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Brasil: vítima do keynesianismo vulgar

Nota da edição:

Ainda em luto pelo falecimento do professor Antony Mueller, relembramos neste artigo sua análise sobre como políticas econômicas intervencionistas ajudaram a conduzir o Brasil a uma profunda deterioração econômica.

O artigo foi originalmente publicado em 2015 e é republicado hoje em sua homenagem.


Todos os caminhos keynesianos levam à estagflação. Foi assim na Europa e nos EUA na década de 1970, quando tanto a estagnação econômica quanto a inflação de preços atingiram suas economias ao mesmo tempo. Atualmente, esse é o caso do Brasil.

Desde que chegou ao poder, em 2003, o governo trabalhista brasileiro se dedicou, religiosamente, a implantar a doutrina econômica do “crescimento por meio do consumismo”. Atualmente, o país vive as inevitáveis consequências dessa política simplista, que culminou em endividamento recorde da população, acentuada desvalorização cambial, estagnação econômica e inflação de preços e ascensão.

Todos os indicadores econômicos já estão piscando uma luz vermelha: do crescimento econômico à taxa de câmbio, passando pela inflação de preços, pela produtividade, pelo investimento e pela produção industrial (que encolhe há 11 meses).  A confiança do empresariado está no menor nível da série histórica. Já a confiança do consumidor é a pior em 10 anos.

Expansões e bolhas, ao estilo brasileiro

Mais uma vez, as políticas keynesianas levaram à estagflação.  A realidade finalmente se impôs. A ilusão da riqueza fácil foi despedaçada. O arsenal keynesiano, que parecia tão eficiente em criar milagres, se tornou impotente.

A equipe econômica da Fazenda e do Banco Central não tem a mais mínima noção do que fazer.  Os pronunciamentos de seus integrantes são divergentes e desencontrados. Pudera: na prática, eles desconhecem qualquer outra doutrina econômica que não seja aquela de estimular a economia pelo consumo das famílias e pelos gastos do governo.

No entanto, com o endividamento das famílias em níveis recordes, com os cofres do governo vazios e com a inflação de preços em alta, as políticas de expansão do crédito e déficits orçamentários do governo se exauriram. 

As condições externas favoráveis, como o forte crescimento da China e a alta demanda por commodities, beneficiaram a economia brasileira durante a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva.  Esses fatores externos em conjunto com maciços estímulos internos aceleraram o crescimento econômico.  No entanto, com o fim do boom das commodities e a desaceleração do crescimento econômico da China, os fatores externos não mais podem ajudar.  Para piorar, o consumo interno da população estagnou à medida que seu endividamento — assim como o do governo — aparentemente chegou ao limite.

No início de 2015, finalmente tornou-se óbvio que o país havia vivido em um mundo ilusório sob a batuta do Partido dos Trabalhadores durante os últimos doze anos.  Olhando retroativamente, hoje parece piada o fato de Lula, certa vez, ter anunciado que a economia brasileira estava prestes a ultrapassar a do Reino Unido e que, dali em diante, continuaria ultrapassando as outras principais economias do mundo. 

Quando foi anunciado, em 2007, que o Brasil iria sediar a Copa do Mundo de 2014, e também quando, em 2009, foi anunciado que o Comitê Olímpico escolhera o Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, parecia que o tão desejado reconhecimento internacional para as façanhas do presidente havia finalmente sido alcançado. O júbilo interno foi igualado pela exuberância externa, e todos falavam sobre como Lula levaria o Brasil para o século XXI.

Assim como muitos brasileiros não queriam enxergar a realidade, os observadores externos também fizeram vista grossa para o fato de que o Partido dos Trabalhadores estava simplesmente praticando uma das formas mais grosseiras de keynesianismo.  O keynesianismo brasileiro é de um tipo que vem profundamente misturado com o marxismo de Michael Kalecki.  Na Europa e nos EUA, ainda há resíduos de um pensamento econômico sólido, o qual conseguiu sobreviver aos ataques da “nova economia”. No Brasil, no entanto, houve uma vitória quase que completa do “keynesianismo kaleckiano”, que logrou jogar a maioria das outras escolas de pensamento econômico no limbo.

Pode o governo transformar pedras em pães?

Até hoje, o economista polonês Kalecki ainda é tido em alta estima por algumas das mais proeminentes universidades brasileiras.

A corrente de keynesianismo que Kalecki desenvolveu na década de 1930 se transformou no principal paradigma das políticas econômicas no Brasil, não obstante o fato de que esse tipo de macroeconomia carece de fundamentos micro e é totalmente vaga em termos de conteúdo realista.  

A corrente kaleckiana de keynesianismo leva a sério os símbolos da literatura macroeconômica convencional e, ao manipulá-los de acordo com as regras básicas da álgebra, o modelo chega à conclusão de que “trabalhadores gastam o que ganham” ao passo que “capitalistas ganham o que gastam” (foi assim que essa teoria foi resumida por Nicholas Kaldor).

Kalecki e seus seguidores marxistas consequentemente decidiram que, quando o estado assume a função do capitalista, os gastos do governo se tornam capazes de enriquecer o país ao mesmo tempo em que garantem que os trabalhadores recebam sua fatia justa na condição de consumidores.  Ainda mais do que Keyens, o evangelho de Kalecki pregava que seus seguidores eram capazes de transformar pedras em pães. Os gastos do governo, em qualquer área e com qualquer propósito, em conjunto com o consumismo em massa seriam o caminho mais prazeroso para a prosperidade. 

Essa promessa tem sido o norte das políticas econômicas do governo do PT ao longo da última década.

Durante a maior parte dos dois mandatos presidenciais de Lula, de 2003 a 2010, a receita kaleckiana pareceu funcionar. Sob o comando do ex-líder sindical, o governo brasileiro gastou, os consumidores consumiram, e a economia cresceu. Ao mesmo tempo, em decorrência de conjunturas externas, a
taxa de câmbio se apreciou, o que garantiu que a inflação de preços permanecesse contida não obstante toda a expansão do crédito e todo o consumismo. A taxa de desemprego caiu.

Não é de se estranhar, portanto, que Lula tenha usufruído uma imensa popularidade durante seus dois mandatos, e que o PT tenha conseguido se manter no poder quando Lula escolheu a dedo sua sucessora, que venceu as eleições em 2010 e 2014.

Dilma Rousseff, no entanto, uma burocrata de carreira e ex-guerrilheira urbana, teve enormes dificuldades para se reeleger.  Logo no início do seu segundo mandato, nuvens escuras começaram a ofuscar o ainda flagrante otimismo do partido.  Em 2011, seu primeiro ano de governo, a taxa de crescimento econômico
começou a desacelerar.  O governo, entretanto, foi rápido em alegar que tudo não passava de um soluço passageiro. Porém, quando a taxa de crescimento continuou caindo em 2012, o governo começou a entrar em pânico. Aquilo simplesmente não constava em seus modelos.

Em 2014, com as eleições no final do ano, o governo fez exatamente aquilo que a receita kaleckiana-keynesiana prescreve, e acelerou ainda mais suas políticas expansionistas. Isso pode ter lhe garantido a reeleição, mas o preço veio logo em seguida, e está sendo alto.

A desilusão se instala

No início de 2015, o desencantamento veio com tudo.  As pessoas, principalmente seus eleitores, se sentiram enganadas pelo falso otimismo e pelas falsas promessas de campanha.  Além da inflação de preços que não dá sinais de arrefecimento, os juros estão em ascensão, as tarifas de energia elétrica foram elevadas acentuadamente e o preço da gasolina chegou a níveis recordes — três medidas que Dilma jurou durante sua campanha que não iria tomar.

Para piorar, o escândalo de corrupção na Petrobras em conjunto com uma economia que está rapidamente se deteriorando levaram dois milhões de pessoas às ruas, no dia 15 de março, para protestar contra o governo e pedir o impeachment da presidente.

No entanto, o que vários manifestantes ainda não entenderam é que o Brasil necessita de muito mais do que uma simples mudança de governo. O país necessita urgentemente de uma mudança de mentalidade.  Para encontrar o caminho da prosperidade, o Brasil tem de descartar sua ideologia econômica dominante. O Brasil tem de se livrar de sua tradição de ter governos perdulários e de acreditar que a expansão do crédito resolve todos os problemas. O país não pode continuar imaginando que a participação do estado — de inspiração marxista — na economia e o protecionismo instituído pela Cepal irão enriquecer o país. 

Não há nenhuma circunstância especial no cerne do atual desarranjo econômico; há apenas ideias erradas sobre política econômica.

Para encontrar a saída da atual crise, o Brasil precisa de uma grande dose de liberalização econômica.  Menos intervenção estatal e muito mais liberdade de empreendimento devem ser os primeiros passos.  E, para que isso aconteça, uma mudança de mentalidade é necessária. Os brasileiros devem adotar uma alternativa ao atual capitalismo de estado. O país tem de abraçar o laissez-faire para poder prosperar.

Essa tarefa é tremendamente desafiadora, pois praticamente todos os partidos políticos atualmente representados no Congresso são de esquerda e de extrema-esquerda. Não há nenhum partido
genuinamente conservador e nenhum partido autenticamente pró-mercado. Essa situação é mais do peculiar porque, como pesquisas consistentemente mostram, a maioria dos brasileiros se situa na centro-direita em termos de orientação política.

O marxismo ainda domina as universidades

O motivo dessa discrepância jaz no fato de que a esquerda domina o ensino superior, especialmente nas ciências sociais, nas ciências econômicas e no direito. São desses setores que a maioria dos ativistas políticos vem. Quando a ditadura militar acabou, em 1984, o sistema universitário já estava sob controle quase que completo de esquerdistas de todos os tipos. Consequentemente, a vida acadêmica é ideologicamente muito diferente dos costumes do resto da sociedade brasileira, onde o bom senso ainda prevalece, embora não tenha voz.

Felizmente, a evolução intelectual não mais depende exclusivamente da academia. Embora a corrente kaleckiana de keynesianismo e marxismo ainda domine as universidades, um robusto movimento libertário está em ascensão no Brasil. Assim como o proverbial viajante do deserto está à procura de água, vários jovens estão à procura de ideias novas para combater o crescente estatismo que está arruinando a economia brasileira. 

No passado, mudanças na mentalidade levavam décadas, até mesmo séculos, para ocorrer. Hoje, com o advento da internet, ideias têm um mercado próprio, e há livre acesso para todos. Será fácil para os brasileiros entenderem que não basta apenas ficar bravo com o atual governo; para prosperar, a solução é
transformar o capitalismo de estado vigente no país em um sistema de livre mercado. Só assim o enriquecimento será contínuo.

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90 comentários em “Brasil: vítima do keynesianismo vulgar”

  1. No início do artigo o Professor Mueller afirma que a política econômica vem sendo adotada desde 2003. No entanto, Leandro Roque tem mostrado em outros artigos que o primeiro mandato do Governo Lula foi mais ortodoxo.

    Estou enganado ou existe uma discordância dos fatos?

  2. Transcrevo um comentário que fiz em outro artigo:

    Fui descobrir a EA somente na metade da graduação em Economia em uma universidade particular.

    Quase que a totalidade dos professores que tive na Economia eram Mestres e Doutores com formação em uma Universidade Federal (UFRGS), ou seja, esquerdopatas de carteirinha que levavam um balde de vômito a cada aula.

    Isso sem falar nos professores de outros departamentos (História, Geografia, Relações Internacionais e Sociologia) que davam aula na Economia. Esses são a escória.

    E – pasmem – alguns deles andavam com carros de 100k. Socialista, si. Pero no mucho.

    Minha estratégia foi a seguinte: em trabalhos escritos individuais, eu tentava ser imparcial. Deixava somente lampejos liberais aflorarem. Entretanto, em seminários e apresentações de trabalhos, meu objetivo era refutar o professor diante da classe. Qualquer tentativa de réplica era arrasada pela lógica libertária.

    Já na banca – keynesiana-marxista-rosaluxemburguesa – fiquei receoso, confesso. Porém, nos comentários, sabe o que me foi dito por um PhD?

    – “Eu nunca ouvi falar disso em toda minha vida”.

    Minha Nota: 9.5

    Todo indivíduo que não seja um psicopata e entenda minimamente de lógica irá em algum momento se encontrar com autores como Mises, Block, Hayek e Soto. Não tenham medo de refutar esses boçais que habitam as universidades brasileiras.

  3. É incrível que até mesmo aqueles países que tem um pouco de conhecimento de economia,consegue sair na frente do Brasil,enquanto no Brasil vemos gente “pseudo entendedor de economia dizendo que essa crise passa rápido”.Como o texto diz,enquanto a população brasileira tiver a mentalidade de que o Estado é que tem que fornecer necessidades básicas como saúde,bla bla bla etc….,ela,a população ficará refém de um estado incompetente que não oferece algo produtivo.
    Como nada dura para sempre,pelo menos temos sites como o Insituto Mises que explica um pouco, como funciona a nossa economia de bananas,ja que a maioria da nossa imprensa escrita e falada esconde de todo esse modelo nefasto.Acho que até pra eles,é difícil explicar economia(rsrsrs).
    Parece um mundo paralelo,todos conseguem ver que esse modelo não funciona e mesmo assim,a maioria das pessoas vive nesse modelo,sem ao menos questionar,refletir e perguntar:”Nossa deve existir algo diferente disso”
    Creio que essa,é a cultura do brasileiro,enquanto ter comida na mesa,emprego improdutivo,bla bla bla,eles vão empurrando para frente.
    Sinto que estou na segunda sentença:”Brasil ame-o ou deixe-o”.

  4. Muito bom artigo. Uma grande verdade. Realmente parece que uma boa parcela dos brasileiros acordou, mas ainda tem muitos dormindo e fazem questão de continuar assim.
    Uma das grandes questões é como tirar o marxismo das universidades. Minha esposa estuda psicologia. Ela está no último ano, e eu pergunto a ela “quando você vai começar a aprender psicologia ao invés de marxismo?”. É gritante e a universidade é particular.
    Eu tenho esperança que isso mude. Precisamos de políticos liberais urgentemente.

  5. Ponto interessante o que fala do crescimento da direita entre as pessoas.

    Esses dias presenciei uma discussão de “O que é direita?”

    Vi pessoas falando que direita e quem esta no poder e esquerda e a oposição. Eu disse que o Brasil não tem direita que não há ideias liberais em lugar nenhum, no máximo centro esquerda ai me disseram que PSOL e PV são liberais…

    Isso mostra o total desconhecimento do que é o que. Pensamentos diferentes estão tão escassos que as pessoas nem sabem o que são.

  6. O que me revolta é que perdemos uma ótima oportunidade nos últimos 20 anos.
    Tanto os 8 anos do PSDB quanto os 12 do PT, foram puro keneisianismo com doses extras de marxismo.
    Poderíamos ter aproveitado esse onda de crescimento chinesa para dar uma melhorada e tanto.
    Agora as condições geopolíticas do mundo estão se arrefecendo, e devem ser acompanhadas.
    Vladimir Putin,na minha modesta opinião, vai encrencar as coisas na região dos balcãs.
    Conversando com um russo que estava a passeio na Zona Sul do Rio de Janeiro, me falou que as coisas estão pretas para a economia russa devido à questão do petróleo e tendem a piorar com as sanções do ocidente devido a crise com a Ukrania.
    Quando o governo russo não tiver mais condições de pagar até seus funcionários… bom a pressão entre os próprios militares já é de invadir a Ukrania na marra. Foi o que me foi dito. Ele disse ser filho de militar.
    Quer dizer, uma atitude dessas ia colocar o mundo numa crise tremenda e a recuperação econômica do ocidente que vem a passos lentos iria pro ralo de vez.

    Att
    Marcelo Boz

  7. “um robusto movimento libertário está em ascensão no Brasil”

    Robusto? Não sei qual o critério que o autor utiliza para classificar como robusto, mas eu vejo movimento libertário tão pequeno. Uma gota no oceano.

    Espero realmente que um dia o movimento seja “robusto” e que tenha força política e apoio popular, por que sem isso não adianta nada.

  8. O crescimento das filosofias de liberdade no Brasil é ímpar. Não tenho dúvidas. Na Argentina, muito embora já exista um Partido Libertário, quaisquer cliques rápidos no material online do partido revelam que, para cada comentário em defesa, há 10 em oposição advindos de animais adestrados pela tragédia que é a academia argentina. O cenário não é perfeitamente oposto no Brasil, mas é impressionante a ágil mobilização de muita gente defensora da liberdade em discussões – apesar da retórica do apelo emocional e do ódio serem de difícil combate em situações de vários contra um.

    E o IMB possui vultoso mérito deste crescimento.

  9. Marcelo Simoes Nunes

    Gente, por favor, sem demagogia. A esquerda tomou conta do mundo. Prova de que não é a lógica e o bom senso que faz um movimento crescer. Se as idéias libertárias e esquerdistas fossem uma praia, os libertários seriam um grão de areia e os esquerdistas a praia toda. Só de comunidades eclesiais de base na AL já são mais de cem mil. Um número talvez maior do que todos os libertários do planeta. É preciso dizer mais? Tenho minhas teorias do porquê isso acontece. Mas não vou dizer nada. Acho que isso deveria ser o centro das discussões no Mises. E olhe que me considero apenas um livre pensador. Ontem, por exemplo, foi publicado um artigo importantíssimo falando do perigo que corremos com o crescente estatismo. Li todos os comentários e, de modo geral, as pessoas ficaram discutindo idiotices paralelas ao assunto levantado. Me parece que o Mises, embora tenha mais adeptos a cada dia, vive um impasse: não sabe como ir adiante de um grupo de discussão. É preciso tirar o salto alto de certo intelectualismo e responder a pergunta: “o que fazer?”.

  10. Finalmente encontrei um artigo do IMB falando de Kalecki! Na UFRGS, os professores parecem se dividir entre Marx e Keynes, daí acho que descobriram um meio-termo com Kalecki, um marxista com ferramental keynesiano. Algum de vocês(Leandro, Antony Mueller ou outro) poderia falar mais sobre ele? Gostaria de ver uma boa refutação austríaca daquela teoria da demanda efetiva, com bens de consumo da burguesia, de consumo do proletariado e de investimento, que diz que a poupança dos capitalistas é a culpada pelos ciclos.

  11. Mises Brasil já pensou em abrir um Centro, uma estrutura física para cursos, não apenas de Economia na visão Austríaca, mas de várias outras coisas ?

  12. Amarilio Adolfo da Silva de Souza

    O Brasil está pagando caro pelos erros do PT. Ou abandona imediatamente o apego ao estado e suas políticas públicas ou sentirá um depressão ainda maior.

  13. Pelo que eu vejo aqui tem muita gente que ainda confunde libertarianismo como de direita ou com anarquia. Primeiro: não somos direita e segundo, não somos anarquistas, anarquia e igualitarismo social com pretensões de mercado antiestado(só definindo a anarquia original), somos liberais anti estado. Libertarios são só libertários e ponto: não somos esquerda e nem direita e nossa visão de igualdade jaz na natureza livre de todos os indivíduos e não no fim da ordem hierárquica, justiça e segurança.
    Para mim, todos aqueles que se consideram de direita ou de esquerda atualmente possuem em comum a defesa de um welfire state e portanto sao farinha do mesmo saco! Progressistas e conservadores pedem por intervencionismo estatal e por afrouxamento de impostos como lhes convem, por isso pensam de maneira tao parecida apesar das diferenças de posicionamentos morais e éticos.

  14. Henrique Zucatelli

    Na minha opinião, o libertário tem duas opções: ou fica bem longe da política, ou se enfia nela de cabeça, mas com uma bela capa de marxismo para chegar ao que se deseja.

    O povo ou os empresários jamais vão abraçar a ideia de que vão ter que trabalhar para ter bens e propriedades. Que não vai haver um governo que pegue no colo, de bolsas ou incentivos contanto que haja votos.

    Para um libertário conseguir diminuir o estado, ele vai ter que mentir muito, e disfarçar seus projetos muito bem, pois a qualquer sinal de meritocracia, os burocratas de esquerda e direita matam e enterram em suas infindáveis comissões.

  15. Amarilio Adolfo da Silva de Souza

    Quanto mais o maldito e maluco desgoverno petisca interfere na economia, pior serão as consequências para o sofrido povo brasileiro. Quem não pode abandonar o país é o que mais sofre. A cada nova regulamentação que o infame estado tenta implantar à força, instala uma potencial depressão. O país irá sobreviver a tantas depressões? Acredito que uma hora a casinha cai e será pior que na URSS. Esse governo tem que ser detido logo.

  16. Luis Gustavo Schuck

    Posso estar falando uma bobagem, mas não está difícil de o BC controlar a inflação porque a subida nos preços são “arbitradas”? Tem-se falado que os preços administrados são os vilões da vez. Aí pergunto, como o BC pode exercer sua força contra esta inflação, visto que a principal ferramente é a taxa básica?

    E pior não ficaria se tivéssemos a perda do grau de investimento?

  17. Olá, alguém poderia me dar um ajuda? Esse ano estou fazendo cursinho, quero fazer Economia, porém como todos sabem, o pensamento esquerdopata domina o ensino superior neste país. Moro em São Paulo, sonho em fazer na FGV, mas como é particular e o custo é alto penso numa pública, tenho que ajudar em casa e não tenho uma boa condição financeira, por isso se passar irei fazer na FEA-USP, queria saber o que vocês fariam? Qual instituição indicariam e optariam? Sei que tem excelentes instituições, Insper, FAAP, FECAP, já pensei até no MACK; quero ter uma boa formação, mas existe algumas dificuldades, penso que tenho que me adaptar ao sistema que está ai.

  18. Cetico Nacionalista

    Obrigado Mises! A Cada dia mais libertando minha mente. Sempre achei que o Estado era a solução bastava apenas um líder com idéias corretas Ilusão! Pra completar, minha vergonha total foi que eu me formei em Administração em 2009, minha monografia escrita no ápice da crise de 2008/09, e o meu autor economista favorito que eu achava um Gênio, John Maynard KEYNES, esteve presente em meu trabalho. Pelo menos era o Keynesianismo Puro, direto de Keynes. Tirei uma foto de formando segurando um livro de Keynes todo feliz, me sentindo inteligente. Sinto vergonha hoje.

    Só pra me certificar, a pessoa pode ser um Libertário-Keynesiano???? HahaHa

    Comecei a ler o Mises me considerando um Keynesiano puro, mas acho que nem sabia o que era isso até ler um artigo da visão de 4 escolas para vários assuntos. Não acredito que eu achava Keynes o máximo.
    Obrigado Mesmo! Compartilho direto! Ainda tenho minhas dúvidas quanto a temas mais utópicos, mas espero sana-las em breve.

  19. Tentando entender um pouco mais de economia (assumo de cara que sei pouco), tem algum país no mundo queabraçou o laissez-faire integralmente e prosperou? Nos meus parcos conhecimentos, vejo as grandes economias democráticas se desenvolvendo valendo-se de estratégias que mesclam intervencionismo e livre mercado. O EUA impoem barreiras, intervenções economica e militares quando veem sua economia local ameaçada, isso confere? E o dito milagre Japones, teve dedo da intervenção do Estado? Grato pelos comentários!

  20. Pois é, “menos intervenção do governo”; “abraçar o Laisses Faire”; o governo só atrapalha, e bla, bla, blá… mas quando as bolhas do liberalismo estouram nenhum capitalista é contra o intervencionismo do Estado. Principalmente quando ele vem na forma de dinheiro vivo e de graça para socorrer empresários e banqueiros quebrados. O liberalismo econômico já foi históricamente refutado de forma empírica ao menos duas vezes e tem gente que teima em ressuscitar esse tipo de ideologia oriunda da ponta de cima da pirâmide social.

  21. Olavete não gosta de ver pobre vencer na vida. Olavete acha que o pobre merece viver uma vida miserável e infeliz, privilegiando a FALSA meritocracia que é conversa pra boy dormir. A maioria dos coxinhas nasceram em berço de ouro, sempre tiveram do bom e do melhor sendo sustentado pelo papai e ainda vem na maior cara de pau falar em “meritocracia”.

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