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A teoria marxista da exploração e a realidade

Dentre
todas as vituperações e calúnias proferidas contra o capitalismo, a ‘teoria da
exploração’ permanece sendo a mais popular — tanto nos círculos acadêmicos quanto
entre os desinformados em
geral.  O mais famoso
defensor da teoria da exploração foi Karl Marx.

De
acordo com a teoria da exploração, os lucros — na verdade, quaisquer outras
receitas que não sejam convertidas em salário — representam uma dedução
injusta daquilo que deveria ser, naturalmente e por direito, o salário do
trabalhador.

Segundo Marx, o que possibilita a um capitalista obter uma renda superior ao
salário que ele paga ao seu empregado é exatamente o mesmo fenômeno que torna
possível a um dono de escravo auferir ganhos em decorrência do trabalho do seu
escravo.  Mais especificamente, um
trabalhador é capaz de produzir, em menos de um dia inteiro de trabalho, os bens
de que ele necessita para ter a força e a energia necessárias para labutar um
dia inteiro de trabalho.

Para
utilizar um dos exemplos fornecidos pelo próprio Marx, um trabalhador é capaz
de produzir em 6 horas todos os alimentos e todas as necessidades de que ele
precisa para ser capaz de trabalhar 12 horas. 
Estas 6 horas — ou qualquer que seja o número de horas necessárias para
o trabalhador produzir essas suas necessidades — são rotuladas por Marx de
“tempo de trabalho necessário”.  Já as
horas que o trabalhador trabalha além do tempo de trabalho necessário são
rotuladas por Marx de “tempo de trabalho excedente.”

Assim
como o ‘tempo de trabalho excedente’ representa a fonte de ganho do dono de um
escravo, ele também representa, de acordo com Marx, a fonte de lucro do
capitalista.

Quando
o trabalhador trabalha 12 horas para um capitalista, seu trabalho, de acordo
com Marx, acrescenta aos materiais e aos outros meios de produção consumidos na
manufatura do produto final um valor intrínseco correspondente a 12 horas de
trabalho.  E, por sua vez, se estes
materiais e outros meios de produção demandaram 48 horas de trabalho para serem
produzidos, então o produto final conterá estas 48 horas de trabalho mais as 12
horas adicionais de trabalho desempenhado pelo trabalhador.  O produto final, portanto, terá um valor total
correspondente a 60 horas de trabalho.

Sendo
assim, o processo de produção, de acordo com Marx, resultou em um acréscimo de
valor igual às 12 horas de trabalho do trabalhador.  Este valor adicionado pelo trabalho do
trabalhador será dividido entre o trabalhador e o capitalista na forma de um
salário para o primeiro e de um lucro para o último.  O valor que o capitalista deve pagar como
salário, diz Marx, é determinado pela aplicação de um princípio supostamente
universal de valoração da mercadoria — a saber, a teoria do
valor-trabalho. 

O
capitalista irá pagar ao trabalhador um salário correspondente às horas de
trabalho necessárias para produzir suas necessidades — em nosso exemplo, 6
horas — e irá embolsar o valor acrescentado pelas 12 horas de trabalho do
trabalhador.  Seu lucro será aquilo que
sobrar após deduzir o salário do trabalhador, e irá corresponder exatamente ao ‘tempo
de trabalho excedente’ do trabalhador.

Este
exemplo pode ser facilmente expressado em termos monetários ao simplesmente
assumirmos que cada hora de trabalho efetuado na produção de um produto
corresponde a $1 acrescentado ao valor do produto.  Assim, os materiais e os outros meios de
produção utilizados valiam $48, e o produto resultante da aplicação de 12 horas
de trabalho do trabalhador vale $60.  As
12 horas de trabalho do trabalhador acrescentaram $12 ao valor do produto.

O
lucro do capitalista supostamente advém do fato de que, para as 12 horas de
trabalho efetuadas pelo trabalhador, com seu correspondente acréscimo de $12 ao
valor do produto, o capitalista paga um salário de apenas $6.  Este valor corresponde ao tempo de trabalho
necessário para produzir as necessidades de que o trabalhador precisa para
desempenhar suas 12 horas de trabalho.  O
lucro do capitalista, portanto, representa a “mais-valia”, que corresponde ao
“tempo de trabalho excedente”.

A
razão entre a mais-valia e o salário, ou entre o ‘tempo de trabalho excedente’
e o ‘tempo de trabalho necessário’, é rotulada por Marx de “taxa de
exploração”.  Nesta nossa ilustração ela
é de 100% — ou seja, $6/$6 ou 6 hrs./6 hrs.

Ainda
segundo Marx, uma combinação entre a ganância dos capitalistas e as forças que tendem a reduzir o
lucro em relação ao capital investido faz com que os capitalistas aumentem a
taxa de exploração.  Se os trabalhadores
são capazes de trabalhar 18 horas por dia utilizando as necessidades produzidas
em apenas 6 horas por dia, então a jornada de trabalho será elevada para 18
horas por dia.  Se os salários que os
capitalistas pagam para seus empregados homens for o suficiente para permitir
que estes sustentem uma esposa e duas crianças, então os capitalistas irão
reduzir os salários para forçar mulheres e crianças a irem trabalhar nas
fábricas, dando assim aos capitalistas o benefício de auferir mais ‘tempo de
trabalho excedente’ e mais mais-valia. 

Os
capitalistas também supostamente irão se esforçar para baratear a dieta do
trabalhador, substituindo trigo por, digamos, arroz ou batatas, desta forma
reduzindo o ‘tempo de trabalho necessário’ e aumentando a fatia do dia de
trabalho que passa a ser ‘tempo de trabalho excedente’.  As condições de trabalho, desnecessário
dizer, serão sempre horríveis, uma vez que seu aprimoramento geralmente viria à
custa de uma redução na mais-valia.

Esta
suposta situação de salários de subsistência — aliás, de salários abaixo da
subsistência –, jornada de trabalho desumana e condições precárias, além de
crianças trabalhando em carvoarias, seria o resultado do funcionamento do
capitalismo e da busca pelo lucro, diz Marx, tendo por base sua teoria da
exploração.

À
luz da teoria da exploração, os capitalistas devem ser considerados inimigos
mortais da esmagadora maioria de humanidade, merecendo ser colocados contra
paredões e fuzilados — exatamente o que aconteceu sempre que os marxistas tomaram
o poder em algum país.

Os capitalistas, e não os trabalhadores,
são os produtores principais

Ao
contrário do que diz a teoria da exploração, e ao contrário do que a maioria
das pessoas imagina, os assalariados que os supostos exploradores capitalistas
empregam não são os produtores principais
dos produtos manufaturados por uma empresa. 
Assim como Cristóvão Colombo foi o descobridor da América, e não os
marujos que tripulavam os navios e que foram seus auxiliares na realização de seus
(de Colombo) planos e projetos, os capitalistas é que são os produtores principais
dos produtos produzidos por suas empresas. 

Os
empregados do capitalista podem ser mais corretamente descritos como “os
auxiliares” na produção dos produtos do capitalista.  Os lucros do capitalista não representam uma
dedução daquele valor que, segundo Marx, pertence por direito aos trabalhadores
na forma de salários.  Os lucros representam
aquilo que o capitalista ganhou em decorrência principalmente de seu trabalho
intelectual, de seu planejamento e de suas decisões.  O capitalista produz um produto próprio,
embora utilize a ajuda de terceiros cuja mão-de-obra ele emprega com o
propósito de implementar seus planos e consequentemente produzir seus produtos.

Sendo
assim, por exemplo, Henry Ford era o produtor principal na Ford Motor Company;
John D. Rockefeller, na Standard Oil; Bill Gates, na Microsoft; Jeff Bezos, na
Amazon; e Warren Buffet, na Berkshire
Hathaway.

Marx
teve sim uma grande ideia, a qual era em si totalmente correta, e que pode jogar
mais luz sobre esta discussão.  Esta sua
ideia foi fazer uma distinção entre aquilo que ele chamou de “circulação
capitalista” e aquilo que ele chamou de “circulação simples”.  Mas Marx, infelizmente, ignorou por completo
e contradisse totalmente as reais implicações desta sua ideia.   

Aquilo
que todos os “capitalistas exploradores” praticam é a circulação
capitalista.  A circulação capitalista,
como Marx a descreveu, é o gasto de dinheiro, D, para a compra de materiais, M,
que serão utilizados na produção de produtos que serão vendidos por uma quantia
maior de dinheiro, D’.  A circulação
capitalista, em suma, é D-M-D’.  Se os
capitalistas exploradores deixassem de existir, e a circulação capitalista
desaparecesse do mundo, os sobreviventes entre aqueles que hoje trabalham como
assalariados estariam vivendo em um mundo de circulação simples, isto é, M-D-M.  Ou seja, sem ter com o que gastar inicialmente
seu dinheiro, eles tentariam imediatamente produzir materiais, M, os quais eles
venderiam em troca de dinheiro, D, o qual, por sua vez, eles usariam para
comprar outros materiais, M.

Os capitalistas não são os responsáveis
pelo fenômeno do lucro, mas sim pelo surgimento dos salários e dos custos

Tanto
Marx quanto Adam Smith, que veio antes de Marx, presumiram erroneamente que, em
um mundo de circulação simples — o qual Smith chamou de “o estado rude e
primitivo da sociedade” –, todas as rendas obtidas eram salários.  Para eles, não havia lucro neste modelo.  O lucro, segundo eles, só passou a existir
quando surgiu a circulação capitalista. 
Mais ainda: o lucro seria uma dedução daquilo que originalmente era
salário.

Mas
a verdade é que, em um mundo de circulação simples, o que está ausente não é o
lucro, mas sim os gastos monetários — o D inicial — com o pagamento de salários e com a aquisição de
bens de capital, e que são computados como custos de produção
.

Um
mundo de circulação simples seria um mundo em que não há custos de produção mensurados em termos monetários.  Seria um mundo em que os gastos com materiais
— utilizando-se dinheiro obtido com a venda de outros materiais —
constituiriam receitas para os vendedores destes materiais.  E estes vendedores, dado que eles não tiveram
nenhum gasto anterior para obter os materiais que estão vendendo, não teriam de
computar nenhum custo de produção em termos monetários.  Eles teriam apenas receitas de venda. Seria,
portanto, um mundo em que o trabalho é a única fonte de renda.  Mas um mundo no qual toda a receita auferida pelos indivíduos é um lucro, e não um salário.  Seria um mundo de trabalhadores produzindo
produtos primitivos e escassos, pelos quais eles receberiam receitas de venda
das quais eles não teriam custos para deduzir. 
Sendo assim, estas receitas representariam o lucro total.

O
surgimento da circulação capitalista, portanto, não é responsável nem pela
dedução dos salários e nem pelo surgimento do lucro.  Ao contrário: ela é responsável pela criação dos salários, pelo surgimento dos
gastos com bens de capital e pelo surgimento dos custos de produção mensurados
em termos monetários.  Estes custos serão
deduzidos das receitas, produzindo então o lucro.  As receitas de venda, no cenário anterior, representavam
o lucro total.  Não havia custos a serem
deduzidos das receitas.  Agora, com o
surgimento da circulação capitalista, surgiu o salário dos trabalhadores, os
quais são deduzidos dos lucros dos capitalistas.  Portanto, primeiro surgiu o lucro; só depois é
que surgiu o salário.  É o salário que é
deduzido do lucro dos capitalistas, e não o lucro que é deduzido do salário dos
trabalhadores.

Quanto
mais economicamente capitalista for o sistema econômico, no sentido de um maior
grau de circulação capitalista — isto é, uma maior proporção de D em relação a
D’ –, maiores serão os salários e os outros custos em relação às receitas, e menores
serão os lucros em relação às receitas. 
Ao mesmo tempo, se o sistema econômico permitir que os capitalistas se concentrem
mais na compra e, consequentemente, na produção e na oferta de bens de capital,
este aumento na oferta de bens de capital levará a um aumento na produtividade
da mão-de-obra e a um aumento generalizado na capacidade de produção.  A oferta de produtos crescerá em relação à
oferta de mão-de-obra e, com isso, os preços cairão em relação aos
salários.  O resultado é que os salários reais aumentarão e continuarão
aumentando enquanto a produtividade da mão-de-obra continuar crescendo.

Portanto,
no que concerne à relação entre capitalistas e assalariados, a verdade é exatamente
o inverso daquilo que é alegado pela teoria da exploração.  Os capitalistas não deduzem seus lucros dos
salários dos trabalhadores; os capitalistas são os responsáveis pelo surgimento dos salários.  Sendo um custo de produção, os salários são deduzidos
das receitas, as quais, na ausência de capitalistas, representariam o lucro
total.  Logo, pode-se dizer que os
capitalistas são os responsáveis pelo aumento dos salários em relação aos
lucros e pela redução dos lucros em relação aos salários.  Ao mesmo tempo, por meio do aumento na
produção e na oferta de produtos, o que leva à redução de seus preços, os
capitalistas aumentam o poder de compra dos salários que eles pagam.

Isto
não é nenhuma exploração dos trabalhadores assalariados.  É, isto sim, a maciça e progressiva melhoria
de seu bem-estar econômico.

 

Leia
também:

Por que a ideia de que o capitalista
explora o trabalhador é inerentemente falsa

O monumental erro em comum entre Marx e
Smith — erro que mudou o mundo para sempre

A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário 

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161 comentários em “A teoria marxista da exploração e a realidade”

  1. Getulio Malveira

    Ótimo artigo! Creio que não pode restar dúvida para alguém dotado de um mínimo de bom senso que a teoria do valor-trabalho e as teorias marxistas que dela se seguem são muito evidentemente falsas.

  2. “Os capitalistas não deduzem seus lucros dos salários dos trabalhadores; os capitalistas são os responsáveis pelo surgimento dos salários.”

    Definição clara que serve como postulado.
    Quem deduz o “lucro” dos salários são os Indivíduos empregados pelo estado e a isso eles dão o nome de imposto de renda, contribuição sindical, etc…
    Este é o “lucro” sem o qual os marx-xiitas não sobreviveriam longe das tetas estatais.
    Aos keynesianos da Igreja da Pedra que vira Pão o surgimento dos salários diferencia o pobre poupador, que investe no futuro, do pobre gastador do crédito fácil.
    Será exploração a capacidade de poupar e investir no futuro com incentivo do salário auferido pelo trabalho digno possibilitado pelas “condições de contorno capitalistas austríacas”?

  3. A tese de Marx é completamente avessa à realidade. Enquanto os rumos do capitalismo são determinados, em última instância, pelas valorações dos consumidores (que são os que realmente definem se o capitalista terá lucro ou prejuízo no retorno de seus investimentos, colocando o consumidor como o centro do sistema econômico), ele dá uma importância exagerada e fetichista a aspectos de oferta. Enquanto que os trabalhadores fazem uso do empreendedorismo dos capitalistas e recebem salários dos mesmos (salários fixos que recebem a intervalos regulares, ao contrário dos patrões, que precisam esperar o futuro para saber mesmo se terão ou não lucros, pois esses dependem da resposta dos consumidores), Marx acreditava que os trabalhadores são explorados. Em suma, o cara acreditava mesmo que o rabo abanava o cachorro. E ainda tem o problema do cálculo econômico no socialismo que Mises aponta no “Ação Humana”, que já coloca o sistema socialista no chão. Como é que ainda tem gente que acredita em mais-valia, comunismo, e nesse monte de baboseiras que os marxistas alardeiam há tanto tempo? Como disse Paulo Francis, “Marx escrevendo sobre dinheiro é como padre falando sobre sexo”…

  4. Uma mistura bastarda de keynesianismo e marxismo constitui o senso comum em matéria de economia. Levaremos anos para dissolver essa toxina maléfica das mentes das pessoas. É o combate das idéias, como preconizado por Mises em suas obras. Mãos à obra!

  5. Me fez lembrar de Matarazzo e Delmiro Gouveia…Aliais tem algum artigo aqui que fale sobre o empreendedorismo brasileiro em seus respectivos cenários econômico? Já li em varios meios, mas gostaria de ve-los na ótica deste fórum.

  6. Acho que o autor complicou mto a explicação, e dificilmente convenceria um marxista a deixar de acreditar em Marx. O problema todo é que Marx considerava apenas o trabalho como recurso produtivo. Como sabemos, para produzir qq bem ou serviço, precisamos destes recursos produtivos: capital, terra (espaço), mão de obra e empreendedorismo. Dessa forma, fica claro que não só a mão de obra deve ser remunerada. Para uma firma em concorrência perfeita, o somatório da remuneração desses fatores se igualaria à receita da venda do produto ou serviço menos os gastos com os insumos utilizados para produzi-lo (materiais). O problema era que Marx considerava que o capital era produto do trabalho anterior de outrem. Se ele considerasse que o empreendedorismo (o trabalho de planejar, organizar a produção) não tivesse de ser remunerado também, pois supostamente o empreendedor estaria fazendo trabalho voluntário, mesmo assim ainda não poderia justificar a exploração, pois ainda há a terra. Se ele considerar que esta não tem valor (pois foi doada, ou tem oferta infinita), daí talvez pudesse ainda se justificar minimamente. De qq forma, mesmo o capital sendo resultado da acumulação de trabalho anterior, o capitalista não o acumularia se não fosse compessado por adiar o consumo, e a m ais-valia não procede. Acho que por este ângulo aqui exposto fica mais fácil de convencer o marxista cabeça dura.

  7. Rodrigo Polo Pires

    De cara já há um problema, como evitar que pessoas com capacidade sejam obrigadas a trabalhar para outras com acesso a dinheiro de investimentos da maneira que isso ocorre no Brasil e no mundo. A maneira ilicita de eliminar a concorrência está sempre presente no mercado e a tendência de algumas pessoas sempre é a de criar condições artificiais para obter vantagens, a associação benéfica que ocorre entre pessoas honestas, ocorre também entre empresários e políticos trapaceiros ou entre quaisquer pessoas que façam qualquer negócio, ou desonestos. Ou seja, a idéia de igualdade, embora seja na prática impossível de ser aplicada, pode ser facilmente defendida. Uma prova disso é o exemplo usado no texto. Com que dinheiro afinal Cristóvão Colombo financiou suas aventuras mar afora> Talvez com o do Rei, ou seja, foi beneficiado com dinheiro público e não há maneira de saber realmente se era o sujeito mais capaz ou só um individuo que prestou-se a atender interesses da realeza que na ânsia de trazer civilização para o mundo novo, acabou por destruir outras. Quero aqui na finalização deixar claro que fiz toda essa discurseira com a finalidade de defender idéias e não somente determinados individuos, e sabendo claramente que a teoria marxista é uma idéia intragável de tão absurda, o combate que se faz dela através das idéias do texto é igualmente errada ao não fazer distinção alguma entre os empresários empregadores, ou seja, é preciso discriminar.

  8. Tenho lido artigos do instituto há alguns meses. Gostaria de saber qual é a posição dos libertários com relação a pesquisa científica. Não estou falando da pesquisa que desenvolvem produtos imediatamente (ou quase) comercializáveis, mas da pesquisa científica de base que muitas vezes não redunda em oportunidades de negócio por algumas décadas. Um exemplo passado seria as pesquisas na mecânica quântica (que ocorreram, grosseiramente, entre 1850 e 1930), que deram a base teórica para o desenvolvimento dos computadores por volta da década de 50 (não estou dizendo que os computadores foram a única consequência da mecânica quântica). Um exemplo atual seria o LHC e os bastante recentes estudos sobre o Bóson de Higgs (dentre outras pesquisas do LHC). Essas pesquisas custam caro e seus benefícios levam décadas para aparecer (se aparecerem). Como fazê-las de forma rentável? Tenho procurado um artigo sobre isso aqui no mises mas n consegui encontrar. Poderiam me indicar um?

  9. Camarada Friedman

    Como ex-marxista o artigo me caiu muito bem.

    Eu gostaria de saber uma coisa: Existe alguma refutação não empírica do materialismo histórico ?

  10. Sobre os comentários que compararam o marxismo à religião, diria que o comunismo é uma espécie de heresia cristã, uma espécie de paraíso sem Deus.

  11. Luís Almeida,\r
    \r
    Talvez por não ser economista tenha tido dificuldade com a minha explicação. O que coloquei foi exatamente a crítica de Marshal ao marxismo. Marx considerava somente o trabalho como recurso produtivo. Sobre os 4 fatores produtivos que citei, isso se aprende no primeiro capítulo de introdução a economia. \r
    \r
    Eu não tenho nenhuma dificuldade em entender a falácia marxista. O que coloquei é que para convencer um marxista de tal, os argumentos do texto não bastam. Eles são bons para quem já refuta o marxismo, mas esses não precisam mais serem conveencidos.\r
    \r
    Tentei objetivamente já contestar os possíveis argumentos de um marxista ao que eu estava mostrando, o que talvez não tenha ficado claro para alguém com conhecimento pouco profundo.\r
    \r
    Sobre concorrência perfeita estar à esquerda, não sei de onde tirou tal conclusão, pois competição (produtos melhores e mais baratos) é tudo que os austríacos pregam. É verdade que no mundo real é difícil encontrar um setor que replique as condições de concorrência perfeita (P=CM=Cmg=Rmg), mas isso não quer dizer que não seja uma situação almejada (ppalmente pelos consumidores). Talvez o único setor que melhor replique as condições de conc. perfeita no mundo real seja o agropecuário, com centenas de milhões de produtores fornecendo no mundo produtos praticamente homogênos (há 140 milhões de produtores de leite no mundo, por exemplo). No entanto, dadas as distorções geradas por subsídios, isso não se verifica mundialmente de forma pura, mas ao menos ao nível doméstico chega bem próximo. Se ser austríaco, é ser favorável a oligopólios cartelizados, daí já não sei mais nada…

  12. Caro Luís Almeida,\r
    \r
    Fiz questão de ler todo o artigo. No entanto, pela primeira vez neste site, não concordo com parte do artigo. Talvez seja pq não foi baseado em algo escrito por Mises. rss \r
    \r
    O problema é que o artigo não considerou a diferença entre lucro contábil e lucro econômico. Qdo em concorrência perfeita dizemos que o preço = Custo Médio = Custo Marginal, estes custos são os econômicos (levam em conta todos os custos de oportunindade dos fatores produtivos utilizados) e não contábeis (não levam em conta os custos de oportunidade). Assim, no cálculo dos custos utilizados na equação acima, já foram levados em conta a remuneração do trabalho, do capital (máquinas, equipamentos), da terra (ou construção civil), do empreendedorismo (planejamento, organização da produção, risco etc). Veja que, se o preço for igual ao custo médio, o empresário já foi devidamente remunerado pelo seu trabalho de organizaçao e risco, bem como pelos outros fatores produtivos utilizados no processo de produção. Quanto ao preço ser tb igual ao custo marginal, isso decorre do fato de que no longo prazo, com o aumento da escala de produção, os custos fixos tendem a zero (custo fixo/ Q, com Q tendendo ao infinito, onde Q é a qtde produzida do bem ou serviço), então o custo médio (custos totais/Q) tende a ser igual ao Custo Marginal (lembrando que no custo marginal já está incluso a remuneração do empresário pelo empreendedorismo). É claro que, conforme já havia colocado, no mundo real, isso dificilmente acontece. É uma situação ideal, que serve como parâmetro do que seria um mercado com infinitos fornecedores, produto totalmente homogêneo, nehuma barreira a entrada etc. Por isso, citei o caso do leite, com 140 milhões de produtores, com um produto quase homogêneo, como uma boa proxy do que seria um mercado em concorrência perfeita. \r
    \r
    Só quando consideramos custos contábeis (e não econômicos) é que, além de cobrir os custos, o preço tem de incluir uma parte excedente aos ditos custos para ser atribuída ao lucro. A disciplina de economia que trata desse assunto chama-se economia gerencial. inclusive foram os austríacos que introduziram o conceito de custo de oportunidade, apontando para custos implícitos (aqueles que não saem explicitamente do bolso, como o fato de vc possuir um equipamento já quitado utilizado na produçaõ, o aluguel do qual não se paga a ninguém, o que não aparece explicitamente no custo. No entanto, o aluguel é um custo real, e, portanto, tem de ser levado em conta. O aluguel seria os juros reais X o valor do equipamento – esse seria o custo de oportunidade caso o empresário vendesse o equipamento e colocasse o dinheiro a juros sem risco). \r
    \r
    Bem, não quero comprar briga, somente quis deixar claro que quando falamos de custos ou lucros temos de deixar claro se estamos falando de custos/lucros econômicos (puros) ou contábeis, pois isso faz toda a diferença.\r
    \r
    Com a outra parte do artigo que trata da necessidade de não haver barreira a entrada para haver livre concorrência, estou de pleno acordo. De toda forma, na regulação, os reguladores não buscam operar no ponto em que o Preço é igual ao Custo Marginal, que seria o chamado “first best” para o consumidor, mas no ponto de “second best”, intermediário entre aquele ideal e o de equilíbrio monopolístico (Custo Marginal = Receita Marginal). No entanto, não acredito que o Estado consiga fazer essa proeza, mesmo com uma regulação muito boa, em que soubessem exatamente qual seria esse preço de “second best”. Acho, como acontecia nos EUA no século XIX, que sem nenhuma regulação seria melhor. Não sei se temos um exemplo de país hodierno que não tem agência reguladora e serviços ditos de “utilidade pública” fornecidos pelo setor privado. Em havendo, gostaria de saber quais são os resultados. \r

  13. Off topic Os movimentos pela liberdade estão planejando algum movimento para a copa das confederações e copa do mundo? Nada contra os eventos em si, mas abordando os “erros” realizados.

  14. Não lerei o artigo, pois é lógica reacionária. Explico.

    Data venia, pasmo fico com sua lógica em suma. Ele de fato compreende o funcionamento da teoria marxista de exploração, porém, recusa-se a aceitá-la; o que serve de mais uma prova sumária da existência de inúmeras lógicas no mundo decididas pela classe daqueles que nele vivem e que, acima de tudo, são irreconciliáveis. O povo nunca abrira revolta contra seu estado de exploração pois, infelizmente, sempre houveram uns “Reismans” para dizer que a forma com que vivem é normal. A mentalidade burguesa de Reisman é absurda.

    O texto oculta o fato de que no estado natural, todos somos donos de toda a Terra. Somos proprietários de cada centímetro de grama, cada árvore e cada caverna. Sendo assim, a propriedade privada sempre será um roubo, pois independente de eu construir uma casa sobre uma campina desocupada, ainda estarei tomando a terra que pertencia originalmente a todos os outros homens; sendo assim, toda propriedade privada é roubo.
    Porém, digo mais: A propriedade privada dos próprios homens é, por si só, um roubo; pois a natureza nos fez compartilhar a Terra com a vida selvagem, logo, o direito dela sobre o mundo é tão legítimo – senão mais, que o nosso. Cada grilo e barata nas ruas possuem direito sobre sua casa, porém você presunçosamente os expulsa como invasores.
    Ou seja, Reisman já parte de pelo menos uma premissa incorreta: A legitimidade da posse do capitalista sobre qualquer meio de produção, balcão, casa ou alimento.

    Não li o texto por um motivo deveras simplório: Ele é apenas uma manifestação polilogística de uma lógica burguesa. Os cientistas reacionários como o senhor Reisman operam com uma verdade racional diferente da minha. Por tal motivo, é inútil o debate entre nós e seu comprometimento com a verdade fora completamente subjulgado por seu compromisso para com a justificativa do domínio burguês, em oposição a grandes estudiosos Milton Santos, Paulo Freire, Marx, Eric Fromm, Diogo Cruz(PSTU), Cristovam Buarque, Adorno, Gramsci e Horkheimer.

  15. Guilherme Traldi

    Caro filósofo!

    Você está trabalhando em um campo de microcosmos mental. Na verdade, o Universo, por mais infinito que seja, pertence a todos nós. Terráqueos, marcianos, seres de Alfa Centauro, seres de luz e clones do Espiridião Amin enviados do planeta Kirlian. Até os chupacabras que invadem seu quintal para sugar o sangue de suas galinhas, que obviamente pertencem à todos os seres relatados aqui. Assim como o próprio chupacabras, afinal o tudo pertence a todos.

    Sugiro então, que entregue sua carteira ao primeiro homem ou mulher que cruzar o seu caminho hoje.

    Ah…e doe seu computador para alguém que utilize a “mais valia mental” como forma de expressão.

    Muito agradecido!

  16. “Cada grilo e barata nas ruas possuem direito sobre sua casa, porém você presunçosamente os expulsa como invasores.”

    Pelo jeito esse cara antes de ser filósofo tomou muito chá de fita cassete e de cogumelo!!! PqP!!!

  17. mauricio barbosa

    Um filósofo doe tudo que você tem,pare de postar bobagens e vá viver igual um eremita e pare de querer fazer caridade com o chapéu alheio,ou então vá trabalhar duro e acumular capital e ai quando você se tornar um magnata você escolherá fazer lobby ou não,portanto há empresários sérios e empresários lobistas parasitas,assim como há empregados sérios e empregados pilantras.

  18. Pensador de esquerda

    Li o texto e não explicaram nada, pra variar. A ideia da mais-valia é a coisa mais importante já criada. Equivale à invenção da roda e a descoberta do fogo. Marx é o cara!
    A teoria da mais-valia, no meu entender, deveria ser aplicada de forma mais completa e intensa na sociedade capitalista. Exemplo: Quando você leva seu carro pra consertar seu motor numa oficina, o mecânico tem fazer parte da mais-valia daquela propriedade, seja o dono emprestando o carro pro mecânico passear em determinados dias da semana, e/ou pegando uma porcentagem quando aquele automóvel for vendido. Isso é mais que justo, pois sem o conserto do mecânico, o proprietário nada pode fazer com um carro que não anda, correto? Apenas pagar pelo conserto do automóvel é explorativo e injusto para o pobre mecânico. Ele precisa e deve participar daquela propriedade privada. Esse pequeno e genial exemplo pode ser utilizado em inúmeros setores da atividade humana. É batata! Marx não erra mesmo.
    A propósito, isso é uma pequena amostra da minha tese de Mestrado sobre a mais-valia aplicada ao capitalismo moderno no século XXI.

    (A bolsa de mestrado ganhei pelo sistema de cotas sociais, pois sou pobre e não posso pagar faculdade de burguês).

  19. OFF (and HOT) TOPIC

    Leis nos EUA tornam ouro e prata moeda corrente
    http://www.conjur.com.br/2013-abr-10/estados-americanos-aprovam-leis-tornam-ouro-prata-moeda-corrente

    “Em 2011, o Legislativo do estado de Utah aprovou uma lei que atribuiu a moedas e barras de ouro e de prata o status de moeda corrente. A medida, que pareceu uma excentricidade de um estado americano, à época, está agora se repetindo em diversos estados. Nesta segunda-feira (8/4), o estado do Arizona aprovou uma lei semelhante. E nove outros estados — Colorado; Kansas; Idaho; Indiana; Missouri; Montana; Nova Hampshire; Carolina do Sul; e Virgínia — estão examinando projetos de lei similares.”

    (…)

    Além desses estados, o Texas, também republicano, está examinando um projeto de lei que autoriza a criação do “Texas Bullion Depository”, para armazenar, inicialmente, US$ 1 bilhão em barras de ouro, que pertencem à Investment Management Co da Universidade do Texas.

    Uma vez estabelecida, a instituição passará a receber depósitos do público em ouro ou prata. E irá criar um sistema de pagamentos no estado para o caso de uma possível “desarticulação sistêmica do sistema financeiro nacional e internacional”.”

  20. Eu cai no engodo de ler o texto e quase me converti ao liberalismo!

    Mas usando minha razão, fiz uma prece à Marx e recebi uma resposta de Che, que alertou a não me iludir com falácias reacionárias!! Uffa, por um minuto vacilei!

    Não há nada mais coerente e lógico do que a doutrina marxista! Oriento aos demais marxistas que não leiam os textos desse site, pois os textos podem criar uma confusão mental e confundir nossa lógica consentânea! Só não entendi onde estava o lapso na doutrina que me fez cambalear…

    Nosso templo é o Congresso!

  21. Considero mais fácil explicar a falácia da Exploração proferida por Marx da seguinte forma:
    Estando o mundo Socialista em pleno funcionamento, alguém, exclusivamente por seus meios, desenvolve uma máquina ou dispositivo que eleva a produtividade de um trabalhador.
    Posto isto, resolve convidar alguém para dividir consigo este excedente em partes iguais. Metade para o trabalhador, que passou a ganhar mais e estará muito satisfeito e a outra metade para esta pessoa que podemos chamar de ‘inventor’.
    Além disso, como produz mais com o mesmo gasto, poderá ofertar seus produtos a um preço menor, beneficiando também os compradores.
    Na sequência, produzindo mais, conquistando clientes com menor preço e acumulando capital com a sua metade, poderá desenvolver novas máquinas, convidar mais pessoas para dividir o ganho excedente e satisfazer mais pessoas vendendo seus produtos por um preço menor.
    Se denominarmos as pessoas que compram os produtos de ‘clientes’, as pessoas que trabalham e passaram a ganhar mais e viver melhor de ‘empregados’ e a pessoa que inventou a primeira máquina, de ‘empreendedor’ a estrutura Capitalista está formada, de forma natural, sem possibilidades de argumentação de exploração, mais-valia ou qualquer outro termo.

  22. Getúlio Malveira

    Relendo o artigo agora, acho um pouco estranho que Reisman ressalte a “descoberta” de Marx e não mencione Bowm-bawerk. Pior: a refutação de Reisman da teoria da exploração, ao menos a tirar por este artigo, é muito inferior logicamente a de Bowm-Bawerk.

  23. Só um economista burguês para negar a teoria irrefutável da mais-valia do Marx. Mais-valia é salário não pago, e isso é irrefutável. É um roubo que o burguês faz no boso no trabalhador. Isso é fato. O resto é falácia de economista burguês.

  24. Há um erro nesse artigo de Reisman, algo que ele não menciona: Aquilo que Marx chama da “acumulação primitiva de Capital”.

    Para Marx, a transição da circulação simples (mercado simples onde camponeses e artesãos são donos de seus próprios meios de produção) para a circulação capitalista (economia onde a maioria não é dona de meios de produção e vive do trabalho assalariado) não aconteceu através do comércio voluntário ou do empreendedorismo da “burguesia”, mas como resultado de um processo violento chamado “acumulação primitiva”, que aconteceu durante a época do Mercantilismo. Marx argumentou que classes ligadas ao Estado (alta burguesia e a nobreza decadente) usaram de violência e guerra generalizada para roubar a propriedade dos pequenos camponeses e produtores, a concentrando nas mãos da alta nobreza e burguesia, criando um exército de homens sem propriedade cuja única opção era o trabalho assalariado.

    As “Enclosures” inglesas, o Mercantilismo e seus monopólios, o colonialismo, as guerras entre as super-potências depois de 1500, toda a intervenção econômica foi de acordo com Marx necessária para estabelecer o trabalho assalariado em larga escala. Logo, os Capitalistas originais não foram empreendedores inteligentes que acumularam riqueza e puderam contratar auxiliares, mas foram sim ladrões que roubaram a propriedade de outros e os forçaram a ser seus auxiliares, e usaram o poder econômico adquirido através desse roubo inicial e contínua exploração após ele para aumentar ainda mais a sua capacidade para contratar auxiliares explorados e expandir o sistema.

    Vários pensadores reagiram de forma diferente ao examinar esse processo de “acumulação primitiva”. Proudhon e Benjamin Tucker por exemplo acreditavam que se corrigiria a exploração liberando o mercado da intervenção e dos monopólios Estatais; pois removendo o privilégio dado pelo Estado aos grandes produtores possibilitaria aos trabalhadores adquirir terra e capital (seus próprios meios de produção) com maior facilidade e formar uma economia baseada no auto-emprego e em “co-operativas de trabalhadores” (um modelo alternativo ao trabalho assalariado tradicional para organizar empresas), uma espécie de retorno à circulação simples onde todos são donos de sua própria produção. Já Marx acreditava que a economia de mercado é inerentemente contraditória e instável, e argumentava que os trabalhadores deveriam tomar controle do Estado e utilizá-lo para corrigir o roubo histórico (i.e, socializar todos os meios de produção na marra) e estabelecer um sistema Socialista, uma ideia que provou ser desastrosa e criadora da forma mais brutal de escravidão que o homem já conheceu.

    Levando em conta o processo de acumulação primitiva, mesmo aceitando a teoria Austríaca de Bohm-Bawerk é possível argumentar que o trabalhador atualmente é explorado. Assumindo que condições históricas + intervenções econômicas atuais distorçam o mercado em favor dos Capitalistas e favoreçam a concentração de riqueza à força, então o único motivo pelo qual os Capitalistas são capazes de cumprir a função de “fornecer aos trabalhadores os meios com os quais eles poderiam comprar bens” é por que eles monopolizaram essa função com ajuda do Estado. Logo, a existência do trabalho assalariado é dependente do Estado, sem o Estado trabalhadores poderiam adquirir seu próprio Capital com mais facilidade e organizar a produção de forma individual ou co-operativa.

    Rothbard leu Tucker e tentou integrar partes de sua filosofia ao anarco-capitalismo, mas não entendendo o conceito de acumulação primitiva de capital, não foi capaz de entender o por que que Tucker defendia a tese de que o trabalhador era explorado.

  25. Não é exatamente marxismo mas tem a ver com o calculo economico:
    ‘However, we overcome the limitations of Central Planning in an RBE by making use of the survey system, in which planning is not centralized; it is actually dispersed throughout the entire population. By having economic decisions made at the level of each individual, we greatly reduce the complexity that the ‘planners’ (the members of the population) have to deal with. Each person has access to the information necessary to make their own economic decisions (the person’s own consumption habits). This information is then sent to and processed by the Global Databases, which are themselves distributed networks. Since the population has already done much of the work of ‘planning’, the Databases are responsible simply for execution of the plan; a purely algorithmic task based on rules of priority (as we discussed in the previous section), which is precisely what computers excel at. A system in which the population is in direct control of their economic lives has been called a Participatory Economy (or Parecon, for short). This kind of system offers an alternative to the Market system, while overcoming the informational disconnect that plagues a Centrally Planned system.

    Logically speaking, it is only because of the invention of the Internet that this kind of system is even possible; an invention which would have been difficult for the economists of the early 20th century to predict.’
    thezeitgeistmovementforum.org/resource-based-natural-law-economy/268-economists-have-already-proven-idea-rbe-cannot-work.html

  26. Caros,

    Então pelo motivo do Capitalista ter tido a ideia, ou ser o mentor do negócio, ele tem o direito de ganhar muito mais do que os trabalhadores na linha de produção ? Por exemplo, sou desenvolvedor de software, e meu chefe trabalha apenas coordenando, mas quem realmente faz acontecer sou eu, por qual motivo devo ser apenas um “terceiro” nesta cadeia de produção ? Sendo que se ele se ausentar eu termino o produto, mas se for ao contrário o sistema não sairá do papel.
    Concordo que existam grandes empreendedores, que realmente fazem com que seus funcionários cresçam junto com seu negócio. Porém, se não há exploração, porque existe tanta desigualdade ?

  27. Um pouco fora da questão central do debate, mas eu não poderia deixar de comentar o seguinte: Ao amigo aí que questionou a existência de trabalho escravo nos dias de hoje, cumprindo até os requisitos que ele mesmo citou, eu recomendo uma pesquisa básica no Google sobre o tema, em vez de “pedir o link”. Parece ter uma base real a frase que diz que “ao indivíduo que não padece o sofrimento do outro é apenas um fantasma”.

  28. O capitalista só começa um negocio porque tem gente para consumir. Ele não está salvando alguém com o seu emprego. Se tivesse , daria emprego para quem quer que fosse, sem distinção, sem exclusão. O ser humano é excluído em nome do lucro e do acumulo de capital. Esta é outra forma de exploração. O fator humano tem que ser mais importante que o acumulo de capital.

  29. Vejamos se entendi bem o raciocínio. O empregado levaria 6 horas para produzir para si, “os alimentos e todas as necessidades de que ele precisa”. Não obstante, trabalha, 8, 10, 12 horas por dia, sendo que essa diferença ALÉM das 6 horas (trabalho excedente) é um lucro imoral que deveria ser punido com pelotão de fuzilamento!

    O certo era o empregado então trabalhar só 6 horas que é o tempo de sua satisfação pessoal, é isso?

    Mas se é isso, porque então haveria emprego? Onde o empregador, onde o empregado? Qual a função de um empregado onde ele trabalharia só para si? Isso é empregado ou um micro empresário (no caso sem os riscos da atividade?)

    Acho que sou um sujeito muito simplório. Ou então essas teorias todas são um emaranhado de construções fraseológicas rebuscadas e embaladas com papel celofane para dizer uma coisa: nada.

  30. Emerson Luis, um Psicologo

    “Quem não é socialista aos 20 anos não tem coração; Quem é socialista aos 40 não tem cérebro”.

    A primeira afirmação é debatível, mas a segunda é bem precisa.

    Se o empreendedor entregar TODO o dinheiro produzido aos funcionários, como ele vai pagar a manutenção do prédio e máquinas, a matéria-prima, os gastos com logística e assim por diante?

    E o trabalho do próprio empreendedor ficaria sem pagamento?

    O salário é debitado do lucro e não o contrário. E ele é apenas parte dos custos de produção.

    * * *

  31. Exploração constatada:

    Funcionários do Walmart teriam que trabalhar um milhão de anos para alcançar fortuna de herdeira

    RIO – As desigualdades de renda e salário entre funcionários e donos de empresa sempre foram notáveis. Mas colocar na ponta do lápis o quanto um empregado médio precisa trabalhar para chegar perto da fortuna do seu patrão pode mostrar um abismo muito maior. No caso dos funcionários do Walmart, por exemplo, mais de um milhão de anos de trabalho os separam da fortuna de Christy Walton, a herdeira da rede e a mulher mais rica do mundo com US$ 40,2 bilhões.

  32. Alguém das ciências humanas

    Karl Marx, com sua obras, explicou tão bem o sistema capitalista que até hoje ele é usado como a maior referência sobre o assunto.

    Quanto ao fato de serem os capitalistas os produtores de tudo, por favor… A maioria herdou a fortuna da família e nunca trabalhou de verdade para produzir tal riqueza.

    Enquanto houver capitalismo, ele será usado como referência, simples assim… e o choro é livre!

    obs: Cristovon Colombo não teria conseguido chegar a América se não fosse o patrocínio da coroa espanhola e de outros banqueiros.

  33. Em um mundo de circulação simples a venda do produto não constitui receita, porque a circulação tem como finalidade o valor de uso, ou seja, trocar uma mercadoria que ele produziu por outra de que se necessite, e nessa troca o dinheiro é apenas um intermediário entre a venda de uma mercadoria e a compra de outra , por isso o ciclo é M-D-M (mercadoria-dinheiro-mercadoria). O trabalhador não venderia a sua mercadoria produzida com a mera finalidade de acumular o dinheiro. Dizer que em um mundo de circulação simples os trabalhadores “teriam apenas receitas de vendas” é reduzir todo o ciclo a M-D (mercadoria-dinheiro), e supor que o trabalhador não consumiria o que produz. Em fim , em um mundo de circulação simples, o trabalhador produz para si, e quando ele vende uma mercadoria o faz com a finalidade de adquirir outra de valor econômico equivalente, mas com valor de uso distinto, e na troca de equivalentes não constitui LUCRO.

  34. O artigo é um interessante amalgama de lugares comuns. Pouco científico mas, enfim, um esforço de compreender a realidade. Recomendaria ao autor e a todos os interessados leram, além da obra de Marx, os trabalho dos pais do liberalismo, Adam Smith e David Ricardo, na verdade os pais da teoria do valor trabalho, que explica o valor de todas as coisas através do trabalho do operário.

  35. Ufa, quanta leitura. Como iniciante de leituras neste site melhor chegar de mansinho.

    Depois de ter lido este artigo e uns 60% dos comentários um tanto úteis à reflexão, fiquei encasquetado. Estou com a impressão de que o artigo se resume em inverter a lógica da exploração do capital reconstruindo-a numa mensagem simples: O trabalhador não é explorado, mas sortudo porque existem pessoas capazes de criar, empreender, e o empregar; onde de bônus recebem um salário (mais benefícios para não parecer tão baixo, geralmente articulados pelo estado para não morrerem de fome ou doentes). Mas deixa isso de lado… disse que chegaria de mansinho.

    Essa capacidade criativa e corajosa do empreendedor lhe dá o direito e o acesso à riqueza, aumentando o seu valor, o seu respeito, a sua importância na sociedade. O capitalista é o cara que melhora vidas, salva vidas, deixa o mundo mais divertido e confortável entre uma infinidade de outras maravilhas. Conclui-se daí que o capitalista produz pessoas melhores, mais valiosas, mais poderosas, que tanto faz o bem para si quanto para o mundo, pedindo em troca aos trabalhadores, que apenas trabalhem. O capitalismo é um sistema eficiente de desenvolvimento econômico assim como o método científico o é para o desenvolvimento do conhecimento, ambos com seus próprios mecanismos que os impulsionam à perfeição. Tudo muito lindo e muito maravilhoso, mas se perguntarem para qualquer indivíduo de qualquer outra espécie não sinantrópica, acho que vão discordar. E se perguntarem para o Rio Doce, também. Mas isso é assunto para artigos sobre a relação do capitalismo com o meio ambiente. O assunto aqui é outro.

    Meu ponto aqui hoje e por conta deste artigo é outro: Quero que perguntem sim, para o trabalhador, esse do Marx, esse cujo salário advém do lucro que o capitalista criativo e corajoso buscou para ele. Se realmente se colocarem no lugar deste trabalhador (cuidado, não venham com mimimi de empreendedor aqui!), se vestirem sua coleira e experimentarem sua vida, sua perspectiva, seu apreço na sociedade hoje, seu prêmio pelo trabalho que gera, sua insubstitualidade, como ele o é frente à qualquer campanha publicitária de produtos que não pode adquirir, mas que os fabrica e os deseja, o que ELE, o objeto no qual o artigo afirma não ser explorado dirá? Será que ELE se sente EXPLORADO à sobra de toda luz gerada, de todo valor atribuído a toda benfeitoria inimaginavelmente despretensiosa, livre e indiretamente altruísta do capitalista? Será que ELE, o objeto em discussão tem alguma voz nessa ideologia? Nese artigo? ELE que aqui discutimos tem alguma chance diante de todos os limites que se impõem naquilo que herdou?

    Acho que o artigo confere ao capitalista um ineditismo à sua façanha, onde por tal feito se faz merecedor de grandes regalias. Mas na verdade existem duas formas de se tornar um bilionário hoje: herança, e exploração do trabalhador ou das regras do Estado.

    Assim como na pedofilia, no capitalismo o abuso também é extremamente articulado, sutil e camuflado, criando a sensação em ambas as partes de que não há mal algum e de que não existem vítimas. É pura bondade. Mas o fato é que não está funcionando, nem pelos números dos próprios capitalistas (que na verdade, cá para nós, não sabem aonde vai parar). Não está funcionando para o planeta. Não está funcionando para a grande maioria das pessoas no planeta. Não está funcionando para a vasta maioria das outras espécies do planeta. Então, tontos e ávidos por uma solução, começamos a jogar pedras para todo lado buscando culpados. E nessa maldita hora de desespero, de pressão para evitar a falência, a decadência, o desemprego, a perda dessa lindeza que é ao menos poder viver, a quem se recorre? Aquele tão temido, tão perverso e imponente malfeitor, o Estado, ou no coletivo pelo coletivo, no um por todos e todos por um. Não há porque explorar ninguém. Sejamos ainda mais criativos se quisermos nos regozijar do espetáculo em curso, despolarizando e desclassificando a coisa toda antes de reconstruí-la. Já está ficando antiquado pensar que a riqueza é bela e que a sabedoria é elegante. Estamos no mesmíssimo barco.

  36. Estou estudando o ser humano, o Karl Marx fora do marxismo.

    Ele, o Karl Marx, era defensor da Liberdade, da Igualdade, da Fraternidade. Viveu numa época de profundas transformações e incertezas, revelando-se um crítico ao conservadorismo vigente e ao poder excessivo das classes dominantes da época. Lembremos que a Europa do século XIX era monárquica e o capitalismo ainda sofreira profundas transformações.

    A vida de Karl Marx foi marcada por perseguições políticas desde a Prússia. Seus pais judeus foram obrigados a se converter ao catolicismo, ele foi perseguido pela monarquia prussiana, explicando-se portanto o porquê de seus discursos serem contra o Estado, defensor das garantias individuais e mais humanista do que patrimonialista.

    O filósofo e jornalista Karl Marx viveu boa parte da vida em situação financeira precária. Foi infiel, foi beberrão, desorganizado e endividado.

    Apenas depois de muitos anos, após a esposa receber uma herança, o passou a viver de maneira mais condigna,

    PASMEM, mas Karl Marx investiu na Bolsa de Valores, morou num bairro “burguês” e seu melhor amigo, o Engels era filho de um poderoso industrial em Manchester.

    Engels foi quem ajudou o Karl Marx financeiramente e até assumiu um filho ilegitimo do mesmo.

    A ideologia distorceu a superavitou a crítica presente no seu pensamento e sobre ao capitalismo, ele sempre se posicionou contra um modelo que até então descaracterizava a importância do ser humano na construção desse modelo econômico.

    As suas críticas sempre denunciaram a desvalorização do trabalho, das injustiças que testemunhou e da miséria que refletia o contrário do que seria possível se conseguir caso o capitalismo fosse praticado por todos.

    Na sua visão de época, Karl Marx apontava as deficiências de um modelo “proto-capitalista” que realmente era depredatório, imoral e desumano, que privilegiava mais uma elite e desprivilegiava a base da sociedade.

    Quando escreveu o “Das Kapital”, ele tinha uma compreensão de mundo, de como tudo poderia melhorar se seus concelhos fossem compreendidos e de como poderia ficar se as injustiças não fossem corrigidas.

    No sentido de alertar a todos os trabalhadores dos absurdos e abusos que estavam acontecendo, de que todos poderiam ser capitalistas caso quisessem ser tal como os seus patrões, de um modelo de cooperativismo inserido no capitalismo, etc; ele teorizou a revolução do proletariado.

    O Karl Marx era contra ao que nós hoje consideramos uma abominação, como por exemplo ao que ocorre na China, o barateamento da mão de obra a níveis impraticáveis de subsistência.

    A sua obra, O Capital, levou 16 anos para concluir e quando conseguiu, o mundo já havia passado por muitas transformações. Os benefícios do capitalismo já eram perceptíveis e usufruídos pelo próprio Karl Marx.

    O conceito de Comunismo de Karl Marx era diverso e foi distorcido na Alemanha do século XX. Conforme sua teoria econômica, jamais poderia ser aplicado na extinta União Soviética e nas demais repúblicas ditas socialistas, pois para tanto seria necessário uma grande industrialização, liberdade de mercado e do empoderamento do capitalismo.

    Enfim, o que estou constatando, após meses de estudo, é que o Karl Marx real, que foi sepultado em Londres e velado por pouco mais de 10 pessoas, ELE MESMO JAMAIS ACEITARIA O MARXISMO!

    Att.

  37. A que chamarão de Marxista

    Nunca vi tanto privilegiado em um lugar só. Como alguém consegue acreditar na meritocracia em um país como o Brasil? É fantasioso pensar que o dono da empresa ganha bilhões porque ele trabalhou e alcançou tudo o que tem por mérito e esforço próprio! Quando se tem recursos, apoio, material e conhecimento a um palmo de distância é tudo muito fácil. Como podem achar que a pessoa da periferia que trabalha, pega não sei quantas conduções lotadas e dorme menos da metade do recomendado pode competir com o garoto de escola particular? Não sei se vocês sabem mas um quarto da população brasileira vive com menos de 400 reais por mês e vocês aí discutindo o quanto o salário mínimo é um absurdo e que não deveria existir mesmo já sendo pouco. Que site mais elitista! “Envie-nos um comentário inteligente e educado.” Como podem escrever algo assim? Uma a cada quatro pessoas vivem sem internet e muitas dessas não sabem nem ler! Como o seu precioso capitalismo é ótimo para elas? Sou uma estudante do ensino médio e não preciso ser uma intelectual marxista para compreender o que ele dizia. Basta viver na realidade.

  38. O que é

    1. A diferença entre o trabalho produzido pelo proletariado e o lucro d a burguesia cujo o salário permanece o mesmo, entretanto o lucro aumenta.

    2. A diferença entre o trabalho produzido pelo proletariado e o lucro da burguesia cujo aumenta a carga horária de

    trabalho e o salário permanece o mesmo.

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