruto em 100, à mão de obra mais 50, com propaganda mais 20 e finalmente com o vendedor os restantes 76. No final a soma de tudo foi zero. Pois 10 pessoas ficaram 246 mais pobres e talvez mais felizes, mas mais pobres. E o restante das pessoas envolvidas teve o acréscimo igual aos 246, cada um com sua parcela como demonstrado acima.
Um exemplo do setor de serviços. Uma pessoal sabe muito sobre algo e aceita dividir esse conhecimento com outros por 100. No momento que esse conhecimento está na cabeça dele, por mais que ele preze muito isso, não significa nesse momento, auferir lucro. Não aumentou em nada nenhuma riqueza.
Mas vamos dizer que ele encontra um empresário disposto a lhe pagar os 100 por esse conhecimento. Agora o homem apenas necessita ir ao empresário e expor esse conhecimento, feito isso, não importa qual a maneira…se por palestra, curso ou material impresso ou o conjunto deles, o empresário lhe paga os 100. Agora o homem está 100 mais rico, e o empresário 100 mais pobre…sem interessar o que esse empresário irá fazer com esse conhecimento, se no futuro ele transformar esses 100 em 1000, alguém terá que desembolsar 1000 para pagar a esse empresário. Novamente o valor da soma é zero.
Bom, por mais que o exposto acima, até agora, tenha lógica, eu não refuto o fato que a humanidade se desenvolveu muito nos últimos séculos. Temos muito mais bens do tínhamos 100 anos atrás. Fico pensando se isso é fruto da impressão quase que desenfreada de dinheiro, feita pelos governos mundiais seria a causa para isso.
Pensei também se o aumento da população seria a causa da melhora da condição humana, mas do mesmo jeito, quando penso em alguém criando um bem, ou um valor, sempre vejo um outro, do outro lado, pegando por isso.
Só imagino mesmo a impressão de dinheiro pelos bancos centrais como razão para o aumento da riqueza da humanidade.
Por favor me perdoem por eventual amadorismo de pensamento, mas realmente fiquei intrigado com isso e gostaria de ter esse esclarecimento daqueles quiserem genuinamente fornecer explicações antes de me chamarem de comuna.
Obrigado.
O problema é que atualmente a reciclagem e o reaproveitamento não estão sendo suficientes para lidar com todo o lixo que nós produzimos… É só ver a Ilha de Lixão do Pacífico que cresce mais e mais a cada ano.
Acreditar que o padrão de consumo e produção de hoje não esteja ameaçando a integridade e o futuro da biosfera não seria uma falácia que visa encher o ego do ser humano e iludi-lo de que tudo está em ordem ??
Agradeço de antemão pelas respostas
http://www.gazetadopovo.com.br/ideias/ilha-de-lixo-plastico-no-pacifico-cresce-de-forma-avassaladora-ewtjzoghw9l1d3o3hazor202u/
epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2018/03/epoca-negocios-declinio-da-biodiversidade-em-todo-o-planeta-ameaca-bem-estar-da-humanidade.html
“O planejamento econômico racional só é possível quando tem como base preços de mercado. Somente preços de mercado transmitem a urgência que o público atribui aos vários e concorrentes fins para os quais os RECURSOS ESCASSOS devem ser empregados.” – Fonte: (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1263)
Agora os recursos são INFINITOS ???
Esse texto de Juan Ramón Rallo parece entrar em contradição com uma das constatações centrais do liberalismo que é a de que vivemos em mundo de recursos finitos, de modo que a lógica de mercado é necessária para mediar os interesses,desejos “insaciáveis” dos indivíduos…
Será que entendi errado o texto ?
Agradeço pelas respostas
INCRIVEL como tudo se explica na economia, eh tudo mto lindo, menos como se acabar com a pobreza !
Pergunta: como as pessoas podem simultaneamente acreditar
(a) que o valor de algo é determinado pela quantidade de trabalho despendida na produção; e
(b) em um mundo de soma zero?
[Out Topic]
Alguém se lembra de algum artigo ou comentário refutando o argumento de que estatais que “dão lucro” não devem ser privatizadas, apenas as que “dão prejuízo”?
Lembro vagamente de ter visto algo no sentido de que nenhuma estatal realmente dá lucro.
* * *
Entre a confecção dos bens e a distribuição tem de haver lucro.
Entre a comercialização dos bens certamente haverá lucro.
Logo a riqueza depende do lucro.
O que é lógico, quem produz ou distribui precisa obter lucro para adquirir seus bens necessários à sua subsistência.
O problema é que para esse bolo infinito, necessário é que todos participem da receita (confecção, produção, distribuição) e aí entra o parâmetro H U M A N O .
Aqui entra Hobbes: “o homem vive numa eterna corrida, estar sendo constantemente ultrapassado é miséria. Ultrapassar constantemente quem está adiante é felicidade. Desistir da corrida é morte.”
Lembrei duma frase que minha professora disse no ensino médio que tem a ver com esse négocio de soma zero.:
“Todo o rico mata, pois pra ter algumém fica sem”
Kkkkkkkkkkkkkk
Estava animado em ler o artigo, até chegar à última linha aguardando o arremate lógico aceitável. Mas me deparei com uma falácia tão desonesta, que me senti decepcionado. Objetivamente o que temos é um economia global que cresce a percentuais cada vez menores… caminhando para estagnação e recessão, talvez driblada pela pandemia… e que nas últimas décadas concentra cada mais riqueza. Os critérios objetivos são o aumento da pobreza e o crescimento da concentração de renda. Se houvesse uma distribuição próxima de algo equânime poderia se falar que não há jogo de soma zero, mesmo assim com algum risco. É simples, a economia global cresce, mas poucos se apropriam da maior parte, então ela cresce para alguns, que recolhem os dividendos, para a imensa maioria os frutos do crescimento não chega à mesa. É jogo de soma zero quando todas as pessoas não podem experimentar e desfrutar de maneira equivalente dos ganhos do crescimento da produção e distribuição. Não há nada de subjetivo nisso, é bem objetivo, basta olharmos ao redor e vermos que a única coisa que cresce no Brasil, por exemplo, é o número de milionários e de pobres e miseráveis. Precisamos ver em que proporção isso aumenta! Se você tem algo que cresce e apenas um lado percebe o crescimento, é jogo de soma zero pros demais. Na velocidade em que os ganhos do crescimentos econômico são distrubuídos, o salário do brasileiro terá atingido o valor real de 1.500,o0, que seria, supostamente, algo digno para sobreviver, apenas em 2060, visto que no Brasil, 80% da população se apropriam de apenas 10% da massa da renda agregada gerada no país. Onde está o jogo de ganha-ganha? Só se for na cabeça de vocês. O jogo é de perde-ganha e é esse jogo que mantém de pé o capitalismo, sistema essencialmente desigual!
Bom.
Eu gostaria de um exemplo – apenas um único – de uma pessoa ganhar dinheiro sem outra perder.
Por exemplo: se eu compro um terreno e construo nele uma casa. O valor da casa é muito maior que o valor individual do terreno e da soma dos materiais nele empregados. Eu aumentei meu patrimonio sem tirar nada de ninguem.
Mas, ainda que isso tenha aumentado meu patrimonio sem empobrecer ninguem, não aumentou em nada minha conta bancária. Para que isso se converta em moeda, eu preciso venda-la, e aí, alguém vai pagar por ela.
E, no processo, estarei tirando dinheiro de outra pessoa.
Uso de dinheiro é soma zero. Quando um recebe, outro perde.
Vou dar outro exemplo: comprei ações e essas ações subiram 1000%. Enriqueci, portanto, sem empobrecer ninguem.
Mas ccom a ação eu nao preciso comprar nada. Preciso de dinheiro para isso, e , novamento, no momento em que vendo as ações para realizar o lucro de sua valorização, vou tirar o dinheiro de outra pessoa.
Não consigo ver nenhuma hipótese em uma economia monetária de você ganhar dinheiro sem tirar de outra pessoa para isso. Você pode, apenas, aumentar seu patrimonio.
Pode ser verdade até certo ponto, mas em algum momento para o bolo continuar crescendo ele precisará de mais recursos, porém nossos recursos naturais são finitos e só os desejos seguem infinitamente.
Tentando conciliar o fato de não ser jogo soma zero e o ótimo de pareto (melhorar a situação de um, sem prejudicar outro):
Enquanto a teoria do “jogo não é soma zero” fala do TAMANHO DO BOLO;
O ótimo de pareto fala da DISTRIBUIÇÃO DA FATIA que pode ser prejudicando ou não (ex: impostos melhoram a situação de alguém, prejudicando outros). Se alguém ganha mais fatias, sem prejudicar ninguém, atende o ótimo de pareto, se ganhou fatia prejudicando outros, não.
Falei algo errado? Obrigado!!