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O que os nazistas copiaram de Marx

Nota do Editor:

Os marxistas, incapazes de refutar as ideias de seus adversários e incapazes até mesmo de validar as suas próprias ideias, se fundamentaram no polilogismo para levar adiante sua ideologia.

Em poucas palavras, o polilogismo é a crença de que há uma variedade de formas de lógica, que estão subdivididas de acordo com as características de grupos humanos. É uma crença inerentemente racista. Esse polilogismo foi a base sobre a qual se assentou e avançou o nazismo alemão, provocando consequências devastadoras sobre o povo judeu.

Hoje, quase 80 anos após a queda do regime nazista, o antissemitismo ganhou novo fôlego, em especial entre os adeptos da ideologia marxista. Os ataques terroristas do dia 7 de outubro e a posterior guerra entre Israel e Gaza na Faixa de Gaza foram o estopim para esse aumento do antissemitismo no Brasil. Falas do presidente Lula pioraram a situação.

No artigo a seguir, Mises combate o polilogismo e denuncia sua origem. “Trata-se da substituição da razão e da ciência pela superstição. É a mentalidade característica de uma era caótica”.

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O marxismo afirma que a forma de pensar de uma pessoa é determinada pela classe a que pertence. Toda classe social tem sua lógica própria. Logo, o produto do pensamento de um determinado indivíduo não pode ser nada além de um “disfarce ideológico” dos interesses egoístas da classe à qual ele pertence.  

A tarefa de uma “sociologia do conhecimento”, segundo os marxistas, é desmascarar filosofias e teorias científicas e expor o seu vazio “ideológico”. A economia seria um expediente “burguês” e os economistas são sicofantas do capital. Somente a sociedade sem classes da utopia socialista substituirá as mentiras “ideológicas” pela verdade.

Este polilogismo, posteriormente, assumiu várias outras formas. O historicismo afirma que a estrutura lógica da ação e do pensamento humano está sujeita a mudanças no curso da evolução histórica.O polilogismo racial atribui a cada raça uma lógica própria.

O polilogismo, portanto, é a crença de que há uma multiplicidade de irreconciliáveis formas de lógica dentro da população humana, e estas formas estão subdivididas em algumas características grupais.

Os nazistas fizeram amplo uso do polilogismo. Mas os nazistas não inventaram o polilogismo. Eles apenas criaram seu próprio estilo de polilogismo.

A lógica da mente

Até a metade do século XIX, ninguém se atrevia a questionar o fato de que a estrutura lógica da mente era imutável e comum a todos os seres humanos. Todas as interrelações humanas são baseadas nesta premissa de que há uma estrutura lógica uniforme. Podemos dialogar uns com os outros apenas porque podemos recorrer a algo em comum a todos nós: a estrutura lógica da razão.

Alguns homens têm a capacidade de pensar de forma mais profunda e refinada do que outros. Há homens que infelizmente não conseguem compreender um processo de inferência em cadeias lógicas de pensamento dedutivo. Mas, considerando-se que um homem seja capaz de pensar e trilhar um processo de pensamento discursivo, ele sempre aderirá aos mesmos princípios fundamentais de raciocínio que são utilizados por todos os outros homens.  

Há pessoas que não conseguem contar além de três; mas sua contagem, até onde ele consegue ir, não difere da contagem de Gauss ou de Laplace. Nenhum historiador ou viajante jamais nos trouxe nenhuma informação sobre povos para quem A e não-A fossem idênticos, ou sobre povos que não conseguissem perceber a diferença entre afirmação e negação. Diariamente, é verdade, as pessoas violam os princípios lógicos da razão. Mas qualquer um que se puser a examinar suas deduções de forma competente será capaz de descobrir seus erros.

Uma vez que todos consideram tais fatos inquestionáveis, os homens são capazes de entrar em discussões e argumentações. Eles conversam entre si, escrevem cartas e livros, tentam provar ou refutar. A cooperação social e intelectual entre os homens seria impossível se a realidade não fosse essa. Nossas mentes simplesmente não são capazes de imaginar um mundo povoado por homens com estruturas lógicas distintas entre si ou com estruturas lógicas diferentes da nossa.

Surge Marx

Mesmo assim, durante o século XIX, este fato inquestionável foi contestado. Marx e os marxistas, entre eles o “filósofo proletário” Dietzgen, ensinaram que o pensamento é determinado pela classe social do pensador. 

O que o pensamento produz não é a verdade, mas apenas “ideologias”. Esta palavra significa, no contexto da filosofia marxista, um disfarce dos interesses egoístas da classe social à qual pertence o pensador. Por conseguinte, seria inútil discutir qualquer coisa com pessoas de outra classe social.  

Não seria necessário refutar ideologias por meio do raciocínio discursivo; ideologias devem apenas ser desmascaradas, denunciando a classe e a origem social de seus autores. Assim, os marxistas não discutem os méritos das teorias científicas; eles simplesmente revelam a origem “burguesa” dos cientistas.

Os marxistas se refugiam no polilogismo porque não conseguem refutar com métodos lógicos as teorias desenvolvidas pela ciência econômica “burguesa”; tampouco conseguem responder às inferências derivadas destas teorias, como as que demonstram a impossibilidade prática do socialismo. 

Dado que não conseguiram demonstrar racionalmente a validade de suas idéias e nem a invalidade das idéias de seus adversários, eles simplesmente passaram a condenar os métodos lógicos. O sucesso deste estratagema marxista foi sem precedentes. Ele se tornou uma blindagem contra qualquer crítica racional à pseudo-economia e à pseudo-sociologia marxistas. Ele fez com que todas as críticas racionais ao marxismo fossem inócuas.

Foi justamente por causa dos truques do polilogismo que o estatismo conseguiu ganhar força no pensamento moderno.

O polilogismo é incoerente

O polilogismo é tão inerentemente sem sentido, que é impossível levá-lo consistentemente às suas últimas consequências lógicas. Nenhum marxista foi corajoso o suficiente para derivar todas as conclusões que seu ponto de vista epistemológico exige. O princípio do polilogismo levaria à inferência de que os ensinamentos marxistas também não são objetivamente verdadeiros, mas sim apenas afirmações “ideológicas”. Mas isso os marxistas negam. Eles reivindicam para suas próprias doutrinas o caráter de verdade absoluta.  

Dietzgen ensina que “as idéias da lógica proletária não são idéias partidárias, mas sim o resultado da mais pura e simples lógica”. Ou seja, a lógica proletária não é “ideologia”, mas sim lógica absoluta. Os atuais marxistas, que rotulam seus ensinamentos de sociologia do conhecimento, dão provas de sofrerem desta mesma inconsistência. 

Um de seus defensores, o professor Mannheim, procura demonstrar que há certos homens, os “intelectuais não-engajados”, que possuem o dom de apreender a verdade sem serem vítimas de erros ideológicos. Claro, o professor Mannheim está convencido de que ele mesmo é o maior dos “intelectuais não-engajados”. Você simplesmente não pode refutá-lo. Se você discorda dele, você estará apenas provando que não pertence à elite dos “intelectuais não-engajados”, e que seus pensamentos são meras tolices ideológicas.

Os nazistas copiaram a lógica

Os nacional-socialistas alemães tiveram de enfrentar o mesmo problema dos marxistas.  

Eles também não foram capazes nem de demonstrar a veracidade de suas próprias declarações e nem de refutar as teorias da economia e da praxeologia. Consequentemente, eles foram buscar abrigo no polilogismo, já preparado para eles pelos marxistas.  

Sim, eles criaram sua própria marca de polilogismo. A estrutura lógica da mente, diziam eles, é diferente para cada nação e para cada raça. Cada raça ou nação possui sua própria lógica e, portanto, sua própria economia, matemática, física etc. Porém, não menos inconsistente do que o Professor Mannheim, o professor Tirala, seu congênere defensor da epistemologia ariana, declara que as únicas lógica e ciência verdadeiras, corretas e perenes são as arianas.  

Aos olhos dos marxistas, Ricardo, Freud, Bergson e Einstein estão errados porque são burgueses; aos olhos dos nazistas, estão errados porque são judeus. Um dos maiores objetivos dos nazistas é libertar a alma ariana da poluição das filosofias ocidentais de Descartes, Hume e John Stuart Mill. Eles estão em busca da ciência alemã arteigen, ou seja, da ciência adequada às características raciais dos alemães.

Como hipótese, suponhamos que as capacidades mentais do homem sejam resultado de suas características corporais. Sim, não podemos demonstrar a veracidade desta hipótese, mas também não é possível demonstrar a veracidade da hipótese oposta, conforme expressada pela hipótese teológica. Somos forçados a admitir que não sabemos como os pensamentos surgem dos processos fisiológicos. Temos vagas noções dos danos causados por traumatismos ou por outras lesões infligidas em certos órgãos do copo; sabemos que tais danos podem restringir ou destruir por completo as capacidades e funções mentais dos homens. Mas isso é tudo. 

Seria uma enorme insolência afirmar que as ciências naturais nos fornecem informações a respeito da suposta diversidade da estrutura lógica da mente. O polilogismo não pode ser derivado da fisiologia ou da anatomia, e nem de nenhuma outra ciência natural.

Nazistas e marxistas têm o mesmo problema

Nem o polilogismo marxista e nem o nazista conseguiram ir além de declarar que a estrutura lógica da mente é diferente entre as várias classes ou raças. Eles nunca se atreveram a demonstrar precisamente no quê a lógica do proletariado difere da lógica da burguesia, ou no quê a lógica ariana difere da lógica dos judeus ou dos ingleses.  

Rejeitar a teoria das vantagens comparativas de Ricardo ou a teoria da relatividade de Einstein por causa das origens raciais de seus autores é inócuo. Primeiro, seria necessário desenvolver um sistema de lógica ariana que fosse diferente da lógica não-ariana. Depois, seria necessário examinar, ponto a ponto, estas duas teorias concorrentes, e mostrar onde, em cada raciocínio, são feitas inferências que são inválidas do ponto de vista da lógica ariana mas corretas do ponto de vista não-ariano. E, finalmente, seria necessário explicar a que tipo de conclusão a substituição das erradas inferências não-arianas pelas corretas inferências arianas deve chegar.  

Mas isso jamais foi e jamais será tentado por ninguém. O professor Tirala, um loquaz defensor do racismo e do polilogismo ariano, não diz uma palavra sobre a diferença entre a lógica ariana e a lógica não-ariana. O polilogismo, seja ele marxista ou nazista, jamais entrou em detalhes.

O polilogismo possui um método peculiar de lidar com opiniões divergentes. Se seus defensores não forem capazes de descobrir as origens e o histórico de um oponente, eles simplesmente o rotulam de “traidor”. Tanto marxistas quanto nazistas conhecem apenas duas categorias de adversários: os alienados — sejam eles membros de uma classe não-proletária ou de uma raça não-ariana — estão errados porque são alienados; e os opositores que são de origem proletária ou ariana estão errados porque são traidores.  

Assim, eles levianamente descartam o incômodo fato de que há divergências entre os membros daquela que dizem ser sua classe ou sua raça.

Contradições nazistas

Os nazistas gostam de contrastar a economia alemã com as economias judaicas e anglo-saxônicas. Mas o que chamam de economia alemã não difere em nada de algumas tendências observadas em outras economias. A economia nacional-socialista foi moldada tendo por base os ensinamentos do genovês Sismondi e dos socialistas franceses e ingleses. Alguns dos mais velhos representantes desta suposta economia alemã apenas importaram idéias estrangeiras para a Alemanha. Frederick List trouxe as idéias de Alexander Hamilton à Alemanha; Hildebrand e Brentano trouxeram as idéias dos primeiros socialistas ingleses. A economia alemã arteigen é praticamente igual às tendências contemporâneas observadas em outros países, como, por exemplo, o institucionalismo americano.

Por outro lado, o que os nazistas chamam de economia ocidental — e, portanto, artfremd [estranho à raça] — é em grande medida uma conquista de homens a quem nem mesmo os nazistas podem negar o termo ‘alemão’. Os economistas nazistas gastaram muito tempo pesquisando a árvore genealógica de Carl Menger à procura de antepassados judeus; não conseguiram. É um despautério querer explicar o conflito que há entre, de um lado, a genuína teoria econômica e, de outro, o institucionalismo e o empiricismo histórico como se fosse um conflito racial ou nacional.

Conclusão

O polilogismo não é uma filosofia ou uma teoria epistemológica. É apenas uma postura de fanáticos de mentalidade estreita que não conseguem conceber que haja pessoas mais sensatas ou mais inteligentes que eles próprios. 

Tampouco é o polilogismo algo científico. Trata-se da substituição da razão e da ciência pela superstição. É a mentalidade característica de uma era caótica.

 

Artigo extraído do livro Omnipotent Government: The Rise of Total State and Total War, originalmente publicado em 1944.

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Leia também: 

Por que o comunismo não é tão odiado quanto o nazismo, embora tenha matado muito mais?

Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário 

Afinal, os nazistas eram capitalistas, socialistas ou “terceira via”?

 

*Este artigo foi originalmente publicado em 6 de junho de 2020.

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125 comentários em “O que os nazistas copiaram de Marx”

  1. Burgues Conservador

    Então poligolismo é o que certos filósofos de meia tigela andam fazendo nos fóruns desse sitio, Mises sempre fazendo a minha cultura aumentar. Ele, como sempre, destruindo o Marxismo sem misericódia.

  2. Nossa isso é um perigo do caramba, isso abre as portas para uma ditadura, em vez de refutar uma teoria eu simplesmente ataca a pessoa.
    Por isso acredito que Marxismo deveria ser tão perigoso quanto o nazismo, atualmente em muitos países é proibido trocar idéias nazistas, inclusive no Brasil um autor de um livro foi preso. Eu sei que vai contra a ideia de liberdade, Mas porque proíbem o nazismo e não proíbem o Marxismo?

  3. É interessante notar que a grande maioria dos teóricos marxistas não tinham nada de proletário. Marx era filho de um notório advogado, Engels era industrial, Georg Lukács era filho do maior banqueiro da Hungria…. Porque os principais representantes da “ciência proletária” não eram proletários?

  4. Ciências Humanas é foda… Todo tipo de charlatanismo vinga nessa área!

    Uma das forma de polilogismo adotadas hoje em dia é o ecoterrorismo.

    Qualquer evidência científica contrária a teorias de aquecimento global são tidas, aprioristicamente, como NEGACIONISTAS do aquecimento global e portanto contra os interesses da humanidade. E olha que o próprio método científico consiste primeiro na elaboração das hipóteses sobre determinado fenômeno e depois a tentativa de destruí-las ou 1)pela inspeção de algum absurdo na lógica interna ou 2)pela confrontação com a realidade.

    Uma curiosidade: seria realmente o marxismo a ideologia que inaugurou o polilogismo?

    Eu tenho sérias dúvidas que esse pessoal conseguisse inventar até mesmo isso…

    Particularmente eu acredito que essa “tecnologia social” deve ter sido criada nas sociedades politeístas, com deuses rivais e consequentemente sociedades fragmentadas.

  5. Pensador de esquerda

    Ainda é cedo para enterrarem Marx. Se sua filosofia ainda está vivíssima é porque ela ainda não foi compreendida.
    O fato de o comunismo falhar na URSS, Camboja, China e Coreia do Norte não quer dizer nada. A análise de Marx sobre a luta de classes é a melhor visão pra se entender a História. Vejam o exemplo da terrível revolução industrial:

    Os ingleses, desde o século XIV estavam retirando os camponeses da terra a fim transformá-la em pasto para ovelhas enquanto a indústria têxtil começava a ganhar vulto. Negar que estes quase 90% da população, produtora autônoma de sua existência, teve suas terras expropriada e passaram séculos sendo doutrinados (as leis contra a vadiagem falam por mim) e convencidos a se deslocar até a propriedade de outrem para vender sua força de trabalho – única coisa que ainda lhes restavam… enfim, negar isso é falsear a história, e no Brasil, é colaborar com a miséria geral do nosso povo.

    Eu, um pensador (canhoto da mão, do pé e das ideias).

  6. Muito bom, finalmente entendi o significado de polilogismo.

    O texto cita Alexander Hamilton, que pelo que eu pesquisei foi economista da Escola America (que defendia o protecionismo) e ajudou a fundar o First Bank of United States, aparentemente o primeiro banco central que existiu no país. Há aqui no IMB algum artigo com uma análise crítica do pensamento da Escola Americana?

    Já li economistas estatistas afirmarem que o desenvolvimento econômico dos EUA, após independência, só foi possível com protecionismo e planejamento da economia. Seria bom ter uma refutação disto.

  7. Estamos chutando uma bruxa morta que já foi queimada no século passado, e o pior somos obrigados a continuar batendo nessa bruxa, sempre ao nos debatermos com algum marxista, já que com algum nazista ficaria mais difícil pois a mídia se encarregou de fazer o trabalho, você não vê nenhum nazista hoje em dia, fora exceções é claro.

    Mas com marxismo é mais difícil..

    Afinal estão aí, de plantão, os pensadores de esquerda…

  8. Nunca consegui dialogar até os pormenores da teoria marxista co pessoas de pensamento marxista. A conversa geralmente acaba comigo (e provavelmente com as demais pessoas) sendo chamado de nazista, fascista, cruel ou burguês.

  9. O marxismo tanto de Marx como de seus siscipulos é FRANCAMENTE uma EMPULHAÇÃO, um EMBUSTE de quinta que só engana indivíduos de sexta.

    Segundo Marx (pero no mucho) todo valor decorre da quantidade de trabalho, medido em tempo:
    …então um marceneiro mais lerdo tem seu produto com maior valor …que estupidez!
    …então uma tábua serrada em pequenos e inuteis pedaços disformes (só p/ lenha) tem maior valor que uma tábua inteira …que estupidez!

    Segundo Marx, o inventor da logica sem lógica, inexiste lógica pois que tudo é decorrente da classe do indivíduo, que não interpreta a natureza, mas a inventa segundo interesses da sua classe.

    …então, sendo Marx um integrante da classe dos bem nascidos jamais poderia interpretar o mundo pela “lógica” da classe dos proletários …que estupidez!
    – Trata-se de explicita contradição, strictu senso, mais uma entre as incontáveis que se encontra no besteirol marxista. E como não podia deixar de ser, contrariado com a flagrante estupidez em suas efetivas contradições, Marx inventou novo significado para a palavra “contradição” com que lhe podiam desmoralizar e, desta forma, passou a gritar as “contradições” do capitalismo como se este e não o seu estúpido besteirol contraditório sobre seu “socialismo científico” apresentasse contradições – contrastes ou diferenças viraram contradição. …que estupidez!

    Para Marx e marxistas um individuo, espontaneamente, oferecer seu trabalho para que este produza um bem para outro, que poderá retroca-lo mais adiante constitui-se uma exploração e uma “coisificação” (que ridícuiilo!) do trabalho …que horror! uma heresia!
    …contudopara os marxistas o governo COAGIR os trabalhadores para que cedam grande parte de seu trabalho a politicos e funcionários estatais é legitimo …mas que estupidez!

    Para Marx um homem propor um negócio em que ambas as partes se beneficiam é algo ilegitimo, uma exploração do homem pelo homem, dado que o valor dos bens e serviços decorrem da quantidade de trabalho.

    …mas é o próprio Marx que anui com a idéia de “a cada um segundo sua necessidade e de cada um segundo sua capacidade” e isso é a mais cabal defesa da exploração do homem pelo homem, onde o mais necessitado, por quaisquer motivos, mesmo que sua incapacidade, esta autorizado a ESTORQUIR dos mais capazes aquilo que necessita: ou seja, também para Marx o mérito decorre da necessidade e não da ação do individuo …mas que estupidez!

    Marx tinha interesse em tornar-se governante/politico, não tinha qualquer afinidade com a classe proletária/operária mas arvorava-se defensor desta como rufiões defendem putas (e as exploram) …que estupidez!

    Para Marx bastaria contratar um trabalhador e explora-lo para auferir a “mais valia” do trabalho deste fazendo do empreendedor um explorador sem mérito algum.
    …Mas quando os produtos encalham e o “explorador” os vendem (trocam) com prejuizo, seria o caso de dizer que os assalariados exploraram o empresário?
    Afinal, se dá lucro é porque houve exploração então se dá prejuizo também deve haver. Ora, se não há valor nem mérito no ação de investir e empreender, a existencia de prejuizo só poderá ser explicada pelo menor valor do trabalho dos assalariados …mas que estupidez! …marx e marxistas são imbecis absolutos! …é muita estupidez o besteirol que apregoam.

    MAS O MELHOR DE TUDO é Marx tentar escapar de suas asneiras, como sempre, através de asneira ainda maior, por EXEMPLO:
    Ao afirmar que todo valor decorre da quantidade de trabalho, a forma de aferir a quantidade é em tempo, mas cada individuo possui habilidade diferente e mesmo o próprio pode levar tempos diferentes para um mesmo produto. Então Marx defende que há um padrão de valor para os produtos …MAS QUEM ARBITRARIA O PADRÃO de QUANTIDADE DE TRABALHO SOCIALSMENTE NECESSÁRIO??? …seria o próprio marx? um balconista, um vendedor, um vigia, um médico e etc. como se arbitraria cientificamente a quantidade de trabalho??? …QUE IDIOTICE ABSURDA!!! ..e os infinitos modelos de produtos, como se aferiria a quantidade de trabalho?

    Há inúmeras questões que o besteirol marxista não possui resposta, posto que é um amontoado de asneiras estapafúrdias. Afinal, Marx era um POLÍTICO, atuava na politica com ambição de obter cargos …sua classe era a classe politica e sua estupida “lógica sem lógica” era apenas sua ideologia em ação a fim de justificar seus interesses egoístas e sobretudo safados. Afinal, era um pulha, vagabundo falastrão.

    O besteirol marxista se constitui de uma amontoado de afirmaçãoes estapafurdias e mesmo DESCONEXAS, um emaranhado de asneiras absurdas.

  10. Nietzsche, muito antes do marxismo se impor percebeu e falou do que se tratava:
    Algo assim: “O socialismo exige uma obediencia ao governo que jamais algum despota ousou imaginar”

    É de Nitzsche a percepção de que os socialistas são efetivos reacionários e obscurantistas. Nietzsche percebeu que as idéias socialistas se identificavam com os primórdios do feudalismo. Percebeu que a idéia socialista é uma mera defesa do totalitarismo governamemntal, um despotismo exponencial insano que exige a absoluta submissão da população à hierarquia estatal; com cortesãos, nobreza, realeza, puxa sacos e tudo mais.

    O socialismo é a exploração do homem pelo homem, isso é que se tem que falar a plenos pulmões.
    O valor do trabalho é subjetivo e dinamico.

  11. Eu pensei que esse texto fosse de Human Action. Não consegui abrir o link do livro citado no artigo.

    Certo dia, assistindo uma palestra sobre divisão do Pará em vários estados, uma professora de letras pediu o microfone para falar que a melhor forma de analisar um argumento era analisando a pessoa que fazia o argumento. Citou inclusive um filósofo famoso que não recordo o nome – provavelmente outro grande polilogista.

  12. Para chegar ao poder, Hitler teve de ter o apoio decisivo da União Soviética. Obedecendo a ordens de Moscou, o partido Comunista Alemão se recusou a fazer uma coalizão com os sociais democratas. Convém lembrar também que a primeira exigência que a União Soviética fazia desde 1919, quando o aprtido nacional-socialista ou nazista foi fundado, era de que tal empresa desse dinehiro aos chefões nazistas. O própio Holodomor ( en.wikipedia.org/wiki/Holodomor ) tinha por intenção não apenas exterminar milhões de ucranianos pela fome, mas também forçar uma depressão global, pela queda tremenda dos preços dos alimentos, provocada pela oferta de grãos roubados de camponeses da então URSS, principalmente do Cazaquistão e da Ucrânia.

  13. Caros,

    Interessante perceber que os comentários optaram por orbitar o marxismo/nazismo…
    Em minha limitada análise não eh isso do que o texto trata. Pelo menos nao em suas entrelinhas.

    Apesar do excelente texto tratar objetivamente do polilogismo, sua inerente inconsistência lógica, temperada magistralmente com os sofismas pseudo-libertarios do Marxismo e Nazismo, o que me chamou a atenção nao foi a excelente aula de “desmascaramento” dos enrustidos sofistas modernos travestidos de ideologias libertárias no caso do Marxismo, ou do esdrúxulo alvará nacionalista promovido pelo pensamento nazista.

    Sem dúvida que o artigo trata de forma absolutamente irrepreensível o Polilogismo que “per si” já seria o suficiente para o questionamento de uma argumentacao, ou seja: corrobar lógica cognitiva com base em berço social ou DNA eh, no mínimo, leviano… Todo o raciocinio doravante ja deveria ser absorvido com restrições. Seja o Marxismo ou o Nazismo, independente da logica cognitiva que aponte, por base polilogista, ja demanda o princípio da cautela e suas reservas.

    De qualquer forma, novamente, parabens pelo artigo, suas explicacoes e aprofundamentos racionais.
    Simplesmente nada a adicionar…

    Porém…
    Esperava que os comentários dos leitores rapidamente ultrapassassem o Polilogismo e seus expoentes apontados.
    Me pareceu que os comentarios giraram em “mais do mesmo”. No popular, chover no molhado.

    Esperava ainda que houvessem abordagens mais profundas sobre o que julgo ser, o real motivo da publicação da postagem: inconsistência total de argumentação promovida por pensamentos antagônicos a Escola Austriaca.

    Me perdoem a inadvertida petulância, mas o artigo (pelo menos esta esta publicacao no site), me pareceu ter um viés mais “semeador” do que professoral: abrir os “olhos e ouvidos” das táticas pouco fundamentadas daqueles que por falta de argumentos, desmotivam os entusiastas das ideias austriacas com lógica reversa, digna dos melhores sofistas gregos.

    Seja pelas derrotas históricas desse pensamentos, seja pela inconsistência de seus fundamentos, me admira que tenham sido gerados tantos comentários em cima disso. Notem bem, não estou aqui questionando a legitimidade de discutir esses conceitos, mas me pareceu que o texto foi tão extensivamente abordado, como uma forma bastante simpática (e porque nao dizer bastante elegante), de “adentrar” em uma outra perspectiva: a aversão de outras Escolas Econômicas ao pensamento da Escola Austríaca.

    Ou seja: certos pensamentos sao tao esclarecedores e obvios que passam a ser perigosos e dignos de retaliacao.
    Eh o caso da Escola Austriaca e seus pressupostos: de tão cristalina, deve ser combatida seja com que for o argumento ou mesmo sua falta.

    Eventualmente possa estar errado, claro.
    Mas me ocorreu que o elemento motivador para a postagem (suponho tenha sido do Leandro), não foi nos brindar apenas com o excelente recorte do livro de Mises. Eventualmente, ate mesmo a redação original no livro não tenha como motivo principal o detalhamento academico das bases polilogistas do Marxismo e do Nazismo.

    Em minha avaliacao, tanto a redacao original de Mises, como sua atual publicacao no site tem a profícua e elegante finalidade de desnudar a aversão de muitos economistas e suas “escolas”, ao pensamento requintado e bem concatenado de Mises e dos austriacos.

    Minha mãe chamaria isso de tapa de pelica. Já meu pai mais aguerrido, chamaria de táticas de contra-reacao 🙂

    Independente dos motivos ( se eh que são esses por mim ventilados), uma coisa me parece certa: a Escola Austriaca e seus pressupostos macro-economicos parecem que continuam a ser questionados por mentalidades pequenas e mesquinhas que por falta de argumentos melhores persistem em negar esses fudamentos com base em ladainhas recheadas de sofisma.

    A falta de argumentacao dos adversarios da Escola Austriaca eh tamanha, que optam por medidas desesperadas e desprovidas de logica tal qual o Marxismo e o Nazismo o fizeram de forma tão… polilogista. Os sofistas gregos me parece terem melhor tino intelectual.

    Retomando o raciocínio: porque ninguem aqui comentou esse prisma que me pareceu ser o “pano de fundo” desta postagem?

    Nada contra em discutir os pontos eventualmente positivos ou negativos do Marxismo e Nazismo. Apenas acredito que a discussao seja o destempero intelectual e falta de propriedade que de forma tao contumaz os adversarios do pensamento vanguardista vem perpetrando.

    Nao que essa forma Neandertal de argumentacao seja prerrogativa apenas dos adversarios de Mises. Bom se fosse…

    Mas sinceramente não vi “motivos” para tanta explanação (seja do artigo original, seja desta nova postagem), não fosse uma velada critica ao raciocinio bovino impetrado por intelectuais comprometidos com suas conveniências acadêmicas em detrimento do esforço que envolve ver o “novo” como algo pelo menos digno de consideração.

    Inteligente e muito elegante foi a forma de abordar a questao. Porem de tão sutil, todos passamos a discutir a métrica do samba em vez de aprofundarmos na afiada, sutil e velada critica nas entrelinhas da poesia…

    Confere Leandro?

    Em tempo: nao preciso gostar da Escola Austriaca.
    Mas por forca de coerencia nao posso deicar de admirar sua lógica e pressupostos fundamentados.

    Perdao pelos eventuais erros de acentuacao.
    Coisas de iPad.

    Saudacoes socráticas,

    Ari

  14. Percebo sempre no discurso dos marxistas uma tentativa inescrupulosa de desqualificar o empreendedor ou o empresário e sempre colocando o funcionário/trabalhador no papel de vítima. Na época das caçadas pela sobrevivência como viveria um marxista?

  15. “Dessa forma de comunismo ainda grosseiro”. Como se existisse um “comunismo muito fino”… Comunismo não passa de uma forma forçada de ver o mundo, onde o rabo balança o cachorro. Do mais, Marx tem até hoje o respeito do mundo acadêmico porque existem interesses maiores que ele esteja certo. É um totalitarismo justificado; profissionalizado.

  16. Paulo Junqueira da Costa

    Excelente artigo, como muitos constantes neste site. Este “pensamento coletivo” é latente em nossas terras. Negam com todas as forças qualquer realidade que vá contra o pensamento do partido. Segregadores por definição, tanto marxistas quanto nazistas (e fascistas também). 1984 em curso?

    Sobre a etimologia da palavra “polilogismo”, algum colega poderia ajudar? Ao que me parece é um neologismo criado para explicar o conceito, que foi bem explicado pelo artigo. É uma palavra de origem estrangeira?

    Abraço a todos.

  17. Sem querer trollar, mas este site tem um compêndio de críticas ao pensamento libertário e muitas delas me parecem fazer sentido – inclusive há vasta literatura indicada:

    world.std.com/~mhuben/faq.html

  18. Este artigo não tem nada a ver. Está todo escrito sobre uma lógica burguesa não-ariana; por isso o autor não é capaz de entender como funciona o polilogismo e porque este pensamento binário de inferências válidas e inválidas não funcionam para refutar o polilogismo. Se o autor não tivesse uma ideologia burguesa não-ariana veria claramente porque o polilogismo é mais que lógico.

  19. Li na wikipedia que até Auguste Comte disse “Tudo é relativo, eis o único princípio absoluto”.

    Relativismo auto refutante e autoritário, pois anula o raciocínio exceto de quem afirma.

    pt.wikipedia.org/wiki/Comte

    O polilogismo reflete exatamente o que eu chamo de chaveamento, ON/OFF.

    A verdade existe – ON, a verdade não existe – OFF.

    ON – São dogmáticos enquanto doutrinam novos convertidos.

    OFF – São relativistas quando começam a ser refutados.

    Quem entrega seu carro ao mecânico que diz que não importa a forma de consertá-lo?

    E quem entrega a direção de um país a alguém que não sabe o resultado de uma revolução?

    Sofismas em nível máximo.

  20. Mises como sempre uma leitura deliciosa, esclarecedora e edificante. Não deixem de ler “Análise Dialética do Marxismo” de Mário Ferreira dos Santos.

  21. Emerson Luis, um Psicologo

    Todos os coletivistas defendem o polilogismo. Por exemplo, se um homem critica o feminismo, as feministas replicam que ele não tem autoridade ou capacidade para analisar essa ideologia porque ele não é uma mulher; mas se uma mulher critica o feminismo, elas a acusam de ser alienada ou traidora do seu gênero.

    * * *

  22. O marxismo afirma que a forma de pensar de uma pessoa é determinada pela classe a que pertence… Tá mais do que explicado então… No Brasil a ignorância reina absolutamente…

  23. Infelizmente o socialismo é muito sedutor, quando não atrai pela ideia do fim da desigualdade social e por pensar no pobre, ele atrai pelo cientificismo.

    Acaba sendo uma lógica que cientistas e pessoas inteligentes nas áreas técnicas possuem facilidade de aceitar, quando olham o mundo como é atualmente, pensam que o planejamento científico correto das instituições corrigiriam os problemas, olham o mundo como um caos anárquico.

    Eu falo isso porque já acreditei na ideia do planejamento central inteligente, mesmo nunca tendo apoiado o comunismo.

  24. Um exemplo é a piada racista do William Waack, que tenta colocar as coisas erradas de acordo com raça ou classe social.

    O racismo é pregado quase todos os dias pela imprensa, fazendo matérias que chamam as pessoas pela raça ou pela classe social.

    A esquerda sempre ignorou indivíduos, resultando em matérias jornalísticas que nem falam o nome do indivíduo. Eles chamam as pessoas pelo nome da classe e esquecem que as pessoas possuem nomes.

    Eles sempre taxaram as pessoas pela raça ou classe social, esquecendo completamente as características próprias de cada indivíduo.

  25. EIS QUE SURGE NO CENÁRIO O XICINISMO, XI JINPICARETA NÃO SE FEZ DE ROGADO E ESTÁ BARBARIZANDO MAIS QUE NUNCA, VAI DAR TILT??

    Dada a personalidade todo-poderosa de Xi, o sistema político da China reverteu para um sistema patriarcal-patrimonial – uma forma de governança em que o poder é o líder do tipo imperial e não com as instituições. O sociólogo Max Weber identificou isso como patrimonialismo “tradicional” e “feudal” – como o partido no poder ou a monarquia se torna dominado hegemonicamente por um único governante, ao invés de institucionalmente disperso em uma burocracia meritocrática e emancipada. O domínio total de Xi do partido, do estado e do militar personifica o patrimonialismo de Weber.

    http://www.scmp.com/comment/insight-opinion/article/2115025/under-xi-jinping-return-one-man-rule-china

  26. O nacional socialismo é um sistema ultrapassado, e não funcionaria mais nos dias atuais, embora muitos insistem com essa ideologia. Muitos usam argumentos de Nietzche para justificar o nacional socialismo, mas Nietzsche vai muito além do nacional socialismo. Eu demorei pra entender Nietzsche, hoje em dia cada vez mais gosto da filosofia de Nietzsche. Vai muito além da visão superficial do ser superior oprimindo o mais fraco, que os reacionários em geral pensam. Nietzsche é a morte como suicídio, em oposição a morte como acidente, algo extremamente dificil de ser alcançado, e é o tipo de pensamento que mais vai contra o sistema materialista vigente no mundo, pois é um pensamento que tira o homem da realidade, podendo se tornar ate loucura.

  27. E falando em Xicinismo…

    Bao Tong, o mais alto funcionário do Partido Comunista a ser encarcerado por simpatizar com os protestos da Praça Tiananmen de 1989, até hoje rigorosamente vigiado pelo despótico PCC tece duras críticas ao presidente Xi, que ele descreve como um “hard-liner” e um retorno para Mao Zedong.

    No mês passado, o Partido Comunista consagrou o nome de Xi em sua constituição, uma vez que lhe concedeu mais cinco anos de poder: o pensamento de Xi Jinping agora está ao lado do Pensamento Mao Zedong e da Teoria Deng Xiaoping no cânone ideológico do partido.

    “É chamado de Pensamento Xi Jinping, o novo pensamento, mas são apenas ideias antigas, não idéias novas”, disse Bao. “Ideias como ‘o partido leva tudo’ – são citações exatas de Mao Zedong. Por que chamá-los de novas idéias? ”

    Bao conhece muito bem a loucura que pode ser desencadeada quando um homem se eleva ao poder absoluto sobre o povo chinês, e quando as autoridades estão com muito medo de lhe dizer quando ele está errado.

    https://www.washingtonpost.com/world/asia_pacific/chinas-all-powerful-leader-should-heed-the-lessons-from-history-former-official-says/2017/11/09/22e7987a-c39a-11e7-a441-3a768c8586f1_story.html?utm_term=.5cb5ad63b763

  28. /Off Topic

    Bom dia, pessoal

    Há um tempo, lembro-me que li um artigo sobre direitos autorais de livros na Alemanha, mas já não encontro mais. Alguém poderia mandar o link?

  29. O Iluminismo que desencadeou a sangrenta Revolução francesa, transformou o mundo numa latrina socialista que possibilitou o surgimento de figuras nefastas como Karl Marx e seus discípulos assassinos: Lênin, Stalin, Mao, Pot, Fidel, Maduro, gordinho coreano, FHC-Lula, e similares.

    Hoje, na China temos um lider maoísta e na Russia um lider stalinista, ou seja, a tirania socialista está mais viva do que nunca.

    A nossa sorte é que a abortista Hillary perdeu as eleições.

  30. Trazendo para os dias atuais: quando me falam que não posso comentar política/economia porque sou branco, hétero e não sou pobre (miserável), é uma demonstração de polilogia da esquerda?

  31. Essa teoria marxista é coisa de maluco.

    Eles não querem estado, mas precisam inchar o estado ao máximo para conseguir isso.

    A luta ideológica vai ser mais difícil, quando os comunistas resolverem acabar com o estado.

    Como a teoria Marxista dominou a esquerda, isso nunca vai acontecer.

    Eu nunca vi um comunista querendo comunismo aqui e agora. Eles travaram na teoria do Marx.

    Os proletários nunca conseguiram comandar os meios de produção. Uma prova são as cooperativas de trabalhadores e produtores, que nunca conseguem um marketshare considerável. As cooperativas não funcionam nem com ajuda do capitalismo.

  32. Como os Nazistas e o Islã colocam em xeque a doutrina neoliberal

    Segundo diversos intelectuais do movimento liberal e alguns do âmbito conservador; a liberdade de expressão seria irrestrita, portanto, qualquer pessoa teria liberdade para criar qualquer doutrina; seja religiosa, politica, ou de gênero. Segundo eles: “Tudo seria como um livre mercado de ideias, onde a melhor doutrina iria se impor no mundo inteiro”. No artigo de hoje vamos entender um pouco mais sobre está questão.

    Talvez a nação que detinha maior poder militar na Primeira e Segunda Guerra Mundial fosse a Alemanha Nazista de Hitler. Mas o real poder não estava no poder bélico; mas na unidade de pensamento que havia naquela nação. Não há dúvidas que havia pessoas defendendo que era um absurdo matar Judeus, que era um absurdo fazer guerras, que era um absurdo defender o livre mercado enquanto os pobres morriam de fome. Mas quem disse que a unidade intelectual e social permitia que essas pessoas pudessem ter voz? Sim, elas falavam, mas ninguém ouvia. Era como se a palavra entrasse por um ouvido e saísse por outro.

    Por que ocorre este fenômeno?

    Este é o fenômeno do “poder doutrinal”. Podemos encontrar este fenômeno, nitidamente, na religião chamada Islã; o próprio conteúdo do alcorão vai induzindo a pessoa a ter uma visão de mundo onde não é permitido que outras ideias possam concorrer. Portanto, no próprio âmbito do livre mercado de ideias, haveriam ideias que acabam com o poder de buscar novas ideias. Mas alguém poderia afirmar: “ora, se a ideia fechar a concorrência para outras ideias, logo está ideia, irá cair em descredito.” Está afirmação é parcialmente verdadeira, pois ignora o que vimos no exemplo nazista; existe um poder social e cultural, de âmbito territorial, que da mais crédito a uma doutrina do que a outra, independente desta doutrina ser melhor em termos de mercado.

    Mas para não ficarmos apenas na cultura dos países do oriente; vamos pensar por exemplo, nas ideias presentes da Islândia. A Islândia é um pais que melhor adotou as ideias do novo mundo ocidental, ali está presente: A ideologia de Gênero; aborto; liberação das drogas; etc. Este é o pais que está abertamente perseguindo à Igreja Católica; a coisa está ficando tão doida, que eles estão praticamente criminalizando o uso de um Crucifixo dentro da própria casa. De fato existe uma Igreja, mas é uma igreja de mentirinha que serve somente ao momento cultural daquele pais. É importante lembrar também que a Islândia erradicou a síndrome de Down na base do aborto [1]. Vemos aqui novamente o poder territorial tendo influencia nas troca de ideias. Mesmo que este pais pregue abertamente a “liberdade de expressão”.

    Conclusão

    O problema do pensamento neoliberal está no fato de que ideias sofrem influencias de território; portanto após sofrerem influencias, essas ideias, podem nos prender de tal modo à determinada ideologia, que acaba matando à própria possibilidade de livre concorrência.

    {1} O modo perturbador como a Islândia está “erradicando” a síndrome de Down: https://padrepauloricardo.org/blog/descubra-o-modo-perturbador-como-a-islandia-erradicou-a-sindrome-de-down

    Capital Imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.

  33. Eu acho interessante o fato de hoje toda essa retórica de “blindagem racional” ter sido absorvida pelos Olavistas, tente fazer alguma antítese ou refutação para um deles e veja palavras como “insentão que se paga de inteligente” “vira-casaca” “petista” e uma meia dúzia de palavrões serem utilizados para essa blindagem.

    Pra mim é certo que esse tipo de atitude “anti-debate” não chegou nem perto de ser criado pela teoria de Marx, ignorar que esse recurso foi utilizado inúmeras vezes anteriormente e depois por outras correntes não ligadas de forma alguma ao marxismo é uma ideia tendenciosa. A própria idade Média com sua tradição católica “indiscutível” é a prova de como esse recurso não é nada mais do que uma ferramenta utilizada por qualquer poder político que pretende se perpetuar, por isso é utilizada pelo discurso Olavista predominante atual.

    E além do mais, sintetizar toda a obra e o pensamento de Marx a alguns absurdos filosóficos é o mesmo erro e deturpação que Hitler cometeu ao se apropriar de brechas da filosofia de Nietzsche para se favorecer. A filosofia nunca deveria ser usada de forma irresponsável como foi e é até hoje.

    É um desinteresse de estudar e sintetizar sua própria conclusão achar que as milhares de páginas de O capital se resumem nos erros e conceitos inacabados de Marx, é uma pena que analisem pensamentos filosóficos dessa forma simplista. Não me dirijo, entretanto, ao autor do artigo, que por sinal estudou muito. Mas sim as pessoas que apenas “seguem a onda” de uma dissertação e formam algum tipo de opinião simples (e muitas vezes falaciosa) da realidade

  34. “Para ambos, a mente de um indivíduo é determinada por sua classe social ou etnia”

    Não, a mente do indivíduo foi (e é) determinada pela SELEÇÃO NATURAL, inclusive o instinto de “se adequar à realidade social” (resumindo)

    “Eu estou aqui parado mas o Sol se moveu da aurora até o crepúsculo, então o Sol gira em torno da Terra”

    Pensamento aristotélico

  35. Hoje os vandalos lá na Inglaterra picharam a estatua de Churchill. Churchill não era liberal, mas foi um defensor da ordem capitalista em uma época de ascensão do comunismo e facismo, teve também uma importância histórica e fartamente reconhecida na segunda guerra mundial. Enfim, sei que muitos liberais não gostam do Churchill, mas o homem merecia mais respeito.

  36. A crítica ao polilogismo marxista é mesmo válida. O que é inválido é discutir as ideias nazistas e querer relaciona-las ao marxismo, posto que é completamente pointless.

    Pensemos:

    Os escravocatas defendiam a escravidão pois o fim da mesma iria aumentar os custos de produção e eram contra a lei do ventre livre pois as crianças ficariam desamparadas. Com argumentos semelhantes os liberais são contra outros direitos dos trabalhadores, tal como as férias ou pagamento de horas extras para as domésticas ou o provimento de serviço de creche pública.

    Por isso certas relações que se faz entre ideologias, sobretudo aquelas de períodos distintos sao perigosas

  37. Quando um esquerdista conversa com um direitista, fatalmente a discussão chegará num ponto em que uma das partes dirá ou fará alguma que a outra é fascista. Em 99% dos casos, o esquerdista acusa o direitista de facista.

    Esse o artigo é um tapa na cara dos comunas.

    O problema é que a vida inteira rogamos a Lei de Godwin para desacreditá-los. Agora sserão eles que vai rogar esta lei.

    Será que não dá pra revogar essa lei? rsrs

  38. A pergunta que me faço ao ler este artigo é como explicar que boa parte dos neofascistas e skinheads que há por ai são em geral anti-comunista?

    Ainda mais no cenário atual, em que boa parte dos esquerdistas são tambem globalistas, e no outro extremo, os de extrema direita, sempre associados ao fascismo, são em geral anti miscenagenação e anti livre circulação de pessoas

  39. Saudações! Rapaz! Eu lí o artigo motivado pelo titúlo e o conteúdo tem tudo a ver com o livro que estou lendo. O nome do livro: “Guerra Cultural – Como o pós-modernismo criou uma narrativa de desconstrução do Ocidente” do autor e filósofo Stephen R. C. Hicks. Ele faz uma viagem através das idéias filosoficas do periodo moderno e demonstra como, paralelo ao pensamento iluminista que prometia uma idade da razão e do conhecimento, tb se formou o pensamento anti-iluminista, irracional baseado nos sentimentos mais obscuros na alma humana onde um dos primeiros precursores desta idéia foi Rousseau. Não só ele mas o autor traz um panorama de como esta ideia se desenvolveu principalmente na escola filosófica alemã… Não tem como eu resumir o livro aqui, mas recomendo a leitura para quem quer entender de onde veio todos esses movimentos identidários da esquerda.

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