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A impiedosa destruição do real (números atualizados para agosto)

Observação: este artigo foi originalmente publicado no dia 26 de janeiro de 2015. Por causa da veloz depreciação do real ocorrida desde então, estou sendo obrigado a atualizar os gráficos hoje, dia 11 de agosto.

A
melhor maneira de aferir a saúde de uma moeda é analisando a evolução de sua
taxa de câmbio em relação às outras moedas do mundo.

A
taxa de câmbio é um preço formado instantaneamente pela interação voluntária de
bilhões de agentes econômicos ao redor do mundo.  Se esses bilhões de agentes econômicos acreditam
que a inflação de preços no seu país será baixa, sua moeda irá se
valorizar.  Se eles acreditam que a
inflação está alta ou que ela será alta, sua moeda irá se desvalorizar. 

Grosso
modo, a taxa de câmbio representa, em tempo real, a razão entre o nível geral
de preços vigente em dois países distintos. 
A taxa de câmbio entre dois países é igual à razão de seus níveis de
preços relativos.

Sendo
assim, a evolução da taxa de câmbio é uma narrativa da evolução do poder de
compra atual de sua moeda em relação a todas as outras. 

A
conclusão, portanto, é que com a taxa de câmbio não há segredo: se ela está se
desvalorizando por muito tempo, então é porque o país está em rota
inflacionária.  Se ela está se
valorizando com o tempo, então é porque o país está em rota sadia.

Não
há mensurador mais confiável e mais acurado do que esse. 

E
qual foi o histórico do real durante os quatro anos do governo Dilma?  De maneira simples e educada, pavoroso.

O
real não só apanhou de todas as moedas tradicionais (dólar americano, euro,
franco suíço, libra esterlina, dólar australiano, dólar canadense, dólar
neozelandês, dólar de Cingapura e renminbi chinês), como também conseguiu
apanhar de portentos como o guarani paraguaio, o novo sol peruano, o peso
uruguaio, o boliviano, o baht tailandês e o gourde haitiano (sério).

Naturalmente,
o real também apanhou do peso mexicano, do peso colombiano e do peso chileno.

Como
consolo, fomos melhores que o peso argentino e que o rublo russo (mas só na
prorrogação).

Veja
a carnificina. 

(Obs:
quando uma unidade de moeda estrangeira é maior que 1 real, a cotação se dá em
termos de moeda estrangeira por real; quando 1 real é maior que uma unidade da
moeda estrangeira, a cotação se dá em termos de real por moeda estrangeira).

dolar.png

Gráfico 1: evolução da taxa de câmbio do
dólar americano em relação ao real.  De
31 de dezembro de 2010 a 11 de agosto de 2015, o dólar se apreciou 102% em
relação ao real.

franco.png

Gráfico 2: evolução da taxa de câmbio do franco
suíço em relação ao real.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o franco se apreciou 98% em relação
ao real.

 

euro1.png

Gráfico 3: evolução da taxa de câmbio do
euro em relação ao real.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o euro se apreciou 70% em relação ao
real.

 

libra.png

Gráfico 4: evolução da taxa de câmbio da
libra esterlina em relação ao real.  De
31 de dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, a libra se apreciou 105% em
relação ao real.

 

canada.png

Gráfico 5: evolução da taxa de câmbio do
dólar canadense em relação ao real.  De
31 de dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o dólar canadense se apreciou 57% em relação ao real.

australia.png

Gráfico 6: evolução da taxa de câmbio do dólar
australiano em relação ao real.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o dólar australiano se apreciou 50%
em relação ao real.

novazelandia.png

Gráfico 7: evolução da taxa de câmbio do
dólar neozelandês em relação ao real.  De
31 de dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o dólar neozelandês se apreciou 79% em relação ao real.

 

cingapura.png

Gráfico 8: evolução da taxa de câmbio do
dólar de Cingapura em relação ao real. 
De 31 de dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o dólar de Cingapura
se apreciou 90% em relação ao real.

 

iuane.png

Gráfico 9: evolução da taxa de câmbio do
real em relação ao renminbi chinês.  De 31
de dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o real se desvalorizou 54% em
relação ao renminbi.

 

mexico.png

Gráfico 10: evolução da taxa de câmbio do real
em relação ao peso mexicano.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o real se desvalorizou 35% em relação
ao peso mexicano.

 

colombia.png

Gráfico 11: evolução da taxa de câmbio do real
em relação ao peso colombiano.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o real se desvalorizou 26% em relação
ao peso colombiano.

 

chile.png

Gráfico 12: evolução da taxa de câmbio do real
em relação ao peso chileno.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o real se desvalorizou 29% em relação
ao peso chileno.

 

Agora o massacre se torna mais humilhante:

 

bolivia.png

Gráfico 13: evolução da taxa de câmbio do
real em relação ao boliviano.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o real se desvalorizou 51% em relação
ao boliviano.

 

peru.png

Gráfico 14: evolução da taxa de câmbio do
real em relação ao sol peruano.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o real se desvalorizou 43% em relação
ao sol peruano.

 

haiti.png

Gráfico 15: evolução da taxa de câmbio do real
em relação ao gourde haitiano.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o real se desvalorizou 35% em relação
ao gourde haitiano.

 

paraguai.png

Gráfico 16: evolução da taxa de câmbio do real
em relação ao guarani paraguaio.  De 31
de dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o real se desvalorizou 45% em
relação ao guarani paraguaio.

 

uruguai.png

Gráfico 17: evolução da taxa de câmbio do real
em relação ao peso uruguaio.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o real se desvalorizou 29% em relação
ao peso uruguaio.

 

tailandia.png

Gráfico 18: evolução da taxa de câmbio do real
em relação ao baht tailandês.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o real se desvalorizou 43% em relação
ao baht.

 

A consolação

argentina1.png

Gráfico 19: evolução da taxa de câmbio do real
em relação ao peso argentino.  De 31 de
dezembro de 2010
a 11 de agosto de 2015, o real se valorizou 14% em relação ao
peso argentino. E, mesmo assim, toda a valorização do real ocorreu em 2014,
quando a Argentina decretou moratória.

 

russia1.png

Gráfico 20: evolução da taxa de câmbio do real em relação ao rublo russo.  De 31 de dezembro de 2010 a 13 de março de 2015, o real se valorizou 1,5% em relação ao rublo. E, mesmo assim, toda a
valorização do real ocorreu apenas em dezembro de 2014, quando o rublo se
esfacelou no mercado mundial. De 2011 a meados de 2014, o real se desvalorizou
em relação ao rublo.

 

Conclusão

Nossa
moeda está sendo impiedosamente esfacelada em decorrência das políticas
monetária e fiscal do governo, perdendo poder de compra em relação até mesmo à
moeda do Haiti. 

Em
julho de 2011, o dólar custava R$1,54. 
Quem ganhava R$ 3.000 naquela época tinha um salário equivalente a US$
1.948.  Hoje, com o dólar a aproximadamente R$ 3,50, essa
mesma pessoa teria de estar ganhando R$ 6.818 (aumento de 127%) apenas para
voltar ao valor nominal em dólares de 2011.

Da mesma forma, um salário mínimo em meados de 2011 valia US$ 353. Hoje vale apenas US$ 225.

O
povo está sendo enganado direitinho.

Enquanto
isso, economistas desenvolvimentistas continuam batendo bumbo para a destruição do poder de compra da moeda e seguem
dizendo
que o país precisa é de um câmbio ainda mais desvalorizado, pois, segundo eles, o câmbio está “apreciado
demais” e isso está “prejudicando a indústria”.

Segundo esses magos, a desvalorização do câmbio é o segredo para impulsionar a indústria e o setor exportador brasileiro. 

Tudo indica que eles habitam outra dimensão.  Senão, como explicar o fato de que a desindustrialização no Brasil chegou ao auge, e as exportações caíram, justamente no período em que a moeda mais se desvalorizou?  Eles parecem não perceber — ou fingem ignorar — que a desindustrialização está ocorrendo é
justamente agora
, quando temos uma moeda fraca, inflação alta, e as maiores tarifas
protecionistas da história do real

Eles
também ignoram que o que acaba com a indústria, como explicado em detalhes aqui,
é a inflação de preços e de custos, gerada justamente pela desvalorização da moeda.  É a inflação de preços e de custos o que desorganiza todo o planejamento
de uma indústria e falsifica toda a sua contabilidade de custos, e não uma (fictícia) taxa de câmbio
valorizada.

Uma
taxa de câmbio valorizada, aliás, ajuda
as indústrias mais competentes.  Qualquer
indústria exportadora tem também de importar
máquinas e bens de capital de qualidade, além de peças de reposição, para
produzir seus bens exportáveis (pergunte isso a qualquer mineradora ou
siderúrgica).  Se isso puder ser feito a
um custo baixo (permitido por uma moeda forte), tanto melhor.

Uma
moeda forte permite que as indústrias comprem bens de capital, máquinas e
equipamentos de qualidade a preços baixos. 
Isso as deixaria mais produtivas, aumentaria a qualidade dos seus
produtos, e faria com que eles fossem mais demandados lá fora.

(Nos
primeiros anos do Plano Real, a moeda era muito mais forte do que é hoje, e não
houve nenhuma desindustrialização; ao contrário, houve modernização do parque
industrial).

Nenhum
país que tem moeda fraca e inflação alta produz bens de qualidade que sejam
altamente demandados pelo comércio mundial. 
Todos os bens de qualidade são produzidos em países com inflação baixa e
moeda forte.  Apenas olhe a qualidade dos
produtos alemães, suíços, japoneses, americanos, coreanos, canadenses,
cingapurianos etc.

Se
moeda forte fosse empecilho para a indústria, todos esses países seriam hoje
terra arrasada.  No entanto, são nações
fortemente exportadoras.  Moeda forte e
muita exportação.

Essa
destruição do poder de compra da nossa moeda tem de acabar.  A carestia que estamos vivenciando hoje não
será resolvida enquanto o real não voltar a se fortalecer.  É impossível ter uma carestia minimamente
tolerável se a sua moeda é gerenciada por incompetentes e perde poder de compra até mesmo em relação à moeda do
Haiti.

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246 comentários em “A impiedosa destruição do real (números atualizados para agosto)”

  1. Incrível mesmo é que a maioria dos brasileiros não tem a menor ideia do que está acontecendo.
    Vou compartilhar esse artigo do Leandro imediatamente no facebook. Quero que pelo menos minha família e meus parentes leiam isso.

  2. Leandro, qual seria o melhor indicador para aferir a verdadeira inflação, ou seja, a destruição do poder de compra da moeda? Seria a própria taxa de câmbio?

  3. "(Nos primeiros anos do Plano Real, a moeda era muito mais forte do que é hoje, e não houve nenhuma desindustrialização; ao contrário, houve modernização do parque industrial)."

    Bem, mas aí também depende (dos interesses) de quem está percebendo isso. Recentemente até reencontrei uma entrevista feita com o Fernando Henrique Cardoso – do ano de 2002 sobre os seus 8 anos de governo -, cujas respostas para as três perguntas sobre o câmbio são muito interessantes. E ele falava mais ou menos isso: que o câmbio valorizado teria tido efeitos negativos sobre o desenvolvimento e o emprego, o que foi um prato cheio para trobetearem que estavam sucateando a indústria.

    Mas "curiosamente", o que não é nenhuma novidade por aqui, os anos do Plano Real – em que o câmbio se manteve mais apreciado – foram que permitiram a modernização do parque industrial, e que foram essenciais para preparar a indústria para a competitividade. Além de o próprio reconhecer que sua popularidade e que a renda média da população foram mais elevadas em seu primeiro mandado, devido ao fato de o real estar mais valorizado.

    Ou seja, todos os argumentos, se a intenção for o bem estar da nação, são a favor de o real ser uma moeda forte. Só falta agora alguém com pulso firme para assumir esse propósito, e aguentar o falatório. Só isso.

    E é por essas e outras, que o título não poderia ser mais exato. Desvalorizar a moeda já deveria até ser considerado um crime.

    Abraços!

  4. De certa forma sinto-me na Somália:

    horseedmedia.net/2013/03/13/somalia-strong-currency-hurting-somalias-economy/

    Na parte onde existe governo, a moeda valoriza e eles acham isso ruim…

  5. Olá Leandro!

    O déficit de conta corrente do BR está chegando a 100 bi de dólares,porém o acréscimo desse déficit desde 2010 aconteceu sob uma desvalorização cambial maciça do Real desde então (o que contraria o “consenso” de que moeda valorizando provoca déficit externo e vice versa). Sabendo disso é correto afirmar que a disparada do déficit da conta corrente do BP nos últimos anos também é uma mera consequência do massacre inflacionário contra o Real?

  6. O subtítulo "Consolação", é bem verídico, principalmente para quem mora na fronteira com a Argentina, como é meu caso. Com essa desvalorização recente do peso, a cotação aqui no comércio chegou a R$ 0,16 / $1, isto é, um peso chegou a custar dezesseis centavos de real! Eu ia a um supermercado argentino a 800 metros aqui de casa com 20 reais e vinha com duas sacolas cheias. Quando o dólar chegou a 2,70 esses dias atrás, o peso estava em 23 centavos de real. Agora já está em 21. As enormes filas de carros para comprar na Argentina já estão bem menores que as do ano passado.

    Quanto ao link do José Oreiro… O cara é engraçado mesmo. É doutor em economia, mas acho que deve viver apenas fechado na universidade, criando modelos mirabolantes, estando completamente fora da realidade mundial. Eu já tive uns atritos com ele quando ele veio dar uma palestra na universidade onde eu estudo. O tema era a desindustrialização do Brasil. Ele, como um típico keynesiano, culpava o câmbio valorizado. A solução? Desvalorizar a moeda…. É perda de tempo querer que keynesianos velhos mudem de ideia… É melhor esperar que morram logo mesmo.

  7. Pois é, Leandro, outro dia eu estava fazendo a mesma pesquisa para planejar países baratos para as minhas férias… Perdemos de quase todas as moedas do mundo relativamente civilizado (porcarias como Belarus, Argentina e Venezuela não contam)…

    No câmbio nominal ganhamos apenas do ZAR (África do Sul), TRY (Turquia) e UAH (Ucrânia) e RUB (Rússia)…

    Acho que o negócio é ver as musas russas e ucranianas nas próximas férias…

    No mais, até o seu aclamado dólar de Singapura vem sendo vilipendiado:

    http://www.zerohedge.com/news/2015-01-27/singapore-enters-currency-wars-weakens-sgd-most-3-years

    Abraços

  8. Leandro,

    Poderia me explicar o argumento por trás desse trecho:

    “Joe Bormann of Fitch, the credit rating agency, puts it this way. Cumulative compound inflation in Brazil in the 10 years between the end of 2004 and late last year was 70 per cent. This compares with 25 per cent in the US, or a difference of 45 percentage points.

    But during the same 10-year period, Brazil's exchange rate hardly depreciated. Indeed, at end-2004, the currency was trading at R$2.65 to the dollar, close to where it is now.

    The rise in domestic prices without a corresponding depreciation of the currency in relation to overseas markets has hurt the competitiveness of Brazilian exports and created demand for imports, hitting Brazil's steel and automotive industries, in particular.”

    Parece dar a entender que o Brasil, no fim das contas, não depreciou o suficiente.

    blogs.ft.com/beyond-brics/2015/01/06/brazils-guido-mantega-currency-warrior-par-excellence-or-maybe-not/

  9. Quando eu li o site linkado no artigo jurava que o “analista” que bradava contra o câmbio valorizado estava em 2011. Para meu espanto, ele estava mesmo em 2015. E ainda fala em taxar o investimento estrangeiro, justo na hora em que o Ministro da Fazenda tenta desesperadamente resgatar a confiança do investidor estrangeiro. É impressionante.

    O artigo do Leandro traz a verdade nua e crua. Câmbio valorizado está longe de ser algo ruim. Na verdade, estávamos muito bem na época em que o real estava valorizando.

    Se cruzarmos esses gráficos do artigo com dados sobre a desindustrialização, provavelmente a desvalorização do real ia encaixar certinho com a queda da indústria.

    Se alguém ainda continua achando que a desvalorização da moeda é a salvação da indústria nacional, mesmo com todas as evidências em contrário, o caso deixa de ser de discussão acadêmica e passa a ser de internação em hospício.

    Bom, de um partido que até hoje acha que o desarmamento é uma ótima política de segurança pública podemos esperar mesmo qualquer coisa.

  10. Leandro, que diferença faz esses déficits na conta corrente/balança comercial, se as reservas internacionais não dependem disso? As nossas estão cotadas em aproximadamente 375 bilhões de dólares.

    Aliás, nunca entendi muito bem o mercado de câmbio. Onde está esse mercado? Onde se compra dólar(ou qualquer outra moeda) pelo valor de sua cotação no momento? Quem são os compradores/vendedores? Pessoa física pode participar?

  11. Aproveitando o tema, o real neste momento está se esfacelando perante as outras moedas. Dólar a 2,67 e euro a 3,02. E o idiota do novo ministro da fazenda dizendo que a intenção será realmente desvalorizar o real. Lá se vai o pouco que restava do nosso padrão de vida.

  12. O ouro se valorizou quase 350% ante o real, de 2006 a 2015. Em relação ao dólar, o ouro se valorizou “apenas” pouco mais que 150%. Acho que isso explica bastante, principalmente se levarmos que boa parte desse período o real estava mais ou menos estável; o grosso da desvalorização ocorreu a partir de 2010.

  13. Engana-se quem pensa que isso não é premeditado. O Brasil é um estado corporativista. Os grandes industriais ditam os rumos da economia ao exigirem do governo uma moeda depreciada que os proteja da concorrência dos importados. Em troca, eles financiam as campanhas eleitorais desses políticos.

    O resultado é que não apenas os preços dos bens importados são interestelares, como também isso permite que as indústrias nacionais reduzam seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento, diminuam sua produtividade e aumentem seus preços.

    Conclusão: o dinheiro gordo fica entre políticos e industriais, e a população fica com produtos vagabundos e preços estratosféricos. E toda a esquerda aplaude.

  14. Obrigado Leandro !

    Li os artigos recomendados e muitos outros… Sou leitor assíduo desde que descobri o site ha uns quatro meses…

    1…A desvalorização do Real em 1999 precipitou a queda da Argentina como se costuma dizer ?
    Me recordo que em 1999, diversas empresas transferiram produção de la para cá, estas mesmas empresas acusavam o governo argentino de estar quebrando a economia. Ex. Fiat transferiu produção do Siena da Argentina para o Brasil quase que imediatamente apos 13.1.1999 Mercosul.

    Entendi perfeitamente as vantagens de uma moeda forte para o bem da população… Basta lembrar que o próprio FHC afirmou em entrevistas que a renda media das famílias brasileiras aumentou trinta p.p em seu primeiro mandato e caiu dez p.p no seu segundo mandato… Trabalho no setor agrícola, sou agrônomo.
    Durante os anos de real valorizado, os produtores agrícolas viviam em situação muito difícil… quebradeira geral e varias securitizações da divida agrícola, dado os baixos preços em Reais da soja milho e algodão… definidos NYSE e CBOT dólar.
    O que realmente foi positivo era comprar tratores americanos da Case e colheitadeiras alemãs da Class e incrementar nossa produtividade apos anos de mercado fechado.
    No entanto, foi apenas depois de 1999 que o setor agrícola ganhou duas turbinas, preços agrícolas elevados em dólar, e Real desvalorizado… Foi um boom enorme…
    Recentemente, apesar do real valorizado, os preços das commodities estava tao elevado devido as politicas de afrouxamento do FED, que ainda assim os lucros tem sido recordes.

    2… Setor agrícola exportador comemora Real desvalorizado, dada a importância dele para o PIB do Brasil, cerca de 23 p.p, fico entre a cruz e a espada… sou funcionário não fazendeiro…. e ainda temos distorções de preços causadas pelos subsídios europeus e americanos a este setor… o que fazer ?

    3… Guerra cambial existe ? Se sim que não entra nela fica desfavorecido ?

  15. Produção industrial cai 3,2% em 2014, pior queda desde 2009

    Em 2014, a produção industrial diminuiu em 20 dos 26 ramos pesquisados ante 2013, alcançando 63,9% dos 805 produtos pesquisados.

    Faturamento da indústria fecha ano com pior desempenho em cinco anos

    “O que nós observamos em dezembro é a continuidade da contração da indústria ao longo de 2014… O quadro da indústria que encerrou o ano de 2014 é bastante negativo e preocupante”, disse o gerente-executivo de Políticas Econômicas da CNI, Flávio Castelo Branco.

    Atividade fraca e inflação elevada, que acaba gerando juros maiores, têm afetado a indústria nos últimos anos. No ano passado, a produção industrial registrou queda de 3,2 por cento sobre 2013, com debilidade em todas as categorias, no pior resultado em cinco anos, informou pela manhã o Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE).

    Ué, mas os desenvolvimentistas não falavam que era só desvalorizar o real e a indústria iria bombar?

  16. Leandro,

    Vc disse que a cotação real do real hj seria algo de 2,55, mas então pq o BC está fazendo swaps cambias para segurar uma desvalorização maior ? Pq o Tombini assumiu em entrevista ano passado que estão segurando o cambio como politica de controle de inflação ?

    Se o BC parasse de intervir o real não bateria lá perto de 3,00 ?

    Ademais, utilizar IPCA e CPI americano não ficaria algo sem acurácia ? pois os dois possuem metodologias totalmente diferentes ?

  17. Sobre valorização da moeda, se alguém pudesse comentar essa notícia..

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,inundada-de-dinheiro-suica-vai-entrar-em-recessao-imp-,1631303

  18. Olá Leandro!

    É permitido comprar moeda estrangeira com a finalidade de reserva de valor?

    E também pesquisei o histórico da cotação do franco suíço em relação ao dólar desde 2005,reparei que houve uma forte apreciação do franco até meados de julho de 2011,com o franco custando US$ 1,30 (vindo de US$ 0,80 em 2005),e em mais ou menos 6 meses a cotação caiu pra US$ 1,02. Desde então o franco manteve uma cotação relativamente errática,chegando a valer no mínimo US$ 0,97 e no máximo US$ 1,18 no mês passado com a súbita valorização do franco. Num horizonte de 12 meses qual dessas moedas tem mais chances de se apreciar?

  19. Equador, após dolarização, e Hong Kong, após currency board lastreado no dólar americano:
    Inflação média de 4% ao ano e nenhum aumento do poder de compra em relação do dólar americano (por definição).

    Cingapura, com câmbio flutuante e após metodologia de contínua valorização cambial:
    Inflação média de 2% ao ano e valorização de cerca de 40% em relação ao dólar americano.

    Nos tigres asiáticos, temos um vencedor!
    ________________________________

    Leandro e equipe IMB, uma pergunta:

    Vocês consideram que, para o Brasil que é um país em desenvolvimento e sem histórico de austeridade monetária, teríamos um resultado muito semelhante a Cingapura caso a imitássemos, alterando o estatuto do Bacen, ou seria melhor simplesmente adotar um currency board ortodoxo lastreado no dólar americano?

  20. (OFF-TOPIC)
    Preparem-se, os impudicos pela gastança erguem as lanças:
    news.google.com.br/news/url?sr=1&ct2=pt-BR_br%2F3_0_s_1_1_a&sa=t&usg=AFQjCNF6SbPQikzZKiIdLf0NO07buNtgDA&cid=52779164675425&url=http%3A%2F%2Fexame.abril.com.br%2Festilo-de-vida%2Fnoticias%2Fpib-do-japao-registra-crescimento-de-0-6-no-ultimo-tri&ei=4_DhVKiWEI3V3AGXv4C4BA&rt=HOMEPAGE&vm=STANDARD&bvm=section&did=-70964824710780744&sid=pt-BR_br-b&ssid=b&at=dt0

    PIB do Japão registra crescimento de 0,6%.

  21. A quem interessar possa, os números acabaram de ser atualizados. A aceleração da destruição do real é, com diriam os americanos, de quebrar o pescoço.

  22. Caros amigos,

    fugindo um pouco do assunto, gostaria de pedir um favor,é que tenho um amigo que vive reclamando do governo, mas não conhece nada sobre escola austríaca e o libertarianismo. Alguém, por favor, pode me indicar artigos para iniciantes, para apresentar as ideias com foco, principalmente, no mal que o governo causa a economia e a sociedade como um todo.

    Obrigado!

  23. Opa Leandro, muito bom o seu artigo, você poderia me esclarecer alguns pontos.

    se está iminente o risco de confisco sobre a caderneta de poupança para esse ou para os próximos 4 anos ?

    seria mais prudente liquidarmos de 70% a 80% da conta poupança e alertar a todos sobre adquirir dólares “para ontem” antes que a corrida bancária se inicie ?

    meu palpite é que esse titanic já está afundando…

  24. Bom dia.

    Artigo interessante, com bastante fatos. Eu também gostaria de uma moeda valorizada, porém temos que deixar o mercado definir… Parear o real com um GBP, por exemplo, seria artificial (e provavelmente danoso). Argentina travando peso com USD que o diga. E se nossa moeda for podre mesmo, que tenhamos a liberdade de utilizar outras.

  25. Vergonha nacional!!!
    O governo tem que dar um jeito nisso.
    Como estamos atras da Argentina e da Russia em destruição de nossa moeda???
    Terceiro lugar é vergonhoso…
    Ainda mais com a argentina na nossa frente!!
    Mas tenho fé, conseguiremos a paridade com a argentina a a superaremos, alcançando a paridade Com o rubro e o superaremos, pois enquanto eles deixam de ser comunistas, nós nos tornamos…
    com Dilma e Lula como nossos pastores,
    continuaremos a pastar!!!

  26. Amigos, vejam !

    automotivebusiness.com.br/noticia/21527/mesmo-com-dolar-alto-exportacoes-de-veiculos-acumulam-queda-de-72

    ”O executivo acredita que o dólar está agora em patamar mais favorável às vendas internacionais, mas, ainda assim, ele lembra que a relação cambial sozinha não poderá salvar as exportações brasileiras. "Não conseguimos exportar por falta de competitividade", admite. Para ele, essa defasagem é, em parte, consequência do câmbio flutuante, já que os concorrentes do Brasil no mercado internacional de veículos mantêm o câmbio desvalorizado como política de incentivo à exportação. "Em 2004 exportávamos quase 1 milhão de veículos por ano. Muita coisa mudou desde então, mas queremos retornar a essa condição" ”

  27. Infelizmente, os gráficos terão que ser atualizados a caba bimestre ou trimestre se as coisas continuarem como estão. O real tá indo para o buraco.

  28. O governo está sendo explícito em querer o real depreciado. A reação do mercado em não demandar reais está parecendo um deleite para eles:

    g1.globo.com/economia/noticia/2015/03/depreciacao-do-real-nao-mostra-descontrole-cambial-diz-barbosa.html

    A solução é sequestrar esses caras e enviar para a Indonésia com drogas na mochila ou mandar eles vestidos de mulher para o Estado Islâmico na Síria. Porque essa equipe econômica não irá mudar de mentalidade nesses quatro anos.

  29. A mentecapta em exercício nos brindou hoje, 08/03/2015, com um pronunciamento que me deixou enojado! A equipe do IMB pensa em publicar artigo a respeito?

  30. Guilherme Sandoval

    E segue a destruição: dólar a R$ 3,11.

    E pensar que quando esse artigo foi originalmente publicado, em 26 de janeiro (pouco mais de um mês atrás), o dólar estava em R$ 2,57.

  31. A quem interessar possa, os números acabaram de ser atualizados. A aceleração da destruição do real é mais forte que a de um F-15 decolando de um porta-aviões.

  32. Céus, dólar a R$ 3,24!
    P/ quem ainda não comprou dólar, qual a saída?
    Leandro, lembro que defendeu que o valor deveria estar em torno de R$ 2,65 e que agora já seria tarde para fazer a compra.. É isso mesmo?
    Ou, como propalam por aí (vide Empiricus), o rally continua e o dólar tem espaço para subir, p/ R$3,50, quiçá R$4.. Já deveríamos decretar a falência do real?
    Acho que, a essa altura, o governo já não defende mais a desvalorização do real. Deve estar desesperado para frear a queda, já que a popularidade vai junto..

  33. E quais seriam as perspectivas cambiárias em relação ao euro? Há probabilidade de o Euro se valorizar frente ao real mesmo com as medidas econômicas adotadas pelo BCE?

    Acredito que o mercado estava esperando uma gradual porém perceptível queda do Euro frente ao Real durante este ano…

  34. Bom artigo, só noto que, sem demérito para o conteúdo, segundo Mises, não se deve falar em nível de preços, pois isso não existe. Preços, diferentemente da água numa piscina, não são homogêneos a ponto de formar um nível. Seja à grosso modo ou fino modo, é uma abstração errada. E ponto.

  35. Aproveitando o embalo da divulgação dos resultados da economia brasileira, o mais interessante de tudo foi constatar justamente o que aconteceu com as exportações após a desvalorização cambial.

    Segundo os desenvolvimentistas, com a desvalorização do real, era para as exportações terem bombado. No entanto. no quarto trimestre, justamente no período da mais intensa desvalorização, elas desabaram nada menos que 12,3%!

    E, em relação ao quarto trimestre de 2013, a queda foi de 10%.

    saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2857

    Segundo a teoria desenvolvimentista, era para ter ocorrido justamente o contrário.

  36. Leandro, e a libra ? Ainda é a moeda mais forte do mundo? Segundo a teoria dos economistas desenvolvimentistas e das nossas gloriosas universidades públicas, era pra Inglaterra ser uma favela a céu aberto, não?

  37. @Leandro,

    Você conhece a série 11753 do Bacen? Me parece próximo da metodologia que você propôs de descontar o dolar pelo CPI e o real pelo IPCA e calcular o cambio estimado pela desvalorização de ambas as moedas.

    Aquela série te parece confiável?

  38. Leandro Currency Board, me tira um dúvida…

    Câmbio flutuante + swap cambial não seria uma forma de currency board light?

    Isso é, não seria uma forma de garantir para o investidor estrangeiro que ele não perderia muito em caso de desvalorização da moeda nacional?

    Enfim, seria como o governo criar tipo um currency board para estrangeiros sem perder a chance de detonar os próprios brasileiros inflacionando a moeda. Correto?

  39. Leandro, obrigado pela resposta!

    Outra dúvida.. seria possível lastrear o real em algo perecível, tipo arroz por exemplo?

    Tipo 1 real seria equivalente a um saco de arroz. 5 reais 5 sacos. Seria uma boa forma de lastreara moeda, não?

    Abs

  40. Ótima análise!! Eu estou acompanhando o peso argentino quase que diariamente desde dezembro/14 pois comprei minha passagem para passar as férias na Argentina (05/15), então, o governo querer explicar a queda do real por causa de crise externa é uma falácia, visto que um país em crise como a Argentina, conseguiu se desvalorizar menos frente ao dólar…

  41. Leandro, o que acha dessa análise da relação entre a desvalorização da moeda X inflação?

    Tenho dito aqui que a desvalorização cambial é um componente fundamental no processo de ajuste de nossa economia…

    …Em outras palavras, uma depreciação de 10% do câmbio efetivo elevaria a inflação em 0,60 ponto percentual (p.p.). Já quando o nível de atividade está deprimido – quando o hiato do produto é negativo, como no momento atual -, nossos modelos indicam que o repasse cai para 4%.

    ricardogallo.ig.com.br/index.php/2015/04/14/efeito-da-desvalorizacao-do-r-na-inflacao/

  42. Leandro sobre o regime cambial da primeira fase do Real muita gente,principalmente Bresser,Serra e CIA heterodoxa-desenvolvimentista sempre falava e ainda continua falando que o câmbio estava irrealisticamente valorizado na época,mas estive pesquisando o histórico cambial da primeira fase do Real,e reparei que em momentos de muita pressão cambial como nos ataques especulativos do segundo semestre de 1997 da crise da Ásia (o câmbio oficial estava por volta de 1,11 na época e o paralelo chegou a passar de 1,20 em dezembro daquele ano) e da crise da Rússia entre setembro e outubro de 1998 (com o câmbio oficial por volta de 1,18 e o paralelo em picos de 1,34 no começo de outubro,e depois ficou em média uns 7 centavos de distância entre um e outro até a desvalorização de 99),porém fora esses momentos os câmbios oficial e paralelo ficavam bem pouco distantes,com o câmbio black no máximo uns 3 ou 4 centavos acima do oficial,e ainda chegando a igualar o câmbio “não-paralelo” em vários momentos. Isso não seria indicativo de que o câmbio não estava tão fora da realidade como propagam os heterodoxos,apesar de o câmbio atrelado ter exigido uma SELIC muito alta para se manter?

  43. Leandro, o que você diria sobre a leve queda do dólar nas últimas semanas? O câmbio a R$3,20 era fruto de más expectativas exageradas ou o atual câmbio a R$2,95 mostra um otimismo exagerado?

    Ou mais: a valorização do real reflete alguma melhora nos fundamentos da economia? Se reflete, que melhora é essa?

  44. Como é na prática a valorização do câmbio (digo: debaixo da intervenção estatal – política monetária)? É simplesmente como por um decreto ou existe a necessidade de manobras de compra e venda das moedas? Alguém poderia me ajudar a compreender? Agradeceria. Parabéns pelo artigo! Muito esclarecedor!

  45. Wellington Kaiser

    Leandro, oq vc tem a me dizer dessa matéria?

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,cotacao-do-real-sofreu-manipulacao-em-esquema-global,1691803

  46. Este artigo nunca foi mais atual.

    Dólar: R$ 3,37 (depois de um pico de R$ 3,42)

    Seria muito interessante a atualização dos dados deste artigo e uma nova postagem do mesmo no Mises. Gostaria muito de compartilhar este artigo nas redes sociais com os novos (e catastróficos) dados.

    Abrs

    PS: Parabéns pelo excelente trabalho Leandro

  47. Choque e espanto: indústria automotiva descobre o óbvio: dólar alto encarece a produção; câmbio flutuante gera incertezas para a produção.

  48. “Nossa moeda está sendo impiedosamente esfacelada em decorrência das políticas monetária e fiscal do governo”

    Discordo em partes. Quando quem manda não quer deixar quem está crescendo crescer, por um motivo bastante óbvio. O papel do Brasil é ser um país consumidor, bastante populoso e onde as pessoas pagam caro por tudo. Qual interesse dos bancos e países desenvolvidos em ter um “concorrente” à altura na américa latina?

    Algumas manchetes do primeiro semestre de 2015 sobre isso:

    “Bancos recebem multas bilionárias por manipulação do mercado cambial”

    “Grandes bancos multados em US$ 6 bilhões por manipulação de taxas de câmbio”

    “Cotação do real sofreu manipulação em esquema global” (Estadão)

    “Cade confirma manipulação de câmbio envolvendo real, mas descarta bancos brasileiros”

  49. Leandro qual destas medidas seria a melhor medida para conter o desabamento do poder de compra do real: currency board ou adoção do dólar como moeda concorrente do real como o que ocorre no Peru?

  50. Marcio Henrique Seixas

    Interessante a discussão.

    1- A relação entra exportações e desvalorização do câmbio já foi em muito discutido pelos desenvolvimentistas, mas suas críticas não condizem com o posicionamento deles.

    Celso Furtado, entre outros autores, sempre enfatizaram que nos primórdios, nossa industriliação brasile ocorria em dois momentos distintos.

    Em momentos de apreciação cambial, devido a valorização das exportações de café , aumenta-se a capacidade instalada, através da compra de maquinas e equipamentos importados principalmente.

    Em momentos de dificuldades, com o câmbio desvalorizado, substituiam-se as importações de produtos importados, por similares nacionais.

    Esse posicionamento existe até hoje. Para empresas com dívidas em dólares ou que importam grande parte dos insumos, há aumento de custos com a desvalorização cambial.

    Não existe esse absolutismo de cambio sobrevalorizado ou desvalorizado para exportação. O próprio presidente da Vale do Rio Doce afirmou a pouco tempo atrás que a desvalorização do câmbio é benéfico para a empresa, pois a maior parte dos custos está em real, e o faturamento está em dólares, apesar das depesas financeiras decorrente das dívidas em dólares.

    A grande maioria das empresas exportadoras dispararam no Bovespa, pois a maior parte dos custos estão em reais e os faturamentos em dólar, mesmo com altas dívidas em dólares.

    A Vale caiu na bolsa, mas devido a queda do preço do minério, não a desvalorização do cambio.

    Não ouvi a posição da Embraer, que importa turbina e outras partes do avião, mas tiveram uma rezoavel melhora nas cotações em bolsa, mostrando que espera-se que melhore o resultado.

    Inflação, desgoverno, crise de confiança, podem afetar os investimentos das empresas exportadoras, mas o câmbio desvalorizado é um incentivo.

    O maior problema de um câmbio desvalorizado seria pressões sobre os preços, o que levou FHC primeiramente, a manter uma taxa de câmbio artificialmente valorizado, através de uma política de altas taxas de juros, até o estouro em 1999. Que prosseguiu em menor escala nos governos seguintes, e seguem com essa política através swaps cambiais.

    Para os exportações, desconheço algum empresário que reclame do câmbio desvalorizado.

  51. 1- A discussão era se desvalorização cambial impulsionava as indústrias e aumentava sua capacidade produtiva. Que bom então que concordamos que desvalorização cambial não traz esse efeito produtivo.

    Aqui concordamos no curto prazo e discordamos no longo prazo. O próprio link que vc mandou das exportações de automóveis, apesar de o representante do setro afirmar que as exportações aumentariam no médio e longo prazo, ele errou pois estão aumentando no curto prazo, conforme os outros links que colocoquei. Que bom que vc concorda que as exportações de automóveis estão aumentando e não diminuindo.

    OUtros fatores também são importantes, mas as outras empresas exportadoras cresceram coma Fibria, Suzano, BRFOODS, JBS.

    2- Vc ignorou a adequação da produção da Vale. Ela está produzindo e exportando mais minério, se está realizando isso com menos funcionários, haveria ganho de produtividade.

    A Vale demitiu trabalhadores em outros locais, como no Canada. Segue link abaixo. Issol não tem relação com a desvalorização do dólar no Brasil, mas com a queda mundial dos preços dos minérios em dólar.

    E as demissões em MIinas Gerais com o fechamento das minas menos produtivas, não é devido a desvalorização do dólar, como já coloquei.

    http://www.diap.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7909:vale-demite-900-trabalhadores-em-varias-unidades-no-mundo

    3- Bem , se voce acredita que não foi importante criar essas empresas eu respeito. Já eu acredito que foi importante criar e depois privatizar. Um passo de cada vez.

    4- Eu queria que vc me mostrasse um exmplo de país que utilizou a âncora cambial, do cambio desvalorizado para controlar a inflação e criou companhias como Google, Mercedes, Aple, Dell. Não conheço uma industria sequer que foi criada no Brasil e se tornou medio player mundial com essa política de cambio valorizado. Acredito que isso não tenha relação com o câmbio tanto valorizado ou desvalorizado artificialmente.

    5- A reportagem que vc mostrou não fala que a Embraer foi prejudicada. Isso foi conclusão sua. Leia o texto de novo. Queda de 300 milhões do faturamento em dólares, devido a atrasos nos projetos militares….

    6- Isso representa “ações subindo”?

    Eu coloquei exatamente isso. Que a Vale caiu devido a queda do preço do minério e não das desvalorizações. E que as outras exportações subiram, agora vc fala que eu falei que as ações da VALE SUBIRAM? Releia o que escrevi. Falei da Embraer, JBS, Fibria, Suzano, etc…

    Valeu!

    Abraço

  52. Observador do Mercado

    Marcio Henrique Seixas disse:

    "O próprio presidente da Vale do Rio Doce afirmou a pouco tempo atrás que a desvalorização do câmbio é benéfico para a empresa, pois a maior parte dos custos está em real, e o faturamento está em dólares, apesar das despesas financeiras decorrente das dívidas em dólares."

    Leandro disse:

    "Desvalorizações cambiais podem até ajudar temporariamente nas exportações de produtos primários, mas afeta severamente os custos operacionais de todas as empresas".

    A realidade disse:

    Vale tem prejuízo de R$ 6,66 bi no 3º trimestre com impacto cambial

    A redução de R$ 11,807 bilhões no lucro líquido deveu-se, principalmente,
    ao efeito imediato nos resultados financeiros da depreciação de 28% do real contra o dólar no terceiro trimestre

  53. Eu??? Não. Não tenho nenhum Blog não. Esse resultado já era esperado por todo mercado, da mesma maneira que o custo de produção em dólares diminuiu, pela redução de custos da empresa, como desativação de Minas menos produtivas e desvalorização do dólar, pois a maior parte dos custos estão em reais, apesar da dívida em dólar.

    O próprio presidente um tempo atrás falou que a empresa não fazia hedge, pois tanto as receitas como despesas eram em dólar.

    O que impacta realmente no resultado de longo prazo é o preço do minério, onde minha opinião diverge dos autores do site. São várias variáveis que impactam, e não apenas a variação do dólar frente a uma cesta de moedas para determinação dos preços das commodities. Sempre achei que as grandes mineradoras não deveriam ter seguido com o plano de dobrar a procução, pois isso afetaria os preços. A diminuição do crescimento chines em parte era previsível.

    Comparar apenas o ouro com o dólar não mostra uma relação de causa e efeito entre dólar e preço de commodities. Os choques do Petróleo, queda na produção agrícola, são indícios do contrário.

    Ou seja, outros fatores de oferta ou demanda afetam os preços também.

  54. A queda do preço das comodities no mercado internacional leva a desvalorização da moeda nos países exportadores dessas comodities. Isso é verdade em economias como o Brasil, Rússia, Canadá, Chile. Não deve -se inverter causa e efeito.

  55. Blz. Cada um tem uma opnião só não mude meu argumentos.
    1-
    ” O que gera a queda dos preços (em dólares) das commodities no mercado internacional?”

    Excesso de demanda de minerio de ferro pela China nos ultimos anos.

    Excesso de oferta dos produtores de minerio de ferro atualmente. No proprio post seu mostra que a Vale aumentou a produção, mesmo com a queda nos preços em dólares.

    2- Por acaso, uma menor demanda por minério de ferro pela China faria o dólar disparar perante todas as outras moedas do mundo? Por quê?

    Na verdade cada país reage de maneira diferente. A queda do minerio afeta mais diretamente o Brasil e a Austrália. A do Cobre o Chile. A queda do preço do Petróleo o Canadá e Russia.

    3- Na prática, você está dizendo que uma queda do preço do tomate (seja devido a uma maior safra ou devido a uma queda na demanda) gera uma apreciação generalizada do real.

    O tomate não é uma comodittie exportada pelo Brasil. Ela não influencia a Balança de Pagamento Brasileira. Em nenhum momento falei isso. Se fosse a soja influenciaria.

    4- Isso é economia básica: se a moeda se fortalece, os preços dos bens cotados nesta moeda têm de cair (caso contrário, e por definição, a moeda não teria se fortalecido).

    Se a moeda de um país se valoriza, ceteribus paris, suas exportações em moeda local se tornam mais caras e as importações mais baratas. Essa valorização poderia ocorrer pela entrada de divisas pela conta capital do BP, para aproveitar altas taxas de juros, como ocorreu com o Brasil.

    Isso é economia básica: se a moeda se fortalece, os preços dos bens cotados nesta moeda têm de cair (caso contrário, e por definição, a moeda não teria se fortalecido).

    Não conheço essa afirmação dos livros básicos de economia. Gostaria de ler algo a respeito. Se vc puder indicar eu agradeço.

    6- Agora, por mim, você é livre para pensar como quiser. Nada tenho a ver com isso. Apenas sugeriria não fazer investimentos vultosos tendo isso como base. Na próxima vez, ao ver uma eventual disparada dos preços do minério e do petróleo, cheque como está se comportando o dólar perante as outras moedas. Caso ele esteja fraco (e vai estar), fazer investimentos em expansão da produção imaginando que este encarecimento é causado por um aumento da demanda (e não pelo dólar fraco) é a receita certa para prejuízos futuros.

    Quando os preços das comoditties dispararem, vc pode olhar para essas economias que dependem dos dolares dessas exportações para financiar o Balanço de Pagamentos e ver que suas moedas ceteribus paris valorizaram. E quando o preço das commoditties cair, ceteribus paris, que sua moeda desvalorizou.

    As exportadoras, como BRF, SUZANO, Fibria estão aumentando as exportações. Aumento de investimentos tem outras variaveis envolvidas.

    De todo jeito.

    Valeu! Um Abraço

  56. ” Isso é economia básica: se a moeda se fortalece, os preços dos bens cotados nesta moeda têm de cair (caso contrário, e por definição, a moeda não teria se fortalecido).”

    Você tá confundindo moeda forte com moeda valorizda. O real nunca foi uma moeda forte. O dólar é uma moeda forte, pois é utilizada como reserva de valor, por diversos países, como China, Japão….

    Ó dólar valorizava, desvaloriza, e continua sendo uma moeda forte. O real não. Por mais que ele valorize, ele nunca foi e nunca será uma moeda forte. É mais provável que o yuan se torne uma moeda forte do que qualquer outra moeda da América Latina.

    Se a moeda se valoriza, os bens importados cotados nessa moeda caem, e os bens exportados aumentam em dólar (moeda forte).

    Os EUA podem ter eternos deficits no conta corrente porque os déficits são em dólares. Isso faz toda a diferença. Se tivessemos deficit em reais, acredito que não teríamos problemas e não sofreríamos com as crises cíclicas na nossa balança de pagamento.

    Agora , se vc não concordo com um modelo do Balanço de Pagamento , internacionalmente aceito, vá em um congresso e defenda suas idéias. Pois senão vc que estará acreditando em duentes. Os modelos podem ser mudados, mas há necessidade de teorias consistentes para isso.

    Valeu!

    Abraço

  57. 1- Pela sua definição de moeda forte:” Moeda forte é aquela que se valoriza constantemente perante todas as outras, e cuja perda do poder de compra é baixa. Essa é a definição de moeda forte. Não tem nada a ver, a princípio, com ser reserva internacional.”

    Por essa definição nem o dólar seria forte, pois ele tanto valoriza como desvaloriza. Desconheço uma moeda que se valoririsse constantemente. Se vc conhecer, pode informar. Acredito que a diferença de inflação entre os países influenciem bastante o cambio também.

    O Euro foi uma tentativa da união européia de criar uma moeda forte para se contrapor ao dólar. Essas moedas eram fortes, Marco Alemão e o Franco Suíco e não por coincidencia essas são as maiores economias exportadoras da região. Mas se vc acredita que a força dessas moedas era próximo ao do dólar, eu respeito, mas discordo. Elas eram fortes, mas não se comparavam ao dólar.

    2-” O dólar se tornou moeda internacional de troca por causa de um acordo estritamente político ocorrido em Bretton Woods.”

    O dólar substitui a Libra Esterlina como moeda de troca muito antes de Bretton Woods.

    3- Realemente procurei uma definição de moeda forte e não encontrei. Mas essa definição de que sempre valoriza não parece minimamente correta. O Euro é uma moeda forte. Inicialmente valorizou frente ao dólar, e agora está desvalorizando. Na minha opinião não deixa de ser forte.

    Agora o Real, o Peso Argentino, essas nunca foram fortes. Não concordamos com isso. Estavam apenas valorizadas . No caso brasileiro, devido as altas taxas de juros internas até 1998, quando o Brasil enfrentou uma crise no seu balanço de pagamentos e o governo foi obrigado a desvalorizar a moeda. E o aumento do preço das comoditties, que por volta de 2000 começaram a subir e contribuiram para a valorização do real.

    4-” Entendi. Segundo você, déficits no setor externo são o que definem a força da moeda, mas os eternos déficits externos dos EUA em nada impactam a sua moeda, pois essa moeda é o dólar, e o dólar opera em um universo único, totalmente blindado das leis da economia.”

    Em nenhum momento eu disse isso. Falei justamente o contrário. Que o dólar, por ser uma moeda forte, é exceção. As moedas fracas, como o peso argentino e real brasileiro para ter constantes deficits na conta corrente da balança de pagamentos, precisam de dólares que entram pela conta capital para fechar o balanço´de pagamentos. Caso parem de entrar dólares pela conta capital, a moeda se desvaloriza. Isso aconteceu várias vezes.

    Crises nos preços da comodities também provocam desvalorização da moeda. Veja no caso brasileiros as crises com os preços do Café. NO caso russo, a queda do rublo devido a desvalorização do Petróleo. A moeda do Canadá, que vc falou que é forte. Sofreu grande desvalorização devido a queda do preço do petróleo.

    5- Resumindo

    Eu acredito que a balança de pagamentos determina a valorização ou desvalorização da moeda. vc acredita que as moedas valorizam ou desvalorizam por serem fortes ou fracas. É isso? E eu acredito em duentes?

    Porque o dólar é uma moeda forte seria outra discussão. Isso se vc concordar que o dólar é uma moeda forte. Mas falar que o real era uma moeda forte, ou o peso argentino. Eu não concordo. O dólar canadense eu concorda, apesar da desvalorização que sofreu devido a queda do preço do petróleo.

    Valeu!

    Abraço

  58. Mesmo os EUA, o déficit do c/c do balanço de pagamentos é financiado em parte pelo compra de títulos públicos principalmente pelo governo chinês e japonês. Com certeza, sem essa entrada de recursos pela conta capital, provalvelmente e os norte-americanos teriam problemas no BP, mesmo que os deficits sejam em dólares. Mas muito menores que outros países, como o Brasil.

  59. ” Nem vou citar os EUA (que não sabem o que é um saldo nas contas externas desde 1971), pois isso já virou clichê. Vou citar apenas Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelandia. Estes países têm setores externos deficitários há 40 anos e suas moedas são fortes. Pela sua teoria, era para a moeda deles estar esfaceladas — que moeda iria resistir a déficits externos por 40 anos?”

    Em nenhum momento eu falei que não era possível ter deficit no conta corrente durante muitos anos sem ter desvalorização da moeda. Fazem décadas que o Brasil tem deficit no conta corrente e a moeda desvalorizou em apenas alguns momentos.

    O que afirmo, e que está nos livros, é o que o deficit em conta corrente precisa ser financiado pelo entrada de recursos pela conta capital, para zerar a balança. Isso é valido no Brasil, com investimentos diretos, “investimentos em títulos do governo ou no mercado de ações. Além das utilização das reservas do BC.

    Isso é valido nos EUA, com os investimentos gigantescos dos governos chineses e japoneses, além de outros investidores, que utilizam o dólar como reserva de valor, e aplicam nos títulos do governo americano, além das compras de ações, empréstimos ou outros recursos que transitam pela conta capital.

    A Inglaterra, apesar de não conhecer em detalhes, deve ter uma conta de capital superavitaria, que financia seus debitos do conta corrente, tendo em vista ser o principal centro financeiro da Europa.

    A Australia eu não conheço, mas deve ter superavit na conta capital.

    Se vc mostrar que esses países tem também deficit na conta capital, abandono minhas teorias. E passo a desconsiderar o modelo do balanço de pagamentos determinando a taxa de câmbio.

    Valeu!

    Abraço

  60. Marcio Seixas disse que a desvalorização cambial seria boa para as montadoras.

    Leandro disse que seriam ruins.

    O que mostra a realidade:

    Venda de veículos cai 37,4% ante outubro de 2014, diz Fenabrave

    Foram emplacados 192.165 unidades, contra 306.839 no ano passado.

    "Já no acumulado do ano, a retração do mercado foi de 24,25%. Nos dez primeiros meses deste ano, foram vendidos 2.146.069 carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, contra 2.833.168, no mesmo período de 2014.

    "Os emplacamentos retrocederam quase uma década em termos de volume, e a situação preocupa concessionários de todos os segmentos automotivos, que estão tendo dificuldade em manter os resultados de suas empresas, o que impacta, negativamente, nos empregos", declarou Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave."

  61. ….rs

    Vc t confundindo as coisas. A desvalorização cambial aumenta as exportações. Em nenhum momento eu disse que a desvalorização do real aumenta as vendas no mercado interno.

    Valeu!

  62. Márcio Seixas disse que a desvalorização cambial seria positivo para as indústrias.

    Leandro disse que seria ruim.

    O que mostra a realidade?

    Produção industrial tem queda de 10,9%, a maior baixa desde 2009

    A produção industrial caiu 1,3% em setembro ante agosto, a maior baixa para o mês desde o início da série histporica, em 2002, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a setembro de 2014, a produção teve 19º recuo seguido, de 10,9%, o maior neste tipo de comparação desde abril de 2009 (-14,1%).
    O recuo de 1,3% em setembro foi o quarto resultado negativo consecutivo, período em que acumulou uma perda de 4,8%. No ano, a produção da indústria acumula queda de 7,4%. Em 12 meses, houve recuo de 6,5%.

    No fechamento do terceiro trimestre de 2015, a indústria registrou uma perda de 9,5%, em relação a igual período do ano anterior. Foi a sexta taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto e a queda mais acentuada desde o segundo trimestre de 2009 (-11,9%)

  63. Marcio Seixas disse que o que determina o câmbio é o fluxo de dólares.

    Leandro disse que é o poder de compra entre as moedas.

    O que diz a realidade?

    Fluxo cambial fica negativo em US$ 3,5 bilhões em outubro.
    Mas o dólar se desvaloriza perante o real.

    Já de janeiro a outubro, saldo do fluxo cambial está positivo em US$ 7,665 bilhões.
    Mas o dólar se valoriza perante o real.

    http://www.ebc.com.br/noticias/economia/2015/11/saidas-de-dolares-do-pais-superam-entradas-em-us-35-bilhoes-em-outubro

    Ou seja, o mundo funciona ao contrário da teoria do Márcio.

  64. Opa, bom dia/ boa tarde/boa noite(seja lá que horas estejam lendo isso hehe)

    Como explicar o crescimento indiano se a moeda deles vem se desvalorizando desde os anos 70?

    Concordo que a saúde da moeda é um dos fatores chaves para o crescimento, mas não entendo como um país que nunca teve uma moeda forte ou sequer mesmo estável pode crescer a taxas tão robustas(mesmo com a política expansionista e maquiagem de dados…)
    ——————————————————————————————-

    Outra coisa que eu não absorvi muito bem foi o conceito de moeda forte.

    Aqui se fala muito em Iene, Dólar de Hong Kong como moedas fortes. Ok, vemos que nesses países a inflação é baixíssima. Mas e o câmbio dessas moedas? É tão atraente assim uma moeda que não vale nem um centavo de dólar? (1 Iene +ou- 0,008 Dolar). Sinceramente, como brasileiros, deveríamos invejar o Iene?

    Por que o Dinar Kuwaitiano, por exemplo, não é citado aqui(nem em lugar algum pra falar a verdade) mesmo valendo US$ 3,29? Na minha visão, como leigo, isso sim seria uma moeda invejável.

    E o Dólar de Hong Kong que foi ”desvalorizado”(goo.gl/reOk6y) para US$ 7,75 com o Currency Board. Eu pensava que um bom Currency Board tinha que ser de paridade 1 pra 1(como a Argentina).
    ———————————————————————————————

    Vejam bem, não estou criticando os escritores aqui do Mises(os quais eu gosto muito de ler seus textos), só fiquei um pouco confuso em relação a alguns pontos. Abraços!

  65. Como voltamos a ter uma moeda indo para a privada, acho melhor refazer o artigo e comparar à essas moedas. O que eu sei é que o real se desvalorizou em relação ao boliviano. Aliás o boliviano é a moeda mais sólida da América do Sul. Tenho medo do que virá caso a moeda virar câmbio flutuante. Dos flutuantes, o peso chileno é o mais sólido.

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