Moedas
utilizadas como reservas internacionais foram importantes no período
compreendido entre a Conferência de Gênova, em 1922, e a abolição unilateral
do padrão ouro-câmbio feita por Nixon em agosto de 1971.
Aqueles
países que queriam auferir algumas receitas adicionais podiam fazer com que
seus bancos centrais comprassem ativos que rendessem juros. Esta opção era oficialmente melhor do que
apenas estocar ouro. Sendo assim, os
bancos centrais compravam os títulos emitidos pelo governo dos EUA.
E, de 1925 a 1931, eles compravam os títulos
emitidos pelo governo britânico. Estes
títulos geravam renda para seus investidores. O ouro não gerava renda.
O
preço do ouro não se alterou durante este período — 1925 a 1931 — porque os
EUA adotaram como política oficial converter seus estoques de ouro em dólar a
um valor de US$20 a onça de ouro. Ou
seja, qualquer governo estrangeiro que apresentasse uma nota de US$20 ao
governo americano tinha o direito de ganhar em troca uma onça de ouro. Como tal política só valia para o câmbio
entre governos estrangeiros, e não para os cidadãos americanos, o regime passou
a ser chamado de padrão ouro-câmbio.
Portanto,
os EUA tinham uma moeda lastreada em ouro. A
consequência desse arranjo era que o governo americano não podia inflacionar
sua moeda de forma mais intensa, pois, quanto mais dólares ele jogasse no
mundo, mais ouro seria demandado de seus cofres. Quanto mais os EUA inflacionassem, maior
seria a fuga de ouro para os outros países.
Com
o advento da Segunda Guerra Mundial, este regime foi suspenso. Mas voltaria novamente após a guerra, agora a
um valor de US$35 por onça. Criado na
conferência de Bretton Woods de 1944, ele passou a existir oficialmente em
1946. De 1946 até a semana anterior a 15
de agosto de 1971, qualquer país ou banco central poderia converter US$35 em
uma onça de ouro sob demanda.
Já
no final da década de 1950, alguns países começaram de fato a fazer isso. Os estoques de ouro dos EUA haviam chegado a
um máximo em 1958. E então, a partir
daí, o ouro começou a ser demandado pelos outros países, e começou a fluir para
fora dos EUA.
O
status de ‘moeda de reserva internacional’ do dólar americano após a Segunda
Guerra Mundial era baseado no poder da economia dos EUA, mas era também baseado
no fato de que o governo americano havia prometido restituir sua moeda em ouro
a um valor de US$35 a onça. O ouro era a
âncora do dólar, que era a moeda de reserva mundial. Os Bancos Centrais estrangeiros, em vez de
pedir a restituição de dólares em ouro, podiam também utilizar estes dólares
para comprar títulos do Tesouro americano e, com isso, auferir receitas.
Qualquer
governo estrangeiro podia pedir para o seu Banco Central emitir dinheiro livremente (sua moeda nacional) e então utilizar este dinheiro para comprar dólares, os
quais eram imediatamente utilizados para comprar títulos do Tesouro americano. No entanto, por causa do acordo de Bretton
Woods, havia limites na capacidade de um país fazer isso. Estes limites tinham a ver com a taxa de
câmbio entre a moeda do país e o dólar americano. A taxa de câmbio estava relativamente
fixada. As moedas de cada país tinham um
valor atrelado dólar (e este valor tinha de ser mantido pelo governo deste
país), e o dólar tinha um valor fixo em ouro.
Desta
forma, uma inflação monetária em massa não podia ser feita pelos países membros
do Fundo Monetário Internacional (o qual também havia sido criado na
conferência de Bretton Woods). Afinal,
quem inflacionasse, teria dificuldades de sustentar o valor de sua moeda em
relação ao dólar.
Isto manteve a taxa de
inflação de preços, bem como a de inflação monetária, relativamente estável de
1946 a 1971. Era contra as regras do FMI
um país tentar desvalorizar sua moeda com o intuito de estimular suas
indústrias exportadoras.
No
entanto, um país estava livre para inflacionar: os EUA. E ele fez isso livremente.
Os dólares que os EUA criavam iam parar nas
reservas dos outros países, os quais podiam então inflacionar suas moedas em
cima destes dólares.
Na década de 1960,
alguns países — e a França, com mais intensidade — passaram a demandar a
restituição destes dólares em
ouro. Isso gerou uma
enorme pressão sobre o governo americano, que havia criado muito mais dólares
do que a quantidade de ouro em suas reservas. Para evitar a perda total de seu estoque de ouro, o governo americano
simplesmente tomou a decisão unilateral de abolir este regime de conversão em
agosto 1971. Naquela data, todo o
sistema de Bretton Woods foi para o lixo. E nunca mais voltou.
A
partir daí, qualquer país estava livre para inflacionar o tanto que quisesse,
sem restrições. E este é o sistema
vigente até hoje. Qualquer país está
livre para inflacionar sua moeda para reduzir seu valor perante o dólar e, com
isso, ajudar as receitas de determinados setores ligados à exportação. Não há
limites internacionais para isso.
Do
início da Primeira Guerra Mundial até 1971, o dólar americano era uma das
principais moedas do mundo. Após a
Inglaterra sair do padrão-ouro em 1931, o dólar aumentou sua estatura
internacional. No pós-guerra, por ser a
única conversível em ouro e por dar acesso aos títulos do Tesouro americano (e
aos seus juros), o dólar se tornou a moeda mais desejada
internacionalmente. O dólar era confiável. Os títulos do Tesouro americano eram
confiáveis.
Isso passou a representar
uma enorme vantagem para o Federal Reserve (o Banco Central americano), pois,
como dito, ele agora podia inflacionar livremente, e os governos estrangeiros
teriam de inflacionar em conjunto com a inflação do dólar para manter o câmbio
relativamente inalterado.
À
medida que o Fed expandia a base monetária americana, todos os outros bancos
centrais também tinham de expandir suas moedas para manter a paridade com o
dólar. Era o sonho keynesiano tornado
real.
Vai durar? Vai
A
tradição do dólar como moeda de reserva internacional vem sendo mantida até
hoje. Porém, houve uma alteração na
lógica econômica por trás desta hegemonia: em vez de se basear no ouro, ela
agora é fortemente mercantilista.
O
dólar é a moeda de reserva internacional por dois motivos. Primeiro, os países membros da OPEP aceitam
dólares em troca de petróleo. E a
precificação da OPEP em dólares é a principal unidade de conta para todos os mercados de
petróleo. Isso representa um tremendo
subsídio para o Tesouro dos Estados Unidos. É também um subsídio para o Fed.
Tal arranjo permite que o Fed tenha muito mais liberdade para expandir a
base monetária, pois, como todos os países estrangeiros têm de comprar dólares
para comprar petróleo, a demanda por dólares é garantida, e isso faz com que a
expansão monetária do Fed não gere grandes repercussões sobre o valor
internacional do dólar.
O
segundo motivo é o mercantilismo. Os
governos estrangeiros querem inflacionar continuamente, pois não querem que
seus setores exportadores (um lobby poderoso em praticamente todos os países
do mundo) percam mercado em decorrência de uma moeda doméstica apreciada. Se são necessários mais dólares para se
adquirir uma moeda em processo de valorização, isso faz com que as receitas destes setores exportadores sejam menores. Políticos são mercantilistas. Eles
querem subsidiar o setor exportador de suas economias.
Como consequência, sempre que o dólar tende a se desvalorizar mais acentudamente, governos estrangeiros
criam moeda doméstica, compram dólares e em seguida compram títulos do Tesouro
americano (os quais formam as reservas internacionais destes países). Isso mantém o câmbio desvalorizado. [Isso foi exatamente o que ocorreu no Brasil na segunda metade da década de 2000].
O
status de moeda de reserva internacional do dólar está ligado à capacidade do
governo dos EUA de controlar os grandes países exportadores de petróleo do
Oriente Médio. A indústria bélica
americana vende aviões e armas para estes regimes feudais exportadores de
petróleo. Isso significa que esses
regimes são dependentes do governo americano. Eles têm de comprar peças de reposição para suas armas. Eles têm de pagar por cursos de treinamento e
outras tecnologias, os quais são fornecidos pelos EUA. E eles têm obviamente de pagar em
dólares.
Logo,
como estes países têm de pagar em dólares para os americanos, o dólar é a moeda
na qual eles vendem seu petróleo. Como
consequência deste arranjo — o fato de o dólar ser a principal moeda do
mercado de petróleo –, há uma demanda contínua por dólares em todo o mundo,
pois é com o dólar que se compra petróleo. Tamanha demanda faz com que a depreciação internacional do dólar seja
bastante contida.
Se
a OPEP algum dia abandonar o dólar e adotar o euro como unidade de conta, o
dólar irá se desvalorizar em relação ao euro. Mas o euro certamente não é mais estável do que o dólar. E, como os países da OPEP entendem a natureza
do poder, eles mantêm o dólar como sua unidade de conta.
O
status do dólar como moeda internacional de reserva praticamente nada tem a ver
com as políticas monetárias do Banco Central americano. O Fed pode, de certa forma, fazer o que bem
quiser, pois, enquanto o governo americano — por meio de sua indústria bélica
— mantiver o domínio da exportação de armas de alta tecnologia e de suas peças
de reposição, ele não tem de se preocupar com o status de reserva internacional
do dólar. Países do Oriente Médio
compram armas em dólares; por isso, eles vendem petróleo em dólares. Consequentemente, todos os
países do mundo têm de comprar dólares para comprar petróleo. Isso é uma enorme fonte de demanda para o
dólar.
As
pessoas falam das políticas monetárias do Fed como se elas tivessem grande
importância sobre o valor internacional do dólar. Têm um pouco, mas não muito. O dólar americano continuará sendo a moeda de
reserva do mundo, não obstante o fato de o Tesouro americano estar pagando juro
quase zero em seus títulos de curto prazo. Tais títulos são adquiridos pelos outros países não porque eles querem
auferir receitas, mas sim porque as políticas do mercantilismo estão plenamente
atuantes em todo o mundo. Nenhum
político quer ver sua moeda se apreciando continuamente enquanto ele estiver no
cargo. O setor exportador e a
indústria nacional acabariam com sua carreira.
No final, a OPEP decide. Se seus países continuarem
utilizando o dólar, então ele continuará sendo a moeda de reserva
internacional.
___________________________________
O artigo acima foi publicado em agosto de 2013. De lá pra cá, absolutamente nada mudou. Ao contrário, aliás: o Fed tornou-se ainda mais expansionista, e o dólar segue inabalado em seu status de moeda internacional de troca.

O raciocínio implicativo “se seus países continuarem usando o dólar, então ele continuará sendo a moeda de reserva internacional” é essencial para o argumento do interessante artigo. Didático mesmo.
Todavia, há análises que começam a questionar a primeira parte da proposição, justamente o “se”; sem “se”, a coisa desanda, alías, como implictamente conclui o artigo.
Veja-se: “Get Ready For The Death Of The Petrodollar”, no seguinte endereço:
futurefastforward.com/images/stories/financial/GetReadyForTheDeathOfThePetrodollar.pdf
jcz
Sim, é um sistema dinâmico bem estabelecido e sólido. Mas Cisnes Negros acontecem.
* * *
Como assim:
“Como consequência, governos estrangeiros criam moeda doméstica, compram dólares e em seguida compram títulos do Tesouro americano (os quais formam as reservas internacionais destes países). Isso mantém o câmbio desvalorizado.”
– Se mais dolares sao comprados, isso aumenta a demanda por dolares, logo seu preco sobe. Nao devia o cambio valorizar-se por isso? Supondo que nao haja alteracao na oferta das verdinhas.
Alguem poderia me explicar pq tanta gente fala que a China desvaloriza sua moeda sendo que já tinha visto no gráfico da tranding economics (como postado pelo Leandro) que ela vem se valorizando ao longo dos anos ?
em resumo: a economia mundial é um cachorro correndo atrás do rabo!!
Como de costume parece que o mais provável é que alguma revolução tecnológica é que poderá mudar tudo.
Se conseguirem, por exemplo, fazer um reator de fusão funcionar, ou se conseguirem uma
tecnologia que gere muito mais energia à partir da energia solar.
Porquê para o petróleo acabar ainda deve demorar MUITO.
“Qualquer país está livre para inflacionar sua moeda para reduzir seu valor perante o dólar e, com isso, estimular suas exportações. Não há limites internacionais para isso.”
Se isso é verdade, por que o Brasil não imprime dinheiro, compra dólares e depois adquire os recursos (terras/empresas) dos outros países?
Tem certeza que os países podem criar moeda? Não seria apenas os EUA?
Seria correto dizer que, mesmo sem o padrão-ouro, o dólar continua sendo usado para trocas comerciais internacionais e quem decide os valor que a moedas dos outros países terão nessas negociações são os EUA? Se sim, é uma injustiça do caramba!!!
E outra coisa, esse negócio de: Quem controla o petróleo controla o universo… Não seria a comida? Com o Brasil sendo o celeiro do mundo…
Abraço
Mas e no caso do esgotamento das reservas de petróleo dos países membros da OPEP, principalmente os árabes?
O custo de extração vem aumentando ano a ano.
Desde a década de 80 esses países vem se industrializando e diversificando sua economia.
Além de muita importação de bens de consumo haverá excedentes da produção industrial.
Assim sendo, a demanda por dólares com a venda do petróleo, seria substituída pela venda dos produtos nacionais.
Entretanto, outros países produtores poderiam ou demandar dólares,ou outra moeda, isso sem contar o desafio competitivo dos produtos fabricados na península arábica com os do resto do mundo.
Não poderiam também esses países membros da OPEP aumentarem sua poupança em dólar, de forma excepcional, mesmo considerando seus gastos exorbitantes a exemplo do Emirado Árabe de Dubai?
Faz sentido?
planetasustentavel.abril.com.br/noticia/energia/conteudo_280677.shtml
www2.apexbrasil.com.br/media/estudo/emirados_17102012134225.pdf?
Prezado Andre,
do petróleo se extrai, além de derivados combustíveis, polímeros para a industrialização dos mais variados produtos plásticos presentes no nosso cotidiano.
Além disso há os gases que são aprisionados, pressurizados, liquefeitos, engarrafados e exportados.
A (nano)tecnologia pode ainda reforçar o uso do petróleo como, por exemplo, combinando um determinado derivado com outros materiais,ainda nem sonhado em nossa época,para concentrar protons para os mais variados fins energéticos.
Quem sabe?
Abraços.
Alguns diziam que Saddan Hussein queria trocar o dolar pelo euro e foi a causa de sua desgraça.
O mundo das finanças dos governos e bancos centrais é uma maravilha, um sonho, uma ‘viagem’ para quem está dentro. Quantos daqui destes comentários entendem realmente como funciona a fantasia chamada DOLAR ? Papel pintado, sem valor intrínseco, que todo o mundo aceita impassivelmente. Difícil encontrar alguém que tenha holofote e diga realmente a verdade. Teorias ingênuas existem, muitos tentam explicar de maneira professoral, baseadas em preceitos auspiciosos e lícitos. Mas este tipo de definição é por demais infantil, e apenas replicam aquilo que os detentores do poder do dinheiro no mundo professam. Estes, de forma ardilosa, independente do país, conseguem manter um mantra sobre as tais RESERVAS DE DOLARES, como se isto fosse o ar que se respira. Esta sintonia e esta ilusão, realmente mandam nos desígnios do mundo. Conseguiram transformar até mesmo alemães e japoneses em fiéis seguidores desta falácia chamada DOLAR. Agora são os chineses. A mim me parece um mundo paralelo e nós uns idiotas estudando e trabalhando pra eles. Pergunto: somos tão burros ? Seriam eles de outro planeta ? De que raça ou crença eles são ? Como conseguem manter tantos por tanto tempo anestesiados ? Finalizando: considero-me libertário, porém não posso aceitar este ‘status quo’ da macroeconomia mundial.
Vejam isso:
EVENTO DEVASTADOR NO FINAL DE 2013
Resumo do que está acontecendo:
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Soros fez 1 bilhão de dólares apostando contra a libra britânica em 1992. Ouvimos rumores de Soros fazer 1 bilhão de dólares apostando contra o dólar australiano. Vimos quando ele fez 1 bilhão de dólares americanos quando apostou contra o Yen japonês. Onde estão as manchetes na mídia, desta aposta de mais de 1 bilhão, apostando contra o mercado de ações ?” Pergunta o Barão.
Pela quantidade comprada, George Soros simplesmente apostou mais de 1 bilhão, em que TODA a economia americana vai ter uma queda brusca, nos últimos três meses de 2013, por questões desconhecidas.
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Possíveis explicações:
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EVENTO DEVASTADOR NO FINAL DE 2013
1) A Irmandade Islâmica liberaria um dossiê, e Barack Obama seria preso.
http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/estados-unidos/14425-irmandade-muculmana-temos-informacoes-comprometedoras-sobre-obama.html
2) Uma detonação nuclear na área urbana de uma cidade localizada na área 3 dos EUA
celiosiqueira.blogspot.com.br/2013/08/fema-estaria-se-preparando-para.html
3) Um cataclismo solar iminente
sementefractal.blogspot.com.br/2013/07/snowden-revela-um-cataclismo-solar.html
4) Outra coisa.
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Acho a primeira opção plausível, porém pouco.
A segunda menos plausível ainda.
E a terceira menos plausível de TODAS.
Mas o histórico de Soros diz que ele não joga pra perder, e existe a opção 4.
Especulações sobre a opção 4 são bem vindas!
A pergunta do colega João não quer calar…
Mas e a inflação do DOLAR frente a outras mercadorias internas? Commodities, ouro, carros, fazendas, imóveis e demais produtos de consumo?
Nunca compreendi como o FED consegue expandir sua base monetária sem que isso implique consequências desastrosas na oferta interna de moeda em toda a enconomia doméstica dos EUA… Será que ele penas conta com a circunstância de que haverá sempre uma procura internacional pelos dólares sem lastro?
Estou com uma dúvida, os EUA começaram a vender ou comprar ouro ao valor de 20~35 dolares? “Os estoques de ouro dos EUA haviam chegado a um máximo em 1958. E então, a partir daí, o ouro começou a ser demandado pelos outros países, e começou a fluir para fora dos EUA.”, fiquei confuso já que dá a entender que eles vendiam ouro, mas como chegariam ao limite de ouro vendendo a reserva?
e a inflação seria algo bom para o aquecimento das exportações? nao entendi essa parte, tem como alguém explicar? desculpem, entendo pouquíssimo de economia :X
Duas perguntas:
1) Em decorrência do que diz o autor, há possibilidade de que as guerras no Oriente Médio estejam sendo forjadas (ou incentivadas) pelo governo americano? (Apesar de ser uma área complicada, se o raciocínio é esse, o governo americano teria interesse em deixar a região em constante conflagração… Isto também significaria que enquanto houver petróleo por lá, paz não existirá…)
2) o dólar, historicamente, não tomou o lugar da libra esterlina, como moeda de referência (reserva), no decorrer da II Guerra, em decorrência de uma das exigências de Roosevelt para socorrer a Grã-Bretanha?
Espertinhos esses EUA, não?
China Announces That It Is Going To Stop Stockpiling U.S. Dollars
Não concordo com este artigo. O fim do dólar com moeda de reserva internacional está próximo. Os chineses estão muito empenhados em promover acordos comerciais com grandes economias, acordos que possuem conversibilidade direta entre as respectivas moedas. Abaixo deixo alguns deles:
1. China e Alemanha (finance.townhall.com/columnists/mikeshedlock/2012/09/02/china_germany_to_settle_more_trade_in_yuan_euros_whats_that_mean_for_gold_the_dollar/page/full/)
2. China e Rússia (www.chinadaily.com.cn/china/2010-11/24/content_11599087.htm)
3. China e Brasil (www.bbc.co.uk/news/business-18545978)
4. China e Austrália ( beforeitsnews.com/r2/?url=www.financialexpress.com/news/australia-china-sign-31bn-currency-swap-agreement/927280/ )
5. China e Japão ( http://www.bloomberg.com/news/2011-12-25/china-japan-to-promote-direct-trading-of-currencies-to-cut-company-costs.html)
6. India e Japão (www.reuters.com/article/2011/12/28/us-india-japan-trade-idUSTRE7BR0N020111228)
7. Irã e Russia (news.xinhuanet.com/english/china/2012-06/27/c_123334167.htm)
8. China e Chile ( news.xinhuanet.com/english/china/2012-06/27/c_123334167.htm )
9. China e os Emirados Árabes Unidos( beforeitsnews.com/r2/?url=money.cnn.com/2012/03/07/markets/bondcenter/dim-sum-bond-dubai/index.htm )
10. China, Brasil, Rússia, India e Africa do Sul (zeenews.india.com/business/news/economy/brics-to-sign-pacts-for-trade-in-local-currencies_44626.html )
A tendencia é a demanda por dólar e dívida dos EUA se desintegrar e as taxas de juros estadunidenses disparar.
Abaixo deixo um artigo explicando por que a China não promove imediatamente o colapso do dólar:
jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-china-e-o-fim-da-hegemonia-do-dolar
Uma dúvida, se o dólar for trocado, então eu perco meus dólares e fico pobre? Tem algum artigo sobre isso alguém pode me indicar?
Leandro,
Me surgiu uma dúvida, os EUA não poderia simplesmente imprimir dólares e ficar comprando produtos de outros países sem produzir nada em troca?
Obrigado.
Uma dúvida sobre o seguinte trecho:
“Para evitar a perda total de seu estoque de ouro, o governo americano simplesmente tomou a decisão unilateral de abolir este regime de conversão em agosto 1971.”
O que aconteceria se o estoque de ouro do governo americano de fato acabasse?
reunião Copom terça.
m.br.investing.com/news/forex-news/dolar-recua-ante-real-a-espera-de-copom-e-fed-880404
E se o mundo começar a não precisar de petróleo? e se o bitcoin decolar?
Duvida honesta:
Como a Venezuela faz hoje para vender seu petróleo, visto que ele estão "blacklisted" pelo governo americano?
“Se o BTC se tornar universal, as stablecoins lastreadas em dólar serão ainda mais universais.”
Significa, então, que os governos não irão mais conseguir controlar o uso de moeda no país? Porque á tendência é que, caso às criptomoedas se tornem universais, todas às transações monetárias se tornem abertos para elas, assim como para o bitcoin, seria, aliás, um golpe e tanto contra o Establishment e o Estado, pelo menos enquanto á grande reforma bancária não vir.
entendo que seja possível a adoçao unilateral do padrão-ouro por qualquer país, sim?
E a moeda chinesa, não é uma ameaça ao dólar?
Creio que o Ulrich discorda desse artigo.
Ele disse em um vídeo no YouTube que as criptomoedas, sem qualquer ligação com BCs, são superiores e por isso é só uma questão de tempo para que sejam adotadas maciçamente, e isso será muito bom para o mundo.
Qualquer tecnologia superior será adotada mais cedo ou mais tarde, e o BTC por exemplo é muito superior a esse esquema de petrodólares. Disse ele.
Boa noite galera.
Estava assistindo esse debate do Peter schiff e Michael Green. youtu.be/1BK9UPKD934
Se o Leandro ou outro colega do Mises que entende bem de política monetária e juros puder me esclarecer isso que foi dito. Em 1:02(uma hora e dois minutos) eles discutem caso não o fed não tivesse comprado bonds e mortgages onde estariam o nível dos juros ( acho que a FEderal funds rate). O Michael green explicou que ela estaria negativa, ele explicou que caso o Fed e o governo não tivesse intervido o supply de government bond seria bem menor e a demanda muito maior devido à fato que ninguém iria querer emprestar pra empresas privadas, fazendo o preço dos bonds subir e jogar o juros pra patamares negativos. Faz sentido isso?
Obrigado pela atenção
“Qualquer governo estrangeiro podia pedir para o seu Banco Central emitir dinheiro livremente (sua moeda nacional) e então utilizar este dinheiro para comprar dólares, os quais eram imediatamente utilizados para comprar títulos do Tesouro americano”
Um BC pode simplesmente criar dinheiro e comprar dólares diretamente? Esses dólares não devem ser adquiridos quando se exporta (conversão do exportador quando trás os dólares para o país) ou quando se vende dívida para o exterior?
Se um BC pode comprar dólares a qualquer momento não haveria dívida externa, é só criar mais, comprar dólares e pagar a dívida.
Alguém me ajuda a entender!!! aceito artigos.
Dólar continua se fortalecendo e a nossa moeda continua, por enquanto, relativamente estável.
O que podem dizer disso?
alias.estadao.com.br/noticias/geral,nao-vale-culpar-keynes,281958
Leandro,
Me parece que está havendo uma divergência entre o Dolar Index (que está subindo nos últimos dias) e o Dólar frente ao Real que está caindo nos últimos dias.
Isso aconteceu outras vezes? Não seria um fato um tanto atípico? Poderia ser um sinal que essa recente valorização do Real pode estar com os dias contados caso o DXY continuar nessa trajetória de alta ?
“Energia deve pressionar inflação e Copom indica Selic de 5% em agosto”
Com a ata do Comitê de Política Monetária de hoje, o dólar já está em queda, agora caindo para R$ 4,97 aproximados.
Diante do descumprimento do teto da meta, será que veremos o Roberto Campos mandando alguma carta para a imprensa ou afins?
Em 2017, Goldfajn teve que lançar uma nota sobre o motivo de o IPCA ter ficado abaixo da meta… deveriam acabar com essa “inflação mínima”, coisa que não faz sentido algum, como se o BCB também tivesse que combater queda nos preços.
depósitos voluntários aprovados
http://www.poder360.com.br/congresso/congresso-aprova-autorizacao-para-bc-receber-depositos-voluntarios/
governo reduzirá meta de inflação
http://www.infomoney.com.br/economia/governo-tende-a-reduzir-meta-de-inflacao-de-2024-para-3-dizem-fontes-a-bloomberg/
dóleta foi a 4.95 agora.
valha me meu são patinhas
Nesse mês o FED aumentou (pouco) a taxa de juros sobre o excesso de reservas (IOER), por que ele fez isso? Tem algum impacto relevante?
Socorro Leandro!
Não é bajulação, mas já enviei mais de 20 mensagens para instituições financeiras, educadores financeiros (não esses “patrocinados”) e ninguém responde minhas duas perguntas! Tenho certeza de que o Leandro sabe!
1- A Selic mais elevada protege o poder de compra do Real?
2- E se tudo virar Real Digital? Isso terá efeito sobre o poder de compra do Real?
Socorro Leandro!
E muito obrigado!
Juros de 2 anos e 10 anos do Brasil inverteu..
br.investing.com/rates-bonds/brazil-2-year-bond-yield
br.investing.com/rates-bonds/brazil-10-year-bond-yield
Chances de recessão ano que vem subiram. Para quem diz que era só furar o teto, o malabarismo mental vai ser forte
Pessoas, alguém sabe quais eram as taxas de juros, em números exatos, praticados no início do século XX nos EUA?
Nesse artigo, os juros são mostrados de 1798 até agosto de 2020, todavia não é possível ver quais eram os juros exatos. Procurei no FRED e não achei dados mais antigos.
Interessante que esse fenômeno de juros mais altos nos EUA foi mais recente, após a criação do Fed. Antes, os juros eram bastante baixos, convivendo com vários anos de deflação de preços.
Dólar continua sendo moeda internacional?
Na crise de 2008 tinha gente por aqui jurando que o dólar perderia o protagonismo, e erraram feio.
Sou precavido. Acho que vou apostar contra o dólar então.
Para melhorar produtividade no brasil?
http://www.gazetadopovo.com.br/economia/produtividade-o-que-brasil-precisa-fazer-crescer-mais-rapido/?utm_source=facebook&utm_medium=midia-social&utm_campaign=gazeta-do-povo&fbclid=IwAR0ZBeaTioNjKQFyR0YwWp5HJw29tjF8BqKr3SEpxZFLh4KkXqQ7MjfAr2w
O que seria a “teoria do milkshake” e qual seria a análise austríaca acerca dessa teoria?
Áaaaaaaaaeeeee
Dxy indo a 108.17
Dolar a 5.37
Usdbrl/ dxy 49.0
O reeca ta se segurando apesar de tudo
Leandro,
Tempos atrás você mencionou que vem acompannhando frequentemente os agregados monetários do Brasil para verificar como ficaria o real perante o dólar.
Não sei se esse acompanhamento tem sido possivel devido a greve do Bacen. Mas, cado tenha sido possível, dá para estimar se foi um aumento da oferta monetária nos últimos meses que pode ter contribúido para essa desvalorização do real nas ultimas semanas ou isso seria mais obra da valorização mundial do dólar (vista pelo DXY)?
Quais indicadores você costuma olhar nesse acompanhamento e onde encontrá-los?
Uma pergunta: quando um exportador vende seus produtos, ele ganha em dólares. Ele, na prática, se torna dono de uma conta no exterior, certo? Aí, quais são as opções que ele tem à disposição para fazer com esses dólares? Se ele vender para o Banco Central, o BACEN cria dinheiro do nada e dá pra ele? Como funciona isso?