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Afinal, quem são os racistas?

Alguns
anos atrás, uma pessoa disse que, de acordo com as leis da aerodinâmica, um
abelhão não pode voar.  Mas os abelhões,
alheios às leis da aerodinâmica, vão em frente, contrariam os dizeres dos
especialistas, e voam assim mesmo.

Algo
semelhante ocorre entre as pessoas.  Enormes
e tediosos estudos acadêmicos, bem como melancólicos e sombrios editoriais de determinados
jornais, são produzidos às pencas lamentando o fato de que a maioria das
pessoas pobres e negras não consegue ascender socialmente, e que isso seria uma
fragorosa demonstração de discriminação. 

O
curioso é que, em vários países ao redor do mundo, inclusive naqueles países
chamados de terceiro mundo, vários imigrantes extremamente pobres,
principalmente oriundos da Ásia, não apenas conseguem prosperar mesmo sendo de
uma cultura totalmente distinta, como também conseguem enriquecer sem jamais
recorrer a favores especiais e a políticas de ação afirmativa.

Normalmente,
estes imigrantes asiáticos chegam a um novo país praticamente sem nenhum
dinheiro, sem nenhum conhecimento do novo idioma e sem nenhuma afinidade
cultural.  Eles frequentemente começam
trabalhando em empregos de baixa remuneração. 
Mas trabalham muito.  A norma é trabalharem
em mais de um emprego.  Trabalham tanto
que conseguem poupar e, após alguns anos, utilizam esta poupança para
empreender. 

Muitos abrem um pequeno
comércio, no qual continuam trabalhando longas horas e ainda continuam
poupando, de modo que se tornam capazes de mandar seus filhos para a escola e
para a faculdade.  Seus filhos, por sua
vez, sabem que seus pais não apenas esperam, como também exigem, que eles sejam
igualmente disciplinados, bons alunos e trabalhadores.

Vários
intelectuais já tentaram explicar por que os imigrantes asiáticos são tão bem-sucedidos
tanto em termos educacionais quanto em termos econômicos.  Frequentemente chega-se à conclusão de que
eles possuem algumas características especiais.

Isso pode ser verdade, mas seu sucesso também pode ser atribuído a algo
que eles não têm: “líderes” e
autoproclamados porta-vozes lhes dizendo diariamente que são incapazes de
prosperar por conta própria, que o sistema está contra eles, que eles não têm
chance de ascender socialmente caso não sigam os slogans repetidos
mecanicamente por estes líderes e sociólogos, e que por isso devem se juntar
sob o rótulo de “vítimas do sistema” e exigir políticas especiais e tratamento
diferenciado.


a qualquer país, seja ele rico ou em desenvolvimento, e pesquise sobre a
existência de “líderes” e de grupos de interesse voltados para a promoção de
políticas de ação afirmativa para os asiáticos. 
Você não encontrará.  Você não
encontrará sociólogos dizendo que os imigrantes asiáticos, por serem minoria e
por estarem culturalmente deslocados, estão em desvantagem e que por isso o
governo deve criar leis de cotas para ajudá-los a ascender socialmente.

Infelizmente,
é exatamente esta linha de raciocínio, só que em relação aos negros, que vem
sendo diariamente propagada por acadêmicos e sociólogos irresponsáveis.  Eles são a versão humana das leis da
aerodinâmica, que dizem precipitadamente que determinadas pessoas não podem
ascender e prosperar a menos que haja um empurrão do governo.

Aquelas
alegações morais que foram feitas no passado por gerações de genuínos líderes
negros — alegações que acabaram por tocar a consciência de várias nações e que
viraram a maré em prol dos direitos civis para todos — hoje foram
desvalorizadas e apequenadas por uma geração de intelectuais, sociólogos e
autoproclamados “líderes” de movimentos raciais que tratam os negros como seres
abertamente incapazes de prosperar sem a ajuda destes pretensos humanistas, os
quais agem abertamente de acordo com uma agenda política de escusos interesses
próprios.

O
que é perfeitamente perceptível é que, ao longo das gerações, as pessoas que
dizem falar em prol do “movimento negro” sofreram uma mutação de caráter: se
antes possuíam uma alma nobre, hoje não passam de charlatães descarados.  Após a implantação definitiva de políticas de
ação afirmativa nos EUA, esses charlatães perceberam que era muito fácil
ganhar dinheiro, poder e fama ao redor do mundo ao simplesmente se dedicarem à
promoção de ações e políticas raciais que são totalmente contraproducentes aos
interesses das pessoas que eles próprios dizem liderar e defender.

No
passado, vários outros grupos de imigrantes também representavam minorias que
tinham tudo para ser consideradas oprimidas e discriminadas, pois chegavam a
outros países quase sem nenhum dinheiro, com pouquíssima educação e com total
desconhecimento da cultura local, mas que não obstante ascenderam por conta
própria, muito provavelmente porque não foram “privatizadas” por líderes
raciais.  Imigrantes e outras minorias
que nunca tiveram “porta-vozes” e “líderes” raramente dependeram de subsídios
do governo e quase sempre apresentaram altos níveis educacionais obtidos com o
esforço próprio.

Grupos
que ascenderam da pobreza à prosperidade raramente o fizeram por meio de
líderes étnicos ou raciais.  Ao passo que
é fácil citar os nomes de vários líderes do “movimento negro” ao redor do
mundo, tanto atuais quanto os do passado, quantos são os lideres étnicos que
defendem os interesses dos asiáticos ou dos judeus em países em que eles são a
minoria?

Ninguém
pode negar que há anti-semitismo e que já houve discriminação aos
asiáticos.  Sempre houve.  Mas eles nunca seguiram “líderes” cujas
mensagens e atitudes serviram apenas para mantê-los presos à condição de
bovinos.

Essa
postura de dizer aos seus “seguidores” que eles são mais atrasados, tanto
econômica quanto educacionalmente, por causa de outros grupos “opressores” — e
que, portanto, eles devem odiar estas outras pessoas — tem paralelos na
história recente.  Essa foi a mesma
motivação utilizada pelos movimentos anti-semita no Leste Europeu no período
entre-guerras, pelos movimentos anti-Ibo na Nigéria na década de 1960, e pelos
movimentos anti-Tamil, que fizeram com que o Sri Lanka, outrora uma nação
pacífica e famosa por sua harmonia intergrupal, se rebaixasse, por influência
de intelectuais, à violência étnica e depois se degenerasse em uma guerra civil
que durou décadas e produziu indescritíveis atrocidades.

Será
tão difícil entender, mesmo com todos os exemplos históricos, que o progresso não
pode ser alcançado por meio de líderes raciais ou étnicos?  Tais líderes possuem incentivos em demasia
para promover atitudes e políticas polarizadoras que são contraproducentes para
as minorias que eles juram defender e desastrosas para o país.  Eles se utilizam das minorias para proveito
próprio, atribuindo a elas incapacidades crônicas que supostamente só podem ser
resolvidas por políticas que eles irão criar. 
Eles são os verdadeiros racistas.

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316 comentários em “Afinal, quem são os racistas?”

  1. Adoro o Thomas Sowell. Recomendo a todos pesquisar os seus incríveis debates no YouTube, o cara tem um preparo e uma retórica fenomenal (pena que ele perdeu um pouco do vozeirão com a idade). Gostei muito do artigo que acrescenta novos argumentos a esse interminável debate.
    Recomendo também um texto do Reinaldo Azevedo que critica mais especificamente esse projeto de lei. veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dilma-assina-projeto-para-cotas-raciais-no-servico-publico-o-racialismo-avanca-violentando-a-constituicao-ou-debates-delinquentes/

    Abraços e obrigada pela tradução. 🙂

  2. ‘Mas os negros/gays/judeus/mulheres/anões/travestis/leprosos foram perseguidos no passado, então é justo que haja alguma compensação hoje, e que seja paga por todos

  3. Sinceramente, chego a ter pena do Thomas Sowell. Ele precisa ficar repetindo exatamente o mesmo discurso há décadas e, ainda assim, precisa recomeçar do básico todas as vezes.

    Além de ser um exemplo vivo do que prega, é didático, sucinto, claro e corajoso. Ainda assim, é solenemente ignorado pela grande maioria das pessoas.

  4. Excelente texto!

    O que ainda me espanta é que até mesmo pessoas que se consideram cristãos defendem a ferro e fogo a “ajuda” e leis afirmativas para os “desfavorecidos” (bolsas familia com os mais diversos nomes, cotas para tudo quanto é cargo e etc).

    Quando mencionei o fato de que a ausencia destas “ajudas” seria a salvação destas minorias, fui até chamado de facista por um dos que se auto-proclamam Cristãos.(PS. eu mesmo sou católico, por isso meu contato com os “Cristãos”)

    Bando de hipócritas!

    Abraços a todos e desculpem o desabafo.

  5. Eu não sou contra cotas racistas em nada que é público, seja universidades ou concursos públicos.

    Primeiro que logo de início não existe nada de nobre nestas instituições. Elas são todas mantidas através do roubo e os cargos públicos são geralmente criminosos, com a função de agredir a propriedade.

    A essência da universidade pública não é ensinar, é roubar; é redistribuir riqueza roubada. Pessoas vão estudar “de grátis”, a custa da espoliação de terceiros.
    Se meu dinheiro vai ser roubado pra pagar ensino superior pra outros, não importa que esses outros sejam selecionados por sua capacidade de decorar matérias inúteis ou pela cor da pele ou pela sexualidade.
    Dane-se.
    Quero meu dinheiro de volta.
    Só isso.

    Mas se além de tudo ainda ter um fator racista nessas instituições, melhor, pois pode servir para ajudar as pessoas a perceberem que elas não passam de ideias imorais e criminosas.

  6. O texto leva a entender que os imigrantes conseguiram ascender social e economicamente pela ausência de líderes, o que é, ao meu ver, um tanto reducionista.

    Não se pode simplificar e igualar a condição do negro a do imigrante, tendo em vista que vieram em tempos e contextos diferentes. Além disso, educação e cultura dos que vieram, e mentalidade dos que ali estavam(espaço brasileiro) são fatores que devem ser analisados não superficialmente, de modo a entender a complexidade do passado.

    Repare que em momento algum disse aprovar políticas afirmativas ou benesses do estado. Minha crítica se resume à superficialidade do texto. Façamos, portanto, um debate maduro, sem ataques ao enunciador.

  7. Desculpem-me, mas, esse um caso extremamente complexo… Não me lembro de nenhum asiático ter sido escravizado. Vcs se lembram em algum momento de História? Eu não. Se entendem um pouco de História, devem saber que o Brasil somente um pouco mais de 100 anos acabou com a escravidão. Aquelas favelas que existem no RJ surgiram de um dia pro outro? Ah me lembrei, será que foi porque depois de ”livres” eles, simplesmente, não tinham pra onde ir e nem o que fazer? E depois disso o que foi feito por eles? Quais foram as ferramentas que o nosso país, justo por natureza, forneceu a eles para tentarem melhorar de vida? Vocês sabem o que é estar na pele de um negro? Vcs sabem realmente a condição do negro na nossa sociedade? Vocês sabem qual é a imagem do negro no nosso país? Aproximadamente 90% dos presidiários são negros. Essa é a imagem que temos negros, pobres e marginalizados… Um negro por mais bem formado que seja NUNCA vai estar em pé de igualdade com um branco numa disputa de emprego, por exemplo. Ou vcs vão ser HIPÓCRITAS de dizer que ”sim, com certeza! Os tempos são outros”. Se responderem isso, pergunto de antemão se moramos no mesmo país? Agora vêm dizer que é vergonhoso aceitar a única ajuda que essa BAGUNÇA que chamam de país, resolve oferecer a eles depois de anos de segregação, vão fazer o que? Dizer que ”não porque o branco vai ficar puto que vamos tirar o lugar dele”, me poupem… Depois que vc pega uma pessoa tira ela do lugar dela, tira a liberdade dela, trata ela como um animal, condena não só ela como as gerações futuras, coloca um estigma que perdura hoje depois de séculos qual tipo de reparação que ela deve ter? Vcs têm sugestão melhor?

  8. Quantos estão dispostos a trabalhar duro e poupar?

    Pegando como exemplo a Venezuela, milhares de famílias que estavam na miséria, melhoraram levemente a sua condição econômica devido a programas tipo bolsa família,
    eles vão trabalhar quando o dinheiro do petróleo acabar ou vão exigir a taxação maior
    da pouca classe produtiva até a extinção desta. A plebe de Roma não satisfeita com os direitos civis passaram a exigir os bens dos aristocratas,dando apoio aos Césares.

    Césares+ Plebe do pão e Circo – Classe produtiva = Fim de Roma,Brasil, Eua, Grécia a antiga e atual, Venezuela, França , etc…

  9. Um dos argumentos dos marxistas é que os asiásticos chegaram no topo como uma estratégia do governo americano vencer a guerra fria: os EUA financiavam programas de welfare state aos asiásticos, para garantir a vitória do capitalismo sobre o comunismo, já que a Ásia ficava no Oriente, que era “território comunista”. Conseguem captar o raciocínio desta gente? É cada teoria maluca.

  10. Como Thomas Sowell observou certa feita com extrema sagacidade, que os intelectuais de “esquerda” dividem a humanidade em três grupos: os desvalidos, os desalmados e os iluminados. Os primeiros, os pobres, são maltratados pelos segundos, os ricos, cabendo aos terceiros – os próprios intelectuais de “esquerda” – intervir munidos dos poderes coativos estatais para defender os bons dos maus e implantar a “justiça social” na Terra.

    Esses iluminados entoam a dança do apocalipse, convidando “os desvalidos” que sem apresentarem resistência são embalados num engodo satânicomarxista e persuadidos ao pé do ouvido que sem força sorriem e com olhos consentem como o beijo da morte; beijo este que tem sabor de subsidio “bolsa família” que delicia etc.. e, logo os faz apaixonar-se pelo “Robin Hood” chamado ESTADO. QUE PORCARIA, ISSO É ÁPICE DA ALMA ABATIDA

  11. Sou negro e não sou a favor de nenhuma cota racial, não deve ser a cor da pele um critério para definir uma cota, pois uma familia de negros bem sucedidos, com uma boa condição pode usar a cor da sua pele para ter um beneficio.

    Porém sou a favor de qualquer cota social, pois o branco, o negro ou qualquer outra etnia que seja pobre não tem condições de disputar por exemplo uma vaga em uma universidade cursando uma escola pública em igual condições com quem frequenta uma escola particular.

  12. Vania Bittencourt

    RIDÍCULO! Nunca vi tanta polidez para defender algo tão escroto…
    Lembrete mental: nunca mais entrar nesse antro de coxinhas!
    Se o autor desse texto for realmente negro, só tenho a lamentar.

  13. Sabe o que me incomoda? Chegar na Universidade e quase não ver gente pobre ou negra estudando lá. E quando tem passam os maiores perrengues, tanto é que esses alunos estavam na luta por moradia e alimentação.

    Cotas constituem um instrumento para que o direito de ingresso em uma Universidade seja amplo. Há inumeras questões sobre a qualidade da educação básica e distribuição de renda, claro. Mas não creio que essas pendências se resolverão tão cedo.

    As cotas são uma medida provisória. Enquanto não houver igualdade racial, haverão cotas até que haja.

  14. Se bem que no caso dos EUA, a situação dos negros era muito ruim. Primeiro teve a escravidão. Depois os criminosos Red Shirts e o Ku Klux Klan que praticavam o linchamento de negros (o Ku Klux Klan até hj tem apoio considerável da população branca do sul dos EUA). Depois as leis Jim Crows. Depois teve mais racismo ainda durante o governo do presidente Woodrow Wilson. A opressão dos negros durou muito tempo nos EUA. Então, lá nos EUA, as cotas são justificáveis. Mas aqui no Brasil não. A escravidão foi abolida em 1888 e depois disso vivemos no que se costuma chamar de “democracia racial”. Nunca teve leis Jim Crows ou grupos como Ku Klux Klan aqui no Brasil.

  15. Sou negro e a favor da cota racial no serviço público. Quando leio sobre isso, meus olhos brilham de alegria. É muito bom pensar que vai ser mais fácil conseguir um emprego público. Não ligo se vão pensar que sou limitado intelectualmente. Conseguindo um lugar naquele setor, está ótimo. O que me importa, de fato, é ter chances de melhorar de vida, de conseguir um emprego melhor, de elevar minha remuneração, de saber que amanhã não vou estar na estatística dos desempregados, etc. No mundo real, são essas coisas que contam; não se o sujeito foi beneficiado por uma cota. Esses são motivos egoístas meus. Porém também tenho razões de outra ordem, razões não egoístas, que deixo para um próximo post.

  16. Esquerda ligada ao racismo, começou com Karl Marx, lá no século XIX. Ver site: occalertabrasil.blogspot.com.br/2013/03/o-racismo-de-karl-marx.html e sites similares.

  17. Tem que se analisar o contexto dos EUA e do Brasil. Nos EUA, as cotas são justificáveis, porque lá, os negros foram oprimidos por muito mais tempo. Veja bem: primeiro a escravidão, depois que a escravidão foi abolida, surgiram grupos criminosos racistas como Red Shirts, Ku Klux Klan, e o linchamento de negros; depois as leis Jim Crows; depois a expansão de cultura racista sob o governo Woodrow Wilson. Então, nos EUA, as cotas são justificáveis (principalmente no Sul) porque lá, a opressão racista foi muito pior. Aqui no Brasil é diferente. Aqui no Brasil, depois da abolição da escravidão, não houve mais opressão contra os negros. Não houve nada como as leis Jim Crows e aqui nunca existiu um grupos racistas como o Ku Klux Klan. Aqui vivemos algo como uma “democracia racial”. Então, é diferente os contextos. Nos EUA, as cotas são justificáveis, no Brasil não.

  18. Quantos negros gerente de banco, executivo, médico, empreiteiro, engenheiro, etc. vc vê no Brasil? Quase não existe, pois o povo negro foi negligenciado pelo Estado por séculos. Só recentemente na História Brasileira que começou a haver políticas de resgate dessa população historicamente marginalizada neste país.

    ps: Sou classe C, negra, moradora de periferia e cheguei a este site por acaso. É a primeira vez que comento aqui.

  19. Primeiro, não entendo suficiente o caso de cotas e “affirmative action” e muito menos a Universidade de Michigan, Stanford, e nem o governo norte americano ou brasileiro. Essa discussão não é tão fácil assim de generalizar. Se há recursos para desembolsar que seja feito adequadamente em proporções para o setor público e privado…perfeitamente! Distribuir uma quantia para colégios públicos e privados! Exemplo Detroit Country Day, um colégio de primeira e católico nos EUA, oferecia bolsa para alunos e atletas de baixa renda para estudar no seu colégio. Havia recurso público da região (municipal- ex. IPTU) e apoio privado, os dois trabalhando junto para agregar valor acadêmico e diversidade! Há inúmeros exemplos de como conquistar essa questão de cotas e inclusão, não é fácil mas tudo depende da questão humana e filantrópica. Acredito que devemos realmente estudar e dedicar um bom tempo sobre essa questão e construir um sistema sólido e honesto. Tem muito talento no Brasil que deveria ser procurado e investido para o nosso futuro. Mas eu procuraria apoio e investimento dos setores público e privado! A questão é saber interpretar inclusão e diversidade corretamente! Abs

  20. É por isso que eu digo e repito: nenhum pecado para Deus passará impune. Ai daqueles que acham que podem enganá-Lo, fazendo-se passar por cordeirinhos apenas pelo discurso sociológico fácil. Graças a Deus enxerguei a tempo de mudar para o pensamento libertário, pois já fui um pseudo-socialista com retórica esquerdopata. Hoje estou curado, aleluia!

  21. Esse pessoal é pago pelo governo pra dizer essas porcarias não percam o tempo de vocês.

    Pelo jeito o IMB foi “descoberto” agora isso aqui vai virar seção de propaganda esquerdista…Vai ser igual seção de comentário de jornais…lamentável

    Nem aqui temos paz desse governo desgraçado

  22. Sobre cotas nos concursos públicos o negócio é que as coisas chegaram tarde para os negros.. Tiveram azar na sorte. Explico a questão. O azar dos cotistas que sonham com o emprego público bem remunerado,num momento que o Governo promete cotas raciais para eles é que este Governo esta vermelho, e sangrando.

    O negócio é que o Governo não consegue mais arrecadar tributos suficientes para suas imensas,colossais despesas. O grito já foi dado. avaranda.blogspot.com.br/2013/11/governo-no-vermelho-e-sangrando.html

    È fácil as pessoas sejam negras ou de qualquer cor pensarem no Governo dando isto,aquilo para elas. Acontece que Governo não é DEUS ( o Deus bíblico) que pode todas as coisas. Os esquerdistas sonham com um deus-estado capaz de dar a todos( que os esquerdistas quiserem) todas as coisas.

    Mas ! Este deus-estado está falindo. Olha ! Como anda as contas do Governo brasileiro.

  23. É meus amigos esse era uns dos sites livres desses esquerdistas/marxistas, mas pareces que os mesmos descobriram esse site e inundarão com suas besteiras ideológicas.

  24. Os militantes virtuais pagos com dinheiro das estatais e do próprio governo estão infestando aqui o site do Mises somente com o intuito de atrapalhar o debate e o estudo daqueles que detestam as esmolas governamentais. Se a situação começar a piorar, vai ser o jeito deletar os comentários dos petralhas.

  25. Cleiton, mandar o sujeito tomar na porta retal pode não pegar bem como diz o Douglas, mas você pode presenteá-lo com uma copia daquela “música” da Cris Nicolotti, viu Douglas? É música, segundo consta, e é presente; ninguém pode negar.

  26. Emerson Luis, um Psicologo

    Os canhotos também sofreram preconceito e perseguição; logo, os canhotos devem ser compensados pelos destros. Obama, além de tudo, é canhoto!

    * * *

    O Típico Filósofo não apareceu, mas surgiram vários discípulos dele.

    * * *

  27. A cota é verdadeiramente válida só se for temporária. Brancos tiveram vantagem histórica sobre os negros durante um bom tempo. Agora é preciso dar alguma “vantagem para balancear”. Mas vantagem finita, temporária, aos negros e índios. Porque a desvantagem também foi temporária. Cotas permanentes seria uma resolução racista, claro, concordo. Igualdade é fundamental. Mas Vejam: nós, negros, nem queremos açoitar, prender ou subjugar brancos como seus trisavós fizeram com os nossos antepassados. Queremos fazer algo com mais dignidade do que seus antepassados aprontaram… Nem estamos pedindo a vocês parte da herança (fruto do trabalho escravo, árduo e degradante das nossas famílias que enriqueceram muitos de vocês)… Pedimos apenas cotas (temporárias). Nada mais justo, pacífico e razoável. Digno. Melhor que 38 na cabeça nos faróis, melhor que apavorar os brancos endinheirados… A violência urbana e rural começou no Brasil com os brancos sequestrando, apavorando e espancando negros….nossa proposta é Simples assim: Cotas…Não é justiça total, mas já nos contentamos com isso (entre outras políticas publicas do gênero). Deviam agradecer: acreditem, estamos tendo a educação e a honra que seus familiares não tiveram. Uma solução pacífica, uma resposta pacífica para um ação violenta cometida “por vocês brancos” num passado brasileiro muito recente. Agradeçam por respondermos com honra e não com armas (como fizeram conosco no passado). Cotas é um caminho digno para uma verdadeira igualdade. Igualdade de verdade…com consciência histórica, econômica e social. Quem não consegue ver isso é cego ou não quer ver… isso sim é ignorância. Mas acredito que as pessoas podem aprender, acredito no ser humano.

  28. Baixou o nível total minha gente. Pessoas perderam a noção do tópico junto com o respeito ao próximo. Agora virou papo de puro preconceito e discriminação entre ambos! Parece que não conseguimos argumentar com lógica, razão e comportamento adequado. Boa sorte para todos! abs

  29. Para quem não sabe: MESTIÇOS NO BRASIL ERAM ESCRAVOS (por lei).
    Filhos de negros eram sempre escravos (antes da lei do ventre livre).

    Se MESTIÇOS eram escravos, agora MESTIÇOS terão COTAS.

    Justo e simples assim…

    Ninguém, pessoalmente, deve nada aos negros. O Estado Brasileiro deve. Agora esse mesmo estado deve pagar — com impostos de todos (Aliás, os negros e pardos também pagam impostos no Brasil, vale lembrar).

    Quem acha que o passado passou… faço uma pergunta: vocês, brancos (sem nenhum preconceito, sério) abririam mão de parte de suas heranças? pesquisem a origem… mesmo que seja uma pequena fração (ou grande)… a herança ou em parte é fruto de vantagens dos brancos (de branco sobre negros-mestiços no mercado de trabalho) ou é fruto do trabalho escravo (mesmo em alguma porcentagem). Mesmo que indiretamente… Óbvio, muitas heranças são fruto de trabalho sério e honesto de brancos, negros, mestiços…Não posso generalizar. Mas, muitas heranças, a maioria talvez, são, logicamente, fruto em parte dessa exploração, dessa violência não muito distante…então, BINGO! O passado faz parte do presente. O passado construiu a realidade que vivemos hoje. VAMOS REPARAR ISSO? claro. Agora NÓS, NEGROS E MESTIÇOS, PODEMOS VOTAR E FAZER PRESSÃO POLÍTICA. Lindo isso! Muitos morreram por isso. Por liberdade e justiça. Estamos quase lá! Oxalá! Não é ironia… tô feliz mesmo. Desejo o bem para todos, de verdade. A reparação é o único caminho para a igualdade. E será bom para todos; negros, brancos, mestiços, índios… bom para o Brasil. E venceremos!

  30. Thomas Sowell não pondera com Mandela (que favoreceu o desenvolvimento da A. do Sul), Luther King (direitos civis nos EUA) e muitos outros… que eram líderes étnicos e raciais (pela igualdade). Claro, líderes que pregam o ódio entre raças fazem uma coisa absurda. Disso, todos já sabem. Cota não é dar nada de mão beijada, porque há disputa entre os cotistas, entre os melhores (dentro de um determinado grupo étnico).
    Outra coisa: Afirmar que os negros foram prejudicados pelos brancos (com a escravidão) é totalmente correto. Isso não é chamar negros de “incapazes”, como sugere Thomas. Mas é aceitar um fato histórico, de frente, que precisa de uma compensação. O Sr. Thomas Sowell está dizendo: “Olha, nessa corrida de 100 metros rasos, os brancos roubaram, começaram a correr antes do apito, do tiro de largada. Mas, tudo bem… nós alcançamos eles, somos capazes”. Ora, ora, isso não parece nada inteligente… Nenhum diploma ou fama salva esse tipo de ideia. O melhor (mais justo e honesto) é trazer todos de volta e começar a corrida de novo — com dignidade e vergonha na cara. E o método de Voltar todos para a linha de largada tem um nome: se chama cotas!

    E os brancos que chegaram depois da escravidão? Bom, tiveram muitas vantagens no mercado de trabalho, nas escolas, no comércio. Por que? Porque eram brancos (não eram discriminados — as portas não se fechavam tanto como para os negros e mestiços, algo que acontece até hoje…). Então devem pagar também… Lógico. Afinal, quem teve vantagem no passado deve dar vantagem também no presente — por que reclamar tanto? Quem escolhe um país para morar precisa respeitar sua lógica histórica, econômica e social. Quem entra na chuva é pra se molhar. Ficassem no país de origem então…E sem essa de querer, às vezes, ser “gringo-branco”. Isso é cafona, é ter complexo de vira-lata, é ser muito pouco patriótico. Sugiro lerem Ariano Suassuna, Mangabeira Unger, Machado de Assis e os antropofagistas… Valorizem o Brasil, temos qualidades gigantescas. É á única maneira de vocês serem “elegantes de verdade”… acreditem. Rs! Querer ser gringo, babar ovo para os gringos, tirar dupla cidadania e se sentir superior é muito cafona!!!

    Preparem-se brancos-soberbos: estamos chegando com força (no melhor sentido da palavra)! Nós, negros e mestiços brasileiros que adoramos o sol e desprezamos o puritanismo hipócrita dos países do norte. Nós que trabalhamos muito (perdemos apenas para o japão e a china em horas trabalhadas por dia). Mas nunca seremos melhor nem pior que vocês brancos-brazucas. Apenas com oportunidades históricas iguais (corrigidas)! Espero que vivam pra ver isso. Espero que não amarguem isso, mas que fiquem felizes quando acontecer. Porque vamos vencer. Porque negro é foda! Vamos saber nos unir a vocês — pacificamente — e todos nós seremos felizes! Rá!

    Abs!

  31. Quem tirou vantagem coletivamente por meio do estado terá que pagar impostos para compensar e oferecer cotas. Quem chegou depois no Brasil tirou vantagem por ser branco. Por não serem discriminados na concorrência, com larga vantagem sobre os negros. Agora paguem. Querem provar que sou incapaz… mas já perderam a razão apenas pela falta de educação e de argumentos. Muito sabidos….

  32. Paguem apenas aqueles que utilizaram a escravidão para enriquecer e seus descendentes. Pagar não é punir brancos, mas que permitam hoje algumas vantagens temporárias aos negros como forma de compensação. Quem tem qi alto ou baixo não tem nada a ver com escravizar ou não… Não trato de diferenças raciais. Mas de escravidão institucionalizada e reparação institucionalizada.
    Digo tudo isso educadamente. Não somos melhores ou piores que nenhuma raça ou etnia…mas posso afirmar, Venceremos.

  33. Só para lembrar: foram 358 anos de escravidão no Brasil… (1530-1888) E isso foi apenas há 117 anos. Há pouco mais de 30 anos atrás ainda haviam ex-escravos vivos no Brasil… Muito recente. Há então filhos e netos de escravos vivos, muitos sem herança, nas favela e no meio rural, nas periferias. Tudo bem isso? Tudo normal?… São brasileiros como vocês, sofrendo…e vcs parecem que gostam mais dos gringos ricos do que de seus compatriotas. Incapazes de ceder um milímetro de vantagem para filhos e netos de oprimidos compatriotas. Vocês herdaram essa visão de quem??? Será que eu consigo adivinhar?…

  34. Engraçado como o “movimento negro” está em silêncio quando a turba petista está desferindo, nas redes sociais, os maiores descalabros racistas contra Joaquim Barbosa ao mesmo tempo que cai matando no humorista Danilo Gentili por algo que ele nem falou.

  35. Prezados comentaristas que odeiam o racismo.
    Vi que em vários comentários varias pessoas dizem que existe racismo no Brasil, e pelo que pude perceber essas pessoas acham que racismo é algo errado e imoral.

    Então, presumo que se vocês vissem um caso de racismo com certeza iriam denunciar.
    Sendo assim, convido todos que odeiam o racismo, à denunciar esse caso:

    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/imposturas-1-por-que-paulo-henrique-amorim-nao-suporta-ver-um-negro-numa-posicao-de-destaque-por-que-as-entidades-de-defesa-dos-negros-sao-tao-covardes-por-que-a-cef-patrocina-difamacao-achincalh/

    Quem quer que tenha dito que racismo é errado e não denunciar é um hipócrita.
    Vão!

  36. Mas os asiáticos, muitos eram opositores políticos que receberam refúgio e incentivos do governo americano no tempo da guerra fria.

    E quanto aos japoneses, o governo americano já pagou as devidas reparações:

    In the U.S., the right to redress is defined as a constitutional right, as it is decreed in the First Amendment to the Constitution.

    Redress may be defined as follows:

    1. the setting right of what is wrong: redress of abuses.
    2. relief from wrong or injury.
    3. compensation or satisfaction from a wrong or injury

    Reparation is defined as:

    1. the making of amends for wrong or injury done: reparation for an injustice.
    2. Usually, reparations. compensation in money, material, labor, etc., payable by a defeated country to another country or to an individual for loss suffered during or as a result of war.
    3. restoration to good condition.
    4. repair. ("Legacies of Incarceration," 2002)

    The campaign for redress against internment was launched by Japanese Americans in 1978. The Japanese American Citizens' League (JACL) asked for three measures to be taken as redress: $25,000 to be awarded to each person who was detained, an apology from Congress acknowledging publicly that the U.S. government had been wrong, and the release of funds to set up an educational foundation for the children of Japanese American families. Eventually, the Civil Liberties Act of 1988 granted reparations to Japanese-Americans who had been interned by the United States government during World War II and officially acknowledged the “fundamental violations of the basic civil liberties and constitutional rights” of the internment.

    en.wikipedia.org/wiki/Japanese-American_history#Post-World_War_II_and_redress

  37. Se a engenharia genetica no futuro permitir ao negro que tenha pele branca é certo que vão acabar estas conversas de cotas. O caso é de discriminação racial mesmo, não que eu ache certo, mas é real. Ninguem mais estaria “na pele de um negro” e poderia desenvolver seu potencial natural, sem a famosa BELL CURVE do Murray, de infame memória.Há mais uma cota que falta : para os Idiotas, que devido às suas deficiencias
    não tem oportunidades iguais aos outros, e talvez mesmo merecessem uma Bolsa Idiota
    pois tem todos direitos de cidadão. E talvez como Alice em “Wonderland” cotas para todos já que todos que estão jogando merecem premios.

  38. NOS EUA ESTUDANTE BRANCA PROCESSA UNIVERSIDADE CONTRA COTAS PARA NEGROS

    A estudante branca norte-americana Abigail Fisher não foi aceita na Universidade do Texas e entrou na justiça contra a instituição, alegando ter perdido a vaga por causa do sistema de cotas raciais. O caso foi subindo de corte em corte até chegar à Suprema Corte, que acabou de mandar o caso de volta para as cortes inferiores, se recusando a julgá-lo. Água ainda vai correr debaixo dessa ponte.

    Enquanto isso, Krystie Yandoli, escritora residente nos Estados Unidos, também branca, estagiária do site Huffington Post e colaboradora do Jezebel e do The Nation, escreveu a seguinte carta aberta à Abigail Fisher:

    ***

    Prezada Abigail Fisher,

    Cá entre nós, duas brancas de 23 anos que não foram aceitam pelas universidades que mais desejavam, preciso lhe dizer: acho que você levou essa história toda longe demais.

    Depois de transformar seu fracasso em entrar na universidade em um processo que nem mesmo a Suprema Corte dos Estados Unidos conseguiu resolver, sua invencível convicção em uma noção distorcida de "justiça" é preocupante.

    Estou falando como alguém que esteve em uma situação similar à sua, mas, se nós estivéssemos em um poema de Robert Frost, iríamos acabar em caminhos muito diferentes.

    Deixe-me explicar.

    Temos algumas coisas em comum. Também não fui aceita na universidade que eu mais queria. Mas, logo depois, também pude cursar outra universidade prestigiosa que me proporcionou uma ampla rede de oportunidades à minha escolha. Assim como você, que mesmo não tendo sido aceita pela Universidade do Texas, conseguiu entrar em outra boa universidade e conseguiu até um bem pago trabalho de analista financeira depois de se formar.

    Veja, existe uma coisa chamada privilégio branco. Você tem. Eu tenho. Nossos pais têm. E isso reduz consideravelmente a probabilidade de passarmos por qualquer tipo de discriminação ou desigualdade profunda.

    Privilégio branco significa que você, graças a normas sociais culturalmente arraigadas, possui uma vantagem automática sobre várias outras pessoas. Significa que existem hierarquias e sistemas agindo explicitamente para garantir o seu sucesso no mundo. Privilégio branco significa que, se você não não conseguir entrar na sua "universidade dos sonhos", você ainda poderá se formar em outra universidade e ainda assim conseguir um emprego acima da média, mesmo em uma economia sucateada.

    Também significa que, uma vez na universidade, você não será vítima frequente de nenhum tipo de racismo, seja ele óbvio ou sutil.

    Não ser aceita pela universidade que você sonha em cursar é horrível. Mas sabe como isso se chama? Vida. Mas sabe o que horrível mesmo? A complexidade do racismo sistêmico que atormenta os Estados Unidos desde que ele existe. Assim como também é horrível ser discriminado à primeira vista somente porque nasceu pertencente a uma raça de seres humanos que foi, desde sempre, historicamente ferrada e desfavorecida.

    O mais engraçado é você conseguiu convencer alguns juízes da Suprema Corte a levar tão a sério suas reclamações tão problemáticas e tão banais, e que advogados, políticos, jornalistas, ativistas e cidadãos gastaram o seu precioso tempo debatendo e refletindo sobre ação afirmativa, e tudo porque uma estudante que se formou no ensino médio com nota 8.0 não foi aceita em uma das mais competitivas e prestigiadas universidades públicas da nação.

    Sem contar que o seu nome será para sempre sinônimo de tentativa de retrocesso contra a igualdade social. Mas vou além.

    Essa coisa toda é maior do que você e eu. Não é apenas sobre esse caso isolado ou sobre o que uma pessoa (sem razões ou méritos legítimos) acha que merece em detrimento de outros estudantes. Na verdade, não existe isso de casos isolados. Tudo existe dentro de um contexto e, contextualmente falando, você não ter sido aceita pela Universidade do Texas não foi um caso de desigualdade.

    Peggy McIntosh, em seu famoso ensaio, "White Privilege: Unpacking the Invisible Knapsack" (ou seja, "Privilégio Branco: abrindo a mochila invisível", talvez você queira procurar no Google), escreveu:

    "Para mim, o privilégio branco se mostrou um assunto fugidio e impreciso. A pressão para ignorá-lo é enorme. Encará-lo de frente significa abandonar o mito da meritocracia. Se essas coisas forem verdade, então não vivemos em um país livre; então, a vida de um indivíduo não depende de suas ações; então, muitas portas se abrem para algumas pessoas por nenhum mérito da parte delas."

    Minha sincera esperança é que um dia você entenda e aceite a realidade de seu privilégio branco e de sua posição social. Até lá, tente refletir sobre as palavras sábias de Peggy McIntosh.

    papodehomem.com.br/carta-aberta-a-uma-estudante-que-perdeu-a-vaga-por-causa-das-cotas/

    * * *

  39. O texto é interessante e o exemplo dos asiáticos nos leva a crer que o autor está correto e podemos generalizar todo o processo histórico do negro e fazer essa comparação.

    O mito da democracia racial de florestan fernandes denuncia perfeitamente o que ainda existe hoje: racismo invisível.

    Ninguém vê, ninguém faz mas todo mundo sabe que existe…

    De fato as políticas afirmativas são polêmicas, principalmente quando vamos separar raças geneticamente ou esteticamente e o fato de ser uma medida a curto prazo que no Brasil tudo se transforma em longo prazo.

    Basta ver o projeto do governo em colocar cotas em concursos públicos também…

    De fato, o autor do texto esqueceu completamente de processos históricos e fatores sociológicos neste meio, mas não deixa de ser um bom artigo, me dá uma reflexão em processos singulares, mas tratar pluralmente falando, me dá a visão de ser um artigo falacioso.

  40. “Privilégio branco” quer dizer que os empresários preferem pagar MAIS CARO pra contratar um branco do que um negro com a MESMA CAPACIDADE.

    Logo, “Privilégio branco” quer dizer que empresários não gostam de LUCRO.

    Empresários que não gostam de LUCRO só existem no mundo da fantasia.
    Mundo da fantasia é onde vivem os progressistas, socialistas, esquerdistas e similares.

    Claro que o esquerdistas mais espertom só usam esse discuro pra aumentar o poder do governo, mas sabem que é tudo MENTIRA essa histórios de que empresários preferem contratar brancos ao invés de LUCRAR.

    Mas como a maioria das pessoas é formada por idiotas, e desses idiotas a maioria facilmente se tornar um idiota útil, pode-se concluir que a maioria das pessoas, por mais patético que isso possa parecer, acreditam que empresários preferem contratar um branco ao invés de LUCRAR.

  41. Pessoas como esse Nel passam a vida reclamando dos outros. Vivem reclamando do mundo. A vida passa, e passaram a vida reclamando. Se eles não tiveram sucesso no trabalho, é por que o patrão era racista. Não percebem que outros, em situação semelhante, que decidiram trabalhar de verdade, esquecer o passado, e pensar no futuro, se deram muito bem, melhoraram suas vidas e a dos outros. Pessoas que não aceitaram serem tratados como coitados, levantaram a cabeça e foram a luta.

    Nel, este mundo não é justo. É a natureza dele. Continuar a propagar a injustiça, como você prega, não vai ajudar ninguém, só vai ajudar a criar mais ressentimento. Afinal, seja franco, onde é que tem “branco” hoje no Brasil? O herdeiro do dono de escravo de São Paulo teve avós negros. E aí, qual herança genética prevalece? Aliás, aqueles que você chama de “brancos”, são os que menos tiveram a ver com a escravidão. Aqueles brasileiros com pouca “ou nenhuma” mistura genética estão restritos a lugares isolados no sul do Brasil ( principalmente onde não houve escravidão ). Onde houve escravidão, os “brancos” todos têm parentesco com filhos dos escravos, mesmo pelo contato prolongado e a libertinagem sexual que é característica do brasileiro em geral.

    Os brancos que você critica são inocentes quanto a escravidão. E quanto a supostas vantagens, isto é ilusão sua. O colega, acima, explicou bem, vou citar seu comentário novamente:

    (…)”os negros e pardos, hoje, tem muito menos oportunidades. Apesar de terem as mesmas capacidades”

    Então você ( Nel ) está afirmando que os empresários preferem contratar um branco, pagando mais, mesmo podendo contratar um negro/pardo com a MESAM CAPACIDADE de trabalho, pagando menos, o que aumentaria o LUCRO do empresário.

    Você está afirmando que os empresários peferem discriminar ao invés de LUCRAR.

    Você vive no mundo da fantasia.(…)

    Nel, você vive no mundo da fantasia. Quando você decidir sair, você vai ver que o racista, na verdade, era você, o tempo todo. E quem sabe vai perceber que o que melhora a condição de vida é o trabalho duro, não supostas vantagens auferidas por causa da cor da pessoa, ao invés da sua competência.

    Ps. Veja o exemplo dos Estados Unidos. Existem muito mais pessoas de cor em cargos de gerência do que no Brasil, pois lá estes ESTUDAM, e não ficam o dia todo reclamando do mundo pra quem não tem nada a ver, e muito menos buscando culpados para algo que aconteceu quase duzentos anos atrás.

  42. Sou descendente de imigrantes europeus. E sabem o que os meus tataravôs tiveram que nenhum ex-escravo teve no início do século XX? ACESSO GRATUITO À TERRAS. Tremenda medida especial de promoção do “branqueamento” da população brasileira. Os imigrantes, que vieram para cá, eram pobres, mas eram considerados superior, disciplinados, trabalhadores. Vieram para cá cumprir uma política de “branqueamento”. Vieram “melhorar” o Brasil. Os imigrantes foram trazidos para cá para impedir que este fosse um país de maioria negra. Que sua cor de pele ‘superior’ era necessária para que se pudesse imaginar esse país como uma nação.

  43. Decepcionante o post. Desanimei em ler qualquer outro artigo postado por vocês depois de me deparar com este pensamento retrógrado. Este discurso é recorrente na boca de quem jamais se questionou por que a maioria da população brasileira não circula em ambientes frequentados pela elite financeira e intelectual do País, como universidades, centros culturais, restaurantes, shows e centros de compra. Como diria Matheus Pichonelli no seu brilhante artigo para a Carta Capital: Não penso, logo relincho.

  44. 37,4% de jovens pretos e pardos estão no ensino superior, diz IBGE
    Já entre os estudantes brancos o índice é de 66%. Análise divulgada nesta sexta foi feita com bases nos dados da Pnad.
    29/11/2013 10h00 – Atualizado em 29/11/2013 10h34
    Do G1, em São Paulo
    Apesar do número de estudantes no ensino superior ter aumentado ao longo de dez anos, subiu de 9,8% em 2002 para 15,1% em 2012, a desigualdade entre brancos e pretos ou pardos na universidade ainda é grande. Segundo análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ) feita com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada nesta sexta-feira (29), em 2012, enquanto 66,6% do total de estudantes brancos de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior, 37,4% dos estudantes pretos ou pardos estavam no mesmo nível.
    Em relação aos dados regionais, em 2012, as regiões com maior concentração de estudantes no ensino superior, incluindo mestrado e doutorado, são Sul, Centro-Oeste e Sudeste, com taxas de 67,1%, 60,5% e 60%.
    Se for avaliada a cor e raça do estudante, a maior concentração de universitários da cor branca está no Sul (71,3%), seguida por Centro-Oeste e Sudeste (ambas com 70,4%), Nordeste (53,3%) e Norte (49,1%). Os estudantes pretos e pardos estão mais concentrados no Centro-Oeste (51,2%), em seguida aparecem mais nas Regiões Sul (45,9%), Sudeste (43,7%), Nordeste (31,6%) e Norte (29,7%).
    Analfabetismo estagnado
    A boa notícia dos dados da Pnad 2012 que serviram de base para esta análise é que a taxa de analfabetismo no Brasil parou de cair. Em 2012, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi estimada em 8,7%, o que correspondeu ao contingente de 13,2 milhões de analfabetos. Em 2011, essa taxa foi de 8,6% e o contingente foi de 12,9 milhões de pessoas.
    Segundo o IBGE, a variação de 0,1 ponto percentual de 2011 para 2012 está dentro do “intervalo de confiança”, e não significa necessariamente que o analfabetismo aumentou, e sim que se manteve estatisticamente estável.

  45. Lamentável é ver os senhores usarem o argumento de um negro contrário às cotas como principal fundamentação da suposta invalidade delas. Que existe racismo no Brasil, isso é um fato; que os negros são marginalizados na nossa sociedade, isso é um fato; que essa condição é devida à herança maldita da escravidão, isso é um fato também. Acho irônico o fato de vocês liberais defenderem o direito de indenização aos descendentes dos judeus vítimas do Holocausto mas neguem esse mesmo direito aos descendentes dos escravos. Quem, como eu ,que conhece profundamente a História do Brasil, sabe que as cotas são uma reparação justa ao trabalho que os negros africanos fizeram aqui.Elas foram defendidas por grandes brasileiros como Castro Alves, Ruy Barbosa e Joaquim Nabuco.

  46. Bruno Batista da Silva

    Interessante que esses líderes, estudiosos e sabidos do assunto pregam que não há diferença racial, que cor não merece nem desmerece ninguém, mas são os primeiros a segregarem por meio de cotas… Há quem diga ainda que o Brasil tem uma dívida histórica com o negro… não acho nada justo tentarmos compensar um grupo que vive hoje e não é escravo, com os recursos daqueles que também vivem hoje, e não são donos de escravos… aliás, cadê o negro puro nesse Brasil??? Conheço várias pessoas branquinhas de pele que tem pais ou avós negros… enfim, separar por cor, seja no preconceito ou nas cotas, é ridículo.

  47. "Ao contrário do que o senso comum diz, ser imigrante europeu no sul do Brasil era algo bastante ingrato. Muito melhor era viver nos centros urbanos da época, coisa que a grande maioria dos escravos libertos foram fazer."

    Sabe porque as periferias são formadas, em sua maioria, por afro-descendentes, enquanto mais de 90% dos residentes de classe média e alta, são brancos? Por causa das políticas urbanas que empurraram os descendentes dos escravos para as periferias. Por exemplo, no Rio da Janeiro, Capital da época, a imensa maioria dos residentes dos cortiços eram descendentes dos escravos. O prefeito da época (Pereira Passos), ordenou a demolição dos cortiços para a construção de obras, como a Avenida Central (atual Avenida Rio Branco), forcando os residentes dos cortiços (90% descendentes de ex-escravos) a ir pros morros e favelas.

  48. Dizer que o racismo no Brasil não existe é querer não enxergar a realidade e não ter empatia com as pessoas que sofrem deste mal.

    O problema é que as pessoas querem combater o racismo de uma forma errada. Elas querem combater o racismo utilizando a mesma ferramenta que cria o problema. Esta ferramenta se chama governo, e quanto mais você a usa mais o problema aumenta.

    O negro no Brasil tem uma condição de miséria justamente por culpa dos governos estrangeiros que tinham interesses em proteger seus privilégios, então adotaram politicas protecionistas, mercantilistas e mais atualmente a política assistencialista.

    E quanto mais política assistencialista, mercantilista e protecionista o governo adotar, mais pobre a população vai ficar. E quanto mais pobre fica, mais dependente do governo a população fica. E assim vemos governos populistas dominando a América Latina por anos.

    Quem realmente quer que a população negra seja rica e prospera, deve lutar para que ela tenha acesso a economia livre e libertaria ( que é diferente de mercantilismo) e sem um governo tentando decidir o que é melhor para o povo.

    A África é um bom exemplo de tudo que eu estou falando. Ela é um continente que não possibilita qualquer cidadão empreender ou ter uma propriedade privada.

  49. Os negros serão eternamente tributados, taxados e fiscalizados pelo governo.

    Será que o Zumbi dos Palmares era libertário ?

    Deve ser difícil ser negro e ficar escutando essas merdas. É guerra de classes mesmo !

  50. O que falta é o Brasil se conscientizar que a sua população é predominantemente composta de negros, e o governo já sabe disso, principalmente o do PT, dai a razão destas cotas para negros. A razão de se ter mais negros pobres do que brancos é simples, temos mais negros que brancos aqui no Brasil. O mundo já sabe disso, só o Brasil que não. Qualquer idiota sabe que qualquer ser humano é capaz de fazer e de acontecer seja ele branco, negro, amarelo, judeu ou muçulmano. Pelé foi o melhor jogador do mundo a sua época e era negro e agora temos o Messi e assim vai. Cotas? Claro que sou contra, pois sou a favor do mérito, mas para o governo do PT é mais um nicho de eleitores a ser seduzido, assim como os eleitores de 16 anos. Preconceito no Brasil? Sim, claro que temos preconceito no Brasil, mas não é contra o negro, mas sim a classe social que o cidadão pertence e esse tipo de preconceito, de classe social, com certeza é o preconceito mais execrável que existe, mais até que o preconceito racial. Chegue num restaurante ou num hotel de luxo de BMW sendo negro e chegue de chevete sendo branco e você entenderá o que é preconceito de classe.

  51. ‘Vá a qualquer país, seja ele rico ou em desenvolvimento, e pesquise sobre a existência de “líderes” e de grupos de interesse voltados para a promoção de políticas de ação afirmativa para os asiáticos. Você não encontrará. Você não encontrará sociólogos dizendo que os imigrantes asiáticos, por serem minoria e por estarem culturalmente deslocados, estão em desvantagem e que por isso o governo deve criar leis de cotas para ajudá-los a ascender socialmente.’

    Mas o pior é que realmente existiram leis parecidas criadas pelo governo, depois da segunda guerra o governo americano teve um pacote pra ajudar o japão devastado, uma ajuda que foi planejada pra ser temporária e acabou sendo só temporária mesmo
    Diferente das cotas pra negros, que também começaram sendo só temporárias e estão aí até hoje.

  52. A questão é a seguinte. No Brasil, metade da população é formada de negros e mestiços. Metade da população é não-branca. Se você observar os conselhos administrativos das grandes empresas, 95% é ocupado por brancos. Mais de 80% dos médicos são brancos. Negros são menos de 2% dos magistrados.

    Se vc for ver, por exemplo, um concurso de beleza, como Miss Brasil, quase 100% das candidatas são brancas. Parece que foi concurso Miss Noruega.

    Precisamos mudar esse quadro com ações afirmativas… Colocar mais negros nos cargos mais altos.

  53. Tudo que se refere ao Brasil é uma aberração.
    O Brasil foi o último país a “acabar” com a escravidão, além disso temos que levar em conta que na época da escravidão no Brasil as famílias de brancos tinham em seus lares uma quantidade maior de negros que seus familiares brancos, pois graças a indolência dos portugueses as famílias tinham mais escravos negros que os próprios familiares brancos. Após a Lei Áurea o Brasil para não ser identificado como um país de negros começou seu processo de imigração que na realidade foi uma tentativa de embranquecimento do país que não deu certo, pois havia uma proporção muito maior de negros escravos do que brancos donos de escravos, sem falar que este processo de imigração na realidade foi mais caracterizado pela fuga de imigrantes dos regimes de seus países do que o real desejo destes imigrantes de virem para o Brasil. O Brasil é um país condenado e de condenados, pois é um país formado por aqueles que nunca quiseram estar aqui. Os portugueses vieram somente para pilhar o país e sempre pensando em voltarem para Portugal, não queriam ficar no Brasil, os Negros vieram escravizados e sempre querendo fugir e voltar para a África, não queriam ficar no Brasil, os Italianos vieram fugidos do seu regime fascista, mas sempre querendo voltar para a Itália, os espanhóis, os alemães, os japoneses e até os haitianos agora também não vieram por opção. O Brasil é um país formado por aqueles que nunca quiseram estar aqui e por isso que é um país desprezível e continuará sendo. Ou você não iria embora deste país se pudesse?

  54. E desde de quando escravização é “imigração”? E quem disse que os outros imigrantes (esses sim, imigrantes) do Brasil não tiveram incentivos do governo? Esse texto não faz sentido algum, pois ignora solenemente coisas muito básicas da história do Brasil.

  55. Liberdade ou morte

    O fim da escravidão fez os negros receberem mais lucros, fez eles trabalharem mais e com muito mais qualidade.

    Isso mostra que a liberdade é essencial para valorizar as pessoas e melhorar a vida de quem tem liberdade para trabalhar e viver. Não existe exemplo melhor da eficiência da liberdade do que o fim da escravidão dos negros. Todo mundo ganhou com o fim da escravidão.

    Minha vida ficou melhor com a liberdade dos negros.

  56. Discurso aberto: “Cotas para ‘minorias’, para compensar um fato histórico.”

    Discurso oculto: “Te dou a cota para mostrar a você e seus semelhantes para que percebam que não tem capacidade de conseguir com méritos próprios.”

  57. Nao gosto de inflacao

    No mundo temos de tudo.

    Problema de cotas na India:

    http://www.bbc.com/news/world-asia-india-35627819

    http://www.lanacion.com.ar/1873321-la-casta-de-india-que-para-ser-considerada-inerior-dejo-sin-agua-a-10-millones-de-personas

    pt.euronews.com/2016/02/21/india-casta-jat-em-revolta-por-direitos-e-oportunidades-iguais/

    indianexpress.com/article/explained/backward-march-what-the-jats-want/

    indianexpress.com/article/india/india-others/sc-quashes-decision-to-include-jats-in-obc-category-rules-caste-cant-be-sole-ground/

    blogs.timesofindia.indiatimes.com/academic-interest/explaining-bjps-jat-problem-and-the-reservation-bogey

  58. Falar em cotas fixas no Brasil é absurdo. Primeiro porque temos uma heterogeneidade regional. Enquanto em estados do nordeste, a população negra (e parda) chega na casa dos 80%, em estados do sul, como Santa Catarina, não chega a 20%.

    Entre outras razões, em link vozesdoverbo.blogspot.in/2015/04/a-discriminacao-racial-nao-e-explicacao.html

  59. As pessoas têm dificuldade de entender a relação diretamente proporcional entre liberdade e responsabilidade. Qual o grau de liberdade deseja um indivíduo que imputa a sociedade a responsabilidade pelo seu fracasso individual? e o pior, que tipo de Estado nasce a partir deste pensamento?

  60. Quando ouço a expressão dívida histórica,sinto ânsia de vômito.

    Quantos grupos étnicos foram escravizados ao longo da história,e não vejo ninguém falando em reparação.

    Buylling é algo comum,todo mundo sofre o tempo todo,eu sofri,meus irmãos sofreram,a maioria dos meu amigos sofreram,e nao vejo ninguém se lamentando que foi xingado de viado,traveco,gordo ou girafa no ensino médio.

  61. Entendo q cotas são medidas racistas SIM.

    Mas não é pq são racistas que não sejam necessárias.

    Essa dicotomia SE É RACISMO NAO DEVE EXISTIR é inverídica.

    O racismo, uso histórico, subtende relações ruins. Mas essa não é uma verdade absoluta.

    Atuar tacitamente no sentido de prover igualdade não é algo ruim. Apenas, não se associa este termo RACISMO quando o ideal envolvido é supostamente nobre. Isto dito não há nada mais verdadeiro do que afirmar que a política de cotas é uma medida racista. É racista. Mas não necessariamente é ruim.

    É claro que qualquer um com paciência, com esforço, sabendo economizar, investir e empreender pode mudar sua história e de sua família. O filho do negro pobre pode ter acesso a educação e ser um assalariado concursado, o neto virar doutor, tudo isso numa sequência de progressos. Mas, é justo permitirmos o negro q iniciou esse ciclo virtuoso só se veja realizado em seu neto?

    É claro que políticas afirmativas são necessárias por um tempo. É claro a despeito de vários questionamentos, no todo, seus pontos positivos superam os negativos. É claro q qdo políticas racistas na medidas que são direcionadas a raças. Se um dia abarcar o branco pobre, eu direi que é uma política classista. Até lá, é racista mesmo. Necessária, ao mu ver pq não podemos esperar gerações para corrigir minimamente distorções.

    Existem líderes q se alimentam do sindicalismo sobre essa miséria? Com certeza. A pobreza de uns é a riqueza de outros que irão em busca de manter esse privilégio sempre buscar outros culpados para miséria alheia (no caso, o negro.

  62. A princesa Isabel queria indenizar os recém-libertos após a Lei Áurea, algo que acabou não ocorrendo na República nascente. Os antigos escravos iriam receber lotes de terra, assim propiciando propriedade privada e um meio de prosperidade. Dessa forma, sem essa possibilidade de ascensão social, muitos acabaram sendo vendedores ambulantes. E também temos de levar em conta que o liberto estava condicionado à produção escravista, diferente do que ocorreu com estrangeiros que vinham para o Brasil.

    Se tivesse havido essa indenização, será que teria havido a leva de imigrantes europeus para o País? Porque, sim, houve a questão ideológica do branqueamento, mas também havia razões econômicas para essa vinda de imigrantes europeus para o Brasil.

    Interessante esse ponto levantado pelo Thomas. Claro, nos EUA houve um racismo institucionalizado por muito tempo, tanto que até hoje há bairros de negros e de brancos, coisa que não existe no Brasil. É uma discussão interessante, afinal houve inúmeras leis anti-imigrantes tanto nos EUA quanto no Brasil, por razões ideológicas e corporativismo. Quais dos grupos étnicos sofreram mais?

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