Voltar

Surpresa! Desde o real, preços regulados pelo governo subiram muito mais que os preços de mercado

A
moeda é monopólio do governo. O governo
está no completo controle da moeda. Sendo a moeda um monopólio do governo, a qualidade da moeda será diretamente proporcional à qualidade do governo que a gerencia.

Se o governo tem uma política fiscal ruim, se ele não gera confiança nos
investidores e nos consumidores, se ele trava os investimentos, se sua política
creditícia é ruim, e se ele é visto como relutante em atacar seu déficit e
estancar o crescimento da dívida, então sua moeda será fraca e,
consequentemente, o poder de compra dela será declinante.

Logicamente,
uma sucessão de governos ruins será fatal para a qualidade de uma moeda.

Nós
brasileiros somos vítimas diretas do que os sucessivos governos fizeram com o
nosso dinheiro.

A destruição do real

Segundo
as estatísticas do próprio governo
— o IBGE e seu Índice de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA) –, aquilo que custava R$ 100 em 1º julho de 1994
passou a custar R$ 550,12 em 31 de julho de 2016.  Um aumento de 450,12% em 22 anos.  Uma taxa
média de 8,05% a cada 12 meses.

Falando
de outra maneira, desde 1º de julho de 1994 até 31 de julho de 2016 (exatos 22
anos), o real já perdeu 82% do seu
poder de compra. 

(A
matemática é simples: em julho de 1994, R$ 100 compravam Y.  Isso
significa que R$ 1 comprava (1/100) Y.

Atualmente,
são necessários R$ 550,12 para comprar esse mesmo Y, o que significa que R$ 1
compra (1/550,12) Y. 

Fazendo-se
a conta do valor final (1/550,12) menos o valor inicial (1/100), e dividindo o
resultado pelo valor inicial (1/100), tem-se o percentual de 82%, que foi a
perda do poder de compra da moeda.)

Na
prática, essa perda de 82% no poder de compra significa que uma nota de R$ 100
hoje tem o mesmo poder de compra que R$ 18 em julho de 1994.  Isso é uma destruição significativa.

Para
se ter uma ideia, neste mesmo período, a inflação
de preços acumulada nos EUA
foi de “apenas” 62,16% (contra 450,12% no
Brasil).  Aquilo que custava US$ 100 em
1º julho de 1994 passou a custar US$ 162,16 em 31 de julho de 2016.  Uma média de 2,22% a cada 12 meses (contra
8,05% no Brasil).

Nem toda destruição é igual

Mas,
em meio a esses escombros, há detalhes interessantes — os quais, porém, não
deveriam surpreender ninguém que conheça o básico sobre economia.

O
IBGE divulga vários componentes que formam o IPCA.  Para começar, há o componente “preços livres”
e há o componente “preços monitorados”.

O
componente “preços livres”, como o próprio nome diz, engloba todos aqueles
itens cujos preços são livremente formados no mercado.  Exemplos:

Alimentos
industrializados e semi-elaborados. Artigos de limpeza, higiene e beleza.
Móveis. Utensílios domésticos. Equipamentos
eletro-eletrônicos. Automóveis. Produtos
de cama/mesa/banho. Bebidas. Roupas. Material escolar. Matrícula e mensalidade escolar. Cursos. Produtos in natura. Alimentação fora de casa. Aluguel. Consertos domésticos. Seguro de carro, conserto de carro, lavagem de
carro, e estacionamento. Recreação e
cultura. Dentistas e todos os tipos de
serviços pessoais.


o componente “preços monitorados” engloba todos aqueles itens cujos preços são
determinados pelo governo via agências reguladoras, estatais e portarias do
Ministério da Fazenda. Exemplos:

Todos
os tipos de serviços públicos. Taxa de
água e esgoto. IPTU. Gás de bujão. Energia elétrica. Ônibus urbano. Ônibus intermunicipal. Metrô. Gasolina
e óleo diesel. Planos de saúde. Tarifas de celular e de telefonia fixa. Pedágios. Remédios e outros produtos farmacêuticos. Licenciamento.

O
gráfico abaixo mostra a evolução destes dois componentes (veja aqui as taxas
mensais de inflação de ambos).  Parte-se
da base 100 em junho de 1994, o que significa que ambos os componentes custavam
R$ 100 em 1º de julho.

livresxmonitorados1.png

Gráfico 1: encarecimento dos bens e
serviços cujos preços são livres (linha azul) e dos bens cujos preços são
regulados pelo governo (linha vermelha)

Observe
que o agrupamento de bens e serviços cujos preços são regulados pelo governo encareceu
acentuadamente mais do que o agrupamento de bens cujos preços são estipulados
pelo mercado.

Em
média, um bem ou serviço regulado pelo governo que custava R$ 100 em julho de
1994 passou a custar R$ 785 em julho de 2016. 
Encarecimento de 685%.  Média de 9,82%
a cada 12 meses
.


um bem ou serviço regulado pelo mercado que custava R$ 100 em julho de 1994
passou a custar R$ 501 em julho de 2016. 
Encarecimento de 401%.  Média de 7,6%
a cada 12 meses
.

Algumas
curiosidades:

1)
A primeira fase do Plano Real, que tinha uma moeda realmente forte, com o câmbio atrelado ao
dólar
, foi bastante eficaz em domar os preços livres.  De 1996 até o final de 1998, os preços livres
(linha azul) demonstraram uma estabilidade que nunca mais seria repetida após
1999, ano da adoção do câmbio flutuante. 
Por que o câmbio flutuante não é propício a gerar preços estáveis em
países ainda em desenvolvimento foi explicado em detalhes neste artigo.

2)
Repare a ‘deflação’ na linha vermelha ocorrida no início de 2013.  Foi quando Dilma reduziu
na caneta o preço da energia elétrica
. E também congelou o preço
da gasolina
em um momento em que o dólar estava encarecendo
aceleradamente
.  Isso foi um fator decisivo que nos trouxe
à situação em que estamos hoje.

3)
À exceção dessa lambança feita por Dilma em 2013, não parece haver nenhum
critério específico na maneira como o governo regula os preços
monitorados.  Eles estão sempre subindo
mais aceleradamente que os preços livres.

4)
Como ensina a teoria econômica, aqueles bens e serviços que são ofertados em um
mercado concorrencial sempre têm seus preços restringidos pela ação dos
consumidores (que podem comprar ou se recusar a comprar). 


aqueles bens e serviços ofertados em mercados regulados e fechados pelo governo
— os quais na prática são fornecidos por empresas que usufruem um monopólio
concedido e protegido pelo governo, como empresas de ônibus, de saneamento, de
eletricidade, telefônicas, planos de saúde, postos de gasolina, TV a cabo,
internet etc.– podem encarecer continuamente sem qualquer represália.  O governo acorda os preços com as empresas
protegidas (dentre elas várias estatais) e o consumidor simplesmente não tem o
que fazer nem para onde ir.

5)
Dentre os preços livres, temos de levar em conta que:

5.a)
boa parte da alta advém dos alimentos, que estão sujeitos não apenas a fatores
climáticos, como também, e principalmente, à taxa de câmbio: quanto mais
desvalorizado o câmbio, maior o incentivo à exportação de alimentos, menor a
oferta de alimentos no mercado interno, maiores os seus preços.

5.b)
praticamente todos o produtos industrializados e manufaturados nacionais são protegidos
por altas tarifas de importação.  Não
fosse esse protecionismo, seus preços seriam bem menores.

6)
Ainda assim, se pegarmos aqueles bens e serviços que são ofertados em regime
concorrencial, excluindo os alimentos, eles são os que apresentaram o menor encarecimento dentre todos.

O
gráfico abaixo mostra a evolução dos preços dos “artigos de residência”, que
englobam eletrodomésticos e equipamentos, TV, som e informática, mobiliário, utensílios e enfeites, cama, mesa e banho, e consertos e manutenção; e do “vestuário”,
que engloba roupas masculina, feminina e infantil, calçados e acessórios, jóias
e bijuterias, tecidos e armarinho.

artigosxvestuario.png

Gráfico 2: encarecimento dos bens e
serviços para casa (linha azul) e do vestuário (linha vermelha)

Compare
com o gráfico 1 e veja como estes itens subiram bem menos.

Móveis,
eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, utensílios, enfeites, cama, mesa e
banho, consertos e manutenção doméstica (este certamente foi o item que mais
puxou para cima) que custavam R$ 100 em julho de 1994 custam hoje R$ 268.  Encarecimento médio de 4,58% a cada 12 meses.

Roupas,
tecidos, jóias e bijuterias que em julho de 1994 custavam R$ 100 custam hoje R$
356.  Encarecimento de 5,9% a cada 12 meses.

Por
fim, como curiosidade, é notável como a linha azul varia majoritariamente de
acordo com o câmbio.  Quando o real era
atrelado ao dólar, a linha azul praticamente não se moveu.  Quando o câmbio passou a flutuar (isto é, a
encarecer), os preços foram juntos.  De
2005 a 2011, quando o dólar se desvalorizou em relação ao real, os preços ficaram
estáveis.  De 2012 em diante, com a desvalorização
do real perante o dólar, os preços voltaram a subir.


o vestuário se manteve totalmente estável enquanto a moeda era forte (até
1999). Depois disso, passou a encarecer continuamente.  Mas encareceu bem menos que todo o resto dos
itens da economia.

Uma observação sobre juros

Imagine
que você vá emprestar dinheiro para alguém. 
De posse do gráfico 1, você sabe que os preços daqui a um ano ou daqui a
vários anos (dependendo do prazo do empréstimo) estarão substantivamente
maiores.  Esse sempre foi o histórico do
Brasil.  Nossa moeda nunca permitiu que
os preços se comportassem civilizadamente. 
Como você agirá?

É
claro que você embutirá nos juros cobrados essa incerteza em relação à carestia.  Por exemplo, como visto, os preços controlados
pelo governo provavelmente subirão a uma taxa média de 9,82% a cada 12 meses.  Logo, uns 10% ao ano é o mínimo que você deveria
cobrar apenas para manter seu poder de
compra

Acrescente
a isso o fato de que você quer ter algum lucro, o fato de que você quer ser
compensado pelo tempo em que ficará sem seu dinheiro, o fato de que o tomador
de empréstimo já está bastante endividado (o que gera alguma incerteza quanto à
sua solvência), e o fato de que ele mensalmente precisa de grandes volumes de
dinheiro emprestado (pois não consegue equilibrar seu orçamento e precisa
continuamente rolar suas dívidas), e você começará a entender por que a taxa básica
de juros é alta no Brasil.

Temos
uma economia ainda em desenvolvimento, com uma renda per capita ainda baixa, mas
um governo que se propõe a ofertar uma variedade escandinava de serviços.  É óbvio que tal governo será um sugador voraz
de dinheiro emprestado para bancar seus gastos.

Dado
que a população brasileira ainda é pobre e pouco
produtiva
— o que significa que apenas impostos não dão conta de bancar os
gastos do governo –, serviços escandinavos só podem ser ofertados mediante empréstimos
maciços concedidos ao governo.

E
tudo piora: se o governo — que em tese é a entidade mais confiável que existe
para a qual emprestar dinheiro (pois pode tributar os outros e imprimir
dinheiro para pagar suas dívidas) — tem de pagar juros altos por causa disso
tudo, imagine então qual será o tamanho dos juros para o resto dos mortais?

Com o governo em cena competindo pelo crédito e se
oferecendo para pagar 14,25% ao ano, a única forma de um coitado qualquer
conseguir algum crédito é se dispondo a pagar juros de, suponhamos, 20% ao ano.  E isso se ele for empreender.  Se for apenas para consumir, a taxa será
quase o dobro.  Por menos que isso o
banco não vai emprestar. 

Tendo tudo isso em mente, eis uma conclusão importante:
juros altos são, acima de tudo, consequência
de uma moeda que continuamente perde poder de compra.  Sim, um governo gastador, endividado e com orçamento
desequilibrado também impulsiona os juros de uma economia, mas, ainda assim, o
principal sustento dos juros altos é a fraqueza da moeda.

Estranhamente, ainda há quem confunda causa e
consequência.  Há quem acredite que juros
altos são uma ferramenta artificialmente criada para gerar moeda forte e,
consequentemente, preços baixos.  Não.  Juros altos são consequência de uma moeda que perde poder de compra, e não a causa
de uma moeda forte.  Juros altos não podem
gerar moeda forte.  Juros altos não
causam moeda forte.  Juros altos são consequência de uma moeda fraca.

Igualmente,
há quem acredite que recessão reduz a carestia. Mas recessão não pode causar
queda de preços. Quem acredita que recessão debela carestia está, na prática,
dizendo que uma economia debilitada irá automaticamente gerar uma moeda forte e
estável. Isso é totalmente sem sentido.  (Veja mais sobre isso aqui e aqui).

Conclusão

O governo, que detém o monopólio da moeda, é um impiedoso destruidor da mesma. Mas nem toda a destruição é igual.

Setores
que operam sob concorrência oferecem os bens e serviços cujos preços foram os
que menos subiram nos 22 anos de real. 

Mesmo
com o explosivo crescimento da quantidade de dinheiro na economia nestes 22
anos — que cresceu a uma
taxa média de 18,30% ao ano
–, a concorrência neste setor conseguiu conter
os preços, fazendo com que seu encarecimento ficasse confinado, como mostra o gráfico
2, a algo entre 4,6% e 5,9% ao ano.  Isso
é um feito e tanto.

Em
contraste, bens e serviços ofertados por setores regulados pelo governo e
blindados da concorrência por meio de agências reguladoras conseguiram extrair
preços cada vez mais altos da população. 
E com uma qualidade, no mínimo, insatisfatória.

Ao
passo que bens cada vez mais demandados pelo povo — como TVs, smartphones,
geladeiras, eletrodomésticos, computadores, notebooks e todos os tipos de
vestuário — foram os que menos encareceram, bens e serviços ofertados sob
intensa regulação do governo — como planos de saúde, remédios, passagens de ônibus,
energia elétrica, telefonia, TV a cabo, gasolina e diesel, pedágios, gás de
bujão, taxa de água e esgoto etc. — foram os que mais dispararam.

Mesmo
alguns itens que são considerados “preços livres”, como mensalidade escolar (que
estão entre as que mais subiram nos preços livres), operam sob um regime de proteção
estatal.  Afinal, a partir do momento em
que o governo decreta ser obrigatório matricular seu filho em uma escola — sob
pena de encarceramento caso você não o faça –, está criado um mercado cativo,
cujos serviços devem ser compulsoriamente consumidos.  Sob esse arranjo cartelizado pelo estado, impossível
os preços não dispararem.

Realmente,
não é nada complicado.  Se você quer bons
serviços, bons produtos, idéias inovadoras e preços contidos, você tem de ter
mercados livres e concorrenciais.  Você tem
de ter liberdade de entrada em todos os setores.  Você tem de abolir as barreiras regulatórias erigidas
pelo governo, as quais servem apenas para proteger as empresas reguladas, garantindo-lhes um mercado
cativo e monopolista
.

Quanto
mais o governo controla, maiores serão os preços, e mais insatisfatórios serão os
serviços.

____________________________________________

Leia também:

Por que a concorrência é
louvada nos esportes e condenada no mercado?
 

A diferença entre
iniciativa privada e livre iniciativa – ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?
 

Brasil versus Romênia – até
quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?


Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

182 comentários em “Surpresa! Desde o real, preços regulados pelo governo subiram muito mais que os preços de mercado”

  1. Henrique Valadares

    Sem o Estado quem iria produzir as vacinas?

    Se não dão nenhum tipo de lucro, quem as produziria?

    Sociedade sem governo é utopia!

  2. Henrique Valadares

    “. O governo acorda os preços com as empresas protegidas (dentre elas várias estatais) e o consumidor simplesmente não tem o que fazer nem para onde ir.”

    Temos mais de 10 montadoras aqui e ainda sim os preços são exorbitantes, e não adianta culpar os impostos, todos sabem que a margem de lucro das montadoras aqui é muito maior que em outros países! O consumidor não se protege do mercado imobiliário, não se protege do mercado automobilístico, até ovos da páscoa produzidos no Brasil são vendidos à preço de banana nos EUA e aqui são caríssimos!
    O consumidor nunca tem para onde ir, enquanto os burgueses controlarem a economia viveremos assim…

  3. Sem mudança em sua constituição não haverá melhoria:

    Artículo 60.- Pluralismo Económico
    El Estado reconoce el pluralismo económico. La economía nacional se sustenta en la coexistencia de diversas formas de propiedad y de empresa.

    Artículo 61.- Libre competencia
    El Estado facilita y vigila la libre competencia. Combate toda práctica que la limite y el abuso de posiciones dominantes o monopólicas. Ninguna ley ni concertación puede autorizar ni establecer monopolios.

    Artículo 64.- Tenencia y disposición de moneda extranjera
    El Estado garantiza la libre tenencia y disposición de moneda extranjera.

    Alguns trechos que permitem que o Peru tenha relativo sucesso econômico na região: garantia de liberdade econômica, estado proibido de estabelecer monopólios e livre circulação de moeda estrangeira.

  4. JOSE F F OLIVEIRA

    Totalmente ELUCIDADO o caso[22 anos de Real] do “LIVRE MERCADO” que existe de fato, porém IGNORAM de Direito.Mais um para calar os retrógrados.Parabéns.Leandro, uma “Cópia Xerocada”, Jun/1994 = R$ 0,03, hoje [Ago/2016] = R$ 0,05.

  5. Giovanni Antonielli

    Como eu queria que todos tivessem conhecimento desse site, e lessem ao menos alguns artigos. É impossível sair daqui com a mesma mentalidade. Parabéns Leandro, vocês do IMB me dão esperança de ver um Brasil melhor!

  6. Precisamos reunir recursos para fazer um vídeo informativo para veicular artigos como estes para acordar o povo sobre como o governo é o problema e não a solução.
    Parabéns Leandro pelo conteúdo, achava que não pudesse melhorar, aliás, com quem você está concorrendo para melhorar a cada dia?

    Abraço.

  7. 126 anos de república já somam mais de 6,5 trilhões de % em inflação. Os cálculos estão na internet. Pesquisem. Os 67 anos de império tivemos uma média anual de 1,58% de inflação dando inflação de 286% em 67 anos. O poder moderador de Dom Pedro II recebia 67 contos de réis por mês durante 49 anos e sem aumentos. Com esse dinheiro ele doava a metade para pagar os estudos de 409 brasileiros durante esses 49 anos de segundo reinado. Durante os 6 anos da guerra do Paraguai Dom Pedro II doava outros 25% para custos de guerra. Da-lhe império do Brasil único governo que deu certo por aqui. A república falhou em tentar ser melhor do que o império do Brasil. Vote na enquete. http://www.enquetes.com.br/popenquete.asp?id=1115336

  8. Não é provocação nem nada mas qual pais adotou a Escola Austriaca? Keynesianismo foi implantado em quase todos os paises desenvolvidos do mundo. Da Alemanha a Noruega e a Escola Austriaca? Somalia? EUA antes de FED?

  9. Magistral! Um texto perfeito, sem qualquer tipo de ressalva. Creio que cabe a nós espalharmos o link desta matéria por aí, o povo em geral é muito ignorante em relação à atuação do Estado. As pessoas que não buscaram esta informação realmente creem que o Estado é necessário, e olha que estou falando de pessoas não tão alienadas assim, relativamente esclarecidas. Mas é aquela coisa… uma mentira contada milhões de vezes por décadas e décadas acaba se tornando uma verdade para as massas.

  10. Que bela aula. Economia me parece ser a área em que mais se confunde causa e consequência. Li um texto outro dia em que o autor falava que as jornadas de trabalho mais elevadas em países mais pobres seriam a causa da pobreza, uma vez que as pessoas não teriam tempo para se instruir. Quer dizer, troco-se a consequência pela causa: exatamente porque o país é pobre e as pessoas menos instruídas é que a jornada de trabalho é alta.
    Com a inflação é a mesma coisa: sua causa é o aumento de preços. Nunca a expansão monetária indevida.

  11. Sempre lembrando que “setores livres” devem vir entre aspas, pois ainda assim sofrem uma absurda tributação, um gasto altíssimo com burocracia e diversas exigências do setor público. Acho que a classificação deveria ser “setores um pouco mais livres”.

  12. Está vida é marcada de cruzes. Cara como o Brasileiro sofreu com essa desvalorização do real.
    Enquanto os funças com essa desvalorização conseguiram compensar com o salario alto, Mas imagine que não era funcionário publico e tinha que sobreviver com salário minimo?

    Será que funcionário publico não tem consciência pesada?

  13. Parabéns Leandro! Você faz um trabalho de divulgação primoroso e muito importante, continue nos brindando com seus artigos.
    Aproveito pra fazer uma pergunta: A quantidade de moeda na economia, como tem evoluído desde a criação do Real? Existe alguma fonte onde possa consultar essa informação?
    Obrigado e parabéns novamente.

  14. Rogério Galhardo

    Outro adendo interessante é a questão das mensalidades das faculdades privadas. Depois que o governo inventou o FIES — que na prática representa uma clientela crescente, cativa e garantida para as faculdades — as mensalidades explodiram.

    Outro exemplo de preços livres inflacionados por uma atuação estatal (subsídios).

  15. Paulo Bostermann de Carvalho

    qual o efeito do prouni e fies nas mensalidades das universidades particulares? já foi feito algum artigo aqui sobre isso?

  16. Leandro sei que vc deve estar acompanhando o questionamento dos senadores ao senhor Belluzzo no processo de impeachment. Ele acaba de dizer que Banco público emprestar para o governo não é operação de crédito. Seria esta apenas uma relação entre bancos e mutuários, arrancando efusivos aplausos da senadora ultra esquerdista Kátia Abreu.

  17. Leandro, qual o seu contra-argumento em relação á teoria keynesiana de “desemprego friccional e voluntário”? Segunda esta teoria, a livre oscilação dos salários nominais em períodos de recessão desestimula os trabalhadores à procurar emprego.

    Segundo Keynes, salários nominais em queda significam queda no consumo, já salários REAIS em queda não possuem o mesmo efeito “psicológico”. O argumento dele é de que, se salários reais em queda fossem algo ruim, as pessoas iriam pedir demissão ou parar de procurar trabalho com a alta dos preços de mercadorias. Porém não é isso o que vemos.

    Qual é a visão austríaca para contrapor isso? Houve de fato esse fenômeno de desemprego voluntário nas crises do início do século?

    E parabéns pelo artigo, seus textos são todos sensacionais!

  18. Economista da UNICAMP

    Tudo culpa da indexação.

    Malgrado do esforço do ”Larida”, essa doença chamada inflação inercial segue resiliente. Daí o motivo dos preços regulados pelo governo subirem tanto.

    Mas podem ficar tranquilos que o grandioso Bresser está trabalhando em um PL que proíbe que o Estado brasileiro assine ou renove contratos com cláusula de indexação.

    Eu seria mais radical: proporia um choque heterodoxo com o congelamento de preços muito sensíveis à inflação inercial.

  19. Leandro,

    Parabéns por mais este artigo esclarecedor.

    Só me diz uma coisa: quando vc vai postar o que mais pensa: nas dezenas de elogios que, apesar de vc dizer imerecido, são sim bem merecidos, ou no trabalhão que vai ter em ler e responder? Afinal 60 mensagens em questão de horas não é pra qualquer um.

  20. Que belíssimo artigo! Me reveso em ler artigos antigos e novos do IMB e encontro algumas obras primas, simples para qualquer leigo entender.

    Leandro, acompanhando os artigos vejo que estamos próximos de uma próxima grande crise mundial, dos títulos soberanos.

    Provavelmente, ouviremos do maisntream que a culpa foi do liberalismo novamente e a solução é mais controle estatal.

    O IMB ou outros órgãos do tipo estão preparados para a divulgação mais ampla da Escola Austríaca nesse período, para que se evidencie a importância dos ideais da EA no cenário econômico?

    A EA ainda é tratada como absurdo pelo mainstream. Em uma analogia barata, assim como pagar mais de R$ 10,00 em uma cerveja também era.

    O IMB conhece meios de divulgação mais ampla de suas ideias?

    Obrigado!

  21. Essa divisão entre preços livres e preços monitorados tem alguma função do ponto de vista didático e quando se quer falar sobre a inflação monetária (essa parte o autor fez muito bem).
    Mas do ponto de vista da acurácia quanto aos eventos econômicos, é de se questionar até mesmo a entidade que realizou o apuramento dos dados, pois:
    – Inexiste a divisão entre preços livres e preços monitorados. Pressupondo-se a existência do estado, todos os preços são monitorados. Uma vez que o estado é o monopolista da tributação e da justiça num dado território, todos os aspectos da vida são passíveis de regulações econômicas
    – Se esses preços foram levantados de forma “bruta” (indo lá nas prateleiras dos supermercados e anotando os preços dos produtos), talvez isso possa ser um equívoco, já que preços finais carregam consigo uma infinidade de informações que chega a ser quase antiético para o estatístico relacionar esses preços a alguns processos econômicos; os tais preços livres que foram separados dos outros só para fins didáticos são fortemente dependentes dos preços administrados; a carga tributária pode ter aumentado (e de fato aumentou); as regulações podem ter sido cada vez mais restritivas (o que pode tornar a situação ainda mais caótica); a produção de bens e serviços somado com o nível de poupança em termos absolutos podem ter aumentado numa velocidade mais ou menos igual à velocidade de expansão da base monetária (onde percebe-se aí um elemento deflacionista) etc
    Por outro lado eu também entendo que realizar uma mensuração de eventos econômicos com alguma fidelidade pode ser uma tarefa impossível, dado os inúmeros fatores incidentes.
    De modo que para mim esses indicadores todos têm muito mais uma finalidade didática do que de fiéis transmissores do momento econômico. Mas de forma alguma são menos importantes.

  22. Leandro, parabéns pelo artigo. Tenho uma dúvida: Os juros altos praticados pelo BACEN não é uma forma de proteger o baronato brasileiro? Eles dizem que os juros altos servem para controlar inflação. Mas o problema da inflação é que a economia brasileira é cartelizada e protecionista, então a oferta de produtos é menor e a qualidade é ruim e o preço é alto. Se simplesmente abrisse a economia, qual seria a taxa de juros que poderia ser praticada? Supondo que ao invés da taxa atual, 8% seria o suficiente? Ao meu ver, os juros são altos porque esse é o preço que o governo impõe a sociedade para proteger o baronato da CNI. Se abrisse a economia os juros poderiam ser bem menores. Não sei se minha teoria está correta.

  23. Engraçado, também já me fiz esta pergunta (para onde iriam os juros se não fossem controlados?)

    O Leandro vai te responder melhor, mas dou minha contribuição:

    A taxa de juros em uma economia é determinada predominantemente pela poupança disponível para novos investimentos. Quando as pessoas são muito voltadas para o consumo, a poupança disponível é baixa e consequentemente há menos oferta de fundos disponíveis para investimentos produtivos. Já quando as pessoas tem uma preferência temporal a poupar, e assim, adiar o consumo presente, sobram mais recursos, o que faz a taxa de juros tender a baixar.

    Creio que temos pouca poupança no Brasil frente aos investimentos. E por isso acredito que a taxa seria bem mais alta que a atual. A curva de juros inteira, aliás. Mas é só uma conjectura, gostaria até que o Leandro me confirmasse isso, se possível.

    Outro ponto importantíssimo é a alta concentração bancária que há no Brasil. Seguindo essa idéia de que os brasileiros não poupam, acrescente ainda a falta de concorrência entre as instituições bancárias e afins.

    Agora, se fosse legal o empréstimo entre pessoas físicas, a coisa seria um pouco diferente. (Só que isso atrapalharia o monopólio legal dos bancos, e sabemos bem como funciona o Estado.)

  24. Excelente artigo

    Nos anos 80 e início dos anos 90 eu e minha família sofremos muito, primeiro com hiperinflação e depois a tentativa de segurar os preços via tabelamento de preços. O que vimos foi, de início, desabastecimento, até que um novo ciclo de aumentos hiperinflacionários vinha na sequência. E assim sucessivamente.

    Até que, finalmente, o Plano Real quebrou esta sequência. Mas, infelizmente, não quebrou totalmente. E, na época, já se falava que por o Plano Real não ter sido implantado totalmente devido ao poder político, no futuro ele iria quebrar.

    Leandro Roque, você sabe qual foi a parte do Plano Real que não foi implantada? Pergunto porque li sobre isto no final dos anos 90 mas não levei muito em conta.

  25. Leandro,

    Excelente artigo, sempre que acesso esta pagina me deparo com muitos artigos interessantes, tanto do ponto de vista econômico quanto histórico. Agradeço a você e a todos que fazem parte deste conteúdo que nos leva a realidades do fatos do mundo e do nosso país.
    Mais uma vez, obrigado pelo texto extremamente esclarecedor sobre o nosso sistema monetário!

  26. anônima das sextas

    Nem preciso deixar meus parabéns por mais um ótimo artigo, Leandro “Rocks”! Os comentários aos seus artigos são os únicos que eu faço questão de transformar em PDF para usar em minhas pesquisas.

    Apesar de criar coragem para comentar por aqui só há alguns meses, já acompanho os artigos do Instituto há exatos 2 anos. Apesar das dificuldades, ler e entender as ideias da liberdade mudaram minha vida. Já comentei por aqui que virei a “liberchata” da família, mas é a disposição em debater certas ideias batidas com pessoas de cabeça mais aberta é que traz mais vontade de vir aqui e pegar mais textos para aprofundar meu nível de contra-argumentação. Obrigada!

  27. Bateu uma nostalgia. Eu fazendo perguntas idiotas nos belos artigos do Leandro Roque.

    Leandro,

    1) a) Há algum país subdesenvolvido brincando com taxa básica de juros perto de zero ou negativa?

    b) Como seria se o Brasil tentasse tal aberração? Seria possível?

    2) Juros punitivos para aqueles que pegam empréstimos apenas para consumir não é algo teoricamente positivo?

    Acho meio absurdo quando alguém reclama de juros de cheque especial porque não conseguiu conter seu consumismo. (É um diabo keynesiano que fica no ouvido das pessoas dizendo para elas comprarem tudo, além do que podem, incluindo coisas superficiais.)

  28. Leandro, excelente artigo novamente! Podes me tirar algumas dúvidas? Dado que os bancos criam crédito do nada (vide o paper do banco da Inglaterra), te pergunto:

    1) Como isso afeta o mercado de loanable funds? Ainda existe a mesma conexão direta entre níveis de poupança e investimento?

    2) Como as reservas podem controlar a expansão creditícia, já que os depósitos “seguem” os empréstimos?

    desde já agradeço. Abraço!

  29. Eu prefiro acreditar em atentado terrorista econômico.

    O governo paga 1 bilhão de reais por dia em juros. Essa dívida pública é imposto com juros e correção monetária.

  30. Muito bom o artigo, entretanto penso que só faltou relativizar alguns pontos. Vamos usar, para compor o raciocínio, o salário mínimo, mesmo não sendo o melhor fator comparativo. Em julho de 1994 o salário mínimo era algo em torno de R$ 64,00 então para acessar o item Y do artigo um trabalhador ainda precisaria de R$36,00, ou seja, em tese não teria como acessar o item Y não gerando demanda sobre este item. Já em julho de 2016 o valor do salário mínimo é de R$880,00 assim, mesmo que o item Y tenha saltado para R$550,00 um trabalhador que ganhe o mínimo pode agora acessar o item Y e ainda vai lhe sobrar R$ 330,00, para poupar, para investir, para melhorar sua instrução.

  31. Olá Leandro !

    Se há aumento na produção, não deveria haver mais produção de dinheiro ? Como a mesma quantidade de dinheiro vai corresponder a uma quantidade de produtos maior ? Não vejo problemas com a deflação, mas o ideal não é a estabilidade ?

    Existe uma maneira para quantificar e relacionar o aumento da produção com o aumento do dinheiro ?

    O governo está fazendo isso no sentido contrário, que é produzir dinheiro antes de produzir ?

  32. Lembro-me do saudoso empresário Antônio Ermírio de Moraes nos anos 80 denunciar os preços administrados de Tarifaço e dizia ele que isso arrebentava o orçamento de meio mundo,ele falava isso no extinto programa Gazeta mercantil da Band no domingo a noite,enfim o saudoso empresário tinha razão apesar dos meus parcos conhecimento de economia política naquela ocasião,mas graças a Deus hoje existe o IMB para esclarecer as coisas e nos deixar a pá da verdade.

  33. Olá, ótimo texto. Porém, me surgiu uma dúvida pela seguinte afirmação: “Tendo tudo isso em mente, eis uma conclusão importante: juros altos são, acima de tudo, consequência de uma moeda que continuamente perde poder de compra”. Haja vista que a perda de valor de uma moeda se da pela inflação monetária e a injeção massiva de dinheiro através do BC diminui a taxa de juros, como essas duas situações se sustentam?

  34. Leandro, parabéns por mais este artigo absolutamente fantástico. É sempre um prazer olhar a página do Mises no fim do dia e ver que há um artigo seu novinho!!! Esse já foi pros meus favoritos do Mises…
    Brinde-nos com cada vez mais textos maravilhosos como este!

    Abs

  35. Leandro, Ótimo artigo!
    Tenho uma pequena loja de sapatos masculinos, produto que teve um aumento de preço menor em relação a produtos controlados, mas cuja qualidade caiu bastante, gerando grande insatisfação nos clientes já que estes estavam acostumados com o conforto e durabilidade dos sapatos do passado, perdi muitos clientes, reclamei para os representantes, um deles foi bem sincero e disse:
    – A fábrica falou que não pode manter a qualidade já que o sapato ficaria bem mais caro do que a concorrência e não venderia nas grandes redes de lojas que controlam praticamente 80% do mercado, a única solução para não perder mercado foi manter o preço, sacrificando a qualidade.
    O pior é que mesmo assim os sapatos ficam Caros, levando o cliente a exigir bastante, já que ele está comprando um produto de Marca! Para eles um sapato de R$ 190,00 reais é extremamente Caro pq a sua memória esta congelada no passado aonde ele pagava R$ 130,00 pelo mesmo produto só que com uma qualidade superior.VC, ainda tem que escutar que está cobrando demais, é muito esperto, resumindo, que a culpa pelo preço alto e qualidade ruim é sua.

  36. Outra obra prima do Sr. Leandro Roque, um dos maiores economistas vivos da atualiadade no mundo, mas infelizmente não muito conhecido, afinal para a mídia e o governo só interessam os Keynesianos (aqueles que se importam mais em tentar mudar a realidade por meio de fórmulas mágicas do que entende-la).
    O gráfico número 1 já mostra claramente a proposta brilhantemente explicada no decorrer do texto: mercado livre e concorrência sempre consegue fornecer um produto ou serviço a preços menores do que mercados altamente regulados ou com preço determinado pelo governo. É inacreditável que ainda hoje há quem duvide disso.

  37. 137 comentários e contando… e no fim de semana.

    Lembro-me de quando comecei a ler os artigos do site em 2011 e tínhamos não mais que uma dezena de comentários em dias…

  38. Sensacional Leandro. Mais uma obra de arte. Saiba que seus artigos e o site como um todo estão mudando muito a mentalidade da nossa sociedade.

    Att

  39. Caro Leandro, esse artigo mereceria ser pregado na porta de todas as salas de aula das faculdades de Economia no Brasil. Não só o artigo é espetacularmente didático, mas também muito bem otimizado em sua síntese. Particularmente, só comecei a compreender bem melhor o que é Câmbio após começar a ler os seus artigos. Veja como o seu trabalho tem produzido frutos!

    Entretanto, há algo que não consigo compreender: Diante de um cenário de câmbio e de inflação tão real e ao mesmo tempo tão evidentemente ameaçador às finanças brasileiras, será que os banqueiros desconhecem todos estes fatos? (Excluo os políticos do âmbito dessa compreensão, e acredito que por motivos que todos aqui entenderão).

    Porém, insisto: Os Bancos neste cenário (o apontado pelo artigo) se pareceriam como pilotos de um navio dançando e cantando enquanto o navio afunda. Como explicar isso? Como explicar essa postura dos banqueiros diante de um cenário tão severamente ameaçador para a própria subsistência deles (dos banqueiros brasileiros)?

    Estariam os banqueiros brasileiros em uma espécie de zona de conforto delirante e alheios a esta realidade, ou eles sabem, de fato, o que está acontecendo não só com o Real, mas com a Economia brasileira como um todo? Para citar um simples exemplo, se observarmos o comportamento dos dois gigantes privados brasileiros, passa a impressão de que estariam de certo modo, ou alheios ou completamente incapazes de enxergar o que está se passando na realidade tangível. O que seria isso em sua opinião? Como explicar esse comportamento deles e de seus bancos?

    Mais uma vez, parabéns Leandro!

  40. Leandro Roque, comecei a me interessar por economia lendo esse site e outros portais liberais e então, gostaria de perguntar para o Senhor, que tem um conhecimento impressionante, como aprender de fato a economia.Poderia me dar uma orientação mais geral? Bom, agradeço desde já.

  41. Dois comentários. O primeiro é que o Leandro, ao mesmo tempo em que inspira com seus artigos, deixa pesquisadores como eu quase sem margem para comentar sobre o mesmo tema, de tão completos que são seus textos. O segundo é uma sugestão de alteração de texto no terceiro parágrafo do item “uma observação sobre os juros”, em que o Leandro comenta sobre os lucros; eu teria explorado mais o termo “custo de oportunidade”, por ser mais facilmente aceitável pelas pessoas (a palavra “lucro” é feia em nosso país, de cultura socialista), e por ter mais leitura técnica e objetiva para ilustrar o motivo pelo qual as taxas de juros são altas no Brasil.

  42. Leandro

    Escreva um artigo explicando o que você acha do que estar por vir e o futuro da economia do Brasil. Seus artigos são excepcionais.
    05-Set-2016

  43. Parabéns Leandro e obrigado por mais essa enorme contribuicão para o repertório daqueles que, como eu, precisam diariamente defender a sensatez econômica diante de hordas de clichês keynesianos e marxistas.

    O que torna os artigos do Leandro tão especiais (além, obviamente, da eloquencia e do didatismo do autor) é:

    1) São completamente voltados para a realidade brasileira, porém

    2) sem perder de vista o contexto mundial e

    3) serem sempre 100% embasados em fatos os quais são

    4) interpretados à luz da mais pura teoria econômica.

  44. Jefferson Scheifer

    Olá Leandro é excelente os seus artigos, e você também fala muito bem nas suas conferência.

    POR QUE VOCÊ NÃO CRIA UM CURSO ONLINE POR VÍDEO CONFERENCIA COM ENFASE NA ESCOLA AUSTRÍACA COM 1 AULA POR SEMANA OU ATÉ DUAS TALVEZ…

    COBRA UMA MENSALIDADE DA GALERA,

    abraço.

  45. Leandro, o que há de errado com o seguinte argumento:

    “Não é a impressão de papel moeda per se que leva à inflação, mas sim quando a impressão excede o valor real de bens produzidos em uma economia. A teoria quantitativa da moeda expressa esse conceito de equilíbrio através da fórmula MV = PY, sendo M a oferta de notas, V a velocidade de circulação das mesmas, P o preço de um dado bem de consumo e Y a oferta desse bem. Dizer que imprimir dinheiro aumenta os preços é simplificar MV = PY para M = P.”

  46. Lendo esse artigo novamente, percebi que boa parte dos preços controlados são de estatais, o que significa que, o aumento maior nos preços se deve única e exclusivamente ao controle de preços, ou, a corrupção e ineficiência do setor?

    Observe que hoje a petrobras tem maior liberdade nos preços, mas os reajustes continuam constantes(para cima) mesmo com o petróleo em preços historicamente baixos. É realmente difícil entender essa nova política de preços das estatais Brasieiras . Parece que foi feita exclusivamente para ferrar o consumidor

  47. Uma das coisas que me fez ficar frustrado com Economia nas universidades brasileiras, a tal ponto de recorrer para o estrangeiro, mesmo que no EAD, foi a falta de análise e bom senso de certos professores. Uma vez estava em sala de aula tendo uma aula entediante de Economia Monetária (que na verdade é uma economia pós-keynesiana travestida de monetária). Quando perguntei ao demente do professor sobre a questão do poder de compra, que segundo à sua genialidade a quantidade de moeda na economia não fazia com que os preços se alterassem, muito pelo contrário, era uma forma de não gerar empobrecimento por pouca quantidade de moeda na mão dos mais pobres. Citei um gráfico do Banco Central, até citado pelo Leandro em um artigo aqui, que mostra o aumento da quantidade de moeda na economia desde a criação do plano Real. Pois bem, o sujeito vem falar que não era problema da quantidade de moeda na economia o aumento de preços, porque o câmbio influenciava mais, pois eu tinha citado um exemplo do Kinder Ovo que nos anos 90 custava R$ 1,00 real. Mas a explicação dele foi merda, afinal, não é o câmbio somente que definia isso, porque na época do Kinder Ovo a 1,00, embora o cambio estivesse em um regime de atrelamento com o dólar, realmente pau a pau, existia produtos nacionais que não sofriam influência do dólar, pois eram fabricados aqui – não poderia nem alegar que os custos eram relacionados aos bens de capital em dólar desses produtos nacionais, porque eram produções que utilizavam mais L (trabalho) do que bens de capital (K), afinal estou falando dos anos 90 (ainda tinha boia-fria pra caramba). Mas qual produto é esse? As frutas em geral, commodities agrícolas, você ia no mercado e com 1,00 comprava 1 kg de frutas em geral: laranja, pera, entre outras; isso sofria influência do câmbio? É óbvio que não, e tinha tantos outros exemplos na época para citar. Ou seja, o fato do Kinder Ovo aumentar não foi porque o câmbio aumentou somente, claro que encareceu sim, mas dizer que a quantidade de moeda não teve relação é uma piada, porque não explica o porquê das frutas terem aumentado também e vários outros produtos nacionais. Mas eu nem discuti, porque foi ridículo um sujeito com mestrado não saber o básico, por essas e outras que eu digo: Não façam Economia no Brasil, é perda de tempo, só recomendo se quiser mais mercado financeiro essas instituições como IBMEC e FGV, porque pega mais matemática monetarista do que essas teorias loucas do keynesianismo e pós-keynesianismo. Enfim, ótimo artigo!

Rolar para cima