Voltar

Entendendo a genial constatação de Hayek em São Paulo

Se há algo de que nunca me canso e do qual não abro mão é olhar por horas a fio da janela de um avião. Por toda a história da humanidade até praticamente anteontem, nenhum ser humano podia ver o mundo desta perspectiva. As pessoas podiam, no máximo, subir ao topo das montanhas e ver alguns vales logo abaixo. Mas ver toda aquela diversidade de cenários se alternando logo abaixo de si era um privilégio exclusivo dos pássaros e de Deus.  

E então, aproximadamente 100 anos atrás, esta realidade mudou e passamos a poder vivenciar aquilo que nunca havíamos realmente experimentado diretamente.

Mas não é a visão da natureza em estado puro o que me fascina. São as metrópoles. São as pequenas cidades. São as luzes. São aquelas vastas terras cultivadas pela agricultura. É ver aquela aparente regularidade e ordem gerada pela civilização humana, algo que não foi planejado por nenhum comitê superior, mas que foi surgindo espontaneamente, aos poucos, por meio da criação da mente humana. Tudo o que vemos concretizado hoje foi apenas uma ideia ontem, e passou a existir por meio da ação de
indivíduos.

Não obstante toda a pretensão dos governos, toda a arrogância de seus funcionários e toda a mentalidade centralizadora e planejadora de seus burocratas, tudo aquilo que você vê da janela de um avião é, em sua pura essência, resultado de uma anarquia ordeira, a evidência do que milhões de unidades de explosiva criatividade (também conhecidas como ‘pessoas’) são capazes de construir quando
passam a interagir e cooperar entre si em busca da realização de seu interesse próprio.

É igualmente intrigante observar, ao se fazer um voo continental — seja nos EUA, seja no Brasil ou seja na Europa –, a imensa quantidade de terras desabitadas que ainda existe no mundo, o que deixaria qualquer um estupefato ao ouvir a conversa de que o mundo está ‘excessivamente povoado‘ ou de que estamos ‘ficando sem espaço’.  

Sob as condições adequadas, a população mundial poderia mais do que decuplicar, ocupar todo este espaço e ainda assim sobraria muito ar respirável. Ah, sim, lembra-se daquela conversa, muito recorrente alguns anos atrás, de que estávamos ficando sem lugar para fazer aterros sanitários? Quanta besteira.

Mas isso não é tudo que podemos constatar quando passamos a usufruir a mesma visão dos pássaros. Há uma cena no filme O Terceiro Homem, de 1949, rodado em Viena após a Segunda Guerra Mundial, em que o criminoso Harry Lime, interpretado por Orson Welles, e o escritor Holly Martins, interpretado por Joseph Cotten, estão no topo de uma roda-gigante. Eles olham para baixo e Holly pergunta a Harry se ele já havia visto pelo menos uma de suas vítimas. Harry responde:

Vítimas? Não seja melodramático. Olhe para baixo. Veja todas aquelas pessoas. Agora diga-me: você realmente sentiria qualquer tipo de compaixão caso um daqueles pontos parasse de se mover para sempre? Se eu oferecesse a você 20 mil libras para cada ponto que parasse de se mover, será que você, meu velho, realmente iria me mandar ficar com o dinheiro? Ou você apenas calcularia quantos pontos você se daria ao luxo de poupar?

A alusão a como os pilotos de aviões de combate veem o mundo certamente era algo impossível de não ser imaginado naqueles dias após a guerra. As pessoas eram apenas pontos vistos lá de cima, coisas tão valiosas quanto as formigas que rotineiramente esmagamos com nossos pés quando andamos sobre um gramado qualquer.

é exatamente assim que o estado nos enxerga. O estado é uma ave predadora constantemente olhando para baixo, e o que ele vê não são vidas prósperas e preciosas, mas apenas pontos que podem ser controlados, manipulados, devorados ou liberados para se moverem estritamente da maneira que ele aprova. 

O estado se imagina o senhor e mestre de todas as coisas abaixo dele; porém, por não possuir a capacidade de realmente fazer com que coisas bonitas sejam criadas, ele apenas se concentra em seu poder de destruir, sem nenhuma demonstração de clemência.

O grande desafio da liberdade é saber olhar o mundo lá de cima, não como uma ave predatória, mas sim com a reverência e estupefação que sentimos como passageiros quando olhamos da janela de um avião. Devemos ver e apreciar a impressionante e valiosa complexidade do nosso mundo, uma ordem que pode ser observada mas que jamais pode ser controlada desde o topo.

É assim que imagino como F.A. Hayek via o mundo quando ele escreveu seu famoso artigo “O Uso do Conhecimento na Sociedade“, o qual foi publicado durante a guerra, em 1945. Em sua visão, a ciência econômica havia sido radicalmente mal interpretada e mal explicada. A economia não era algo que servia para explicar como melhor empregar recursos sociais. 

Ao contrário, disse ele, o problema da economia era descobrir um sistema que fizesse o melhor uso possível das várias formas de conhecimento que existem na mente de cada indivíduo. O conhecimento detido por cada indivíduo, conhecimento acerca do tempo e do espaço que o cerca, escreveu ele, é totalmente inacessível para os planejadores centrais:

O caráter peculiar do problema de uma ordem econômica racional se caracteriza justamente pelo fato de que o conhecimento das circunstâncias nas quais precisamos agir nunca existe de forma concentrada e integrada, mas apenas como pedaços dispersos de conhecimento incompleto e frequentemente contraditório, distribuído por diversos indivíduos independentes. 

O problema econômico da sociedade, portanto, não é meramente um problema de como alocar “dados” recursos — se por “dados” entendermos algo que esteja disponível a uma única mente que possa deliberadamente resolver o problema com base nessas informações. 

Em vez disso, o problema é como garantir que qualquer membro da sociedade fará o melhor uso dos recursos conhecidos, para fins cuja importância relativa apenas estes indivíduos conhecem. Ou, para dizê-lo sucintamente, o problema é o da utilização de um conhecimento que não está disponível a ninguém em sua totalidade.

Olhando de cima, portanto, podemos apenas ver e apreciar as coisas, mas não podemos realmente apreender e dominar todos os dados que fazem com que a ordem social se desenvolva da maneira como vemos. Se não podemos saber completamente o que impulsiona e conduz cada escolha individual, cada ação humana, então certamente não podemos substituir a vontade e os planos de cada indivíduo pela vontade de agentes planejadores e esperar resultados melhores. Isto seria de uma presunção indescritível.

Tenho de admitir que demorei anos para ser capaz de compreender totalmente e valorizar adequadamente esta magistral constatação de Hayek. Mesmo após ler seu artigo mais de 100 vezes, a essência desta descoberta de Hayek ainda me escapava em alguns detalhes.

sky.sp.jpgMas tudo mudou quando fui a São Paulo, Brasil. Lá, vivenciei uma extraordinária experiência que me ajudou a finalmente cristalizar o raciocínio de Hayek. Fui
ao topo de um prédio alto encravado no meio da cidade. Lá em cima havia um bar muito elegante
chamado Skye, de onde era possível vislumbrar a cidade de todas as direções. Para onde quer que você olhasse, havia prédios por todos os lados. Você podia girar em
círculos e tudo o que você iria ver era a mais pura evidência do trabalho humano em seu constante esforço para criar e sustentar vidas.

Existem aproximadamente 20 milhões de pessoas em São Paulo. Mas, olhando tudo de cima,
a impressão que se tem é que cinco Nova Yorks foram comprimidas e jogadas ali. Não parece haver um centro específico na cidade. As construções se espalham em um contínuo de tal forma que é impossível para a mente humana compreender como tudo aquilo pode funcionar. A única coisa que você pode realmente fazer é apenas ficar parado, admirando em total estupefação toda aquela visão. Foi exatamente isso que eu e meus amigos do Mises Brasil fizemos.

O Brasil possui um estado socialista, mas, assim como todos os atuais estados socialistas, o governo brasileiro pode apenas fingir que está fazendo o que alega estar fazendo. Em vez de inspirar
coisas novas e permitir a criação de mais coisas maravilhosas, o estado apenas se intromete e fica no meio do caminho, impedindo ou dificultando empreendimentos por meio de suas intrusivas regulamentações e sua espoliativa tributação. Como todos os estados, o governo brasileiro é apenas um sumidouro de produtividade e de riqueza da sociedade. Sua contribuição para a geração de riqueza é nula, para não dizer negativa.

De alguma maneira, tudo isto se tornou translúcido para mim, como nunca antes, no momento em que tive esta visão de São Paulo do alto do Skye. É o supra-sumo da arrogância que um grupo de burocratas queira se pretender capaz de controlar um lugar como este. Os mercados negro e cinza prosperam à luz do dia. Bens cuja venda não é autorizada pelo governo são transacionados abertamente, definindo sua própria vida. A espontaneidade prevalece. Toda a cidade é gloriosamente rebelde aos ditames do estado, e é exatamente isto o que a torna tão sensacional.

Sim, existe planejamento. Muito planejamento. Indivíduos planejam suas vidas. Empresas planejam sua
produção. Consumidores planejam suas compras. Mas o governo não planeja nada. Ele apenas interfere, vive às expensas da riqueza alheia e arruma desculpas para justificar tal comportamento parasítico.

É exatamente como disse Hayek: “Não está em discussão se se deve planejar ou não, mas sim se o planejamento deve ser feito de forma centralizada, por uma autoridade única para todo o sistema econômico, ou se ele deve ser dividido entre vários indivíduos.”

Enquanto eu estava no topo daquele prédio, mesmerizado pela visão e tentando imaginar e compreender toda aquela vastidão de São Paulo, um casal começou a se beijar na minha frente, bloqueando minha visão. Eles se abraçavam afetuosamente. E demoradamente. Quem eram aquelas pessoas? Há quanto tempo elas se conheciam? Quem entre os dois sentia uma maior afeição pelo outro? A que esta demonstração pública de afeto levaria? Isso seria algo de apenas uma noite ou geraria laços para toda uma vida?

Eu não tinha nenhuma ideia das respostas, e jamais sequer sonharia em interferir naquela relação. Somente aquelas duas pessoas podem e sabem como moldar suas vidas, aprender com seus erros e tudo mais. E elas eram apenas duas pessoas entre os 20 milhões que vivem na cidade. E estes 20 milhões são apenas 10% da população do Brasil. E o Brasil possui apenas 3% de toda a população do mundo. E cada indivíduo deste mundo possui uma mente própria e exclusiva. Graças a Deus por isto. E, de alguma forma, tudo funciona.

Ninguém jamais será capaz de controlar este mundo.

 

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

127 comentários em “Entendendo a genial constatação de Hayek em São Paulo”

  1. Este artigo me fez lembrar de Ayn Rand:

    “O horizonte de Nova Iorque é um monumento de um esplendor a que nenhuma pirâmide ou palácio poderá se igualar. Mas os arranha-céus não foram construídos com fundos públicos, nem com um propósito público: foram construídos por pessoas comuns visando o lucro pessoal.”

  2. O texto de Tucker é tão maravilhoso que chego a ficar triste quando me deparo com suas linhas finais e vejo que está perto do fim.

    Sinto suas palavras como um filete de luz que invade um cárcere.

  3. Sensacional!
    O mundo precisa de mais pessoas com a sensibilidade do Jeffrey Tucker pra poderem admirar as conquistas humanas, a criação de riqueza, a prosperidade, o livre mercado, a ordem espontânea.

    E de menos pessoas que lutam contra a prosperidade e progresso e seus discursos de culpa, menos pessoas que não param pra pensar em toda a riqueza que têm graças a séculos de mercado e ainda assim querem ter direitos à tudo que é dos outros, e menos pessoas que querem controlar a vida alheia e tornar pessoas suas propriedades ou reduzí-las a meros peões pra joguinhos políticos.

  4. Camarada Friedman

    Jeffrey Tucker é o cara!

    “Ninguém jamais será capaz de controlar este mundo.

    Amém.”[2]

    Fico feliz com a crescente quantidade de comentários em cada post!
    Da pra saber quantas visitas vcs recebem ? Tenho a impressão de que mais e mais libertários estão saindo do ninho!
    Daria pra fazer um tutorial tipo aquele Learn Austrian Economics do Tom Woods, não ?

    Eu sei que falta muito livro da lista… mas vcs tem algo parecido em mente ?

  5. Muito bom, pretendo até usar um bowtie na minha festa de formatura em homenagem ao Mr. Tucker!
    É fato também que vou usar a citação do Hayek na minha monografia!!

  6. Bateu uma saudade de São Paulo! Pra mim que moro na ilha da fantasia(Brasília), ir à Sampa é como respirar ar puro…por isso para mim, Tucker foi Memorável em suas palavras!

  7. Concordo Peterson!!! Tucker descreveu minha nostalgia após conhecer São Paulo e toda a sua suntuosidade e imponência. É incrivel as maravilhas (a despeito do estado)que a humanidade conseguiu descobrir, criar e construir. Quem entende realmente o capitalismo e suas benesses entende a fascinação do Tucker. Artigo poético e inesquecivel!!

  8. Eu sou o capitalismo,

    A internet a que está agora ligado provém das minhas vontades.

    Todos os produtos que estão ao seu redor são meus.

    Os alimentos que tem armazenados e que adquiriu no supermercado advêm também das minhas vontades.

    Tudo aquilo que tem e o que não tem.

    Sim, até o livro de Marx me pertence.

    E não pense em mais alternativas, pois tudo que é alternativo, também eu o desenvolvi.

    Tudo aquilo que deseja, seja na escolha mais cara, na mais barata ou até gratuitamente, é meu.

  9. Rodrigo Polo Pires

    Ah São Paulo, quem não te conhece que te compre. Centro financeiro do país, setor que mais recebe benesses do estado socialista. Maior produtor de álcool do país, setor que foi construido através de subsidios e até hoje sobrevive de subsidios. Centro importador nacional, o chamado mercado informal do país do faz de conta. Por ironia, o masp aparece na foto, aquele troço estrambólico assentado sobre quatro colunas, obra do setor privado> Será> Enfim, um estado socialista impera sobre São Paulo, e isso é admitir que um estado socialista permite que coisas assim sejam criadas, talvez via BNDS, ora é evidente que onde haja dinheiro haverá gente correndo atrás. Então como gerar uma ordem espontânea> Vamos abolir o estado> Como> Não seria então o próprio estado assistencilista, parasitário, uma escolha> Devemos levar a tolerância ao extremo> Realmente, olhar o mundo de cima é uma sensação maravilhosa, mais que isso, uma escolha ética e moral.

  10. josé manuel moreira

    Mais um excelente texto de Jeffrey. Foi para mim gratificante descobrir que o texto de Tucker joga com uma analogia que está presente num texto meu com mais de 20 anos Texto mais tarde incorporado como primeiro capítulo do meu livro Liberalismos: entre o conservadorismo e o socialismo, publicado em 1996. Um Capítulo que termina justamente glosando um afirmação de Chesterton e de alguém que “sabia que em cima está a tentação e que só de baixo se vêem as coisas grandes, as coisas verdadeiramente grandes… (p, 84)

  11. Muito bom. Impossível não ficar emocionado quando ele fala do casal e transcende para uma visão mais humanística. A chave da coesão fica no começo do texto, que demonstra como o governo vê e planeja as pessoas (“pequenos pontos”), com o final demonstrando como as pessoas realmente são.

  12. Gostei da ideia do “Camarada Friedman” deveria ter um fórum no IMB – sempre pensei nisso.

    A propósito, que artigo maravilhoso!

  13. O que mais me agrada do povo paulista é que eles punem o politico sem dó. Basta fazer uma administração desastrosa (Como a Marta e a Erundina) que eles punem na próxima eleição.

    Serra venceu em São Paulo em todas eleições presidenciais que disputou. É incrivel a capacidade do povo paulista de se auto-determinar. Não é atoa que Lula está disposto a tudo pra conseguir SP, mas comete um erro que os paulistas farejam a distancia: achar que o proselitismo, o cinismo e a mentira ganham eleições. Pros nordestinos funciona, mas para os paulistas não .

  14. Ao terminar de ler o texto magnífico do JT fiz algo que raramente faço: cliquei em “Curtir”, na esperança de que mais pessoas possam se envolver e se maravilhar com idéias tão simples e poderosas.

  15. Que reflexão!

    Certa vez ouvi um colega de serviço dizendo que o pai dele, matuto do interior, ficava observando a multidão andando em todas as direções pelas ruas de São Paulo e ficava tentando entender aquela aparente confusão. Ele dizia que cada pessoa tinha um destino certo e sabia exatamente para onde deveria seguir, mas olhando "no geral" era uma grande confusão.

    Muito bom esse artigo.

  16. pior q não gostei do artigo

    bonitinho mas não diz muita coisa

    essa cidade é pessimamente estruturada justamente por ter muita regulação do Estado
    as leis de zoneamento, o IPTU, os monopolios estatais de transporte e serviços urbanos, as regrinhas da prefeitura (qdo são corrompidas é ruim, qdo não são é pior)

    o resultado é essa cidade sem ordem, poluída, violenta, congestionada, feia, suja e perdida

    este artigo pode ser utilizado pelos estatistas pra atacar o livre-mercado, pois dá a entender q o resultado do nao-planejamento estatal seria essa bagunça q é essa cidade

    mas nós sabemos que com regras de propriedade bem definidas (e tendo em vista a constatação do Hayek e a lei da utilidade marginal decrescente) o resultado do mercado será uma cidade melhor do q o planejador estatal conseguiria…

    este artigo contudo falha em transmitir pros mais leigos o q eh o livre mercado e como a anarquia gera ordem e como o planejamento estatal gera caos

  17. Eu já tinha lido esse artigo de Hayek, mas também não tinha apreciado tanto os insights dele como aprecio agora, graças a esse belo texto.

    Putz, acho que esse texto me tornou hayekiano de vez.

  18. Prezado,

    Esse artigo é “quase” subversivo anarquista… Lindo demais. Embora acredite que não vivemos um Estado Socialista (e a maioria com idéias esquerdistas não quer um Estado Centralizado) e temos um Governo que apesar de ter apostado em diversas metodologias, mantém um compromisso com os principais grupos empresariais do País… (são pré, pós, etc “tudo-keynesianos”..).

    Só espero que quando o PT sair do Governo e vier outro Partido, seja ele azul, amarelo etc… o IMB não venha com artigos de que agora o Estado é bacana…

    Não sei se foi o Xiao Ping (ou outro Xing Ling) na China que disse que havia planificação no Mercado, então, por que a China não poderia ser a favor de Mercado em determinadas situações? Isso comprova a verdade mostrada no seu artigo, por mais que se planeje controlar uma nação, é impossível. A China não consegue com seu arcaico sistema dar vida ao mesmo, sem CEDER a graus de liberdade em determinadas áreas. Por mais que se planeje, tem que ceder ao caos.

    Em Cuba há mercado, não sei se ainda é proibido, mas há. Não se consegue controlar as trocas pois são decisões individuais. E prefiro pensar que Mercado não tem cor.

  19. Realmente, ninguém jamais vai controlar tudo isso, só O Criador é capaz disso. Ele criou isto aqui para ser perfeito. Como o ser humano têm uma inclinação para o mal, Ele entregou para o caPeTa. O chifrudo filho da puta, foi o primeiro de todos os esquerdistas, que criaram e idolatram o deus maldito estado. Filho deste último,o socialismo, existe para aumentar seu poder. Como as pessoas não prestam, amam a este mais do que o próprio Deus.

  20. “É o supra-sumo da arrogância que um grupo de burocratas queira se pretender capaz de controlar um lugar como este. Os mercados negro e cinza prosperam à luz do dia. Bens cuja venda não é autorizada pelo governo são transacionados abertamente, definindo sua própria vida. A espontaneidade prevalece. Toda a cidade é gloriosamente rebelde aos ditames do estado, e é exatamente isto o que a torna tão sensacional.

    Sim, existe planejamento. Muito planejamento. Indivíduos planejam suas vidas. Empresas planejam sua produção. Consumidores planejam suas compras. Mas o governo não planeja nada. Ele apenas interfere, vive às expensas da riqueza alheia e arruma desculpas para justificar tal comportamento parasítico.”

    Realmente, eu caí em gargalhadas quando lí este trecho, pois hoje cedo eu assisti esta entrevista do estadão com o prefeito Haddad e os ex-prefeitos de São Paulo, falando sobre os próximos 40 anos da cidade e o que as mentes destes abnegados gestores maquinaram em termos de planejamento central para as 20 milhões de cobaias humanas á disposição … hehehe é surreal, vejam : tv.estadao.com.br/videos,HADDAD-E-KASSAB-FALAM-SOBRE-A-SAO-PAULO-DO-FUTURO,224090,0,0.htm

  21. Ola eu tenho uma duvida.
    muitos afirmam, que o estado é um mal necessário, e que sempre irá nascer um estado, caso haja anarquia.

    Do ponto de vista dos anarco capitalistas, o que iria impedir que nascesse um estado?
    Por exemplo, um pais se diz anarco capitalista, ai resolvem comprar uma propriedade enorme e criar um estado lá dentro (com democracia, com imposto obrigatório, ou até mesmo quebrando o Princípio da não agressão). o que impede que isso aconteça? ou melhor ainda o que ira impedir que esse estado, se expanda por todo território anarcocapitaista?

    Se possível me tirem essa duvida, obrigado.

  22. “O Brasil é um estado socialista” A-ha. Claro, não há mais propriedade privada, a agricultura foi socializada, todos os meios de produção foram estatizados, Sarney e Renan Calheiros são dois conhecidos marxistas e seguimos planos quinquenais para a economia. Percebe-se o quanto esse sujeito conhece o Brasil…

  23. Convido todos os leitores do site do IMB a acompanhar o blog que estou abrindo, só de traduções liberais: libertrad.blogspot.com.br/

    Quem tiver interesse em publicar uma tradução sua, é só enviar para o e-mail [email protected]

    Vale qualquer coisa que esteja dentro ou relacionada à filosofia Laissez-faire, em todas as vertentes que ela possa ter.

    Quero que os editores do IMB se sintam livres para pegar as traduções que lá forem publicadas.

    Obrigado.

  24. O desconforto do José com a resposta do Leandro à Claudia é porque os “socialistas” não pretendem praticar o socialismo, mas impingir aos outros a prática do socialismo.

  25. Olá, esse comentário sai do assunto, mas farei mesmo assim, pois não sei onde poderia expor.
    Estou aprendendo muita coisa por aqui, e espero continuar, na verdade está sendo uma experiência engrandecedora ao menos intelectualmente, mas existem alguns pontos que gostaria até mesmo de esclarecimento se possível de pessoas mais por dentro do libertarianismo já que estou apenas começando a ler alguns livros de Rothbard a entender essas idéias.

    Levando em conta que existam pessoas inclinadas a querer o estado como hoje.

    Nesse caso qual a posição da filosofia do libertarianismo? Pois em minha percepção nesses casos, de liberdade através da secessão seria de que todas essas pessoas com visões de estado divergentes poderiam ter um ‘pedaço de terra’ seus – contanto que fossem proprietários da terra e concordassem com essa administração, a única ressalva seria a não obrigatoriedade de filiação e livre saída desse ‘pedaço de terra’ com essa determinada organização.
    Por exemplo a organização da região X seria uma de social-democracia, que em principio gostaria da forma atual, aceitando o pagamento de impostos que nesse caso ficaria em contrato – aceitação desse ‘imposto’ a ser pago. Para sua filiação é preciso aceitação dessa regra, sendo que todos dessa região são ‘obrigados’ a obedecer – ou senão nem se filiariam ou abandonariam a filiação. O libertarianismo de que maneira veria esse arranjo? Estaria ele dentro do que prega o próprio libertarianismo? Ou seria ele contra por algum motivo que não estou conseguindo perceber?

    Grato por quem quer puder me ajudar nessa dúvida.

  26. Emerson Luis, um Psicologo

    Alguns associam a palavra “planejamento” com socialismo. Acontece que o liberalismo não se opõe a todo e qualquer planejamento, apenas ao planejamento centralizado.

    Se as pessoas forem livres, também serão responsáveis por si mesmas e terão que planejar suas vidas pessoais e profissionais dentro do que é humanamente possível. E da sinergia de todos esses planejamentos individuais e grupais é que surge a ordem espontânea que não foi planejada por nenhum comitê central.

    * * *

  27. “Enquanto eu estava no topo daquele prédio, mesmerizado pela visão e tentando imaginar e compreender toda aquela vastidão de São Paulo, um casal começou a se beijar na minha frente, bloqueando minha visão. Eles se abraçavam afetuosamente. E demoradamente. Quem eram aquelas pessoas? Há quanto tempo elas se conheciam?”

    Acho que a alguns poucos minutos se bobear.

  28. O mundo está longe de estar superpovoado existe um pesquisador alemão que agora não recordo o mundo que diz justamente o contrário que o mundo está extremamente desabitado.

    Bom, no ano passado pude constatar isso na prática, enquanto milhares de pessoas que vem alardeando aos quatro ventos a necessidade de controles estatais para conter o superpovoamento incluindo aí as falaciosas politicas para esterilizar o pobre (até o deputado Bolsonaro já embarcou nessa) e politicas para estimular o aborto e outras baboseiras mais.

    Em 2013 na visita do Papa e na Jornada Mundial da Juventude em torno de 4 milhões de pessoas ocuparam a faixa de areia da praia de Copacabana sendo que só o Rio de Janeiro (município) tem algo em torno de 6 429 923 habitantes (fonte Wikipédia) isso sem contar o estado do Rio de Janeiro inteiro.

  29. Boa tarde amigos, há algum tempo tenho acompanhado o site e francamente foi uma das melhores coisas que me aconteceu na vida.
    Através do site eu consegui entender que as aulas que tive de sociologia na faculdade de filosofia eram na verdade aulas de comunismo.
    Brincadeiras a parte, com o passar do tempo de tanto ler o site comecei a pensar em cursar economia, daí então me veio o problema, eu sou péssimo em matemática, nível ruim mesmo,acham que vale a pena tentar ?

  30. Sou do interior de São Paulo, esse texto traduz tudo o que sinto quando preciso ir para a capital, coisa que faço sempre com muita satisfação.

  31. Parabéns São Paulo. É impossível um dia você morar em São Paulo e não ter um sentimento que ajudou a sua construção. Em Sampa: milionários, famosos, príncipes, e gente humilde tem a mesma equivalência. É tão gigante e libertária que todos os homens e mulheres se sentem criadores da sua magnitude. São Paulo está no meu coração eternamente.

  32. Os políticos que se acham donos do mundo não passam de uns blefadores e destruidores da felicidade alheia(Ao cobrarem impostos e mais impostos),a especialidade deles é serem senhores da guerra…Destruição para eles é uma diversão e passatempo,contando que o bolso deles fiquem cada dia mais cheio e a mordomia deles não pare,esses pulhas gostam de passar a imagem de Deus todo-poderoso que eles não são,pois Deus é eterno e eles são mortais e passageiros,eles gostam de culto a personalidade,afinal a vaidade,o orgulho e o narcisismo são seus hábitos prediletos e se os religiosos chamam isso de comportamento pecaminoso,os ateus chamam de comportamento anti-éticos,o neutro chama de comportamento tolerável,enfim todos concordam que são um comportamento inadequado e deletério para a paz,prosperidade e liberdade das pessoas de bem,afinal o conhecimento é disperso na sociedade por ser ele de domínio público e não ser monopólio de ninguém e quando o é,é por curto período de tempo…Portanto viva a Liberdade e abaixo todo monopólio inclusive o da informação…

  33. João de Alexandria

    Mais um excelente artigo.

    E deixo aqui uma impressão pessoal.

    Sei exatamente o que sentiu o autor do artigo porque tive o mesmo impacto, que eu não saberia descrever em palavras, ainda mais tão bem quanto ele, quando fui ao Skye pela primeira vez. Para os amigos que não conhecem, o bar fica no terraço do Hotel Unique, um belíssimo representante do conceito de hotel-boutique localizado no fim da avenida Brigadeiro Luis Antonio (aquela da famosa subida mata louco da São Silvestre),próximo dos Jardins (creio que ali até já seria Jardins, mas não tenho certeza) e do Parque do Ibirapuera. O hotel é todo estiloso (seu formato é parecido com o de um navio) e o bar tem iluminação indireta espetacular, que deixa a piscina com um tom vermelho, e proposta intimista. Vive lotado e é um lugar sensacional pra um drinque e admirar a cidade. É impossível não se emocionar com as luzes da cidade a noite.

    Toda vez que estou na cidade e a agenda permite dou um pulo lá…chega a ser regenerador pras forças. Recomendo totalmente.

  34. Fantástico…. Essa matéria me fez lembrar de uma pergunta que vi uma vez, Conseguem os humanos governar a si mesmos? A resposta que encontrei foi basicamente essa… Ao longo das eras a humanidade vem modificando seu próprio modo de vida, e estabelecendo suas próprias normas quanto ao certo e ao errado, e essencialmente, foi então que começou a experiência humana com a autodeterminação. Foi bem-sucedida? Depois de milhares de anos de história, podemos dizer que não! A conclusão foi colocada com base no que um Sábio Rei da antiguidade disse: Eu vi tudo isso, e me pus a refletir em todo o trabalho que se tem feito debaixo do sol enquanto homem domina homem para o seu prejuízo…. Salomão.

  35. Só acho engraçado como aquelas pessoas que reclamam que ganham pouco, que falam que o governo tinha que ganhar mais, que tinha que cobrar impostos dos mais ricos para dar aos pobres e aumentar os benefícios, já, exageradamente altos dados para vagabundos, são os primeiros que vão até o camelô quando precisam comprar alguma coisa, porque “é mais barato”.

    Daí depois reclamam que o governo não arrecada o suficiente.

    É um mar de hipocrisia mesmo. Eles defendem o governo, mas, nem mesmo eles, querem dar dinheiro para o governo.

  36. “Ninguém jamais será capaz de controlar este mundo.”

    Totalmente não, mas isso já é feito de forma parcial e o controle está ficando cada vez mais insuportável.

  37. Troque São Paulo por Tóquio e o texto ficaria perfeito.

    Em São Paulo, os anti libertários, logo se apressariam em mostrar as mazelas da cidade, alegando que o estado abandonou uma grande parte dela.

  38. Venho do futuro pra dizer que as pessoas estão sendo enviadas para campos de concentração, só não é no Brasil por enquanto, pior ainda na Alemanha nypost.com/2021/01/18/german-quarantine-breakers-to-be-held-in-refugee-camps/

  39. Pergunta de leigo

    Qual seria o melhor meio de se fazer uma transferência para a iniciativa privada do que hoje é serviço público monopolizado pelo Estado?

  40. Países mais ricos do mundo em 2020, em PIB per capita por paridade de poder de compra.

    Nos anos 90, Panamá era mais pobre do que o Brasil.

    Trinidade e Tobago usa o dólar de Trinidade e Tobago, atrelado ao dólar americano. Um dos poucos países da América Latina a não entrar em nenhuma hiperinflação nos últimos 60 anos.

    Aruba é um paisinho do lado da Venezuela. Usa câmbio fixo, fixando o florin arubano ao dólar americano.

    Os Bahamas usam dólar bahamenho (câmbio fixo de um para um, em relação ao dólar americano), mas o país também aceita dólar americano.

    São Cristóvão e Nevis usam o dólar do leste caribenho, fixado em relação do dólar americano. Antígua e Barbuda usam a mesma moeda de São Cristóvão e Nevis.

    Chile tem uma moeda relativamente estável.

  41. Seria muita ousadia tentar fazer um “rascunho”,resumir o estado como :

    -UM SOFTWARE

    UM PROGRAMA , com conjunto instruções,regras de concordância comum , com finalidade de permitir justamente a individualidade aflorar e se manifestar? regras de segurança,justiça,educação,divisão de trabalho,permitiriam resultados maiores com menores recursos.

    -UM HARDWARE

    um aparato,PESSOAS,PREDIOS,FERRAMENTAS,COISAS,necessarios para executar o SOFTWARE

    Exagerando, talvez DA VINCI não tivesse tempo de pintar a MONA LISA pois teria que varrer a frente de casa, a calçada e o seu pedaço de rua,teria que buscar agua no rio,discutir direito de divisa de propriedade…

    Qualquer ingerência de executores fora das suas atribuições seria USURPAR, p ex como faz STF do tofoli,levandouisque,moraes o imoral..mandam prender e rebentar….FORA DAS SUAS ATRIBUIÇÕES seria proibido PUNIVEL,pelo HARDWARE baseado no SOFTWARE.

    Toda a maravilha descrita,da grande cidade, de toda as construções que se fizeram acontecer,uma grande esculhambação meio que auto ordenada, um “caos organizado” só pôde acontecer pelo SOFTWARE, como bússula de procedimentos DE COMUM ACORDO!

    A LIBERDADE SEM LIMTES SERIA A BARBARIE.Sociedades primitivas, indigenas , e até BANDIDOS possuem regras entre si.

    SEM ESTADO , IMPOSSÌVEL!

    COM MUITO ESTADO INVIÁVEL!

    Os “varios tons” do nivel de estado necessários,entre o SEM ESTADO e COM MUITO ESTADO seriam definíveis por cada agrupamento social, e evoluiria durante a jornada da vida, assim como as abóboras se ajeitam com o andar da carroça.

    CHAVÃO COMUM: O ESTADO UM MAL NECESSÁRIO!

    Dentre mundos, a AMERICA DO SUL,as suas grandes metrópoles descritas, são um MILAGRE, em um século e meio vieram a existir,numa “esculhambação organizada” e permite deduzir

    SEM ESTADO não existiriam

    COM EStADO E APESAR DO ESTADO vieram a acontecer.

    PS.:O PODER,A LUTA PELO PODER,a capacidade de mandar e fazer acontecer, funciona até dentro de casa,na escola,nas ruas e influem por consequencia nas ações de estado,e de grupos associados

  42. “Ninguém jamais será capaz de controlar este mundo ”

    “Este maravilhoso mundo surgiu APESAR DO ESTADO

    “Este maravilhoso mundo jamais existiria não fosse um ESTADO MAIS OU MENOS MÍNIMO”

    É o que percebi até a data de hoje.

  43. Bernie Sanders em mais uma pérola de seu Twitter:

    “Minimum wage in Australia: $19.84 an hour

    Unemployment rate in Australia: 6.6%

    U.S. federal minimum wage: $7.25 an hour

    U.S. unemployment rate: 6.7%

    Please don’t tell me raising the minimum wage to a living wage – at least $15 an hour – costs jobs.”

    Antes de entrar em lockdowns, os EUA chegaram à taxa mínima histórica de 3,5 %, ao passo que na Austrália a taxa estava ao redor de 5,1 %. Gostaria de que ele explicasse isso.

  44. Já fui socialista!

    off- topic

    Encontrei este vídeo que compartilho com vocês.

    Me serviu de alento, já que fui socialista há até pouco tempo! 🙂

    E este site teve uma grande influência nessa mudança.

    Parabéns pelo trabalho de vocês!

  45. Em 2019, o Guedes começou a desvalorizar a moeda. Política inflacionária.

    Em 2020, o projeto inflacionário continuou mas veio a pandemia que diminuiu drasticamente a produção. Política mais inflacionária ainda.

    Em 2021, o projeto inflacionário continua, a produção está parcialmente parada e o dólar está mundialmente baixo, ou seja, as importações ficarão mais caras ainda. Política muito mais inflacionária!

    Qual será a saída do Guedes?

  46. Esta visão que o Estado não consegue ter do indivíduo e que faz com que todo planejamento da economia seja macro, está sendo conquistada pelas big techs. A partir do imenso volume de dados coletados eles conseguem fazer uma modelagem cada dia mais perfeita tanto de indivíduos como de grupos. Mera questão de tempo até que governos passem a usufruir do Big Data, isso se algum governo já não estiver fazendo isso.

  47. O principal obstáculo às ideias defendidas por F Von Hayek é que o Estado não é uma entidade que existe per se, dissociada daqueles que detêm o poder. O Estado tem dupla face, tal como Janus, da mitologia romana. A primeira face é aquela que as pessoas enxergam, uma entidade a serviço da população, para manter a ordem social e provedora de serviços básicos, como Segurança, Saúde e Educação. A outra face é o Estado como arrecadador de tributos para custear manter os serviços prestados. É nesta segunda face de Janus que oculta os interesses de classe, dos rentistas, grandes e médios empresários dos setores industrial, financeiro e do agronegócio e, não podemos esquecer da elite do funcionalismo público que se aproveita de sua condição para abocanhar uma parcela relativamente expressiva da renda nacional. Os altos membros do Judiciário, do Legislativo e do Executivo não só mantêm estreito relacionamento com o setor privado, como seus interesses se confundem: manter o status quo para dele se aproveitar. Não vou nem entrar no mérito da divisão funcional da renda, se é justa ou não. O fato é que o Estado não é uma entidade neutra e ela existe para manter o status quo, pois detém o monopólio da violência e da Justiça. Quem elege os parlamentares é o povo, porque o voto é obrigatório e esses parlamentares, com raríssimas exceções defendem os interesses da maioria. Estão no Parlamento/Legislativo para defender os interesses dos poderosos.

  48. Brilhante! O texto fala de economia como, a meu ver, deve ser feito, isto é, como sendo intrinsicamente relacionada à vida, à nossa humanidade.

Rolar para cima