O governo brasileiro vem promovendo uma verdadeira marcha à ré em termos
de intromissão nas liberdades individuais e econômica. A “coisa” chega a
impressionar pela intensidade, pela atrocidade e — naturalmente — pela necedade
(um eufemismo para burrice). Semanalmente, para não dizermos diariamente, somos
surpreendidos por medidas governamentais que nos fazem pensar que voltamos à
metade do século passado, àquele período em que ainda se acreditava que as
teorias ditas “desenvolvimentistas” da Cepal poderiam produzir resultados bons.
Haja paciência!
Neste artigo, vamos apenas mencionar algumas falácias que serviram de
base para muitas dessas medidas, ressaltando a tristeza com que escrevemos
isso, já que coisas assim deveriam fazer parte apenas de livros de história,
para servirem como exemplo daquilo que não deve ser feito.
A primeira é a ideia de que A é pobre porque B é rico, A e B podendo ser
pessoas, regiões, países, etnias, gêneros, etc. Tal bobagem, derivada da teoria
da exploração de Marx, simplesmente desconhece (ou finge desconhecer) que a
história é dinâmica. Conduz, por exemplo, à política externa do PT, que parece
guiada por um pretenso teorema, segundo o qual o somatório das pobrezas seria
igual à riqueza…
A segunda deriva da primeira. É a crença de que a tributação deve ser
“progressiva”, algo como um “corolário ou lema de Robin Hood”… Ora, todo e qualquer tributo nada mais é do
que uma extorsão praticada por um agressor, no caso, o estado, contra cidadãos
e empresas. Se você é rico, a agressão deverá ser maior do que se você for
pobre, segundo os gênios que defendem essa teoria (e não são poucos). Se assim
é, para que trabalhar ou empreender para ser rico, então? Mas essa pergunta não
passa pela cabeça dos que acreditam nesse conto da floresta de Sherwood…
Estas duas primeiras falácias ilustram perfeitamente como é grande a
ignorância a respeito das causas da riqueza, que são as recíprocas das causas
da pobreza, bem como a absoluta falta de compreensão de que a economia não é um
jogo de soma zero.
Uma terceira falácia é a ideia de que a legislação trabalhista e seus
penduricalhos, como o salário mínimo, os encargos e os sindicatos protegem os
trabalhadores, o que, em um governo que tem nos sindicalistas uma de suas bases
de apoio, tem sido levado às últimas consequências. Na verdade, como escreveram
Mises, Rothbard, Hayek e praticamente todos os austríacos, essa legislação
apenas prejudica os trabalhadores, além de provocar desemprego.
A quarta é que políticas industriais seriam boas para o crescimento da
economia. Ora, essas políticas nada mais representam do que escolhas, por parte
dos que detêm o poder, de quais setores serão beneficiados e, consequentemente,
de quais serão prejudicados. Além disso, partem do pressuposto teórico de que
os burocratas são mais bem informados do que o processo de mercado, para ditarem
quais setores são merecedores da ajuda do governo e quais devem ser punidos.
Claramente, é um convite a lobistas, um desvio da função empresarial e um
convite à corrupção.
A quinta é que o protecionismo é bom para enfrentar a concorrência
estrangeira. Sem dúvida, esta é uma proposição que mostra que o mercantilismo
está mais vivo do que nunca. Querem que você, consumidor, compre, digamos, um
carro ou um computador produzido no Brasil, de qualidade duvidosa e preço
exorbitante, quando poderia comprar um modelo importado, melhor e mais barato.
Ou que voe em duas empresas que oferecem serviços precários e cobram caro,
quando poderia voar em outras empresas estrangeiras, com serviços melhores e
mais baratos. Sua opção restringe-se a: aceita uma balinha ou uma barra de
cereais, senhor?
A sexta é que exportar é “bom” e importar é “ruim”, tolice que equivale a
afirmar que “vender é melhor do que comprar”. Haja paciência para suportar
tanta ignorância. Em
artigo recente, Leandro Roque mostrou a situação ridícula criada pela
Receita Federal, que resolveu intensificar a fiscalização nos aeroportos
internacionais brasileiros, para evitar que tragamos produtos de “alta
periculosidade para a segurança nacional”, como computadores, camisas, vinhos e
outros produtos de qualidade superior e que podem ser comprados a preços baixos
no exterior. A falácia de que comprar é ruim e vender é bom é, pura e
simplesmente, mais um exemplo de mercantilismo regado a teorias
“macroeconômicas” de sabor keynesiano. Ou seja, duas bobagens em uma! Mamma mia, será que esses caras não conseguem perceber que países
não compram e nem vendem nada? Que quem faz isso são pessoas físicas e
empresas? E que, em transações livres, quem compra sai satisfeito, assim como
quem vende? Ah, o déficit externo, dirão alguns… Caramba, que se dane o
déficit (ou o superávit) externo das “contas nacionais”, até porque, se a taxa
de câmbio for flutuante, a tendência é que eles sejam eliminados!
Uma sétima falácia vem sendo usada para sustentar diversos pacotes do
governo desde o segundo mandato de Lula: a de que as políticas de estímulos ao
consumo seriam ótimas para o crescimento da economia e, de tabela, para
esconjurar a maldita “crise internacional”. Ora, assim como Esaú, que trocou os
privilégios de sua primogenitura por um mero prato de lentilhas, essas
políticas conseguem no máximo proporcionar um boom artificial, logo seguido por recessão ou por uma mistura de
recessão com inflação, conforme a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE)
não se cansa de ensinar.
Uma derivada dessa falácia é a crença de que o governo é que deve
determinar qual deve ser a taxa de juros. E que, se a presidente do país
obrigar os bancos oficiais a reduzirem os juros (leia-se, a trabalharem no
vermelho), os bancos privados também reduzirão suas taxas de juros. Aquela
senhora de Brasília parece desconhecer, primeiro, as verdadeiras causas das
altas taxas de juros no Brasil (déficit público, inadimplência, elevada taxa de
recolhimento compulsório e altos impostos); segundo, que as taxas reais de
juros não obedecem a comandos ou ordens de alguma “sargentona”, mas sim a
forças de demanda e oferta de fundos; e terceiro, que se pode perfeitamente
levar um cavalo até a beira de um rio, mas não se pode obrigá-lo a beber
água… Por fim, mostra também absoluto desconhecimento da TACE — o que não é
de se estranhar. Juros artificialmente baixos hoje significam necessariamente
juros altos amanhã, cara senhora!
Finalmente, a falácia mãe, a de que o estado deve ser o “indutor” do
crescimento. Com certeza, os mercados são “burros” e os burocratas iluminados,
para quem acredita nisso! Além disso, o conhecimento dos burocratas das
circunstâncias de tempo e lugar é infinitamente superior aos dos agentes
individuais… Ah, quanta pretensão! Não precisamos mais do que um argumento
para rebater prontamente essa falácia: quando alguém lhe disser isso, reaja
perguntando a seu interlocutor se ele conhece algum exemplo de economia que
conseguiu se desenvolver sob a tutela do estado. Fale da antiga URSS, de Cuba,
do caos que está vivendo a Venezuela, da ilusão que foi a Suécia. Enfim, há
dezenas de exemplos para refutar essa bobagem estatista.
Dói saber que a economia do Brasil vem progressivamente, sob a batuta do
PT, submergindo nessas falácias e nas políticas que elas geram. Vamos precisar,
depois, de décadas para consertar tantas asneiras…
Estamos em plena era da economia das falácias. Sinceramente, eu não
aguento mais!
Adaptando uma citação do Chris Rock:
“Não argumente! Nós nunca iremos convencer um estatista argumentando. Porque quando se trata de uma discussão nós, os liberais, precisamos fazer algum sentido.”
Faço desse desabafo o meu também, professor Iorio. É absurdo.
Porém, que seja a voz dos verdadeiros economistas mais altas do que as dos keynesianos e marxistas, na hora de apontar as razões da conta que vem por aí. Espero sinceramente que o mercado não leve a culpa, como historicamente os políticos e estatistas tentam-lhe atribuir.
Tenho uma seria duvida a respeito de do porque estimular as industrias locais por meio de subsídios do governo não é bom.
Mas o fato de nos não termos determinado industria aqui no nosso pais não nos faz meio que dependentes de outros países?Caso esse pais que exporte determinado produto para nos entre em crise e não consiga mais produzir esse produto, o que nos faríamos?seria uma oportunidade pra tentar desenvolver essa determinada industria?simplesmente importaríamos de outro pais que nos ofereça boas condições?
Veja que essas duvidas são exatamente o que professores desenvolvimentistas sempre nos dizem na faculdade. Encontrei aqui no IMB muitas respostas para as falacias que são ditas por eles, mas sempre fica uma ou outra incógnita e seria importante para nos estudantes de economia que ficamos nas mãos de professores que tem essa visão deturpada das coisas.
Prezada equipe IMB
O texto é muito bom por ser muito direto e didático sobre o tema.
Aproveito a oportunidade para parabenizar o Instituto Ludwig Von Mises Brasil pelo conjunto da obra.
Há algum tempo eu tenho o imenso prazer de ler os vários textos produzidos e traduzidos por vocês.
Numa noite de meados de 2009 eu procurava um texto na internet sobre liberalismo clássico porque eu sentia falta de ler algum material sobre liberdade.
Um dos primeiros textos que apareceram foi do site de vocês.
Era um texto tão grande que eu não consegui ler pelo computador porque cansava a minha vista. Assim, eu imprimi o documento.
Depois deste dia eu comecei a ler com certa regularidade o site e já imprimi vários textos de vocês.
Eu tenho duas pastas grossas de plástico só com textos do site!
Frise-se que em mais de 20 anos frequentando as melhores instituições educacionais da minha cidade eu nunca tinha ouvido falar do Ludwig Von Mises ou dos demais libertários. Isto é muito grave e trágico.
Fiquei impressionado com a boa qualidade dos textos, mas principalmente com o fato que considerado mais importante do site: OS TEXTOS DO INSTITUTO LUDWIG VON MISES BRASIL SÃO COMPLETAMENTE DESPIDOS DE QUALQUER CONTÉUDO QUE LEMBRE VAGAMENTE UMA MILITÂNCIA PARTIDÁRIA.
Eu gosto muito de ler textos de jornalistas e de buscar na internet sites para complementar minha educação, mas sempre me irritava uma militância partidária disfarçada na imprensa tradicional.
O site de vocês é mais honesto e coerente que eu conheço porque faz a defesa do mercado de forma clara, aberta e direta.
Vocês publicam e traduzem livros, organizam cursos e até fazem conferências com o comparecimento de personalidades consagradas internacionalmente do mundo libertário.
É incrivel que vocês tenham montado uma entidade com estes valores e conceitos numa sociedade tão estatista como é a brasileira.
Dou meus parabéns a toda a equipe do IMB pelo conjunto da obra e desejo muito sucesso a todos vocês.
Nenhuma idéia é melhor do que ser livre.
Abraços
Outra bola dentro do Professor Ubiratan;
Como estudante de História, sei o quanto é complicado retirar da cabeça do povo brasileiro uma mentalidade estatista que vem, basicamente, desde o período colonial e que permaneceu e se intensificou durante toda a trajetória política e econômica do país. Infelizmente, tenho que ser pessimista quanto a uma mudança nisso. Mas quem sabe, com a atuação do Instituto Mises e das várias pessoas que lêem os artigos no site, que com certeza não param de aumentar em número e em vontade de mudar a situação, que algo possa ser feito para enfim, mudar o status quo. Abraços.
Querem ficar tristes? Leiam os comentários do vídeo abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=26H5d_chEO4
O que mais me irrita nisso tudo é o papel totalmente cúmplice da mídia aberta na divulgação dessas medidas autoritárias e equivocadas do governo. Os jornais televisivos são de longe os piores. “Jornalistas” robôs repetem as medidas do dia adotadas pelo governo sem nenhum debate ou contestação. Em se tratando de economia, o status quo keynesiano está totalmente impregnado na mídia, infelizmente.
E para completar, o Governo ainda se acha no direito de ditar preceitos morais e hábitos saudáveis, censurando propagandas que ofendam determinado grupelho ou impedindo a venda de remédios em supermercados e até vetando a venda de determinados medicamentos.
É como disse Mises, uma medida intervencionista causa outra e logo o país estará vivendo uma economia totalmente estatizada.
Professor,
Um artigo muito bem escrito e de uma clareza e objetividade impressionantes.
Infelizmente, Guido Mantega, a Sargenta e os outros mandões não vão ler e se talvez lessem, não entenderiam. Estão cegos, são apóstatas, doutrinados por décadas de pensamento marxista e keynesiano.
Considerando que a economia atua por leis naturais e universais, mais cedo ou mais tarde, independentemente da vontade dos “desenvolvimentistas”, tudo isso irá ruir e o estrago será grande, especialmente nas classes mais baixas.
Acredito na auto-determinação dos povos. Vejamos o exemplo grego. Se querem votar na Syriza e se espatifarem, azar o deles. No nosso caso, se foi o desejo das urnas esse modelo e se isso vai trazer atraso e pobreza, então sofrerão mais aqueles menos preparados para os solavancos.
O que não podemos deixar de fazer é estudar e entender os processos civilizatórios (economia, direito, administração, …). Pessoas como o senhor, professor Ubiratan, devem continuar semeando o conhecimento, fortalecendo a ciência e agregando mais pessoas (eruditos ou leigos, como eu) em torno de ideias e em defesa irrestrita da LIBERDADE INDIVIDUAL.
Excelente artigo do prof. Iorio. Realmente estamos perdendo tempo precioso com esse bando de toupeiras comandando o espetáculo.
O que nosso país precisa é de menos estado (com e minusculo como faz o professor), menos impostos, menos burocratas e mais poupança com investimentos de longo-prazo.
A cada dia que vejo o Sr. mantega na internet fazendo um discurso dá vontade de chorar…
Sou estudante de Ciências Sociais e, o que menos se aprende em meu curso é sobre economia em si. Já a marxista, é “pregada” o tempo todo.Vou ter de compensar, lendo outros autores. Questiono alguns professores, mas, sem sucesso, com exceção de dois, que, diga-se, são o motivo de eu não ter abandonado o curso.
Num destes questionamentos, perguntei a uma professora: Em vez do governo ficar impondo barreiras a produtos importados, com a desculpa de proteger os nacionais(proteger de que, nós nem temos produtos para concorrer, em se tratanto da área de informática, que era o tema do assunto), por que, não investe na base, para dai competir em melhores condições com os importados. Não obtive resposta.
Marxistas não pensam, eles leem Marx e ficam repetindo as mesmas merdas sem argumentar nada.
Em relação às falácias mencionada no artigo e enumeradas faço as seguintes ressalvas ;
Na primeira ideia enumerada do artigo onde A é pobre Porque B é Rico não procede a principio, mas quando há indutores de recursos do erário público para B , um governo que transfere riqueza por meio de tráfico de influência, fraudes, isenções fiscais duvidosas, desvio de verba pública, sim, A fica pobre por causa de B que fica rico..
Em relação a terceira, faço um complemento; o financiamento de sindicatos com verba pública, como compra de apoio por parte do governo para que o mesmo crie medidas populistas que criam entraves para o desenvolvimento do mercado, atrelamento do salário mínimo ao crescimento do PIB, o aumento dos benefícios trabalhistas que afetam diretamente os gastos do governo e das empresas que vem inviabilizar possíveis potenciais de crescimento em diversos setores.
A quarta retoma a primeira, quando se trata do estado indutor de recursos, não pelas necessidades do mercado e no que ela advém, mas pelas práticas corruptivas que corrói os pilares de sustentação de uma economia solida e prospera.
Quinta; A limitação das relações comerciais entre os países que não são muito amplas, pelo fato dos ter uma economia limitada a certos segmentos que não é desenvolvida em toda plenitude.
A sexta ideia retoma a quinta, quando há limitação entre as relações comerciais existe poucas alternativas para a troca de mercadoria entre os países tais limitações se deve a diversos fatores que entre eles educação deficitária, falta de investimento em pesquisa, complacência de políticos com o descaso à essas limitações e outros.
A sétima falácia eu discordo; Quem deveria ditar a taxa de juros, o spread bancário, o volume do compulsório, seria o mercado, nada é mais certo, mas quem regula o Risco? Será que é o mercado mesmo ou tem forças ocultas que distorce essa percepção??
Dou como exemplo a crise do subprime que está ecoando até hoje, as agencias de classificação de risco não percebeu ou se omitiu, quem me diz que não esteja se omitindo o real risco brasileiro. Como é concebível o Brasil ter um grau de risco maior que certos países da Zona do euro em crise, as diretrizes sem nexo na classificação de risco do nosso país, tendenciosa a exploração monetária, neste caso quando apresenta distorções reais e claras, em práticas abusivas, monopólio e cartelização de preços o estado deve intervir como ajuste.
Em relação a falácia mãe se resume em corrupção para se perpetuar um certo grupo no poder de modo que se aliena todos os potenciais produtivos em troca do financiamento politico, vaidade, poder. E bem evidente quando se olha os financiamentos do governo pelo BNDES, que beneficia ´só uma quantidade seleta da grande indústria: A JBS é a maior tomadora de recursos e emprega mais nos Estados Unidos que no Brasil, Eike Batista se tornou Bilionário da noite para o dia como? O governo que comete ingerências, praticas de inibidoras de investimento, cria situações que afastam o capital estrangeiro, exemplo e a BMF & Bovespa sendo um dos índices globais que mais se desvalorizaram entre os mercados emergentes, o baixo crescimento entre os emergentes e o reflexo de tudo de errado que esse governo vem fazendo que está por vir.
pt.wikipedia.org/wiki/Livre_mercado
Essa ignorância aqui é absurda. Me sentir no dever de editar totalmente o artigo, se não fosse a minha falta de confiança. ds
Eu li um artigo do Emir Sader que dizia que uma sociedade onde todos são pobres e iguais é mais justa que uma sociedade onde há ricos e pobres.
A ideologia dessa gente é basicamente a inveja.
Artigo excelente, um dos melhores que já li. O que o país precisa é de menos intervenção estatal na economia. Faço desse artigo meu desabafo também! Parabéns pelo artigo prof° Ubiratan.
Pessoal, estava olhando no site do tesouro, e eles tem uma previsão de redução da dívida (%PIB).
Essa previsão seria pelo fato de que eles prevem que o pib estará sempre em alta?(reduzindo a divida em %).
O PIB leva gastos governamentais como algo positivo, como estes dois fatores se interagem?
Como seria a ideia por trás do PIBXdivida em que um é integrante do outro.
Obrigado e desculpa usar o site como curso 😀
Cansei!
O predomínio da lambança não é exclusividade nossa…
De fato, a Argentina está em um patamar mais bem avançado no retrocesso do que nós!
Belo texto professor.
Mais uma ótima novidade pra galera do Mises, chegou o programa Brasil Carinhoso:
A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, no programa de rádio “Café com a Presidenta”, que a partir do dia 18 de junho começará a ser pago o benefício extra do Bolsa Família, relativo ao programa Brasil Carinhoso. A medida visa garantir uma renda mensal per capita de R$ 70 para famílias com pelo menos uma criança na faixa etária de até seis anos.
“Fazendo isso, vamos beneficiar dois milhões de famílias, tirando-as da extrema pobreza. Uma família com um casal e três filhos que tenha uma criança com menos de seis anos de idade, ela recebia, até agora, R$ 166,00. A partir do dia 18 de junho, essa família pode receber até R$ 350,00”, explicou Dilma.
Fonte: economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2012/06/04/brasil-carinhoso-comeca-a-ser-pago-em-duas-semanas-diz-dilma.jhtm
E a coisa vai piorar cada vez mais… Vejam o link:
associacaokeynesiana.wordpress.com/2011/08/01/no-brasil-keynes-se-sentiria-em-casa/
Olhem só o primeiro parágrafo do artigo:
“Se Deus não fosse brasileiro, John Maynard Keynes certamente deveria ter sido. Em nenhum outro país o economista inglês que publicou o cânone "Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda", em 1936, tem tantos discípulos na academia. E ao longo da história foram muitos os governantes que aplicaram ao pé da letra seus preceitos e doutrina.”
Meu comentário: Por isso que vivemos nesta merda de país. (SEM EDUCAÇÃO, SEM SEGURANÇA, SEM SAÚDE, SEM ÉTICA, SEM … VERGONHA)
Liberdade econômica é liberdade política?
Boa parte das críticas dos liberais (no que tange à economia) com relação ao hipertrofiado Estado socialista/de esquerda é procedente. O problema é que o agudo senso crítico e ceticismo que têm para com aquele tipo de economia, esses mesmos liberais não adotam na hora de avaliar seu dogmático credo na super-liberdade econômica.
Chega a me assustar essa crença irracional de que liberdade econômica equivale a (ou conduz à) liberdade política. Que um país mais livre economicamente também é uma nação mais livre em termos políticos, nas garantias dos direitos e liberdades individuais em esferas não econômicas. Isso é um raciocínio "non sequitur" da pior espécie. E isso o próprio "Índice de Liberdade Econômica", que adoram esfregar na cara de quem critica essa seita misesiana, serve para evidenciar.
[..]
Fonte: bulevoador.com.br/2012/06/35579/
De onde esse cara tirou isso ? hahaha…
Gente, nem percam o tempo no Bule Voador. O modus operandi deles é esse mesmo. Eles simplesmente assumem idéias para seus rivais e “teorizam” em cima delas. São os mais produtivos criadores de espantalho da esgotosfera.
Abraços
g1.globo.com/platb/thaisheredia/
“A presidente Dilma Rousseff quer mais investimentos no Brasil. Preocupada com a lentidão da economia do país, a presidente convoca ministros para encontrarem formas de gastar mais e discursa defendendo o país como uma ilha de prosperidade e segurança.”
Fiquei mais tranquilo, com a presidente querendo a economia cresce. Só basta ela querer.
o artigo cita “a ilusão que foi a Suécia”. tem algum artigo aqui que mostre que ilusão é essa? vlw
Sou leigo em economia, aliás sou analista de sistemas por isso perdoem meu português, a muito não escrevo, mas gosto muito de ler e adoro assuntos relacionados ao mercado, por consequência acabei por me deparar com este ótimo site
Fiquei com algumas dúvidas ao ler o artigo. A história provou que a teoria "marxista" já não têm lugar no mundo atual, afinal todos os países socialistas sucumbiram e aderiram a economia de mercado. Cuba, a muito adora os dólares que entram em seu território e os poucos que tem algum dinheiro escondido do governo se arriscam para ir a Miami em barcos agenciados por marginais" … Entretanto, não compreendi a citação "fracasso da Suécia". Li em um livro, que com certeza vocês saberam logo quem era om autor, (eu não lembro pois li em uma tarde) que o capitalismo é cíclico, e que as crises são ajustes. Então será que foi um fracasso ou um ajuste? Outra pergunta, o Canadá provavelmente será a minha próxima morada no ano que vem, já tenho familiares por lá, e pelo que pesquisei com pessoas que vivem lá, estas das mais variadas profissões, dizem que é um lugar ótimo. O empresário não reclama se precisar demitir pois não existe algo como a CLT, e o empregado dificilmente fica desempregado por muito tempo, pois como é fácil demitir também é fácil contratar. Entretanto o Canadá tem saúde e ensino até o colegial de graça. Aliás, uma das melhores certificadoras do mundo em relação a acreditação hospitalar é a Accreditation Canada, padrão de saúde canadense para o mundo.
Como eu disse no início eu sou curioso no assunto, mas em que teoria o Canadá se encaixa? Se por um lado tem saúde pública pelo outro tem leis trabalhistas mais flexíveis. Se por um lado tem escola pública de boa qualidade, pelo outro, mais liberdade ao mercado.
Devemos abolir todo e qualquer controle ou regulação do Estado? E a grande depressão? E se um grupo de especuladores destruírem um determinado mercado por não haver qualquer regulação neste meio.
Abraços a todos e desculpe minha falta de conhecimento neste assunto, mas estou aprendendo mais um pouco aqui.