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O McDonald’s como o paradigma do progresso

Aquele pessoal bacana do McDonald’s aqui perto de casa já me conhece bem, mas até eles se mostraram intrigados quando me viram batendo uma dúzia de fotos de seu interior recém-restaurado, que ficou absolutamente magnífico.  Como em todos os lugares do tipo fast food, o gerente já está acostumado com determinados clientes, mas ainda assim se mostrou um tanto surpreso ao ver um fã dedicado como eu.

E eu me senti plenamente satisfeito ao ver os dados recentes sobre as contratações feitas por esta empresa nos EUA em meio ao péssimo momento econômico vivenciado pelo país.

A taxa de participação na força de trabalho nacional vem caindo há uma década — o que significa que muitas pessoas desestimuladas simplesmente pararam de procurar emprego e agora são consideradas como fora da força de trabalho –, e hoje este valor está no mesmo nível em que estava durante a recessão de 1982.  Se estas pessoas estivessem abandonando a força de trabalho com pilhas de dinheiro e com toda a intenção de viver o sonho de uma vida de lazer, isso até poderia ser boa notícia.

Lamentavelmente, no entanto, todas as evidências apontam para a direção contrária.  As pessoas querem empregos remunerativos, mas não conseguem encontrar; e sua situação está piorando, e não melhorando, graças principalmente às restrições legais e aos fardos artificiais impostos sobre instituições que, em circunstâncias normais, estariam contratando.

O McDonald’s parece ser o responsável por mais da metade dos novos empregos que estão sendo criados agora nos EUA no setor varejista: em abril, ele acrescentou 30.000 pessoas à sua folha de pagamentos.  A rede vai assim se opondo às tendências — meio que como nadar contra a maré.

Porém, em vez de congratular esta grande empresa por fazer o impossível, a imprensa sempre a julga de maneira hostil e implacável.  Fazer hambúrgueres é o único tipo de emprego que existe atualmente?  Certamente este é um bom indício do quão patético está o “crescimento” da economia americana.

Mas o problema com esta linha de raciocínio é que ela não reconhece o quão difícil é para uma instituição se adaptar a este clima e, mais ainda, conseguir crescer nele.  E como o McDonald’s faz isso?  Trata-se de uma velha receita: observe os mercados, emule os bem-sucedidos, adapte-se e mude.  E, acima de tudo, seja submisso ao público consumidor.

A reinvenção do McDonald’s começou somente em 2009, quando sua gerência percebeu a irrevogável tendência em prol de comidas saudáveis, cafés elegantes e extravagantes, e bebidas adocicadas feitas à base de frutas, tudo servido em ambientes elegantes como aqueles do Starbucks.  Poderia o McDonald’s, a própria essência da ‘demanda inculta’ por batatas fritas e sanduíches gordurosos, realmente se intrometer neste mercado destinado aos cultos e elegantes?

Não parecia provável ou verossímil, mas a empresa decidiu tentar.  Novos itens de café da manhã, como parfaits de frutas, foram criados.  Uma salada de maçãs e nozes, junto com várias outras saladas especiais, foram criadas para o menu do almoço.  Surgiu um novo sanduíche feito de carne Angus (que, para mim, tem o mesmo sabor de uma carne servida em um restaurante chique).  Surgiram também novas bebidas adocicadas tão gostosas quanto (ou até mesmo melhores que) suas semelhantes que custam o dobro em bares especializados e chiques.

Não que o McDonald’s meramente corra atrás dos modismos do público.  A empresa, em meados da década de 1990, respondeu a um forte clamor do público por alimentos diet criando o sanduíche McLean.  Ninguém comprou.  A empresa simplesmente o retirou do menu.  A lição é que a devoção do público a um certo modismo não necessariamente se traduz em hábitos de compra definitivos.  Consequentemente, a empresa decidiu que todas as alterações futuras teriam de ser solidamente fundamentadas na realidade, e certamente é isso que a empresa está fazendo hoje.

Acima de tudo, houve o acréscimo de novos tipos de café.  Cada um é feito de grãos recém-moídos, com a adição de leite fresco (integral ou desnatado), tudo feito de imediato.  O McDonald’s acrescentou seu próprio estilo ao arranjo.  O mais irritante aspecto do Starbucks, como todos sabem, é a longa espera.  Tudo é feito à mão, desde a limpeza até o empacotamento do pó do café.

O McDonald’s possui uma máquina que faz tudo.  Os grãos caem através de um grande funil.  O leite é sugado de galões localizados no subsolo da loja.  Os bocais e os recipientes são limpos após cada uso por meio de um sopro de vapor d’água extremamente quente.  A mão humana só se envolve em todo este processo no início, quando tem de apertar botões, e no fim, quando dá uma última misturada no líquido já dentro do copo.  O tempo que leva para se obter o café é reduzido à metade ou até mesmo a um terço do tempo levado no Starbucks.

E há a questão dos custos.  Um idêntico latte no McDonald’s custa 40% menos do que no Starbucks.

Mas ainda estava faltando um elemento de mudança: o interior dos restaurantes.  Em sua grande maioria, eles permaneceram inalterados por décadas.  O refeitório era repleto de mesas com um número fixo de cadeiras presas ao chão, remetendo a uma cafeteria de colégio.  A empresa fez uma pesquisa e repensou toda a questão sobre qual deveria ser a aparência do refeitório de um fast food.

35_mcdonalds01.jpgNo mesmo espaço, foram criados vários estilos diferentes: um compartimento arredondado, longas mesas com cadeiras movediças, pequenas mesas redondas com assentos típicos de um bar — tudo isto em conjunto com os compartimentos tradicionais.  Cada lugar em que você decide se alojar equivale a um ambiente separado e distinto.  Você pode optar por privacidade ou por ser social, por manter uma conversa mais em privado ou em local totalmente público, por ficar sozinho ou interagindo com outros.  A área do refeitório é separada da área de pedidos por chapas de vidro plástico que vão do chão ao teto, e que parecem ao mesmo tempo modernas e artísticas.  Não entendo muito de arte ou de design de interiores, mas todo o esquema me pareceu brilhante.

Tão certa está a empresa de que estas mudanças farão diferença, que ela planeja gastar um mínimo de US$1 bilhão renovando todas as suas 14.000 lanchonetes nos EUA.  Ao final de 2011, 800 lanchonetes já haviam sido renovadas, a um custo médio de US$250.000 por loja.  A lanchonete perto de onde moro começou sua restauração no início de junho de 2011 e finalizou tudo em apenas duas semanas — e, durante todo este tempo, manteve o drive-through em pleno funcionamento, fazendo negócios vigorosamente.

E qual o objetivo de tudo isto?  Já deveria estar óbvio: servir melhor ao público.  Melhores serviços, ambientes mais atraentes e mais opções no menu levam a maiores lucros e, consequentemente, a uma maior expansão e a mais empregos.

Impressionantemente, este tipo de abordagem está profundamente arraigado na história da empresa.  O primeiro restaurante abriu em 1940 e fechou para reformas em 1948, reabrindo em seguida como o primeiro restaurante drive-through.  O primeiro restaurante com recinto fechado só surgiu em 1962.  Desde então, a empresa incorreu em uma série de gloriosos avanços que pareciam prenunciar as mudanças globais: abriu redes em Moscou em 1990, Varsóvia em 1992, e na internet em 1996.

images.jpgSejamos claros aqui: não se está dizendo que a gerência desta empresa seja acometida de uma atipicamente alta e nobre devoção pelo bem-estar da humanidade.  Seus administradores estão apenas seguindo os sinais emitidos pelo sistema de preços de mercado e tomando decisões empreendedoriais, tudo a serviço do público consumidor.  Trata-se de um fabuloso concorrente, incessantemente se reinventando a si próprio em um esforço para ganhar as afeições daquele público que come fora de casa.

Os administradores desta empresa podem ser os maiores filantropos da história ou podem ser os mais gananciosos e interesseiros indivíduos da terra.  Não importa.  O mercado é força motriz e os sinais de lucratividade são o teste que indica se a empresa está ou não fazendo a coisa certa.  E esta é a essência de todo o processo capitalista — aquele que foi entendido e dissecado séculos atrás por economistas franceses, espanhóis, italianos e ingleses.

Estes velhos liberais entenderam que o processo capitalista era a resposta para os grandes problemas sociais e morais levantados pelos pensadores de todas as épocas precisamente por ser ele o único capaz de injetar todos os tipos de motivação humana no grande objetivo de satisfazer as necessidades e desejos de todos os membros da sociedade.  Se a ciência econômica tivesse de dar apenas uma grande contribuição para o mundo das ideias, seria esta.

A mais impressionante característica do capitalismo — e realçada no exemplo do McDonald’s — é a de como suas instituições tão belamente se adaptam às mudanças.  O deslocamento é sempre para frente: com novidades e aperfeiçoamentos.  E este deslocamento é como um vento que nunca para de soprar, a menos que seja interrompido pela força organizada do estado.

Quando a reinvenção desta empresa começou em 2009, ela não foi precedida de campanhas e nem de plataformas.  Não houve nenhuma votação pública.  Não se gastou bilhões fazendo lobby para se conseguir mudanças.  Não houve debates públicos, campanhas publicitárias, convenções partidárias ou distribuição de panfletos.  Foi tudo uma decisão tomada pela administração — um julgamento empreendedorial que podia estar certo ou errado –, em um esforço para agradar aos seus acionistas, que são os reais proprietários da empresa.  E a prova final é sempre a mesma: os consumidores estão dispostos a comprar o produto?

Enquanto isso, no mundo da política, décadas e décadas se passam e um volume inimaginável de dinheiro é gasto tentando “reinventar o governo”, “melhorar a eficiência administrativa do governo”, melhorar o ensino público, fazer uma “verdadeira” reforma na burocracia, rearranjar a prioridade dos gastos públicos, e fazer mudanças regulatórias que irão ‘fazer o mercado funcionar melhor’.  No final, tudo só piora.  Simplesmente não há um teste genuíno que possa determinar se estas mudanças valeram seus custos ou se elas sequer chegaram perto de seus objetivos.  Na política, nem mesmo se sabe ao certo qual é o objetivo.  Ademais, é claro, o resultado destes gastos é totalmente previsível.  Não há nenhuma real melhoria, não há nenhuma reinvenção, não há nenhuma reforma.

O acréscimo ou a retirada do consumidor — que é o rei em um livre mercado — do processo de reforma equivale a uma alteração fundamental em toda a razão de ser de uma instituição.  A maneira crucial de distinguir uma empresa predominantemente baseada no mercado de uma empresa dependente do estado é investigar qual o seu interesse primordial: servir ao estado ou servir ao público consumidor?  Não há dúvidas a respeito de onde o McDonald’s se encaixa neste espectro, e o resultado é não apenas um belo exemplo de como servir alimentos, mas também um belo modelo de serviço social como um todo. 

mc1.jpgO McDonald’s é um perfeito exemplo de como o mercado superou, conquistou e dominou um fundamental problema humano: conseguir produzir o bastante para se comer.  Eis aí um problema que atormentou e fustigou toda a humanidade desde o início de sua história.  Hoje, ele parece estar quase que inteiramente resolvido, graças a instituições como o McDonald’s, a qual as pessoas sentem um prazer indescritível em criticar, difamar e caluniar por dois motivos: a instituição é uma das poucas que serve comida farta e barata a preços acessíveis (e genuínos progressistas acham que apenas o estado deve ter o monopólio de prestar serviços aos pobres) e porque estas pessoas creem que tais instituições são elementos fixos, inabaláveis e imutáveis no universo.

Mas tais instituições não são fixas, inabaláveis e imutáveis.  Elas não são permanentes.  Elas são o resultado de vigorosos empreendimentos enraizados em uma ordem global de mercado baseada na propriedade, nas trocas voluntárias, nos preços livres e na cooperação humana.  Trata-se de uma constante batalha para se manter no topo em um mundo em que cada medida de sucesso pode ser prontamente imitada por um concorrente; um mundo em que os consumidores são tão volúveis quanto querem ser, e em que até mesmo o melhor dos empreendedores pode cometer erros imperdoáveis pelo mercado.

Este mercado é tão robusto, tão vigoroso, tão inovador, que ele até mesmo consegue superar cada obstáculo que esta anacrônica organização chamada estado coloca em seu caminho.  Apesar de toda a situação econômica, o McDonald’s está contratando: pessoas estão ajudando outras pessoas a sobreviver, a pagar suas contas e a melhorar suas vidas.

O mercado nos abençoa diariamente com uma abundância de alimentos impensável há menos de um século atrás, bem como com novos produtos que facilitam e melhoram nossas vidas, e como a sociedade responde?  De um lado, praguejando esnobe e arrogantemente contra sua produtividade, ao mesmo tempo em que frequenta festas e restaurantes chiques com farto bufê; de outro, adquirindo uma valorosa e desejada refeição no drive-through, a caminho de casa após uma jornada de trabalho.

 

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46 comentários em “O McDonald’s como o paradigma do progresso”

  1. Esse artigo me deu fome!

    No brasil podemos fazer enormes elogios ao McDonald’s. Com o crescimento da marca aqui, conhecimento foi sendo adquirido, e graças a esse conhecimento hoje existem dezenas de diferentes redes de Fast food no brasil, a variedade cresceu muito. McDonald’s melhorou muito os restaurantes por aqui.

  2. Como concorrente de excelência, o Mac não só não destruiu as redes locais, como as ensinou a tornarem-se melhores. E o governo não teve nada a ver com isso.

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    Curioso esse artigo. justamente no dia que sai essa noticia!\r
    esportes.terra.com.br/jogos-olimpicos/londres-2012/noticias/0,,OI5758219-EI19410,00-No+coracao+da+Olimpiada+maior+McDonalds+do+mundo+gera+polemica.html\r
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    E o interessante é a declaração do cidadão.\r
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    Embora achem que a comida servida não seja saudável, o casal Carol e Paul Vanderwalt reconhece que McDonald’s pode ser uma opção conveniente em certas ocasiões. “Ontem nós saímos daqui do Parque Olímpico quando já era tarde para as crianças e acabamos jantando em um restaurante da rede por ser a opção mais rápida e fácil que achamos aqui perto”, comentou o contador. \r
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    O cidadão sabe que o mac não é, difgamos, a “dieta dos campões”. Mas não deixa de ser uma opção facil e rápida para os filhos.\r
    Mas parece que os médicos britanicos acreditam saber o que é melhor para os filhos do casal\r
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    A Academy of Royal Medical Colleges pronunciou-se contra o fato de companhias que contribuem para a obesidade patrocinarem a Olimpíada e a Paraolimpíada. O grupo exige que o governo britânico restrinja os comerciais de McDonald’s.\r
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    Detalhe; o grupo “exige”!\r
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    Alguem duvida que carne com gurdura será o novo cigarro? \r
    As redes de churrascaria que se preparem! \r
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  4. Rui Ribeiro de Magalhaes

    Concordo plenamente.
    As pessoas não querem responsabilizarem-se pelas suas açoes, pelas suas dívidas, investimentos ou erros. Muito menos pelos erros alimentares que cometem diariamente.

    “É fácil assobiar para o lado” e dizer que a culpa é do restaurante, da comida, do governo ou..da falta de tempo. Mas não é. E aí entra a minha experiência como profissional de saúde. Dezenas de pessoas por semana queixam-se de dor, desconforto ou mal-estar em determinadas situações. Depois de uma conversa atenta, dedicada e profissional, é-lhes transmitido algumas correções, em forma de sugestão, para alterarem certos padrões errados. Sabem o que essas pessoas fazem? Repetem.

    Com isto pretendo dizer que desde a comida e das finanças pessoais até saude e passando pela política, o mais fácil é “assobiar para o lado” e dizer que a culpa é do “sistema”, o que é errado.

    Mais informação na escola, mais jornalismo “positivo” e mais ações firmes são necessárias.

    “Grão a grão enche a galinha o papo”.
    Rui Ribeiro de Magalhães

  5. mauricio barbosa

    Viva o McDonalds essa multinacional que é um espetáculo,antes de conhecer o IMB eu acreditava em tudo que a imprensa(hambúrguer faz mal á saúde)vociferava a respeito dessa marca,a questão é a sutileza,a maldade e a má-fé nas acusações e não deixando seus representantes rebaterem todas essas acusações só prova a má-fé desses jornalecos,ora onde já se viu querer proibir os outros de comer o que quiserem fazendo campanhas chantagistas e de péssima qualidade,ora cada um tire suas conclusões e não é proibindo que irá convencer as pessoas o que é mais saudável ou não.

  6. A rede McDonald’s quando se instalou no Brasil permitiu que muitas pessoas ascendecem socialmente por seu mérito. Um funcionário contratado começava lavando o banheiro e posteriormente assumia outros postos era uma grande escola e uma prova de que são os investimentos que geram o crescimento.

  7. O McDonalds deu uma boa melhorada depois que encontraram um osso ou coisa assim em um lanche. Eu não gostava, e agora é um dos meus preferidos (principalmente o Mc Tasty).

  8. Isso é conversa de feminazi mal amada que quer impor seu padrão de beleza “eu sou magra, amo ser magra, vc tem que me aceitar e vc tem que ser igual mim. Vou usar o governo para isso. O estado vai criar uma lei e te proibir de comer um big mac e te obrigar a comer chuchu. E vc vai ser igual a mim.”

  9. Henrique Mareze

    Muito bom o artigo;

    Interessante a defesa do livre mercado e da concorrência, além da supremacia do consumidor.
    O vídeo do Penn & Teller a respeito do Fast Food é muito interessante também !

    Abraços.

  10. O que faz mal ao homem são os idiotas burocratas do estado e seus lacaios, que querem nós dizer o que e bom fazer no que se refere a comer, falar ou pensar. E muito prazeroso comer um sanduiche, comer uma pizza, comer um churrasco com uma bela carne gordurosa ou mesmo fumar um cigarro saboreando um bom vinho ou uísque e lendo um ótimo livro.
    Faço tudo isso, com muito prazer simplesmente pelo fato de sentir-me um ser humano. Por ironia, talvez, do destino há exatos dois anos o meu médico disse-me que era bom eu para com minha alimentação, pois poderia ter graves problemas de saúde no futuro.

    Sempre vou regulamente ao médico e continuo com uma boa saúde e minha saborosa alimentação, feliz da vida. É o meu médico que me falava para que eu comesse comida mais saudável e incentivava-me a comer muita salada, agora está a sete palmos a baixo da terra. Coitado morreu e não aproveitou os prazeres da vida. Um dia morrerei, mas enquanto vida estiver aproveitarei os prazeres da vida, com muito prazer.

  11. Vejam a pérola abaixo (em inglês, livre tradução do título):

    Combate a obesidade deve tirar o foco da culpa individual: painel da situação nos EUA

    Segundo o Instituto de Medicina, a culpa da obesidade não é do cidadão e, portanto, deve-se criar uma série de leis e regulamentos cada vez mais obsessivos para resolver o problema. É até meio difícil comentar uma imbecilidade dessas, mas o que mais me entristece é que muita gente vai aplaudir essas medidas. Especialmente no Brasil, um país estatista por excelência.

  12. “…a instituição é uma das poucas que serve comida farta e barata a preços acessíveis (e genuínos progressistas acham que apenas o estado deve ter o monopólio de prestar serviços aos pobres.”

    Com isso já se vê que obviamente não se está falando do McDonald’s no Brasil, onde com o preço em que ele vende um “big” mac quase do tamanho de uma batata, dá pra se comprar mais de um quilo de pão facilmente.

  13. O Mac está tão popularizado aqui no Brasil que minha doméstica confidenciou que adora comer lá e vai pelo menos uma vez por semana.

    Foi-se o tempo em que comer lá era programa da classe média alta. Isso ficou no passado. Hoje o sanduíche do Mac tem um preço semelhante aos que são servidos naquelas pastelarias de chineses do centro da cidade. Mais uma prova da enorme competência dessa empresa.

  14. Virei fã do M

    andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br/2012/05/11/conheca-o-empresario-do-seculo/

    Mas o articulista, mesmo com todas as evidências na cara, ainda insiste em ser “otário”.

  15. Tucker realmente fala a verdade neste artigo. Fiquei um tempo sem ir ao Reino Unido (quase 2 anos), mas ao retornar há pouco tempo vi a transformação que o McDonald’s de Oxford sofreu (cito o da cidade especificamente por ser onde estudei e possuir pouco mais de 100 mil habitantes) . É incrível, parece outro lugar, o interior está completamente diferente – pintura, disposição das cadeiras, configuração geral – e o menu privilegia muito mais produtos “naturais” – inclusive atuando em concorrência com Starbucks ou até mesmo wraps que são vendidos na rua. Sensacional.

  16. 24 de Dezembro de 2013•18h46 • atualizado às 18h48
    Site do McDonald’s aconselha que funcionários não comam fast food
    Portal voltado para força de trabalho da rede publica que hambúrguer, batata frita e refrigerante não é uma escolha saudável e não deve ser consumida

    O site de recursos humanos do McDonald’s tem dado conselhos um tanto estranhos para seus funcionários, considerando que é a mais famosa rede de fast food do mundo. A empresa publicou dicas de saúde nas quais aconselha os funcionários a evitarem comerem hambúrgueres e batatas fritas e priorizar uma alimentação saudável baseada em saladas. As informações são do site The Huffington Post.

    Fast fodd são comidas rápidas, com preço acessível e alternativas razoáveis para se alimentar fora de casa, convenientes apara uma estilo de vida ocupado. No entanto, são tipicamente muito calóricas, gordas, ricas em gordura saturada, açúcar e sal e podem colocar muitas pessoas em risco de serem obesas”, diz o site publicado neste site da empresa. A foto que ilustra o comentário indica um combo de hambúrguer, batata frita e refrigerante como “escolha não saudável” e uma combinação de sanduíche mais leve, salada e água como “escolha mais saudável”.

    De acordo com a publicação do site corporativo, é difícil ter uma dieta equilibrada quando não se consegue evitar os restaurantes que servem este tipo de alimento, no entanto, é preciso ao menos, pedir porções menores – principalmente de batatas fritas -, já que os pacotes muito grandes faz com que as pessoas comam demais.

    “Em geral, pessoas com pressão alta, diabetes e doenças cardíacas devem ter cuidado ao escolher fast food, principalmente por causa dos altos índices de gordura, sal e açúcar”, diz outra parte do texto.

    De acordo com o site The Huffington Post, as informações publicadas nesta página voltada à força de trabalho do McDonald’s são de responsabilidade de terceiros e, procurada, a empresa disse que estava investigando o episódio. No entanto, esta não é a primera vez que o site expõe notícias deste tipo.

    No último mês, foram publicadas sugestões de novos trabalhos aos funcionários. O texto detalhava cargos de babás, personal rainer e limpadores de piscinas e comparava os salários. Na época, a empresa disse à emissora CNBC que estava avaliando o material que, mais uma vez, havia sido feito por uma empresa terceirizada.

    Apesar do site ser voltado para os funcionários da rede, o cadastro exige apenas um email e senha e não confere se quem pretende usá-lo faz mesmo parte da folha de pagamento da companhia.

    A repercussão deste escândalo do consumo de fast food vem em um momento de confronto com a política da indústria, que tenta desvincular sua imagem de alimentos gordurosos e inclui em seu cardápio mais frutas e vegetais. Recentemente, o CEO do McDonald’s Don Thompson afirmou: “nós não vendemos junk food“.

    saude.terra.com.br/nutricao/site-do-mcdonalds-aconselha-que-funcionarios-nao-comam-fast-food,671c8e64b2623410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

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