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Sociedades pobres e sociedades ricas – o que faz a diferença

Querer
ajudar os pobres e necessitados é um sentimento nobre e correto, e está
presente em sua forma mais pura principalmente nos jovens e adolescentes.  Mas é necessário ter alguns cuidados para não
se deixar ser manipulado.  É necessário
estudar a situação com grande rigor científico, caso contrário corre-se o risco de acabar punindo aquele a quem se quer ajudar.

Riqueza e pobreza

A
diferença entre o Robinson Crusoé pobre e o Robinson Crusoé rico é
aparentemente simples, porém essencial: o rico dispõe de bens de capital.  E para ter
esses bens de capital, ele teve de poupar e investir.  

Bens
de capital são fatores de produção — no mundo atual, ferramentas, maquinários,
computadores, equipamentos de construção, tratores, escavadeiras, britadeiras,
serras elétricas, edificações, fábricas, meios de transporte e de comunicação,
minas, fazendas agrícolas, armazéns, escritórios etc. — que auxiliam os seres
humanos em suas tarefas e, consequentemente, tornam o trabalho humano mais
produtivo.

Os
bens de capital do Robinson Crusoé rico (por exemplo, uma rede e uma vara de
pescar, construídas com bens que ele demorou, digamos, 5 dias para produzir)
foram obtidos porque ele poupou (absteve-se do consumo) e, por meio de seu
trabalho, transformou os recursos que ele não havia consumido em bens de
capital.  Estes bens de capital
permitiram ao Robinson Crusoé rico produzir bens
de consumo
(pescar peixes e colher frutas) e com isso seguir vivendo cada
vez melhor.


o Robinson Crusoé pobre, por sua vez, não dispõe de bens de capital.  Todo o seu trabalho é feito à mão.  Consequentemente, ele é menos produtivo e,
por produzir menos e ter menos bens à sua disposição, ele é mais pobre e seu
padrão de vida é mais baixo.

O
Robinson Crusoé rico é mais produtivo.  E,
por ser mais produtivo, não apenas ele pode descansar mais, como também pode poupar
mais, o que irá lhe permitir acumular ainda mais bens de capital e
consequentemente aumentar ainda mais a sua produtividade no futuro.  Já o Robinson Crusoé pobre consome tudo o que
produz. Ele não tem outra opção.  Como ele não é produtivo, ele não pode se dar
ao luxo de descansar e poupar.  Essa
ausência de poupança compromete suas chances de aumentar seu padrão de vida no
futuro.

O
mesmo raciocínio pode ser aplicado para se diferenciar uma nação rica de uma
nação pobre.

Que
diferença há entre EUA e Índia?  Será que
a população indiana é mais pobre porque trabalha menos?  Não. 
Na Índia, trabalha-se até mais do que nos EUA.  Será que um indiano — ou um egípcio ou um
mexicano ou um haitiano — possui menos conhecimento tecnológico que um
americano ou um suíço?  Não, o
conhecimento está hoje disperso pelo mundo e tende a ser o mesmo.  Com efeito, os técnicos indianos são
reconhecidos como uns dos melhores do mundo. 
Então, por que há pessoas desnutridas e morrendo de inanição em Calcutá
mas não em Zurique ou em
San Francisco?

A
diferença entre uma nação rica e uma nação pobre pode ser explicada
exclusivamente por um único fator: a
nação rica possui uma quantia muito maior de bens de capital do que uma nação
pobre

Ao
passo que na Índia um agricultor cultiva sua terra com duas vacas e um arado,
nos EUA, um agricultor utiliza um trator e um computador.  E, com esses bens de capital, ele é múltiplas
vezes mais produtivo que seu congênere indiano. 
O americano seria o Robinson Crusoé rico, que possui uma rede e uma vara
de pescar; o indiano seria o Robinson Crusoé pobre, que utiliza as próprias
mãos para colher alimentos.

Quando
um indivíduo tem de utilizar apenas o trabalho de suas mãos, e o produto que ele
produz é utilizado imediatamente para seu consumo final, ele é pobre.  Quando este mesmo indivíduo passa a utilizar
bens de capital, como tratores, computadores e vários tipos de máquinas — os
quais só puderam ser construídos graças à poupança e ao subsequente investimento
de outras pessoas –, ele pode multiplicar acentuadamente sua produtividade e,
consequentemente, ser muito mais rico.

Quanto
maior a estrutura de produção — isto é, quanto maior o número de etapas
intermediárias utilizadas para a produção de um bem –, mais produtivo tende a
ser o processo de produção.  Por exemplo,
se o bem de consumo a ser produzido é o milho, você tem de preparar e cultivar
a terra.  Você pode fazer tal tarefa com
um arado ou com um trator.  O trator
moderno é um bem de capital cuja produção exige um conjunto de etapas muito
mais numeroso, complexo e prolongado do que o número de etapas necessário para
a produção de um arado.  Consequentemente,
para arar a terra, um trator moderno é muito mais produtivo do que um arado.  Portanto, o processo de produção do milho
será mais produtivo caso você utilize um trator (cuja produção demandou um
processo de várias etapas) em vez de um arado (cujo processo de produção é
extremamente mais simples).

Isto
explica por que um trabalhador nos EUA ganha um salário muito maior do que um trabalhador
na Índia executando a mesma função.  O
primeiro possui à sua disposição bens de capital em maior quantidade e de maior
qualidade do que o segundo.  Logo, o
primeiro produz muito mais do que o segundo em um mesmo período de tempo.  Quem produz mais pode ganhar salários maiores.

Essa
é a característica que diferencia um país rico de um país pobre.

Implicações lógicas

A
única maneira de se favorecer as classes trabalhadoras e os mais pobres, portanto,
é dotando-lhes de bens de capital, os quais são produzidos graças à poupança e
ao investimento de capitalistas

O
que é um capitalista?  Capitalista é todo
indivíduo que poupa (que consome menos do que poderia) e que, ao abrir mão de
seu consumo, permite que recursos escassos sejam utilizados para a criação de bens
de capital.

Consequentemente,
se um determinado país pobre quer enriquecer, ele deve criar um ambiente
empreendedorial e institucional que garanta a segurança da poupança e dos
investimentos.  A única maneira de se sair
da pobreza é fomentando a poupança, permitindo o livre investimento da poupança
em bens de capital, e estabelecendo um sistema de respeito à propriedade
privada que favoreça a criatividade empresarial e a livre iniciativa.  Em suma, deve-se permitir que os capitalistas tenham
liberdade e segurança para investir e desfrutar os frutos de seus investimentos
(o lucro).

Um
país que persegue os capitalistas, que tolhe a livre iniciativa, que não
assegura a propriedade privada, que tributa os lucros gerados pelos
investimentos, e que cria burocracias e regulamentações sobre vários setores do
mercado é um país condenado à pobreza. 
Já um país que fomenta a poupança, que respeita a propriedade privada, e
que permite a liberdade empreendedorial e a acumulação de bens de capital é um
país que sairá da pobreza e em poucas gerações poderá chegar à vanguarda do
desenvolvimento econômico.

Cigarras e formigas

Vivemos
em um mundo repleto de demagogia e de políticos populistas.  Estes são os principais inimigos da criação
de riqueza.  Acrescente-se a isso um
arranjo democrático, e o estrago tende a ser irreversível.

Se
um partido político prometer que, uma vez eleito, os salários serão duplicados
e as horas de trabalho serão reduzidas à metade, suas chances de chegar ao
poder tendem a aumentar.  Caso ele de
fato seja eleito e decrete tais medidas, o país empobreceria de imediato.  Manipular salários ou mesmo imprimir dinheiro
para manipular a taxa de juros são medidas que absolutamente nada podem fazer
para contornar o fato de que vivemos em um mundo de escassez.  E escassez significa que os recursos têm
antes de ser poupados para só então serem investidos para criar bens de
capital.  Manipulação de salários e juros
não pode abolir a escassez.  Não pode
aumentar a quantidade de bens de capital e nem a produtividade dos
trabalhadores.  A necessidade de se
abster do consumo (poupar) é um sacrifício que não pode ser encurtado por
políticas populistas.  O enriquecimento
não é algo que pode ser alcançado pela demagogia.

Se
este mesmo partido prometer apenas uma “redistribuição de riqueza”, tirando dos
ricos para dar aos pobres, os efeitos tendem a ser igualmente devastadores.  Seria o triunfo da filosofia da cigarra sobre
a filosofia da formiga.  É fácil entender
como se daria este efeito deletério.

Os
proprietários dos bens de capital de uma economia são os capitalistas.  Se o partido que está no poder for seguidor
de uma ideologia socialista que defenda a expropriação dos capitalistas e a
subsequente entrega de seus bens de capital para os trabalhadores, o que
ocorrerá caso esta política seja implantada é que estes trabalhadores irão
apenas consumir este capital, pois tal consumo fará com que seu padrão de vida
aumente momentaneamente.  A
consequência?  Tendo consumido o capital,
todas as etapas intermediárias dos processos produtivos serão extintas.  A estrutura de produção da economia será
dramaticamente reduzida.  A produtividade
despencará.  Todos estarão condenados à
pobreza. 

A
riqueza física dos ricos está justamente na forma de sua propriedade de bens de
capital — que foram criados por meio da poupança e disponibilizados para o uso
dos trabalhadores –, os quais possibilitam um aumento da produtividade e
consequentemente dos salários dos trabalhadores.  A redistribuição da propriedade destes bens
de capital levará apenas ao seu consumo imediato, impossibilitando-os de criar
mais riqueza no futuro.

A
riqueza só pode ser criada por meio da poupança e da acumulação de bens de
capital.  Não há atalhos para esse
processo. 

O
mesmo raciocínio é válido para uma situação que envolva apenas a redistribuição
de dinheiro.  Um milionário que tenha
quase todo o seu dinheiro distribuído aos pobres, de modo a ficar praticamente
com a mesma renda deles, fará apenas com que a população desta economia esteja indubitavelmente
mais pobre no futuro.  Os beneficiados
por essa redistribuição irão apenas consumir o seu dinheiro — pois isso lhes
trará um imediato aumento de seu padrão de vida — e não mais haverá poupança
(abstenção de consumo) nesta sociedade que permita a acumulação de bens de
capital.  Em vez de postergar o consumo
para possibilitar a criação de bens de capital, haverá apenas um intenso
consumo presente do capital existente.  O
Robinson Crusoé rico deu sua rede e sua vara de pescar para Sexta-Feira, que as
consumiu e deixou ambos com um padrão de vida futuro bem mais reduzido.

A
redistribuição de riqueza gera pobreza e perpetua a pobreza.  Porém, como tal fenômeno não é imediato, ele
pode ser implantado durante algum tempo sem que suas consequências sejam
imediatamente sentidas. 

Para
uma sociedade prosperar, a poupança e a acumulação de capital devem ser
incentivadas; jamais devem ser punidas. 
Sociedades que permitem que as cigarras imponham sua filosofia às
formigas jamais poderão ser ricas. 

 

Leia
também:

Trabalho, emprego, poupança
e capital

Sem propriedade privada não
há moralidade e nem civilização

Alguns conselhos para
aqueles que genuinamente querem ajudar os pobres


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158 comentários em “Sociedades pobres e sociedades ricas – o que faz a diferença”

  1. Fantástico o artigo. Deixo uma citação do Francisco D’anconia.

    “-Já procurou a origem da produção? Olhe para um gerador de eletricidade e ouse dizer que ele foi criado pelo esforço muscular de criaturas irracionais. Tente plantar um grão de trigo sem os conhecimentos que lhe foram legados pelos homens que foram os primeiros a fazer isso. Tente obter alimentos usando apenas movimentos físicos e descobrirá que a mente do homem é a origem de todos os produtos e de toda a riqueza que já houve na terra.”

  2. Mas, para o poupador ter lucro ele também precisa vender, e para vender, é preciso “estimular o consumo” – que é o contrário de poupar. Como a EA analisa isso?

  3. Excelente comparaçã0, mas, para sermos práticos,
    Como os pobres poderiam poupar quando eles não têm bens de capital?
    O que deveria fazer o Robinson Crosué pobre para sair de tal situação?

  4. Uma pergunta:

    Algumas das pessoas que foram contempladas com a distribuição de renda não iriam poupar esse dinheiro? E um subconjunto daquelas não poderia empreender?

    Tendo a imaginar que essa chance exista.

    Logo, há uma chance de que a redistribuição possa dar certo.

    Mas creio estar errado em minha análise, pois se o capitalista existente antes do processo de redistribuição de renda cometesse erros, a renda já teria sido transferida para melhores competidores no mercado.

    Alguém me dê uma luz, por favor.

  5. Só tem um problema.
    Nem todos os ricos são ricos por terem poupado.
    Muitos são ricos por serem amigos do rei.

    Eike Batista fez sua fortuna no livre mercado?

  6. Infelizmente essa é a realidade deste país de merda Se um empresário deseja prosperar precisa se relacionar com os burocratas. Isso é moralmente condenável, mas fazer o que?

  7. É uma falácia que os pobres não podem começar do nada.Muitos pobres começam do zero. Existem tantas pessoas que começaram do nada, e mesmo ganhando pouco conseguiram poupar alguma coisa todo mês seja comprando um terreno e pagando prestações e depois foram poupando e construindo sua propria casa,e depois na garagem de sua casa fazem um mercadinho e com seu proprio esforço ganham a vida, proporcionam estudos para seus filhos. Isto é a via natural, via mercado, sem ajuda do governo. Isto é postura de um genuino libertario. O homem nasce, cresce e deve lutar para sobreviver, seja prestando serviços, tendo seu proprio negocio. O homem já nasce capitalista, tem a obrigação de trabalhar para sua sobrevivencia. O capitalismo é a troca voluntária de mercadoria (bens e serviços) entre os homens. Por isto o capitalismo é uma entidade pacifica. Guerra atrapalham o comercio entre os homens. Voces podem ver que onde ocorre guerra é entre paises de economia mista e socialistas. Os primeiros colocados no ranking de liberdade economica nunca estão em guerra. Os socialistas são hipocritas pois eles atualmente esta usando o capital acumulado pelos paises para promover a justiça social que nada mais é que a preguiça remunerada. Acabem com o mercado e a riqueza desaparecera. Mercado livre e totalmente desinpedido é o maior produtor de bens e serviços que ocorreu na vida do homem. Na constituição russa estava escrito quem não trabalha não come. A liberdade de fazer o que tem de ser feito para conseguir objetivos pessoais eticos esta intrinsicamento ligada ao bem estar dos melhores paises para se viver no mundo. Vejam o Sr Obama está arrazando os Estados Unidos, onde o nivel de dependentes do governo alcançou ultimamente níves altissimos. O segredo da melhoria é a poupança e ambiente pro livre negocios e respeito total a propriedade privada. O resto é bra..bra bra.

  8. Capitalistas são a escória. O que tirará os pobres da sua situação miserável é uma revolução contra a burguesia exploradora, redistribuindo a riqueza para os seus legítimos proprietários (a classe trabalhadora).

    E poupança é bobagem. Esqueçam o longo prazo, até porque, no longo prazo, estaremos mortos!

    (Ironic mode)

    Excelente artigo. O engraçado é que a teoria econômica da escola austríaca, a mais clara e óbvia de todas, é considerada uma teoria obsoleta. Isso mesmo com os fatos de que os países que a adotaram são os mais prósperos do planeta.

  9. Muito bom!

    Artigo simplesmente sensacional. Me faz olhar para minha vida e meu modo de pensar com outros olhos.

    Estive fazendo durante todo este tempo, em parte, justamente o contrário do que se deve fazer.

    Muito obrigado!

  10. > Quem produz mais pode ganhar salários maiores.

    Há uma relação direta entre produtividade e salário? Pq eu acho que é mais direta com oferta e demanda. Se vc produz muito, mas a oferta de mão de obra é alta, vc vai ganhar pouco mesmo assim, não?

  11. “A redistribuição de riqueza gera pobreza e perpetua a pobreza”

    A frase mais estupida que eu já li. Se vc é rico e distribui sua rigueza a mil pessoas, entre essas pessoas existirá alguns com capacidade empreendedora para acumular dos demais aquilo que foi distribuido, aparecerá novos ricos e os demais continuarão pobres. Na economia real é diferente dos conceitos estúpidos estabelecidos aqui.

  12. Ainda penso que devemos abandonar palavras como ‘capitalista’ e ‘capitalismo’.
    São termos que já nasceram com cunho pejorativo.

    Ademais, “capitalismo” não é um termo tão bem definido como “livre mercado” e “liberdade econômica”. O que abre espaço para interpretações discrepantes.

  13. O artigo é excelente, muito bem escrito, com linguagem fácil e didática.

    Esse é o caminho, porém as idéias da EA, passam à trilhões de anos-luz do nosso Brasil.

    É muito bom ler um artigo assim, com fatos concretos, mostrando a verdade, e ver que os paises que prosperaram foram os que seguiram esta receita, me sinto um pouco em paz ao ler a verdade, e um pouco desanimado de saber que aqui no nosso pais, dificilmente ou talvez nunca o liberalismo dará o ar da graça, tendo em vista a natureza do brasileiro médio, estúpido, incauto, e que tem a capacidade de ser amestrado por um mentiroso de 9 dedos, com sua trupe de ideologia atrasada, que trouxe tanta desgraça e sofrimento ao mundo.

    Grato.

  14. Adorei o artigo!

    Gostaria de uma resposta, ou algum artigo que o faça, caso alguém da esquerda venha falar que bem capital pode causar desemprego…

  15. Que tristeza sinto ao ler textos desta natureza – e pior – ser tão aclamado e defendido por figuras extremamente narcisistas, individualistas e tão “cheios de razão”.
    O capitalismo é o sistema das desigualdades, se funda na brutal exploração do capital. Este texto representa a miséria dos tempos que vivemos atualmente.
    A balança do capitalismo é desigual por natureza pois para haver a riqueza, os excessos, deve haver a exploração e a miséria no lado oposto. Só defende este sistema extremamente injusto quem está do lado “pesado” da balança, que vivem suas vidas às custas do sacrifício e da miséria alheia.
    Enquanto houverem tipos como vocês, o mundo permanecerá fadado ao fracasso. Porque em um lugar onde aproximadamente 90% da população é controlada por 10% detentora do capital não se pode dizer que há justiça e nem felicidade.
    Mas como em outros momentos históricos, todo sistema tem seu colapso e o deste haverá de chegar. A Dialética de Hegel ensina que entre tese e antítese há sempre um momento de superação, onde uma nova ideia surge e põe termo ao estágio anterior e neste dia, que há de chegar, o mundo não mais viverá de exploração e todos saberão o real significado de IGUALDADE.

  16. Me deparei agora com essa pérola do Krugman (são ótimos contra o mau humor): www1.folha.uol.com.br/colunas/paulkrugman/2013/09/1348316-opiniao-os-ricos-e-sua-crenca-de-que-merecem-privilegios.shtml

    Tudo bem que tem um monte de baboseiras, pra variar. Mas ele se mostrou surpreendentemente contra os resgates que ocorreram na crise (especialmente o da AIG). Será que baixou a lucidez no cara?

    Abraços.

  17. Duvida básica mas necessita ser esclarecida:

    Com a era da internet, muitas empresas optam por contratar, por exemplo, um analista de sistemas da índia (através de home office) do que contratar um residente nos EUA.

    Obviamente que o motivo desta preferência é o custo da mão de obra que deve ser muito menor na índia. Mas, segundo o artigo, um profissional que ganha mais tem o salário que tem por produzir mais, correto?

    Porque uma empresa preferiria contratar então um profissional da India, que tem sua capacidade de produção menor, apenas para economizar no custo do salário do empregado?

    Em países que têm leis trabalhistas altamente regulamentadas (como o Brasil) isso até seria compreenssível. Mas essa preferência das empresas se deve a algum outro motivo em países pouco regulamentados?

    Abraços!

  18. Excelente texto porém tenho algumas dúvidas, principalmente em relação ao que é discutido neste fórum quanto a livre mercado.
    Acredito que o governo tenho um papel fundamental e essencial na economia de um país como agente regulador. Concordo que uma intervenção no sentido de distribuição de renda compulsória, apenas estimulará a inércia da camada mais pobre e menos produtiva da sociedade (vide bolsa família). Porém não podemos esquecer que o país com a economia mais forte do mundo e que possui um sistema capitalista forte como os Estados Unidos enfrentaram duas crises durante a sua história, e teve sua economia salva pelo governo.
    Países ricos como: Suécia, Dinamarca, Holanda e Áustria figuram entre os países com maior carga tributária porém o dinheiro arrecadado é melhor investido na sociedade do que nos países pobres, de forma mais eficiente e principalmente menos burocrática. Não acredito em livre comércio puro e nem em atuação governamental substituindo a iniciativa privada, é notável o papel do capitalismo como estimulador da riqueza e do intelecto, porém o Estado atuando como agente é regulador é de extrema importância para que se de segurança inclusive para o próprio investidor.

  19. Como diria John Maynard Keynes:
    “…Don't keep money in your pocket, or that growth will never lift…”

    Brincadeiras a parte.
    Se o brasileiro tivesse mais habito de poupar o custo de capital (juros bancario) poderia abaixar ? não apenas por elevar o estoque de poupança (capital) mas até por uma questão mercadologica para os bancos ?

  20. Riqueza é importante, tanto quanto sua boa distribuição para que todos possam usufruir dela. Ou seja, a riqueza tem de ser para todos. De nada adianta um país rico, se o povo é miserável.

  21. ‘A diferença entre uma nação rica e uma nação pobre pode ser explicada exclusivamente por um único fator: a nação rica possui uma quantia muito maior de bens de capital do que uma nação pobre. ‘

    Não gosto dos artigos do Jésus por causa disso.Odeio ele pensar que ter máquinas ou capital é o que faz a diferença pra uma empresa, ou país ser próspero.Máquinas são consequência, o que importa mesmo são as pessoas.Jack Welch fala isso com todas as letras, e o mundo real está cheio desses exemplos.Quando Steve Jobs voltou pra Apple ela tinha muitas máquinas, muitos bens de capital mas estava à beira da falência, foi a visão de mercado, a liderança e inventividade dele que salvaram a empresa.E o mesmo vale pra todas

  22. Qualidade x Quantidade

    A riqueza disponível distribuida pelo número da população, desta forma considerando o crédito futuro, determina a evolução de uma nação.

  23. Engraçado esse raciocício de “ou é uma coisa ou é outra”. Apenas as máquinas bastam a si mesmas. O capital humano é irrelevante. Claro, afinal, as máquinas iriam surgir naturalmente, independente da VONTADE de alguém CRIÁ-LAS ou FABRICÁ-LAS… os dois fatores juntos são apenas uma coincidência, pelo visto.

    “O problema é que você odeia pensar, isso sim”

    Esse foi o argumento mais PENSATIVO que eu já vi.

  24. Doutorando (Orientador: típico filósofo)

    O texto é amplamente esclarecedor do modo como a máquina capitalista está baseada, ab initio, ab ovo, nos preceitos da publicidade ideológica para nos tornar servos do domínio de grandes corporações. Oras, é amplamente sabido nas academias que a poupança e os investimentos guiados pelo governo centralizado é muito mais produtivo e, ad hoc, gerará benefícios fora de escala para toda a população.

    Seguindo a função de bem-estar Rawlsiana, sabemos que a utilidade de uma população é dependente da equidade entre seus membros. Assim como já é assunto esgotado na academia que, com o uso das Tábulas de Leontief, o governo centralizado pode escolher muito melhor do que os cidadãos quais serão os setores que gerarão maior retorno relativo para a economia, haja vista que, data venia, alguns setores são verdadeiras locomotivas para o desenvolvimento capitalista.

    Dessa forma, cabe aos escolhidos para representarem a voz do povo, vox populi vox dei, com base em nossa santificada carta magna de 1989 (e em suas cláusulas Pétreas), instrumentalizar os dados econômicos e ofertar meios licitatórios hermeticamente baseados nos princípios constitucionais da supremacia e proporcionalidade, de forma que o processo político nos guiará aos empresários amigos mais capacitados para guiarem os grandes projetos que guiarão a nação. Ex ante, todo o arcabouço acadêmico e teórico já terá sido esgotado pelos nossos analista do Banco Central, Tesouro e BNDES, que são reconhecidos notória e irrevogavelmente como a nata intelectual econômica formada em nossas instituições de maior prestígio, como a USP, que carrega em seu brasão a frase: Scientia Vinces, razão de sua supremacia em território nacional. Dessa forma, considera-se trânsito em julgado tal discussão aqui empreendida. Ad argumentandum tantum, prossigo apenas para fins de humilhação intelectual.

    Seguindo essa fórmula os EUA cresceram e hoje praticam o Estado da Arte da Economia, receitada pelo gênio Lord Keynes, pai da economia moderna e revolucionário em sua teorias contra-cíclicas que já ajudaram a salvar milhares de morrerem de fome durando períodos de crise, que são naturais quando aplicado o capitalismo sem rédeas. Haja vista a crise de 1929, o exemplo mais óbvio e ululante de que o capitalismo livre é o sistema que possibilita as pessoas a explorarem umas às outras até explorarem a si mesma em seu ápice de exuberância extravagante, em uma crise que leva todos a um enorme buraco.

    É muita ingenuidade acreditar em livre mercado em nosso mundo. Óbvio que o trabalhador indiano é mais pobre justamente pelo passado de exploração que seu país sofreu. São verdadeiras maquinas de guerra informacional o aparato americano, dessa forma, data venia, não é possível competir. As grandes empresas americanas já sabem, ex post, ex ante, de todos os modelos de negócios das empresas concorrentes. Edward Snowden é o Karl Marx da modernidade, divulgando para o trabalhadores de todo o mundo a abusos cometidos pelo imperialismo.

    Em minha tese de doutorado, exploro os tópicos referentes à inutilidade dos bens de capital, já que já possuímos o estado pós- modernos de produção, onde os bens já poderiam se gerados espontaneamente, não fosse o lobby capitalista e a obsolescência programada. O Brasil, onde a terra e o capital devem seguir o bem social, como ditado em sua carta magna, irá somente crescer de agora em diante. Seguindo os mais modernos modelos econômicos, Arno Augustin e Guido Mantega serão guiados por nossa presidenta ao Estado da Arte Keynesiano pós moderno, evitando o problema da moeda forte, favorecendo a exportação, controlando o espírito animal e explorador do capital especulativo interno e externo e fortalecendo a propaganda social chavista em prol de uma sociedade onde não haverá mais nenhuma criança com fome por causa da agressividade liberal.

  25. Bravíssimo intervenção contra o fervor neoliberal do senhor Huerta de Soto.

    Em adendo, é mister inocular o conceito de interesse classista da burguesia internacional em sabotar os alicerces do nacional-desenvolvimentismo e o imprescindível papel do estado na manutenção da igualdade em prol da perpetuação do estado de exploração da nação brasileira pelas grandes multinacionais. Através da uivante retórica do “livre-mercado”, a burguesia salvaguarda o estado de alienação da classe trabalhadora e torna possível o desenvolvimento nacional baseado na super-exploração do proletariado como denunciado ad absurdum pelas entidades econômicas da Unicamp.

    É imprescindível o progresso do método neogramsciano de exaltação do fervor revolucionário através da estratégia vanguardista marcuse-leninista em prol da expansão da dirigência estatal sobre os setores econômicos como exacerbada magnificamente pela redação supraescrita do colega acadêmico sob um paralelo entre as luzes “rawl-leontiefianas” e a revolucionária apologia keynesiana à imprescindibilidade da dirigência estatal para a manutenção capitalista.

  26. Emerson Luis, um Psicologo

    Grandes verdades.

    Entretanto, para o Robinson Crusoé pobre aceitá-las precisa aceitar que é responsável (no sentido de ter a habilidade de responder/escolher). Mas ele pensa que “responsabilidade” é sinônimo de “culpa”.

    Também precisa aprender a exercer pensamento de longo prazo, autodisciplina e outras qualidades trabalhosas.

    É mais cômodo acreditar que a riqueza do Robinson Crusoé rico é injustamente tirada dele e exigir “justiça social” (expropriação/redistribuição de renda).

    Isso vale não só para a riqueza tangível, mas para a intangível também. P/ex, os não-leitores gostam de dizer que os leitores de materiais de qualidade são “inteligentes”, como se o seu conhecimento tivesse surgido por mágica. E assim por diante. É cômodo atribuir os bons resultados dos outros inteiramente à sorte e nada ao empenho.

    * * *

  27. Mão de obra eficiente significa maior lucro, más não para esta mesma mão de obra. Vide fábricas chinesas, mão de obra qualificada a baixos salários.

  28. Recebi por e-mail isso. Gostaria da opinião de vocês, ou mesmo um artigo refutando os argumentos:

    PeerProduction:

    Iniciativas contemporâneas:

    WikiHouse: Você desenha ou escolhe um modelo de casa, e pequenas impressoras irão construir os módulos em madeira. Algumas crianças poderão brincar de montar a casa em um ou dois dias.

    OpenBuilds: modularização máxima para móveis, feita com materiais duráveis e resistentes, e altamente customizável.

    FarmBot: Robôs automatizam a agricultura a níveis não pensados até pouco tempo atrás.

    Thingiverse: Repositório de arquivos para impressoras 3D.

    RepRap: Primeira impressora 3D autorreplicante do mundo. Ou seja, ela consegue imprimir outra impressora 3D em plástico.

    Open Ecology: Pesquisa em materiais e formas de produzir totalmente recicláveis, transformando assim a escassez material em abundância.

    OpenMaterials: Novos materiais, sendo o processo de fabricação de domínio público.

    Seed Factories: Uma fábrica que fabrica bens de consumo, bens de capital e até mesmo novas fábricas.

    São todos projetos que sobrevivem de doações, e possibilitam que qualquer um tenha o meio de produção que desejar. Muitas delas irão falhar, mas o importante é que a “lâmpada acendeu”.

    Dito isso, é importante perceber o seguinte: no momento em que podemos dar comida e abrigar qualquer pessoa desse mundo, de maneira automatizada e até lúdica, o capitalismo não terá mais sentido em existir. Essas iniciativas não vão a público por dois motivos: os projetos não têm capital para ficar fazendo propaganda, e há uma engenharia social enorme por parte dos “donos do mundo” para que elas sejam taxadas como utópicas e antieconômicas, e portanto descreditadas. Me desculpem os economistas, mas a economia não serve às pessoas e tampouco é ciência. O crescimento econômico e lucros são desnecessários, no momento em que são produzidos bens mais duráveis e menos descartáveis. Você consegue satisfazer as necessidades humanas e ao mesmo tempo salvar o planeta, um casamento perfeito, mas isso seria totalmente antieconômico. Curioso isso, não? Tem mais…

    No momento em que essa verdade vir à tona, não sei se vai haver guerras, terrorismo estatal/corporativo contra essas iniciativas, ou se a popularização será tão grande que não teremos mais volta ao antigo sistema, e estes líderes, de boa vontade, deixarão as coisas acontecerem. O capitalismo é contrário à tecnologia e à eficiência energética. Até mesmo dá pra dizer que o capitalismo não passa de um meio de escravidão moderno. Quanto mais capitalismo, mais as pessoas se endividarão, mais concentração de renda existirá, mais os governos cercearão direitos dos civis, mais hierarquias serão criadas, haverá mais criminalidade, ansiedade, alienação, mais consumismo e mais trabalhos inúteis.

    As pessoas não precisarão trabalhar caso robôs façam esse trabalho. Ou melhor, TODOS irão trabalhar, conforme a sua vontade, em coisas mais úteis e de maior valor agregado. No momento em que as necessidades materiais ficarem para trás, caem propriedades, governos, corporações, leis, e até mesmo o dinheiro. Cai capitalismo, comunismo, socialismo, fascismo. Tudo isso vai ficar na história.

    E quanto a educação, saúde, transporte: tudo isso tende a ser automatizado até onde for possível também. Projetos semelhantes aos acima surgirão também nessas áreas.

    Não que isso seja um blueprint da “sociedade perfeita”, pois a perfeição é impossível de ser atingida. Mas com certeza um mundo nessa direção tende a ser MUITO melhor do que o que temos hoje.

  29. Concordo plenamente com o texto até a parte que começa a esculachar o socialismo:
    o país mais desenvolvido do mundo é a Noruega, socialista,
    outros exemplos notáveis são Suécia e Dinamarca,
    de fato quem tem mais máquinas pode trabalhar menos e descansar mais, mas tanto o socialismo quanto o capitalismo podem dar certo desde que bem administrados

  30. Leandro,

    Ótimo artigo. Para não economistas, as informações do site realmente esclarecem muita coisa.

    Fiquei com uma dúvida no parágrafo abaixo:

    Os proprietários dos bens de capital de uma economia são os capitalistas. Se o partido que está no poder for seguidor de uma ideologia socialista que defenda a expropriação dos capitalistas e a subsequente entrega de seus bens de capital para os trabalhadores, o que ocorrerá caso esta política seja implantada é que estes trabalhadores irão apenas consumir este capital, pois tal consumo fará com que seu padrão de vida aumente momentaneamente. A consequência? Tendo consumido o capital, todas as etapas intermediárias dos processos produtivos serão extintas. A estrutura de produção da economia será dramaticamente reduzida. A produtividade despencará. Todos estarão condenados à pobreza.

    Entendi o raciocínio, mas pensando de forma que muitos pobres ainda tem demanda reprimida (por alimentos, por exemplo), não seria a a taxação de mais ricos uma medida que pelo menos suprisse as necessidades básicas?

    Da mesma forma, para que o argumento de meritocracia seja válido para todos, não teríamos que ter um mínimo de educação e necessidades básicas para todos.

    Obrigado,

    Renato.

  31. Ok, obrigado.

    Com relação a privatização e desregulamentação no setor de petróleo, o governo arrecadaria menos com royalties do que arrecada atualmente, correto? Tem algum artigo específico sobre esse assunto?

  32. O triste é viver em um país no qual se prega a demonização do capitalismo e o “perigo” de se abrir a economia. Não precebem que é da livre iniciativa que vem toda a fonte de lucro e renda e governo não presta como agente econômico.

  33. Acredito que os índios são ricos em sua natureza e cultura, e que o nosso pensamento sobre pobreza e riqueza (com resultado nulo, quando junta-se tudo) é uma estapafúrdia. E enquanto pensamos em ganhar mais e mais dinheiro, a cultura do povo, a desinformação exacerbada (por culpa do governo), e as riquezas da terra (nomeados commodities) continuam escorrendo pelos nossos dedos rumo ao exterior, com cotações desenhados a nada.

    O que reanima a economia? Empréstimos, juros! E quem paga não é quem sai ganhando.

  34. uma curiosidade , se o Crusoé pobre cria uma consciência trabalhando para o Crusoé rico e começa a poupar , investir , e tudo mais….
    o Crusoé rico vai deixar isso acontecer não criando nenhum impedimento ? ou vai se sentir ameaçado por outra pessoa crescendo na sua área , sabendo que não ficaria pobre , mas acabaria por dividir seus lucros com o Crusoé pobre ? Então usaria de influencia e poder aquisitivo pra impedir esse avanço .

    é assim que acho que funciona , umas famílias chegam primeiro , tomam conta de tudo , e não deixa ninguém mais crescer ! Essa ideia de que todo mundo consegue é mentira , em quanto não houver uma reforma de consciência só vai ter o Crusoé explorador filhinho de papai , e o Crusoé capachão , e o Crusoé pobre

  35. Suponha um homem liberal e dotado do conhecimento que só os sectários do site Mises conhecem. Um homem evoluído, que já boceja e sente tédio ao ler comentários que “não entende” de tão ridículos que são. Aquele homem que é um “exemplo a ser seguido”. Esse homem enriquece tanto, mas tanto, que resolve comprar um território tão vasto quanto um estado da federação (por exemplo). Paga todas as indenizações aos moradores e compra todas as propriedades deles.

    Me responda, se o senhor conseguir entender minha pobre linguagem tosca de não iniciado, qual a diferença entre a situação descrita acima e uma monarquia?

  36. desculpem minha má escrita , mas só quem saiu de baixo , não tem pais pra ajudar , e tem filhos , sabe o que acontece no “submundo” , essas historinhas são de quem nunca passou necessidade ou nunca teve que alugar ou financiar uma casa , e mesmo com nome limpo e renda aprovada não pode , porque não é ninguém na sociedade , esse cara ae que comprou o território vasto , ira dizer , que pagou a parte do moradores e ta com a consciência limpa , por sua vez , os moradores serão oprimidos ate venderem suas casas por preços que não concordam , acho que muita gente não conhece os dois mundos , então existem esses tais de Flávio Augusto da Silva, bilionário, e Bel Pesce, milionária , que são uns em um milhão que acertam em alguma coisa e os usam como mártires pra falar que você consegue chegar lá com salario minimo e impostos absurdos , desculpem , mas conheço pessoas dos dois mundos , e teorias não vai mudar nada ,a não ser que você se torne um sacana explorador como todos , esqueça de seus filhos e amigos , estamos sobre controles mundial , e lá em cima não tem lugar pra pessoas do bem !!!

    ps : me desculpem gente , talvez esse site não seja lugar pra pessoas como eu , mas eu queria saber como pessoas como vocês pensam !!

  37. Daniel Democrata-Cristao

    “…Acrescente-se a isso um arranjo democrático, e o estrago tende a ser irreversível”.

    Diga isso aos iranianos e pergunte se eles gostam tanto da intervência dos aiatolás nas vidas deles. Com certeza o arranjo democrático vence. Não esperava isso do IMB, defendendo por tabela vários tiranos, viva Gadhafi, viva os Saud!

  38. Correto, pero antes de atingir essas 'condições' de desenvolvimento, deparamos nos com a ideologia, a ideologia socialista/comunista que visa a dominação e a servidão dos seres humanos, bloqueando o desenvolvimento em todos os sentidos, sobretudo a incensada inclusão social.

    NOTAS para a [des] igualdade:

    "A riqueza como a saúde, não se retira a ninguém." – Wealth like healt is taken from nobody – ADAM SMITH, in Investigações sobre a natureza e as causas da riqueza, 1776.

    "A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram." ADAM SMITH

    "A prosperidade do Ocidente foi gerada por seus próprios povos e não foi tirada de outros." PETER THOMAS BAUER – economista húngaro -Budapeste, 1915, estudou economia em Cambridge e professor na London School of Economics.

    "A melhor coisa que se pode fazer pelo próximo não é dividir com ele suas riquezas, mas revelar-lhe as dele." BENJAMIN DISRAELI, político e escritor britânico.

    "Não temos o direito de consumir felicidade sem produzi-la." GEORGE BERNARD SHAW

    Espírito:

    Ainda, lembro quem pensou na volúpia de alguns: MONTESQUIEU (CHARLES-LOUIS DE SECONDAT – CHARLES DE MONTESQUIEU – SENHOR DA LA BRÈDE OU BARÃO DE MONTESQUIEU – 1689-1755) – em que em L'Esprit des Lois nos fala do Ésprit du commerce – um dos poucos elementos aptos a corrigir e a moderar os instintos do ser humano; e KANT (KARL EMMANUEL KANT) – com o Handelgeist (espírito do comércio) – que não poderia coexistir com a guerra (paz perpétua) e, ainda com sua lucidez filosófica asseverou que a independência entre as nações – decorre da dependência entre as sociedades movidas por um processo crescente de circulação de informações, de pessoas, bens, serviços e mercadorias – sobretudo pela expansão do comércio.

    Esses fatores arremata KANT – conduziriam naturalmente a uma UNIÃO PACÍFICA entre os POVOS, com a intensificação das relações comerciais internacionais que configurariam um mercado mundial.

    Porém, nenhum deles pensou na política e nos governantes sedentos – uns de poder, outros de sangue e, com isso se afastam das leis, inclusive as "naturais": – as leis econômicas (somente superadas pelas 'leis naturais') – cuja violação ou manipulação acarreta inevitáveis e nefastas consequências, de ordem econômica e social (Lei de Goodhart – "certas regularidades econômicas desaparecem quando a autoridade tenta explorá-las para efeito de política econômica.")

    A questão é que a economia denominada por governantes – uns sedentos de poder, outros de sangue e, com isso se afastam das leis, inclusive as "naturais": – as leis econômicas (somente superadas pelas 'leis naturais') – cuja violação ou manipulação acarreta inevitáveis e nefastas consequências, de ordem econômica e social [Lei de Goodhart – "certas regularidades econômicas desaparecem quando a autoridade tenta explorá-las para efeito de política econômica."]

    RESUMINDO – pensar que algumas sociedades enriquecem à custa de outras é um atentado não só a inteligência e a capacidade dos cidadãos – mas também ao trabalho e a soberania dos povos.

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