Social-democratas,
progressistas e toda a esquerda em geral acreditam firmemente, e erroneamente,
que sindicatos são capazes de aprimorar o padrão de vida dos assalariados de todo
o sistema econômico. E acreditam que
eles conseguem fazer isso por meio da imposição de aumentos salariais ou de reduções na jornada de trabalho sem concomitantes reduções salariais. Ao pensarem assim, esses grupos ideológicos
cometem a falácia de pressupor que, dado que ganhar mais dinheiro é obviamente
um objetivo inteligente para um assalariado buscar, então se todos os
assalariados conjuntamente reivindicarem o mesmo para si, tal imposição será
igualmente benéfica para todos conjuntamente.
Os
proponentes destas ideias se mostram totalmente ignorantes do fato de que
aumentos salariais impostos por sindicatos reduzem a quantidade de mão-de-obra
demandada e consequentemente geram desemprego tanto para os não-sindicalizados
quanto para aqueles trabalhadores cuja habilidade e produtividade geram menos
valor do que o novo piso salarial imposto.
Mais ainda: menor emprego significa menor produção, e menor produção
significa menor oferta de bens e serviços, o que significa preços mais
altos. Para coroar tudo, haverá um
aumento nos gastos sociais para se conceder benefícios aos desempregados, o que
pode levar a um aumento futuro da carga tributária.
A
única maneira de se aumentar os salários sem que isso gere um aumento no
desemprego é aumentando a quantidade de
dinheiro na economia, o que consequentemente tende a elevar o volume de
gastos em todo o sistema econômico.
Porém, tal fenômeno, assim como o descrito no parágrafo anterior, também
levará a um aumento nos preços, e consequentemente não irá aprimorar o padrão
de vida dos assalariados.
Expressando
estes pontos na tradicional terminologia de oferta e demanda, a única maneira
de os salários nominais subirem é havendo uma menor oferta de mão-de-obra — o
que significa menos pessoas empregadas — ou havendo mais demanda por
mão-de-obra, o que também significa que está havendo uma maior demanda por bens
de consumo e, consequentemente, que os preços dos bens de consumo estão mais
altos. Logo, por mais surpreendente que
isso possa parecer, podemos concluir que salários maiores — sejam eles obtidos
por meio de uma menor oferta de mão-de-obra ou por uma maior demanda por
mão-de-obra decorrente de um aumento da quantidade de dinheiro na economia —
simplesmente não podem aumentar o padrão de vida do assalariado médio.
Temos
de concluir, portanto, que se realmente desejam aumentar o padrão de vida do
assalariado médio, os sindicatos estão completamente equivocados em ter como
objetivo exigir aumentos salariais. No
entanto, este é exatamente o seu supremo objetivo, não havendo nenhum outro
objetivo comparável à grandiosidade deste.
Sim,
é possível haver um aumento na demanda por mão-de-obra que leve a aumentos
salariais e que, ao mesmo tempo, não
gere aumento na demanda por bens de consumo e nem aumento de preços. Mas isso só poderia ocorrer caso fosse
resultado de um aumento na poupança. E o que permitiria isso seria uma grande
redução nos gastos do governo feita em simultâneo a uma equivalente redução de
impostos, dentre eles o imposto de renda de pessoa jurídica, o imposto de renda
de pessoa física, o imposto sobre ganhos de capital e todos os outros impostos
que incidem sobre a receita e o lucro das empresas. Dado que impostos são pagos com fundos que
poderiam ser poupados e utilizados em investimento, tal redução de impostos
permitirá que tais fundos sejam agora efetivamente poupados e investidos. Essa poupança adicional poderia, consequentemente,
ser em grande parte utilizada para pagar os aumentos salariais.
Por
conseguinte, os assalariados poderiam aumentar correspondentemente seus gastos em consumo. E isso não representaria um
aumento geral do gasto em consumo porque estaria sendo financiado por uma
equivalente — aliás, mais do que equivalente — redução nos gastos do governo. Ou seja, o governo reduziu seus gastos para
que os trabalhadores pudessem aumentar os próprios. Assim, embora os salários dos trabalhadores
tenham aumentado, não houve nada que tornasse possível a elevação generalizada
dos preços.
No
entanto, desnecessário dizer que tais reduções de impostos são um anátema
absoluto para os sindicatos e seus defensores.
Nunca
é demais ressaltar que o que de fato aumenta o padrão de vida dos assalariados
é o aumento na produtividade da
mão-de-obra — isto é, um aumento na quantidade de bens produzidos por
unidade de mão-de-obra. Este aumento de
produtividade serve para aumentar a oferta de bens em relação à quantidade de
mão-de-obra disponível. E tal aumento na
oferta de bens em relação à mão-de-obra leva a uma redução dos preços dos bens em relação aos salários pagos. Caso a quantidade de dinheiro na economia fosse
constante ou aumentasse muito pouco, os preços cairiam ao mesmo tempo em que os
salários permaneceriam inalterados.
Havendo um aumento mais substancial da quantidade de dinheiro na
economia, seria possível que os preços permanecessem inalterados ao mesmo tempo
em que os salários subissem. Seria
possível também que tanto preços e salários aumentassem, mas com os preços
subindo menos que os salários. A questão
é que, se estiver havendo um aumento contínuo da produtividade, de modo que a
quantidade de bens esteja sempre aumentando em relação à quantidade de
mão-de-obra disponível, estará havendo um aumento no padrão de vida dos
assalariados.
É
essencial entender que a base para um aumento da produtividade da mão-de-obra
está na quantidade de investimento feito na produção de bens de capital. E
investimentos em bens de capital são estimulados por reduções nos gastos do
governo acompanhadas por uma equivalente redução naqueles impostos que são pagos
com fundos que, uma vez liberados deste encargo, poderão ser substancialmente
poupados e investidos em bens de capital.
O
problema é que os sindicatos e seus defensores ideológicos são totalmente
alheios a estes fatos econômicos. Acima
de tudo, eles são ignorantes quanto ao fato de que o padrão de vida dos
assalariados não advém necessariamente de um aumento salarial mas sim de uma
queda de preços dos bens de consumo e dos serviços. Como explicado acima, a queda nos preços não
precisa ser em termos nominais ou absolutos.
Basta apenas que seja uma queda relativa,
isto é, que os preços aumentem menos que os salários — ou, colocando de outra
forma, que os preços ao menos sejam menores do que seriam caso o único fator atuante
fosse um aumento na quantidade de dinheiro e do volume de gastos na economia.
Quando
finalmente se entende que o real aumento do padrão de vida dos assalariados
advém da redução relativa de preços e não do aumento nominal dos salários, não
é difícil chegar à conclusão de que os sindicatos não apenas são totalmente
ignorantes em relação a como elevar o padrão de vida dos assalariados em geral,
mas também atuam diretamente contra
os interesses dos assalariados em
geral. Em vez de
agirem de modo a facilitar investimentos em bens de capital, o que aumentaria a
produtividade (logo, os salários) e a oferta de bens de consumo, e
consequentemente reduziria os preços relativos destes bens, os sindicatos
defendem medidas que necessariamente obstruem esses investimentos, como
impostos, encargos sociais e trabalhistas, e maiores gastos com salários.
Sindicatos
podem aumentar o padrão de vida de pequenos grupos de trabalhadores, mas apenas
ao adquirirem privilégios monopolísticos que limitam o número de trabalhadores
que podem ser empregados em uma determinada linha de trabalho ou ao gerarem ou
manterem uma necessidade artificial pelos serviços de trabalhadores de
determinadas áreas. Porém, nestes casos,
os sindicatos estão reduzindo o padrão de vida de outros trabalhadores. Os trabalhadores que forem impedidos de
trabalhar em áreas dominadas por sindicatos terão de encontrar empregos em
outros setores, nos quais o acréscimo de sua mão-de-obra servirá apenas para
reduzir ainda mais os salários. Se
houver leis de salário mínimo que proíbam uma redução salarial, então estes trabalhadores
desalojados acabarão simplesmente desempregados ou tomando os empregos de
outros trabalhadores menos qualificados, os quais ficarão desempregados.
À
luz de tudo isso, é possível entendermos como a produtividade da mão-de-obra ao
longo dos últimos 225 anos aumentou em uma escala de vários múltiplos, e com um
comparavelmente enorme efeito positivo sobre os salários reais (a quantidade de horas de trabalho necessária para se
adquirir bens e serviços corriqueiros vem caindo continuamente) e sobre o
padrão de vida geral, e sem nenhum efeito negativo sobre a taxa de
desemprego. Com efeito, o número total
de assalariados empregados também aumentou enormemente, em linha com o aumento
populacional possibilitado pelo aumento na produtividade da mão-de-obra e o consequente
aumento no padrão de vida.
A
única contribuição dos sindicatos a esse processo é impedi-lo ou
retardá-lo. A cada avanço ocorrido no
mundo empreendedorial, os sindicatos tentam combater o aumento da produtividade
sempre que isso ameaça reduzir o número de empregos disponíveis para seus
membros. Com efeito, eles abertamente se
orgulham de “manter pessoas empregadas” quando deveriam era se orgulhar de
criar bens e ser produtivos, aparentemente incapazes de compreender que manter
empregos exigindo uma mão-de-obra maior do que a necessária para produzir um
determinado bem serve apenas para impedir a produção de outros bens, os quais, conjuntamente
a esse bem em particular com o qual eles estão preocupados, poderiam aumentar o
padrão de vida dos trabalhadores.
Para
continuarem existindo, sindicatos necessitam de um “sangue fresco” que possa ser
continuamente sugado. Sua mais abundante
e fecunda fonte nas últimas décadas tem sido os funcionários públicos, que hoje
formam a maioria de seus membros. Ao
fazerem vultosas contribuições para a campanha de políticos corruptos, e ao obrigarem
seus membros a votarem em massa nestes políticos, os sindicatos dos
funcionários públicos podem garantir salários e aposentadorias magnânimas (para
não dizer bizarras) para seus membros, tudo financiado pelos pagadores de
impostos do setor privado. Em face das iminentes
falências governamentais ao redor do mundo, este processo parasitário vem
encontrando crescente oposição. A
esperança do setor produtivo é que ele esteja hoje próximo de seu fim.
Leia também:
O mercado, e não os
sindicatos, nos propiciou o lazer e o descanso
O funcionalismo público e
seus sindicatos
É verdade que os
capitalistas possuem maior poder de barganha que os trabalhadores?
“Essa poupança adicional PODERIA, consequentemente, ser em grande parte utilizada para pagar os aumentos salariais.
Por conseguinte, os assalariados poderiam aumentar correspondentemente seus gastos em consumo. E isso não representaria um aumento geral do gasto em consumo porque estaria sendo financiado por uma equivalente — aliás, mais do que equivalente — redução nos gastos do governo. Ou seja, o governo reduziu seus gastos para que os trabalhadores pudessem aumentar os próprios. Assim, embora os salários dos trabalhadores tenham aumentado, não houve nada que tornasse possível a elevação generalizada dos preços.
No entanto, desnecessário dizer que tais reduções de impostos são um anátema absoluto para os sindicatos e seus defensores.”
Absurdo. O movimento sindicalista é o único responsável pela melhora nas condições de vida dos trabalhadores. O próprio texto diz que tal redução de impostos não traria o aumento de impostos, mas PODERIA trazê-lo. Entretanto, no mundo real, onde a ganância do patrão é a única variável do calculo salarial, a burguesia não aumentaria salários pois não tem misericórdia pelo sofrimento dos mais pobres.
O aumento do piso salarial não gera desemprego, pois os patrões já empurram os salários naturalmente para baixo. Apesar de tudo, agradeço ao senhor Reisman por utilizar o verbo “Poder” e ser honesto com sua passagem de informações: Em apenas uma frase, ele negou o próprio artigo.
O que gera desemprego é a baixa qualificação da mão-de-obra ocorrida graças à falta de uma educação pública de qualidade(Que, de forma irônica, apenas pode ser obtida através de impostos; aqueles nomeados fervorosamente como o motivo da pobreza). A diminuição de juros também possui efeito positivo pois estimula a indústria nacional, entretanto, ela gera escravidão por dívida devido ao aumento da propaganda.
15% do PIB à educação, já!
Estavam pedindo 10%..
Agora querem 15%???
Conheço algumas pessoas que trabalham no metro de São Paulo. Um dos pontos em aumentar o salário deles é porque eles estão sendo mais produtivos, a partir do momento em que a empresa adiciona tecnologia e maquinário às operações. Daí, explicar pro cara que o que tornou ele mais produtivo foi a máquina e não ele próprio é uma briga.
Falandom em econômia, saiu uma comics legal sobre escasses: http://www.smbc-comics.com/index.php?db=comics&id=2834
Estes críticos sarcásticos são irritantes e digno de pena ao mesmo tempo,pois o dia em que eles abrirem uma empresa e vivenciarem as dificuldades do dia a dia ai eu quero ver eles falarem bobagens de burguês safado e coisa tal…
Pimenta nos olhos dos outros é refresco e fazer caridade com o chapéu alheio é fácil, mas numca se esquecer que,rapadura é doce mas não é mole.
Hoje li uma matéria no correio braziliense sobre o aumento de salários no setor de serviços, o que aumentará os preços. O dono de uma marcenaria relatou a dificuldade em manter bons funcionários, pois estes são disputados pelas empresas e então ele deve oferecer aumentos para mantê-los. O que me chamou a atenção é que o aumento e a melhora nas condições de trabalho não foram conquistadas por sindicatos, mas sim pelos próprios funcionários que ofertaram um serviço de qualidade e agora colhem os frutos. Como esse exemplo existem vários outros em nosso país.
“No entanto, desnecessário dizer que tais reduções de impostos são um anátema absoluto para os sindicatos e seus defensores.”
Não entendi, pq os sindicatos seriam contrários a redução de impostos?
Recentemente a CUT realizou um plebiscito pelo fim do imposto sindical.(diganaoaoimposto.cut.org.br/noticias/trabalhadores-as-parabenizam-a-cut-pelo-plebiscito-sobre-o-fim-imposto-sindical/)
Não me lembro bem quando, mas em 2008 ou 2009 houve uma redução de alguns impostos – ao mesmo tempo houve uma companha pedindo ao governo um decreto proibindo as demissões, o que não foi feito. A justificativa era de que diversos empresários, beneficiados pela isenção de impostos, continuavam a demitir seus funcionários.
A atuação de sindicatos é sempre prejudicial?
Se não fosse a estabilidade compulsória, ninguém se arriscaria a ser sindicalista.
Por isso mesmo, quando alguém entra para o sindicato, não sai de lá nunca mais. Eles sabem que, se perderem a estabilidade, é rua!
Sinceramente não sei como está a situação nos setores “tradicionais” da economia, mas na T.I., nós estamos muito bem movimentos sindicais ou qualquer atitude deles (até pelo número minúsculo de membros). Conheço estagiários ganhando salários na casa dos 1.000 reais ainda no segundo semestre, enquanto que profissionais nos quarto e quinto semestres já estão efetivados e com salários na casa dos 2.500 reais (antes da graduação!).
No brasil existe um número muito baixo de formação de profissionais nessa área, justificando não só estes salários nacionais, como também a grande importação de mão de obra nos setores.
E aí vem minha pergunta: Sindicatos realmente melhoram a vida dos trabalhadores? Aqui na T.I. ninguém sente falta de um sindicato que não usamos.
obs: sei que existem sindicatos de T.I. no brasil, porém eles tem um número baixíssimo de membros.
A divisão do trabalho, para medir a capacidade de um funcionário a empresa deve proporcionar a mesma fonte do conhecimento para todos os funcionários, mesmo levando em conta a hierarquia nas comunicações.
Existe no Governo Federal a corrupção da informação, os funcionários não têm as mesmas fontes da comunicação.
Você não pode avaliar um funcionário, se não existir o mesmo critério de avaliação e a mesma fonte de conhecimento, é regra antiga e clara que o governo brasileiro não segue.
Um país muito corrupto e todos fingem não saber de nada, muitos cargos comissionados, muitas promoções e muita incopetência devido a CORRUPÇÃO CORRUPÇÃO CORRUPÇÃO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO
“aumentos salariais impostos por sindicatos reduzem a quantidade de mão-de-obra demandada(…)”
Deixa eu perguntar uma coisa. No caso da empresa que trabalho nao nos queixamos dos salarios, afinal por ser da area de oleo e gas ganhamos muito bem. Mas reclamamos dos longos periodos offshore. O que aconteceria se nos organizassemos para pedir nao reducao de salarios, mas sim mais dias de folga (e supondo que fossemos atendidos)? Uma coisa eu tenho como exemplo pratico: a demanda de mao-de-obra nao iria diminuir, visto que os trabalhos estariam ali, continuariam lucrativos e teriam que ser feitos por alguem. Ou seja, a empresa teria que contratar trabalhadores para suprir os (novos) dias de folga dos empregados anteriores.
Como ficaria essa questao vista da otica austriaca?
Valeu!
GEORGE REISMAN é, de fato, um extraordinário economista. Os escritos dele — assim como os do LEANDRO ROQUE — são extremamente esclarecedores e iluminadores.
Abaixo, há dois links. O primeiro remete o internauta a mais artigos de GEORGE REISMAN publicados neste site do IMB; o segundo leva o internauta a uma cópia em PDF da obra-prima desse brilhante economista, Capitalism: A Treatise on Economics:
mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=359&type=articles;
http://www.capitalism.net/Capitalism/CAPITALISM_Internet.pdf.
Abraços!!!
“Decisão p/ diretoria de sindicato em SP termina em tiroteio com 8 feridos”
http://www.sidneyrezende.com/noticia/211912+sp+confusao+no+sindicato+de+motoristas+termina+em+tiroteio
Pasmo fico com o fervor revolucionário dos trabalhadores. Mal posso esperar para que tal agitação seja levada à burguesia.
O que aconteceu com o Capital acumulado pelo trabalho dos negros escravizados, ou com o Capital advindo da acumulação a partir da doação de terras aos nobres pela coroa? Qual a posição de vocês sobre esse assunto controvérso.
Admito que a pragmática sindical, ao menos no Brasil, é muito voltada para a questão salarial, e ainda por cima temos os sindicato estatizados, o que é incoerente – acaba gerando o que texto fala: privilégios apenas para os sindicalizados.
No entanto, acredito que o sindicalismo é inevitável, e até natural. A pena é que ele está arraigado de esquerdismo estatizante e de um espírito “nós contra eles”, onde o patrão é visto como mesquinho e mal.
Olá Amigos do IMB,
Novamente venho aqui a “explorar” vossos conhecimentos, ávido por informações os quais não havia reparado anteriormente.Espero que o Leandro e demais mantenedores do site não entrem em greve! =D
Agora, sendo direto ao ponto, eu gostaria que alguém pudesse me auxiliar com uma questão:
Existem no site tópicos que falam sobre a questão de como os países escandinavos prosperaram, e de como sua falta de regulamentação trabalhista trouxe progresso.
Porém, eu gostaria de saber se existem documentos e/ou fontes oficiais destes países em questão, comprovando tais argumentos.Eu tentei pesquisar, mas infelizmente não encontrei nada falando sobre, com exceção deste pdf:
http://www.globalutmaning.se/wp-content/uploads/2011/04/O-modo-n%C3%B3rdico_webb.pdf
o qual eu ainda achei um tanto quanto superficial.
Agradeço pela atençao!
Leandro,
Sei que o artigo é divergente da minha questão, porém gostaria de uma opinião sua. Uma das promessas do governo brasileiro é : destino de 75% dos royalties do pré-sal para a educação e 25% para a saúde. De acordo com a reportagem da BBC News Business de 14/05 a próxima revolução nas fontes de energia (shalegas, nos EUA) pode tornar a prospecção do pré-sal economicamente inviável por desnecessária. O Brasil com este processo utópico do pré-sal , tem total intervenção governista. Nos EUA , não vejo o governo se apropriando deste novo combustível.Gostaria de algumas observações sua, se este novo processo irá mudar algo no mercado internacional e consequentemente a abertura para uma liberdade econômica.
Abraço,
Ricardo.
Não é nem um pouco difícil perceber que sindicatos defendem bobagens. É só ler que eles defendem redução da carga horária sem redução salarial. Vivem num mundo mágico.
Gostaria de esclarecer que sou de Esquerda, sou libertário e apoio o libertarismo. A ideia de que toda a Esquerda apoia sindicatos é uma mentira, além de ser estereótipo promovido sem qualquer base para tal. Vocês têm toda razão em “militar” contra o socialismo e o comunismo, aliás, a própria Esquerda internamente já fez isso, embora não tenha recebido a atenção porque marxistas são barulhentos e manipuladores. Só peço que não militem cegamente nem produzam desinformação.
A produtividade da mão de obra cresceu muito mais do que os salários no século passado e também no início do atual.
Por quê?
Quando eu vi a pauta de reivindicações desses sindicatos… meu amigo, em que mundo vivem e em qual época??? Conseguiram fazer pior que os estudantes de classe média que brigaram por 0,20 centavos na tarifa, que não iriam sair dos seus próprios bolsos, nem dos bolsos dos trabalhadores! Deem uma lida nesse texo também: http://www.bluebus.com.br/os-protestos-de-hoje-nao-tiveram-a-menor-importancia-luciano-martins-costa/
Abs.
A prostituição/constituição de 1988 copiou a Carta del Lavvoro de Mussolini e a CLT de Vargas, na questão do imposto e unicidade sindical. Como desde os anos 1930, o peleguismo sindical impera. Fora com esta picaretagem sindical institucionalizada!
Os sindicatos já foram cooptados pelo Governo faz tempos.
Caro Leandro, percebo honestidade intelectual em seus comentários e por isso te admiro. O que não me faz concordar com vários argumentos apresentados. Em prol do bom debate, faço algumas considerações:
Quanto ao papel do sindicato entendo que sua função primeira é de ordem econômica. Conforme dito por você, quando há ganho de produtividade, este pode se converter em melhores salários ou não. Aí entra o sindicato. Já nos momentos de crise, os sindicatos lutarão apenas para manter o salário real dos seus representados. Na minha visão isso é tão legítimo e racional quanto um capitalista que luta para conquistar seu mercado, mesmo na crise. Agora se esse comportamento vai gerar desemprego, isso dependerá da aderência da nossa economia aos postulados da teoria clássica.
Quanto a luta dos sindicatos pela jornada de 40 horas semanais, ela pode parecer tão irreal como foi para os industriais ingleses no século XVIII as lutas exigiam o fim das jornadas 12 horas por dia e do trabalho infantil. Esses direitos tiveram efeitos econômicos negativos, mas sociais imprescindíveis.
Inclusive a sua crítica as bandeiras sindicais atuais em muito se assemelha a aquela sustentada pelos clássicos neste período. É bem fundamentada, mas carece de apego a materialidade histórica.
Ainda sobre os sindicatos, reconhecer e defender o papel fundamental dos sindicatos no sistema capitalista não significa negar sua profunda contradição existencial. Ele luta contra aquele que o mantêm vivo, o sistema capitalista. Não há sindicalismo no comunismo. Gramsci era um profundo crítico do caráter anti-revolucionário dos sindicatos. Eles, ao contrário do que muitos disseram, são extremamente necessários a manutenção do capitalismo.
Enfim, meu comentário reflete apenas a minha visão de mundo. Ressalto que apesar de algumas demandas parecerem a primeira vista irreais ou até surreais, elas denotam uma expectativa social de mudança. Algo que com o tempo ganha corpo e se torna em muitos casos um direito real, uma mudança ou até uma ruptura sistêmica. Lastimo a pouca atenção dispensada pela economia ao estudo da mudança de paradigma. A economia ficou “quadrada demais”. Mais ou menos, o que muitos sentem em relação aos sindicatos…rs
Renato, na boa, se as crianças fossem fornecidas por famílias pobres faria diferença? Deixaria então de haver exploração? Claro que não. Não força… rs
Quanto aos sindicatos, você não soube interpretar o que disse. Não falei nada sobre sindicatos fortes ou fracos, mas sobre escolhas racionais, algo que vc domina… rs
Veja o seu exemplo: Se acabar o salário mínimo no Brasil, em tese ocorreria uma equalização do mercado de trabalho, em alguns locai até poderia haver pontuais reduções salariais, mas socialmente elas seriam compensadas por aumento no nível de emprego. Mas por outro lado, o empregador poderia se beneficiar da hipossuficiência na relação entre as partes e impor salários cada vez menores. Neste caso, se um trabalhador econômico racional optará pela negociação coletiva, ou seja, através do sindicato.
Continuo achando que a totalidade vai sempre influenciar decisivamente em cada caso. Os aumentos no salário minimo dinamizaram várias cidades brasileiras muito pobres, mas tiveram efeito quase nulo em outras mais ricas. Na África Subsariana, assim como na Alemanha não existe salário mínimo. Nem por isso os efeitos são os mesmos. Volto a questão da totalidade. Mas respeito, seu ponto de vista.
“Na África Subsariana, assim como na Alemanha não existe salário mínimo. Nem por isso os efeitos são os mesmos. Volto a questão da totalidade. Mas respeito, seu ponto de vista”.
Marcos
Veja, o que se defende aqui não que apenas a liberalização dos salários, mas um ambiente geral de liberdade, confiança e respeito aos bens e vida das pessoas. A coerção sobre adultos só seria usada contra criminosos (no sentido real, isto é, pessoas que matam, roubam, estupram, fraudam, etc). Pessoas que vivem a sua vida pacificamente, sem prejudicar os outros, não deveriam ser atormentadas por ninguém, menos ainda por um governo. Esse ambiente ideal chama-se livre mercado, e quanto mais o ambiente social se aproximar disso, melhor. Um exemplo imperfeito seria a Coreia do Sul. No extremo oposto, está um estado que se mete em tudo, domina tudo, sufoca tudo. Um exemplo aproximado seria a Coreia do Norte.
Bom, nesse estado de livre mercado (ainda que não perfeito), os processos naturais da interação humana levam tanto a um aumento da produção de riquezas quanto a um aumento global dos ganhos dos trabalhadores.
Ora a simples ausência de salário mínimo na África subsaariana (não conheço as informações sobre cada país, mas vou confiar na sua informação) está longe de ser o suficiente para caracterizar uma situação de livre mercado.
Vou citar três fatos que conheço sobre a África:
1. Há alguns anos atrás eu conversava com um parente que trabalha com comércio exterior. Ele disse que o continente africano em geral tem uma característica peculiar: quem vende para lá costuma exigir pagamento integral antecipado, tal o ambiente institucional e social (suponho que isto não se aplique a todos os países, mas é uma característica geral). Não há previsibilidade suficiente (inclusive política e legal) para se agir de outra forma.
2. Obtive informações de uma missionária cristã que esteve em determinado país da África. Contou sobre a carência de produtos nos supermercados, sua má qualidade e preços extremamente caros. Contou também da extrema corrupção que ocorria abertamente na alfândega do aeroporto, à vista de todos. Conhecendo um pouco de economia, logo liguei um fato com o outro.
3. Tive um colega de empresa, engenheiro, que trabalhou anos atrás em determinado país da África. Contou-me também da extrema corrupção nos aeroportos, e dificuldades institucionais diversas.
Há muitas notícias, das mais diversas fontes (basta procurar em qualquer site de notícias) sobre o ambiente institucional extremamente hostil à atividade econômica, em muitos países da África. Um empresário africano, que queira comprar máquinas, insumos, ou bens de consumo para vender, andará na corda bamba.
Compare essa situação com o que aconteceu no extremo oriente. Diversos países passaram, em uma geração, da pobreza extrema para a prosperidade. O que os caracterizou essa mudança? Um ambiente institucional particularmente favorável ao comércio exterior e à iniciativa pessoal. Não estou dizendo que são países perfeitos, isentos de corrupção e de entraves. Estou dizendo qaue a característica geral é de um ambiente mais aberto à geração de riquezas.
Se em qualquer país da África, os governantes resolverem manter um ambiente economicamente aberto, razoavelmente desentravado, em que haja pelo menos um grau passável de justiça, e mantiverem essa situação por uma geração, ali haverá um país próspero.
ESQUERDA = DIREITA = LIXOS MENTIROSOS E AUTORITÁRIOS!!!
Como vocês sabem que o aumento da oferta gerado pelo aumento da poupança produzirá um salário real maior do que simplesmente o aumento salarial com a mesma oferta?
O engraçado é ver a coisa acontecendo ao vivo
Mas o sindicato pode existir, correto ? Não há justificativa plausível para impedir que pessoas se associem, desde que voluntariamente, e deem parte de seu salário para uma instituição privada que lhes dará convênios, auxílio jurídico e os representem frente aos empregadores (requisições salariais). Mesmo que isso influencie na lei da oferta e procura (o empregador só terá acesso à oferta se concordar com certo piso salarial), não há justificativa para um Estado liberal os proibir, pois isso seria uma afronta à liberdade humana. Não estou falando de sindicatos financiados por porções obrigatórias do salário do trabalhador, como a CUT. Mas um indivíduo só teria direito de dissolvê-los se aconselhasse seus líderes e filiados e estes aceitassem seu ponto de vista.
Se salário mínimo é tão bom para os trabalhadores e é o responsável por aumentar a renda da população, por que o governo não decreta um salário mínimo de 20 mil reais e cria uma lei que proíba demissões?
Muito pior do que salário mínimo são pisos salariais. Salários mínimos, geralmente, não são altos porque os políticos sabem que precisam balancear a inflação, desemprego e o salário mínimo. Se elevar o salário mínimo, digamos 10%, a inflação e o desemprego irão disparar, e isso não é popular para eles.
Mas pisos salariais, não irá afetar a economia tão visivelmente. Vão gerar uma reação em cadeia que só será sentida pelo cidadão comum bem no futuro. E pior, são feitos e apoiados por sindicatos que quase sempre são poderosos.
Alguém realmente acha que um engenheiro irá ganhar R$6.000,00? O Brasil é um país subdesenvolvido que não possui demanda por engenheiros e não possui atrativo fiscal para empresas de tecnologia se instalarem aqui.
http://www.seesp.org.br/site/index.php/juridico/piso-salarial
Não é atoa que as empresas contratam a maioria dos engenheiros como pessoas jurídicas (aí não precisa pagar os salários exigidos pelo sindicado), ou contratam engenheiros não-sindicalizados, ou contratam engenheiros como analistas ou técnicos.
Não há como burlar as leis do mercado. Não é com canetadas de sindicatos ou de políticos que os salários dos trabalhadores irão aumentar.