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Marketing infantil – o bode expiatório da vez

Foi-se
o tempo em que burocratas passavam o tempo procurando pêlo em ovo.  A moda agora é passar o
tempo procurando brinquedo em
guloseima.  E
encontraram.

Um
projeto do deputado Rui Falcão (PT), que proíbe a venda de alimentos e bebidas
com inclusão de brinquedos promocionais e impede a veiculação de comerciais
publicitários, entre 6h e 21h, de alimentos e bebidas pobres em nutrientes, foi
aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo.  Isso significa que propagandas de lanches,
balas, chocolates e afins serão reservadas aos horários a que apenas adultos
podem assistir; e que, na próxima Páscoa, os brinquedinhos dentro dos ovos de
chocolate deverão ser substituídos por alguma outra coisa não tão divertida,
como um figo, por exemplo.  O projeto
caminha para o endosso final do governador tucano.

O
raciocínio desses legisladores reside na alegação de que a obesidade infantil é
uma questão de saúde pública, de que alimentos ricos em açúcar, sal e gordura
ajudam no ganho de peso de crianças, e de que, portanto, a criação de estímulos
de venda para tais produtos é um desfavor à sociedade.  A solução seria regular, reprimir e controlar
o mercado.

Ao
que tudo indica, mais uma vez — e na calada da noite –, os teóricos de
gabinete, aqueles que decidem o que é o homem e como as pessoas devem pensar e
agir, que tempos atrás proibiram a sacolinha plástica de mercado, o sopão
dos pobres, o ovo com gema mole, agora encontraram mais um bom filão para
justificar seus salários, e mais uma vez sem que a maioria saiba.  A decisão desce com a força do carimbo; e
aquilo que antes se podia fazer, e que nem o padre dizia que era errado,
torna-se crime do dia para a noite.

Apesar
do assunto interessar a pais, filhos e famílias em geral, o teor de tal projeto
não foi alvo de debate na sociedade civil.  Ele simplesmente foi decidido e pronto.  E essa recusa em ouvir o que os verdadeiros
responsáveis pela saúde das crianças — os pais — têm a dizer sobre a questão
carrega uma mensagem perturbadora, cada vez mais frequente e sintomática: é o estado
— e não os pais, a família — quem sabe o que é melhor para as crianças.  É o Estado quem sabe e determina quais
valores, qual imaginário, qual educação, qual alimentação as crianças devem
seguir.  Exagero?  Não acredito.

É
óbvio que nenhum pai deseja seu filho correndo risco de saúde por causa da
obesidade, e que, se sentindo impotente e confuso diante de tal hipótese, acabe
mesmo é por agradecer a existência de um estado que lhe diga que está aí para
facilitar a sua vida.

Mas
a questão é muito mais complexa do que simplesmente brinquedos ou propaganda de
guloseimas, que sempre existiram.  A sociedade
de hoje, especialmente nas grandes metrópoles, se tornou hostil a uma vida
saudável para nossas crianças.  A busca
por estabilidade econômica muitas vezes leva os pais a deixarem seus filhos sem
sua companhia por longos períodos, e estes acabam preenchendo seu tempo na TV
ou na internet.

O
medo da violência impede que as crianças façam como eu, na minha infância, e
saiam pelas ruas e parques desacompanhados para soltar pipa, pedalar, jogar
bola e gastar energia.  A falta de tempo
inclina ao consumo de produtos industrializados, mais práticos, mas também
menos saudáveis do que a comida fresca e balanceada que o brasileiro sempre
aprendeu a comer.  Diante de uma
conjuntura que torna a obesidade infantil uma hipótese cada vez mais real,
chega o estado com sua singular vocação para se capitalizar politicamente.

Poucos
percebem a artimanha barata de associação de uma causa aparentemente boa com
uma alegação torta e que, no fundo, trata da busca de vantagens políticas.

Quem
iria se levantar contra um projeto que, para todos os efeitos, visa a proteger
criancinhas?  Quem está disposto a correr
o risco de ser rotulado como promotor da obesidade infantil?  Ninguém.  E é por isso que tal projeto ganha relevância
política ainda maior.  A criança aqui, na
realidade, não passa de um escudo, um instrumento para a promoção e expansão do
estado sem limites, aquele estado já chamado, mais de uma vez, de estado-babá.

O
estado-babá, que não é bobo e percebe, graças aos seus instrumentos de controle
social (IBGE etc.), que os pais estão cada vez mais distantes de seus filhos, e
que, portanto, têm cada vez menos autoridade dentro de casa, identifica um bode
expiatório e associa sua destruição à solução do problema que apavora os pais.  O lanche com brinquedo e a propaganda seriam
então os culpados da vez.

É
aí que entra a terceirização da culpa, analgesiando a mente desses pais que, se
sentindo aliviados depois de comprarem seus filhos com um “sim” a
tudo que desejam, devolverão sua gratidão em forma de votos à manutenção do
poder arbitrário do estado.

Pela
simples razão de que a verdade muitas vezes incomoda e quem incomoda não recebe
votos é que o estado-babá sempre dará preferência à terceirização da culpa — e
não à exposição da verdade.

Lembrar
aos pais que a responsabilidade sobre a obesidade de seu filho pertence a eles
mesmos, que aos pais cabe a decisão de ter ou não ter uma TV em casa, de que o
controle do dinheiro da família não é da criança, e que, portanto, não há
possibilidade de um filho se encher de gordura sem que o pai não tenha de
alguma forma permitido tal lambança, pelo fornecimento de capital e pela falta
de autoridade, seria inconveniente e impopular.  Seria sincero demais.

Se
políticos acreditassem mesmo que a propaganda que promete mais do que entrega é
intrinsecamente má, também proibiriam a propaganda eleitoral, que já ajudou
tantos brasileiros ignorantes — às vezes com menos instrução do que crianças
— a colocar no comando do estado ladrões, fraudadores e quadrilhas que usam o
poder que conquistam na base da mentira para extorquir o próprio eleitorado
enganado.

Se
políticos acreditassem mesmo que as crianças são instrumentalizadas pela lógica
do mercado e são pobres vítimas de interesses escusos, também proibiriam
candidatos segurando crianças em seus colos durante o período eleitoral,
beijando testas de bebês, vendendo, por meio de comerciais e santinhos, a
imagem falsa de amigos do povo, capaz de atrair a simpatia da gente inocente e
de seus votos confiantes.

Não, não se trata da defesa dos direitos da criança.  Trata-se, mais uma vez, da diminuição da
liberdade do cidadão, do enfraquecimento da autoridade dos pais, da ingerência
estatal no livre mercado e na mídia, da pulverização das responsabilidades
individuais, do fortalecimento e da expansão do aparato estatal sobre as
consciências e sobre toda a sociedade.  Isso
é que é venda casada.

 

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infantil

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93 comentários em “Marketing infantil – o bode expiatório da vez”

  1. São espertos…querem diminuir as alternativas de financiamento de redes de televisão…assim, o Estado será o financiador…e quem paga a conta escolhe a comida para todos!!!!

  2. Depois que eu falo que o feminismo começou atraves do estado,tem gente que defende o estado e fala que estou louco.
    Se o estado não interferisse na vida das pessoas com o casamento,as leis de divorcio e etc,e a vida seguisse o rumo normal que deveria ser,o homem na rua trabalhando e a mulher em casa cuidado dos filhos ou no pior das hipoteses,que houvesse uma boa negociação para que a mãe pudesse ficar em casa cuidando das crianças e não precisasse trabalhar tanto,o feminismo estaria morto,e a maioria das crianças iriam ser cuidadas pela propria mãe,e não pela baba,e consequentemente a mãe não iria deixar a criança se empanturrar de porcaria.
    Mais por causa do estado e da midia feminista,hoje em dia,não se acha mulher que preste para casamento e que aceite ficar em casa cuidando dos filhos,e sim,elas jogam eles em uma creche e vão trabalhar,e quando a criança chega da creche,para suprir a carencia de uma criança sem mãe,elas enchem a criança de porcaria,o pai ajuda.Com isso,percebemos que a nossa sociedade piora a cada dia,e o estado aproveita essas brechas para destruir a familia para assumir o controle..

  3. Adicione ao estado-babá a lógica da “falta de verba para fazer as coisas funcionarem como deveria” e você terá um pesadelo inominável. Os pais, agora, tem o “direito” de viverem sem se responsabilizarem por seus filhos. Isso é sério demais, isso é o caminho da servidão. Perto disso, voto de cabresto é fichinha!

    Quando foi que as pessoas começaram a perder a decência e o auto controle em nome desse estado-babá? Isso não tem outro nome, é degeneração de carater mesmo!!! Faz parte de alguma obra de engenharia social do tipo marxismo cultural?

  4. Patrick de Lima Lopes

    Por favor, pais, assumam responsabilidade.

    Não é papel do estado educar seus filhos sobre o que ele deve comprar.
    Se você quiser evitar que seu filho tenha vontade de comprar coisas, melhor nem tirá-lo de casa.
    Se seu filho passa o dia inteiro assistindo à televisão e é sufocado por centenas de propagandas, está óbvio que o problema real não é a propaganda.
    Se você é pai, precisa assumir responsabilidade e utilizar a palavra “Não”.

    Sinceramente, é simplesmente um absurdo que a retórica determinista do “Eles estão trabalhando muito graças ao mercado e não conseguem dizer ‘Não’, logo, se o estado intervir eles nunca mais precisarão dar respostas.” será capaz de convencer tantos indivíduos. Se investigarmos o perfil dos pais que normalmente são seduzidos por tal aqui no RJ, por exemplo, são de Classe B; são na maioria funcionários públicos concursados de curso superior e pessoas que ainda vivem em uma família patriarcal.

    Fui criado apenas por minha mãe. Apesar de muitos mimos feitos(Não por culpa sentida por ela, mas por mérito meu), posso afirmar que tive sim uma educação com limites estabelecidos, apesar da vida atarefada de uma mãe solteira sem ajuda estatal. A crença de que magicamente os pais perderam a capacidade de dizer “Não” nas últimas décadas é apenas isso, crença; uma sobre a qual construir uma inteligente conspiração de expansão do paternalismo estatal. Um monstro das estradas que serve como desculpa para o controle das mesmas.

    Pasmo fico com o universo lindo em que os intelectuais e políticos parecem viver. Um mundo belo repleto de mentecaptos/alienados/imbecis/manipulados/Qualquer-outra-palavra-que-eu-use-para-descrever-pessoas-que-considero-inferiores. Qualquer um que estude o meio de plena arrogância e infantilidade em que a elite intelectual vive deduziria que há uma linha tênue que separa o intelectualismo do retardo mental.

    Apenas lamento que mais um grupo da sociedade esteja sendo poupado de assumir suas próprias responsabilidades.

  5. Patrick de Lima Lopes Disse:

    ‘Não’, logo, se o estado intervir eles nunca mais precisarão dar respostas.” será capaz de convencer tantos indivíduos. Se investigarmos o perfil dos pais que normalmente são seduzidos por tal aqui no RJ, por exemplo, são de Classe B; são na maioria funcionários públicos concursados de curso superior e pessoas que ainda vivem em uma família patriarcal.

    Ai vc falou uma grande verdade no mio d tantas que vc disse;na verdade tenho percebido que o funcionário publico é tudo bundão.
    O que se esperar de uma pessoa que espere que o estado de tudo a elas???

  6. Pasmo fico. Data máxima venia. O senhor Medeiros(Autor do artigo) ao menos consultou alguma literatura educacional para compreender como deve funcionar o patriarcado e o magistrado? Como ele pode defender que a criança seja a alma do negócio?! É uma brutalidade.

    Devo corrigi-lo. Como diria um antigo mestre, um grande educador e o maior pensador que o Brasil já produziu(Paulo Freire); ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.

    Logo, não basta o pai simplesmente dizer “Não” e a sociedade negar; dizendo que “Sim”. Um pai é simplesmente incapaz de educar seu filho pois o mundo capitalista negará seus ensinamentos e convencerá a prole de que a exploração/trapaça/mentira/obsessão visando o lucro e o consumismo são o caminho certo. Negar a frase do filósofo Paulo Freire é fugir da realidade.

    Se o estado não intervir, é óbvio que as crianças serão simplesmente destruídas pela avalanche do consumo! Graças à globalização tão defendida por pensadores da mesma linha do senhor Medeiros, a competição global sufocou os pais e os jogou longe de seus filhos. Eles nem mesmo ousam dizer “Não” quando a sociedade diz “Sim”, agora, eles simplesmente concordam com todo o lixo cultural que o mundo capitalista quer vender!

    O estado está fazendo algo extremamente correto. Mas não é suficiente: Não basta proibir a propaganda e a criança sair de casa e ver toda aquela gente cega sendo super-explorada buscando o lucro e o salário. Para proteger nossas crianças de tal brutalidade, o estado deveria simplesmente educa-las em um mundo distante e isolado. Longe do preconceito e dos traumas que a família gera, perfeito para que se tornem pessoas melhores. Por mais utópico que seja tal fantasia tão comum entre grandes educadores do passado, ela ainda é a única saída.

    É simplesmente inaceitável que uma responsabilidade tão grande como educar o futuro seja entregue apenas à família. As crianças deveriam estar sendo educadas para servirem o bem comum, não para comprarem brinquedos.

  7. O aspecto principal relativo a este assunto não foi mencionado no texto: muito mais do que uma intervenção estatal na vida das pessoas, esta medida visa cortar as formas da mídia se financiar, tornando-a dependente do governo. Basta ver o tanto que o estado brasileiro gasta com propaganda. Muito mais que divulgar os “feitos” do governo, essa avalanche de dinheiro vai para comprar opiniões da mídia. Caso produza reportagem desfavorável ao governo, a verba de “propaganda” é cortada.

    Esta medida vai na direção da regulação da mídia que este partido comunista de merda chamado PT quer implantar no Brasil.O Reinaldo Azevedo a um tempo atrás explicou este plano, neste vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=SzhcnWGwQeQ

  8. Patrick de Lima Lopes

    João Carlos, abordar o tema de acordo com suas vantagens e desvantagens(Ou seja, abordá-lo de forma puramente pragmática)não foi a proposta deste artigo. Mas se quiser, o artigo indicado, “Em defesa da publicidade infantil”, fala a respeito das consequências de tal medida à televisão.

    Este artigo tem como meta revalorizar a importância da responsabilidade dos pais sobre as ações de seus filhos. Embora eu não duvide de que um dia algum burocrata dirá que a propaganda dedicada aos adultos também é uma invasão e desejará seu fim…

  9. Lembrem-se também que simplesmente ver um comercial deste tipo não significa fatalmente se tornar obeso. Esta lei não auxilia de maneira sensível a redução da obesidade, é algo, na prática, pouquíssimo útil em seu objetivo. Deve ser mesmo algo para os políticos mostrarem serviço.

  10. Estão tão preocupados com nossas crianças? reduza então zere os impostos para as cadeirinhas de crianças dos carros, para produtos diet zero de impostos, para alimentos como carne, arroz, frutas etc…

  11. Tenho um exemplo desse em casa. Meu irmão, de apenas seis anos, está muito acima do peso. Agora, o culpado é a propaganda ou os hábitos alimentares da família? Não sei, mas ambos os pais pesam mais de 100kg.

  12. Pessoal,

    só voltando um pouco ao assunto homem x mulher e suas aptidoes pro trabalho, muita gente acha que, simplesmente pelo acumulo de bens de capital, pela estrutura da sociedade moderna, onde nao temos que caçar na selva e carregar um javali no lombo, isso não quer dizer que a mulher está tao apta qto o homem à tarefa de sair de casa e trabalhar.

    Claro, intelectualmente, existem pesquisas pra lá e pra cá, com a mulher sendo mais “multitarefa”, o homem sendo mais “focado”, e cada um é um tanto mais apto pra determinadas tarefas.

    Mas, no geral, nao se esquecam que homens sao mais fortes,resistentes e estao programados biologicamente para entrar em conflito com situacoes adversas, enquanto a mulher tem muito mais pendor para cuidar de outras pessoas, justamente a tarefa de casa.

    Assim, mesmo em nivel de intelectualidade equivalente, o fato de possuir um emprego,se deslocar na rua, lidar com patrao, colegas de trabalho, fornecedors, clientes, tenho certeza que causa um stress na mulher muito maior que no homem. Pois apenas 50 anos de igualdade entre os sexos, mesmo que fossem os 5 mil anos de civilizacao humana ( que nao foram, pois a mulher foi a maior parte dessa historia dona de casa) , nao sao suficientes para “reprogramar” os genes selecionados e desenvolvidos em mais ou menos 1 milhao de anos (a idade do homem na terra).

  13. Olá, Silvio e amigos…
    … faço pós graduação em educação ambiental e, em uma das aulas, o tutor postou um vídeo: (www.youtube.com/watch?v=49UXEog2fI8)que culpa a propaganda pelo consumismo. (obs: nem recomendo assistir o vídeo todo, rsrsr)
    A seguir está a minha postagem no fórum de debate da pós graduação, em que a maioria dos meus colegas virtuais discordaram de mim. Antes de tudo gostaria de agradecer a existência do site IMB e dizer que adoro os artigos, estou começando a ler os livros a assistir as aulas. Segue…
    “…acabei de assistir o vídeo completo disponibilizado pelo professor Daniel, se tiver vagas em algum hospital de doido, acho que vocês podem me internar, pois só consegui enxergar isso:
    Vários pais e mães estragando (mimando) a infância de seus filhos: Primeiro pelo fato dos próprios pais serem consumistas, o que acarreta o reflexo nos filhos, pois as crianças ainda não possuem autonomia, estão em uma fase de heteronomia (observam e copiam). Segundo que, por mais manipuladora que uma propaganda pode ser, nesta fase da vida, os filhos se espelham nas atitudes dos pais, ou seja, se os pais fossem consumistas conscientes, os filhos não berrariam por um brinquedo. Observa-se que a mudança, da fase de heteronomia para a fase de autonomia, será ditada exatamente pela experiência da primeira, ou seja, filhos de pais consumistas (que fazem o que a criança quer) serão consumistas quando adultos.
    Vários graduados, mestres e doutores (pseudo-intelectuais) jogando a culpa na propaganda, mídia: Por ser mais fácil jogar a culpa nos outros, do que limpar o nariz. ( Lembro-me do famoso caso da educação versus família. Os pais jogam as crianças nas escolas, o filho vira um marginal, malcriado e burro… Aí, depois de um tempo, os pais vão à escola reclamar com o professor das notas).
    Pai, mãe, adultos… Não são as crianças, são vocês! Vocês que querem: festas caras e sofisticadas, brinquedos em excesso, ir a shoppings fazer compras, passar maquiagem no corpo todo, ouvir musica que não presta…
    As crianças se espelham em vocês! Isso que representa família. Existe um mundo lá fora (e até aqui dentro naquela caixinha preta, TV), mas a sua atitude, mãe e pai, perante esse mundo é que vai ser a representação da criança. Existem limites para acesso à internet, à televisão, videogames. Existem todo tipo de produtos e alimentos (até ecológicos… hi hi hi) Parem de jogar a culpa nos outros e cuidem de seu filhos, da educação, educação sexual e nutricional, da formação de caráter e personalidade, da formação crítica e de autonomia… Ops, é pedir demais né, nem vocês são assim.
    Até a obesidade da criança o vídeo não retrata como culpa dos pais… ou até melhor (ou pior, sei lá), uma mulher chega a falar que a criança está sendo estimulada a não se preocupar com o meio ambiente. É você, minha cara, que não se preocupa com o meio ambiente. Criança é criança, minha amiga, reflexo daquilo que se espelha. O espelho da criança são os pais! Não existe contra argumentação pra isso. A responsabilidade é sua. Eu devo estar ficando louco mesmo, pode internar!. Como lutar por uma causa, que só poucos enxergam?
    Por que os recursos, tempo e dinheiro que foram gastos neste vídeo não foram gastos para a educação dos pais destas crianças, afinal a propaganda, os programas de TV e as artes são simples reflexo do que vocês querem. Aqui, neste desabafo, a interpretação é que: NÃO FALTA ÉTICA na propaganda, ela é simples reflexo do que a maioria quer. Se faltar ética pode ter certeza que o estado deve agir; agora, exigir a ação do estado pra regular a propaganda… O que regula a propaganda somos nós.
    Não adianta proibir o que a propaganda vai passar ou os seus horários.
    A solução é simples: Se vocês quiserem propagandas e produtos responsáveis, ecológicos, nutritivos e saudáveis podem ter certeza que, automaticamente, os produtos e as propagandas assim serão. Se vocês querem ouvir música com letra, argumento, ideologia e qualidade podem ter certeza que a mídia vai te oferecer isso. Agora, se vocês querem funk, cerveja e mulher pelada, não reclamem do pacote que vem junto!”

    Abraços do Thiaco (pseudónimo)

  14. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Pelo visto teve um monte de mimimi,defesa do sexo feminino e ate acusações de ser de direita e abobrinhas em geral.
    Vamos aos pontos.
    1)A carga horaria fixa e numeros de funcionarios que uma empresa pode ter praticamente é instituida PELO ESTADO E SEUS SINDICATOS.
    Como o Leandro ja deve estar enjoado de falar aqui no misses,no Brasil e uma grande parte dos paises do mundo existe a lei do salario minimo.
    O que acontece? Como o empresario é obrigado a registrar e pagar um salario minimo,o salario não passa a ser medido por numero de horas trabalhada ou a produtividade,e sim pela lei de salario minimo e horas trabalhadas.
    Exemplo: Uma empresa quer contratar atendente de telemarketing. O que ela faz? Vai no sindicato e ve o que tange a lei,em seguida,ao inves de por exemplo contratar 2 mulheres,1 de manhã e outra a tarde em turnos menores,devido a interferencia do estado,ela contrata 1 funcionaria para trabalhar periodo integral,resumindo,NEM QUE ELA queira,dificilmente acahara empresa que contrate meio periodo,pois a lei não permite,nem se ela quiser trabalhar meio periodo e ganhar metade do salario que ganha,ela conseguiria.
    Muitas vezes a mulher trabalha fora porque quer,mais muitas vezes por causa das leis estatais,ela é obrigada a trabalhar mais,pois devido a entrada da mulher no mercado de trabalho e das leis de mercado de trabalho e leis de impostos,as empresas contratam bem menos do que poderia,e consequentemente gera desemprego,e consequentemente baixa se o salario,pois aumentou o numero de trabalhadores,mais não se aumentou a produtividade.
    Quanto a mulher trabalhar fora,na pratica,como mostra o artigo abaixo do misses,a mulher sempre trabalhou fora,não com tanta intensidade como depois da queima de sutiãs,mais sempre trabalhou.
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1370

    O que acontece?
    Devido a muita mulher querer trabalhar fora para ajudar no sustento do filho,teve tambem as feministas que querem fazer carreira,porem elas se esquecem de uma coisa importante.
    Para se ser uma boa mãe,ela tem que ficar em casa cuidando dos filhos,pois por mais que tercerizem a tarefa,ela jamais sabera como seu filho esta sendo educado,como esta se alimentando,o que esta fazendo,pois para ser mãe,precisa de dedicação total,como tudo na vida.

    Como o estado ajudou a criar e a propagar o feminismo?
    No mercado de trabalho,o homem,assim como a mulher esta sujeito a assedio sexual,promoções por criterio do gerente ou dono,pressão,assedio moral,hora extra, permanência integral na função,criterios de contratação igual para ambos os sexos.

    O que o feminismo fez?
    Criou a lei de assedio sexual,sendo que,o patrão que contrata ao oferecer promoção a mulher para dormir com ela não deve ser processado,e sim,a mulher tem o direito de negar e sair da empresa,pois a partir do momento em que ela se sujeita a trabalhar fora,tem que se sujeitar a cantadas,assim como o homem muitas vezes é obrigado a conceder favores para se manter no emprego,a mulher tem que se sujeitar a levar cantada e não processar o patrão.

    2) Se a mulher engravidar e o patrão quiser mandar embora,ele tem direito,pois ele não contratou nenhuma mulher para ele ficar pagando salario sem trabalhar,isso é uma tremenda desonestidade com o livre mercado e com o patrão.

    3) O salario é medido pelo livre mercado e não pelo sindicato.

    4) A pensão por gravidez concedida pelo estado esta errada,porque em primeiro lugar,a mulher é a responsavel direta pela gravides,não o homem,e alem disso,A MULHER SEMPRE ENGRAVIDA PORQUE QUER,por isso vemos por ai o golpe da barriga,,se o estado não interferisse na vida das pessoas e mandasse a mulher assumir suas responsabilidades,o numero de mães solteiras cairia absurdamente,pois ai a mulher veria a responsabilidade que é ter filhos e cuidaria.

    5) Leis de divorcio com o homem sendom obrigado a pagar pensão.
    Se leis absurdas dessas não existisse,a não ser que os 2 aceitassem assinar um contrato,as mulheres iriam se obrigar a escolher com quem se casa para depois não acontecer coisas como.
    Ha,eu arranquei daquele trouxa sua casa e todas as suas coisas e a pensão ainda. Ou então “Mimimi meu ex marido é um vagabundo,nem tem como sustentar uma criança e se casou comigo.”

    6)Cotas especiais para contratar mulheres.

    Sendo assim concluímos:

    Quer dar para todo mundo?
    De a vontade,nada contra,porem assuma suas responsabilidades,se ninguém quiser casar com vc por ser rodada,não venha encher o saco,não me venha procurar juiz para tirar dinheiro do cara porque ele namorou com vc 5 anos e não se casou com vc.afinal de contas,direitos iguais.

    Quer ser carreirista e ganhar muito dinheiro trabalhando?

    Trabalhe,ganhe dinheiro,mais assuma as consequências disso. Pressão,stress, exigências,acumulo de funções,risco de ser mandada emborta,dificuldade de achar um homem com mesma renda e principalmente que aceite uma mulher carreirista.

  15. Ótimo artigo, mas cabe uma observação: no texto se fala que tal Lei foi aprovada na Assembléia Legislativa e, ao mesmo tempo, que a conduta antes permitida agora se tornou “CRIME”. Bom, se for só pelo poder da expressão, tudo bem, porém saliento – por preciosismo – que tal situação fática é impossível, afinal, compete exclusivamente à União legislar sobre direito penal (Constituição Federal, artigo 22, inciso I). Abraços

  16. O PSDB é uma desgraça. E depois ainda tem gente que o chama de “direita”. Não passam de um PT envergonhado.

    Esse partido caminha a passos largos para a extinção.

  17. Eu não entendo, porque os empresários não se juntam para fazer um contra peso, contra decisoes desse tipo?
    talvez eu esteja enganado, mas eu vejo o estado tirando o lucro do empresario, e ele não faz nada, e fica por isso mesmo.
    Cade ação? Cade os empresários se juntando com funcionários e saindo para fazer protestos? Cade o MCdonalds fazendo propaganda contra o estado? Dizendo para o povo o quanto isso é um absurdo.

    Me corrija se eu estiver enganado, porque realmente não sei se os empresários se juntam para defender a liberdade de mercado.

  18. Gredson

    Ai vc fez uma boa pergunta.
    Quero só ver o Mc Donalds resolver essa questão.
    Mais uma coisa é certa.
    Se o estado começar a fazer cada vez mais leis imbecis como essa,não se assuste se empresas como o Mc Donalds,Volkswagem,Fiat,Ford,GM(muito dificil sair pois a mesma foi subsidiada 1x pelo estado brasileiro quando quebrou nos estados unidos,mais tambem não é impossivel)começarem a fazer as malinhas e de 1 a 1 sair do Brasil,ai sim eu quero estar bem longe daqui rindo da cara dos comunistas lixo do PT……

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