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Comprovando a natureza benevolente do capitalismo: ele promove a vida humana e o bem-estar de todos

Eis uma constatação: o capitalismo de livre mercado
possui uma ‘natureza benevolente’. Ele promove a vida humana e o bem-estar. De
todos. 

Há várias maneiras de se demonstrar isso. Mas,
antes, é necessário entender alguns conceitos básicos, porém imprescindíveis.

Tudo
começa com a divisão do trabalho

A economia nada mais é do que a ciência que estuda a produção de riqueza que ocorre em um sistema baseado
na divisão do trabalho

A divisão do trabalho é um arranjo em que cada
indivíduo se especializa naquilo em que é bom e, desta maneira, ganha seu
sustento produzindo — ou ajudando a produzir — um bem ou um serviço. (Em
algumas raras ocasiões, há indivíduos capazes de produzir, ou ajudar a
produzir, vários bens ou vários serviços.) 

A divisão do trabalho — cujo desenvolvimento pleno
só pode existir sob o sistema capitalista –, além de beneficiar a todos ao
criar mais bens e serviços, também proporciona enormes ganhos ao multiplicar a quantidade de conhecimento que
entra no processo produtivo
.

Apenas considere isso: cada ocupação distinta, cada
sub-ocupação — desde o neurocirurgião ao entregador de pizza –, possui seu
próprio e único corpo de conhecimento (a soma de todo o conhecimento em uma
dada especialidade). Em uma sociedade capitalista, baseada na divisão do
trabalho, a quantidade de corpos de conhecimento distintos que participam do
processo de produção é proporcional à quantidade de ocupações existentes. E
a totalidade desse conhecimento opera em benefício de cada indivíduo
consumidor, quando este adquire os produtos produzidos por outros. 

E o mesmo é válido para o indivíduo produtor, na
medida em que sua produção é auxiliada pelo uso de máquinas e equipamentos
(bens de capital) previamente produzido por outros.

Assim, imagine um determinado indivíduo que trabalha
como carpinteiro. Seu corpo de conhecimento é a carpintaria. Porém,
na condição de consumidor, ele se beneficia de todas as outras ocupações
distintas que existem no sistema econômico. A existência de um corpo de
conhecimento tão extenso e disperso é essencial para a existência de uma
infinidade de produtos — sendo que cada produto requer em seu processo de
produção mais conhecimento do que um único indivíduo, ou um pequeno número de
indivíduos, jamais seria capaz de ter. 

Dentre tais produtos, temos o maquinário, algo que
não poderia ser produzido na ausência de uma divisão do trabalho extremamente
ampla e do vasto corpo de conhecimento que isso gera.

Adicionalmente, em uma sociedade capitalista,
baseada na divisão do trabalho, uma grande proporção dos membros mais
inteligentes e ambiciosos da sociedade — tais como os gênios e outros
indivíduos de grande talento — escolhem sua especialização exatamente naquelas
áreas em que podem melhorar e aumentar progressivamente o volume de conhecimento
que é aplicado na produção. Este é o efeito gerado quando tais indivíduos
se especializam em áreas como ciência, invenção e negócios.

Desta maneira, a multiplicação da quantidade de
conhecimento que entra no processo produtivo gera, como consequência, um
aumento contínuo e progressivo da própria quantidade de conhecimento.

A divisão do trabalho, em suma, é um sistema em que
as necessidades de um indivíduo são supridas pelo trabalho efetuado por outros
indivíduos.

Criação
de riqueza

A divisão do trabalho gera riqueza. Riqueza são os
bens materiais criados pelo homem e que melhoram sua qualidade de vida. Riqueza
é muito mais do que ter alimentos, roupas e moradia. Riqueza é um conjunto
de coisas que atende a todos os aspectos da vida humana, inclusive nossa
capacidade de locomoção, de visão, de audição, de ação e de raciocínio.

A riqueza, em suas várias formas, aumenta o poder
dos sentidos, da mente e dos membros do homem, de modo a melhorar sua qualidade
de vida. Automóveis e aviões são riquezas que aumentam nossa capacidade de
locomoção; máquinas e ferramentas de todos os tipos são riquezas que aumentam o
poder de nossos músculos e membros. Óculos, microscópios e telescópios são
riquezas que aumentam nosso poder de visão. Livros, jornais, televisores,
filmes, computadores e smartphones são riquezas que aumentam as informações
disponíveis para nossos olhos, ouvidos e mentes.

Assim, a atividade econômica gerada pela divisão do
trabalho e sua consequente produção de riqueza servem para melhorar o
ambiente em que vive o homem

Entra
a concorrência

Pelo menos desde a época de Adam Smith e David
Ricardo já se sabe que a economia capitalista gera uma tendência à equalização
da taxa de retorno do capital (taxa de lucro) em todos os ramos do sistema
econômico. 

Por exemplo, se em uma determinada área os lucros
estão acima da média, isso fornecerá um incentivo para que novos empreendedores
queiram entrar ali para se aproveitar destes altos lucros. Estes novos
entrantes irão aumentar o investimento naquela área, o que gerará mais produção
e oferta, o que consequentemente provocará uma redução nos preços e nas taxas
de retorno. 

Consequentemente, todos os envolvidos na produção de
bens e serviços nesta área terão de encontrar novos métodos de produção mais
eficientes (menos custosos) caso queiram voltar a aumentar seus lucros. Caso
consigam, esses lucros maiores acabarão atraindo ainda mais concorrentes, que irão
novamente reduzir esses lucros. E aí, para competir com estes novos
concorrentes e manter sua fatia de mercado, os empreendedores já estabelecidos
terão de repassar estes métodos de produção mais eficientes (menos custosos) ao
consumidor na forma de preços mais baixos. 

A contínua busca por lucros leva à descoberta e à
implantação de novos métodos de produção ainda mais eficientes, com o mesmo
resultado acima. A consequência é uma queda progressiva nos preços reais de
todos os produtos. (A queda nominal nos preços não ocorre simplesmente por
causa da contínua
inflação monetária
estimulada pelo Banco Central).

Inversamente, se as taxas de retorno estão abaixo da
média, o resultado será uma redução no investimento e uma redução na produção e
na oferta, seguidas de um aumento nos lucros e na taxa de retorno. Dessa
forma, taxas de lucro altas caem e taxas baixas sobem.

O funcionamento deste princípio concede aos
consumidores o poder de determinar o tamanho relativo das várias indústrias,
algo que pode ser feito por meio de “suas decisões de consumir ou de se abster de
consumir”, para usar as
palavras de Ludwig von Mises
. Onde os consumidores gastam mais, os
lucros sobem; e onde os consumidores gastam menos, os lucros caem. 

Em resposta aos lucros maiores, o investimento e a
produção aumentam; e em resposta aos lucros menores ou aos prejuízos, o
investimento e a produção diminuem. Assim, o padrão de investimento e
produção é forçado a seguir o padrão de gastos do consumidor.

Talvez ainda mais importante, esta tendência à
uniformização da taxa de retorno sobre o capital investido serve para criar um
padrão de progressivo aperfeiçoamento nos produtos e métodos de produção.
Qualquer empreendimento poderá auferir uma taxa de retorno acima da média caso
introduza um produto novo ou aprimorado que os consumidores queiram comprar, ou
um método mais eficiente e de mais baixo custo de se produzir um produto já
existente. Porém, o alto lucro que esse empreendimento desfrutar irá
atrair novos concorrentes, fazendo com que essa inovação seja amplamente
adotada. 

E assim que isso ocorrer — isto é, a concorrência
do setor aumentar e a inovação for amplamente adotada –, os altos lucros
desaparecerão, sendo que o resultado final será o de que foram os consumidores que ganharam todo o benefício da inovação.
Eles acabaram ganhando melhores
produtos e pagando preços mais baixos
.

Se a empresa que fez a inovação quiser continuar
obtendo uma taxa de lucro excepcional, ela terá de introduzir outras inovações,
as quais acabarão gerando os mesmos resultados. Obter uma alta taxa de
lucro por um longo período de tempo requer a introdução de uma série contínua
de inovações, com os consumidores obtendo o total benefício de todas elas,
desde a primeira até as mais recentes.

A competição, desta maneira, estimula a criatividade
e a inovação.

Não
é a lei da selva; não é a sobrevivência do mais apto

Entretanto, esta competição não pode ser
descrita como selvagem. Mais ainda: ela não
é a antítese da cooperação. 

Como Ludwig von Mises demonstrou,
a competição econômica que ocorre sob o capitalismo é radicalmente diferente da
competição biológica que prevalece no reino animal. Com efeito, seu caráter é
diametralmente oposto

As espécies animais têm de lidar com meios de
subsistência escassos e naturais, cuja quantidade elas não podem
aumentar. Já o homem, em virtude de ser dotado da razão e da inteligência,
pode aumentar a oferta de todas as
coisas das quais dependem sua sobrevivência e bem-estar. 

Assim, em vez da competição biológica de animais
brigando entre si para arrebatar uma fatia de quantidades limitadas de recursos
naturais, com os fortes triunfando e os fracos perecendo, a competição
econômica sob o capitalismo é uma disputa para ver quem mais consegue aumentar a quantidade de
bens existentes
, sendo que o resultado prático de tal competição é fazer
com que todos vivam melhor e mais longevamente.

De maneira completamente distinta aos leões na
savana, que precisam competir por uma oferta limitada de animais como zebras e
gazelas, por meio do poder de seus sentidos e membros, os produtores no
capitalismo competem por uma quantidade limitada de dinheiro que
está nas mãos dos consumidores, pelo qual competem oferecendo os melhores e
mais econômicos produtos que suas mentes são capazes de conceber

Dado que tal competição é do tipo que visa à criação positiva de riqueza nova e adicional,
não há perdedores reais no longo prazo. Há apenas ganhadores.

A competição entre os agricultores e entre os
fabricantes de equipamentos agrícolas permite que os famintos e os fracos
possam se alimentar e crescer saudáveis; a competição entre os fabricantes de
produtos farmacêuticos permite que os doentes possam recuperar sua saúde; a
competição entre os fabricantes de óculos, lentes de contato e aparelhos
auditivos permite que muitas pessoas que de outra forma não poderiam ver ou
ouvir agora o possam. 

Longe de ser uma competição cujo resultado é “a
sobrevivência do mais forte”, a competição no capitalismo é mais acuradamente
descrita como uma competição cujo resultado é a sobrevivência de todos — ou pelo menos de um número cada vez maior de pessoas,
proporcionando maior
longevidade e melhores condições de vida

O único sentido no qual é correto dizer que no
capitalismo somente o mais “forte” ou mais “apto” sobrevive
é quando se pensa nos produtos criados: apenas os produtos mais
aptos e os mais sólidos métodos de produção sobrevivem, até
que sejam substituídos por produtos e métodos de produção ainda mais aptos,
gerando os efeitos sobre a sobrevivência humana acima descritos.

A competição em uma economia de mercado — naquela
em que há liberdade de
empreendimento
e ausência
de privilégios
e protecionismos
estatais
— significa simplesmente que você tem de se esforçar para bem
servir a seus clientes, e você agirá assim pensando em seu beneficio
próprio. Em outras palavras, os vendedores cooperam com os consumidores,
atendendo às suas necessidades e preferências.

E
há espaço para todos

Como Ludwig von Mises também já demonstrou, ao
desenvolver a lei das vantagens comparativas de David Ricardo e extrapolá-las
até a lei da associação, existe espaço para todos na competição do capitalismo.

Mesmo aqueles que são menos capazes que os outros,
em todos os sentidos, ainda têm seu lugar. 

Com efeito, em grande medida, a competição sob o
capitalismo, longe de ser uma questão de conflito entre seres humanos, é um
processo que organiza harmoniosamente a divisão do trabalho — aquele
grande sistema de cooperação
social possível apenas no capitalismo. É a competição que decide
até que ponto cada indivíduo, dentro desse abrangente sistema de cooperação
social, irá dar sua contribuição específica — quem, por exemplo, e por quanto
tempo, será o presidente de uma indústria, quem será o zelador e quem irá
preencher todas as posições intermediárias.

Nesta competição, cada indivíduo, por mais limitadas
que sejam suas habilidades, pode superar a todos os demais — sem se importar
com o quão mais talentosos estes são — na busca de seu nicho produtivo. 

Literalmente, e sendo este um acontecimento diário e
banal, aqueles cujas habilidades não são maiores do que as necessárias para ser
um zelador são capazes de superar, sem qualquer dificuldade, os maiores gênios
produtivos do mundo — para obter um emprego de zelador

Por exemplo, Bill Gates pode ser um indivíduo tão
superior que, além de ser capaz de revolucionar a indústria de software, também
seja capaz de limpar cinco vezes tantos metros quadrados de um escritório na
mesma duração de tempo que qualquer zelador do planeta, e ainda fazer um
serviço melhor. Mas Gates pode ganhar um milhão de dólares por hora
administrando a Microsoft, e os zeladores podem estar dispostos a trabalhar
por, digamos, $10 a hora, sendo que essa propensão deles para executar o mesmo
serviço a um centésimo de milésimo do salário que Gates cobraria supera
enormemente a menor habilidade que possuem, de modo que são eles agora que
estão em clara preferência e vantagem na situação.

Ao mesmo tempo, pelo fato de os gênios produtivos
serem livres para revolucionar com sucesso produtos e métodos de produção,
aqueles indivíduos cujas habilidades não são maiores do que as requeridas para
serem zeladores poderão, como consequência do trabalho dos gênios, usufruir não
apenas alimentos, roupas e abrigo, mas também produtos como automóveis,
televisões, computadores e smartphones, produtos cuja própria existência eles
provavelmente jamais poderiam conceber por conta própria.

Os prejuízos associados à competição são, em sua
maioria, apenas perdas de curto prazo. Por exemplo, assim que os ferreiros
e criadores de cavalo que perderam seus negócios por causa da invenção do
automóvel encontraram outras linhas de trabalho de mesmo nível, o único efeito
duradouro do automóvel sobre eles é que, como consumidores, eles passaram a poder desfrutar as vantagens do
automóvel em relação ao cavalo

Similarmente, os fazendeiros que utilizavam mulas, e
que foram desalojados do mercado pela concorrência dos fazendeiros que
utilizavam tratores, não morreram de inanição — eles simplesmente tiveram de
mudar sua linha de trabalho; e quando o fizeram, passaram a usufruir, junto com
todo o resto, uma oferta muito mais abundante de comida e de outros produtos,
os quais puderam ser produzidos precisamente porque utilizaram a mão-de-obra
liberada pela agricultura.

Mesmo naqueles casos em que uma concorrência isolada
resulta em um indivíduo tendo de passar o resto de sua vida em uma situação
econômica inferior àquela que desfrutava antes — como, por exemplo, o dono de
uma fábrica de chicotes de cavalo tendo de viver o resto de sua vida como um
assalariado comum após ter ido à falência por causa da invenção do automóvel –,
mesmo ele não pode alegar sensatamente que a competição o prejudicou. 

O máximo que ele pode razoavelmente alegar é que, de
agora em diante, os formidáveis benefícios que a concorrência lhe traz são
menores do que os ganhos ainda mais formidáveis que ele obtinha dela anteriormente
— pois é a concorrência que sustenta a produção e a oferta de tudo que ele
continua apto a comprar e é ela a responsável pelo poder de compra de cada
unidade monetária de sua renda e da renda de todos. 

E, é claro, é a concorrência também que faz aumentar
sua renda real, retirando-a do nível para o qual havia caído.  

Sob o capitalismo, a concorrência eleva o padrão de
vida do assalariado médio para níveis maiores até mesmo do que aqueles que foram desfrutados pelas pessoas mais ricas do mundo que viveram algumas
gerações atrás

Hoje, um assalariado médio em um país capitalista
possui um padrão de
vida maior até mesmo que o da Rainha Vitória em provavelmente todos os aspectos
,
exceto na capacidade de contratar servos.

Isto é benevolência. Para todos.

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174 comentários em “Comprovando a natureza benevolente do capitalismo: ele promove a vida humana e o bem-estar de todos”

  1. Off-topic

    E o chororô com relação as livrarias quebrando?

    Nada mais natural.

    Na verdade acho incrível que ainda existam livrarias físicas sendo que posso simplesmente comprar os livros pela internet pagando (bem) mais barato e ainda recebendo em casa. Viva a Amazon que sabe satisfazer os consumidores. Essa empresa entendeu algo absurdamente simples: Consumidor gosta de preço baixo e comodidade.

  2. Uns dez anos atrás em algum livro aleatório tinha lido a afirmação de que um cidadão mediano do século XXI possuía qualidade de vida muito superior ao que desfrutavam vários reis do passado. Na época essa constatação teve um grande impacto na minha forma de ver o mundo.

  3. Eduardo Bolsonaro diz que governo "talvez não consiga" reforma da previdência

    Em encontro no Brazil-US Business Council, Eduardo Bolsonaro disse que o governo talvez não consiga os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, segundo o Estadão.

    "Precisamos usar a votação maciça do Jair Bolsonaro e os canais de redes sociais, onde temos conexão direta com as pessoas, para dizer a verdade. Tentaremos fazer o melhor. Se não tivermos uma vitória, desculpem, mas fiz minha parte. Não mentirei a vocês. Nunca virei aqui para sorrir para vocês e dizer 'nós faremos facilmente uma reforma da Previdência'. Não. Será difícil, será uma briga, talvez não consigamos fazer, mas faremos o nosso melhor."

    http://www.oantagonista.com/mundo/eduardo-bolsonaro-diz-que-governo-talvez-nao-consiga-reforma-da-previdencia/

    Já estão jogando a toalha? Sabem que não tem como contrariar as corporações militares e policiais que elegeram Bolsonaro?

  4. A propriedade privada e o mercado são a chave do progresso e da geração de riquezas. Riqueza só existe se é criada. Riqueza é criada por homens. E só há incentivos para o homem gerar riquezas quando ele tem a certeza de que o patrimônio adquirido não será tomado. Do contrário ninguém faz nada, não há novas idéias nem novos empreendimentos, e os trabalhadores apenas trabalham como escravos para o Estado, o único proprietário, e o fazem com a motivação e a boa vontade típica de todos os escravos.

  5. “O livre mercado é o extremo oposto da sociedade “selvagem”.

    A selva é caracterizada pela guerra de todos contra todos. Um homem só ganha às expensas do outro, pela tomada da propriedade deste. Como tudo está no nível da subsistência, há uma verdadeira luta pela sobrevivência, em que a maior força esmaga a mais fraca.

    No livre mercado, por outro lado, o homem só ganha ao servir o outro, embora também possa isolar-se numa produção autossuficiente num grau primitivo, caso deseje. É precisamente pela cooperação pacífica do mercado que todos os homens saem ganhando pela divisão do trabalho e pelo investimento do capital.

    Aplicar o princípio da “sobrevivência do mais apto” à selva e ao mercado é ignorar a questão básica: Apto para quê? O “apto” na selva é aquele que mais adere à utilização da força bruta. O “apto” no mercado é aquele que mais serve à sociedade.

    A selva é um lugar brutal onde uns se aproveitam dos outros, onde todos vivem num estado de inanição; o mercado é um lugar produtivo e pacífico no qual todos servem a si mesmos e aos demais ao mesmo tempo, vivendo com níveis muito mais altos de consumo. No mercado, o caridoso pode oferecer auxílio, um luxo que não pode existir na selva.

    É o mercado – a sociedade contratual – que faz emergir a ordem a partir do caos; que domina a natureza e erradica a selva; que permite ao “fraco” viver de forma produtiva (ou dos dons da produção), de maneira régia, comparada à vida dos “fortes” na selva.

    Além disso, o mercado, ao elevar os padrões de vida, permite ao homem ter horas livres para cultivar as simples qualidades da civilização que o distinguem dos brutos.

    É exatamente o estatismo que traz de volta a lei da selva – ao fazer retornar o conflito, a falta de harmonia, a luta de classes, a subjugação, a guerra de todos contra todos e a pobreza geral. Em vez da “luta” pacífica da competição pela prestação de serviços, o estatismo institui a luta mortal da competição do darwinismo social por privilégios políticos.”

    ROTHBARD, “Governo e Mercado”

  6. Corrigindo: Tudo começa com a noção de PROPRIEDADE

    Se ninguém acreditasse nessa “farsa” não haveria de funcionar o capitalismo…

    faça capitalismo com as formigas… a natureza não respeita “propriedade”.

    É o sistema que te PRIVA de tudo(terra,comida etc) e agora vc será obrigado a ter algo em troca para oferecer… pra conseguir as coisas.

    E nisso…quem tem propriedade tem poder. Ou seja, não é um sistema para todos(como diz o artigo).

  7. No livre mercado, o empreendedor precisa cooperar não apenas com seus clientes, mas também com seus fornecedores, com empresas complementares (p/ex:, fábricas de carros e financiadoras) e até mesmo com concorrentes (p/ex:, uma associação de logistas concorrentes comprando em conjunto do fornecedor em comum para ter abatimento do preço). Para ser competitivo é necessário cooperar. O livre mercado é mais cooperação que competição.

    Tem um bom livro sobre o tema, chama-se “Co-opetição”, da editora Rocco.

  8. Aproveitando que o tema da “especialização” foi abordado, queria tirar umas dúvidas aqui.

    Dando o contexto: eu sou especialista em Física. No Brasil, a minha única possibilidade de emprego em Pesquisa Básica é através do serviço público. Na iniciativa privada o meu valor de mercado é, pra todos os efeitos práticos, zero. Nenhuma empresa do Brasil contrata, até onde eu saiba, especialistas em Física pra fazer pesquisa pura.

    De acordo com o que eu entendi até agora da escola austríaca, num contexto capitalista “puro” eu deveria simplesmente me conformar e mudar de área. Possivelmente lavando carros ou indo trabalhar num banco (esta última possibilidade aliás JÁ existe no Brasil, e de fato é muito melhor paga 😉

    Como a escola austríaca responde essa questão? Como garantir que haja pessoas trabalhando em profissões em que o “valor de mercado” é baixo mas que são importantes? Ou essa minha questão não tem sentido, e a DEFINIÇÃO de importante é “valor de mercado alto”?

    Abraços

  9. Com o advento do aprimoramento da inteligência artificial, acredito que o desemprego crescerá como jamais visto. Não restará muito coisa a ser feita pelo homem, tendo sido superado em suas habilidades físicas e mentais. E na possibilidade de novos empregos surgirem, as mudanças serão tão assustadoramente rápidas que será muito difícil para o homem se readaptar constantemente numa velocidade vertiginosa. Pelo menos, é essa a impressão que tenho.

  10. Saiu o PIB do Brasil terceiro trimestre 2018:

    O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8% no 3º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores, divulgou nesta sexta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao 3º trimestre de 2017, a alta foi de 1,3%. Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,716 trilhão no trimestre.

    Segundo Rebeca Palis, gerente da pesquisa, com este resultado, apesar da melhora, o PIB ainda se encontra no mesmo patamar do primeiro semestre de 2012.

    "Em relação ao pico da série, que foi no 1º trimestre de 2014, a gente ainda está 5% abaixo daquele patamar", destacou. “No trimestre passado, ainda estava no patamar de 2011. Então, aos poucos está melhorando esse patamar e se aproximando do pico antes da crise e das quedas sucessivas, que foi lá em 2014”.

  11. Luzimar Figueiredo Teixeira

    Essa é a verdade do capitalismo. Porém num país subdesenvolvido como o nosso, ainda temos os cartéis disfarçados, o imperialismo do sistema bancário, as lojinhas chinesas entrando a toque de caixa, atrapalhando a venda dos produtos fabricados por nós.

    O crescimento do país está abalado por todos estes e outros empecilhos que vem deteriorando a livre criatividade do cidadão. Não podemos esquecer os subsídios, tarifação dos produtos importados(barreira comercial).

    Infelizmente ainda não deixamos as capitanias hereditárias para trás e continuamos a ser subservientes daqueles que tem o dom do levar vantagem. Como exemplo fresquinho, a Black Friday brasileira é uma piada.

  12. Eu gostaria de agradecer a todos da comunidade Mises Brasil.

    Comecei a estudar Economia recentemente tenho ficado fascinado com os estudos e artigos desse site.

    Tenho aprendido muito, até mesmo com os comentários nos artigos.

    Sou muito grato por ter acesso a todo esse material.

  13. Promove a lei de ganhar dinheiro. Só isso. Capitalista só quer saber de ganhar dinheiro e não importa as consequencias dos seus atos. E os libertários são contra qualquer lei que que freie isso.

    Vejam por exemplo, esta notícia:

    Crianças britânicas compram hormônios para mudar de sexo pela Internet

    Para o comerciante o que importa é VENDER. GANHAR DINHEIRO. Se o cara vende hormônios sexuais, o que importa pra ele é vender. Não importa se o comprador é uma criança de 10 anos.

    Agora eu pergunto: os comerciantes que venderam essas porcarias para estas crianças não deveriam responder criminalmente? Para os liberteens não. Isso é só uma “troca voluntária”. O governo não deve intervir. Se a criança quer comprar hormônios sexuais, deixe. É só uma troca voluntária.

    Quando se deixa fazer o que quiser, quando não regulação nenhuma, acontece este tipo de coisa…

  14. Eis o verdadeiro vírus: a desumanização do cálculo econômico

    Neste artigo eu critico a desumanização do pensamento neoliberal e ensino, brevemente, como fazer parte do grande cordão humanitário que está consolando e salvando vidas ao redor do mundo.

    O Instituto Mises conseguiu se superar e publicou, na contramão do mundo político, um texto defendendo o aumento de máscaras e álcool em gel. Por que vocês são tão desumanos? Eu não quero a porcaria de um texto racionalista para justificar o injustificável! Aumentar o preço das coisas é errado, anti comunitário, anti social, anti pessoas que fazem sexo. Aliás, por causa do Coronavírus, tudo deveria ser de graça e comunitário; todos deveriam receber casa, comida, internet, jogos na Steam, camisinha, narguile, tudo, absolutamente tudo, de graça. O Coronavírus é um convite do deus Chinês ao socialismo.

    Por sorte, este instituto está morrendo, e o artigo desumanizador não teve alcance. Mais uma vez a cultura do cálculo econômico ficou na obscuridade de alguns nerds. Mas, ainda sim, o pesadelo fascista sobrevive. Ainda existe gente louca para escrever o que fora publicado neste instituto. Nem tudo é desgraça, apesar do Codvirus-19 e dos neoliberais, a pandemia de certa forma reviveu a cultura socialista que perdemos na eleição de Bolsonaro. Pouca gente percebeu, mas as eleições estão ocorrendo em plena pandemia. Estamos elegendo Luciano Huck (O rei do humanismo social) e os jornais voltaram a ter influência. Estamos voltando a ser guiados por lideranças sociais.

    Agora que você entendeu a real situação, deixe-me te dar uma dica: Entre para o clube ou seja engolido!

    A narrativa salvará o mundo

    Um Chinês, antes de morrer, decidiu sair bonito na foto social do mundo. Ele fez o famoso "Free Hugs" na Itália. Como ele é chinês, e algumas pessoas obscuras estão dizendo aquela frase que não se pode dizer no Ocidente{1}, o vídeo se tornou viral. Sim, nesta campanha, ele ganhou indulgência plenária do deus politicamente correto.

    A cura do Coronavírus está nas narrativas humanizadoras. Um chinês, por incrível que pareça, não se deixou guiar pela dureza e indiferença dos números, ele soube ganhar seu quinhão social através da conscientização. Que tal fazer o mesmo, neoliberal? Você não vai ter namorada enquanto dizer que o preço do álcool em gel deve aumentar. Que tal adentrar ao mundo das palavras de conforto? Você será respeitado e famoso como Luciano Huck. Não se preocupe, vou te ensinar: Primeiro, aprenda a utilizar os signos corretos, coisas do tipo: "vida comunitária", "amor ao próximo", "solidariedade", "compaixão", "conscientização", "igualdade", "fraternidade", "respeito", "amigos do vírus", etc; segundo, seja diferentinho em meio aos diferentinhos, em outras palavras, deixe sua imagem e cultura ser um reflexo da instabilidade da arte moderna e da narrativa mundial. Aliás, é importantíssimo seguir as cartilhas das organizações mundiais – para quem está no nível 3. No começo, garanto, você se sentirá uma mera ferramenta do sistema, mas, depois, você se acostuma e até gosta de ser uma gota no grande oceano humanitário. Com o tempo você se incorpora de tal maneira que a narrativa, como uma ordem, se torna a própria realidade. É reconfortante ser mais um em meio a muitos "da paz". O mundo mudou, e, nós, seres sociais, somos os novos sacerdotes da humanidade. A nossa cura é a boa narrativa, estamos dispostos a dar a vida, como mártires, para sair bem na foto. E a imagem está voltando a ter poder.

    {1} O vírus veio da China.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  15. Vai me desculpar o autor do artigo, mas é sim uma questão de sobrevivencia o capitalismo e só os mais fortes sobrevivem!

    Quando ele diz que o capitalismo produz beneficios formidáveis aos doentes, isso é verdade sim, e é uma das belezas do capitalismo raiz! Só que só quem pode comprar esses medicamentos sao aqueles que TRABALHARAM ANTES. Alguem so pode comprar cadeira de rodas pra um filho deficiente se ele trabablhou bem anteriormente. Se o filho nasce numa familia pobre, que não tem trabalhou anteriormente e nao acumulou dinheiro ao longo da vida, nao vai ter dinheiro pra comprar a cadeira de rodas e os medicamentos pros filho.

    Essa familia irá pro SUS e se nao for o SUS morrerá. Essa é a realidade. E se for como nos EUA, que nao tem SUS, ai que vai morrer mesmo. Nao seria isso estimulo suficiente para que as pessoas trabalhem e se esforcem?

    Outro ponto. Nao entendi a Nota do Editor, me pareceu pouco claro. Sei que tempos de quarentena as pessoas ficam receosas de falar o que pensam de verdade, ate pq vivemos numa ditadura do politicamente correto, mas devemos sim expor nossas ideias e falar e criticar o que achamos sobre isso tudo que ta acontecendo. e PRINCIPALMENTE COMO A ESCOLA AUSTRIACA PODERIA SALVAR (OU MELHORAR) TUDO QUE TA AÍ

  16. Daniel Claudio,

    Forte foi só uma figura de linguagem.

    Troque forte por capacitado profissionalmente e a lógica continua válida.

    Se vc nasce ou adquire uma enfermidade grave durante a vida limitante, vc tem que ter acumulado dinheiro ao longo da vida ou vir de família rica. Se vc nasce na favela já era. Esse é o meu ponto.

    E aí tudo que disse sobre ir pro sus e morrer segue válido

  17. Usando o Bom Senso

    Excelente. Só não concordo que há lugar para todos. Independentemente do arranjo político-produtivo de uma sociedade, indivíduos hipossuficientes sempre precisarão do amparo de outrem, mesmo um ente impessoal, para satisfação de suas necessidades…

  18. Pessoal, qual vocês acham a metodologia mais realista para mensurar a abertura comercial de um país? Pergunto isso porque eu estou comparando a Coreia do Sul com o Brasil e, por exemplo, quando comparei um dos itens, no caso a “complexidade das tarifas”, o Brasil está melhor que a Coreia do Sul!!! Eu encontrei isso no relatório de competitividade do Fórum Econômico Mundial, do ano passado. Tem coisas que lá fazem sentido, enquanto outras eu acho questionáveis.

    O Heritage é até bom, mas falta algo detalhado. Por exemplo, quando uso o Banco Mundial, pelas tarifas médias, parece que o Brasil é razoável, já que 13,46% é a taxa média (enquanto normalmente os custos de importar mais que dobram o preço do produto). Essa é a comparação (a Coreia do Sul está com 5,23%), ao passo que a Argentina tem um pouco menos que o Brasil.

  19. É bom ver que o site não caiu em maluquices conspiratórias como o site dos três Chioccas.

    Lew Rockwell, doido de pedra que é, tá divulgando que o COVID-19 não é causado por um vírus.

    Não tenho a menor dúvida que num ambiente 100% privado, o nível de restrições seria muito maior e feito muito mais cedo.

  20. Essas medidas mais radicais sobre a restrição da liberdade da circulação das pessoas me provoca “mixed feelings”.

    Meu lado liberal acha isso um absurdo, eu não posso ir no parque, em um restaurante, na academia do meu prédio e tenho que ficar em casa porque o governo me obriga?

    Por outro lado eu sei que muitas pessoas são irresponsáveis, e mesmo se tiverem sintomas e a suspeita de estar com vírus, ainda assim, vão sair de casa. E pior, muitos contaminados não terão sintomas e podem espalhar o vírus sem nem perceber (inclusive eu). Não seria essa uma medida para o bem maior de todos então?

    O fato é que temos que achatar a curva de novos contaminados, senão o país vai parar por bem ou por mau (vide Itália).

    O ideal seria todos terem consciência por si só, e praticarem a distância social por vontade própria. Mas esperar isso não seria utopia? O que vocês acham?

  21. Pessoal, o Raphaël Lima semanas atrás mencionou o crescimento grande da Geórgia, comparando com o Brasil.

    Além do país estar saindo de uma base mais baixa (atualmente ele é mais pobre que o Brasil, o que tende a causar mais aumento no crescimento do PIB) e ter se desempenhado bem em pontuação de liberdade econômica (o país é MUITO mais aberto do que o Brasil, este último perde até para o Egito), quais outros fatores estariam fazendo com que o país esteja crescendo mais? Esse foi o crescimento nos últimos anos. O comportamento do câmbio (provavelmente ele era atrelado antes, então foi deixado flutuante depois de dezembro de 2014).

    Leandro, o que você espera para a economia brasileira depois dessa pandemia e da nova recessão mundial? O que está achando das medidas do governo atual? Elas me lembram um pouco o New Deal.

  22. Alguém explique para mim essa situação. Na minha cidade todos falam numa recessão tremenda por causa da pandemia de coronavírus. Até ai ! Era de se esperar que todos apostasse uma recessão profunda. Inclusive o Governo já anunciou PIB zero. Só que tem acontecido coisas impensáveis. Vejam a noticia : Walmart contratará 150 mil empregados. Antes a Amazon anunciou contratar 100 mil novos empregados. Fora ! Isto Tem uma longa lista de empresas que viram os negócios crescerem muitos. Certos produtos explodiram a demanda. Cresceram na casa de milhares por cento. 1000% ou mais. Afinal ! A economia está mesmo definhando ou inacreditavelmente, o coronavírus está bombando a economia ? È sem dúvida um fenômeno muito estranho, até mesmo fora da lógica. Pelo menos da lógica que achamos certa. Alguém no Mises consegue explicar esse Fenômeno ? Essa explosão de atividade econômica em certos setores econômicos e empresas como Walmart e Amazon ? Muito obrigado ! A todos.

  23. Com essa encrenca do corona vírus, provavelmente a taxa de desemprego vai voltar a subir. Vai explodir os gastos estatais e cair a “arrecadação”. Matemática.

    Essa é uma chance: ou eles tomam vergonha na cara e saem cortando salários, despesas e privilégios envolvendo a casta do funcionalismo estatal, ou o governo vai ter que ficar emitindo cada vez mais dívida por títulos, já que uma inflação alta é impopular, assim como aumento de impostos. Inflação de 10% já derrubou a Dilma. Foi a inflação baixa e o câmbio apreciado que mantiveram o Temer no poder, apesar de ele sempre ter sido impopular. Foi só ter aumentado os impostos sobre os combustíveis, o câmbio voltar a desvalorizar e esses efeitos se revelarem que explodiu uma greve de caminhoneiros que ganhou adesão popular.

    Ou vocês acham que o Congresso aprovou o remendo previdenciário por bondade ou porque eles mesmos estariam em risco, assim como os funcionários estatais? O remendo foi criado por eles e foi baseado apenas em aumento de alíquotas e aumento de idade. O Centrão continua dominando. Eles não são liberais mas sabem Matemática.

    É em momentos de crise que o estado tem que justamente cortar despesas e impostos.

    Sempre que fazem o contrário, dá problema. Alguns exemplos:

    – Crise de 1929 que acabou só depois da Segunda Guerra Mundial, quando fizeram um corte profundo nas despesas, baixando a dívida de mais de 100% do PIB para quase 30% do PIB em 1974;

    – Argentina desde (pelo menos) o primeiro dos vários calotes, por volta de 1983;

    – Grécia, que ainda não colapsou de vez porque eles possuem moeda forte de uma população altamente produtiva e rica para os salvar, além de um forte setor turístico (Alemanha por exemplo). Praticamente ganharam uma moeda forte de mão beijada;

  24. realista,

    Estou aprendendo ainda e abrindo debate. Acho que é importante discutirmos para termos capacidade de rebater futuros argumentos contrarios. Vamos aos pontos

    “Trata-se de um aspecto inerente ao fato de que o ser humano é mortal”

    O fato de ser mortal vem por conta de enfermidades que matam mesmo que a pessoa teve acesso a todas as possibilidades e tecnologias disponiveis à epoca. Um cara com HIV vai morrer ou vai viver longos anos? depende, se tem dinheiro prolonga a vida, se nao tem morre no proximo resfriado, salvo uma ação do governo dando remedios e tratamento. FATO.

    “Há várias doenças que só podem ser combatidas em hospitais de ponta nos EUA ou na Europa, contra as quais o SUS não tem a mínima condição de fazer nada”

    E tem varias doenças que o sistema privado do pais nao trata e sobrecarrega o SUS. Dai a divida bilionaria dos planos de saude com o SUS. E que seria 10x maior se houvesse a correção da tabela do SUS, diga-se

    “tal medida coercitiva não traga felicidade e bonança para ninguém”

    De acordo! É isso que o pensamento libertario, no meu entender prega, certo? Agora a partir dai temos que lidar com as consequencias de NÃO ser “um sistema benevolente”. Ponto! Esse é o cerne do meu argumento e é o que está em conflito a ideia central do artigo com o que estou colocando

    “Quem morreu é quem já tinha mais de 70 anos e tinha outros problemas de saude”

    Ha relatos de pessoas sem nenhuma doença cronica morrendo. Ha relatos de medalhistas olimpicos da Rio2016 com sintomas gravissimos. Isso pq tem gente que se recupera pq conseguiu um leito de UTI, em dias nao teremos mais leitos vagos no Brasil e em alguns paises da Europa, e ai o cara que é novo e saudavel mas precisava apenas de um respirador vai morrer tb. Mas de fato, tem gente que teve apenas sintomas de uma gripe leve.

    “Agora, se pessoas como você adoram ver políticos e burocratas enfiando suas botas em nossos pescoços (tem gente que tem tesão com isso), aí nada posso fazer”

    Sera que o mundo o inteiro caiu nessa cilada? Trump inclusive. Um complo dos medicos do mundo inteiro? Boris Jonhson foi seduzido? Será que com esse negacionismo e teoria da conspiração vamos conseguir trazer lógica ao nosso pensamento libertario?

  25. Boris Johnson acaba de nacionalizar ferrovias.

    Trump comprando divida corporativa

    Bolsonaro dando mais de R$ 1 trilhão em intervençoes atraves do BC (livrar a cara dos bancos mas suspendendo salario dos trabalhadores

    Serio mesmo que vcs acreditam que o neoliberalismo pode dar certo?

  26. O Paulo Guedes fala em complementar 25%, 33% do salario dos empregados que forem afastados (MP 927), devido à pandemia do COVID-19. Se todas as discussões atuais giram em torno da origem dos recursos (teto de gastos, reforma da previdência, reforma administrativa…) de onde vai sair os recursos para o governo fazer isso com todos os trabalhadores do país inteiro?

    P.S. Não há ironia na pergunta, gostaria de alguma ajuda neste entendimento, mesmo.

  27. A Mão Invisível Me Deu Um Tapa

    Há lugar para todos. Essa é a beleza do modelo: eu dou a você o que você quer; você dá a mim o que eu quero. E assim, realizando trocas voluntárias, todos saem felizes.

    Conclusão: há lugar para todos até para quem não tem nada a oferecer e/ou com que realizar as trocas voluntárias que precisa para realizar suas necessidades ou desejos.

  28. Excelente resumo sobre o capitalismo. Aqueles que detestam, é porque não vê em si a capacidade de se desenvolver sem o auxílio do dinheiro público.

  29. Prezados, boa noite

    Gostaria de trazer uma questão (uma dúvida minha) relacionada ao tema dessa postagem.

    Sempre acompanho as postagens da página Mises Brasil, e sei que na visão econômica austríaca, o monopólio só existe porque:

    “É o governo, com seus subsídios, privilégios especiais e restrições de concorrência […] quem promove o monopólio propriamente dito.”

    Link: http://www.mises.org.br/article/366/monopolio-e-livre-mercado–uma-antitese

    Na citada matéria do Mises (acima), há menção a vários casos judiciais nos EUA cujas decisões mostraram ser o monopólio uma criação apenas do Estado.

    Porém, e aqui coloco a minha dúvida, a Apple vem sendo sistematicamente acusada de monopólio, tendo inclusive a Suprema Corte do EUA já decidido contra ela:

    Link: http://www.tecmundo.com.br/mercado/141229-suprema-corte-decide-apple-caso-monopolio-app-store.htm

    Link: canaltech.com.br/juridico/apple-spotify-e-outras-gigantes-do-streaming-musical-sao-acusadas-de-monopolio-161579/

    Finalmente, a minha dúvida:

    – como é possível explicar o monopólio da Apple?

    – esse monopólio está ligado a algum “lobby” que a Apple pratica perante o Congresso dos EUA, de modo a obter leis favoráveis que proporcionam o “monopólio” do seu mercado digital?

    – ou a Apple não tem qualquer monopólio e as acusações são infundadas?

    Obrigado a quem puder elucidar essa questão.

  30. "O que importa sob o capitalismo é satisfazer o homem comum, o cliente. Quanto mais pessoas você satisfaz, melhor para você."

    Mises

    * * *

  31. Tenho 26 anos, moro com meus pais, eles me bancam. Tenho um dinheiro guardado e cerca de 300 reais de renda mensal, sou poupador mas gosto de viver a vida também, em outras palavras, o que eu ganho de dinheiro eu não gasto com minha sobrevivência.

    Tenho 20 mil para investir, parece que renda fixa faz mais meu tipo, o que sugerem?

    Quero fazer pé de meia, ter uma zona segura e o excedente uso pra ser feliz. Gostaria de todo ano tirar um pouco do que esse dinheiro renderia, não tiraria tudo, mas quero viver e poupar ao mesmo tempo.

    Abraços

  32. Capitalismo = civilização. O oposto exato da barbárie. Aliás, nos últimos 300 ou 400 anos, o padrão de vida médio da população mundial melhorou ou piorou?

    É coincidência que isto tenha começado com a Revolução Industrial?

  33. Dólar está se fortalecendo, isso é fato.

    No Equador, já tem exportador reclamando do fortalecimento da moeda. Como é dolarizado, não tem o que fazer. Vão fazer o quê? Ligar para o Powell? Agora eles só podem colocar a culpa nos gringos e nos americanos.

  34. imperion turbo nuclear quantico com equio

    índice dxy 96.28 queda de-. 0.03

    dollynho 5.63 em queda.

    Leandro, como ambos baixaram, pode se dizer que o real se valorizou porque o dólar perdeu força hoje?

  35. Pelo que foi apresentado, e concordo integralmente, é que a tendência dos produtos no longo prazo é baratear seus preços. Quando olhamos para as commodities, tem-se uma alta exponencial na produção ao longo dos últimos anos, mas o preço delas não acompanhou essa lógica, onde é possível ver que a alta na produção tbm teve uma alta no preço internacional delas. Esse fenômeno acredito que seja muito específico para commodities, já que em outros nichos de mercado eu consigo ver a logica da oferta e demanda bem claras.

    A minha pergunta é: o que causa a quebra da lógica da oferta e demanda para as commodities? Existe um lobby internacional de controle de preços (como OPEP, a OPEP dos alimentos, etc.)?

  36. Caros.

    Nesse caso, onde seja comprovado má fé, a quem recorrer ?

    blogs.oglobo.globo.com/capital/post/bairro-planejado-bilionario-em-sp-ve-valor-derreter-e-investidores-fazem-denuncia-cvm.html

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