Voltar

O mercado, e não os sindicatos, nos propicia lazer e segurança no trabalho

Em seu livro Ação Humana, Ludwig von Mises escreveu que os sindicatos sempre foram a fonte primária de propaganda anticapitalista.  Lembrei-me disso recentemente ao ver um adesivo de pára-choque aclamando um dos credos fundamentais do sindicalismo: “O movimento sindical: as pessoas que lhe trouxeram o fim de semana”.

Não exatamente.  Nas últimas décadas do século XIX, a semana de trabalho era de, em média, 61 horas de trabalho.  Atualmente, nos países mais ricos, ela é de 34 horas.  E esta quase duplicação do tempo de lazer para os trabalhadores foi possibilitada pelo capitalismo, e não pelo sindicalismo. 

Como explicou Mises: “Na sociedade capitalista prevalece uma tendência de contínuo aumento da quota de capital investido per capita.  …  Consequentemente, a produtividade marginal do trabalho, os salários reais e o padrão de vida dos assalariados tendem a aumentar continuamente.”

É claro que isso só ocorre em economias capitalistas em que a prevalecem a propriedade privada, a livre iniciativa e o empreendedorismo.  O contínuo aumento observado no padrão de vida dos países (predominantemente) capitalistas se deve aos benefícios gerados pelo investimento em capital, pelo empreendedorismo, pelo avanço tecnológico, e por uma força de trabalho mais bem educada (e não à educação estatal, que serviu apenas para tornar a população mais ignorante). 

Os sindicatos rotineiramente conseguem um feito inegavelmente astuto: eles conseguem ganhar o crédito por essas melhorias ao mesmo tempo em que defendem políticas que afetam e obstruem justamente as instituições do capitalismo que são a causa da prosperidade deles próprios.

A semana de trabalho mais curta é uma invenção inteiramente capitalista.  À medida que os investimentos em capital — isto é, em máquinas, equipamentos e instalações mais modernas — levaram a um aumento na produtividade marginal dos trabalhadores ao longo do tempo, foi possível que uma quantidade menor de trabalho gerasse os mesmos níveis de produção.  À medida que a concorrência por mão-de-obra foi se tornando mais intensa, vários empregadores passaram a competir pelos melhores empregados.  E esta competição se deu de duas maneiras: oferecendo salários maiores e horas de trabalho menores. 

Aqueles que não oferecessem semanas de trabalho menores eram obrigados pelas forças da concorrência a compensar esta desvantagem oferecendo salários maiores — caso contrário, estes empreendedores se tornariam pouco competitivos junto ao mercado de trabalho, ficando sem mão-de-obra qualificada.

A concorrência capitalista, não obstante as alegações contrárias dos sindicalistas, também explica por que o “trabalho infantil” desapareceu nos países ricos.  Antigamente, os jovens deixavam o campo e iam para a cidade trabalhar sob condições severas nas fábricas porque isso era uma questão de sobrevivência para eles e para suas famílias.  Porém, à medida que os trabalhadores foram se tornando mais bem pagos — graças aos investimentos em capital e aos subsequentes aumentos na produtividade –, um número cada vez maior de pessoas passou a poder se dar ao luxo de manter seus filhos em casa e na escola. 

As legislações, apoiadas pelos sindicatos, proibindo o trabalho infantil só surgiram depois que o trabalho infantil já havia declinado.

Ademais, as leis contra o trabalho infantil aprovadas nos séculos seguintes sempre foram de cunho protecionista e sempre tiveram o objetivo de privar os mais jovens da oportunidade de trabalhar.  Dado que o trabalho infantil, em várias ocasiões, concorria com a mão-de-obra sindicalizada, os sindicatos se esforçaram ao máximo para usar o poder do estado com o intuito de privar os mais jovens do direito de trabalhar. 

Atualmente, nos países mais atrasados, o amor incontido dos sindicalistas às crianças fez com que a alternativa ao “trabalho infantil” passasse a ser a mendicância, a prostituição, o crime e a inanição.  Os sindicatos absurdamente proclamam estar adotando uma postura altamente moral ao defenderem políticas protecionistas que inevitavelmente levam a estas desumanas consequências.

Os sindicatos também se vangloriam de ter defendido todas as legislações sobre segurança do trabalho impostas pelo Ministério do Trabalho e similares agências governamentais.  É fato que os ambientes de trabalho são hoje muito mais seguros do que eram há mais de um século, mas isso foi também uma consequência das forças da concorrência capitalista, e não das regulamentações defendidas pelos sindicatos. 

[N. do E.: ainda hoje, há pessoas que realmente acreditam que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), se a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e se mulheres e crianças trabalhavam, isso só ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

Tais pessoas realmente acreditam que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1750 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje!  É inacreditável.  Para quem está acostumado a todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam “sub-humanas”.

Falar que a qualidade de vida era ruim nos séculos XVIII e XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é vigarice intelectual.  Tal postura ignora toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo dos séculos seguintes.  Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a segurança no trabalho, e a renda.  Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje.  A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores.  Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

Trabalhar muito e receber pouco não era uma decisão de capitalistas maldosos.  Era a necessidade da época.  Quem realmente acredita que era possível trabalhar 6 horas por dia nos séculos XVIII e XIX e ainda assim viver bem não entende absolutamente nada de economia.  Tal raciocínio parte do princípio de que vivemos no Jardim do Éden, que a riqueza já está dada, e que tudo é uma mera questão de redistribuição.]

Ambientes de trabalho perigosos e precários são extremamente custosos para os empregadores, pois eles são obrigados a oferecer uma diferença compensadora (salários maiores) para conseguir atrair mão-de-obra.  Mais ainda: a diferença salarial teria de ser muito alta para atrair trabalhadores qualificados, que é o que todo empregador realmente quer. 

Sendo assim, qualquer empreendedor possui um poderoso interesse financeiro em aperfeiçoar a segurança de seu ambiente de trabalho, especialmente nas indústrias, onde os salários normalmente são a maioria dos custos totais.  Adicionalmente, caso o mercado de trabalho seja livre, permitindo ampla liberdade de mobilidade para os trabalhadores e ampla oferta de trabalho, empregadores que não aumentarem continuamente tanto a segurança quanto os salários de seus empregados irão perder mão-de-obra. 

Toda perda de mão-de-obra implica grandes custos para os empregadores, que têm de arcar com os custos da mão-de-obra perdida, treinando e qualificando novos empregados.  Da mesma maneira, quanto menor for a segurança no trabalho, maiores serão os gastos com compensações trabalhistas em decorrência de acidentes de trabalho — para não mencionar a simples ameaça de processos.

Investimentos em tecnologia — desde tratores e retroescavadeiras com ar condicionado aos robôs utilizados nas fábricas de automóveis — também tornaram o ambiente de trabalho mais seguro.  No entanto, os sindicatos quase sempre se opuseram a estas tecnologias, recorrendo ao argumento ludita de que elas “destroem empregos”.

Mises estava certo ao dizer que os sindicatos sempre foram uma das principais fontes de propaganda anticapitalista.  Porém, desde que ele escreveu Ação Humana, os sindicatos também se tornaram a principal frente de esforços lobistas em prol da regulamentação e da tributação de empresas, algo que serve apenas para destruir seu capital e consequentemente impedir aprimoramentos na produção e na segurança do trabalho. 

Isso obstruiu severamente o progresso da economia de mercado, fazendo com que todos, inclusive os sindicalistas, ficassem em uma situação pior do que poderiam estar em termos econômicos.  As regulamentações impostas sobre as empresas por burocracias federais, estaduais e municipais constituem um tributo efetivo sobre os investimentos em capital, fazendo com que tais investimentos sejam menos lucrativos. 

Menos investimentos em capital geram um declínio no crescimento da produtividade da mão-de-obra, o que por sua vez diminui o crescimento dos salários e do padrão de vida.

Adicionalmente, um aumento mais lento da produtividade leva a um aumento mais lento de tudo o que é produzido na economia, fazendo com que os preços de bens e serviços sejam maiores do que seriam em um contexto de maior liberdade.  Adicionalmente, uma quantidade menor de produtos será inventada e comercializada. 

Tudo isso é prejudicial para a economia e para o bem-estar daquelas mesmas pessoas que os sindicatos alegam “representar”.  (Inacreditavelmente, existem economistas que afirmam que os sindicatos são bons para a produtividade.  Se isso fosse verdade, as empresas estariam recrutando sindicalistas, e não se esforçando para tentar impedir a sindicalização de seus empregados.)

Mises também demonstrou que, à medida que as empresas vão se tornando mais estritamente reguladas, suas decisões empreendedoriais vão se tornando cada vez mais baseadas na aquiescência aos ditames governamentais e não na busca pelo lucro.  Os sindicatos continuam a clamar por mais regulamentações porque, para poderem sobreviver, eles têm de convencer os trabalhadores — e a sociedade — de que “as empresas são o inimigo”.  É por isso que, como observou Mises, a propaganda sindicalista sempre foi anticapitalista.  Os trabalhadores supostamente necessitam de ser protegidos do “inimigo” pelos sindicatos.

Mas a realidade é que substituir decisões que visam ao lucro pela mera complacência à burocracia é uma postura que reduz a lucratividade sem trazer benefício algum para ninguém.  O resultado final será, mais uma vez, uma redução na lucratividade do investimento e uma subsequente redução na quantidade de investimentos.  Os salários estagnam e qualidade de vida fica abaixo do potencial, graças à autodestrutiva propaganda sindical. 

As altas hostes sindicais, extremamente bem remuneradas, conseguem manter seus empregos e seus privilégios ao perpetuarem tais propagandas.  Vários líderes sindicais conseguem se tornar políticos bem-sucedidos.  Mas o que eles realmente fazem é prejudicar exatamente aquelas pessoas que compulsoriamente pagam as taxas que são utilizadas para sustentar seus luxos.

____________________________________________

Leia também:

Questão de lógica: aumento salarial imposto por governo e sindicatos não pode estimular a economia

A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário 

O livre mercado e a segurança no trabalho 

Agradeçamos ao capitalismo pelo fim de semana e pela redução da jornada de trabalho

Nós não humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo quem nos humanizou

________________________________________

Este artigo foi publicado originalmente em 30 de maio de 2016 e é o capitulo 40 do livro Organized Crime The Unvarnished Truth About Government 

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

149 comentários em “O mercado, e não os sindicatos, nos propicia lazer e segurança no trabalho”

  1. Sugiro que o IMB faça uma compilação de links com as maiores falácias da economia:\r
    Falácia do Salário Mínimo\r
    Falácia da Janela Quebrada\r
    Falácia do Paradoxo da Poupança\r
    Falácia do Mercantilismo

  2. Eu não sei se vou escrever uma besteira aqui, mas lá vai:

    O Brasil é um exemplo claro de que tudo está contaminado pela burocracia estatal. Os infinitos sindicatos são um exemplo disso.

    Minha ideia a curto e médio prazo seria criar um sistema econômico que eu chamo de “empresas familiares”. Dependendo do tamanho dessas famílias, elas poderiam ser grandes, médias ou pequenas empresas.

    Eu sei que essa ideia não é nova. Na história vemos grandes empresas familiares.

    Minha ideia consiste em membros de uma mesma família (poderia se abrir exceções para amigos de infância que consideramos como membro da família) abrindo o seu próprio negócio.

    Dou um exemplo simples:

    Imagine que meu irmão e eu abríssemos uma empresa. Meu irmão é formado em administração: Portanto ele poderia ser o chefe da área administrativa da empresa; outros membros da minha família que também são formados em administração poderiam entrar também nessa “empresa familiar”, assim também outros que são formados em outras áreas, mas que poderiam exercer seu trabalho na empresa.

    Suponhamos que um membro da minha família que trabalha conosco decida se formar em medicina. Os outros membros poderiam financiar até mesmo a faculdade desse membro para que no futuro, ao se formar, o médico formado, com a ajuda dos membros da “empresa familiar” abra o seu próprio hospital particular onde os pacientes serão os membros até mesmo dessa “família empresa”.

    Claro que os não membros da família seriam também pacientes, já que o hospital atende também membros que não sejam da família.

    Suponhamos que um outro membro da família (não precisa ser funcionário da “família empresa”) resolva ser advogado. Os membros dessa família empresa poderão financiar os estudos em uma faculdade de direito desse membro da família e no futuro ajudá-lo a abrir sua própria empresa de advocacia, onde defenderá os interesses da “família empresa” (já incluindo ai o hospital particular criado por um outro membro) ou de outras pessoas (não sendo da família)que contratarem os servições desse escritório.

    E assim vai: Membros da família ao se formarem, seriam financiados por membros da família empresa e a sua profissão seria útil para todos na empresa ou fora dessa empresa se prestarem um serviço de qualidade.

    E por que escrevo isso?

    Para mim seria uma forma de terminar com as artimanhas dos esquerdistas, e claro, dos próprios sindicatos e partidos populistas de esquerda.

    É claro que os sindicatos tentarão (isso não tenho dúvida) acabar com isso. Mas uma ligação familiar irá enfrentar de pé de igualdade as deformações e o jogo sujo dos sindicalistas.

    Poderá até mesmo se criar, para impedir a burocratização dos sindicatos, um “sindicato privado” para impedir que funcionários dessa empresa familiar venha a ser prejudicados por esses sindicatos burocratas.

  3. Renato empresa familiar só dá certo quando o patriarca toma conta e seu sucessor é respeitado pelos demais do contrário vira paternalismo,assistencialismo e por ai vai ou seja fracassa portanto só na utopia para todas darem certo.

  4. O que o Brasil precisa é de políticos como Reagan e Thatcher, que tiveram mão de ferro e diminuíram muito o poder dos sindicatos. E além de tudo que o texto já apresenta, existe o fato de que todos os sindicatos são também parasitas, uma vez que existe até “contribuição” para eles, que muitas vezes é descontada do salário do próprio empregado. Abraços à todos.

  5. Hoje eu li uma noticia, de que a Gol e a Tam juntas registraram perdas de R$ 1,6 bilhão
    no segundo trimeste desse ano, quais as causas desse prejuízo já que essas empresas praticamente operam um monopólio extremamente regulamentado, esses números são reais?

  6. Tudo mentira isso aí! Foram as lutas dos trabalhadores que proporcionaram melhorias nas condições de trabalho desde a fundação das Trade Unions na Inglaterra no século XIX. Ora, se a melhoria na produtividade pelas máquinas reduziu as horas de trabalho, porque isso não aconteceu desde o início, já que as 8 horas de trabalho (que se tornariam padrão no mundo) só foram adotadas no início do século XX? Desde o ínício da Revolução Industrial as máquinas já produziam mais em menos tempo, comparadas com o trabalho manual. Se existe o mito do Estado “bonzinho”, o mercado “bonzinho” é mais mentiroso ainda! Os fatos para vocês são como borracha: é distorcido até chegar à forma que querem dar a ela!

  7. Eu discordo deste artigo. Em uma economia de mercado, as empresas nao tem porque dar mais folga aos empregados alem do estritamente necessario para nao diminuir a produtividade dos mesmos (por cansaco, stress, falta de atencao devido a exaustao, etc). ‘E por isso que um grande numero de assalariados trabalha bem alem das 8 horas por dia, e muitos trabalham ate mesmo aos sabados.

  8. Não sou nenhum especialista no assunto, mas gostaria de deixar algumas consideração acerca do texto.
    Acredito seja um pouco exagerado atribuir toda e qualquer conquista trabalhista ao próprio sistema ou à benemerência dos empregadores. Não defendo sindicatos, greves e coisas do tipo, mas, seria precipitado dizer que a união de trabalhadores, seja lá como se dê, não seja responsável por nenhuma dessas conquistas observadas hoje em dia.
    É bastante plausível que o texto esteja mais próximo da verdade quando se trata de mão-de-obra qualificada, especializada e correlatos, mas não se pode dizer o mesmo do trabalhador de “chão de fábrica”, esses não podem barganhar melhores condições pois não possuem qualificação, não estou dizendo que todo trabalhador de chão de fábrica não seja qualificado, é apenas para exemplificar. Para o empregador é fácil substitui-los e, geralmente, entre atender uma solicitação para melhoria das condições de trabalho e trocar o trabalhador por outro que aceite tais condições não é difícil imaginar o que o empresário vai escolher. O fim do capitalismo é o capital, e esse objetivo (quando posto acima de qualquer coisa) é meu único senão em relação a tal sistema, embora admita que é o que melhor tem funcionado ao longo da história e não me parece que mudará.
    Na minha visão, por exemplo, o mercado de consumo brasileiro é bastante explorado, seja pelo governo, seja pelo empresariado, não fosse assim não teríamos um custo de vida que já ultrapassa o americano e o de outros países desenvolvidos. Sei que isso será atribuído à própria regulação do mercado, mas até hoje não me convenci disso. Em qualquer compra que se faça no país, seja um carro novo ou um pacote de arroz – enfim, nota-se o preço abusivo quando comparado a praticamente qualquer outro mercado mundo afora. Sei dos impostos e do custo Brasil, mas, convenhamos, os preços aqui praticados são surreais; como disse, uma parte culpa do governo e suas taxações, mas também culpa dos empresários que tem como meta apenas encher as burras de dinheiro e não o bem estar da sociedade como um todo.
    É claro que o livre mercado permite que cada um cobre o que quiser e que aquele que estiver disposto a pagar tal preço se sinta livre em fazê-lo. É sabido que muitos produtos aqui fabricados quando exportados saem mais barato lá fora do que aqui, a que se deve isso?
    Entendo que sejam impostos, empresários e é claro, o próprio consumidor que aceita qualquer valor cobrado, ainda que seja totalmente discrepante; e, quase sempre, os preços são ajustados pra cima. Enfim, o que me parece, e volto a dizer que não tenho autoridade alguma no que digo – estou apenas querendo entender melhor esse sistema, é que o mercado não se regula tão bem assim, pelo menos não aqui no Brasil e por isso, penso que a mobilização, seja do consumidor ou do trabalhador por melhores condições das relações de consumo e trabalho sejam válidas e responsáveis por algumas das mudanças apontadas no texto e que tal não é uma benesse do capitalismo tão-somente.

  9. O mercado possibilita os sindicatos a brigarem por melhorias, eu acho que é inegavel que as vezes a pressão sindical traz melhores salários, porem esses melhores salários, só são possíveis porque houve aumento de produtividade, que veio da aplicação da poupança.
    Os bancos são um bom exemplo que os sindicatos conseguem alguma melhoria, mas só conseguem porque os bancos estão auferindo altos lucros. De nada adianta pedir aumentos salariais se a empresa não tem condições de pagar

  10. Segue um link que exemplifica melhor o que eu quis dizer com meu comentário: youtu.be/qdL8KEpg17M

    E, só pra esclarecer, eu não sou contra auferir lucros de modo algum, só penso que poderia haver um melhor equilíbrio, talvez houvesse menos dívidas por exemplo. Volta e meia os noticiários informam que quase a metade dos consumidores já teve o nome inserido nos serviços de proteção ao crédito ou que encontram-se endividados atualmente, os banqueiros estão rindo à toa. Muito se deve à educação do brasileiro, que não sabe negociar, mas em relação aos empresários (e chamo a atenção destes) deveria ser diferente. Ayn Rand pregava que os empresários são a força motriz de uma nação, no sentido de puxar a economia, inovar, etc, então também caberia a eles lutar por melhores condições pra todos, as pessoas simples do povo não vão fazer isso e desse modo não há progresso, ou, se houver, é bastante tímido.
    Não estou dizendo que seja uma obrigação de todo empresário agir assim, é apenas uma teoria, um ponto de vista que nem sei o quão viável seria economicamente, embora acredite ser perfeitamente aplicável. Também não estou dizendo que a atividade empresarial não é, por si só, fator de desenvolvimento, apenas que poderia haver um melhor direcionamento dessa força empreendedora num aspecto mais amplo da sociedade, não por coerção, mas por cooperativismo mesmo, afinal não há empresa sem que haja consumidor de seus produtos.
    Todos aqui estamos debatendo economia e, acredito, desejando que haja melhores condições para o empresário e para os trabalhadores também. A partir daí, se sou eu o empresário, por que cobrar R$50,00 numa caneca BIC, só porque alguém aceita pagar isso (por ignorância ou sei lá o quê), se sei que não é um preço justo? Eu ganho com a ignorância do outro, qual proveito há nisso? Ou seja, quando eu incentivo essa ignorância, essa desproporcionalidade, indiretamente, também incentivo o país a se arrastar, a sempre fazer maus negócios.
    O link do vídeo que citei elucida bem isso, ou seja, é cobrado o que acham que o mercado vai pagar, mesmo sabendo que não é aquele o preço justo do produto; mas aí dizem que a concorrência resolve esse problema, será? Qualquer “carro popular” gira na casa do trinta mil reais. De um supermercado para outro a diferença de preços não vale nem a viagem. Combustível?, a diferença de preço é de poucos centavos, que concorrência é essa?
    A minha crítica se restringe ao mercado brasileiro, não conheço bem outros mercados pra falar a respeito. Tudo aqui é mais caro, fato; e tal não se deve apenas aos impostos e intervencionices estatais.
    Todos sabem como é tratado o consumidor no país. Acredito que todos aqui sejam usuários de serviços de telefonia, tv, internet, etc; há uma ânsia em vender, empurrar pro consumidor, e este que torça pra não ter problemas, porque quando os têm é uma via crucis sabida por todos aqui pra se chegar a um bom termo (quando se chega). Isso não é bom pra ninguém (e é esse o meu ponto), perde o empresário que precisa da internet para seus negócios, perde o autônomo que não fecha um negócio porque caiu o sinal, mas o que importa é vender. Não pode se resumir a isso; não vejo como ter um mercado consumidor sadio nessas condições, estamos fadados ao subdesenvolvimento eternamente se aqueles que têm o poder de mudar alguma coisa continuarem com essa tática do “se colar, colou”.

    PS: Desculpem pela extensão do texto, e parabéns aos mantenedores do site, muito bons os artigos que pude ler aqui, bem como os comentários que estes provacaram.

  11. Oi, eu gostaria de saber se há fatos comprovando essa argumentação da concorrência ter baixado as horas trabalhadas, pois eu não consigo assimilar isso…

  12. Leandro,

    Trabalho na Arabia Saudita na area de petroleo/gas, mas pretendo ser transferido pro Brasil logo, aqui ‘e muito complicado.

    Sobre o artigo, creio que o paragrafo que resume bem os argumentos ‘e o seguinte:

    “À medida que os investimentos em capital — isto é, em máquinas, equipamentos e instalações — levaram a um aumento na produtividade marginal dos trabalhadores ao longo do tempo, foi possível que uma quantidade menor de trabalho gerasse os mesmos níveis de produção. À medida que a concorrência foi se tornando mais intensa, vários empregadores passaram a competir pelos melhores empregados. E esta competição se deu de duas maneiras: oferecendo salários maiores e horas de trabalho menores. Aqueles que não oferecessem semanas de trabalho menores eram obrigados pelas forças da concorrência a compensar esta desvantagem oferecendo salários maiores — caso contrário, estes empreendedores se tornariam pouco competitivos junto ao mercado de trabalho, ficando sem mão-de-obra qualificada.”

    Ora, se era possivel atingir os mesmos niveis de producao com menos homens/hora de trabalho, seria mais vantajoso pras empresas demitir os funcionarios excedentes (e os menos produtivos) e os mais produtivos continuarem trabalhando no sabado e domingo. Com o ganho de competitividade que ela iria ganhar, seria capaz de elevar os salarios dos que ali estavam, prevenindo-os de irem para a concorrencia.

    Eu concordo que o mercado elevou os salarios, mas nao que tenha diminuido as horas trabalhadas (apesar de essas variaveis parecerem andar juntas). Eu considero meu salario muito bom, tao bom que eu preferiria trabalhar a metade do que trabalho, mesmo que ganhasse metade. Mas por que minha empresa nao oferece isso? Ora, especialmente na minha area, cada hora trabalhada por mim gera um valor para a empresa muito maior do que meu salario.

    Vamos fazer uma conta simples: eu ganho X e trago 4X para a empresa. Se eu trabalhasse metade (e ganhasse metade) meu salario seria X/2, e traria 2X (tambem metade) para a empresa. Ora, a empresa esta em uma melhor situacao no 1o caso, visto que nesse caso ela tem um “lucro” comigo de 3X, enquanto no 2o caso ela tem um lucro de apenas 1,5X.

    Por isso que ‘e mais vantajoso pra ela me fazer trabalhar mais, mesmo que tenha que me pagar mais por isso!

    Abraco

  13. Gosto muito de ler os artigos aqui do mises.org, pois me dá uma visão contraposta àquela que estamos acostumados a ouvir desde muito cedo.
    Mas há algumas dúvidas que me surgem a cada vez que ouço (ou melhor seria dizer: leio) determinados “ataques” aos avanços que foram alcançados, em tese, por instituições de caráter social, mas que, na visão liberal, derivam em verdade da evolução do capitalismo, e tão-somente deste.
    Não sei se é por ignorância minha, mas tenho a impressão de que o capitalismo, por si só, não seria capaz de promover uma profunda mudança na relação que hoje existe entre os agentes do mercado (empregador, empregado, consumidor, etc.), se comparamos o quadro fático existente na época em que a sociedade começou a organizar os meios de produção e distribuição de bens e serviços com aquele que existe atualmente.
    Ora, lendo artigos como esse acima – excelente por sinal – me pego a questionar: seria apenas a livre concorrência, a proteção da propriedade privada, etc., etc., os únicos fatores que fizeram a sociedade evoluir de um contexto (a grosso modo) onde o trabalhador era explorado, não possuía direitos assegurados, onde mulheres e crianças trabalhavam (se não mais) e ganhavam menos, até chegar ao ponto em que nos encontramos hoje, onde cada vez mais se discute da necessidade de reconhecermos “no outro” um ser humano com um valor intrínseco em si, que possui dignidade, cujos direitos devem ser respeitados, etc., etc., etc.?
    Será mesmo que foi só o avanço do capitalismo que fez com que ocorresse essa mudança? Será que se em um determinando momento da história um determinado grupo de pessoas, uma comunidade, sentindo-se oprimidos, não se reunisse para reivindicar melhorias na condição de trabalho, melhores salários, etc., etc., etc., ainda assim o “empregador” voluntariamente iria conceder todas as benesses de que dispõe hoje a classe trabalhadora, se comparada com a de décadas atrás?
    Com todo o respeito, apesar de também enxergar alguns exageros que precisam ser reparados – como tudo na vida, afinal, esse é o sinal de que estamos a evoluir -, mas querer atribuir os ganhos sociais que a humanidade (do ponto de vista das relações de mercado e seus consectários) experimentou a partir do século XVIII unicamente à adoção de uma economia de livre mercado, parece-me uma visão senão tendenciosa, no mínimo demasiado reducionista.
    Devemos nos lembrar sempre que, como dizia Hobbes, o homem é o lobo do homem, de modo que, convencido que sou dessa máxima, fica impossível acreditar que se os deixarmos à própria sorte, não se irão devorar uns aos outros…

  14. Olá, agradeço a quem puder esclarecer o seguinte ponto:

    Se o trabalho infantil não fosse proibido por força de lei: caso houvesse aumento salarial que permitisse às famílias retirar suas crianças do mercado de trabalho, as crianças ainda seriam contabilizadas no estoque de mão-de-obra disponível (a massa de desempregados) o que por sua vez pressionaria os salários para baixo incentivando o retorno das crianças ao trabalho, esse ciclo permaneceria indefinidamente impedindo assim o fim do trabalho infantil.

    Desse forma, seria razoável supor que o que realmente leva ao fim do trabalho infantil é uma pressão essencialmente ética da sociedade demandada pelas famílias e defendida por movimentos organizados como, por exemplo, os sindicatos.

  15. Estou com uma dúvida a cerca do raciocínio do Leandro:

    Se uma empresa muito grande resolvar ter a má conduta de, mesmo incorrendo em prejuízos, oferecer um produto com um preço menor do que o custo de produzi-lo, com o objetivo de matar a concorrência
    (formada por exemplo de pequenas empresas familiares sem muito capital de giro),

    como o livre mercado faria para se livrar de tal prática desleal?

    Abraços!

  16. Infelizmente, pelo menos no Brasil, a realidade citada pelo autor não existe.

    Muitas empresas (grandes empresas aliás) utilizam a sonegação de direitos trabalhistas como forma de diminuir custos, aumentar a competitividade e, consequentemente, sua margem de lucro.

    Imagine uma empresa com 120.000 (cento e vinte mil) empregados. Digamos que ela “obriga” os funcionários a trabalharem 1 hora a mais sem bater o ponto, portanto, trabalham de graça sem ganhar hora extra.

    Imaginemos que 1 hora = R$ 15,00 x 120.000 = R$ 1.800.000,00
    Imaginemos 22 horas por mês = 1.800.000,00 x 22 = R$ 39.600.000,00
    Imaginemos em 1 ano = R$ 475.200.000,00

    Essa empresa gera uma economia de R$ 475,2 milhões por ano simplesmente por deixar de pagar uma hora extra aos funcionários, tornando-se extremamente mais competitiva que outra empresa que paga seus funcionários corretamente.

    Ocorre que essa mesma empresa percebeu que pode sonegar mais de uma hora por dia, e melhor, pode dispensar muitos funcionários e dividir o trabalho que eles faziam entre os demais, que executarão a demanda extra de graça (não batem o ponto, lembram?).

    Agora você me pergunta, mas e os funcionários não reclamam?

    Como seus salários são tidos como “altos” pela parcela pobre da população (maioria), e como a procura por trabalho nessa empresa é grande, eles “aceitam” esse tipo de coisa para não serem mandados embora. Processos?? uma minoria deles entra na justiça. Ou seja, a prática gera mais lucro do que despesa para essa empresa.

    Estou falando de sonegar apenas 1 hora extra por dia, mas e se a empresa adotar outras formas de sonegação, imaginam o quanto essa economia pode crescer?

    Os cálculos apresentados são uma situação hipotética, por óbvio, existe uma diferença para mais ou menos (embora eu acredite que seja muito maior).

    Meu irmão é advogado trabalhista. O escritório dele tem hoje cerca de 10.000 “processos” ativos, grande parte trata de doença ocupacional e acidentes de trabalho. São ínumeros relatos de mortes, amputações, mutilações, invalidez parcial, total, temporária, permanente, dano existencial, enfim, tudo de ruim que se possa imaginar e que poderia ser evitado.

    Os argumentos trazidos são válidos, mas para mim representam apenas o mundo ideal, passam longe de ilustrar o mundo real, o que acontece no dia-a-dia, principalmente no Brasil.

    Aqui colheitadeira não tem vez (equipamento caro), é mais barato contratar cortador de cana, pagar com pedra de crack e substituir na medida em que forem morrendo.

  17. Os dados estatísticos de Acidentes de Trabalho de 2011 divulgados pelo Ministério da Previdência Social indicam, em comparação com os dos anos anteriores, um pequeno aumento no número de acidentes de trabalho registrados.

    O número total de acidentes de trabalho registrados no Brasil aumentou de 709.474 casos em 2010 para 711.164 em 2011.

    O número de óbitos também registrou aumento: de 2.753 mortes registradas em 2010, o número subiu para 2.884 em 2011. O número de acidentes típicos seguiu a mesma tendência, os quais passaram de 417.167 em 2010 para 423.167 registros em 2011.

    Já os dados apurados pelo Ministério da Previdência Social quanto às doenças ocupacionais registram queda: de 17.177 em 2010 para 15.083 em 2011.

    Analisando as 5 macrorregiões demográficas, a região Sudeste conta com o maior número de acidentes de trabalho, com um total de 387.142 ocorrências, cerca de 70% do total nacional. Em seguida, a região Sul registra 153.329 casos, a região Nordeste 91.725, região Centro-Oeste 47.884 e, por fim, região Norte, com 31.084 acidentes.

    Analisando isoladamente os Estados, apresentaram aumento no número de acidentes de trabalho somente estados das regiões Norte e Nordeste: Rondônia (de 5.101 em 2009 para 5.280 em 2010), Maranhão (de 5.957 em 2009 para 5.969 em 2010), Piauí (de 3.118 em 2009 para 3.226) Paraíba (de 4.914 em 2009 para 4.957 em 2010), Pernambuco (18.629 em 2009 para 19.936 em 2010), Alagoas (9.065 em 2009 para 9.185 em 2010).

    No Nordeste, contudo, merece destaque a redução do número de acidentes de trabalho na Bahia (26.483 em 2009 para 23.934 em 2010) e no Rio Grande do Norte (de 8.923 em 2009 para 7.023 em 2010).

    O Estado de São Paulo registrou uma pequena redução no número de acidentes de trabalho, de 249.289 registros em 2009 para 242.271 em 2010, mas continua sendo o com maior número de registros de acidentes de trabalho.

    Quanto aos grupos separados por idade e sexo, em todos os grupos houve uma discreta redução nos números de acidentes de trabalho, com exceção na faixa de até 19 anos, em que houve um pequeno aumento: de 26.336 em 2008 para 22.159 em 2009, subindo novamente para 22.847 em 2010.

    Da análise no setor específico da indústria, as atividades de produção de alimentos e bebidas, com 59.976 ocorrências, e o da construção civil, com 54.664 registros, se encontram dentre os com maior número absoluto de acidentes de trabalho e 2010.

    Quanto ao setor de serviços, o segmento do comércio e reparação de veículos automotores registrou o maior número de acidentes de trabalho, com 95.496 ocorrências em 2010, seguido pelo de Saúde e serviços sociais, com 58.252 acidentes de trabalho, e pelo de Transporte, armazenagem e correios, com 51.934 acidentes computados.

    http://www.tst.jus.br/web/trabalhoseguro/dados-nacionais

  18. Rede de lojas é condenada em dano moral coletivo por exigir jornadas exaustivas

    A C&A Modas foi condenada a pagar R$ 100 mil de indenização por descumprir uma série de normas trabalhistas, situação que, segundo o Ministério Público do Trabalho, reduziu seus empregados a condição análoga à de escravo em suas unidades em shoppings em Goiás. Agravo interposto pela empresa na tentativa de reverter a condenação foi negado na última quarta-feira (7) pela Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ficando mantida a punição. A decisão foi unânime.

    Trabalho escravo

    A Procuradoria Regional do Trabalho da 18ª Região (GO) constatou infrações praticadas nas unidades da rede nos shoppings Goiânia e Flamboyant, na capital goiana, e Buriti, em Aparecida de Goiânia. Entre outras irregularidades, a C&A obrigava o trabalho em feriados sem autorização em convenção coletiva, não homologava rescisões no sindicato dos trabalhadores, não concedia intervalo de 15 minutos quando a duração do trabalho ultrapassava quatro horas, impedia o intervalo para repouso e alimentação em situações diversas, prorrogava a jornada de trabalho além do limite legal de duas horas diárias e não pagava horas extras no mês seguinte à prestação de serviços.

    Por entender que havia um dano social e moral a ser reparado e que a empresa “reduziu seus empregados à condição análoga à de escravo”, tendo em vista que lhes impôs jornadas exaustivas, o MPT ajuizou ação civil pública. Requereu o pagamento de indenização de R$ 500 mil a ser revertida para o Fundo de Amparo ao Trabalhador e que a empresa cumprisse uma série de obrigações de fazer, sob pena de multa diária de R$ 1 mil por trabalhador prejudicado.

    Na contestação, a C&A sustentou que não violou direitos e que, sempre que havia necessidade de trabalho além da jornada, pagava as horas extras, todas computadas nos registros de frequência dos empregados. Acrescentou que a não homologação de rescisões não é prática usual da empresa, que as folgas estavam dentro do estabelecido no artigo 67 da CLT e que, em momento algum, impôs dano à coletividade.

    Ao julgar o caso, a 6ª Vara do Trabalho de Goiânia deu procedência parcial ao pedido referente às obrigações de fazer, impondo multa de R$ 5 mil por empregado, em caso de descumprimento. Condenou a empresa a cumprir as seguintes obrigações: homologar as rescisões no sindicato; abster-se de prorrogar, sem justificativa, a jornada de trabalho além do limite de duas horas diárias; pagar as horas extras no mês subsequente ao da prestação e conceder intervalo para repouso e alimentação, entre outras.

    Recursos

    Tanto a empresa quanto o MPT recorreram. O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região deu provimento ao recurso do MPT para condenar a C&A a arcar com indenização por danos morais coletivos no valor de R$ R$ 100 mil por entender que, desde 2009, a empresa descumpria de forma contumaz normas de ordem pública, violando a dignidade da pessoa humana enquanto trabalhador.

    A C&A agravou da decisão, mas a Quarta Turma do TST negou provimento ao recurso. No entendimento da Turma, o Regional apreciou bem o conjunto fático-probatório e sua decisão está em sintonia com as normas constitucionais. Para julgar de outra forma, disse o relator, ministro Fernando Eizo Ono, a Turma teria que reexaminar a extensão do dano e o grau de culpa, o que é vedado ao TST com base na Súmula 126 do Tribunal.

    (Fernanda Loureiro/CF)

    http://www.tst.jus.br/noticias/-/asset_publisher/89Dk/content/rede-de-lojas-e-condenada-em-dano-moral-coletivo-por-exigir-jornadas-exaustivas?redirect=http%3A%2F%2Fwww.tst.jus.br%2Fnoticias%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_89Dk%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D2%26_101_INSTANCE_89Dk_advancedSearch%3Dfalse%26_101_INSTANCE_89Dk_keywords%3D%26_101_INSTANCE_89Dk_delta%3D10%26_101_INSTANCE_89Dk_cur%3D1%26_101_INSTANCE_89Dk_andOperator%3Dtrue

  19. Emerson Luis, um Psicologo

    O capitalismo resolve ou mitiga problemas e gera benefícios.

    Daí os esquerdistas assumem o crédito e culpam o capitalismo.

    E a maioria acredita.

    * * *

  20. Eu gostaria de saber se vocês tem alguma uma fonte documental ou mais concreta sobre essas informações de que a redução da jornada de trabalho teria ocorrido independente de intervenção sindical, grevista, etc. Parece razoável que o capitalismo seja útil gerando excedente e competitividade eficiente para que a intervenção sindical venha posteriormente a pressionar empresários por uma redução de jornada de trabalho, mas ainda não fui convencido de que se inexistissem essas pressões a jornada de trabalho teria ainda inevitavelmente reduções.

  21. Se trata de contrapor uma “explicação corrente” sobre as pressões sindicais. Há excedente de produção e concorrência de fato. O meu questionamento é na extensão dessa redução (Há países sem leis de direitos trabalhistas?). Você mencionou a inversão do ônus de prova, mas pode interpretar de uma outra forma, pois só quero saber de alguém que tenha escrito sobre o assunto e que tenha percebido a ocorrência de reduções substanciais de jornada de trabalho sem intervenções sindicais, grevistas, etc. Digo isso com base de que materiais que encontrei em pesquisa na internet mencionam que as reduções, no geral, ocorreram com essas pressões (o caso do Brasil, p. ex.). Se trata de uma fonte autoral que faça essa menção. Se em todos os casos em que há redução substancial de jornada, ocorrer a intervenção sindical, para todos os efeitos, ainda haveria a possibilidade de tratar-se de correlação; a jornada de trabalho poderia se reduzir eventualmente sem quaisquer intervenções (ao menos em determinada proporção).

    Pesquisando sobre a revolução industrial, o que se encontra é que na época do Karl Marx algumas criticas tinham seu sentido, pois crianças morriam em fábricas sem segurança e em longas jornadas de trabalho, etc. (Karl Popper trata disso na “Sociedade Aberta e seus Inimigos”). Esperar pela evolução desse sistema em direção a maior acúmulo, investimentos, etc, implicaria ainda assim em sofrimento no médio prazo. Que as crianças, por exemplo, deixaram de trabalhar por ter como pano de fundo o capitalismo mais avançado eu não duvido, mas minha dúvida é sobre a extensão da redução da jornada de trabalho e a forma não danosa na qual isso ocorreria ao longo do tempo sem uma proteção “estatal” do bem-estar físico e mental dos indivíduos.

  22. Mais acima foi dito: “Falar que a qualidade de vida e de trabalho era ruim no século XVIII tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é coisa de vigarista intelectual. O sujeito está ignorando toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo desses dois séculos”.

    Eu havia mencionado o acúmulo de capital e que tende a melhorar as condições no trabalho. Mas minha questão é mais simples. O mercado tem certa capacidade de regulação. A questão é se deve ser extraído todo e qualquer direito trabalhista ou mesmo à intervenção de segurança no trabalho. Quando há uma certa evolução em um setor, ai até é compreensível, e dado que se mantenha a estabilidade (algo que na verdade nunca pode ser assegurado). Agora se pegarmos os setores onde já há abuso, mesmo que se extraiam as intervenções estatais, o que me parece é que ocorreriam muitos danos a esses trabalhadores até que houvesse uma possível estabilização (curto/médio prazo).

    É como imaginar a época do Marx em que crianças literalmente morriam em condições desumanas nas fábricas e dizer que realmente é preciso deixar isso ocorrer, já que é o inicio do “capitalismo”… Que não havia a mesma preocupação com direitos humanos naquela época nós sabemos, mas essa máxima não pode ser aplicada literalmente na atualidade. Soa absurdo deixar ocorrer livremente diversos problemas em ambientes de trabalho desses tipo até que eventualmente as pessoas atinjam melhor patamar de vida (“não se pode fazer um omelete sem quebrar alguns ovos”). Me parece necessária a regulamentação mínima.

  23. Eu ainda não entendi essa inclusão social, que deixou 50 milhões de pessoas com o nome sujo no Serasa. Será que não seria melhor liberar a forma com que o salário dos trabalhadores é pago, para que eles decidam o que é melhor ?

    Além disso, que inclusão social é essa, que deixa políticos e funcionários públicos ganhando altos salários, sendo que o povo pobre sofre pagando imposto.

    os políticos não tem a menor noção de que, uma garrafa de café servida do congresso, significa uma pílula de antiinflamatório a menos nos hospitais. Ou seja, quanto maior os gastos desses políticos fanfarrões aloprados, menos remédios o povo terá. Um garrafão de água servido no congresso, poderia comprar seringas ou luvas para os hospitais.

    Além disso, nunca existirá concorrência em serviços públicos. isso gera acomodação e desperdício. é melhor deixar as pessoas escolherem o que é melhor. O povo não precisa de estado babá ! Cada um pode escolher o que é melhor para si mesmo, do que um governo que não sabe que nós existimos e também não dá o menor valor para as pessoas.

  24. Li recentemente A Ação Humana, que considero uma obra-prima de um gênio. Mas me pareceu que a parte dos sindicatos foi exatamente a mais fraca. Admitir que apenas a regulação do mercado vai solucionar todos os impasses do ambiente de trabalho é um pouco utópico. Creio que os sindicatos, assim como outras associações humanas, têm um importante papel na sociedade, inclusive como uma forma de exercitar a prática das negociações e decisões coletivas, um processo fundamental mesmo na visão libertária da sociedade.
    A atuação dos sindicatos está bastante deturpada pelo viés ideológico extremamente esquerdista predominante, e por muitos dirigentes que vêm na atuação sindical uma possibilidade de ascensão social. Mas isto não torna os sindicatos essencialmente prejudiciais ao desenvolvimento econômico. O embate e a luta política e econômica também fazem parte da evolução da sociedade.

  25. Atualmente, nos países mais atrasados, o amor incontido dos sindicalistas às crianças fez com que a alternativa ao “trabalho infantil” passasse a ser a mendicância, a prostituição, o crime e a inanição. Os sindicatos absurdamente proclamam estar adotando uma postura altamente moral ao defenderem políticas protecionistas que inevitavelmente levam a estas desumanas consequências.

    Pra tu ver como a sabedoria popular já estava à frente dessas merdas todas! Tinha uma vovó que costumava dizer que o governo considera errado botar uma criança pra trabalhar, mas passa panos quentes quando a criança passa a roubar.

  26. OFF
    http://www.noticiasautomotivas.com.br/renovacao-de-cnh-vai-exigir-exame-toxicologico-obrigatorio-a-partir-de-junho/

    ( ) Os burocratas do Detran, altamente preocupados com o bem estar da população e motivados a salvar várias vidas, resolveram aplicar essa medida, visando desestimular o uso de substâncias que alteram a consciência dos motoristas, evitando assim vários acidentes com mortes.

    (x) Os laboratórios onde esses exames serão feitos molharam a mão dos burocratas do Detran, fazendo lobby para que essa medida fosse implementada.

  27. Os sindicatos são anticapitalistas pois interferem no mercado. Deveria a adesão ao sindicato se optativa e não obrigatória. Eles causam danos à economia.

  28. estou estudando um pouco sobre o mercado livre e alguns “direitos” do trabalhador, estou um pouco confuso ainda, pois acredito no mercado liberal porém estou duvidoso em acreditar que ele sozinho mantenha os direitos básicos do trabalhador de forma a evitar uma “escravidão”, pois pelo que estou raciocinando é que os altos cargos e salários realmente serão disputados pelo livre mercado e demandarão qualificação, porém os cargos mais baixos e simples não serão tão disputados assim pelo mercado, pois não demandam tanta qualificação e assim estarão nas mãos de terceiros sem garantias de pagamentos dignos.

    A maior parte dos empregos são de baixo escalão, nível baixo, que não dependem de tanta qualificação, normalmente se obtém da vida rotineira e da sua própria habilidade, exemplos são: faxineiras, cozinheiras, vendedores, motoristas, segurança, operadores diversos da indústria, etc.

    A simples concorrência também não mantém a coisa no rumo certo, pois ainda que existam empregadores com melhores salários sempre existirão outros com menores simplesmente por ter um capital menor.

    Assim estou concluindo com tudo que estou lendo que deve existir uma regulação dos direitos e alguns métodos para quantificar o salário de alguma forma, mesmo sabendo que isso para o mercado pode levar a uma interferência pesada do estado.

    Se puderem me ajudar a compreender melhor com algo que não tenha me atentado agradeço.

  29. Então por que ainda hoje, ainda existem trabalhadores trabalhando jornadas exaustivas, em condições de trabalho degradantes, ganhando salários irrisórios, como os cortadores de cana? A produtividade de cana não aumentou?

  30. E sobre os chamados salários "por fora". Em teoria, isso beneficiaria a ambos, o trabalhador receberia um salário maior e o empregador paga menos impostos. Mas na pratica, eles não pagam o salário "por fora" nas férias e nos descansos, e cortam até em casos de acidente de trabalho…

    Alguns relatos:

    jus.com.br/forum/206245/salario-pago-por-fora-da-carteira

    br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20121028051930AAyvTbK

    Uma notícia que trata de um caso grave de acidente de trabalho:

    Salário "por fora" não pago gera indenização por dano moral

    (Qua, 12 Set 2012, 13:00)

    Um empregado da empresa paulista Comercial Cerávolo Ltda. vai receber indenização por danos morais, no valor de R$ 15 mil, em decorrência de a empresa ter retirado os salários que lhe pagava por “por fora”, após ele sofrer grave acidente rodoviário que o deixou paraplégico e afastado pelo INSS. A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho entendeu devida a indenização que havia sido indeferida pelo Tribunal Regional da 15ª Região (Campinas-SP).

    Na reclamação ajuizada pelo empregado em 2010, além das verbas trabalhistas pertinentes, o empregado requereu indenização pelos danos morais sofridos e teve o pedido acatado pelo juízo do primeiro grau.

    No entanto, a empresa interpôs recurso e o Tribunal Regional reformou a sentença, excluindo da condenação o pagamento da indenização por danos morais. No entendimento regional, o pagamento do salário “por fora”, correspondia a “danos de ordem material, que serão ressarcidos, uma vez que incluídos na condenação”. Inconformado, o empregado recorreu ao TST, sustentando que ilegalidade da redução salarial lhe garantiria a indenização pelos transtornos morais causados.

    Salários "por fora" é uma das maneiras dos patrões fraudar o pagamento de salário aos trabalhadores…

  31. Acabei de ler um texto mais equilibrado e abrangente sobre o papel dos sindicatos na economia de mercado: no livro “Economia Numa Única Lição”, de Henry Hazlitt, disponível aqui no Mises, o capítulo “Os Sindicatos Elevam Realmente os Salários?”

  32. Essa dúvida já foi levantada nos comentários acima, mas como também não achei as respostas tão satisfatórias, reitero. É certo que desde a revolução industrial o volume de produção aumentou de forma extraordinária, que a produtividade marginal do trabalhador aumentou, que o poder de compra aumentou. Porém, como saber se esses fatores levariam por si só, sem nenhuma legislação trabalhista limitando horas trabalhadas, a um cenário em que as pessoas trabalhassem menos horas ? Ok, empregadores estariam aptos a oferecer maiores salários ou menores jornadas para trabalhadores qualificados. Mas e quanto aos trabalhadores pouco qualificados ? A maioria na verdade. As empresas estão em uma justa busca pelo lucro, por isso quanto maior a jornada do trabalhador, maior a produtividade dela. Não consigo entender porque as horas trabalhadas seriam reduzidas sem nenhum legislação trabalhista. O raciocínio que gera a dúvida é o seguinte: O fato de hoje ser necessário menos dinheiro para comprar mais bens, não parece significar que as empresas vão reduzir jornadas por livre e espontânea vontade. Pelo motivo de que o que importa pra elas não é se o trabalhador consegue mais bens com menos dinheiro e menos horas trabalhadas, mas sim se ele gera mais produtividade pra ela. Se alguém puder comentar sobre isso…

  33. Bom Luis, dando uma olhada rápida na internet, peguei uma lista dos países onde em média as pessoas trabalham mais. Entre eles estão: México, EUA, Estônia, Canadá e Nova Zelândia. Todos estes países apresentam um grau elevado de liberdade econômica, com exceção do México, que ainda assim é razoavelmente livre. Ou seja, apesar de haver um mercado mais livre nesses países e uma grande produtividade marginal do trabalho, as horas trabalhadas são consideradas as maiores do mundo.

    Por outro lado, pegando a lista dos países onde se trabalha menos horas, observamos estes: Itália, Austrália, Suécia, Bélgica, Suíça, Noruega, Dinamarca e Holanda. Esses países também possuem elevado desenvolvimento de mercado e produtividade marginal elevada, porém, as horas trabalhadas são bem menores na média.

    Se pudesse discorrer sobre essas diferenças. Me parece de certa forma que o mercado por si próprio não determina essas diferenças.

    http://www.mdig.com.br/?itemid=18801
    http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=31902

  34. Malthus, eu entendo esse raciocínio. O que eu estou questionando é o seguinte: Nas duas listas, tanto a lista dos países onde mais se trabalha, quanto na que menos se trabalha, os países elencados são países desenvolvidos. Ou seja, o que quero dizer é que me parece que o desenvolvimento do mercado por si só não parece ter esse papel tão determinante assim. Por exemplo, por que canadenses, americanos e neozelandeses trabalham mais que dinamarqueses, noruegueses e australianos ? Se todos são países desenvolvidos e com muito capital acumulado? Qual o peso da legislação trabalhista nessa questão ? Será que só o mercado é capaz de levar à redução das jornadas ? Este é o meu questionamento.

  35. oi fiquei com duvida todos os direito que nós temos foi o mercado que nos deu através do aumento contínuo da produtividade das empreses ou do sindicato?
    obrigada

  36. Eu vou trabalhar um pouco hoje, só para infringir as regras dos sindicatos.

    Os sindicatos resulturam na proibição do trabalho e não criaram empregos. Pelo contrário, eles causaram milhares de demissões e crises econômicas.

    O melhor exemplo das leis trabalhistas é o exame médico. Isso retirou milhares de médicos do atendimento emergencial, para que eles fiquem recebendo gorjetas com exames médicos buracráticos de trabalhadores. Enfim, esse exame médico admissional e demissional causou milhares de mortes por falta de médicos no atendimento emergencial.

  37. Eu já não tinha simpatia nenhuma pela CUT, e depois desse texto então estou certa de que os trabalhadores não precisam dessa gente xexelenta que só serve para estimular a rivalidade entre patrões e empregados.Ao ouvir esses imundos a impressão que a gente tem é que os empreendedores são exploradores inescrupulosos que querem tratar os trabalhadores a pão e água,mas o texto e a Dinamarca provam que não precisamos de décimo terceiro,férias remuneradas,multas trabalhistas etc,tudo isso serve apenas para amarrar a economia.Os trabalhadores dinamarqueses não tem “direitos trabalhistas”e vivem muito melhor que os filiados da CUT.Pena que o Temer não tem peito para enfrentar esses canalhas mentirosos.

  38. Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é [email protected]

  39. A dura escolha das crianças de Bangladesh

    Em 1992 mais de 50 mil crianças estavam escolhendo trabalhar para a indústria têxtil de Bangladesh. ladesh. Foi então que uma lei nos Estados Unidos proibiu a importação de bens fabricados com o uso de trabalho infantil. Em termos práticos, a lei americana impediu as crianças de escolher trabalhar, reduzindo seu campo de escolhas. As consequências foram trágicas para as crianças. Elas não deixaram o trabalho para ingressar na escola, tampouco passaram a curtir as tardes brincando nos parques. A realidade mostrou-se menos idílica: muitas delas se tornaram prostitutas, titutas, trombadinhas ou foram trabalhar quebrando pedras na pedreira. Em suma, saíram da fábrica para se envolver em atividades ainda piores. Além disso, algumas mães tiveram de abandonar donar seus empregos para cuidar dos filhos, acentuando o problema de pobreza dessas famílias. Se os defensores da lei proibindo a importação de produtos que utilizam trabalho infantil tivessem considerado que a escolha das crianças e seus pais era fruto de um restrito conjunto de alternativas disponíveis, eles não teriam se surpreendido com o fiasco que se mostrou a lei. Afinal de contas, se mandar as crianças para as escolas e parques fosse uma opção factível para as famílias pobres de Bangladesh, elas o estariam fazendo antes da entrada em vigor da lei norte-americana. Não demorou para que as consequências negativas da lei fossem percebidas e, em 1995, após dois anos de penosa negociação, um novo e melhor acordo foi firmado entre a associação das indústrias têxteis de Bangladesh e a Unicef. Esse acordo tinha como ponto principal prover melhores alternativas às crianças. O documento explicitamente solicitava que, para o bem das próprias crianças, as fábricas não as demitissem até que estas tivessem disponível uma alternativa tiva melhor. Com o apoio financeiro internacional e o trabalho das organizações locais, alternativas vas começaram a ser desenvolvidas. A boa notícia é que já se detectam melhoras. O interessante desse exemplo é que, apesar de parecer que as pessoas “não têm opção”, é fundamental considerar que elas estão escolhendo o que é melhor para elas -dentro de um campo de escolha extremamente restrito, claro.

    Bernardo Guimarães
    Carlos Eduardo Gonçalves

  40. Sr. Típico Universitário, em relação ao seu comentário gostaria de destacar que a Dilma cairá pois ela cavou sua própria sepultura. Ela é incompetente e arrogante. Ela destrui o Brasil e está no meio do maior escândalo de corrupção do Planeta. Ela não conseguiria administrar um pequeno galinheiro. Se dermos para ela cuidar de um deserto, depois de um ano não haverá mais deserto.

  41. Os sindicatos deveriam ter uma postura mais responsável. Grande parte deles, apesar do momento econômico terrível que o Brasil passa, ainda estimula a guerra entre patrões e empregados, pedindo reajustes salariais incompátiveis com a realidade. Os sindicatos precisam ter em mente que não podem matar a galinha dos ovos de ouro. Quanto mais empresa fechando, maior o número de desempregados, consequentemente menor o números de trabalhadores sindicalizados.

  42. Alexandra Moraes

    A mentalidade dos sindicalistas brasileiros é de muito atraso. Apenas requerem mais benefícios e direitos para os seus sindicalizados, independente das condições economicas do setor que atuam. Faz-se necessário uma nova postura que mude este estado de coisas.

  43. No Brasil, por munícipio pode-se ter um sindicato por categoria. Ou seja, não há concorrência. Além disso, existe a taxa obrigatória que todos os trabalhadores tem que pagar para o sindicato. O pior, os sindicatos não prestam contas aos representados do que fazem com o dinheiro. É uma verdadeira farra.

  44. Realmente os sindicatos brasileiros tem um viés esquerdista que atrapalha muito o Brasil. Defendem medidas que no curto prazo podem atender seus sindicalizados mas que no longo prazo vão contra os trabalhadores. Muito interessante as comemorações do último 01/Maio/2016. Apesar do governo Dilma ter gerado mais de 11 milhões de desempregados e várias empresas estarem falindo, a totalidade dos principais sindicatos não emitiu qualquer crítica a este governo. Muito interessante.

  45. Com certeza, os sindicalistas estão interessados em satisfazer suas próprias necessidades e desejos de curto prazo. Muitos sindicatos ainda recebem recursos do governo e o que é pior não prestam contas de como utilizaram este dinheiro. Infelizmente, se dependermos da cabeça de sindicalista voltaremos para a década de 50.

  46. Alexandra Moraes

    Não conheço um sindicato que não seja da dita “esquerda”. A grande maioria, neste momento de profunda crise, luta por medidas retrógradas que somente atrapalham a vida dos próprios trabalhadores. É interessante a falta de lucidez que ronda estes dirigentes. Vivem ainda como se o muro de Berlin não houvesse sido derrubado.

  47. Alexandra Moraes

    A primeira regra que vigora no Brasil é que quem não produz nada controla o setor produtivo do país estabelecendo procedimentos, regras, normas, taxas, impostos, etc… É o caso dos sindicatos. Não produzem nada e são geridos, na maioria dos casos, por dirigentes com baixa escolaridade e que vê o sindicato como um meio de se ganhar a vida. São pouco afeitos aos seus sindicalizados e, portanto, estabelecem acordos que no longo prazo podem até prejudicar os seus filiados.

  48. Alexandra Moraes

    Taxidermista, ótimo texto que você postou. Reflete com precisão nossa triste realidade. Infelizmente, nossa sociedade esta condenada.

  49. Realmente concordo que não se deve aos sindicatos. Mas eu acredito que no ocidente tivemos uma influência grande do cristianismo e do judaísmo. Tomando por exemplo países onde se reconhece que havia grande liberdade de mercado, como Japão, as jornadas de trabalho chegavam a 16 horas e geralmente de segunda a segunda. Recentemente é que foram criadas leis reduzindo a jornada lá. Acho que não se deve inteiramente ao mercado, na verdade se deveu pouco ao mercado.
    É lógico que a produtividade também influencia nisso, mas a ela é influenciada por uma combinação de fatores como cultura, técnica etc.

  50. Alexandra Moraes

    Acredito que no passado, o papel da união de trabalhadores foi vital para que fosse melhorado o ambiente de trabalho, horas de trabalho fossem cortadas, etc.. Atualmente, vejo que os sindicalistas não avançaram. Muitos possuem a mentalidade do início do século passado. Não conseguem perceber que estamos em outra etapa e que se os sindicalistas brasileiros não forem sensíveis ao atual momento nacional, matarão a galinha dos ovos de ouro. O ambiente é de muitas empresas fechando.

  51. Pilates-Perdizes

    A evolução dos sindicatos nacionais acontecerá com o agravamento da crise brasileira. Quando se derem conta que poderão perder muito sindicalizados, se unirão aos empresários para juntos buscarem uma solução contra a crise.

  52. Vote no Partido Novo

    Peço ajuda dos libertários para ensinar o povo nessa notícia abaixo da Globo, lembrando que a globo tem prazo para comentar!
    Ajudem a explicar a causa libertária!
    Abs!
    g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/05/estudantes-ocupam-mais-uma-escola-contra-projeto-de-ppp-na-educacao.html

  53. “Na sociedade capitalista prevalece uma tendência de contínuo aumento da quota de capital investido per capita. … Consequentemente, a produtividade marginal do trabalho, os salários reais e o padrão de vida dos assalariados tendem a aumentar continuamente.”

    PARA QUEM NAO ENTENDE DE ECONOMIA É BASTANTE DIFÍCIL ENTENDER ESSE PARÁGRAFO ACIMA, QUE ESTÁ BEM NO INÍCIO DO TEXTO. ISSO DESMOTIVA E MUITO A LEITURA, LOGO QUE JÁ NO INICIO UM LEIGO NÃO CONSEGUE ENTENDER O FIO DA MEADA.

    SUGIRO QUE NOS PROXIMOS TEXTOS CONSIGAM SIMPLIFICAR A LINGUAGEM DE UMA FORMA QUE UM LEIGO NO ASSUNTO CONSIGA ENTENDER. CASO CONTRÁRIO SERÁ MUITO DIFÍCIL TRAZER NOVAS PESSOAS PRA DENTRO DO UNIVEROS LIBERAL.

Rolar para cima