pelo atual governo, e o ritmo em que elas são produzidas, é certamente um
recorde na história da nação. Não há
absolutamente uma só semana em que não haja pelo menos três notícias que
explicitem a concupiscência de poder do atual governo. Ainda pior do que as medidas em si, é ver a
mídia propagandeando tais medidas de maneira quase jubilosa, para não dizer
exultante.
Ainda na década de 1940, Mises ensinou que, em
economia, não
há meio termo. No
final, ou você tem uma economia genuinamente livre ou você tem uma economia
totalmente controlada. Políticas
intervencionistas, por mais pontuais que comecem, inevitavelmente levam a uma
economia sob total controle do governo. Leva-se
tempo, é claro, mas o destino final é um só.
No Brasil, no entanto, a coisa vai degringolando em um ritmo tão alucinante, que o próprio Mises ficaria espantado.
Santo Agostinho, em seu livro A Cidade de Deus, já explicava por que o
poder político é corrupto e corruptor. O
poder político gera aquilo que o teólogo e filósofo chamou de libido dominandi, a lascívia para
dominar e controlar cada aspecto da vida alheia. Esta é a essência da política, é o que
impulsiona e excita todos os políticos.
A cidade dos homens é governada pela luxúria do poder, e o poder tem
esta capacidade de embevecer os meros mortais.
Não é de se estranhar, portanto, que até mesmo pessoas geralmente boas
se corrompam e adquiram propensões ditatoriais tão logo entrem para o
estado.
A seguir, os três mais recentes exemplos da libido dominandi emanada de Brasília.
Receita
Federal intensifica fiscalização nos aeroportos brasileiros
A bagagem
agora passa por uma vistoria, ainda na pista do aeroporto, enquanto o
passageiro desembarca.
A reportagem mostra, com o costumeiro brilho nos
olhos dos jornalistas e com uma incontida exultação em sua narração, o mais
novo esquema totalitário da Receita: as malas de todos os passageiros,
imediatamente após serem retiradas do compartimento de bagagens dos aviões, são
vistoriadas por um scanner móvel da Receita Federal, instalado dentro de uma
van. Como diz a reportagem:
Enquanto
desembarcam, a bagagem [dos passageiros] passa por um scanner móvel da Receita
Federal instalado em um veículo. Um funcionário da Receita monitora cada uma
das malas.Com o raio-x é possível ver a quantidade, o
formato dos objetos e saber se são de metal, vidro, plástico ou material
orgânico. O Aeroporto Internacional de São Paulo tem dois desses
equipamentos, que são usados para vistoriar
parte ou toda a bagagem do voo. Com essa ajuda, este ano aumentou em 100% o
número de pessoas autuadas. Bagagem
suspeita é separada e depois aberta na presença do passageiro.“Quando o
passageiro recebe a sua mala, ela já foi fiscalizada e o passageiro, então, vai
mais rápido passar pela alfândega”, explica André Luiz Martins, auditor da
Receita Federal.
E o que seria uma “bagagem suspeita”? Segundo a reportagem, bagagens contendo
elementos de altíssima periculosidade, como roupas, relógios, remédios e
suplementos alimentares. Itens sem
dúvida capazes de colocar em risco toda a segurança nacional. Imagine trazer um remédio para a avó
doente? Não pode. Só pode comprar das farmacêuticas brasileiras
protegidas pela ANVISA. Blusa comprada
em Miami? Sem conversa. O certo é comprar apenas nos caríssimos
Shoppings nacionais, para ajudar a mundialmente famosa indústria de roupas do
país.
Para não dizerem que exagero, eis a
justificativa oficial para a fiscalização do volume de roupas comprado lá fora:
Segundo a
Receita Federal, o brasileiro só leva em conta o limite de US$ 500 em compras
por pessoa e se esquece que também existe uma regra para a quantidade de
mercadorias. O passageiro pode trazer 20 itens de até US$ 10 e 20 itens acima
de US$ 10. A Receita diz que a fiscalização está mais rigorosa para evitar que as pessoas comprem lá fora para
revender aqui.
Já pensaram numa coisa dessas? Comprar lá fora pra revender aqui dentro, porca
miséria! Quem este povo pensa que é para
cometer tamanha ousadia empreendedorial? E aquela tal Constituição? Ela não assegura o direito à livre
iniciativa? Se eu trouxer uma camisa
pólo da Ralph Lauren e quiser revendê-la para o meu vizinho, o governo agora
pode me proibir deste simples ato de troca?
Por quê? A reportagem não
informa. Ela já parte do pressuposto de
que, se o governo está fazendo isso, então é porque é para o bem de todos. O governo é aquela entidade
inquestionável. Se ele decreta algo,
então não pode haver discordância. Ele
está sempre certo. Ao que tudo indica, o
genial Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum, ainda na
década de 1980, prognosticou
corretamente esta mentalidade do brasileiro em relação ao governo.
Por fim, ainda insistindo nessa tal Constituição, ela também não garante o direito à privacidade? Sair xeretando o que há dentro da mala de
passageiros de avião não seria um aviltamento deste direito?
Passemos agora para a segunda medida totalitária
da semana, desta vez anunciada pelo sempre pândego Guido Mantega (até quando
este indivíduo ficará na Fazenda?). Eis
alguns trechos, comentados, de sua entrevista à Folha de São Paulo neste último
fim de semana. Mantega, como sempre, vai
de vermelho.

40%
Ministro dá um mês para redução das taxas
cobradas no sistema financeiro
Fazenda diz que vai fiscalizar cobrança de
tarifas para evitar que elas subam para compensar juro menor
BANCOS E JUROS
Os bancos privados estão
se organizando. Em mais um mês, tudo isso tem que estar rodando. Temos uma
pesquisa semanal do Banco Central que mostra a taxa de juros que está sendo
cobrada e o volume de crédito liberado. Se os bancos privados reduzirem 30%,
40% e aumentarem o volume, 30%, 40%, já estarão prestando um serviço à
economia. Nossa intenção é ter um acompanhamento semanal dessa história. E eu vou cobrar.
Sujeito macho, hein? “Vou cobrar!” Fica a pergunta: ou os bancos
reduzem os juros ou… ou o quê? O que
Mantega fará? Apontará o dedo indicador
e chamará os banqueiros de bobos e feios?
Dará três pulinhos irritadiços?
Ademais, por que esta repentina tara com os
juros cobrados pelos bancos? Hoje, os
juros para pessoa física (linha vermelha abaixo) estão em níveis bem menores do
que na época da “economia bombante” de 2007 e 2008, e também menores que em
2011. Para as pessoas jurídicas, os
juros atuais estão maiores apenas que os de 2007, o que significa que os juros
maiores de 2008, 2009 e 2010 não impediram o “vigor” da economia à época. Em 2011, quando os juros eram bem maiores que
os atuais, o governo não parecia ter se incomodado muito. E, aparentemente, os resultados não foram
catastróficos.
Por que os juros altos daquelas épocas foram
bons mas os baixos de hoje são ruins? Se
juros reduzidos à canetada fossem algo saudável para uma economia, EUA e
Europa, que hoje estão com juros negativos (o sonho de Mantega), estariam
importando empregos e investimentos.
O que Mantega parece não entender — aliás, tenho
certeza de que ele não entende nada — é que reduções de juros e concessão de
crédito farto e barato não geram crescimento econômico. Crescimento econômico depende de acumulação
de capital e de poupança; distribuir crédito a rodo faz apenas com que haja
consumismo, endividamento e aumento de preços.
“Ah, mas juros baixos estimulam o
investimento!”, gritam os keynesianos.
Sim, estimulam. Estimulam
investimentos insustentáveis, para os quais não há genuína demanda. Tais investimentos terão dois destinos: ou
não serão completados — porque os custos subirão além do previsto, graças ao
crédito farto direcionado para a área — ou, se forem, não terão consumidores
para seus produtos, pois o crédito farto endividou a população a tal ponto, que
seu poder de compra ficou debilitado.
EUA e Europa passam por uma mescla destas duas situações. O Brasil está na segunda.
Mantega exige que os bancos reduzam os
juros? Ok. Nós, cidadãos brasileiros, exigimos que o
governo reduza seus gastos, seus impostos, sua burocracia e suas
regulamentações. Mantega aceita essa
nossa exigência? Eu a acho muito justa. Se
ele quer mandar nos bancos, nós queremos mandar no governo. É a tal da democracia, certo? “E nós vamos cobrar”.
TARIFAS BANCÁRIAS
Eu vou fiscalizar a
tarifa. Temos um sistema para fiscalizar isso. Os bancos públicos têm 44% do
mercado interno. Isso se chama concorrência. Se eles [bancos privados]
bobearem, a concorrência vai pegar os clientes. Acho que ninguém quer perder
cliente.
Em primeiro lugar, falar que entidades estatais
geram concorrência é, no mínimo, um aviltamento ao bom senso. Entidades estatais gozam de privilégios
governamentais — como, por exemplo, financiamento infinito garantido via
impostos — que entidades privadas não possuem.
Tal concorrência é suja; nunca é de livre mercado. Se os bancos privados forem idiotas ao ponto
de concederem crédito farto para uma população já endividada e com níveis
recordes de inadimplência, todo o sistema bancário estará a perigo, pois os
calotes serão inevitáveis. E, em um
sistema bancário de reservas fracionárias, calotes geram efeitos múltiplos
sobre todos os bancos. Não são um
fenômeno que pode ser contido a apenas um banco.
Não é possível que nem os atuais exemplos
práticos da Grécia e da Espanha — cujos bancos estão completamente insolventes
por causa de calotes, necessitando de contínuos pacotes de socorro de seus
respectivos governos — são capazes de despertar o bom senso, esta entidade
completamente adormecida, em Mantega.
Veja a que ponto chegamos: temos de ficar na
torcida para que os bancos, contra os interesses do governo, se contenham e
evitem a expansão de sua carteira de crédito, algo que também vai contra seus
imediatos interesses lucrativos. Ao
mesmo tempo, temos um governo que praticamente os obriga a ser mais temerários,
a saírem emprestando para qualquer pessoa, sem nenhuma consideração para com
risco ou histórico de crédito. E tudo isso
apenas para garantir uns décimos a mais no PIB.
Quando a solidez da economia de um país passa a
depender de os bancos terem de se conter para não mais aumentarem seus
empréstimos, mesmo sendo estumados a isso por um lunático com amplos poderes,
apenas uma deidade infinitamente poderosa pode nos salvar da catástrofe.
“LEVANTADOR DE PIB”
Não tenho característica
de animador de auditório. Não tenho essa virtude, essa qualidade. Agora,
levantador de PIB é a minha função desde que eu assumi. Eu me considero um
“levantador de PIB”.
Mantega é modesto. Animador de auditório é muito pouco para suas
reais capacidades cênicas e seu humor involuntário. Um animador de circo — que, além de fazer
palhaçadas e executar atos extremamente perigosos, também dialoga com
quadrúpedes — seria uma descrição mais acurada.
DEMANDA SEM FÔLEGO
Acho isso quase uma
piada. O endividamento das famílias brasileiras é dos menores do mundo. Sabe
qual é o comprometimento de orçamento das famílias brasileiras [com o pagamento
de dívidas]? Em torno de 20% a 22%. Sabe quanto é nos Estados Unidos? Na
maioria dos países, é acima de 80%. Nós somos o lanterninha em termos de
endividamento.
Ou Mantega não sabe analisar gráficos ou ele
acintosamente faz chacota com a imprensa, sabendo que ela é preguiçosa demais
para ir conferir a veracidade de seus despautérios. Se, por um lado, o dado de 22% (comprometimento
do orçamento das famílias brasileiras com o pagamento do serviço da dívida)
está correto, a afirmação de que tal valor nos EUA é de 80% faz de Mantega um
absoluto desinformado, alguém despreparado para gerenciar sequer um clube de
futebol de botão.
O gráfico abaixo mostra duas variáveis. A linha vermelha mostra o “comprometimento do
orçamento das famílias americanas com o pagamento do serviço da sua
dívida”. Ou seja, exatamente a mesma
variável utilizada por Mantega para o Brasil.
Imediatamente antes da crise, o valor era de 14%. Hoje está em 11%.
Já a linha azul mostra as obrigações financeiras
das famílias americanas em relação ao seu orçamento. Imediatamente antes da crise, o valor estava
abaixo de 19%. Hoje está em 16%.
Qualquer uma destas duas variáveis é melhor do
que a realidade brasileira de 22%. Embora o endividamento total — quesito este
em que os americanos são imbatíveis — seja importante, o fardo de tal
endividamento sobre as famílias é algo tão importante quanto. É ele quem determina a capacidade de consumo
das famílias. Uma coisa é você ter uma
dívida de $100.000, uma renda anual de $100.000 e gastar apenas $11.000 (11% da
renda) anualmente com o serviço da sua dívida.
Outra coisa é você ter uma dívida de $25.000, uma renda anual de $50.000
e gastar os mesmos $11.000 (22% da renda) anualmente com o serviço da sua
dívida. O orçamento da segunda família é
claramente mais apertado.
Mas Mantega diz que falar isso é “quase uma
piada”. De fato, para um animador de
circo, qualquer má notícia vira coisa jocosa.
Em segundo lugar, a
economia brasileira continua gerando empregos. Massa salarial é capacidade de
consumo. Como a economia já está voltando a acelerar, o crédito está voltando a
ser liberado. No mês de abril, houve um aumento de 8% no crédito de pessoa
física e 4,5% no de pessoa jurídica. Está dando certo. Vai funcionar.
Se a economia está voltando a acelerar, então
por que tamanha preocupação em soltar crédito a rodo e reduzir juros? Mas é assim que funciona o pensamento
econômico de Mantega: ele sonha com umas medidas intervencionistas, decide
aplicá-las, cruza os dedos e torce: “Está dando certo. Vai funcionar”. É com este raciocínio apurado que alguém vira
Ministro da Fazenda.
INFLAÇÃO EM 2012
Será menor que a do ano
passado. Por enquanto, está na casa do 5,2%, 5,1%. No ano passado, foi 6,5%. Se
ficar onde está, fica bom para nós.
Já que Mantega gosta de se imaginar no controle
da inflação — atribuição do Banco Central –, então é justo analisarmos seu
histórico. Mantega assumiu o Ministério
da Fazenda no início de 2006. Sem ter
muita autoridade à época, os estragos demoraram um pouco para surgir. A inflação de preços daquele ano foi de 3,14%. Em 2007, foi de 4,45%. Em 2008, foi de 5,90%. Em 2009, 4,31%. Em 2010, 5,91%. E em 2011, 6,50%. Considerando adicionalmente a inflação
acumulada até agora em 2012, temos que, sob Mantega, a inflação acumulada foi
de 36,7%. Em meros seis anos!
Um país como a Suíça, com sua taxa de inflação
de preços de menos de 2%, levaria 16 anos para fazer o mesmo estrago que
Mantega consegue fazer em apenas seis. O
“levantador de PIBs” é, na realidade, um “destruidor de moedas” três vezes mais
eficiente que um suíço. Disso ele pode
se gabar.
LULA X DILMA
A [presidente] Dilma
[Rousseff] é mais um estilo técnico. É economista. O presidente Lula tem mais
da classe política. Tem mais semelhança do que diferença entre os dois. Um
governo é continuação do outro.
É claro que a Dilma tem
a vantagem de que ela fez o aprendizado. Passou oito anos com o presidente Lula
e com isso aprendeu um monte de coisa. Ficou preparada.
Segundo Mantega, a grande qualidade de Dilma é
que, tudo o que ela sabe, ela aprendeu com Lula. Isso é reconfortante.
Já o último totalitarismo da semana é do tipo capaz
de fazer o mais desinformado e indiferente dos cidadãos ter aquela inaceitável
e ingênua ideia de que o governo parece, afinal, ser formado por pessoas
intelectualmente disfuncionais.

e cortar lucros
Governo avalia que dá incentivos ao setor sem
conhecer sua situação financeira
Para o Planalto, as margens de lucro são
altas e deixam os carros nacionais muito caros em relação aos demais
Após a batalha da
presidente Dilma Rousseff contra os juros dos bancos, o governo abrirá em breve
outro front: quer que as montadoras de
veículos no país abram as contas e margens de lucro.O Executivo avalia que
dá incentivos a um setor sem conhecer a real situação financeira das
fabricantes. Por isso, deseja “sair do escuro” e, eventualmente,
cobrar reduções mais agressivas de preços, sobretudo, quando houver incentivos
federais, como os anunciados na segunda.Por lei, companhias de
capital fechado, a maioria do setor, não são obrigadas a divulgar seus
balancetes.Interlocutores de Dilma
disseram à Folha que, após as medidas emergenciais para
reduzir os estoques de carros, o próximo passo é atuar para, se for o caso, reduzir o “spread” das montadoras.Trata-se de uma
investida semelhante à do Planalto junto aos bancos, ação que teria rendido, conforme pesquisas extraoficiais de opinião,
alguns pontos percentuais a mais na aprovação de Dilma.Procurada, a Anfavea
(Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automores) não quis se
pronunciar.Integrantes da cúpula do
governo estão convencidos de que o carro brasileiro é caro não só pelo elevado
nível de imposto (cerca de 30%, conforme Anfavea). Afirmam que, se os custos nacionais são altos, a margem de lucro das
fabricantes também é. Em 2009, sob o impacto da crise externa, houve prejuízo
das montadoras em suas sedes, mas não no Brasil.Representantes do setor serão chamados a Brasília para
negociar a abertura de contas, e medidas legais podem torná-la obrigatória. O
clima não é de guerra, mas a diferença de
preços de carros no país e no mundo incomoda.Na Argentina, o Renault
Duster 2.0 4×4 é vendido pelo equivalente a R$ 56.883. No Brasil, custa R$
61.470. Em parte, essa diferença é explicada pela carga tributária e pelo
“custo Brasil” (logística e mão de obra). Mas estudos de consultorias
apontam lucro até duas vezes superior à média mundial.

alguma tirada sarcástica, irônica ou bem humorada para comentar isso, mas
confesso o fracasso. Este é exatamente
aquele tipo de notícia que, se fosse inventada, não teria graça, e o piadista
seria chamado de raso, previsível e supérfluo.
O governo consegue a façanha de fazer com que algo que não seria aceito
nem como uma piada de Adamastor Pitaco seja transformado em política séria.
Como assim?
Primeiro o governo aumentou as tarifas de importação dos automóveis, com
o intuito exclusivo de encarecê-los. Depois,
ainda não satisfeito, partiu para revisões de acordo de importação com o
México, dificultando ao máximo a compra daqueles automóveis de maior qualidade
lá produzidos. Após ter fechado o
mercado e garantido o total monopólio das montadoras nacionais, o governo agora
se diz surpreso com os altos lucros das montadoras. Quem poderia prever isso?
Aí, em vez de abrir novamente o mercado, reduzir
as tarifas de importação e permitir a concorrência, algo que, além de
automaticamente reduzir os preços dos carros nacionais, seria extremamente
salutar para toda a economia, qual a solução preferida do governo? A quase-estatização das montadoras. Este seria, como hilariamente
colocou Roberto Campos,
o triunfo
definitivo do burocrata sobre o mercado, coisa plenamente justificável à luz da
melhor informação, maior sensibilidade social e superior velocidade de reação,
características das entidades governamentais.
Isso faz emergir uma nova classe sociológica, dotada do poder de vida e
morte sobre as empresas — a dos “tabuladores”.
Portanto, eis a situação: no espaço de uma
semana, o governo passou a confiscar roupas de passageiros em aeroportos,
tornou-se o gerente de todos os bancos e decidiu assumir a contabilidade das
montadoras, pois as mesmas, que operam sob um mercado fechado pelo próprio
governo, estão com uma margem de lucro “estranhamente” alta.
Destaque para o trecho: “Representantes do setor
serão chamados a Brasília para negociar a abertura de contas, e medidas legais podem torná-la obrigatória.
O clima não é de guerra, mas a diferença de preços de carros no país e no mundo
incomoda.”
Criar leis para obrigar empresas que não têm
nenhuma obrigação de mostrar suas contas a mostrarem suas contas não é “um clima
de guerra”. Não. Na verdade, é apenas uma medida para aliviar
um “incômodo”. O governo cria
intervenções que geram consequências inesperadas (inesperadas apenas para os
iluminados que habitam aquela organização), e decide então recorrer a
intervenções ainda mais violentas para “sanar” as consequências não previstas
das intervenções anteriores. E esta sequência
de intervenções adquiriu um ritmo espantoso no Brasil dos últimos 3 anos. É difícil imaginar hoje um setor da economia
que não esteja sob o total controle do governo.
Tudo isto que estamos vivenciando apenas
confirma as constatações de Mises e Santo Agostinho: o intervencionismo, de
início pontual, vai se espraiando por toda a economia, atiçando a libido dominandi dos burocratas, até
chegar a um ponto em que tudo passa a ser controlado ditatorialmente pelo
governo.
E ainda há gente que diz que Mises exagerava em
seus prognósticos.


Um país já perdeu as suas liberdades civis mais básicas quando as pessoas não tem mais sequer o direito à privacidade de seus pertences. Mas se as pessoas não podem mais comprar blusas, então a coisa já está num nível pior do que o sonhado por ditadores mais abertos. E, por fim, se as pessoas passam a temer as autoridades ao regressarem ao próprio país, então está claro qual o tipo de governo que temos.
P:S: O vídeo do Mussum é ótimo!
Sensacional!
Artigo oportuníssimo pro caminho que o Brasil está seguindo a uma velocidade cada vez maior.
Esse totalitarismo se manifesta até das maneiras mais sutis possíveis.
Outro dia vi amigos comemorando a PROIBIÇÃO do governo para shoppings que quiserem cobrar estacionamento.
Coisa que qualquer defensor dos direitos de propriedade privada lamentaria, mas que uma população de espoliadores comemora por se beneficiar imediatamente disso.
Se um sujeito não quer pagar estacionamento de shopping, que faça as compras em outro lugar e veja se vale à pena, afinal. São as mesmas pessoas que logo estarão reclamando de falta de vagas, provavelmente.
Ainda sobre estacionamento, me veio em baixo da porta o panfleto de um tirano candidato a vereador que pretendia “acabar com a cobrança da hora fracionada em estacionamentos”. Me pergunto o que ele iria fazer com o estacionamento que não o dono não concordasse com as idéias do mestre. Assim, se o sujeito usou meia hora, não precisaria pagar a hora inteira… Me pergunto se logo eu vou poder comprar 1/2 BigMac ou se vou continuar sendo explorado pelo McDonald’s a comprar 1 BigMac inteiro mesmo não tendo fome pra tudo isso.
O último mesmo que li foi no blog de um doutô sobre como “o capitalismo descontrolado neoliberal explora as pessoas por lucro”. Como exemplo de capitalismo *descontrolado*, ele cita os supermercados *controlados* pelo governo e proibidos de dar sacolas plásticas. Que então passaram a vender sacolas alternativas, ou o cliente teria que levar as compras na mão. Assim ele diz que é crime de “venda casada”, quando o supermercado te “obriga” a comprar as sacolas porque levar na mão não é plausível, assim como é “crime” um bar só servir bebida se você comprar um acompanhamento. Pede, claro, intervenção do governo pra proteger o consumidor nesse capitalismo selvagem e descontrolado.
Imagino que ele vá lá na escolinha dos filhos reclamar de “venda casada” quando a escola exploradora quiser vender o uniforme junto com a matrícula, já que não é plausível ir pelado ou com outra roupa.
Enfim, o que se vê são completos analfabetos em economia querendo usar ao máximo a máquina de coerção pra pilharem o que lhes for interessante, enquanto o estado ganha ainda mais poder e relevância, e cria situações onde este monstro seja cada vez mais “necessário”, num ciclo vicioso.
E o cidadão comum não percebe o que está acontecendo, ao invés, ele aplaude sempre que uma lei totalitária o beneficiará às custas dos outros meramente porque ele acha “justo”. Não poderia ser diferente de um povo cujo discurso padrão é “deveria ter uma lei para (…)” para qualquer coisa que o desagrade.
Quanto aos carros, estou recebendo essa facada agora, pois não conhecia a notícia ainda. Bom, pode-se dizer que os azêmolas daquela campanha “contra o lucro das montadoras” conseguiu seu objetivo. Sempre que alguém mencionava o quanto o protecionismo e os impostos, e portanto o governo, eram culpados pelos altos preços dos carros no Brasil, rapidamente alguém ia lá “corrigir” pra dizer que a culpa não é do governo, e sim da ganância dos empresários.
Partindo de uma premissa estranhíssima que nos outros países os empresários não são gananciosos e as montadoras são geridas por monges budistas, exceto os do Brasil, cujas montadoras foram tomadas por porcos gananciosos. A ganância é sempre uma constante, então usar a ganância pra explicar algo que varia é uma enorme falha por si só.
Parecia ser inútil tentar explicar que o maior ganancioso do mundo que tentasse vender uma carroça por 50,000 reais iria à falência se houvesse um carro vendido por 25,000. Mas caso o governo quadruplicasse o preço do carro pra 100,000, as pessoas cogitariam comprar a carroça por 50,000 reais… e a culpa vai pro cara que se aproveitou do lucro, não pra quem permitiu que esse lucro fosse possível. De tanto culparem o lucro, sem traçar a responsabilidade disso pro protecionismo e impostos do governo, conseguiram! Uma medida doentiamente totalitária que vai tentar baixar na marra o tal lucro, fazendo uma intervenção grotesca pra tentar consertar outra intervenção estatal.
Eu também preciso confessar que não aguento mais ver esse sujeito na televisão, não aguento mais ouvir sua voz e muito menos ler sobre suas últimas ideias. Nunca pensei que teria saudades de uma coisa chamada Antonio Palocci.
A cada dia o governo consegue piorar tudo, tenho muito medo do futuro, de verdade.
Acabei de ler o artigo e pqp… da vontade de chorar.
Aconteceu com um amigo meu: Comprou uma guitarra de um vendedor americano pela internet, e no final o valor declarado ficou abaixo do total cobrado pela fiscalizão NOS EUA por causa da madeira do braço da guitarra.
E acabou ? Nãoooo… Como a guitarrada veio com o braço desmontado, cobraram o valor de 3 produtos de importação em apenas um (corpo, braço e a alavanca).
… O meu caso foi menos infeliz. Como nosso governo tem aquele ranço posistivista retardado, eles não taxaram o meu livro de matemática que peguei na Amazon 🙂 (hahahah)
Sabe como é né ? A educação vai alavancar o nosso país…
Aé, se alguém ae ta querendo sorrir um pouco, da uma clicada nesse link aqui:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=1ADt_Nf0h1I
Só não venham me xingar.
Por que ninguém faz campanha contra o lucro dos sindicatos? Esses caras fecham ruas, invadem propriedades, quebram coisas, agridem, sequestram bens… tudo para defender seus lucros. Aí pode!\r
\r
É triste como as pessoas convivem pacificamente com os descalabros do governo e seus protegidos, mas ficam revoltados quando alguém decide fazer alguma coisa com sua propriedade.
Ser liberal é uma coisa difícil e desgastante. Quando as intervenções começam e nós tentamos avisar educadamente que é um caminho perigoso a ser seguido, ninguém leva a sério e, pelo provável sucesso imediatista das políticas, perdemos espaço.
Quando os reais efeitos começam a aparecer, nós aparecemos novamente e alertamos, relembramos aquilo que tinhamos dito anteriormente e como os efeitos previstos estão ocorrendo e mesmo assim ninguém leva a sério.
Chega o momento em que está tão evidente que estamos galopando alegremente rumo ao fundo do poço e mesmo assim pouca gente começa a levar a sério alguns dos alertas, mas nesse ponto já estamos sem paciência nenhuma pra tratar dessas questões de maneira muito polida.
Este texto deixa bem claro isso, chega um ponto em que não dá mais. O jeito é chutar tudo mesmo pra ver se alguém entende de uma vez…
Muito bom Leandro, precisamos comentar notícias atuais para popularizar cada vez mais o site!
Ligando o estudo teórico para nossa realidade atual e neutralizando o povo da propaganda estatal/mainstream.
Parabéns pelo texto, Leandro.
Matou a pau!
Quando vi essas noticias me senti pessoalmente atingido, como se o próximo passo fosse ele dizer o que eu tenho de fazer da minha vida, o que eu tenho de comer e como criar meus filhos…nosso futuro é sombrio!
Abraço.
Excelente artigo, excelentes comentários.
O presente é lastimável, mas o futuro pode ser pior.
Precisamos urgentemente reagir, ou teremos de sair do país :/
Poxa, Leandro, bela síntese do tétrico estado de coisas. Parabéns.
Não há esperança, quanto mais eu estudo economia, mais claro isso fica pra mim, o brasil está completamente infectado pela politica intervencionista keynesiana, acho semi impossível essa realidade mudar, as pessoas cada vez mais pedem por governo, elas realmente acreditam que o governo pode melhorar a vida delas, essa é a cultura brasileira, é o que ta gravado na cabeça das pessoas, e no resto do mundo a realidade é similar, acho que não tem pra onde fugir.
Leandro,
Os calotes na Grécia e na Espanha se deveram a quê? Os bancos gregos tomaram calote do governo, eu sei, mas do público em geral também? Houve expansão monetária lá? Esse é o motivo?
Abraço e parabéns pelo artigo!
nossa o video da materia sobre os aeroportos eh estarrecedor,,,mel deuz… e o reporter retardado narra aquilo com um tranquilidade…mel deuz….. q sociedade DOENTE cara,,,, pqp!!!
E isso que o artigo se limita à “alta cúpula”, ao “grande escalão”. Se colocar na conta o número de INs, RNs e outros canetaços sem sentido dos burocratas das agências a conta vai para a estratosfera.
Bom dia Leandro!
Obrigado pelas explicações. No Brasil, muitas pessoas estão vivendo acima do que seu trabalho produz, via credito fácil. Também no Brasil o mercado imobiliário está sendo expandido rapidamente, não risco para ninguém, construtora e compradores. Me deixa surpreso as coisas aqui ainda parecerem estar normais. abs
Rachei o bico
“a grande qualidade de Dilma é que, tudo o que ela sabe, ela aprendeu com Lula. Isso é reconfortante.”
Parafraseando John Stossel, o grande problema é que os benefícios liberdade não são óbvios. A gente é criado para sempre enxergar empresários como alguém que querem o nosso dinheiro e o governo como alguém que nos protege. \r
\r
É sempre mais fácil pensar em resolver alguma coisa via imposição e o Estado pega carona nisso. Pra piorar, as conseqüências negativas das ações governamentais sempre vão para entidades abstratas: especuladores e mercado são sempre os bodes expiatórios prediletos. Quando tudo falhar, culpe alguma coisa externa: ricos de olhos azuis, crise externa, China.\r
\r
O Estado é quem aumenta o crédito e deixa a gente comprar carro, quem sobe o preço são os empresários. É óbvio que os caras maus da história são os empresários, apesar dos esforços do governo. O Mantega é quem tenta baixar os preços e os lojistas ficam estragando a festa. Na época do Sarney, tinha gente chamando a polícia pra prender gerente de supermercado e o povo repetia, aplaudindo o presidente: Deixa o homem trabalhar.\r
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Lutar pela liberdade é uma luta ingrata. Apesar de termos a lógica do nosso lado, os incentivos são todos contrários. Muita gente ganha com o Estado, tem muita gente vendendo o Estado, sempre existe a sensação que basta vontade pra fazer tudo funcionar. Não existe incentivo para tirar o time de campo e deixar as pessoas em paz.
“Mantega exige que os bancos reduzam os juros? Ok. Nós, cidadãos brasileiros, exigimos que o governo reduza seus gastos, seus impostos, sua burocracia e suas regulamentações. Mantega aceita essa nossa exigência? Eu a acho muito justa. Se ele quer mandar nos bancos, nós queremos mandar no governo. É a tal da democracia, certo? ‘E nós vamos cobrar’.”\r
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Perfeito.\r
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Diante desse cenário , ao governo custa menos enganar que desenganar o povo.A mansi\r
dão e a ignorância (do povo) facilitam o engano a sua credulidade dificulta o desengano. \r
E continue assim ,Leandro, consolidanado cada vez mais o seu jovem olhar afiado e acidamente crítico.
O Mantega, com sua incomensurável e arrogante “sapiência” manteguiana, parece o professor arrogante da estória do Barão de Itararé, o humorista Aparício Torelly Aporelly.
No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
– Quantos rins nós temos?
– Quatro! – Responde o aluno.
– Quatro? – Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
– Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala. – ordena o professor a seu auxiliar.
– E para mim um cafezinho! – Replicou o aluno ao auxiliar do mestre..
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o ‘Barão de Itararé’.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
– O senhor me perguntou quantos rins ‘nós temos’. ‘Nós’ temos quatro: dois meus e dois seus. ‘Nós’ é uma expressão usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
O Mantega pensa (será que ele sabe o que é isso?)que está agindo com muita sabedoria e inteligência ao adotar essas medidas idiotas. Mas gostaria de ver alguém presenteá-lo com um monte de capim, a cada intervenção econômica que ele praticasse, para que este tivesse noção um pouco mais aproximada da sua real sapiência.
Os dirigentes da ANFAVEA poderiam enviar esse tipo de presente para Mantega. Talvez ele caisse na real.
Vamos fazer uma corrente na internet: tragam capim para o Mantega! A cada medida imbecil que o Mantega tomasse (duvido que alguma não fosse imbecil), o IMB deveria enviar um pacote de capim para o Ministério da Fazenda.
Isso teria o efeito de produzir um aumento da demanda no segmento de produção de capim de nossa economia de modo espetacular, gerando empregos e renda, já que o número de medidas idiotas produzidos por Mantega e seu Ministério é gigantesco.
Aliás, se a cada decreto, norma, portaria e similares produzidos em Brasília, a cada intervenção na economia produzida por algum burocrata em nosso país, o IMB enviasse um monte de capim ou de feno para presentear os ilustres autores de tais medidas, creio que nem todo o capim ou feno do mundo seriam suficientes para atender tal demanda.
Por outro lado, nós aqui que seguimos a Escola Austríaca de Economia preferimos ficar com um cafezinho.
Artigo sensacional, me faz ganhar o dia. O socialismo está chegando a galope.
Correção: …consolidando cada vez mais.
Eu vejo que muitos aqui são otimistas, eu não consigo ser.
Ano passado ví uma galera da USP protestando contra a privatização de um “lixão”.
Vai la falar de diminuir imposto e burocracia pra essa galera, vai la e ouve as respostas. Daqui a 5 anos esse grupo de idiotas vai ta sentado em alguma cadeirinha de faculdade, ou… vai ser redator em alguma emissora de Tv, espalhando as mesmas mentiras de sempre.
Tirando um caso na Nova Zelândia, eu não consiga achar UM exemplo de liberação por meio democrático… UM.
Na China foi Deng Xiaoping e temos exemplos no Chile, Japão e outros países da Asia. Tirando a China, todos esses países estão sofrendo com aumento de estado… Ano passado os chineses quase privatizaram duas das maiores estatais, não conseguiram por apadrinhagem de gente do Partido e eu tive que ler a Reuters defendendo a não privatização.
Reformas normalmente vem de cima pra baixo: Chinese Gold Standard
http://www.thestreet.com/story/11009124/1/a-chinese-gold-standard.html
China holds $2.85 trillion in foreign reserves, which means the country would need to buy roughly 66,000 tons of gold to fully back its currency. Even if the country upped the ante to just 3%, the country would need to buy 1,000 tons.
Technically, a full gold standard isn’t an option. Under the IMF’s first amendment to Article IV of Agreement, ratified in 1978, participating countries are not allowed to peg their currency to gold.
But that doesn’t mean that China won’t try to legitimize its currency by ramping up its gold holdings. The U.S., which sports the current world reserve currency, holds more than 8,000 tons of gold, more than 8 times the size of the SPDR Gold Shares(GLD).
Da até vontade morrer… Pq que eu fui descobrir esse tal de Mises Brasil, era “tão bom ” quando eu era um esquerdista…
Existe uma alma aqui… umazinha só, que acha que da pra mudar isso no voto ?
“Embora o endividamento total — quesito este em que os americanos são imbatíveis — seja importante, o fardo de tal endividamento sobre as famílias é algo tão importante quanto. É ele quem determina a capacidade de consumo das famílias. Uma coisa é você ter uma dívida de $100.000, uma renda anual de $100.000 e gastar apenas $11.000 (11% da renda) anualmente com o serviço da sua dívida. Outra coisa é você ter uma dívida de $25.000, uma renda anual de $50.000 e gastar os mesmos $11.000 (22% da renda) anualmente com o serviço da sua dívida. O orçamento da segunda família é claramente mais apertado.”
Leandro, não entendi bem porque a segunda família está em um orçamento bem mais apertado. A primeira família tem uma dívida de 100% de sua renda, enquanto a segunda tem uma de apenas 50% da renda. A segunda está pagando bem mais da dívida do que a primeira, como poderá a primeira continuar a gastar apenas 11% da renda com sua dívida (que é de 100% da renda) no longo prazo?
A segunda família está bem mais perto de “equilibrar” o orçamento. A primeira não tem problema em manter uma dívida de 100% de sua renda?
Brasil precisa desesperadamente de um crise muito profunda, que faça a década de 80 parecer fichinha… só assim para as coisas mudarem mesmo.
Parece que o nosso ministro ainda precisa aprender aquele pricípio que qualquer aluno do ensino fundamental sabe:se o crédito aumenta e os juros caem, haverá vontade de gastar e um dia esse dinheiro ACABA.Aí sim, o Mantega vai gostar, porque iremos superar a dívida interna dos americanos….
Quer dizer que a situação anterior de recessão está se transformando novamente em crescimento artificial?
Lendo os artigos do mises me sinto como neo do filme matrix e me pergunto: Por que não tomei a pílula azul? Estaria feliz, fazendo parte dos 80% que aprovam a presidAnta, aproveitando os juros baixos e despreocupado com o futuro, afinal nossos heróis estão no governo.
Fiquei deprimido. Vou a um psiquiatra regulamentado, pagar R$200,00 de consulta, pra ver se consigo uma receita autorizada pela ANVISA (Agência Nacional dos Vigaristas Socialistas Anônimos), pra comprar uma caixa de antidepressivo que custa R$20,00, mas que poderia custar 40% disso, se não houvesse impostos. Viva Cuba! Viva Che! Fora Imperialismo! E o pior é ter que avisar, para alguns, que é ironia. Fui!
Dois exemplos de como somos viciados nas bençãos do estado:\r
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No domingo, o Fantástico fez uma reportagem gigantesca sobre o comércio clandestino de licenças para ônibus interestaduais. Flagraram juízes e funcionários vendendo licenças e legalizaram para operação um ônibus todo zoado. Apesar de mostrarem o tempo todo fatos que comprovam a total ineficácia desse mecanismo de regulação, a mensagem era sempre de como era absurdo que existam ônibus não licenciados circulando por aí. Pra fechar com chave de ouro, mostram o caso de um acidente envolvendo um desses ônibus. Ele bateu de frente com uma carreta que estava na contra-mão. Ou seja: não foi culpa do ônibus. Tudo isso na mesma reportagem, dando a entender que o acidente foi causado pela falta de regulação.\r
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Outro caso no jornal de hoje: “Lutador de MMA Americano morre seis dias apos lutar em evento nao regulamentado” http://www.gazetadopovo.com.br/blog/lutalivre/?id=1260665&tit=lutador-de-mma-americano-morre-seis-dias-apos-lutar-em-evento-nao-regulamentado.\r
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O cara participou de um evento violento, foi atendido no local por um médico e morreu. A reportagem deixa explícito que não existe regulamentação naquele estado, como se isso tivesse alguma relação com as conseqüências. Seria o equivalente a usar coisas como “Lutador negro causa morte de adversário em luta de MMA”, ou “Assaltante judeu entra em confronto com a polícia”. \r
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São características irrelevantes que são sempre associadas aos fatos para fazer crer que falta de regulação contribuiu com o resultado.
Amigos, me desculpem o liguajar, mas…
Estamos fodidos!
Só nos resta lamentarmos. Torço para que venha uma crise muito grande, para que o setor produtivo, que sustenta esses larápios, não consiga mais pagar impostos e o estado venha quebrar . Só assim terá sua diminuição, porque por conta propria esquece .
Cara, esse texto é muito Neo-Liberal, o governo tem sim que intervir na economia, veja o caso Inglês por exemplo e diga-se de passagem é a economia mais sólida do mundo, ou mesmo a Suiça…….Não intervir na economia é deixar o consumidor a própria sorte, mas o problema é COMO intervir e nisso o governo anda errando um pouco, mas tem que acabar sim com os lucros absurdos de Bancos e Montadoras, nisso eu concordo com o governo.
A prova cabal da demência sem fim desta gente:
Receita encerra hoje no Rio de Janeiro semana de destruição de mercadorias apreendidas
A Receita Federal do Brasil realiza hoje, em diversas unidades espalhadas pelo País, mais um Mutirão Nacional de Destruição de Mercadorias. Durante a semana, produtos apreendidos em operações de combate ao contrabando e descaminho foram destruídos, num total de 5200 toneladas de mercadorias, que correspondem a um valor aproximado de 232 milhões de reais.
Parcela considerável destes bens foram apreendidos no âmbito das diversas ações realizadas pela Receita em todo o território nacional, dentre as quais a Maré Vermelha – a maior operação contra fraudes aduaneiras da história, que aumentou o rigor nas transações de comércio exterior e vem combatendo práticas desleais de comércio como o subfaturamento, a triangulação e a utilização de falsa classificação fiscal, que comprometem o setor produtivo nacional. A Operação Maré Vermelha vai ao encontro do Plano Brasil Maior, lançado em agosto de 2011 pelo Governo Federal, visando aumentar a competitividade industrial do País.
O Secretário da RFB, Carlos Alberto Barreto, esteve no Depósito de Mercadorias Apreendidas da Receita em Benfica, no Rio, onde participou de um ato de destruição no qual foram inutilizados caça-níqueis, óculos, CDs, relógios, armas de brinquedo e peças de vestuário, entre outros produtos falsificados e/ou com entrada ilegal no País. "Com estes atos de destruição de mercadorias, a Receita protege a indústria nacional e defende a economia do País, eliminando produtos da concorrência desleal que prejudicam a geração de empregos", afirma Barreto.
http://www.receita.fazenda.gov.br/AutomaticoSRFsinot/2012/06/01/2012_06_01_16_21_14_1014251420.html
Entenderam? Chegamos àquele ponto em que destruir bens é sinônimo de criação de riqueza e proteção da economia. E você achando que George Orwell, novilíngua e duplipensar eram coisas confinadas apenas à ficção.
Governo asqueroso…
Essa Dilma está conseguindo arruinar o pouco de liberdade econômica que levou décadas pra termos no BR…
Desenvolvimentista do retrocesso.
Por favor, alguma sugestão de país para emigrar?
A coisa está piorando de modo acelerado.
Não vejo o seasteading institute avançar rápido, tenho medo. O completo totalitarismo está a poucos passos.
Excelente artigo, como sempre.
O controle exagerado da Receita Federal sobre as compras de varejo, com a obrigação de usar banco para receber salário, entre outros absurdos coercitivos do Estado contra o cidadão, uma pergunta prática:
Cabe inciar a pensar sobre a estruturação de uma reação bem coordenada?
Quem fiquem espertos, caros poupadores. Em caso de crise, a dívida será “socializada”, e a primeira linha a ser roubada serão os poupadores, via impressão de dinheiro.
Não esqueçam que somos o país que confiscou a poupança, e pior, o povo aceitou bovinamente. Fiquem espertos.
Governo é isso, e nada mais. Somos realmente tratados como retardados mentais. aqui
Se isso for verdade, só digo uma coisa: aproveitemos essa rara liberdade!
Policiais federais vão protestar fazendo “operação não padrão”
Por Lucas Marchesini | Valor
Impedidos pela Justiça de realizar operação-padrão em portos, aeroportos e postos de fronteira, os policiais federais planejam uma "operação não padrão" na segunda-feira e na terça-feira, informou o diretor de estratégia sindical da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Paulo Pais. Os agentes vão adotar “rigor zero” nas atividades como protesto pela suspensão da operação-padrão decidida em caráter liminar pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), na quinta-feira.
"Vamos mostrar ao ministro como é não ter ninguém no posto", disse Paulo Pais em referência ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que pediu a ação da Advocacia-Geral da União (AGU) contra a operação-padrão dos agentes da PF. "Os policiais estarão lá, mas não vão fazer nada, vão deixar passar todo mundo".
http://www.valor.com.br/brasil/2794016/policiais-federais-vao-protestar-fazendo-operacao-nao-padrao#ixzz23qFHlcZQ
Todo apoio à PF! Se este comportamento se tornasse o procedimento diário deles, até eu defenderia seus aumentos salariais.
Mantega ataca novamente:\r
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g1.globo.com/economia/noticia/2012/08/apos-bc-reduzir-juros-mantega-critica-taxas-de-bancos.html\r
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E segue o esbulho. As quadrilhas se comunicam vias respectivas embaixadas para tolher empreendedores que se esforçam para satisfazer consumidores. Quem não paga o arrego é chamado de "fraudador".
Sapato importado da Malásia está sob suspeita
O governo identificou fraude nas importações de calçados vindas da Malásia para burlar a sobretaxa aplicada contra o produto da China. Segundo investigação concluída pelo Ministério do Desenvolvimento, o importador falsificou a origem do produto: em vez de malaio, como constava nos documentos, o calçado, na verdade, era chinês. Estavam sendo importados sapatos plásticos, botas plásticas e tênis.
A partir desta sexta-feira, as exportações de calçados vindas da Malásia feitas pela Innovation Footwear Manufacturer serão barradas. As exportações de outras origens realizadas por essa companhia também serão observadas de perto. O governo não revelou o nome do importador do produto no Brasil, porque alegou que ele poderia não estar agindo de "má-fé".
Desde que foi aplicada uma sobretaxa de US$ 13,85 por par de calçado chinês, houve um "desvio de comércio" para a Malásia. As importações de sapatos da Malásia saltaram de apenas 10,8 mil pares no primeiro semestre de 2009 para quase 3 milhões no primeiro semestre de 2010 e 1,8 milhão no mesmo período de 2011. Enquanto isso, as importações vindas da China caíram de 16,3 milhões para 6,3 milhões e dois milhões nos mesmos períodos.
[…]
O governo brasileiro tentou localizar a Innovation Footwear Manufacturer por meio dos contatos da empresa no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), mas os dados estavam incorretos. Também recorreu à Embaixada da Malásia, sem obter sucesso.
[…]
Essa é a segunda investigação feita para identificar se os importadores estão burlando o direito antidumping contra o sapato da China. Foram analisados dois tipos de prática: a circunvenção e a fraude do certificado de origem. Na circunvenção, o importador envia partes e peças chinesas para outro país e apenas faz a montagem. Na fraude do certificado de origem, o documento é simplesmente falsificado.
[…]
Ainda no processo de circunvenção, o governo também investigou se as empresas estavam trazendo partes e peças para o Brasil e montando no País. Duas companhias foram analisadas: Mega Group e São Paulo Alpargatas. A São Paulo Alpargatas, fabricante da Havaianas, que também vende tênis, foi absolvida. O Mega Group, uma empresa desconhecida no mercado, foi proibido de importar partes e peças.
"Infelizmente, não tivemos êxito na primeira rodada, mas agora foi diferente", disse Heitor Klein, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), entidade que pediu as investigações. "É preciso estar vigilante, porque os importadores são cada vez mais ágeis e criativos", completou.
É isso aí. Trazer para o Brasil bens desejados pelos consumidores, principalmente os de mais baixa renda, e não pagar o arrego para burocratas e seus poderosos financiadores é "fraude" e "circunvenção". Se possível, boicotem os calçados nacionais.
“Mantega é modesto. Animador de auditório é muito pouco para suas reais capacidades cênicas e seu humor involuntário. Um animador de circo — que, além de fazer palhaçadas e executar atos extremamente perigosos, também dialoga com quadrúpedes — seria uma descrição mais acurada.”\r
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hahahaahhaha melhor trecho do artigo.
Um dos melhores textos que já li sobre economia no Brasil. COM CRÍTICAS QUE, DE FORMA IRÔNICA E DELICIOSA dão punhalada mortal no cerne das ações disparatadas do atual governo na área econômica.
Aqui no Brasil, permanece o esforço “miliciano” de nosso governo de criar “dificuldade para vender facilidade” depois. Criam leis e determinações sem sentido e às vezes impossíveis para, então acoçar empreendedores com ameaças ou amarras que lhes tirem a liberdade e lhes submetam mais fortemente ao jugo deste governo que mostra cada dia com mais clareza sua face totalitária.
Não concordo com absolutamente nada que foi dito neste espaço, mas sou capaz de dar a minha vida para que vocês continuem tendo a liberdade de dizê-lo…
Acho que a frase original pertence a Voltaire…
Sds.
Arnóbio Freire
Qualquer semelhança com a era Sarney não é mera coincidência! a única coisa que falta pra deixar os 2 governos iguaizinhos é a volta da SUNAB.
Aproveitem!
Receita suspende fiscalizações por falta de dinheiro e prejudica arrecadação
Ótimo artigo Leandro!
Concordo com você que o excesso de intervecionismo do governo é bastante prejudicial.
Espero que o Brasil não se torne uma Argentina daqui uns anos.
Abraço
Guilherme.