
A
Google comprou o YouTube em 2006, quando a histeria sobre violações de direitos
autorais estava em seu auge. Os novos
proprietários do YouTube imediatamente se ocuparam em tentar criar uma
plataforma condizente com os padrões legais para evitar bilhões de dólares em
processos pendentes. Os usuários do
YouTube estavam postando uma enorme quantidade de material protegido por
direitos autorais, e a Google seria responsabilizada judicialmente por
isso.
Durante
os três anos seguintes, as retiradas de materiais postados ocorreram
furiosamente. Usuários estavam tendo
seus materiais deletados. Filmes
caseiros que utilizavam músicas de fundo protegidas por direitos autorais
tiveram seu som apagado. Vídeos que faziam
homenagens a artistas populares utilizando suas músicas sumiram. Até mesmo vídeos que mostravam pessoas
dançando em seus carros enquanto ouviam alguma música foram abolidos.
Isso
não era divertido para ninguém. Os
artistas não gostaram dessas medidas.
Eles são os mais beneficiados quando um fã faz um vídeo em sua homenagem
e ficam contentes (e lisonjeados) em ver sua música sendo difundida. Os proprietários dos direitos autorais também
não ganharam nada com essa censura.
Eles não obtinham nenhuma receita com a retirada dos materiais.
Já
a Google não gostou nada de ter de fazer isso por causa de todos os gastos que
teve de incorrer para criar programas que vasculhassem continuamente o
site. Era também constrangedor quando
esses seus programas deletavam um vídeo caseiro de uma festa infantil só porque
as crianças estavam cantando “Parabéns pra Você”. Para os consumidores e usuários, ter seu
vídeo removido é um insulto imperdoável.
Ou
seja, ninguém realmente se beneficiava desse sistema. E a situação estava se tornando cada vez mais
difícil de ser controlada, uma vez que os uploads de vídeos cresciam
exponencialmente (48 horas de vídeos novos surgem a cada minuto). Mas ainda assim a censura perdurou. A presunção de que músicas protegidas por
direitos autorais não podiam ser postadas no YouTube estava enraizada no
sistema.
Ninguém
realmente gostava da maneira como o sistema funcionava. Mas era difícil imaginar outra forma. Afinal, aquele era o sistema que a lei havia
construído. E certamente a lei deve
prevalecer independentemente de quão absurdo seja o resultado. Era como as cenas de As Bruxas de Salem, de Arthur Miller: ninguém em Salem realmente
acreditava na prática de matar bruxas, mas as pessoas prosseguiam com a
carnificina porque era assim que o sistema funcionava.
Era
evidente que a lei havia criado uma situação insustentável. Ela criou um sistema custoso demais para
todos. Não podia continuar assim. Mas o que iria mudá-lo? E como?
Foi exatamente aí que as forças da economia de mercado vieram ao resgate.
A
Google criou um novo sistema que exibe anúncios comerciais na parte inferior de
cada vídeo. E permitiu também a
veiculação de propagandas antes do início dos vídeos. Várias dessas propagandas são incrivelmente
interessantes, diga-se de passagem, e nada aborrecidas para os usuários, como
poderiam ser — mesmo porque há a opção de pulá-las após 5 segundos de
exibição. (Toda a instituição dos
anúncios comerciais no YouTube merece um artigo à parte).
Adicionalmente,
a Google costurou um acordo entre os usuários do YouTube e os proprietários de
direitos autorais. Se um determinado
vídeo infringisse direitos autorais, o proprietário destes direitos seria
notificado e teria então duas opções: ordenar a retirada do vídeo ou permitir
um anúncio comercial neste vídeo, o qual lhe garantiria receitas. Praticamente todos optaram pela solução
comercial, e simplesmente porque é mais vantajoso para o proprietário ganhar
dinheiro do que perseguir o criador do vídeo utilizando o sistema judicial.
Os
proprietários dos direitos autorais aprenderam nesse processo algo que já era
óbvio para muitos de nós havia muito tempo, mas que, por motivos estranhos,
ainda não havia sido captado pelos fiscais da lei. Eles aprenderam que aquilo que parece ser uma
violação da lei e uma transgressão dos direitos de propriedade pode ser
retrabalhado e transformado em uma forma pacífica e mutuamente benéfica de
publicidade. O maior inimigo de qualquer
empreendimento comercial é a obscuridade; e não há maior aliado do que pessoas
atentas que podem eventualmente vir a se tornar clientes.
Hoje,
o YouTube hospeda uma vasta quantidade de materiais que, dois anos atrás, eram
considerados piratas e ilegais. Está
tudo lá, atendendo às demandas de milhões de usuários que não pagam um centavo
para utilizar este serviço. Ele está
fazendo aquilo que o Napster fazia na virada do século, antes de ser destruído
pelo governo. A diferença é que o acesso
gratuito é financiado por meio de formas pacíficas de publicidade. Aquilo que a lei estatal havia transformado
em uma guerra de todos contra todos, o mercado converteu em um sistema de paz e
abundância para todo mundo.
Trata-se
de uma solução absolutamente brilhante, além de ser um fantástico exemplo de
como o mercado é capaz de fornecer soluções pacíficas para problemas que, caso
contrário, o estado iria abordar com coerção e brutalidade. A solução do mercado para este caso foi do
tipo “breaking bad”[1], no
sentido de que foi uma rejeição explícita a tudo que o estado estava tentando
impor. E como os custos impostos pela
agressiva abordagem estatal estavam crescendo enormemente, o mercado encontrou
outra saída. Guerra custa caro.
Já
a prosperidade requer paz. O estado
queria guerra, mas o mercado disse ‘não’.
É claro que seria muito melhor se as regulamentações e as proteções aos
monopólios intelectuais fossem revogadas e o próprio mercado fosse incumbido da
tarefa de criar modelos comerciais de distribuição em um ambiente livre de
intervenções. Porém, em vez de apenas
ficar inerte esperando por mudanças na lei, o setor privado encontrou uma forma
de contornar a lei.
E
esta solução está mudando completamente a maneira como se faz distribuição
musical. Quando o cantor/rapper
sul-coreano PSY surgiu com sua música “Gangnam Style”, ainda em julho deste ano,
seu vídeo se tornou um viral muito além das expectativas de qualquer ser
humano. Ele está fadado a ser o primeiro
vídeo do YouTube a receber 1 bilhão de visualizações, e tudo isso em um
extremamente curto período de tempo.
PSY
(Park Jae-Sang) é um artista que padecia no anonimato havia uma década. Ele sabia o valor da exposição. Quando sua música começou a ser pirateada,
quando restaurantes com o nome de Gangnam Style começaram a surgir, quando
camisetas e produtos com sua marca começaram a pipocar por todos os lados, ele veementemente
se recusou a impingir sua propriedade intelectual. Ele muito sabiamente percebeu que qualquer
tipo de compartilhamento de sua imagem poderia ser positivo para ele. E, sem nenhuma surpresa, estima-se que ele
irá faturar US$8,1 milhões este ano apenas com downloads de sua música no
iTunes, ingressos para suas apresentações e publicidade. Graças à sua recusa em participar do sistema
estatal de proteção ao monopólio intelectual, ele se tornou um dos músicos mais
famosos do mundo, e rapidamente será um dos mais ricos também.
Vale
a pena pararmos para refletir um pouco sobre as lições deste exemplo. Em nossa época, o aparato de regulação
estatal — não apenas para a propriedade intelectual, mas também, e
principalmente, para todas as áreas da economia — criou uma situação
intolerável e insustentável para todos os cidadãos. Até mesmo aqueles que imaginavam que iriam se
beneficiar das regulamentações protecionistas não estão colhendo as promessas
— pelo menos não no grau em que imaginaram.
E é assim porque a marcha da história não pode ser interrompida nem mesmo
pelas maiores e mais violentas tentativas de coerção estatal. O mercado sempre irá prevalecer — o que é
apenas outra forma de dizer que a ação humana irá preponderar sobre a coerciva
maquinaria do estado — no longo prazo.
Estamos
testemunhando isso em todas as áreas da vida.
As leis estatais antidrogas estão sob séria pressão de pessoas
revoltadas com as horrendas ondas de encarceramento por causa de ações que a
maioria das pessoas não considera serem crimes sérios (como fumar
maconha). A educação pública, por mais
poderosos que sejam os sindicatos de seus funcionários, está desacreditada, e
sua decadência está levando os pais a optarem pelo ensino doméstico autônomo,
pela educação via internet ou por alternativas criativas oferecidas pelo mercado
(como a Khan Academy). Em poucos anos, a educação pública — e sua
usina de doutrinação marxista — deixará de ter qualquer importância.
Até
mesmo o até então poderoso e intocável setor bancário está passando por
turbulências, não obstante todas as tentativas dos bancos centrais e dos
governos de monopolizarem o sistema. A
nova moeda Bitcoin
está crescendo e prosperando, não obstante todas as tentativas de dizer que o
arranjo é uma farsa e uma fraude. Novos
sistemas de pagamento estão surgindo diariamente na forma de cartões-presentes
[também chamado de Gift Card, é um
cartão pré-pago que tem como objetivo ser usado para presentear pessoas para
quem você não sabe qual presente específico dar] e de cartões que podem ser
instantaneamente carregados com dinheiro.
Aplicações digitais estão permitindo novas formas de empréstimos que
contornam completamente o sistema oficial chancelado pelo estado.
Pessoal,
se vocês quiserem entender como o estado entrará em colapso no futuro, é para
essa direção que vocês têm de olhar. O
colapso do estado não ocorrerá pela via política. Não ocorrerá por meio de reformas
implementadas de cima para baixo.
Ocorrerá, isso sim, por meio do sistema empreendedorial de tentativa e
erro, pois o mercado não ficará inerte.
Tendo de lidar com os pavorosos custos impostos pelo anacrônico sistema
estatal, o mercado continuará encontrando maneiras criativas e surpreendentes
de burlar o aparato coercivo, inventando com eficácia novas esferas de
liberdade que permitirão que o progresso ocorra.
Todo
e qualquer ato de empreendedorismo é, por definição, revolucionário. Há um espírito anarquista em sua raiz. Um ato empreendedorial é um ataque ao cerne
do status quo. Empreender significa
estar insatisfeito com a atual situação.
Empreender significa imaginar algo novo e melhor. Empreender é um ato que produz mudanças graduais,
inesperadas e não consentidas, pois acrescenta uma nova dimensão de experiência
a como nos vemos, a como nos entendemos e a como interagimos com os outros.
Sem
empreendedorismo, a história não registraria nenhum momento de progresso, a
nossa compreensão do quão singular e especial é essa nossa época neste mundo
seria para sempre indefinida, e toda a sociedade iria atrofiar até
finalmente morrer. Com o
empreendedorismo, toda e qualquer tentativa de controlar e paralisar o mundo
encontra resistência e, no longo prazo, sempre fracassa.
A
história nos ensina que aqueles que ousam tentar bloquear o progresso humano
sempre acabam sendo atropelados. Sim, haverá
muito atrito e vários poderosos serão vitimados à medida que tentamos nos mover do
atraso para o progresso. Mas chegaremos
lá, um ato de desobediência criativa de cada vez.
[1] Trocadilho
com um seriado americano homônimo. O
termo “breaking bad” é uma gíria do sul dos EUA que significa que alguém se
desviou do caminho correto e passou a fazer coisas erradas.
Bravo!!!!! Que Artigo inspirador!!!!!!! \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/
Jeffrey Tucker, como sempre, inspirador. Não sei se compartilho das mesmas expectativas, pelo menos para as próximas décadas, mas espero que, no longo prazo, a humanidade tenha um futuro desatrelado das constantes e crescentes intervenções estatais.
É bom ler um artigo destes pela manhã… dá forças.
O mercado é a PAZ e a interação livre.
O estado é a guerra e a imposição coercitiva.
Grande Tucker! Brilhante!
Não sei se as perspectivas são tão otimistas assim. Por mais que a natureza dos agentes do mercado seja a de burlar as adversidades, o agentes do estado também percebem quando chega a hora do colapso e realizam reformas (mesmo que paliativas) pra o estado voltar a respirar. E de nada adiante também se o estado popularmente leva o crédito pelas coisas boas e o mercado pelas ruins, como geralmente acontece. Nunca teremos prosperidade de fato com o mercado, no campo econômico, se não vencermos a guerra cultural.
O artigo é realmente excelente. Um dos melhores a serem postados neste site, especialmente na narrativa do anarquismo pressionando o status quo. Infelizmente, discordo do final. Para cada passo anárquico, temos uma reação estatal. Eu vejo, portanto, dois erros fundamentais na conclusão:
1 – O artigo subestima o poder e aparato estatal de violência. Subestimar o inimigo é o passo mais certo para a derrota. Achar que o Estado definhará sozinho é de uma inocência gritante. Na prática, mesmo com toda a pressão anárquica de baixo pra cima, vemos estados e democracias cada vez maiores, tanto nos EUA quanto aqui. Sinal de que essa tática não está dando tão certo assim.
2 – Como todo artigo do Tucker, é muito focado em um “mundinho particular” criado por ele. Tucker me parece o Bobby Generic do “fantástico mundo de Bobby”, onde o personagem tem uma representação única da realidade que o cerca. De fato, de acordo com Kant, todos temos um modo único de perceber a realidade a nossa volta, mas Tucker se desvia muito do padrão-médio. Assim como aquele inacreditável artigo sobre a estadia dele no Brasil (“Brazil and the spirit of liberty”), aqui ele incorre no mesmo erro de ver coisas ao seu redor e generalizá-lo (diga-se de passagem, esse método indutivo que ele usa – sem querer – para escrever seus artigos é o que há de mais anti-praxeológico que existe). Pode até ser que entre os amigos e chegados dele as pessoas estão conseguindo se livrar das garras estatais, mas o cidadão médio americano não. E se o cidadão médio americano estiver conseguindo, certamente o cidadão médio brasileiro não, o que significa que a teoria do artigo é aplicável apenas num dado local e circunstância histórica, e não de maneira universal.
Eu posso ser mais pessimista, mas não consigo vislumbrar o fantástico mundo de Tucker. Para mim, o poder estatal cada vez mais cresce e se legitima na cabeça corrompida de todas as pessoas com quem convivo.
Um ESPETÁCULO!
Me arrisco até em dizer que será um dos que mais trará repercussão e pessoas para o IMB!
bom dia!
Em breve a Coreia do Sul terá eleicoes. Li que Park Chung-hee (avo da candidata de hoje) foi o pai ditatorial da modernização sul-coreana, forjada pelo casamento entre o estado e os maciços conglomerados econômicos familiares (chaebol, em coreano).
A economia da Coreia do Sul ainda é alicerçada neste principio?
No caso da Coreia do Sul a ditadura foi importante? abs
Um jeito muito mais fácil de acabar com o estado seria obrigar as repartições públicas a possuir um sistema de som interno, que tocasse essa praga coreana em loop e em um volume considerável. Em dois dias os funças se tornariam uma espécie extinta.
Esse senhor está exageradamente otimista. A realidade é bem diferente. O aparato estatal está cada vez mais forte e presente na vida das pessoas em qualquer país do mundo.
O artigo em momento algum nega isso. Ele apenas descreve como poder-se-á dar a derrocada. Acho que tanto você quanto o leitor Bernardo acima não conseguiram entender a real mensagem do artigo.
eu entendi a mensagem do artigo e concordo que o Estado será derrotado no longo prazo, mas a visão do Tucker é otimista demais.
O mercado tem a bitcoin, o judge-me.com, os meios de pagamento digital, o khan academy etc
mas isso só vai aumentar o bolo econômico que o Estado pode parasitar e como disse o Molineaux, vai ser o alimento de mais crescimento estatal.
Existem 2 coisas que o Estado ainda controla e que serão decisivas
FORÇA FÍSICA
IDEOLOGIA
é preciso que as pessoas enxerguem o que é o Estado ou de nada adiantará esses dribles puntuais.
tem cara que fica todo feliz de evitar impostos na microempresa dele e baixar um VPN no PC… mas defende que o Estado taxe as grandes fortunas ou invista em saúde pública
enquanto isso existir, haverá Estado… isso é praxeológico
Outro problema é a força física
do que adiantarão os seus bitcoins e homeschooling se o Estado possui tanques e bombardeiros?
é preciso mudar a ideologia primeiro
depois virá a verdadeira solução que não é o mundo encantado de Tucker e sim o realismo do Hoppe
seguradoras e exércitos privados
haverá seguros contra a agressão estatal
soldados desertarão em massa pra ganhar mais nas agências privadas
e grupos de assassinos especializados eliminarão as lideranças estatais que insistirem em agredir inocentes
qualquer revolução nesse nível acaba em porrada
Ótimo texto! Parabéns!!
Hoje todo o meu dinheiro já está em forma de Bitcoins! Não tenho mais Reais. Estou fechando todas as minhas contas bancárias. O Estado já não tem controle NENHUM sobre o meu dinheiro. E estou ensinando todas as pessoas ao meu redor, a fazerem o mesmo.
Primeiro, os Bancos irão sumir, depois o Estado irá mudar… Gosto do seguinte exemplo:
O Estado laico é o Estado separado da religião e, agora com o Bitcoin, irá surgir um novo Estado, separado do sistema financeiro.
Conseguem imaginar?!?!
No fim, o Brasil irá desaparecer, junto com os EUA, Japão, etc e etc… Pois nós, o povo da Terra, somos um só!
Nenhum Estado é melhor do que um Estado!
Eu sou LIBERTÁRIO!!! ABAIXO O ESTADO!!
Mais idiota que essa música só mesmo a onda de fanatismo que ela criou.
Os mesmos que querem ‘música’ de graça são os que querem pão e circo de graça.
Esse senhor está exageradamente otimista. [2]
O que os bitcoinzistas esquecem é que sem governos qualquer um poderia criar um dinheiro eletrônico lastreado em ouro, então usar bitcoin não faria o menor sentido
Uma dúvida: há um artigo aqui no site que diz “copiar não é roubar”. Então, em qual caso seria considerado roubar (do ponto de vista da propriedade privada do indivíduo, e não das “leis autorais”)?
Aliais, também não sei de onde ele tirou que esse exemplo do youtube ferra a vida do governo
No máximo ferra a vida de algumas empresas, antes era bom pra empresa A e ruim pra B, hoje é bom pra B e ruim pra A. E o estado continua o mesmo.
Aliais, até se acabassem com a PI da noite pro dia ia ser a mesma coisa.Umas empresas iam se ferrar, outras se dar bem, e o tamanho do estado ia continuar o mesmo.
Pessoal do IMB, não tinha uma opção de comprar vários exemplares das 6 lições por um precinho camarada??
Obrigado!
Eu pego emprestado, de um amigo, um ingresso para um determinado show artístico, e o escaneio e faço uma cópia exata (clonagem). Eu entro no show. O meu amigo vem depois e é barrado porque alguém já entrou com ingresso igual. O meu amigo vai entender a minha atitude?
Detalhe: o hipotético ingresso não é personalizado, possui apenas uma senha qualquer.
Ricardo,
Não roubei o ingresso (senha) do meu amigo. Apenas o copiei. Se ele chegou depois e dançou, o que eu tenho a ver com isso? Eu apenas tive uma “boa ideia” (copiar). Nada impede que ele faça uso dessa “boa ideia” com outro.
Exemplo no Brasil: PagSeguro anos-luz a frente do Procon.
Suponhamos: eu sou um artista medíocre que há anos venho tentando emplacar um sucessozinho desses que são apenas fogo de palha. De repente, tenho uma ideiazinha única na vida e crio um hit de suingueira (argh!) para o carnaval do próximo ano. Bom, eu coloco no youtube. Ninguém escuta. Por azar, eu fico doente e internado em coma durante seis meses. O carnaval passou, mas teve um sujeito que viu e copiou para a conta dele no youtube. O video foi acessado por bilhões de pessoas no Brasil e no mundo. O cara ganhou uma grana preta. Muita gente também ganhou. Menos eu. Passado o carnaval, eu vou tentar querer “bombar” meu video no youtube. Não dá. O carnaval passou e ninguém aguenta mais ouvir aquela musiquinha insuportável.
A contra gosto, banquei o socialista: fiz muita gente rica e feliz que compartilhou meu único hit musical. A mim, só me restou a “riqueza” moral de ser reconhecido por um bem copiável que nunca pude usufruir financeiramente.
Não sei se já tem uma pergunta sobre isso aqui, mas eu queria discutir a seguinte questão: Eu sou a Pfizer, invisto bilhões de dólares em pesquisas de um medicamento revolucionário. Que incentivo eu terei para fazê-lo se o meu direito de propriedade sobre a descoberta não for respeitado? Eu investiria nisso ou esperaria outro fazê-lo para depois roubá-lo? Não seria necessário a proteção a propriedade intelectual nesse caso devido ao passivo acumulado por anos de investimentos?
“A contra gosto, banquei o socialista: fiz muita gente rica e feliz”
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
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HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Esses esquerdistas são uns asnos mesmo.
Então quer dizer que se o socialista cagar uma bosta grande em um pinico,dar a a merda para mim,e eu descobrir que a merda do socialista é um otimo veneno contra pragas e ganhar um monte de dinheiro por causa disso,eu estarei infrigindo leis estatais e praticando pirataria??? Terei eu que pagar direitos autorais por algo qu nem o proprio dono da valor ou se da valor coloca em local para todos pegarem?
Se eu compro uma caixa de papelão por R$0,20 centavos e vendo a mesma caixa por R$10,00 e tem gente para me pagar esse preço,estarei eu sendo um vigarista explorador pois eu fui muito mais inteligente e experto que o esquerdista.
Como falam no forum.
A esquerda nada mais é que a politica da inveja…..
O problema agora é que o youtube virou uma máquina de publicidade e todo vídeo nele começa com um anúncio, sendo que vc tem de esperar um tempinho até poder pulá-lo. Isso enche o saco. Eles podiam manerar nos anúncios. Eu acho que para os usuários antes era melhor.
Acompanho o website – gosto demais dos artigos, penso que é um super trabalho de divulgação de boas idéias.
Quanto a questão dos direitos autorais me oponho a idéia defendida no texto.
gostaria de exemplificar:
digamos que eu seja um empreendedor da área de software – tenho uma idéia, contrato pessoas e desenvolvo
um sistema; dentro da lógica fundamental de defesa dos direitos de propriedade eu, como legítimo
dono deste conjunto de linhas de programação posso decidir livremente o que fazer:
– deixar o programa gratuito na rede e vender serviços de consultoria
– vender apenas o direito de uso e não permitir cópias ilegais
a mesma lógica aplica-se a qualquer outro bem digital: músicas, livros, filmes etc.
quem constroi algo é seu legítimo dono.
o exemplo do texto reforça esta lógica: o coreano decidiu não cobrar pela execução da música (música?) e obter
ganhos periféricos. mas foi uma decisão dele, livre!
A idéia de que, a longo prazo, o estado deixa de existir, é contrária ao que vemos na história. Estados eventualmente sempre entram em colapso, mas são substituidos por outros governos, geralmente sobre áreas menores. Houveram inúmeros eventos de colapso estatal na história, mas a todos eles se seguiram, primeiramente uma época de violência, e depois o surgimento de governos menores sobre as várias partes do ente estatal anterior, muitas vezes com a separação de províncias, de cidades, ou o estabelecimento de governos tribais.
Formas menos coercitivas de governo normalmente surgem quando pessoas pessam sobre o assunto, e propõem restrições ao poder dos governantes. O mercado é sempre parte desse processo, mas o pensamento das pessoas no sentido de mais liberdade parece ser essencial para que o aumento da liberdade seja mais consistente. Mas para que as pessoas tenham as idéias corretas, é necessário que elas estudem história. Ora, as pessoas não estão aprendendo mais história, pelo contrário, estão conhecendo cada vez menos sobre ela.
Ainda não estou plenamente convencido de que o anarcocapitalismo é viável.
Sempre me vem à mente a situação de Israel: o poderio bélico do Estado de Israel é fundamental para rechaçar,dissuadir e repelir as investidas dos inimigos do Povo de Israel. Supondo que os israelenses adotassem unilateralmente o anarcocapitalismo, qual instituição catalisaria e concentraria forças capazes de protegê-los?
Ademais, a convivência harmônica entre os ocidentais e os islamitas é impossível, na medida em que os muçulmanos constituem uma sociedade extremamente messiânica e expansionista (almejam o Califado Universal), recorrendo dogmaticamente à violência e á intolerância para com os infiéis (ou seja, todos nós ocidentais). Portanto, mesmo que as idéias anarcocapitalistas prosperem no ocidente, seria uma tremenda ingenuidade acreditar que um povo essencialmente fundamentalista como os muçulmanos aderissem a elas.
O colapso do estado comunista foi facilmente previsto por Mises e Hayek. Já o colapso do estado intervencionista é mais complicado, mas acredito que provavelmente chegará o tempo em que a sociedade não aguentará mais o peso do governo e de seus impostos e regulações, e terminará, por fim, o mercado negro prevalecendo. Já hoje lembro que há uma grande quantidade de trabalhadores sem carteira assinada e de negócios feitos fora do controle do estado, os camelôs são um exemplo.
O estado intervencionista deve durar bem mais que o comunista. Infelizmente eu sou pessimista enquanto a rapidez desse processo. Se o estado comunista durou, como a URSS, oitenta anos, o estado intervencionista deve durar uns duzentos anos no mínimo.
Confesso que entendi pouco as idéias do autor, e menos ainda alguns dos comentários acima.
Em primeiro lugar, existe uma diferença muito grande entre definir qual a função do Estado na sociedade democrática e qual a eficiência com que o mesmo realiza a tarefa a que se propõe. De fato, não podemos concluir, baseados em dados como quadro de pessoal ou análises de produtividade, qual a verdadeira extensão do papel do Estado na sociedade, ou como ele atua sobre o mercado. Prever a extinsão dessa entidade partindo de evidências semelhantes às acima citadas é extremamente discutível. Estas alterações podem ser explicadas por diversos outros fatores, como a digitalização crescente dos aparatos do estado ou as mudanças estruturais recentes dos órgãos estatais.
Em segundo lugar, não podemos nos esquecer que o Estado moderno foi fundado justamente para garantir a propriedade individual. O autor usa como exemplo “a proteção ao monopólio intelectual” no caso do Gangnam Style. Como contraponto, usarei outro exemplo de “proteção ao monopólio intelectual”, o da quebra de patentes de remédios realizada pelo ministério da saúde há alguns anos atrás. Lembram a reação de gigantes como a Pfizer e a Byern? Afinal, à quem a lei de proteção intelectual protege? Certamente, não ao estado democrático! Protegeria, então, aos indivíduos que compõem essa democracia? Não é o que parece em nenhum dos exemplos utilizados. Ninguem quer pagar para ter Psy tocando em sua festa, e todos preferem comprar remédios mais baratos.
Mas porque então, o Estado cria leis que, no mínimo em um primeiro momento, não protegem o interesse público? A resposta parece ser: pressão de mercado! Investimentos exigem garantias! Garantias fornecidas em lei, que muitas vezes se provam grandes barreiras insitucionais ao livre agir do ser humano (que não se confunde, de maneira alguma, com o mercado – como estão sugerindo). Garantias que vêm se tornando mais perversas à medida em que as grandes corporações crescem em relação ao Estado, submetendo-o a sua vontade. Poderia-se dizer então que, por fim, o tamanho do Estado reduziria-se tanto que, em seu limiar, ele desapareceria. Porém, o Estado, quando em situação de inferioridade frente às corporações, parece servir aos interesses majoritários do mercado (ou aos interesses de quem domina o mercado), tornando-se peça-chave na engrenagem que movimenta o ciclo Investimento/Retorno.
Suponhamos, porém; que o Estado seja extinto. Quantas pessoas seriam extintas, socialmente falando, junto com ele? Ou alguém acho que o mercado é capaz de incluir à todos? Como o mercado inclui os deficientes, os idosos, as crianças órfãs? Qual a condição que o mercado propõe àqueles com o chamado “capital social” baixo ou baixíssimo? O mercado seria mais perversamente exclusivo frente a supressão do Estado. Mesmo assim, tem muita gente comemorando essa possibilidade. Por que? Primeiro isso me pareceu ser egoísmo. Qualquer um que ocupe uma posição central no mercado, como todos nós, se vê embarreirado diariamente pelo Estado – e a barreira da previdência social, das férias obrigatórias, é a barreira dos impostos, das leis de proteção ambiental, do salário mínimo, do 13º, ufa! A remoção disso tudo facilitaria o nosso cotidiano, tudo o mais constante. Porém, em uma segunda reflexão, percebi que trata-se de um tiro no próprio pé! O estado levanta tantas barreiras, justamente para assistir aos desassistidos pelo mercado!!! É o papel do Estado no que se chama de “capitalismo assistencialista” – que, por sinal, é a forma pela qual o capitalismo reciclou-se já no início do século passado, quando teve sérios problemas.
Nossos problemas não acabam com a extinção do Estado, nossa liberdade sim! Até o mercado sofreria certo retrocesso. Subtraiam o Estado, e teríamos a volta das greves nas organizações privadas (ou vocês se esqueceram de que foi lá que as greves começaram?). Subtraiam o Estado e o sistema se tornará mais exclusivo. Subtraiam o Estado e as grandes corporações, já estabelecidas, se tornariam as responsáveis por impor, direta e vorazmente, suas próprias barreiras de proteção. Cuidado, os sonhos viram pesadelos muito rapidamente!
Também achei o texto otimista demais. No exemplo dado realmente houve uma grande evolução. Mas em compensação temos cada vez mais intervenção estatal em vários outros campos. A minha impressão é de que de maneira geral a situação piorou em vez de melhorar.
Também não concordo com o uso do termo “revolução”, que, ao contrário do que nos ensinam na escola, é algo ruim. Não foi obviamente o que aconteceu no Youtube. Mas aí também vai um certo purismo meu, já que o sentido da palavra certamente foi outro…
Desvalorização do real ante o dólar e fraco desempenho do PIB nos últimos trimestres fazem Reino Unido recuperar lugar perdido em 2011
17 de dezembro de 2012 | 2h 07
LEANDRO MODÉ – O Estado de S.Paulo
A desvalorização do real em relação ao dólar fez o Brasil perder o sexto lugar no ranking das maiores economias do mundo. Considerando o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no 4º trimestre de 2011, e no 1º, 2º e 3º trimestres deste ano, o País voltou para a sétima posição, atrás do Reino Unido. A atividade econômica brasileira em marcha lenta foi decisiva para que a distância entre os dois países subisse para a casa dos US$ 200 bilhões, o equivalente ao PIB da Romênia.
A Economist Intelligence Unit (EIU), responsável pelo levantamento, calcula que a economia do Brasil só voltará a ultrapassar a britânica em 2016. “Segundo nossas estimativas, o País vai continuar crescendo mais do que o Reino Unido ao longo desses anos, mas, levando em conta a evolução da taxa de câmbio projetada para o período, o Brasil só voltará a ser sexto em 2016”, explicou o economista da EIU responsável pela América Latina, Robert Wood.
A EIU, braço de análise da revista britânica Economist, considera no levantamento apenas o PIB nominal dos países (resultado da soma das riquezas produzidas) convertido em dólar. Por isso, na ‘disputa’ Brasil/Reino Unido, pesou a expressiva desvalorização do real ante a moeda americana em 2012. Até sexta-feira, o dólar ganhava quase 12% na comparação com o real. No mesmo período, a libra esterlina acumulava valorização de quase 4% em relação à moeda americana.
Como é inimaginável que o Brasil cresça os cerca de 16% que compensariam o desempenho das taxas de câmbio no ano, o País perderia a sexta posição do ranking de qualquer forma. No entanto, se o desempenho da economia brasileira fosse melhor, a diferença entre os dois países seria inferior aos quase US$ 196 bilhões de hoje.
Diferentes réguas. O Brasil cresceu 0,7% de janeiro a setembro deste ano, enquanto o Reino Unido registrou estagnação no período. Caso o Brasil tivesse crescido no mesmo ritmo de outros pares latino-americanos, como Chile e Peru, que vêm se expandindo na casa dos 5%, teria encurtado a distância.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,brasil-perde-posto-de-6-maior-economia-,974586,0.htm
Queria saber onde estão os inflacionistas que dizem que a desvalorização da nossa moeda gera crescimento.
“a marcha da história não pode ser interrompida …” Parece que eu já ouvi isso antes…
Se fosse tudo tão simples poderíamos simplesmente sentar e esperar que o mercado vá encontrando maneiras do nos livras das garras estatais. Talvez daqui 100 anos não será mais exigido diploma dos nossos netos, para que eles exerção certas funções. O mercado fará, daqui 300 anos talvez, com que nossos tátara-netos não sejam obrigados a cursar o ensino regular. Daqui 1000 o mercado da um jeito de os jovens com 18 anos não precisarem mais servir. E a história, ou o mercado vai continuando sua marcha em direção a liberdade!
A própria história prova que temos caminhado, pelo menos nos últimos séculos, para cada vez mais estado. É só olhar para os EUA e o crescente crescimento do tamanho do estado. Para conseguirmos liberdade teremos de lutar por ela de algum modo, teremos de conquista-la.
Miqueias escreveu: “Se fosse tudo tão simples poderíamos simplesmente sentar e esperar que o mercado vá encontrando maneiras do nos livras das garras estatais.”
O artigo diz: “Porém, em vez de apenas ficar inerte esperando por mudanças na lei, o setor privado encontrou uma forma de contornar a lei.”
Ou seja, ou o Miqueias não leu o texto com a atenção necessária, ou ele pulou algumas partes.
“Simplesmente sentar e esperar” é exatamente o que nós, o mercado, não podemos fazer. Em momento algum, como mostrado, o artigo advoga isso.
Eu concordo com o Tucker. Acho que o mercado, com sua inigualavel capacidade de gerar riqueza será fundamental para que as pessoas vejam que nao precisam de um governo autoritario e imoral para viver suas vidas em paz.
Dá uma depressão vir pra cá e encontrar a foto desse japonês idiota, pqp
Pra mim o ‘sucesso’ desse cara é só mais uma prova de como as massas estão cada vez mais estúpidas.Se o tiririca fosse americano ia ser a fiorentina bombando no mundo.
É tudo no mesmo nível.Deprimente.
Quem é um gênio criativo capaz de ter muitas idéias boas podia fazer como o pessoal do linux, criar tipo uma ong pra ter idéias e soltar elas de graça pro mundo, e quem quiser ajuda esse cara com doações
Como o Bill Gates que deu n sei quantos milhões pro Salman Khan lá. Quem fosse bom mesmo, não ia faltar quem ajudasse.
A maioria das pessoas dessa área de comentários que dizem se opor à idéia do texto (crítica ao SISTEMA ESTATAL DE PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL) está atacando um espanhtalho.
Leiam o texto de novo, mais precisamente essa passagem:
“É claro que seria muito melhor se as regulamentações e as proteções aos monopólios intelectuais fossem revogadas e o próprio mercado fosse incumbido da tarefa de criar modelos comerciais de distribuição em um ambiente livre de intervenções.”
Um ambiente de livre mercado chegaria a soluções MUITO MAIS EFICAZES para os supostos “direitos de propriedade intelectual”. Aliás, isso já ocorre. Em muitos setores da economia os empresários preferem o “segredo industrial” à proteção patentária.
oglobo.globo.com/pais/senado-aprova-pacotaco-de-aumentos-criacao-de-cargos-para-os-tres-poderes-7093377
Não me parece que o estado está diminuindo, infelizmente.
Aproveito o comentário para pedir que alguém me indique um artigo que fale sobre como seriam tratados os mendigos, deficientes, ou pessoas que nascem desprovidas de qualquer propriedade em uma sociedade anarcocapitalista. E caso o anarcocapitalismo fosse implementado agora, como seria dividida a propriedade publica entre as pessoas?
Achei a idéia de “negative income tax” que o Milton Friedman usa muito boa, porém acho que nao se aplicaria numa anarquia.
Obrigado!
Já peço desculpa antecipadamente pois este comentário não considerou os 108 comentários anteriores (sucesso merecido), mas uma coisa que o texto não abordou que seria interessante frisar é que, a despeito da solução da google a este respeito (associar comerciais às músicas com direitos autorais), mitiga os efeitos da famigerada legislação para todos os envolvidos, mas não o elimina.
Como exemplo, é difícil supor que um site menor que o youtube consiga atrair comerciais no grau e escala que o google (empresa qual, até o momento, não tenho nada contra), de forma que a imposição legal de obediência a direitos autorais acabou por favorecer enormemente o google, eliminando potenciais concorrentes (principalmente os pequenos).
Certa vez eu vi uma definição de que economia pode ser entendida como o estudo dos efeitos não intencionais das ações. Bem, isso parece fazer sentido.
bom dia!
Li o comentario abaixo de um discipulo de Keynes:
Nem entro aqui no argumento econômico da escola austríaca, apenas o político.
E o lado político de Mises elogiou o fascismo, dizendo até que havia méritos, como se pode ver no seguinte trecho:
"It cannot be denied that Fascism and similar movements aiming at the establishment of dictatorships are full of the best intentions and that their intervention has, for the moment, saved European civilization. The merit that Fascism has thereby won for itself will live on eternally in history. But though its policy has brought salvation for the moment, it is not of the kind which could promise continued success. Fascism was an emergency makeshift. To view it as something more would be a fatal error".
mises.org/liberal/ch1sec10.asp
Nem vou me alongar, pois a mesma gistória que iria demonstrar os méritos do fascicmo demonstrou o contrário. Na página seguinte, uma defesa das drogas:
"No words need be wasted over the fact that all these narcotics are harmful. The question whether even a small quantity of alcohol is harmful or whether the harm results only from the abuse of alcoholic beverages is not at issue here. It is an established fact that alcoholism, cocainism, and morphinism are deadly enemies of life, of health, and of the capacity for work and enjoyment; and a utilitarian must therefore consider them as vices. But this is far from demonstrating that the authorities must interpose to suppress these vices by commercial prohibitions, nor is it by any means evident that such intervention on the part of the government is really capable of suppressing them or that, even if this end could be attained, it might not therewith open up a Pandora's box of other dangers, no less mischievous than alcoholism and morphinism."
mises.org/liberal/ch1sec11.asp
Quem continuar lendo, verá o extremismo e o relativismo de Mises, dizendo que se o Estado regula isso, deveria regular o tipo de comida, os hábitos, o sexo. Um exemplo de coerência.
Abraços.””
Como eu ainda nao conheco o bastante de Mises para refutar, tem como refutar?
abs
Só discordo uma coisa do J. Tucker: É um saco esperar o anúncio do YT começar antes de aparecer o botão ”pular anúncio”. Mas é compreensível a importância disto hehehe…
Por sua visão de economia de mercado, Psy logo vai bater um bilhão de acessos no You Tube, agora que já está em 992.802.047.
“um ato de desobediência criativa de cada vez.”
This is the key.
Achei o Singaporean style mais divertido. http://www.youtube.com/watch?v=VFqLy27OSd4
Tucker e seu costumeiro otimismo inocente. Chega a ser engraçado até.
Se o PSY não se importou com a pirataria da música dele, qual foi o problema entre ele o Latino?
Desculpem por não ter haver muito com o cerne da questão do articulista, mas acho importante comentar.
Mas eu não acho que foi por puro talento do artista Psy que fez o mesmo vídeo ter chegado a 1 bi de visualizações.
Outros internautas fazem coisas piores (na proporção de 48 horas/min como disse o articulista)
Por que cantar uma música que critica por meio de esteriótipos e caricaturas (faz uma critica social como dizem é mais bonito e politicamento correto) conseguiu ter rendido 1 bi de visualizações?
Gangman Style é uma paródia da vida social dos habitantes desse prospero distrito que já foi vala.
Muita coincidencia não?
Gangman é um prospero e rico distrito de Seul que a trinta anos atrás era uma vala a céu aberto, hoje um dos endereços mais cobiçados do país que graças ao capitalismo é claro pode prosperar desse jeito.
Governantes esquerdistas dançando… O próprio Psy deu uma entrevista em que ele disse que deveriam morrer todos os soldados americanos na coreia, e por todos aqueles que morreram?!? para que o próprio Psy pudesse fazer suas dançinhas nada empolgantes..
Será que a banalização de algo tão notório é passada tão facilemte desarpecebida pela mídia?
Um comentário que eu também achei interessante de um internauta ao comentar sobre a musica:
“Até que enfim um bosta que não é do brasil!”