O atual estágio do ensino de economia e ciências sociais no Brasil é desolador. O keynesianismo e o marxismo são dominantes. Nas ciências sociais, abilolados conceitos marxistas, como o “valor-trabalho” e a “mais-valia” — e a inevitável “teoria de exploração”, que é derivada destes dois primeiros — permeiam todas as disciplinas, as quais condenam o livre mercado de trocas voluntárias e fazem apologia ao estado, que é visto como uma instituição benevolente e essencial para reparar injustiças sociais.
Na economia, todos os dias, milhares de alunos vão para as salas de aulas perder preciosas horas de sua vida ouvindo “professores” keynesianos ensinarem teorias que não fazem o mínimo sentido, e que mais se parecem com propagandas soviéticas que exortam o dirigismo estatal da economia. Todas essas teorias já totalmente refutadas pelos economistas da Escola Austríaca de Economia.
A maioria dos alunos aceita passivamente estes “ensinamentos” e conclui suas formações sabendo literalmente menos do que sabiam quando ingressaram no curso, já que as teorias aprendidas desvirtuam — e esse é justamente o objetivo — até mesmo o bom senso mínimo necessário para rejeitar todo o besteirol acadêmico.
Mas alguns alunos percebem que há algo de muito errado em tudo isso, e correm atrás de respostas que sejam ao menos condizentes com a lógica. Muitos desses alunos acabam encontrando a Escola Austríaca por meio de sites como o do Mises Brasil e outros.
Um fenômeno interessante é que estes estudantes organizam por conta própria palestras sobre a Escola Austríaca em suas faculdades, e o Mises Brasil já está tendo dificuldades em atender a todos os pedidos que recebe para enviar membros e acadêmicos ligados ao Instituto para palestrar. Embora o conteúdo disponível seja o suficiente para uma sólida formação autodidata — agora complementada pelos cursos on-line –, há uma carência por uma forma sistemática de estudo.
Na completa ausência de um curso superior austríaco, o Mises Brasil, em conjunto com o Estudantes Pela Liberdade, está agora oferecendo uma parceria a esses bravos alunos que não estão apenas atrás de um diploma, pois também querem realmente aprender. Grupos de estudos de Escola Austríaca que se formarem com um mínimo de membros e planejamento, receberão guias, apostilas e livros. Para dar início à parceria após a formação de um grupo, preencha as informações abaixo.
A internet quebrando mais um paradigma. A forma de aprendizado e educação está sendo rapidamente modificada.
Não tenho disponibilidade para organizar um grupo, mas gostaria sim, e muito, de participar de um. Estou meio perdido no meio dos keynesianos/estatistas/comunistas… e não sei por onde começar. Parabéns ao IMB 🙂
O próximo passo será dado quando o instituto tiver condições de criar uma espécie de prova certificadora em economia. Assim os interessados em aprender economia podem se preparar e mostrar que realmente aprenderam perante o mercado de trabalho.
Vejo que isso seria possível ser testado agindo em conjunto com instituições como Anbima e Apimec, criando um banco de questões para o conteúdo de economia dos exames CGA e CNPI.
Dos diversos seminários que participei, e das insistentes conversas com os acadêmicos das áreas das humanas chego a uma impressão: A tradição liberal no Brasil é desconhecida ou ignorada.
Enquanto acadêmico de Ciências Sociais, sinto na pele essa impressão.
Quando me anuncio como liberal, duas são as reações: a) primeiro o susto, afinal, nas academias brasileiras fazer ciências sociais e ser socialista é uma e a mesma coisa; b) tenho que ficar me justificando, e tentando (em vão) dizer que não sou mau, não quero fuder com todo mundo, não tenho o menor desejo de ficar sacaneando com as pessoas.
Em resumo, não consigo fazer qualquer debate, em alto nível, sobre o pensamento liberal.
Já me conformei… se desejo discutir sobre o pensamento liberal, o farei apenas com os livros…
Também não tenho um grupo ou pessoas próximas interessadas,porém gostaria imensamente
de participar. Se houver a possibilidade, quais procedimentos para este intento.
Brasília, presente.
escolaaustriacadf.blogspot.com.br
Não conheço ninguém por perto que estude ou sequer conheça a Escola Austríaca.
Vocês poderiam divulgar os grupos, na medida em que eles forem surgindo, por cidade. O que acham? Assim fica mais fácil para ingressar em um. Fica a sugestão. Aposto que tem muita gente na minha situação, já que a maioria conheceu a EA pelo site. Mas a iniciativa é ótima, antes que eu esqueça de elogiar. PARABÉNS!
Não é um grupo de estudos, pelo menos por enquanto, mas quem se interessar em ler artigos libertários sobre arquitetura e urbanismo, mais especificamente sobre economia espacial, estamos traduzindo e publicando artigos sobre o tema aqui: arquiteturadaliberdade.wordpress.com/
Gostaria muito de participar do Grupo de Estudos. Porém, venho me valendo dos ensinamentos da Escola Austríaca faz pouco tempo, de modo que não me vejo habilitado, pelo menos neste momento, a comandar o grupo de estudos.
Seria interessante que informassem como seria o funcionamento dos encontros, pois do conhecimento que tenho dos grupos de estudos na minha área de atuação – direito – o organizador é quem toma a iniciativa das atividades (normalmente indica-se algum livro para leitura e nos encontros debate-se sobre o seu conteúdo). Por isso minha indagação sobre o procedimento a ser aplicado.
Acredito que para mim o tempo não será um empecilho, mas sim achar pessoas para formarem o grupo.
Pq não criar um fórum aqui neste mesmo site?
Fui ao debate em Brasília na Livraria Cultura no dia 20 de abril de 2013. Fiquei muito admirada com o número de espectadores. Imaginei que a sala fosse ficar praticamente vazia por três motivos: economia é um tema chato, EA representa um pequeno grupo entre as escolas de pensamento econômico e Brasília deve ter muita gente pouco entusiasmada com as ideias austríacas. Achei muito legal quando vi que a sala estava bem povoada. Eu mandei um e-mail para todos os colegas de trabalho, mas nenhum compareceu, infelizmente.
Espero que esses grupos de estudo e divulgação continuem crescendo. Vai ser difícil quebrar o paradigma, mas acho que a EA tem todas as ferramentas necessárias para atrair cada vez mais seguidores.
Se tiver algum grupo formado em Brasília, eu gostaria de participar. Especialmente, se for um grupo que pretende usar o conhecimento econômico de forma mais prática (consultoria de empresas, aplicações financeiras, etc.). Senti muito falta disso durante o curso de graduação.
Também sinto falta de um debate de economia brasileira sobre a perspectiva austríaca. Os poucos trabalhos dos nossos bravos cientistas se concentram especialmente em teoria (ciclos, moeda, etc). Contudo, existe um vácuo altamente explorável no tocante a conjuntura brasileira.
Gostaria de formar um grupo com o objetivo simplesmente de estudar grandes “obras”. De cabo a rabo, discutindo, entendendo. Assim como FHC, Francisco de Oliveira, Ruth Cardoso e outros, se reuniam semanalmente para se debruçar sobre “O Capital”.
Essa estratégia é boa, não só para entender melhor a teoria, mas cultivar lideranças (intelectuais e políticas) na escola austríaca brasileira.
Uma verdadeira ‘divina providência’. Ótima iniciativa da ILMB, Fernando!
O grupo precisa, necessariamente, ser presencial ou pode ser na forma de grupo online?
Até gosto muito dos conceitos de economia, mas como estudante de pedagogia fica difícil viabilizar um grupo de estudos da escola austríaca na minha área. Seria mais interessante autores mais teóricos e não econometrias.
Estudei e me formei na década de 90 em Ciencias Economicas na Ufpr.
Confesso que nao fui dos alunos mais aplicados porem uma coisa é fato durante meu curso recebi muita informacao sobre Marx e Keynes. Tive duas ou tres disciplinas que o ano inteiro foi praticamente Marx. somente depois que sai da faculdade fiquei conhecendo outras teorias ou doutrinas economicas. em relacao a escola austriaca durante o curso no maximo foi mencionada que existiu sequer foi aprofundado o estudo. portanto é fato que o conteudo programático do curso é orientado ideologicamente, o que é uma pena
Pq a demora pra criar uma aba “Fórum” aí em cima, meu Deus??!
Infelizmente não há ninguem aqui que estude sobre a escola austriaca em goiania pelo menos não que eu saiba
Também gostaria bastante de participar de algum dos grupos
A ideia foi concretizada? Os grupos de estudos foram montados? Sou aqui de SP/Capital e gostaria de saber se há algum grupo se reunindo nos moldes propostos. Sou formado em economia pelo Mackenzie e tive contato com a EA apenas pelo Mises.org e leituras indicadas.
Acho que não. Montamos um por aqui e não foi pra frente… Nunca recebemos material do IMB nem do EPL. Não que isso seja um problema muito grande, já uqe há grupos de sucesso que tb não receberam nada…