inimigos do livre mercado adoram estereotipar o liberalismo como sendo uma
ideologia totalmente a soldo dos interesses dos empresários, sobretudo do
grande empresariado. De maneira
caracteristicamente conspiratória, eles se apressam em descrever o liberalismo
como sendo um conjunto de teses criadas ad
hoc para beneficiar a plutocracia: impostos baixos ou nulos, ausência de
leis trabalhistas, ausência de regulamentações sobre a economia, oposição à
tributação de quem já possui um elevado patrimônio, oposição às leis antitruste
etc.
Com
efeito, fazendo uma abordagem parcial e tendenciosa do assunto, a hipótese
de fato parece verossímil. No entanto, ao
se esquadrinhar mais detidamente a realidade, é possível constatar que este
ataque não possui absolutamente nenhum fundamento.
Para
começar, o liberalismo é simplesmente uma filosofia que defende aqueles
princípios normativos universais e simétricos que permitem que cada indivíduo
ou grupo de indivíduos possa satisfazer seus objetivos de maneira voluntária,
cooperativa e mutuamente benéfica para outros indivíduos. A materialização prática desta saudável
premissa implica que as relações humanas têm necessariamente de estar
coordenadas tendo por base o respeito à propriedade privada e aos contratos
voluntariamente firmados. Implica também
que nenhuma pessoa tem o direito de iniciar violência contra a propriedade
privada alheia e de se esquivar das responsabilidades que tenham assumido (o
não-cumprimento de um contrato). Por
conseguinte, é fácil constatar, desde o início, que não é plausível dizer que o
liberalismo está a serviço da classe empresarial, pois os direitos e deveres
fundamentais são os mesmos para todos os indivíduos, não importa quem sejam e
nem qual a posição social que ocupam.
Tendo
entendido isso, os inimigos do liberalismo recorrem à seguinte réplica:
se um liberal defende direitos e deveres simétricos para todos é porque ele sabe
que essa igualdade jurídica beneficia apenas os empresários, em detrimento do resto da
sociedade (por qualquer que seja o motivo: seja porque eles são mais hábeis,
ou mais preparados, ou mais ricos). Toda aquela
explicação delineada acima seria
apenas um subterfúgio para consolidar um regime de exploração empresarial. Afinal, não se pode tratar de maneira igual
aqueles que são diferentes.
Demonstrar
que o império jurídico da propriedade privada e dos contratos voluntários é
algo benéfico para todos iria alongar desnecessariamente a discussão; a este
respeito basta dizer que, se o mercado não é um jogo de soma
zero — e não é –,
então todos podem sair ganhando desta cooperação social, por mais que algumas
pessoas (as mais perspicazes) sejam capazes de obter mais benefícios desta
cooperação do que as outras pessoas. O
fato é que todas têm potencial para sair ganhando (umas mais; outras nem tanto). O objetivo deste artigo é refutar a hipótese
de que todas as propostas liberais são, no fundo, um mero disfarce dialético
criado para ajudar o empresário a lucrar impunemente.
Logo
de início, esta acusação se depara com um problema insolúvel: os interesses dos empresários não são nada
homogêneos. Por exemplo, dentro de
uma mesma área da economia, duas empresas podem competir e batalhar ferozmente
até que uma delas desapareça (por exemplo, duas empresas de telefonia celular
ou de sistemas operacionais). Dentro de
um mesmo sistema econômico, diferentes indústrias podem reproduzir esta feroz
concorrência para ganhar os clientes das outras (por exemplo, empresários que
fabricam computadores versus empresários que fabricam máquinas de escrever). Mais ainda: dentro da economia global, os
interesses gerais de alguns capitalistas podem estar em conflito com os
interesses de outros capitalistas (por exemplo, quando alguns especuladores
atacam as ações de uma empresa é evidente que os interesses dos especuladores
são absolutamente contrários ao interesses da empresa contra a qual eles estão
especulando).
Se
os liberais realmente querem defender acirradamente os interesses de
empresários e capitalistas, então eles inevitavelmente entrarão em colapso em
decorrência de um curto-circuito esquizofrênico. Afinal, exatamente os interesses de quais
empresários ou capitalistas eles irão defender a cada momento? Os que estão em melhor situação financeira? Não faria sentido, pois, dado que os liberais
coerentes defendem a concorrência livre e irrestrita, nada garante que este
empresário não venha um dia a perder sua boa situação financeira.
Com
efeito, dado que não há a mais mínima garantia de que todos os empresários
serão beneficiados em um sistema de livre concorrência, a lógica diz que a
maioria deles não terá motivos para
defender os princípios do liberalismo. E
a realidade é que o livre mercado beneficia apenas aqueles empresários
competentes, aqueles capazes de investir adequadamente seu capital de modo a
satisfazer, melhor do que seus concorrentes, as variadas e variáveis demandas
dos consumidores. E de satisfazer continuamente estas demandas.
O
livre mercado, portanto, é um arranjo bastante incerto, hostil e variável, no
qual poucos empresários podem se sentir permanentemente confortáveis. O que a grande maioria dos empresários
realmente deseja é que o estado lhes proteja da concorrência e lhes assegure
uma fatia garantida de lucro, que lhes permita desfrutar a vida sem dores de
cabeça e sem constantes preocupações acerca de como melhorar seus serviços aos
consumidores. O que os empresários
realmente desejam são tarifas protecionistas que os protejam da concorrência de
importados e agências reguladoras que cartelizem o mercado e impeçam a entrada
de novos concorrentes.
Se
os liberais estivessem a serviço do empresariado, suas principais
reivindicações consistiriam em exigir que o estado criasse regulações e
aumentasse seus gastos de forma a maximizar o lucro empresarial. Mas o que ocorre é justamente o oposto: os
liberais desejam abolir todas as regulações e todos os gastos estatais que
resultam em altos lucros para determinada casta corporativa.
Fazendo
uma lista nada exaustiva, os genuínos liberais se opõem às seguintes prebendas
tão ao gosto de vários empresários acomodados:
1) Políticas de preços mínimos, subsídios e
pacotes de socorro.
Em
um livre mercado, todas as empresas devem estar sujeitas aos desejos dos
consumidores. Isso implica que nenhum
empresário ou capitalista tem sua renda futura garantida. Suas rendas decorrerão exclusivamente de suas
capacidades de atender os desejos dos consumidores de forma mais satisfatória
que seus concorrentes. Este princípio, é
claro, não vale apenas para empresários e capitalistas, mas também para todos
os agentes econômicos (daí a tão difundida ideia de que somos “escravos do
mercado”).
Consequentemente,
os liberais se opõem a todos os tipos de falcatruas estatistas criadas com o
intuito de burlar esta servidão dos empresários aos consumidores. Exemplos típicos destas falcatruas são as
políticas de preços mínimos (o estado compra as mercadorias de um empresário a
preços mais altos do que estão dispostos a pagar os consumidores), os subsídios
(os pagadores de impostos são obrigados a financiar um projeto empresarial com
o qual não necessariamente concordam), e os pacotes de socorro (empresas
falidas, que destruíram mais riqueza do que foram capazes de criar e que, de
acordo com os desejos claramente manifestados pelos consumidores — que não
mais compram seus produtos –, deveriam desaparecer, são salvas pelo governo).
Empresários
gostam de políticas de preços mínimos, de subsídios e de pacotes de socorro. Os liberais, não.
2) Barreiras de entrada ao mercado.
Se
o empresário deve, a todo o momento, servir o consumidor de forma mais
satisfatória que seus concorrentes, então é evidente que sua situação dentro da
economia de mercado está continuamente em perigo. Mesmo que ele não esteja
visualizando nenhuma ameaça ao seu domínio, isso não significa que ninguém
esteja preparando um plano de negócios que a curto, médio ou longo prazo
que termine por destroná-lo.
Exatamente
por isso, os empresários que já estão estabelecidos no mercado adoram todo e
qualquer tipo de barreiras de entrada que impeçam que outros empresários com
novas ideias os desbanquem. Os liberais,
por sua vez, se opõem a toda e qualquer regulamentação que bloqueie a livre
concorrência, exatamente porque é a livre concorrência que permite desbancar
empresários menos eficientes. Licenças,
burocracia, regulamentações que imponham opressivos custos iniciais, concessões
exclusivas e monopolistas, e até mesmo patentes — tudo isso é
combatido pelos liberais.
Empresários
já estabelecidos no mercado adoram restrições à concorrência. Os liberais as detestam.
3) Tarifas de importação, desvalorização
cambial e outras barreiras protecionistas
Outra
forma de proteção contra a concorrência são as tarifas de importação, as quotas
e outras barreiras protecionistas, como a desvalorização cambial. Este ferramental mercantilista blinda as
empresas nacionais contra a concorrência estrangeira, assegurando aos
empresários que se especializaram em atender o mercado interno a continuidade
de seu reinado.
Dado
o tamanho da economia mundial em relação a uma economia nacional qualquer,
basta apenas imaginar a enorme inquietação que sente um empresário nacional
quando, de repente, as barreiras comerciais são abolidas e ele se depara com
toda uma cornucópia de potenciais concorrentes estrangeiros. Daí que inúmeros empresários adoram o
protecionismo comercial e o câmbio desvalorizado, ao passo que os liberais
sempre foram marcadamente pró-livre comércio e pró-moeda forte.
Novamente,
empresários e liberais estão em lados completamente opostos.
4) Crédito artificialmente barato
Capitalistas
e empresários têm, e sempre tiveram, uma relação passional com o crédito
barato. Muitos empresários vendem a
maior parte de suas mercadorias a crédito (imóveis, eletrodomésticos, automóveis
etc.), de modo que, quanto mais crédito, mais vendas. Da mesma maneira, para montar uma empresa, ou
para multiplicar seus rendimentos, é necessário capital, e uma forma de obter
esse capital de maneira acessível é com empréstimos bancários artificialmente
baratos. Por sua vez, os empresários
provedores deste crédito artificialmente barato e abundante — os banqueiros —
também obtêm lucros extraordinários em decorrência de seu agora maior volume de
negócios.
Sendo
assim, quase todos os empresários adoram quando o governo, por meio de seu
Banco Central, fornece mais dinheiro aos bancos para que estes expandam o crédito
a custos mais baixos. E adoram ainda
mais quando o próprio governo, por meio de algum banco estatal de fomento,
fornece este crédito. Os liberais, ao
contrário, condenam as manipulações inflacionistas do crédito e, para acabar
com elas, chegam até mesmo a propor o abandono da moeda fiduciária e a abolição
destes monopólios estatais chamados Bancos Centrais, que tanto protegem e beneficiam
o sistema bancário.
Outro
ponto no qual empresários e liberais batem de frente.
5) Planos de estímulos e obras públicas
Uma
possível consequência das expansões creditícias é o endividamento estatal decorrente
de projetos faraônicos despropositados, como obras públicas megalomaníacas. Muitas destas obras são inventadas com o
intuito de gerar empregos e “estimular” a economia. As empresas adoram tais obras porque elas
incrementam suas receitas e seus lucros (não apenas aquelas que são diretamente
beneficiadas pelos contratos estatais, mas também aquelas que saem ganhando em
decorrência do estímulo temporal propiciado pelo aumento do gasto
agregado). Com efeito, tais obras
públicas nada mais são do que uma forma de subsídio e, como todos os subsídios,
elas são repudiadas frontalmente pelos liberais.
Outro
exemplo em que não há nenhuma coincidência de opiniões entre liberais e
empresários.
Conclusão
O
fato de os liberais defenderem um arranjo jurídico no qual os melhores
empresários podem prosperar e enriquecer não significa que estejam a serviço
destes, uma vez que, em tal arranjo, os empresários que forem ineficientes — e
que não podem recorrer aos privilégios e protecionismos estatais — estão
condenados ao fracasso. Mais ainda: nada
impede que os empresários bem sucedidos de hoje se transformem nos arruinados
de amanhã.
Os
liberais defendem este arranjo porque ele é o que melhor permite que todos
satisfaçam suas necessidades: os melhores empresários enriquecem somente após terem gerado muito valor para os
consumidores.
A
realidade, portanto, é exatamente o oposto do que parece: são os
intervencionistas, contrários ao liberalismo, que recorrem a todos os tipos de
argúcias estatistas para solapar a soberania do consumidor e, consciente ou
inconscientemente, encher os bolsos dos empresários protegidos pelo governo.
Concordo em gênero, número e grau. Quando eu acreditava no marxismo, ficava intrigado com a idéia de classe conspiradora devido a este caráter heterogêneo dos mesmos. Na realidade, a maioria dos empresários são alienados de conceitos filosóficos e não gostam de patrocinar causas intelectuais. Isso é coisa de intelectual estatista e empresário corporativista e políticos de plantão no poder.
Excelente artigo.
Uma notícia de hoje (16/10) é o verdadeiro “batom na cueca”. Vejam só: a ANAC estuda liberar mais autorizações para reduzir os preços das passagens aéreas durante a Copa do Mundo.
Ora… Por quê só durante a Copa?!
É a mais explícita confissão de que o órgão funciona sim como agente cartelizador e protetor das empresas estabelecidas.
Onde estão os anjos “defensores da concorrência” do CADE, do Ministério Público, do ProCon para exigir a imediata liberação do mercado de aviação civil no Brasil?
Anac estuda liberar mais autorizações de voos para baratear passagens na Copa
www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2013/10/1357240-anac-estuda-liberar-mais-autorizacoes-de-voos-para-baratear-passagens-na-copa.shtml
“Diante dos altos preços das passagens aéreas para a Copa do Mundo, a Agência Nacional de Aviação Civil estuda liberar autorizações especiais para voos entre as cidades que receberão os jogos em junho e julho. Segundo auxiliares do Planalto, a operação para baratear preços dos bilhetes deve permitir trechos sem escalas em rotas que hoje não existem, como de Curitiba para Manaus.”
Uma pergunta: Já que o objetivo é melhorar a alocação de capital e assim aumentar a produtividade da economia por que não instituir um imposto significativo sobre parte da herança (digamos, 80% do capital de qualquer empresa acima de determinado tamanho, por exemplo) que seria executado através de um leilão aberto a todos assim que o defunto esfriasse, a participação nunca poderia ficar sob controle estatal. Assim só teria dinheiro quem fosse empreendedor de verdade, não os filhos do empreendedor, certo?
Eu sei que todo mundo vai acanalhar (afinal isso é um site liberal), mas quero ver os argumentos…
Prezada equipe IMB
O texto é muito bom como de costume.
Além de ser um texto muito bom ele é emblemático porque revela o motivo porque a causa liberal não tem grande apelo entre a classe empresarial.
A esquerda caviar (intelectuais riquinhos) nem se fala. Estes nunca serão liberais mesmo.
Saudações
Erik
De acordo a este texto e outros neste site, o liberalismo economico é a melhor forma de defender o consumidor.
Se nao acreditam nas regulacoes, quando há abuso por parte de quem fornece um produto ou servico, quem deve defender o consumidor neste caso? A Justica?
E voces acham que a Justica deveria ser “gratuita”?
É uma pergunta mesmo sem segundas intencoes.
Isso é política!!!
Os usufrutuarios do Estado valem-se de intrigas para defenderem o PROPRIO NEGÓCIO que é o ESTADO.
Não conseguiriam defender o Estado posityivamente, então valem-se do ódio ao inimigo da exploração estatal ou Liberdade.
Se não é possivel argumentar com as próprias qualidades, usa-se o método mais eficiente que é induzir o ódio contra o adversário e assim trazer para si a simpatia da platéia.
É velha a máxima: INVENTAR INIMIGOS PARA FAZER AMIGOS!
…que junta-se com outra de SUN TZU: DIVIDIR PARA DOMINAR!
Ora, a Liberdade não favorece os empresários estabelecidos, mas sim aos empreendedores e sobretudo aos mais competentes. Empresários estabelecidos NÃO QUEREM CONCORRENTES. A concorrência aumenta a produção, tira deles a possibilidade de controlar a produção a fim de manter elvada taxa de retorno pelo estrangulamento da oferta. A concorrência obriga-os a ganhar na quantidade e nõa na taxa de retorno. …ou seja, a afirmação de que a Liberdade favorece o empresário é MAIS UMA MENTIRA POLÍTICA.
Em compensação a incompetência dos defensores da liberdade os faz negligenciar a mais clara verdade:
O INTERVENCIONISMO OU O SOCIALISMO SÃO VERDADEIRAS IDEOLOGIAS QUE FAVORECEM AS CLASSES ESTATAIS ou mais propriamente a HIERARQUIZADA CLASSE ESTATAL então dividida em classes econômicas estatais.
É curioso que SOMENTE UM INDIVIDUO FALOU ISSO CLARAMENTE, antes mesmo da comprovação pratica: F. NIETZSCHE.
Foi um dos meus maiores prazeres ler, tardiamente, Nietzsche e saber que alguém tinha falado aquilo que para mim era a mais ÓBVIA VERDADE!!!
Foi o ÚNICO a ESCREVER tal verdade com todas as letras, fazendo a mais eficiente e fácil previsão que adoradores do estado de direita ou esquerda tudo fizeram para esconder.
Ainda hoje não se vê ninguém fazer tal afirmação simples: O SOCIALISMO é UMA VERDADEIRA IDEOLOGIA ELABORADA PARA JUSTIFICAR OS INTERESSES DO ESTADO E DE SEUS AGREGADOS, POIS QUE EFETIVAMENTE DEFENDE O ARBÍTRIO DA HIERARQUIA ESTATAL SOBRE A SOCIEDADE QUE TRABALHA E PRODUZ PARA TROCAR. …Enquanto o Estado ATUA para expropriar, estorquir, assaltar, ESCRAVIZAR e EXPLORAR POPULAÇÕES SUBJUGADAS PELA FORÇA POLICIAL com apoio militar.
O Estado é uma MÁFIA, uma organização genuinamente criminosa, onde seus integrantes hierarquizados em Poder e renda possuem uma IDEOLOGIA a tentar justifica-los moralmente, dando-lhes um suporte ideológico fraudulento através da insuflação ao ÓDIO que INIBE a RAZÃO. Inventando inimigos para conquistar amigos!
Ideologia:
É um amontoado de idéias, predominantemente ARBITRÀRIAS, sem qualquer necessidade de coerência, que afirmam levar a um objetivo para a coletividade.
Assim, ideologias justificam-se pelos fins que alegam produzir. Desta forma reivindicam apoio para suas recomendações através da defesa de um “objetivo supremo” ou “finalidade redentora” que justifica e redime todas atrocidades e injustiças cometidas sob o argumento de alcançar o alegado final.
Obviamente tal final jamais será atingido, pois que apenas uma cenoura amarrada ao lombo dos burros.
Teoria:
É um conjunto de idéias necessáriamente coerentes que partem de principios axiomáticos e progridem em arranjos lógicos para DESCOBRIR um CONHECIMENTO sobre uma questão.
…ao contrário de uma ideologia que concebe um pretenso “OBJETIVO SUPREMO” e dele parte inventando, arbitrando, pretensos meios de alcança-lo. Não havendo ne3cessidade de qualquer rigor teórico, pois que não se atém a qualquer principio ou lógica justificando-se unicamente no final proposto como meio de EMOCIONAR, provocar desejo, seduzir e assim obscurecer a razão através da emoção.
Liberdade é a defesa de um PRINCÍPIO individual, é EM ESSÊNCIA INDIVIDUALISTA, tem o indivíduo como objetivo. Tanto que lhe reconhece o direito de submeter-se livremente ao arbítrio alheio.
Estatismo é a defesa de uma FINALIDADE coletiva, é EM ESSÊNCIA COLETIVISTA, tem na coletividade o seu alegado objetivo. Tanto que despreza o indivíduo para enxerga-lo apenas como um meio para uma fantasiosa coletividade representada por uma entidade mística que possui uma hierarquia privilegiada como intermediarios ou portavozes. Assim atribui-se a essa hierarquia o mistico direito de arbitrar sobre OS IGUAIS ou o restante da coletividade não hierarquizada como “a mão visível da entidade”.
…não por acaso que estatistas advogam que “os iguais sejam iguais” enquanto que os gestores ou intermediários da mistica entidade se organizem hierarquicamente para comandar “os iguais” e sobretudo DELES SE DIFERENCIEM.
A estupidez platonica sobre “os feitos de ouro, de prata e de bronze” …habita as mentes destes maníacos e salafrários que se querem supreiores àqueles que dedicam-se ao trabalho de produzir bens e serviços úteis.
Essa canalhice de Platão deveria ser mais divulgada.
Uma autoridade estatal assim se impõe pela força, pela extrema covardia de uma mega quadrilha armada contra uma população indefesa ante tal quadrilha.
Um juiz, promotor, delegado e etc., exigem reverência como se fossem indivíduos superiores aos que trabalham para produzir e trocar, oferecendo o beneficio que podem proporcionar em troca do beneficio que desejam dos outros. Enquanto estas “autoridades” que exigem reverência atuam para EXPROPRIAR ATRAVÉS DA AMEAÇA DE MAL MAIOR QUE PODEM CAUSAR, EXIGINDO UM BENEFICIO ALHEIO PARA NÃO CAUSAR-LHES UM MAL AINDA MAIOR DO QUE A CONCESSÃO EXIGIDA SEM A NECESSIDADE DE QUALQUER CONTRAPARTIDA ACEITÁVEL.
No mercado livre NINGUÉM é FORÇADO a aceitar uma relação, a hipotese de não se concretizar a relação entre individuos e cada um permanecer em sua condição atual sempre existirá.
Na ESCRAVIDÃO a relação do escravo com seus SENHORES é FORÇADA, pois quen os SENHORES CONTROLAM AS OPÇÕES e assim suprimem a hipótese de não haver relação e cada um manter sua condição. Ou seja, o ESCRAVO é forçado a aceitar a exigência do SENHOR ou SOFRERÁ UMA AÇÃO AINDA MAIS NOCIVA CONTRA SI.
Quando um individuo controla as opções alheias artificalmente, não lhe permitindo todas as hipóteses naturais, é INCONTESTÁVEL QUE ESTA HAVENDO ESCRAVIDÃO.
Isso é de lamentar:
“Os liberais defendem este arranjo porque ele é o que melhor permite que todos satisfaçam suas necessidades: os melhores empresários enriquecem somente após terem gerado muito valor para os consumidores.”
Liberais não ideológicos, não meros amorais utilitaristas, defendem a Liberdade porque ela é JUSTA!!
Libertários defendem a JUSTIÇA. Defender algo por utilitarismo denuncia falta de senso de justiça, deficiencia ética, falta de vergonha na cara.
Eu defendo a liberdade porque ela é JUSTA!!!
O q tem facilitado a vida de socialistas e canalhas em geral é a defesa amoral e imoral do utilitarismo. …isso leva a ideologias que se justificam em alegados fins e não em principios JUSTOS
O mundo mudou muito desde que Marx constatou que crianças de 10 anos trabalhavam doze horas por dia em tecelagem inglesas.
Como cronista social , ao apontar estas mazelas , nota 10 para o Carlinhos.
Mas há o outro extremo da régua.
No início dos anos 80 , estive na União Soviética , na fabrica de caminhão Ursus.
Haviam 8 pessoas na linha de montagem .
Quatro estavam jogando baralho . Duas esquentando as marmitas e outras duas dormindo.
Isto foi em uma 2a. feira . Voltei na linha de montagem nos outros dias . O caminhão que estava pronto pela metade não recebeu um único parafuso a mais.
Tive contato com pessoas do povo . Se você não pertence ao partido , não tem futuro.
Meninos de 15 anos já possuem o rosto de alcóolatras inveterados . Na porta do Hotel , discretamente , meninas se prostituíam para os estrangeiros.
O que Marx viu na Inglaterra no final dos 1800 foi uma aberração , mas o que EU ví no maior país comunista foi uma aberração maior . Lamentei não ter habilidades de escritor do Marx e tirar conclusão disto.
Se Marx conclui que o comunismo precisava de uma luta de classes para resolver a injustiça social , posso dizer que ao final desta luta , não foi o capitalismo que foi massacrado , mas o povo singelo.
Show de Artigo!
O socialismo é que é um conjunto de teses formado ad hoc para justificar a inveja e o roubo; e o intervencionismo, o controle e a trapaça no mercado.
* * *
leorossatto.wordpress.com/2013/10/17/como-a-desigualdade-social-explica-o-videogame-de-r-4-mil/
Gostaria de uma explicação realmente plausível e contestadora a esta(desse link que enviei)sobre esse debate em torno do preço do produto citado(o console de videogame da sony PS4)
@Outro,
O mercado até nem é tão pequeno. A questão é que, como o custo-brasil eleva o preço dos consoles para níveis exorbitantes, todo mundo compra o console nos “importadores informais”, e os jogos (que por terem um preço muito menor, mesmo com o custo-brasil) nas lojas estabelecidas.
Para a Sony, tanto faz. Ela não tem interesse de lidar com a burocracia que seria mudar sua cadeia de distribuição para poder melhorar o preço ao consumidor final uma vez que as pessoas compram dos “importadores informais”. Provavelmente as vendas subiriam, mas a que custo? Melhor desconsiderar essa fatia do mercado e se concentrar na fatia que vende, mesmo com o custo-brasil embutido… o consumidor final vai conseguir o console, só não dos importadores formais.
‘Vou desconsiderar o seu segundo parágrafo que critica o papel do governo porque não é meu objetivo discutir o que é roubo ou o que é uma contribuição obrigatória que foi instituída pela maioria das pessoas (tipo taxa extra de condomínio). Acabou que eu já discuti, mas me ignore :p
Truquezinhos de adEvogados não vão colar por aqui.
Crie vergonha na cara e seja honesto, admita que você quer falar uma coisa que supostamente encerra a discussão e não quer que ninguém mais comente.
BTW, essa comparação de estado com condomínio é assunto velho por aqui, e devidamente refutado.Good luck next time.
Um questionamento aos que afirmam que impostos são justos pq decorrentes da vontade dos eleitos pela pretensa maioria.
Na verdade os eleitos somados NÃO POSSUEM A MAIORIA DOS VOTOS, mas mesmo que as decisões entre eleitos correspondesse a maioria, ainda assim isso nada tem com justiça.
A maioria de BRANCOS até certa época apoiava a ESCRAVIDÃO dos NEGROS!
Pergunto:
O fato dos BRANCOS serem MAIORIA legitimava a ESCRAVIDÃO dos NEGROS????
O fato de uma alegada maioria (afirmação falsa) legitima as leis, segundo defensores do arbítrio estatal.
Se assim pensam, certamente que apoiariam a escravidão dos negros baseados na “justissa” da vontade da maioria branca na época.
Eis aí a noção de ÉTICA e MORAL dos defensores do arbítrio estatal! …pulhas!!!!
Abs.
E pagarás impostos para sempre!