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Pelo fim da insanidade da guerra às drogas

À luz do recente surto de violência relacionada às drogas no México, é apropriado refletir como a atual proibição das drogas afeta a criminalidade, a manutenção da lei e a economia.

Sempre que ocorrem tais acontecimentos, a reação instintiva de muitos é querer que haja um combate ainda mais intenso às drogas ilegais.  Porém, devo perguntar: já não temos atacado com bastante intensidade o tráfico de drogas durante as últimas décadas?  E qual foi o resultado?  O florescimento e a prosperidade do mercado negro, bem como a escalada da violência. 

Não haveria uma abordagem mais eficaz?

A ilegalidade das drogas é, na verdade, o principal fator que ajuda a manter os altos lucros dos traficantes e dos carteis, e que garante que o crime organizado domine o mercado.

A cocaína, por exemplo, tem uma margem de lucro de aproximadamente 17.000%, chegando a ser mais cara que o ouro em determinadas áreas.  Tal fenômeno não é nada inédito e tampouco é exclusivo das drogas — é apenas um previsível resultado da proibição.

Durante a Lei Seca, Al Capone e todos os outros envolvidos no crime organizado ganharam fortunas tirando vantagem do perigoso e lucrativo mercado negro que havia sido criado unicamente pelas leis governamentais. Tanto naquela época quanto hoje, as leis econômicas permanecem as mesmas: todas as vezes que o estado faz uma grande apreensão de mercadorias ilegais, os lucros dos fornecedores remanescentes no mercado negro aumentam.  Esse tipo força econômica é intransponível para o aparato estatal, mas resulta em grandes negócios para os traficantes e carteis.

Para os cidadãos comuns, entretanto, tal proibição gerou desastres.  A guerra às drogas mantém as cadeias superlotadas, gerando não apenas um grande custo para os pagadores de impostos, como também um grande perigo para todo o público, uma vez que os verdadeiros criminosos — assassinos, estupradores, molestadores de crianças — são mantidos fora da cadeia apenas para dar espaço para aqueles infratores não violentos que se envolveram com drogas.

Atualmente, os EUA, por exemplo, encarceram mais gente, em termos per capita, do que a Rússia e a China jamais o fizeram - e, ainda assim, criminosos como Phillip Garrido — o sequestrador de Jaycee Lee Dugard, a jovem que foi mantida em cativeiro durante 18 anos na Califórnia e com quem teve duas filhas — continuam à solta, livres para estuprar e sequestrar repetidas vezes.  (É interessante notar que, no caso dele, uma pequena quantidade de maconha chamou mais atenção da polícia do que os repetidos relatos dos vizinhos de que havia constantemente crianças em seu quintal).

A guerra às drogas distorce as prioridades da polícia em prejuízo de todo o público.

A revogação da Lei Seca certamente não trouxe nenhum benefício para o crime organizado.  Da mesma forma, hoje, se quisermos acabar com os violentos carteis da droga, criar oportunidades legítimas de emprego ao invés de um mercado negro sem lei e justiça, reordenar as prioridades da polícia e deixar espaço nas cadeias para as pessoas que realmente deveriam estar nelas, temos de acabar com a insanidade da guerra às drogas.

Descriminalizar a maconha em nível federal já seria um começo.



autor

Ron Paul
é médico e ex-congressista republicano do Texas. Foi candidato à presidente dos Estados Unidos em 1988 pelo partido libertário e candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008 e 2012 pelo partido republicano.

É autor de diversos livros sobre a Escola Austríaca de economia e a filosofia política libertária como Mises e a Escola Austríaca: uma visão pessoal, Definindo a liberdade, O Fim do Fed – por que acabar com o Banco Central (2009), The Case for Gold (1982), The Revolution: A Manifesto (2008), Pillars of Prosperity (2008) e A Foreign Policy of Freedom (2007).

O doutor Paul foi um dos fundadores do Ludwig von Mises Institute, em 1982, e no ano de 2013 fundou o Ron Paul Institute for Peace and Prosperity e o The Ron Paul Channel.


  • Gustavo  22/04/2010 08:53
    Como economistas deveríamos abordar a questão das drogas sob a ótica de custos. O que é mais caro: manter a proibição ou liberar? O que causa mais externalidades?
    Tentem imaginar como será o brasil com 30 milhões de usuários de cocaína.
    Tentem imaginar como será o brasil com 10 milhões de usuários de crack.
    Se o crack já é um flagelo nacional sendo proibido, imaginem sendo legalizado e custando apenas alguns centavos. Quando falo em 10 milhões de ussuários estou sendo bem otimista.
  • Olavo de Carvalho  12/12/2013 09:27
    Sanidade mesmo é todo botequim vendendo cocaína legalmente e os deputados liberais fazendo campanha para baixar a idade legal de consumo para dez ou oito anos de idade, não é?
  • Conservador Reacionário  12/12/2013 10:24
    Prezado Olavo, proibir as drogas é coisa de progressista frouxo.

    Sempre haverá derrotados que recorrerão às drogas. Esses fracassados irão usar drogas de um jeito ou de outro. E irão morrer de qualquer jeito. Facilitar o acesso desses perdedores às drogas irá apenas tornar o processo mais expediente.

    Ademais, nunca entendi a tara de alguns pseudoconservadores com a proibição. Quando as drogas eram vendidas livremente, ainda no início do século, as famílias eram mais fortes e mais unidas, e a religião era mais presente. A proibição é uma prática totalmente recente na história humana -- ou seja, é uma prática progressista. A proibição fez com que as famílias relaxassem e entregassem a segurança de seus filhos para o estado. Deu no que deu: uma geração de zumbis imbecis. E tem conservador aplaudindo.

    A única posição conservadora e reacionária coerente é a total liberação das drogas. Não apenas porque sua proibição foi uma política progressista, como também pelo fato de que a liberação irá despachar mais rapidamente todos os derrotados da sociedade. Isso irá liberar recursos escassos e tornará a economia mais próspera.

    A maneira correta de resolver a situação é esta: os governos devem legalizar o uso de propriedades privadas para que este lixo humano (drogados) se drogasse até a morte. Aí não haveria nenhum problema de conflito de interesses. Não haveria praças, parques e demais locais públicos sendo tomados por zumbis. É assim que tem de ser.

    Feito isso, este lixo humano terá de se virar para encontrar alguma propriedade privada na qual se drogar -- ressaltando que, atualmente, as drogas são proibidas mas o lixo humano ocupa impunemente a propriedade pública para fazer suas nojentices. Conhece a Cracolândia?
  • anônimo  12/12/2013 12:38
    ' Quando as drogas eram vendidas livremente, ainda no início do século, as famílias eram mais fortes e mais unidas, e a religião era mais presente. A proibição é uma prática totalmente recente'

    Não que isso justifique, mas liberar as drogas entre pessoas do começo do séc XX é bem diferente de liberar no meio da idiocracia de hoje.
  • Jean Barreto  05/02/2014 21:18
    Quase chego à concordar com você, mas você se esquece que antigamente o poder da religião e, consequentemente, a moral era maior.
    Se liberar a droga nos dias de hoje, a sociedade vira merda. E vivemos em uma democracia, onde a maioria decide o futuro da população.
    Os derrotados acabarão sendo todos.

    Não pense que a droga é que fazia a religião forte e as famílias unidas, pois na verdade é o contrário. A família unida e a religião forte é que impediram de a droga detonar com a população.

    Vocês que falam mal do Olavo sem mostrar nenhuma argumentação relevante, acabam apontando os próprios defeitos nele.
  • Conservador Reacionário  05/02/2014 22:07
    Atacar-me pessoalmente é inócuo. Você tem de mostrar qual o erro do meu raciocínio, explicar qual a posição correta e, finalmente, delinear como essa posição correta pode ser alcançada.

    Dizer que não podemos liberar as drogas porque "vivemos em uma democracia e os derrotados acabarão sendo todos" é um argumento completamente contraditório, pois, com as drogas liberadas, seriam justamente estes derrotados (que hoje têm poder sobre nós) os primeiros a empacotar. A liberação das drogas faria uma muito necessária limpeza ética na sociedade. Viveriam apenas os decentes e trabalhadores. Os covardes e derrotados seriam autodizimados.
  • Jean Barreto  06/02/2014 15:06
    Não é assim colega.
    Estes que usariam drogas, não morreriam facilmente e também, muitos viveriam normalmente. Do jeito que a moral está baixa, não duvido a maioria usar nem que seja só por "esporte".

    As drogas só deveriam ser legalizada, se é que deveriam, quando a sociedade tivesse organizada com uma política bem estruturada e em um país de primeiro mundo, não no Brasil.
    Tirando que o tráfico ainda iria existir, com ou sem a legalização.

    Então não é um coisa muito inteligente.
    E minhas críticas foram aos que falaram do Olavo sem nenhuma argumentação, como esses infelizes abaixo \/
  • anônimo  06/02/2014 15:56
    Jean, se eu puder demitir livremente e não ser punido por discriminar alguém, a demanda por drogas iria reduzir. As empresas não iriam contratar usuários - ao menos aqueles que usam em quantia suficiente para reduzir suas capacidades físicas/intelectuais. E muitos não iriam contratar os pequenos usuários por preconceito mesmo. Os usuários logo seriam marginalizados. Passado a euforia inicial, muitos iriam perceber que a droga só os prejudica, e o consumo iria reduzir naturalmente.

  • João  20/01/2015 20:44
    Mas não tem droga liberada? Não se compra e se bebe álcool onde quiser? E as não liberadas não são consumidas de qualquer maneira?
  • Antonio Nunes  21/01/2015 17:54
    Como assim "a sociedade vira merda"?! A sociedade, hoje, já é uma merda.
  • Sérgio  05/02/2014 22:38
    "A maneira correta de resolver a situação é esta: os governos devem legalizar o uso de propriedades privadas para que este lixo humano (drogados) se drogasse até a morte. Aí não haveria nenhum problema de conflito de interesses. Não haveria praças, parques e demais locais públicos sendo tomados por zumbis. É assim que tem de ser.

    Feito isso, este lixo humano terá de se virar para encontrar alguma propriedade privada na qual se drogar"


    - Como se os usuários destas porcarias respeitasem a propriedade privada. Entenda uma coisa: As drogas transformam as pessoas em monstros. Uma pessoa sob efeitos de drogas, perde totalmente a razão. A pessoa não tem consciência ou controle do seu corpo, da sua mente e dos seus freios sociais. Ela age impulsivamente, sem nenhuma consciência. É como se a parte pensante do cérebro estivesse cortada, seccionada, separada do resto do cérebro.
  • Eduardo Bellani  12/12/2013 11:11
    Sanidade mesmo é todo botequim vendendo cocaína legalmente e os deputados liberais fazendo campanha para baixar a idade legal de consumo para dez ou oito anos de idade, não é?

    Falácia do espantalho. Com uma pitata de 'Pensem nas crianças!'.
  • anônimo  12/12/2013 12:47
    O Olavo também disse no face:
    'Quem não sabe que, a médio ou mesmo curto prazo, é EXATAMENTE isso o que vai acontecer se as drogas forem liberadas?'
    Mas como é que não acontecia antes de serem proibídas?
  • anônimo  12/12/2013 16:26
    As vezes eu acho que o Olavo faz mais um favor pra direita ficando calado.Lá no face ele fala tanta merda que Deus me livre.
    1 Compara um gênio matemático com o Mário Ferreira dos Santos, apples to oranges no mínimo
    2 continua com a besteira dos fetos abortados, DEPOIS de um idiota como o Pirula já ter explicado pra todo mundo que não é feto, é cultura de bactérias.Será que ele Olavo não sabe o que é cultura de bactérias?
    3 Fica fazendo apologia do cigarro, falando que com quase setenta anos ele ainda consegue fazer isso ou aquilo...o que é totalmente irrelevante, qualquer idiota sabe que isso não significa nada, já que sem fumar ele poderia fazer mais ainda
    4 Fica criticando o brasileiro que tem opinião sobre tudo, e se mete a opinar sobre Isaac Newton. Um cara que mal tem a quinta série.
    5 Fica falando de como era emocionante ver os filhos dele cagando, coisas do tipo

    Pra mim já deu, não vou seguir mais
  • anônimo  15/12/2013 09:35
    No sistema que esse site defende ninguém tem que se preocupar com deputado nenhum.
    E depois, o que garante que os liberais iam querer diminuir a maioridade penal pra dez anos de idade? De onde vc tirou isso? Do mapa astral deles?
    Basta ler a maioria dos artigos e comentários por aqui pra ver como a maioria dos liberais por aqui tem afinidade com a família e os valores tradicionais

    Esse é um comentário digno de um pára quedista, o Olavo reclama de palpiteiros mas ele é o maior de todos.
  • Leandro  22/04/2010 09:09
    Gustavo, sob a ótica dos custos, proibir gera mais externalidades, principalmente em termos de vidas humanas. Apenas pense em todos os inocentes cujas vidas são ceifadas em meio à guerrilha urbana que disputa pontos de venda. Pense também em todos os policiais que morrem, pois são obrigados a enfrentar traficantes muito mais bem armados.

    Por outro lado, até onde se sabe, ninguém morre num fogo cruzado entre vendedores de Marlboro ou de Brahma.

    Quanto ao crack, este já é baratinho hoje, e todo mundo sabe onde conseguir.

    Quanto aos prováveis novos viciados, esta questão foi abordada com honestidade neste artigo do Lew Rockwell:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=181
  • Marcelo Pinho dos Santos  28/05/2011 01:26
    Senhores,\r
    nunca vi tanta bobagem sendo dita!!! Não sei quem é mais imbecil, o esquerdista ou o liberal. \r
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    Dizer q liberação das drogas baixaria o custo e, por isso, a criminalidade, pois o criminoso não teria mais razão de investir no negócio é de uma burrice sem tamanho. \r
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    Pergunto: o q tem haver o critério jurídico com o econômico? \r
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    Por acaso vender ouro não é lícito e não continua caro e isso tirou os contrabandistas do mercado? Ou o cd da Xuxa não é lícito e barato e eliminou os camelos do mercado ou os colocou numa atividade formal? Não há disputas, a tiros, por pontos na Rua 25 de março em São Paulo? Não há mortes e assassinatos pelo controle dos sindicatos de transporte de São Paulo? \r
    \r
    Ora bolas, achar q os traficantes vão, da noite para o dia, largar o negócio e se comportar como civilizados comerciantes, tirando nota e pagando, antecipadamente, o fisco é de uma falta de capacidade de entender a realidade q dá nojo!\r
    \r
    Abçs.\r
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    Marcelo \r
    \r
    \r
  • Marcelo Avila  16/10/2013 21:52
    Marcelo,
    Excelente argumentação!
    Esse discurso libera porque proibir só piora é infantil e muito fraco de realidade.
    Dá até alívio saber que ainda existe quem pensa com essa clareza
    Abraço.
  • Leonardo Couto  16/10/2013 22:44

    Excelente onde? Ele usou de conjunturas resultantes da ação estatal para criticar um cenário livre da tal...

    Veja que ignoraram completamente estas bobagens, Marcelo.
  • Pupilo  12/12/2013 11:20
    "Excelente argumentação" HUAHUAHAUHAUHA. O cara comparando o morro da favela com a 25 de março... É um irracional... Para não falar animal.
  • Tiago RC  22/04/2010 10:56
    Crack é o lixo do processo de produção da cocaína. Duvido que continue existindo se o preço da cocaína baixar.
    Aliás, da mesma forma que existem muitas técnicas para fumantes se livrarem do cigarro (adesivos de nicotina por ex.) e alternativas para diminuir seu dano (filtros, cigarros "light" etc) a mesma coisa poderia existir pra todas as drogas viciantes, se não fosse proibido. A cocaína mesmo, não precisa ser tão forte quanto é... ela é concentrada hoje porque facilita o tráfico... mas antes da proibição existiam vinhos com cocaína por exemplo. Teve até um papa que homenageou um vinho que continha cocaína. Ou seja, era difundida até. E a sociedade não sucumbiu num caos absoluto por causa disso... já essa guerra entre governo e traficantes no norte do México está acabando com a região, tem cidades lá mais violentas que RJ... a cidade com pior índice de violência do mundo está lá inclusive, Juarez.
  • Matheus Souto  22/04/2010 11:19
    e caso o Estado legalize um comércio das drogas, o fim do tráfico vai diminuir?\r
    Nunca, com certeza vão existir um novo mercado, vendendo mais barato... e o consumidor? vai comprar o legalizado? ou o ilegal mais barato?\r
    No momento em que um governo conseguir acabar com o comercio ambulante por exemplo os "camelôs" de nossas cidades, ai sim, pode conseguir comercializar drogas sem a existencia de um outro mercado negro!\r
    Assim como o socialismo, liberação de drogas é utopia!
  • Eduardo  08/06/2013 16:17
    e caso o Estado legalize um comércio das drogas, o fim do tráfico vai diminuir?
    Nunca, com certeza vão existir um novo mercado, vendendo mais barato... e o consumidor? vai comprar o legalizado? ou o ilegal mais barato?
    Assim como o socialismo, liberação de drogas é utopia!


    E caso o estado legalize um comércio de álcool, o fim do tráfico vai diminuir(sic)?

    Nunca, com certeza vão existir um novo mercado, vendendo mais barato... e o consumidor? vai comprar o legalizado? ou o ilegal mais barato?

    (obviamente é melhor subir no morro pra comprar álcool zulu com limonada porque é mais barato que Smirnoff do mercado legal)

    Assim como o socialismo, liberação de álcool é utopia!
  • Roberto Chiocca  08/06/2013 23:11
    O tráfico pode não sumir com a legalização, esta "lei" que permite a venda de drogas pode ser uma semi-proibição, como acontece na Holanda onde apenas algumas drogas são vendidas legalmente, mas repletas de regulamentações, o tráfico continua firme e forte por lá. Se a venda de maconha for encarada como a de qualquer outra mercadoria, o nome do mercado negro será contrabando, como ocorre com cigarros, eletrônicos e tantas outras coisas que o estado sobretaxa. Você não vê pessoas subindo o morro para comprar um ipad contrabandeado, não vê contrabandistas travando guerras nas ruas.
    Mesmo o ideal sendo a descriminalização, uma legalização (desde que não seja uma que disfarce uma proibição)neste setor seria melhor que o cenário de hoje, que é sem sombra de dúvidas o pior possível.
  • Leonardo Marques de Souza  12/12/2013 15:23
    A pessoa não precisará ir mais ao morro buscar a droga ilícita. Assim como já acontece com a bebida alcoólica , será vendida em bares/estabelecimentos, com certificados falsificados, produto adulterado, e muito mais barato. Quem comprar achara que é droga é de boa procedência, mas comprará o que sempre foi comprado, um produto de fabricação duvidosa.
  • mauricio barbosa  12/12/2013 17:31
    E daí se a droga será de qualidade ou não,a questão é que cada um faça o que quiser com seu corpo,afinal vai para o céu ou para o inferno quem quiser...
  • oneide  22/04/2010 11:24
    A pouco comentando com um amigo levantamos algumas questões.
    O que fazer com os viciados sem controle que o crack por exemplo cria?.Eles por necessidade da droga iriam cometer furtos,assaltos.
    Outra teria que todos os paises aceitar a liberação,poderia haver importação de viciados e exportação de drogas.
    Outra o que impede o estado de tributar,regulamentar controlando o mercado de drogas como se faz com o fumo?.
    Na verdade a sociedade atualmente não condena o uso da droga e sim seu excesso,quando cria algum dano a ela.sendo isso a resposta da primeira questão,se condenaria o usuario de droga que cometesse um excesso(um crime)não o ato em si de usar droga.
    A questão e complexa ja que envolve não so um pais mais o mundo todo,e outra se for pra liberar a maconha que libere tudo.

  • Flavio Ortigao  22/04/2010 11:26
    Artigo mediocre repetindo velhas falacias dos defensores da libertinagem em relacao as drogas. Desconhece a historia, desconhece a realidade dos efeitos debilitantes das drogas na familia, na sociedade e na economia e principalmente seguranca publica e desconhece a etica.

    Desconhece a historia porque ignora o fato de as drogas NAO terem sido sempre proibidas. O consumo de cocaina e morfina na europa e de opio na asia no inicio do seculo passado e suas consequencias nefastas sao de todos conhecidos. Foi exatamente o reconhecimento desse efeito que levou a proibicao em primeiro lugar.

    Sobre os efeitos debilitantes das drogas, existe consideravel evidencia, e quem passear por uma das muitas cracolandias existentes nas cidades brasileiras podera formar sua opiniao. Um sistema de saude que NAO consegue cumprir sua funcao principal, muito menos podera ser responsavel pelos drogados.

    Achar que crime se combate com liberacao do crime, e' uma completa estupidez. Furto de carros nao se combate legalizando o furto. Os traficantes nao abandonarao um negocio lucrativo. Nos narco-estados (inclusive em grande areas no Rio de Janeiro) as drogas sao praticamente legais. E no entanto nao dimunuem. A Producao de Coca com o Evo-cocaleiro tambem nao diminuiu. A ideia absurda de legalizar e taxar negocios criminosos, esbarra no fundamental: A Etica. Nao se pode legalizar o anti-etico, ou a sociedade se destroi. Como nao podemos legalizar e taxar a escravidao, o comercio de criancas e muitas outras coisas.
  • Leandro  22/04/2010 11:38
    Ortigao, perdoe-me, mas você comete erros grosseiros. Por que você acha que consumo de drogas é um crime? Só por que o estado diz que é?

    Aliás, pela sua lógica, cigarro e álcool também deveriam ser proibidos. Ademais, você evadiu a questão: a legalização do álcool - segundo sua própria lógica um tanto espúria - foi um típico exemplo de "crime combatido com a legalização do crime". E parece que deu certo, não?

    Lamento, mas não faz sentido o que você disse. Dizer que é antiético fumar maconha?! Ora, qual a sua ética? Eu jamais fumei maconha e jamais fumaria. Não suporto nem o cheiro. Mas jamais diria que um usuário de maconha é um ser naturalmente antiético.

    Quanto ao fato de as drogas não terem sempre sido proibidas, basta ler o último artigo linkado "Quando as drogas eram vendidas livremente".
  • Charles Hertz  06/02/2014 18:32
    se é antiético fumar maconha, o que sobra para o alcool?

    haha, cada uma...

    e quanto ao cheiro leandro (não que eu queira te incentivar ao fumo, mas só para lhe informar) existem os vaporizadores para isso que não deixam cheiro nenhum (já tem gente fumando até no cinema sem você perceber, rsrs) e ainda por cima diminui QUALQUER RISCO de cancêr de pulmão ou problemas relacionados ao fumo,já que o vapor chega no máximo a 180 graus, diferente da fumaça que chega a mais de 900 graus...

    Assim, as substancias nocivas da maconha não são absorvidas pelo organismo... resumindo: existe droga mais segura, fraca e que matou menos pessoas na historia da humanidade que a maconha? porque tanto preconceito contra algo que só deixa as pessoas na paz?

    enquanto isso, o alcool continua matando muita gente e sendo adorado, consumido na frente de crianças e em quase todos os ambientes sociais... mas é típico da nossa sociedade ser hipócrita mesmo... rsrs
  • Tiago RC  22/04/2010 11:47
    Nossa, uma galera caindo de para-quedas por aqui!

    Nunca, com certeza vão existir um novo mercado, vendendo mais barato... e o consumidor? vai comprar o legalizado? ou o ilegal mais barato?
    No momento em que um governo conseguir acabar com o comercio ambulante por exemplo os "camelôs" de nossas cidades, ai sim, pode conseguir comercializar drogas sem a existencia de um outro mercado negro!


    Você está confundindo as bolas aí. Você vê camelos combatendo a polícia com armas pesadas? Só o lucro elevado das drogas financia tal coisa. Camelo vende barato por sonegar imposto, burlar regulamentações, não simplesmente por ser "ilegal". Camelos não são problema nenhum, pelo contrário, são bem-vindo. Não provocam violência, trazem benefícios aos que trocam cmo eles etc.
    Já traficantes violentos nunca conseguiriam produzir com a mesma eficiência de uma indústria, mesmo uma indústria submissa aos absurdos impostos brasileiros, pois o custo de manter o poder bélico é muito alto.
    Camelos vendendo drogas não seriam problema nenhum. O problema são esses traficantes violentos armados até os dentes e o confronto com a polícia.

    @Flavio Ortego

    Sinto muito mas é o senhor que não tem noção do que é ético ou anti-ético. Anti-ético é agredir ou ameaçar de agressão alguém que não fez absolutamente nada a ninguém.
    Essa pequena apresentação talvez te clarifique mais as coisas: www.jonathangullible.com/mmedia/PoL.Portuguese.A.Filosofia.da.Liberdade.swf
    Nesse site você também vai encontrar muito conteúdo sobre ética. O artigo do Hoppe sobre a ética e a economia da propriedade privada é um bom começo.

    Abraços
  • Leandro  22/04/2010 11:53
    De fato, o pessoal confundir camelô com traficante é complicado.

    Outra coisa intragável é gente falar que proibir uma transação voluntária que não agride terceiros é algo perfeitamente ético e moral.

    O fato é que ninguém mais quer saber de responsabilidades individuais. Todo mundo quer ter uma babá para impedi-lo de fazer besteiras. Ora, se o sujeito quer se entupir de crack e cocaína, por que não? Quem vai se estrepar é ele. Por que confiscar a propriedade alheia (i.e., tomar o dinheiro dos outros) para impedir isso?

    Isso, sim, é imoral.
  • mcmoraes  22/04/2010 11:55
    Complementando a resposta de Tiago RC: seu Flavio Ortigao, já que você falou em ética, não esqueça de ler o livro A Ética da Liberdade, em mises.org.br/Ebook.aspx?id=12 .
  • Tiago RC  22/04/2010 11:56
    Ops, na minha última msg, onde se vê camelos, ler camelôs... :-P
  • Bruno  22/04/2010 12:00
    Legalizar?
    Não é nem utópico, é insano!
    Primeiro ponto, legalizando vc transformará criminosos em cidadãos da Lei, isso se os traficantes toparem vender de forma legal abrindo mão da ilegalidade e da bandidagem. Além disso, legalizando as drogas todas as pessoas que foram presas e punidas pela Lei por crimes de tráfico deverão ser soltas, já que o crime que cometeram não existe mais. Sem falar que para legalizar seria necessário criar uma série de Leis / Normas para este mercado. Como serão vendidos? Onde serão vendidos? Quem será responsável pelo direito do consumidor? Quanto vão aumetar os gastos com saúde, é bem provável que venham a existir mais casos de problemas de saúde vindos das drogas. Enfim...
    É engraçado, querem proibir ao máximo o fumo e o alcool, querem quase que se torne algo ilegal, por outro lado querem liberar as drogas como se fosse de fato melhorar as coisas.
    Não sou estudioso a respeito deste tema, mas não me parece uma boa idéia legalizar as drogas.
    Aproveito para indicar o site de um especialista neste assunto:www.heitordepaola.com/publicacoes_temas.asp
  • Carlos Prado  06/02/2014 17:16
    É, a sociedade não consegue viver sem antes existir as respostas estatais. Imagina se o estado some! Que língua o povo falará? Quem será filho de quem? Como as pessoas trabalharão? Onde conseguirão comida e água? Se não é o estado dizendo onde, quanto e quando comprar feijões não teríamos este item em nossas mesas. Como as pessoas saberiam que o roubo seria errado? Então se não saberiam não seria problema algum? Quem pensaria em pavimentar o espaço entre minha casa e a padaria? Quem pensaria em fazer uma ponte sobre o rio que tenho que atravessar todos os dias? O mundo seria um caos. Que bom que antes de surgir toda a civilização e o comércio já tinha o estado e suas regras para nos auxiliar.
  • Leandro  22/04/2010 12:07
    Bruno, essa questão de que a legalização vai "transformar criminosos em cidadãos da Lei" nunca fez sentido. Afinal, a esmagadora maioria dos traficantes cometeu homicídio, roubo, sequestro, etc. Esses crimes não seriam, e nem poderiam ser, prescritos.

    Apenas aquele sujeito que está preso por porte ou venda deveria ser liberado. Existem muitos assim nas cadeias? Não sei, mas o fato de eles não terem cometido crime algum é o bastante para tornar injusta suas condenações.

    Quanto às suas perguntas, ora, as mesmas podem ser feitas para cigarro e álcool.
  • Roberto Chiocca  22/04/2010 12:11
    Bruno, só posso concordar com uma coisa do seu post "Não sou estudioso a respeito deste tema,".
    Então aproveito para usar uma frase de Rothbard:
    "It is no crime to be ignorant of economics, which is, after all, a specialized discipline and one that most people consider to be a 'dismal science.' But it is totally irresponsible to have a loud and vociferous opinion on economic subjects while remaining in this state of ignorance."

    Como assim você não se considera alguém apto a sequer debater o tema, mas se acha perfeitamente capaz de defender que se inicie violência contra qualquer um que teime em plantar, manufaturar, transportar, armazenar, vender, comprar, portar e usar???
  • Roberto Chiocca  22/04/2010 12:15
    Leandro não sei de onde tirou isso que colocou no seu comentário"a esmagadora maioria dos traficantes cometeu homicídio, roubo, sequestro, etc."

    e deixo aqui um livro para todo e qualquer um que quiser se embasar para debater este assunto:
    Economics of Prohibition
    mises.org/books/prohibition.pdf
  • Leandro  22/04/2010 12:21
    Roberto, a frase ficou truncada. Eu disse que os traficantes que hoje estão na cadeia, lá estão porque cometeram outros crimes. Eles não estão lá apenas por porte ou venda.

    Logo, a afirmação de que a legalização iria transformar criminosos em homens decentes não se aplica. Os que porventura estão preso apenas por porte ou venda podem ser soltos sem problemas.
  • Ricardao  12/12/2013 15:53
    Não existe afirmação de que criminosos se transformarão em homens decentes, isso é falta de interpretação, desonestidade ou burrice. O argumento é de que homens decentes vão passar a produzir e comercializar drogas. Os criminosos vão continuar fazendo o que já fazem, e quem só é traficante, não será preso pq um maconheiro traçou a mulher do conserva.
  • Marco Aurélio  22/04/2010 12:42
    O que de fato deve ser feito, é fazer um benchmarking (se é que isto existe para piores práticas)nos países onde as drogas foram liberadas. Na Holanda de tão zoneada que ficou algumas leis estão sendo implementadas para coibir o que deixou de ser coibido.\r
    \r
    Em matéria publicada na revista Veja de 5 de março, sob o título Mudanças na vitrine, o jornalista Thomaz Favaro ressalta que, desde que a prostituição e as drogas foram legalizadas, tudo mudou em De Wallen, famoso bairro de Amsterdã, capital holandesa, onde a tolerância era aceita. "A região do De Wallen afundou num tal processo de degradação e criminalidade que o governo municipal tomou a decisão de colocar um basta.\r
    \r
    Desde o início deste ano, as licenças de alguns dos bordéis mais famosos da cidade foram revogadas. Os coffee shops já não podem vender bebidas alcoólicas nem cogumelos alucinógenos, e uma lei que tramita no Parlamento pretende proibi-los de funcionar a menos de 200 metros das escolas. Ao custo de 25 milhões de euros, o governo municipal comprou os imóveis que abrigavam dezoito prostíbulos. Os prédios foram reformados e as vitrines agora acolhem galerias de arte, ateliês de design e lojas de artigos de luxo.\r
    \r
    Gosto, leio e vou continuar a ler o mises.org, mas descordo deste post\r
  • Leandro  22/04/2010 12:49
    Prezado Marco Aurélio, obrigado pelas informações.

    O caso da Holanda é interessante, pois mostra que nada se resolve sem propriedade privada. A degradação ocorreu em determinados bairros justamente por eles estarem abertos a todos.

    Comentei a probabilidade de isso acontecer - bem como uma solução - neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=440
  • CR  22/04/2010 13:54
    A importância do diabo: sem ele não sai espetáculo, por falta de contendor.
  • Bene Barbosa  22/04/2010 14:41
    Prezados senhores

    Deprimente ver um artigos destes aqui, porém esperado. FHC virou uma espécie de paladino pela liberação das drogas no mundo. Apoiado por gente como George Soros e ONG liberticidas.

    Para não me alongar aqui, deixo o convite para que conheçam a nossa posição sobre o assunto.

    www.mvb.org.br/campanhas/drogas.php

    Atenciosamente,
  • Leandro  22/04/2010 14:55
    Prezado Bene, é triste constatar que o Movimento Viva Brasil defende apenas parcialmente as liberdades individuais. O sujeito pode comprar arma mas não pode fumar uma planta que cresce naturalmente.

    Incoerência.

    Quanto a George Soros e as ONGs liberticidas, estes querem mais é proibir o cigarro.

    Abraços
  • CR  22/04/2010 16:14
    Qualquer lei legaliza a prática que quer coibir. Quem dispuser de uns 10 anos preso pode matar quem quiser. O mesmo se aplica ao tráfico. Muito gozada a campanha "crack nem pensar". E no que pensava o criador da genialidade? E quem lê a sublime mensagem lembra de leite?
    Elimine a moral e as leis, e as pessoas farão o certo. Com certeza.
  • Flavio Ortigao  22/04/2010 16:47
    Prezados,
    eu nao tenho nada a adicionar ou modificar ao meu comentario feito acima, muito de voces tem uma certa dificuldade em enteder um texto e permanecer nele quando argumentanto em contrario a suas teses; para nao dar a impressao (honesta) que desprezo o cometario de alguns de voces, faco aqui uma pequena replica:

    Leandro
    Por que você acha que consumo de drogas é um crime? Só por que o estado diz que é? Existe outro metodo alem da Lei de definir crimes? Que eu saiba e' a Lei que define os crimes, e so o que esta definido como tal pode ser punido. Isso e' assim ha muito tempo.
    O discurso sobre a maconha e' seu. Eu falo sobre drogas ilicitas. Todas.
    E' antietico fumar maconha? Boa pergunta. A maconha represeta 60% do fianaciamento do narcotrafico que e' apricipal causa da violencia e da corrupcao no nosso Narco-Estado. E' antientico se associar ao narcotrafico. Eu respondo que sim.

    Tiago
    diz 'Sinto muito mas é o senhor que não tem noção do que é ético ou anti-ético. Anti-ético é agredir ou ameaçar de agressão alguém que não fez absolutamente nada a ninguém'
    Que papo-furado. A sociedade proibiu as drogas em primeiro lugar porque julgou que tem um efeito detrimental. Esse efeito e' largamente corroborado. Inclusive pelo narcotrafico. Na cadeia viciosa (e nao virtuosa) do narcotrafico os usuarios tem um papel fundamental e totalmente ANTI-ETICO.

    Quem quizer ao invez de PAPO-FURADO ideologico, discutir fatos, leia o Relatorio Anual da UNODC sobre Drogas. La estao todos os dados.
    www.unodc.org/southerncone/pt/drogas/relatorio-mundial-sobre-drogas.html

  • Fernando Chiocca  22/04/2010 17:25
    Existe outro metodo alem da Lei de definir crimes? Que eu saiba e' a Lei que define os crimes, e so o que esta definido como tal pode ser punido. Isso e' assim ha muito tempo.

    Realmente. Matar judeus na Alemanha Nacional Socialista não era um crime, pois a Lei dizia que eles deveriam ser exterminados...
    Jogar bingo é um crime. Vender creatina é um crime.
    Eu vender um lança-perfume ou um saquinho com pó pra alguém que queira comprar é um crime.. Só resta saber quem é a vítima.. Como pode alguém ser tão idiota?

    Se essa estupidez não gerasse tanta desgraça para inocentes eu sentiria pena desse infeliz. Mas como "pensamentos" assim geram tantos crimes eu sinto é desprezo mesmo.

    Esse Ortigão é um "ser humano" realmente nojento e desprezível.

    Que as ideias de liberdade properem e a humanidade se livre de gente assim do mesmo modo que as ideias abolicionistas se livram de gente que defendia e praticava a escravidão..
  • Filipe Souza  22/04/2010 17:51
    realmente esse ortigão só pode ser o filho perdido do mussolini com o papa

    viva a diversidade de pensamento
    www.release.org.uk/nice-people-take-drugs
    www.psicotropicus.org/
    www.leap.cc/
  • mcmoraes  22/04/2010 18:26
    Se essa discussão estivesse ocorrendo no sec. XIV, o Ortigao estaria argumentando algo do tipo: "a Prima Nocte é ética e boa pois está definida assim na lei, que, afinal, já existe há muito tempo e, por isso, não cabe questionarmos sua validade.". Lamentável.
  • Flavio Ortigao  22/04/2010 20:26
    Fernado Chiocca,
    sua argumentacao e' tao imbecil que eu nao vou perder tempo com ela.
    Va estudar. Da uma olhada na Wiki sobre leis.
    Agora quem se alia ao narcotrafico sao voces consumidores de drogas e simpatizantes. Nada do meu dinheiro e dado por livre e espontanea vontade para financiar o narcotrafico. Para financiar a LIESA que compra a Policia e a Politica nesse pais. Muito pelo contrario eu combato as drogas e o crime organizado, e por isso sou contra a liberalizacao. E vou continuar nessa luta. Diga NAO as Drogas!
  • Leandro  22/04/2010 20:54
    Prezado Ortigao, embora o Fernando de fato tenha se excedido, ele apresentou uma argumentação que você não rebateu: na Alemanha Nacional-Socialista, era lei delatar judeus e matá-los. Seu discurso dá a impressão de que você defenderia tal insanidade - afinal, é a lei.

    No mais, sugiro mais comedimento ao imputar a nós a pecha de "consumidores de drogas e simpatizantes". Ninguém aqui faz uso de substâncias entorpecentes (só cigarro e cerveja). Tais insinuações, de tão artificiosas, de tão deslocadas de seu alvo, não chegam sequer a ter a inocente dignidade do ridículo, sendo, no final, apenas uma coisa triste e disforme, uma esquisitice deplorável e gratuita.

    Sua apelação lhe deixou bastante a descoberto.

    Abraços
  • Flavio Ortigao  22/04/2010 21:30
    Leandro,
    eu ja respondi aquestao sobre lei la em" Por que você acha que consumo de drogas é um crime? Só por que o estado diz que é? Existe outro metodo alem da Lei de definir crimes? Que eu saiba e' a Lei que define os crimes, e so o que esta definido como tal pode ser punido. Isso e' assim ha muito tempo.

    Nao existe nenhum outro modo de definir crimes em Estado de Direito que a Lei. Eu fico surpreso que voces querem discutir isso!
    Isso nao tem nada a ver com a questao do nacional socialismo. Mas como voce mesmo cita, ate os nazistas eram cuidadosos em passas leis que permitissem sua atuacao.
    No Tribunal de Nuremberg muito cuidado foi feito de condenar os criminosos de guerra, inclusive com base nas suas Propias Leis, porque o Holocausto foi ilegal, ate pelas leis nazistas. A conferencia de Wannsee, da solucao final, foi secreta e nunca escrita. em leis. As leis raciais, em sua maioria foram promulgadas depois do Golpe de 32 (Noite dos Cristais), e portanto nao foram consideradas de direito. Mas havia leis raciais, altamente anti-eticas, que foram promulgadas antes de 32 e portanto eram legais.

    Ou voce raciocina to tipo lei = nazismo, e portanto defende o fim das leis, ou voce nao esta entendendo a relacao de leis e sociedade e estado.

    Nao confunda lei, etica e moral. Nao e' a mesma coisa. Se amanha as drogas forrem liberadas, nao sera mais crime. Hoje e'. Eu acho muito bom assim.
  • anônimo  22/04/2010 21:41
    "Em nenhum tempo, nem em nenhum povo, os homens em sociedade puderam abster-se de chefes; são encontrados entre os povos mais selvagens. Isso se prende a que, em razão da diversidade das aptidões e dos caracteres inerentes à espécie humana, há por toda a parte homens incapazes que é preciso dirigir, fracos que é necessário proteger, PAIXÕES QUE É PRECISO COMPRIMIR; daí a necessidade de uma autoridade." Obras Póstumas - Allan Kardec - As Aristocracias.\r
    \r
    "A liberdade sem a fraternidade dá liberdade de ação a todas as MÁS PAIXÕES, que não têm mais freio; com a fraternidade, o homem não faz nenhum mau uso de sua liberdade: é a ordem; sem a fraternidade, ele a usa para dar curso a todas as suas torpezas: é a anarquia, a licença. É por isso que as nações mais livres são forçadas a fazerem restrições à liberdade... Do mesmo modo que, para fazer um campo frutificar, é preciso arrancar-lhe as pedras e os espinheiros, trabalhai sem descanso para extirpar o vírus do orgulho e do egoísmo, porque aí está a fonte de todo mal, o obstáculo real ao reino do bem..." Obras Póstumas - Allan Kardec - Liberdade, Iguldade e Fraternidade\r
    \r
    Fraterno abraço aos meus amigos inteessados em um mundo melhor!!!
  • mcmoraes  22/04/2010 21:56
    "Allan Kardec" & "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" são referências ao misticismo e ao socialismo. A discussão se enriquecerá com referências como "Ludwig von Mises" & "Liberdade, Paz e Propriedade".
  • anônimo  22/04/2010 22:57
    Você está com toda razão meu amigo!\r
    \r
    Allan Kardec é uma referência ao misticismo e ao socialismo... Uma extraordinária referência sobre como estas ideologias não levam ao progresso e não condizem com o pensamento por ele organizado... Recomendo a todos os amigos a leitura deste digníssimo professor.\r
    \r
    Fraterno abraço!
  • Marco Aurélio  22/04/2010 23:17
    Leandro \r
    Desculpe-me a insistência, mas sendo sendo a propriedade privada e cabendo aos seus proprietários ter a opção de abrir ou não a todos não incorrerá na mesma coisa?\r
    Se as propriedades privadas liberar a entrada para um público seleto, produzir distribuir a droga somente para este público, não estaria este negócio fadado ao fracasso? ou será que não haveria um mercado para os párias fora da desta propriedade privada?\r
    \r
    Não me lembro o país mas o governo esta dando heroína para dependentes com politica de dano menor, os doentes vão 1 ou 2 vezes por semana injetar a heroína, num lugar do governo, este doentes são como zumbis, não produzem, são anti-sociais, dependem do estado, chegaram ao pior estado de degradação do ser humano.\r
    \r
    Voltando a propriedade privada e os bairros estarem abertos a todos ; numa economia de mercado e de liberdades indivíduais, "todos", não estariam excluídos?\r
    \r
    Se é tão simples assim, porque a propriedade privada não tomou estas medidas para excluir "todos"? \r
    \r
  • Diogo Siqueira  22/04/2010 23:39
    O problema que reputo ser o mais importante nesta discussão, e que é de conhecimento da maioria dos frequentadores deste belo espaço e amantes da liberdade, gira em torno do desconhecimento que os defensores das leis anti drogas tem sobre a SOBERANIA DOS INDIVÍDUOS E A RESPONSABILIDADE DESTES SOBRE SUAS AÇÕES. UM INDIVÍDUO É SOBERANO QUANDO AGE CONFORME CONFORME SUAS ASPIRAÇÕES. Assim, se o usuário deseja uma "viagem" (aspiração), ciente que está dos danos causados ao seu organismo e as consequências econômicas de uma possível dependência e à sua vida (a não ser que seja um deficiente mental), deve ele ser livre para assim agir, desde que NÃO LESE A PROPRIEDADE E A VIDA DE OUTREM. Do contrário estaríamos cerceando as suas liberdades, estaríamos sendo árbitros de um ser humano SOBERANO, o que é de causar grande estranheza, exceto aos próprios árbitros e defensores destas medidas, que se acham dotados de uma sabedoria e de uma benevolência divinas, acima de todos de sua raça, que lhes dotam de uma premissa para sufocar as liberdades individuais que lhes desagradam onde quer que elas se manifestem.

    Assim, pergunto: É justo obrigar um indivíduo a doar um rim diante do sofrimento daqueles que aguardam nas filas de transplantes? Para aqueles que defendem as leis antidrogas sim! Isto seria perfeitamente possível, pois isto aliviaria a dor dos transplantados e de todos à sua volta. Isto desafogaria o sistema público de saúde. Salvaria vidas. Todos seríamos beneficiados: contribuintes e enfermos. Com certeza o mundo seria um lugar melhor sem o horrendo tráfico de órgãos! Pensem nos milhares de dólares que deixariam de alimentar o crime organizado, nas mães que deixariam de desconhecer o destino dos seus filhos. Que um estadista benevolente nos agracie com uma lei destas, não é mesmo?

    O problema do tráfico de órgãos, assim como no tráfico de drogas, é a impossibilidade de se comercializá-los legalmente... Um indivíduo não pode vender os órgãos de um parente falecido ou seus próprios órgãos... Atos estes que não violam de forma alguma a vida e a propriedade alheias. É fato: O que não se pode manifestar legalmente, manifesta-se pela criminalidade. E aquilo que se manifesta criminalmente há de se associar a outras atividades ilegais por natureza. E o pior, seus conflitos sempre se afastarão de um deslinde pacífico, pois deixam de ser apreciados de forma harmônica (v.g. judiciário). E isto é o que assistimos atualmente, onde os contratos e dívidas passam a ser reclamadas com sangue, pois não há outro meio a que recorrer.

    Entendam isto defensores das leis antidrogas e pseudo-defensores liberdade: O QUE NÃO AFETA A VIDA OU A PROPRIEDADE DE OUTREM NÃO É CRIME! Todos temos problemas, mas não é justo obrigar a todos o sacrifício de suas liberdades em prol de nossas dores ou do que consideramos moralmente aceito. Isto não funciona e nunca funcionará, exceto, parcialmente, nas ditaduras mais sangrentas.
  • Jones  22/04/2010 23:56
    "Gustavo, sob a ótica dos custos, proibir gera mais externalidades, principalmente em termos de vidas humanas. Apenas pense em todos os inocentes cujas vidas são ceifadas em meio à guerrilha urbana que disputa pontos de venda. Pense também em todos os policiais que morrem, pois são obrigados a enfrentar traficantes muito mais bem armados."

    Desculpe, mas estes argumentos não são válidos.

    1 - A liberação das drogas vai reduzir o estado paralelo do narcotráfico
    2 - Vai reduzir a guerrilha urbana

    Veja, estes 2 fenômenos só existem porque a polícia é extremamente corrupta e ineficiente. E é corrupta porque ? E é ineficiente porque ?

    Então que se combata a corrupção endêmica na polícia, com melhores salários e outras medidas. Todos sabem aonde estão as favelas e quem são os traficantes. Não prendem porque ? Agora o governo do RJ vem agindo com mais eficiencia usando a Polícia Pacificadora, que ocupa as favelas e expulsa o tráfico organizado daquele local. Isto não foi feito antes porque ?

    O tráfico não acabará, como nunca nenhuma sociedade humana conseguiu eliminá-lo, nem as asiáticas e árabes que punem o tráfico com pena de morte. Mas mesmo com tráfico, não há guerrilha urbana e domínio de território público por quadrilhas fortemente armadas. Há tráfico com violência limitada e não há este caos urbano. Caos urbano é falencia do poder público.

    Agora, liberar o tráfico e apelar para a consciência individual de cada um em se responsabilizar pelos seus atos, é tão utópico quanto uma sociedade comunista altruísta em larga escala.

    Tornar-se dependente de drogas é questão de probabilidade, além de ser uma doença segundo a Organização Mundial de Saúde. Digamos que 50% dos que experimentam tornam-se dependentes e destroem suas vidas. Então pela sua lógica, o problema é do cara que experimentou.

    Eu até concordaria, se fosse verdade que todos os adolescentes e jovens tivessem equilíbrio emocional, maturidade de um adulto, e um comportamento pouco propenso ao risco. Mas isto é falso. O que mais existe hoje é imaturidade, desequilíbrios diversos, problemas familiares, ansiedade, necessidade de auto-afirmação, comportamento de imitação etc. etc.

    Então,liberar drogas é facilitar o acesso deste imenso grupo de pessoas vulneráveis as maiores pragas modernas, o crack, cocaína, ácido, etc. Ah, mas o álcool é liberado, e não é todo mundo que sai por aí batendo de carro ! Sim, mas não dá para comparar nem de longe o álcool ao poder destrutivo do crack e da cocaína, por exemplo.

    Liberar drogas é aumentar a chance deste grupo de pessoas morrer. Imagine que vc tenha um filho, e você dá toda a educação, amor e conforto material, mas numa fase vulnerável da adolescência, ele briga com a namorada, e tem acesso fácil a uma droga destas, ao crack ? Muitas vezes, nem todo o dinheiro do mundo recupera este jovem sem sequelas permanentes.

    Liberar drogas é algo de extrema irresponsabilidade, e erro de diagnóstico.
  • Filipe  23/04/2010 01:08
    Alguém ainda duvida que as drogas serão liberadas e os cigarros e armas proibidas no 'Brazil'? Por essas e outras já lavei minhas mão para esse país aí. Quando será que teremos um IPO das Farc? hauhuahauhuhauhau
  • Leandro  23/04/2010 01:13
    Bom, depois dessa magistral participação do Diogo Siqueira, não restou quase nada a ser dito.

    Jones, o problema da sua argumentação é que você apela muito para a emoção. Seu texto deixa claro que, fosse você um governante, não mediria esforços para impor a sua moral sobre os outros. Mais ainda: ia querer agir como uma mãe, decretando o que as pessoas podem ou não podem fazer com seu próprio corpo. Mais algumas linhas e você iria defender o toque de recolher.

    O que você está defendendo nada mais é do que dar a Sarney o direito de me dizer o que devo e o que não devo fazer. Sarney e Lula comandando a minha vida? Deus me livre! Porém, se há gente que queira se submeter a essa servidão voluntária (e humilhante), que fique à vontade. Apenas me deixe de fora.

    Prezado Marco Aurélio, sobre a questão da propriedade privada, estava me referindo mais especificamente às ruas e aos parques, que é para onde os viciados foram. Como são "propriedades públicas" (um termo contraditório), ninguém podia fazer nada contra aquele lixo humano. A partir do momento em que essa gente começasse a ser recusada em todos os ambientes, você veria uma redução voluntária da demanda por drogas (na minha opinião).
  • anônimo  23/04/2010 01:41
    Vamos a dois exemplos pessoais...

    Em minha família, houveram dois casos de abuso com drogas: um tio e um primo. Ambos eram viciados em cocaína. Passavam dias inteiros em motéis cheirando cocaína. Suas vidas estavam por um fio. Um deles, por questões de dívidas, chegou a ter uma arma apontada na sua cabeça e o gatilho pressionado, mas por sorte a munição "lencou" e hoje ele está vivo para contar a história.

    Isto não faz 20 anos. Haviam as mesmas leis antidrogas de hoje, até mais severas aos usuários. Ambos também passaram alguns dias no "xadrez" por isso.

    Estão vivos não por ação do estado. Não porque este chegou ao ponto de conter todo o tráfico e lhes conceder um tratamento. Estão vivos graças ao instituto da família, que detectou suas falhas e costurou um doloroso plano de reabilitação.

    Ambos são as provas vivas de que o combate às drogas é uma política de estado fracassada. Hoje estão saudáveis. Trabalham. Auferem renda e tem família.

    Culpar a "deteriorização dos valores" como um "plus" contra a legalização é bobagem. Drogas existem desde que homem é homem, desde que exercitou livremente a curiosidade. Muito antes da TV. Mas a impressão que se tem é a de que os valores mudaram, estão deteriorados...Sinceramente não concordo com muito do que vejo na TV, mas não a considero, juntamente com outros meios de comunicação de massas, como a internet, como sendo os responsáveis por esta escalada no consumo de entorpecentes, mas sim, um elemento que citei anteriormente: a curiosidade. E nenhuma propaganda atiçou mais a curiosidade da juventude do que esta "guerra às drogas"!

    Certa vez perguntei ao meu primo, se à época fosse legalizada as drogas, se ele sentiria a vontade de usá-la abertamente. A resposta foi: não teria graça alguma...

    Perguntem a qualquer usuário ou ex-usuário... A resposta será a mesma. A proibição e a veiculação de fatos relacionados nos meios de comunicação são a melhor propaganda, atiçam a curiosidade! Em especial quando sai uma droga "moderninha"... Quer melhor meio de propagação?
  • Jones  23/04/2010 10:57
    Não se trata de impor minha moral, mas de gestão de riscos.


    "Jones, o problema da sua argumentação é que você apela muito para a emoção. Seu texto deixa claro que, fosse você um governante, não mediria esforços para impor a sua moral sobre os outros. Mais ainda: ia querer agir como uma mãe, decretando o que as pessoas podem ou não podem fazer com seu próprio corpo. Mais algumas linhas e você iria defender o toque de recolher.

    O que você está defendendo nada mais é do que dar a Sarney o direito de me dizer o que devo e o que não devo fazer. Sarney e Lula comandando a minha vida? Deus me livre! Porém, se há gente que queira se submeter a essa servidão voluntária (e humilhante), que fique à vontade. Apenas me deixe de fora."

    Isso é um espantalho que você criou sobre a minha verdadeira argumentação. Melhor subir o nível intelectual se quiser ser respeitado.

    O que disse especificamente é que esta idéia específica da "liberação de drogas" é uma utopia que parte de uma premissa falsa a respeito do comportamento humano em sociedade, e mais especificamente a respeito do comportamento dos jovens, e que o resultado prático disto seria desastroso. Não disse nada além disso, não autorizo a extrapolação.

    Não entra nem a questao moral, embora eu ache que é um problema moral também. Trata-se de gestão de risco, dificultar o acesso a drogas altamente viciantes a um imenso grupo de pessoas que potencialmente seriam vítimas, pelos motivos que citei em mensagem anterior.

    Sua indignação liberal é puramente egoísta, do tipo : "Eu e meus amigos somos adultos, sérios e responsáveis, e não desejamos que outrem nos diga o que podemos ou não fazer. Então queremos que a droga seja liberada para TODA A SOCIEDADE, e não nos importamos se aumenta muito a probabilidade de jovens imaturos se viciarem e serem vítimas da própria ignorância."

    Proibir drogas é gestão de risco, meu caro. Ninguém compra seguro porque tem certeza que o carro seja roubado, mas pelo risco deste evento. Proibe-se drogas pelo risco de que o acesso facilitado multiplique o número de vítimas do crack, que já é alto mesmo as drogas sendo proibidas.

    Isto é o que a sociedade quer, expressa nas leis formuladas com representação popular, independente de desagradar meia dúzia de utópicos que desconhecem a real implicação prática de algumas idéias individualistas.

    Agora se você deseja tanto viver aonde exista a liberdade de poder ou não consumir drogas, existem países como Holanda que podem te abrigar. É aquela mesma questão comunista, se o socialismo é tão bom e tão importante para sua vida, porque não se muda para cuba ?
  • Fernando  19/04/2012 08:03
    Hahahahahahahahaha, MEUS CABELOS NAS PARTES PUDENDAS SE ARREPIARAM! Existem alguns intelectuais muito ignorantes participando desta discussão, ou nós, ou eles.
  • mcmoraes  23/04/2010 11:35
    Jones,

    "Proibir drogas é gestão de risco."

    Conforme LvM em Human Action, todo risco é subjetivo, portanto pessoal e intranferível.

    "Isto é o que a sociedade quer, expressa nas leis formuladas com representação popular, independente de desagradar meia dúzia de utópicos que desconhecem a real implicação prática de algumas idéias individualistas."

    Lysander Spooner mostrou a falácia da representação popular. Nas palavras dele: eles [os funcionários eleitos do governo] não são nossos empregados, nossos agentes, nossos procuradores e nem nossos representantes . [pois] nós não assumimos responsabilidade pelos seus atos. Se um homem é meu empregado, agente ou procurador, eu necessariamente assumo a responsabilidade por seus atos realizados dentro dos limites da autoridade que eu conferi a ele. Se eu depositei nele, como meu agente, uma autoridade absoluta, ou qualquer autoridade que seja, sobre as pessoas ou propriedades de outros homens que não eu mesmo, eu com isso necessariamente me torno responsável perante estas outras pessoas por quaisquer danos que ele possa causar a elas, desde que ele aja dentro dos limites da autoridade que eu concedi a ele. Porém nenhum indivíduo que possa ter sofrido danos sobre sua pessoa ou propriedade, através dos atos do Congresso, pode ir aos eleitores individuais e afirmar que eles sejam responsáveis pelos atos de seus supostos agentes ou representantes. Este fato demonstra que estes pretensos representantes do povo, de todo mundo, são na realidade os representantes de ninguém.

    "Agora se você deseja tanto viver aonde exista a liberdade de poder ou não consumir drogas, existem países como Holanda que podem te abrigar. É aquela mesma questão comunista, se o socialismo é tão bom e tão importante para sua vida, porque não se muda para cuba ?"

    Isso é um argumento típico de de pessoas autoritárias, que acham que um determinado país é como uma casa que tem um dono e que os desagradados podem e devem se retirar. Em outras palavras, você está afirmando, como um milico dos tempos da ditadura: "Brasil, ame-o ou deixe-o".
  • Rafael Hotz  23/04/2010 11:43
    Quer ficar doidão? Vá ao Droga Mall-RJ!

    thepassiranews.blogspot.com/2009/03/prefeito-impedido-de-demolir-droga-mall.html

    Agora por que não um Droga Mall num lugar mais perto da demanda, com segurança e controle? O Droga Mall vai aparecer enquanto tiver demanda... E para acabar com a demanda só implementarem um esquema de lobotomia a la Clockwork Orange... E não acho que os frequentadores do Mises_Br são a favor disso, não?
  • Tiago RC  23/04/2010 11:55
    Estou impressionando com essa avalanche de gente com desejos de controlar a vida alheia que caiu de repente por aqui... pode até ser um bom sinal, talvez o evento em Porto Alegre tenha dado visibilidade ao site.

    Tem neguinho aí colocando a lei imposta coercivamente pelo grupo armado mais forte de um território como algo superior à própria ética mais básica, o princípio da não-agressão. Vocês precisam passear mais pelo site, ler alguns outros artigos.
  • Jones  23/04/2010 12:22

    "Isso é um argumento típico de de pessoas autoritárias, que acham que um determinado país é como uma casa que tem um dono e que os desagradados podem e devem se retirar. Em outras palavras, você está afirmando, como um milico dos tempos da ditadura: "Brasil, ame-o ou deixe-o"."

    Minha argumentação parte de uma observação empírica de que o ser humano é falho, e de que milhares de jovens são vulneráveis a desgraça do crack.

    Então dois mundos são possíveis :

    Um aonde a droga é proibida é reduz-se ( porém é claro não se elimina ) a disseminação e desgraça do crack e seus problemas derivados de saúde pública. Alguns liberais se sentem infelizes, mas no atacado preserva-se milhares de vidas de potenciais vítimas.

    Outro mundo aonde meia dúzia de liberais se regojizam com a liberdade, e o acesso facilitado a drogas liberadas aumenta o número de dependentes, com efeitos práticos nefastos conhecidos.

    Então na prática, é um questão moral, cultural e de gestão de risco social.

    Seria maravilhoso viver no mundo ideal de Mises e Rothbard ? Concordo. Pena que na vida real o mundo seja bem diferente, e o ser humano não seja tão lógico.

    Percebo nesta questão a posição liberal como utópica, da mesma forma que o comunismo utópico, que parte da premissa da fraternidade humana e outros nobres ideais para se justificar, mas que foi um fracasso na prática.
  • mcmoraes  23/04/2010 12:34
    Obrigado pela resposta franca, Leandro.

    "Seria maravilhoso viver no mundo ideal de Mises e Rothbard ? Concordo."

    Confesso que quando conversei com um libertário pela primeira vez, há uns 10 anos, eu fiquei chocado com as suas idéias e uma das minhas primeiras reações foi dizer que essas idéias, na prática, não funcionam. Após alguns anos, no entanto, através do uso da Razão e da busca de informações pela leitura de livros de ideólogos da tirania e da liberdade, entendi que, na prática, a prática é consequência das idéias, e essas mudam com o amadurecimento da consciência da sociedade.
  • mcmoraes  23/04/2010 12:35
    Perdão, onde eu disse Leandro, eu quis dizer Jones. Mil desculpas.
  • Jones  23/04/2010 13:16
    "entendi que, na prática, a prática é consequência das idéias, e essas mudam com o amadurecimento da consciência da sociedade"

    Claro que sim.

    Esta é a luta de todos nós. Educar e amadurecer a sociedade. No atacado.

    É uma luta árdua, e o Brasil está a décadas de conseguir. Até lá, falar em liberação de drogas é jogar gasolina no incêndio.

    Se falarmos de sociedades educadas e maduras, tipo algumas da europa do norte, pode-se até falar nisso a sério, e com todos os cuidados que isso exige. Repito, falar nisso no Brasil, no estágio em que nos encontramos, é utópico, e na prática é jogar gasolina na fogueira.
  • Luiz Fernando  23/04/2010 17:22
    Caros comentaristas, Um esclarecimento aqui é muito válido.

    Quando se fala em LEGALIZAR as drogas não devemos partir do principio que será REGULAMENTADO a produção de crack, cocaina, opio, maconha, etc. A REGULAMENTAÇÃO é a partir das PLANTAS

    REGULAMENTAÇÃO DA PRODUÇÃO DE COCA
    REGULAMENTAÇÃO DA PRODUÇÃO DE PAPOULA
    REGULAMENTAÇÃO DA PRODUÇÃO DE CANNABIS

    Essas plantas são fontes de diversas drogas e o CONTROLE DO ESTADO E REGULAMENTAÇÃO são fundamentais para que um produto final de má qualidade chegue ao consumidor.

    O tráfico (consequência da proibição) fornece produtos de péssima qualidade e o CRACK é um deles. O consumidor compra de traficante unicamente por falta de alternativa.

    Resumindo, para se reduzir a venda de crack, deve-se partir da regulamentação da produção de coca.


  • Fernando Chiocca  23/04/2010 17:38
    HAAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHA

    [I]Agora quem se alia ao narcotrafico sao voces consumidores de drogas e simpatizantes. Nada do meu dinheiro e dado por livre e espontanea vontade para financiar o narcotrafico. [/i]

    O tráfico SÓ EXISTE por "gente" que nem você que é a favor da nefasta proibição de uma troca voluntária.
    É impossível alguém ser tão tapado de não perceber isso. Impossível!

    Muito pelo contrario eu combato as drogas e o crime organizado, e por isso sou contra a liberalizacao. E vou continuar nessa luta. Diga NAO as Drogas!

    Alcool e tabacco são drogas também. Você é contra elas? A favor da proibição?
    E se você é contra o "crime organizado", uma dica. Basta vender lança-perfume, maconha e ecstasy deixar de ser cirme para esse "crime organzado" desaparecer completamente. Você é a favor do fim da proibição?

    Você tem cérebro?
  • Fernando Chiocca  23/04/2010 17:59
    Errado Luiz Fernando

    A regulamentação estatal em qualquer setor e sobre qualquer produto apenas dificulta e impede que produtos de melhor qualidade (e menores preços) cheguem aos consumidores, engesando a oferta.

    Regulamnetação é só um tipo de proibição violenta.

    O mercado deve ser totalmente livre.
  • japa  23/04/2010 19:25
    tem que ser muito otario pra achar que a proibicao das drogas existe porque o estado esta preocupado com os cidadaos, desde quando existe a preocupacao desse bando de politico corrupto com as pessoas?
    vamos defender as ideias dos nossos politicos pois eles com certeza sao pessoas preocupadas com o povo, hahahaha
  • Fernando Ulrich  23/04/2010 19:53
    Equipe do IMB, \r
    \r
    Por acaso esse artigo já bateu recorde de comentários?\r
    \r
    Não vou argumentar nada pois estou completamente de acordo com Fernando Chiocca e Leando Roque.\r
    \r
    Que debate esse tema gerou! Imagina se tivessem mencionado algo sobre Esperanto também...\r
    \r
  • Flavio Ortigao  23/04/2010 20:31
    A argumentacao de alguns aqui e' uma VERGONHA pra Mises (E para qualquer organizacao que queira ser um THINK tank. Alem de completamente pueril, e' desprovida de todo senso, e embasamento cientifico. Como discutir um assunto tao complexo como drogas com pubertarios que parecem nao apareceram na escola para um treinamentozinho?

    E no entando o assunto drogas e' complexo e tem implicacoes profundas em estados fracos e corruptos como o brasileiro. As drogas sao a principal fonte de renda do crime organizado, e como tem um poder capitalizador muito forte, rapidamente tomou conta de toda a estrutura de estados corruptos como o Estado do Rio de Janeiro e muitas outras areas na America Latina.

    Fernado finge desconhecer que as drogas e o TRAFICO de drogas exisitiam antes da proibicao, e quem ja estudou o caso da China e a Guerra do Opio, deve saber que nao era um mercado de cavaleiros em defesa da Liberdade. So um TOLO desconhece isso.

    Dizer que o comercio de uma substancia que causa VICIO e' uma troca livre entre partes, ja e' uma vasta deformacao da realidade. O viciado em crack, heroina ou alcolatra nao tem muito livre arbitrio nao. Nao se drogar, NAO e' uma opcao.

    Fingir que as drogas causam danos so a quem consome, e' uma FALACIA contraria a todas as EVIDENCIAS acumuladas em DECENIOS de estudos e tratamento de drogados. Qual parte de: AS Drogas FORAM PROIBIDAS exatamente porque CAUSARAM DANOS as sociedades que proibiram, voces NAO entendem?

    Voces sao IRRESPONSAVEIS. Baseam suas teorias puramente no desejo ideologico, e isso nao e' diferente, como ja alertou outro missivista, da situacao dos Comunistas. Que causaram todo o mal na melhor das intencoes. Liberar Drogas como o Crack que ja causa GRANDES DANOS a juventude de vastas areas do Rio de Janeiro e' totalmente absurdo. Algus, inclusive TRAINDO o pensamento Libertario, querem definir os drogados como casos de saude e pendura-los no SUS, o mesmo que NAO e' capaz de fornecer leitos para Gestantes, insuficientes renais etc.

    Se voces tiverem EVIDENCIAS que a liberacao DIMINUE o custo total das drogas para a sociedade, quero conhecer. Agora esse papo-furado ideologico de liberar em defesa do "livre" arbitrio de quem NAO tem escolha NAO cola. Diga NAO as DROGAS!
    Recomendo para se conhecer depoimentos sobre o grau de liberdade de escolha dos viciados: www.facebook.com/home.php#!/group.php?gid=136975565599
  • alexander tadeu  20/10/2012 10:48
    Flavio,

    Imagino que na sequência você deseje proibir o chocolate (pobres chocólatras que não dominam seus vícios!!). Talvez o sexo também, já ouvi falar de gente viciada nisso. Biscoito, cachaça, tang de uva... Vamos começar a proibir coisas segundo seus critérios, já que, aparentemente, você é um ser supremo que obviamente sabe o que é melhor pra tolos.
  • Neto  20/10/2012 11:18
    Depois de virar viciado ele pode até não ter escolha, mas ele escolheu tomar a primeira dose.

    Sim, drogas são POTENCIALMENTE nocivas pra quem não tem nada a ver, mas a guerra às drogas é muito pior, é uma desculpa a mais pro estado parasita se meter na tua vida.

    Eu até preferiria viver em uma comunidade DE LEIS PRIVADAS que condenasse até o alcool.E não tem nada de anti libertário nisso, se você não concordasse com a proibição, ninguém te obrigaria a entrar.
  • Leandro  23/04/2010 21:19
    Ao Ortigao (ignorante em Mises, mas que se arvora especialista no mesmo):

    Comente essa frase do próprio:

    It is an established fact that alcoholism, cocainism, and morphinism are deadly enemies of life, of health, and of the capacity for work and enjoyment; and a utilitarian must therefore consider them as vices. But this is far from demonstrating that the authorities must interpose to suppress these vices by commercial prohibitions, nor is it by any means evident that such intervention on the part of the government is really capable of suppressing them or that, even if this end could be attained, it might not therewith open up a Pandora's box of other dangers, no less mischievous than alcoholism and morphinism.

    For if the majority of citizens is, in principle, conceded the right to impose its way of life upon a minority, it is impossible to stop at prohibitions against indulgence in alcohol, morphine, cocaine, and similar poisons. Why should not what is valid for these poisons be valid also for nicotine, caffeine, and the like? Why should not the state generally prescribe which foods may be indulged in and which must be avoided because they are injurious?
  • Leandro  23/04/2010 21:25
    Fernando Ulrich, na verdade não. Eu me ausentei essa tarde, mas vejo que não houve progresso.

    Artigos desse tipo são bons pois ajudam a tirar o ditador que existe dentro de alguns. É só ver o conteúdo das postagens: gente fazendo pose de "preocupadas com o social", ao mesmo tempo em que se esmeram para garantir que traficantes violentos e o crime organizado permaneçam no total controle da situação.

    Quem tem parente policial, pode ficar muito preocupado. Estes continuarão morrendo como moscas nas mãos de traficante muito bem armados, para delírio de alguns aqui -- bem armados justamente por causa dos altos lucros propiciados pelo mercado negro das drogas, criado pelo estado.

    E o mais legal - para não dizer triste - é ver esses sujeitos jurando que sabem exatamente como gerir uma sociedade. Se esse povo chegasse ao poder, eles rapidamente transformariam um personalista como Mussolini em um mero aprendiz (atenção, refiro-me ao culta à personalidade, e não à matança).
  • Leandro  23/04/2010 21:30
    Só um adendo: esse comentário de Mises sobre as drogas foi escrito em 1927. Mostra bem sua capacidade premonitória.
  • Andre  23/04/2010 21:31
    Acho excelente opinioes polemicas e contrarias, principalmente sobre um tema tao pepinoso.\r
    \r
    Peco que nao abaixem o nivel do debate, pois assim ele nao acaba e sera ben'efico a todos.\r
    \r
    Se sou a favor de permitirem drogas? Em parte, nao vejo diferenca entre alcool e maconha por exemplo, nao vejo motivo para a proibicao. \r
    \r
    Mas se tratando de cocaina, crack e derivados vejo que a argumentacao dos autoritarios tem algum sentido, e nao vejo uma saida satisfatoria.
  • Sassá  23/04/2010 21:39
    Why should not what is valid for these poisons be valid also for nicotine, caffeine, and the like? Why should not the state generally prescribe which foods may be indulged in and which must be avoided because they are injurious?

    Porque a cocaína e o crack tem um poder de dependencia absurdamente alto, e transforma
    o indivíduo em um farrapo, fazendo-o roubar a própria família e dos outros, meninas se prostituirem, homens de respeito virarem mendigos.

    Mesmo pessoas de altíssimo gabarito intelectual, maduros e experientes, podem ser vítimas de dependencia, veja o nosso genio da economia mário henrique simonsen, dependente de cigarros, e mesmo morrendo de cancer de pulmão no hospital, fugia para fumar escondido. Agora imagine um moleque dependente de cocaína ?

    Se continuarem a defender utopias baseadas em premissas falsas, serão conhecidos como Libertários, os comunistas de direita. (ambos defendendo uma falsa utopia em campos opostos, ambos possíveis desastres na prática)
  • Neto  20/10/2012 14:25
    Ninguém disse que isso NÃO faz mal, ninguém defende premissas falsas
    Isso aí vicia e mata, com certeza, mas a culpa é do drogado mesmo assim, ele que resolveu experimentar
    Mas e o prejuizo pra 'sociedade'? Eu já pensei como você mas notei depois que num mundo livre ninguém é obrigado a viver junto de maconheiro nenhum! Se existir demanda alta por uma justiça privada que não permita nenhum maconheiro no seu território, ela vai existir!
    vai ser 'drogas, to fora'...literalmente
  • Leandro  23/04/2010 21:54
    Sassá, você então proibiria o cigarro em toda a sociedade, apenas porque Mario Henrique Simonsen fumava?! Quem é o comunista aqui?

    No mais, repete-se as mesmas falácias: a sociedade precisa de gerentes (vocês), que irão ditar com sapiência o que pode e o que não pode ser consumido. Seria como um Politburo.

    Repito: quem são os comunistas de direita?

    P.S.: seria bom citar exemplos de proibições que deram certo (i.e., acabaram com a demanda). Do jeito que está sendo argumentado aqui, parece que a proibição funciona que é uma maravilha - exceto para os barões das drogas. Estes, sim, acham tudo lindo. E com anuência de vocês.
  • Sassá  23/04/2010 22:11
    "Sassá, você então proibiria o cigarro em toda a sociedade, apenas porque Mario Henrique Simonsen fumava?! Quem é o comunista aqui"

    Dei apenas um exemplo de que a nicotina já causa uma dependencia terrivel, o crack leva a desgraça completa, como pode ser liberado ???????

    "Do jeito que está sendo argumentado aqui, parece que a proibição funciona que é uma maravilha"

    Não funciona, mas voce duvida que se venderem cocaina em qualquer esquina não aumentaria absurdamente a quantidade de usuários ?

    Então, se mesmo proibindo morrem 50 mil, se liberarem vão morrer 300 mil, fora as merdas colaterais que esta desgraça provoca (assaltos, violência, prostituição, degradação generalizada, etc.)

    Por isto, é utopia sim, Comunismo de Direita.
  • Leandro  23/04/2010 22:22
    Errado. Você confundiu as estatísticas. Ocorrem 50 mil homicídios por ano no Brasil em decorrência do combate ao tráfico e da guerrilha urbana que a proibição provocou - exatamente como na Chicago de Al Capone.

  • Luiz Fernando  23/04/2010 22:38
    Caro Sr. Flavio Ortigao

    No caso da maconha, se você entendesse pelo menos um pouco da história da proibição, que é recente (1930), não diria tanta besteira

    A proibição da maconha teve inicio nos EUA e posteriormente foi extendido ao mundo através da UN

    Todos os efeitos alegados para justificar a proibição cairam como falácia faz tempo. É fato que por detrás da proibição da maconha existiu sim um enorme lobby politico e econômico.

    Os efeitos do uso alegados na época eram:
    Maconha mata - mentira
    Maconha transforma o usuário em assassino potencial - mentira
    Maconha altera as funções cerebrais definitivamente - mentira

    Fato - Houve uma enorme propaganda utilizando esses fatos para a proibição e perseguição aos usuários se tornasse popular.

    Resumindo para você entender:

    A maconha foi proibida nos EUA para justificar a perseguição aos negros e hispanicos (POR ISSO NOS USA SE CHAMA PEJORATIVAMENTE DE MARIJUANA) para interromper o desenvolvimento de subprodutos competitivos com o mercado do petróleo e celulose (QUE TINHAM e ainda têm ENORME INFLUÊNCIA POLÍTICA)

    Aceito como fato que maconha aumenta o risco de surtos psicoticos e esquisofrenia em pessoas com pré disposição
    Também aceito como fato que maconha não é indicada para crianças, adolescentes e gestantes

    Esses fatos levam a conclusão que, em comparação com outras drogas recreativas como aálcool e tabaco, maconha é menos prejudicial e é muito mais vantajoso aos usuários e não usuários que seu mercado fosse regulamentado ao invés de proibido.

    Responda duas perguntas se for capaz:

    Por que a Maconha tornou-se legal novamente durante a 2ª guerra?

    Por que é crime uma pessoa cultivar maconha somente para consumo próprio sendo que é um preceito de justiça que "se não há vítima não há crime"?
  • Sassá  23/04/2010 22:45

    "Errado. Você confundiu as estatísticas. Ocorrem 50 mil homicídios por ano no Brasil em decorrência do combate ao tráfico e da guerrilha urbana que a proibição provocou - exatamente como na Chicago de Al Capone."


    Cara, você está ficando paranóico. Eu nem sabia que era este o número de homicidios no brasil.

    Eu dei um exemplo apenas para ilustrar que se liberarem o crack o número vai aumentar exponencialmente.

    Esquece os 50 mil, podem se 20 mil, 5 mil ou 80 mil.

    Agora, esta ligação que voce citou entre o numero de homicidios e a causa especifica das drogas eu não sei até que ponto é válido.

    Outro cara lá em cima, o jones, já mostrou a falácia de associar a violencia urbana com o fato das drogas serem liberadas ou não. Dê uma lida no que ele argumentou.
  • Flavio Ortigao  23/04/2010 23:41
    Ao Leandro,
    a arrogancia so e' aceitavel quando a competencia do arrogante esta estabelecida. Voce afirmar que eu afirmo ser especialista em Mises, e' so uma tentativa inutil de te fazer parecer especialista. E de Ortigao voce nao entende absolutamente nada. Quase tao pouco como entendes de drogas.

    Mas vamos la. Como eu disse, alguns comentaristas aqui ENVERGONHAM Mises. Mises nao erra BURRO nao, tao pouco era IMBECIL. Seus argumentos sao feitos a partir do SEU conhecimento, e ele sempre faz o melhor dos esforcos para fundamenta-lo. So que Mises viveu em um epoca distante, e o conhecimento que tinha sobre algumas coisas era muito limitado.

    Eu comentando Mises pro Leandro que ser arvora sumidade:

    It is an established fact that alcoholism, cocainism, and morphinism are deadly enemies of life(Mises esta certo nessas observacoes), of health, and of the capacity for work (aqui Mises mostra que e' muito mais inteligente que o Leandro, ele nao tenta falsificar a realidade com o papo furado do causar so dano a si proprio, aqui esta a chave para o dano social e economico, a drogas sao altamente debilitantes) and enjoyment; and a utilitarian must therefore consider them as vices (aqui o pouco conhecimento de Mises sobre o que e' Vicio em uma moderna definicao, faz com que ele use o conceito geral de vice=sin). But this is far from demonstrating that the authorities must interpose to suppress these vices by commercial prohibitions, nor is it by any means evident that such intervention on the part of the government is really capable of suppressing them or that, even if this end could be attained, it might not therewith open up a Pandora's box of other dangers, no less mischievous than alcoholism and morphinism. (Quando Mises escreveu isso o debate sobre proibicao havia comecado. Mas as drogas eram LIVRES. Mises provavelmente sabia sobre alcolismo, mas se conhecia as outras drogas e a dimensao do problema em alguns paises como a China, eu nao sei. Talvez soubesse do problema de Freud. Mas sao alguns fatos isolados justificativas para decisao tao perigosa? Eu Entendo a posicao de Mises, e se estivesse em 23 com seu conhecimento, provavelmente pensaria igual)

    For if the majority of citizens is, in principle, conceded the right to impose its way of life upon a minority, it is impossible to stop at prohibitions against indulgence in alcohol, morphine, cocaine, and similar poisons. (Mises toca um ponto importante que tantas vezes tocou, dos limites da acao do Estado. Ele faz da congruencia um principio filosofico. A palavra indulgence (apreciacao) ja mostra que conceitos como dependencia/addiction nao lhe eram familiares. As pessoas nao apreciam heroina, hoje elas sao viciadas em heroina.) Why should not what is valid for these poisons be valid also for nicotine, caffeine, and the like? Why should not the state generally prescribe which foods may be indulged in and which must be avoided because they are injurious? (O que Mises levanta aqui sao questoes de fundamental importancia e preocupam os democratas ate hoje. Os limites da acao do estado. O que a ANVISA deve poder regular? Nada? Alguma coisa? tudo? Nao ha como negar a importancia da questao.)

    Em um ponto geral e nao miseatico: NAO existe direito de igualdade no ERRO. Isso e' absurdo. Caffeina, nicotina e morfina sao alcaloides. Mas nao tem a mesma acao nem toxicidade. Nao exista razao "superior" que impediria alguma sociedade proibir algum desses. A sociedade pode proibir coisas. A lei penal esta cheia de coisas que sao proibidas. E o fato, como reconhece Mises, de drogas serem socialmente delibitantes, de causarem grades trnastornos economicos e sociais, PODE ser motivo suficiente de proibicao. O perigo de um estado que tudo proibe, existe. Toda a acoa tem RISCO. O que vale e' o quociente Risco/Beneficio.

    E veja, Leandro, eu nao preciso saber NADA sobre Mises, ou Marx, ou Freud ou quem quer que seja para analisar esses paragrafos. Uso o bom-senso e analiso os fatos como apresentado, e um pouco de conhecimento. Tente voce tambem usar o bom-senso e o conhecimento e basear suas opinioes em Evidencias. E' muito melhor que discurso ideologico cheio de baboseiras.
  • Leandro  24/04/2010 00:14
    Prezado Ortigao, discurso ideológico é monopólio seu, que mantém a mesma postura arrogante de antes: "Só eu sei como comandar a sociedade. Os outros são imbecis."

    A minha postura é livre de juízo de valor. Embora você se esforce para colocar em mim a pecha de apologista das drogas, tudo o que afirmo é que a proibição gerou mais males do que bem.

    Como eu sei disso? Ora, utilizo a própria evidência empírica, que você tanto pede. Comparo como era o mercado negro das bebidas alcoólicas com o seu atual mercado legalizado.

    No mais, lamento se lhe ofendi. Você disse que Mises ficaria envergonhado das argumentações anti-intervencionismo. Depois, ao tomar conhecimento de suas frases, você rapidamente mudou o enfoque, e passou a dizer que Mises viveu em época diferente, chegando inclusive a dizer que Mises "tinha pouco conhecimento sobre o que é vício em uma moderna definição". Assim fica fácil.

    Por fim, você manda ver essa perola:

    "Quando Mises escreveu isso o debate sobre proibicao havia comecado. Mas as drogas eram LIVRES. Mises provavelmente sabia sobre alcolismo, mas se conhecia as outras drogas e a dimensao do problema em alguns paises como a China, eu nao sei. Talvez soubesse do problema de Freud. Mas sao alguns fatos isolados justificativas para decisao tao perigosa? Eu Entendo a posicao de Mises, e se estivesse em 23 com seu conhecimento, provavelmente pensaria igual".

    Ora, nessa época (1927), o ópio, a heroína e a cocaína já eram plenamente conhecidos. Mas você dá a entender que Mises era ignorante sobre as drogas já nessa época tão avançada. Ou seja, você fica apenas no achismo para tentar se fundamentar.

    Quanto a Mises ser muito mais inteligente que eu, o que posso dizer? É pra mim uma honra você colocar o meu nome junto ao dela na mesma frase.

    Forte abraço!
  • Fernando Chiocca  24/04/2010 02:14
    Mais de Mises:

    "O fato é que, no sistema capitalista, os chefes, em última instância, são os consumidores. Não é o estado(o projeto de ditador socialista Ortigão), é o povo que é soberano. Prova disto é o fato de que lhe assiste o direito de ser tolo. Este é o privilégio do soberano. Assiste-lhe o direito de cometer erros: ninguém o pode impedir de cometê-los, embora, obviamente, deva pagar por eles. Quando afirmamos que o consumidor é supremo ou soberano, não estamos afirmando que está livre de erros, que sempre sabe o que melhor lhe conviria. Muitas vezes os consumidores compram ou consomem artigos que não deviam comprar ou consumir. Mas a ideia de que uma forma capitalista de governo pode impedir, através de um controle sobre o que as pessoas consomem, que elas se prejudiquem, é falsa. A visão do governo como uma autoridade paternal, um guardião de todos, é própria dos adeptos do socialismo.

    Nos Estados Unidos, o governo empreendeu certa feita, há alguns anos, uma experiência que foi qualificada de "nobre". Essa "nobre experiência" consistiu numa lei que declarava ilegal o consumo de bebidas tóxicas. Não há dúvida de que muita gente se prejudica ao beber conhaque e uísque em excesso. Algumas autoridades nos Estados Unidos são contrárias até mesmo ao fumo. Certamente há muitas pessoas que fumam demais, não obstante o fato de que não fumar seria melhor para elas. Isso suscita um problema que transcende em muito a discussão econômica: põe a nu o verdadeiro significado da liberdade. Se admitirmos que é bom impedir que as pessoas se prejudiquem bebendo ou fumando em excesso, haverá quem pergunte: "Será que o corpo é tudo? Não seria a mente do homem muito mais importante? Não seria a mente do homem o verdadeiro dom, o verdadeiro predicado humano?" Se dermos ao governo o direito de determinar o que o corpo humano deve consumir, de determinar se alguém deve ou não fumar, deve ou não beber, nada poderemos replicar a quem afirme: "Mais importante ainda que o corpo é a mente, é a alma, e o homem se prejudica muito mais ao ler maus livros, ouvir música ruim e assistir a maus filmes. É, pois, dever do governo impedir que se cometam esses erros." E, como todos sabem, por centenas de anos os governos e as autoridades acreditaram que esse era de fato o seu dever. Nem isso aconteceu apenas em épocas remotas. Não faz muito tempo, houve na Alemanha um governo que considerava seu dever discriminar as boas e as más pinturas - boas e más, é claro, do ponto de vista de um homem que, na juventude, fora reprovado no exame de admissão à Academia de Arte, em Viena: era o bom e o mau segundo a ótica de um pintor de cartão-postal. E tornou-se ilegal expressar concepções sobre arte e pintura que divergissem daquelas do Führer supremo.

    A partir do momento em que começamos a admitir que é dever do governo controlar o consumo de álcool do cidadão, que podemos responder a quem afirme ser o controle dos livros e das ideias muito mais importante? Liberdade significa realmente liberdade para errar. Isso precisa ser bem compreendido. Podemos ser extremamente críticos com relação ao modo como nossos concidadãos gastam seu dinheiro e vivem sua vida. Podemos considerar o que fazem absolutamente insensato e mau. Numa sociedade livre, todos têm, no entanto, as mais diversas maneiras de manifestar suas opiniões sobre como seus concidadãos deveriam mudar seu modo de vida: eles podem escrever livros; escrever artigos; fazer conferências. Podem até fazer pregações nas esquinas, se quiserem - e faz-se isso, em muitos países. Mas ninguém deve tentar policiar os outros no intuito de impedi-los de fazer determinadas coisas simplesmente porque não se quer que as pessoas tenham a liberdade de fazê-las.

    É essa a diferença entre escravidão e liberdade. O escravo é obrigado a fazer o que seu superior (O Ortigão)lhe ordena que faça, enquanto o cidadão livre - e é isso que significa liberdade - tem a possibilidade de escolher seu próprio modo de vida. Sem dúvida esse sistema capitalista pode ser - e é de fato - mal usado por alguns. É certamente possível fazer coisas que não deveriam ser feitas. Mas se tais coisas contam com a aprovação da maioria do povo, uma voz discordante terá sempre algum meio de tentar mudar as ideias de seus concidadãos. Pode tentar persuadi-los, convencê-los, mas não pode tentar constrangê-los pela força, pela força policial do governo."

    Só consigo sentir nojo deste ser arrogante que acha que pode definir o que eu posso ou não posso consumir, e aponta uma arma para minha cabeça para impor seus desejos nefastos de interferir na minha vida.

  • Luis Almeida  24/04/2010 05:37
    O que esse pessoal ainda não entendeu (Ortigao e Jones) é que o governo não pode proteger as pessoas delas próprias. Se o sujeito quer fazer estupidez, ele vai fazê-lo. Se ele quer errar e se estrepar, então ele tem de ter a liberdade de cometer tais erros, e só assim aprender com eles.

    O real controle contra as drogas vem do indivíduo, vem da família, dos pais, das igrejas e da comunidade. É isso que impede o uso de drogas - e não um exército de gorilas armados e com distintivos, prontos para jogar viciados na cadeia, de onde eles certamente sairão muito piores do que entraram.

    Recomendo todos a verem esse vídeo em que Ron Paul debate (na verdade, destroça) o conservador Stephen Baldwin sobre a legalização da maconha. No final, Baldwin teve de apelas para gracinhas, para ver se conseguia desviar o foco da humilhação sofrida. (O vídeo tem legendas em inglês, fácil de entender).

    www.youtube.com/watch?v=ufekh_SwZd0&feature
  • mcmoraes  24/04/2010 08:37
    "O que esse pessoal ainda não entendeu (Ortigao e Jones) é que o governo não pode proteger as pessoas delas próprias."

    Eles já entenderam isso, Luis Almeida, só que eles acham que a perda das liberdades individuais é um bom preço ("um preço necessário") a ser pago em troca dos supostos ganhos obtidos por programas de engenharia social. Ou seja, eles consentem de bom grado com a tirania porque se sentem beneficiados com isso. Se ao menos eles pudesse buscar sozinhos suas preferências sem obrigar por meio do governo todos nós a participarmos também, o mundo seria melhor.

  • Carlos Santos  24/04/2010 08:55
    Esse discurso de que é o povo que é soberano, que o Estado não é capaz de resolver o problemas das drogas em definitivo, que não pode nos proteger de nós mesmos, etc. etc. não passa de obviedades. O que interessa saber é o custo do cambate às drogas e se esse custo vale a pena em relação ao custo social de se liberar o tráfico, pois não se pode negar que o consumo irá aumentar (como aconteceu na Holanda com a liberação da maconha) e trará consigo perdas sociais e econômicas significativas.
    Sempre que é notíciado que a polícia fez uma grande apreenção de cocaína, somos informados que fora resultado de uma investigação que levou meses até dar frutos. Tem-se que calcular o custo total dessa investigação, incluindo o soldo dos agentes, insumos, etc. e contrapor com o valor da mercadoria
    apreendida. E também a estimativa do quanto de impacto essas apreensões tem no caixa das organizações narcotraficantes, devendo-se considerar também as perdas que os contribuintes tem em bancar a máquina repressora. Acredito que os números não devem ser favoráveis aos que são contra a liberação e com estes números, que é a favor poderá apresentar argumentos mais efetivos do que ficar atacando o Estado usando a questão das drogas como pretexto.
  • mcmoraes  24/04/2010 09:35
    Quantificar custos e benefício é dar mais motivos para programas de engenharias sociais, porque sempre aparecerão novas fórmulas utilitaristas para otimizar os "benefícios" trazidos por programas de Engenharia Social. O bom critério é a moral e a ética. Como Lord Acton disse, "O liberalismo anseia por aquilo que deveria ser, independentemente daquilo que é".
  • Flavio Ortigao  24/04/2010 09:52
    Alguns de voces envergonham Mises e insultam a inteligencia alheia. Ja me insultar esta liberado. Eu me divirto irritando alguns de voces (Fernando, o desprezivel). Mas nao faco isso so por puro prazer nao. Combater as Liberacao das Drogas e seus simpatizantes e' missao.

    Mises, la naquele textinho postado pelo Leandro, reconhece que as drogas mas que um problema pessoal, pode se tornar um problema social e economico (Leiam o TEXTO!).

    Portanto, pode ter implicacoes que vao alem da liberdade do individuo.

    Querer justificar todo o consumo como soberano, e' um contra-senso, pois levaria a justificarmos nao so o consumo de substancias toxicas, como o consumo de pornografia infantil, de parafilias, como necrofilia, pedofilia e o sado-masoquismo (este ultimo ja com grande aceitacao, a discussao hoje e' onde por os limites) e etc.

    E' obvio, que as sociedades ja mesmo antes de serem humanas, evoluiram mecanismo de impor limites a seus membros. Tabus e moral foram construidos. Certamente, nem todo o tabu e' justificavel, e muitos sao cosntatemente quebrados ao longo de nossa historia. Mas alguns servem seus propositos e ficam.

    Estou esperando voces postarem EVIDENCIAS em suporte da tese central do Leandro, como lel mesmo anunciou. O combate as drogas tem custo superior que a liberacao. Esta DEVENDO Leandro. Como disse la em cima, eu quero ver as evidencias que suportam esse discurso.
  • mcmoraes  24/04/2010 10:07
    Ortigão, obviamente você está levando a discussão para o lado pessoal. Não creio que alguém aqui deva-lhe qualquer coisa. Siga as próprias recomendações: leia e estude. Quando você diz que "Querer justificar todo o consumo como soberano, e' um contra-senso, pois levaria a justificarmos nao so o consumo de substancias toxicas, como o consumo de pornografia infantil, de parafilias, como necrofilia, pedofilia e o sado-masoquismo (este ultimo ja com grande aceitacao, a discussao hoje e' onde por os limites) e etc.", você mostra que não consegue entender os fundamentos básicos das idéias da liberdade. Como eu disse num outro comentário, leia o livro A Ética da Liberdade. Lá está tudo bem explicado. Se você ainda assim continuar não entendendo nada, só resta lamentar.
  • Ex-usuário  24/04/2010 10:10
    Até agora não vi ninguém argumentando sobre drogas. Existem os que tomam cerveja e fumam cigarro, existem os que tiveram casos de usuários na família e existem aqueles que nunca se envolveram com drogas (sejam as que o governo deixa usar ou as que ele combate). Por causa disto, dou meu parecer de ex-usuário.

    Tenho meus 25. Comecei a fumar cigarro e beber com 12. Aos catorze fumava maconha exporádicamente com amigos skatistas e punks.

    Por que eu quis fumar maconha? Porque na época havia uma propaganda na Tv. Mostrava uma pessoa dormindo e um animal peçonhento andava por ela. Havia propaganda com escorpião e aranha (lembro dessas duas). No fim na propaganda aparecia uma mão com um traço e dizia: "Drogas, nem morto!".

    Podem afirmar que o público-alvo da propaganda não foi muito bem escolhido. Eu nao sabia o que eram drogas. Ora, se o governo se mobilizou para falar contra uma coisa que eu nem sei o que é, então preciso descobrir o que é. A propaganda anti-drogas é o maior marketing pró-drogas (isto vale para cigarro e álcool também).

    Continuando minha história: fiquei sossegado dos 16 aos 20 anos. Apenas bebia casualmente quando saía com amigos.

    Com 20 anos voltei a fumar, bebia quantidades excessivas de álcool e conheci a cocaína. Ao contrário do que podem pensar: continuei trabalhando e estudando. Tive boas notas na faculdade e concluí minha monografia. Ganhava meu dinheiro trabalhando e gastava comprando coca. Não roubei ninguém, não matei ninguém. Virava noites e ia trabalhar ainda sob efeito da droga, mas ninguém comentou nada comigo durante todos os anos de uso. Dirigia alcoolizado e cheirado (nunca risquei o carro).
    Me envolvi com traficantes? Certamente. Cheguei inclusive a emprestar dinheiro para um.

    Por que parei de usar?
    Economicamente eu deve ter cheirado um carro. Fudi minha saúde. Me tornei uma pessoa muito explosiva e irresponsável para comigo mesmo.
    Como parei?
    Ajuda e incentivo. Frequentando reuniões e grupos de apoio. E, principalmente, parei porque não conseguiria realizar o sonho de ter uma família se continuasse nessa vida. A mulher que amo deve de ser muito forte para me ajudar a parar.

    Hoje estou limpo (1 ano e 3 meses) tudo relacionado com minhas próprias responsabilidades.

    Lendo tudo que li aqui, deveria ser um incapaz, sem emprego, ladrão, trombadinha, estragador de famílias saudáveis etc. Apenas fui um jovem da classe média que resolveu curtir a vida gastando tudo o que tinha com coisas sem valor.

    Era um criminoso? Não. Qual foi o meu crime? Pegar um saco plástico ou uma cápsula com pó branco e colocá-lo no nariz?

    Daqui a pouco o governo deve proibir o consumo de picanha porque os casos de enfarto no país aumentaram. A lógica é a mesma para os que defendem a proibição das drogas.

    Eu torço para que ninguém caia na vivência que eu caí, mas não posso desejar que exista o uso da força para impedir as pessoas de tomarem decisões, inclusive as erradas.
  • Renê  24/04/2010 10:13
    Qual a credibilidade de um artigo que compara bebidas com drogas como a cocaína?
  • Filipe Rangel Celeti  24/04/2010 10:21
    Ortigao:

    "Querer justificar todo o consumo como soberano, e' um contra-senso, pois levaria a justificarmos nao so o consumo de substancias toxicas, como o consumo de pornografia infantil, de parafilias, como necrofilia, pedofilia e o sado-masoquismo (este ultimo ja com grande aceitacao, a discussao hoje e' onde por os limites) e etc."

    Eu devo ser proibido de desejar inalar o escapamento do meu carro?
    Eu devo ser proibido de ter taras sexuais diferentes, como tesão por balões, estátuas, tecidos, borracha, mulheres grávidas, mãos, pés e outras taras?
    Eu devo ser proibido de praticar o sexo como eu quiser?

    Necrofilia: Ao transar com um morto a pergunta é: A quem pertence o corpo? Geralmente quem transa com pessoas mortas não é dono do corpo morto, logo está violando a liberdade.

    Pedofilia: É preciso definir o que é pedofilia. Um casal de namorados, ele com 18 e ela 17, o cara pode ser acusado de pedofilia? E o caso de meninas de 12 anos que engravidaram (e não foram vítimas de estupro)? Eu usar de um artifício para conseguir sexo com crianças é, ao meu ver, usar de fraude para com a propriedade da própria criança. Isso é crime, certamente.


    Agora, lendo o que vc postou. Você deve ser a favor de leis que proibam sexo homossexual, sexo oral e sexo anal. Todos devem praticar, em sua intimidade o sexo de acordo com os princípios corretos do Ortigao.

    Desculpe-me, é de morrer de rir!
  • Filipe Rangel Celeti  24/04/2010 10:35
    Ortigao,


    Sobre o custo da guerra às drogas: www.drugwarfacts.org/cms/node/38
  • Flavio Ortigao  24/04/2010 10:56
    Ex-usuario,
    destoa dos pueris que ao invez de discutir o principal, ficam citando Mises como os pueris da esquerda redical ao invez de discutir a realidade ficavam citando Marx, Lenin, Stalin e Mao. Isso nunca levou a NADA.

    Ex usuario faz um relato pessoal honesto e corrajoso. Parabens.

    Entretanto, quero por uma questao de entendimento, criticar a ideia que pelo fato de ter com seu trabalho sustentado o seu vicio, nao prejudicou ninguem outro que si proprio. Na verdade, na critica a essa visao esta a minha maior critica aos IRRESPONSAVEIS (como muitoa pubertarios aqui) que desejam descriminalizar as drogas.

    Como ex-usuario bem descreveu, em um certo momento esteve a SUA decisao de experimentar drogas (ato de vontade soberana). Posteriormente essa decisao tornou-se um vicio, e nao foi um tao simples ato de decisao deixar o vicio. Sair dele precisa de um ESFORCO muito maior que entrar, e muitas vezes nao se consegue sem ajuda externa.

    Os usuarios de drogas, querendo ou nao, fazem parte da cadeia de valor do nacotrafico. No Rio de janeiro o narcotrafico movimenta 40T de cocaina no varejo (e mais 60 no Atacado p exportacao), a um custo de $30 por grama, o narcotrafico movimenta consideravel recursos. Parte desse recursos financia o plantio na Colombia (60%) e na Bolivia (40%) onde o dominio dos narcos no Estado causa grandes males. Outra parte vai para finaciar a logisitca da distribuicao. Chegando ate ao dominio do Narcotrafico de Grandes areas do Rio de Janeiro, da corrupcao da Policia, Justica e Estado. E nisso infelizmente os usuarios NAO sao inocentes. Quem consome drogas financia o narcotrafico e indiretamente financia todas as suas mazelas, inclusive ser a principal causa da violencia no Rio. A compra de drogas na boca-de-fumo estabelece um contrato entre o usuario e o traficante. Nao ha NADA mais ameacador a Liberdade que a violencia criminosa. Essa mesma que os usuarios de drogas se tornam parceiros.

    Ex-usuario, voce esta de parabens por ter se convertido em um EX-USUARIO. Respeito.
  • Sassá  24/04/2010 11:11
    Ex-usuário

    Entenda que você é apenas um ponto numa observação estatística de usuários de drogas.

    Assim como no seu caso, você conseguiu conviver relativamente bem, trabalhando, etc, um número consideravelmente maior de pessoas destrói suas vidas.

    A cocaina distorce a moral, e a obtenção da droga passa a ser a prioridade numero um para os dependentes, sendo atos como roubar e prostituir-se vistos como normais para os dependentes.

    O dependente perde o controle sobre si mesmo.

    Assistam atentamente aos seguintes documentários para melhor se informarem :

    topdocumentaryfilms.com/ben-diary-heroin-addict/
    topdocumentaryfilms.com/the-worlds-most-dangerous-drug/
  • Ex-usuário  24/04/2010 11:16
    Uma colocação à sua visão.


    O meu consumo de drogas gerou violência. Isto está correto. Entretanto, o meu consumo de drogas somente financiou narco-guerrilhas, mortes, corrupções porque este consumo estava previamente proibido.

    Se não houvesse proibição do consumo de drogas eu teria financiado plantações familiares, grandes agronegócios, indústrias químicas, pesquisa, transporte e outros imensos setores econômicos que gerariam empregos. Meu dinheiro poderia ter ido para a Pfizer, para a Souza Cruz, para a Phillips Morris, para a Bayer e outras indústrias do ramo.

    Quantas agriculturas familiares não poderiam se desenvolver com o plantio de maconha e ópio (plantar coca no Brasil não é favorável por causa do clima).

    Fui um criminoso porque o governo me colocou nesta situação. A situação poderia ser bem diferente.



    Uma pergunta: será que governos não se beneficiam com a proibição das drogas?
  • Ex-usuário  24/04/2010 11:21
    Sassá,

    Você não imagina a quantidade de pessoas que usam drogas. Falo de médicos, engenheiros, advogados, professores, policiais, bombeiros. Profissões vistas até com apreço pela sociedade.

    A questão é que é possível ser um usuário sem estragar seu convívio público e profissional. É isto que vocês não compreendem.

    Convivemos diariamente com dezenas de pessoas usuárias de drogas. Mas quem não usa, geralmente não percebe o consumo porque associa o consumo com as atitudes que você listou. Pessoas idolatradas do meio artístico, que fazem diversas campanhas sociais e possuem grande admiração do público consomem drogas. Mas só conhecemos os casos de quem consumiu e fez besteira. É por isso que associamos o uso de drogas a fazer besteira.

    Seu dentista e o médico dos seus filhos pode ser um usuário e você nunca descobrir.
  • anônimo  24/04/2010 11:36
    Sassá,

    "Entenda que você é apenas um ponto numa observação estatística de usuários de drogas."

    Para os engenheiros sociais, todos nós somos apenas pontos em estatísticas, recursos que poderiam ser melhor alocados de acordo com o critério de alguns sábios que supostamente sabem definir o que é melhor para todo mundo. Isso é imoral e anti-ético.
  • Rafael Hotz  24/04/2010 11:57
    a reaçada que frequenta o mises_br já tem candidato!

    www.redebomdia.com.br/Noticias/Politica/18175/Para+Dilma,+drogas+devem+ser+combatidas,+e+nao+descriminalizadas
  • Flavio Ortigao  24/04/2010 12:08
    Agradeco ao ex-usuario, por com menos baboseiras ideologicas, ter trazido a discussao para realidade.

    Para ficar na realidade por ele exposta, e para que possamos limitar a discussao a realidade sobre a qual podemos falar alguma coisa fico com a discussao sobre cocaina.

    Cocaina e' vendida nas bocas de fumo cariocas depois de refinada e malhada. Produzida ela e' na Colombia (60%) e na Bolivia (40%). Na Colombia e' produzida em areas controlada pelas FARCS, e nao e' obviamente proibida nessas areas. Na bolivia e' produzida pelos associados do Cocaleiro Evo, que e' nada menos que o Presidente da Republica, e tambem nao e' proibida la. Portanto a Producao de cocaina bruta NAO esta proibida. Parte da cocaina bruta e' refinada em laboratorios "cladestinos" fora, parte e' refinada no Brasil. Por razoes economica, o narcotrafico no Rio ja ate compete no refino. Se a cocaina for liberada, TODA a EVIDENCIA indica, o consumo aumentara (esse e' o maior problema com a ideia da Liberacao). Dizer que as Farcs ou o bando do Evo sairiam do mercado e' desprovido de evidencia.
    Cigarros sao liberados. Ha um ENORME problema de CONTRABANDO e producao ILEGAL de Cigarros no Brasil e No mundo, competindo com a Souza Cruz, BAT, Phillip Morris.
    No plantio ha a questao das drogas serem um excelente cash-crop, alto valor agredado.

    A violencia no Rio nao se da porque a Policia combate o narcotrafico. A Policia e' ha muito CONTROLADA pelo narcotrafico. A violencia e' que ha brigas de QUADRILHAS, inclusive as associadas com as quadrilhas da Policia, PELO controle do narcotrafico. E' briga por monopolizacao e fatia de mercado. (qunado as drogas eram LIVRES a Inglatrerra promoveu uma Guerra para assegurar seu direito ao mercado). Portanto NAo e' obvio que com a liberacao as quadrilhas sairiam do mercado, ou parariam de brigar por eles de modo violento.

    E por fim, tem um probleminha irritante, que e' a questao ETICA. Vejam, que ha muita discussao de como limitar o consumo de alcool e de tabaco. Limitacao por idade, locais de consumo, horas de venda, locais de venda etc. Nao so ha muitos paises que PROIBEM (e nao me venham com a falacia que a proibicao nao funciona, funciona e muito bem. Nao elimina o problema, tao pouco como o combate ao crime elimina o crime). Singapura tem muito menos alcolatras que o Rio.

    Para defender a Liberdade, temos que combater o narcotrafico.
  • Anonimo  24/04/2010 12:15
    todos que defendem a liberação de drogas, que rezem todos os dias para não ter um parente ou alguém que amam dependente desta merda.

    Se liberar aumenta o consumo e a obtenção será facilitada.
  • anônimo  24/04/2010 12:17
    "Sou contra a descriminalização da maconha",afirma o ex-governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, em entrevista à revista Época que chegou hoje às bancas . Para o pré-candidato do PSDB a presidente da República "a maconha é um caminho de entrada para drogas mais pesadas.A rede que se forma no tráfico é uma escola de quadros para o crime organizado."

    Vou votar no Serra, e voces?
  • mcmoraes  24/04/2010 12:25
    Pelo que pude avaliar dos governos de Itamar, FHC, Lula, Yeda Cruzes, Olívio e Tarso Genro, considero o PSDB menos tirânico que o PT. Por isso, vou de PSDB. Alguém tem alguma opção melhor?
  • Fernando Chiocca  24/04/2010 13:21
    Anonimo

    todos que defendem a liberação de drogas, que rezem todos os dias para não ter um parente ou alguém que amam dependente desta merda.

    Se liberar aumenta o consumo e a obtenção será facilitada.


    Tenho parentes alcoolatras.
    Devo defender a proibição do alcool?

    É cada fascista demente que dá por aqui...

  • Fernando Chiocca  24/04/2010 13:37
    O sonho de socialistas nefastos como Ortigão e outros:

    img202.yfrog.com/slideshow/webplayer.php?id=pic01150.jpg
  • Renê  24/04/2010 15:35
    Comparar drogas pesadas com álcool é reduzir o debate.

    A humanidade convive com o álcool há milenios. O álcool mata sim, mas não chega nem perto do poder escravizante que o crack, a cocaína, ou LSD tem. Não tenho muito mais a dizer, é isso, com o álcool a humanidade é capaz de lidar, com as outras drogas simplesmente não.

    Imaginem dois países, num os pais oferecem um copinho de cerveja à seus filhos adolescentes num churrasco de fim de semana, noutro, os pais oferecem um cigarrinho de crack na mesma situação.

    A primeira situação já acontece em muitos países e a despeito de alguns se tornarem alcoólatras, a maioria não se torna. O que aconteceria, se em vez da cerveja, fosse um cigarrinho de crack?
  • Vitor  26/04/2010 02:27
    Renê,

    O álcool é bem pesado. Já ouviu falar em coma alcoólico? Uma simples ressaca dura horas, causa desidratação e vômito.

    Maconha causa...larica.

    Crack é proibido, mas isso não impediu o crescimento do seu consumo. Vai fazer o que? Proibir mais? Nem sentindo linguístico isso faz. É como dizer que alguém está meio grávida.

    Em Portugal o consumo de algumas drogas deixou de ser crime, e o consumo não aumentou! Até diminuiu um pouco.
  • Rhyan Fortuna  26/04/2010 04:47
    O que preferem?:\r
    \r
    1) Bando de Viciados + Crime Organizado;\r
    \r
    ou \r
    \r
    2) Bando de Viciados - Crime Organizado;\r
    \r
    Essa é a real escolha, viciados sempre existiram.
  • Johnny Jonathan  07/07/2012 18:02
    Essa e sempre a real escolha pra qualquer proibição governamental, difa-se e passagem.
  • Ricardo  27/04/2010 11:55
    Ledo engano: As drogas são legalizadas sim, embora com várias restrições ao seu uso, principalmente o uso recreacional. \r
    Por exemplo, os maiores compradores de drogas opiácias, entre os quais incluem-se a perigosa morfina (forte risco de dependência), são os hospitais, visto que diversas dessas drogas são anestésicos. Por exemplo, um opiácio muito cobiçado por playboys, anestesistas e astros Pop (leia-se michael Jackson) é o propofol, indutor do sono na pré-anestesia. Alguns desses fármacos, logo transformam-se em alucinógenos quando misturados entre si, ou com álcool.\r
    \r
    Agora, suponhamos legalização irrestrita das drogas, todas, qual seria o lugar mais adequado para comprá-las? consultórios médicos, claro. Pois como o risco à saúde é evidente, tais substâncias precisariam ser usadas com liberação médica, e checkups periódicos, pra ir monitorando o estrago...\r
    \r
    Sob a mão forte do conselho federal de medicina, o Lobby médico vai continuar se opondo ao absurdo projeto de legalizar as drogas para uso recreacional, que todos sabemos como termina: Danos à saúde, ocupando leitos e salas dos hospitais, onerando mais e desnecessariamente o serviço público de saúde...\r
    \r
    \r
    A discussão termina aqui.
  • Jorge  02/11/2010 20:27
    Putz! Nunca vi tanta besteira junta em um lugar só. Por que o autor do artigo não pensa um pouco antes de falar tanta bobagem?
  • Leandro  02/11/2010 22:34
    É porque ele ainda não aprendeu com seu exemplo, Jorge: não dizer nada e jamais pensar originalmente.
  • Leninmarquisson da Stalinácio da Silva  11/05/2011 15:02
    Sobre a dúvida do "Ex-Usuário": O governo ganha com a ilegalidade das drogas, pois isso mantêm os lucros altos dos traficantes que financiam suas campanhas, propinas, entre outras coisas.
    Mas o governo ganharia MUITO MAIS com as drogas liberadas e uma população mentalmente (mais) debilitada. Muito mais facil manipular zombies do que pessoas pensantes. É por isso que Soros, FHC, Lula, e trocentos outros comunistas querem tanto a legalização dessa merda. E como é de se esperar, com muita, muita regulação e "socialismo de mercado".
  • Norbs  11/05/2011 15:33
    1 Então tá, legaliza e ninguém mais compra do traficante, e daí vcs acham que ele vai fazer o quê? Ficar sentado e morrer de fome docilmente? Ele vai fazer outra coisa qualquer, sequestrar, roubar...inclusive nas favelas o crime organizado ganha dinheiro vendendo coisas perfeitamente legais, também.Ou seja, essa história de legalizar pra diminuir o crime é uma lorota.

    2 FHC e cia deviam falar a verdade, eles são míseros garotos propaganda das multinacionais da bebida, do cigarro, etc, que agora querem ganhar mais dinheiro vendendo outro tipo de veneno.

    3 Essa história de 'plante, não compre' é balela, o doidão podendo comprar na esquina sem problema nenhum vai deixar de aproveitar...

    4 Se um médico, dentista, etc, quiser matar seus próprios neurônios, que mate.Mas não venha com essa mentira de que o funcionamento cerebral fica tão eficiente como se nunca tivesse usado droga nenhuma.Essa é uma coisa facilmente refutável pela ciência, e inclusive é engraçado notar que quase nunca se vê um psiquiatra se metendo a economista, mas é comum, nesse assunto, esses economistas querendo saber mais que os psiquiatras.

    5 Liberar na europa, numa população de gente muito responsável e educada é uma coisa, liberar na miséria total daqui é outra.E até na europa, na holanda, já estão rediscutindo se valeu mesmo a pena.
  • Leandro  11/05/2011 15:52


    Norbs, permita-me alguns contrapontos:

    1) Concordo com você nesse quesito. Em minha opinião, no curto prazo, realmente poderia haver um surto de violência cometida por ex-traficantes que repentinamente perderam sua renda. Essa, na minha opinião, é a única e grande questão a ser debatida.

    2) FHC trabalhando para a indústria do cigarro? Justamente o homem cujo governo baniu as propagandas de cigarro e cujo ministro da saúde é um antitabagista doente? FHC tiraria uma foto com a camisa de Bin Laden, mas jamais apareceria segurando um cigarro. O negócio dele é maconha, como todo bom progressista formado na França.

    Ademais, não há qualquer evidência de que a Philip Morris e a Souza Cruz têm interesse em plantio de cocaína e heroína. Você está sacando, o que lhe desqualifica para o debate.

    3) E qual o problema com o doidão ir comprar na esquina? Desde que ele não interfira na vida de ninguém, ele é totalmente livre para fumar erva e injetar heroína até vegetar. E que pereça logo; gente que já chegou a esse estado putrefato não fará falta alguma ao mundo.

    4) Em momento algum no artigo foi dito que "o funcionamento cerebral fica tão eficiente como se nunca tivesse usado droga nenhuma". Muito menos tal bobagem já foi dita em algum lugar desse site. Por favor, não nos impute suas mentiras -- novamente, isso lhe desqualifica para o debate.

    Ademais, a única droga que comprovadamente traz benefícios para o cérebro é a nicotina.

    5) Trata-se de uma postura elitista. Você está afirmando que você sabe exatamente quais indivíduos podem ter um livre-arbítrio e quais não podem. Você quer decidir quem tem condição de cuidar da própria vida e quem não tem. Postura ditatorial.

    Grande abraço.
  • Norbs  11/05/2011 16:10
    4) era em relação aos comentários daqui, não ao artigo.

    5) não é elitismo, é uma questão de bom senso.Por exemplo as crianças da favela que sonham em entrar pro tráfico são justamente as que não tem outras grandes perspectivas na vida.Não tem escola,nem diversão, nem emprego, e as vezes vem de lares conturbados, sofrem abusos.Eu não acho que seja arrogância falar que uma pessoa assim tem mais chances de entrar pro crime do que alguém criado no meio do bom e do melhor.Aliais, até hoje nunca conheci muita gente que discordasse disso, nem entre a direita nem entre a esquerda.
  • Leandro  11/05/2011 16:30
    Exatamente, Norbs! É isso mesmo que você reescreveu agora no item 5. Essas pessoas têm tendência a ir para o crime. Sendo assim, por que estimular esse comportamento criando ainda mais oportunidades para o crime? Por que criminalizar atividades e, com isso, gerar mais oportunidades de banditismo?

    Proibição das drogas gera mercado negro e criminalidade. Logo, ao proibir as drogas você está apenas criando mais uma área criminosa para onde estas pessoas desesperadas irem. Você está, na verdade, incentivando tais pessoas a irem para o crime, pois transformou um comércio outrora comum em algo amplamente rentável.

    Você acertou em cheio.
  • Norbs  11/05/2011 16:39
    Mas quando eu falei crime era crime em geral, não só o tráfico.
  • Norbs  11/05/2011 16:27
    3) 3) E qual o problema com o doidão ir comprar na esquina? ----> Desde que ele não interfira na vida de ninguém <----

    Mas é justamente isso! Parece que vcs acham que não existe relação nenhuma entre uma coisa e a outra!
    E tipo, também parece que mesmo pra quem sabe que essa relação existe, tudo bem contanto que NO FINAL ele seja punido
    Então, é como (eu não gosto muito desse exemplo) se fosse tudo bem na hora do Hitler planejar matar os judeus, tudo bem na hora dele arrumar dinheiro pra isso, tudo bem se ele arrumar gente pra isso, tudo bem quando ele começa a construir a estrutura pra isso porque aí quando a desgraça estiver feita, quando começar a morrer judeus mesmo, ele vai ser punido!!
  • Norbs  11/05/2011 16:02
    Um exemplo exagerado do que vocês parecem não entender

    Suponha que um dia a tecnologia avance e se torne fácil pra qualquer um enriquecer urânio e fazer uma bomba nuclear no quintal.
    Consequentemente, vai ficar fácil pra qualquer um botar uma loja de bombas na esquina.
    Como todo mundo é livre e o mundo é lindo, o governo não deve fazer nada e deixar elas lá.
    Se alguém comprar uma dessas e usar, acabar com uma cidade inteira, como aquele louco do rio naquele colégio, isso é apenas uma fatalidade, uma tristeza do destino e não tem nada a ver com o fato de que PERMITIR A VENDA DAQUILO FOI O QUE AUMENTOU AS CHANCES DA DESGRAÇA ACONTECER.

    A proibição das drogas não é um capricho de um político que não tem o que fazer, é consequência do voto das pessoas que já convivem e sabem o que aquilo significa.
  • Nilo BP  21/01/2015 00:54
    Só tem um pequeno detalhe, as pessoas vendem e compram drogas hoje, apesar dos melhores esforços do governo...

    Como explicado no artigo, o maior efeito da proibição, muito mais forte e visível do que as pessoas que foram protegidas das drogas, é que os comerciantes de drogas tendem a ser favelados Vida Loka, e não comerciantes normais. Com todas as vantagens que isso traz.

    Imagine isso com bombas nucleares, hein? Ainda bem que temos governo!!!

    Não é uma questão de "a luta é difícil, mas devemos perserverar". Mais próximo da realidade é "a luta é contra as decisões privadas das próprias pessoas, e está transformando a vida de muitos, inclusive muitos inocentes, em um inferno."

    Apoiar a guerra contra as drogas não é indício de fibra moral, mas sim de completa falta de escrúpulos. É jogar uma bomba em um casamento, porque acredita-se que tenha um terrorista no meio. Não deve ser coincidência que quem defende um tende a defender o outro...
  • Widney  02/09/2011 16:59
    O negocio e legalizar só a maconha !
    e vamos para de briga de opiniões e vamos fuma um pra fazer a mente e ficar na paz ! HAHA ;D
  • anônimo  11/10/2011 22:53
    A favor da legalização das drogas eu só serei no dia em que os custos com saúde não forem mais socializados.
  • Fernando Chiocca  11/10/2011 23:24
    Que legal anonimo.. isso que, necessariamente, dizer que vc é a favor da proibição de alcool, do tabacco, de comidas engordativas e de esportes radicais, pois estas práticas geram mais gastos para a medicina socializada....

    Você deveria pensar ao menos 5 segundos antes de defender a manutenção de um crime nefando (a proibição das drogas) para diminuir a ineficiência de outro esquema criminoso (a medicina socializada)...

    Mas a negada parece não se importar muito ao defender que se desca o cacete, jogue numa cela e se mate quem não agrediu ningém e nem a propriedade de ninguém.
  • Joao  13/10/2011 10:53
    Fernando, acho que entendi o que o anônimo quis dizer. Vejo uma grande quantidade de pessoas que afirmam ter o direito de usar as drogas que bem entenderem. Até aí, tudo bem, sem problemas. Porém, essas mesmas pessoas acham que têm o direito sacrossanto de tratamento gratuito caso queiram se livrar do vício. Ou seja, querem ter o direito de fazer o que bem entenderem com seus corpos, mas querem que terceiros assumam as responsabilidades pelas possíveis consequências disso.
  • Fernando Chiocca  13/10/2011 11:27
    E o que leva alguém a atacar a parte moral desta posição (a auto-propriedade e o direito de fazer o que quiser com sua vida e propriedade sem agredir terceiros) para beneficiar a parte imoral da proposta (escravizar outros para que financiem serviços de saúde)?!!?

    Isso você consegue entender?
  • Joao  13/10/2011 13:59
    > E o que leva alguém a atacar a parte moral desta posição (a auto-propriedade e o direito de fazer o que quiser com sua vida e propriedade sem agredir terceiros) para beneficiar a parte imoral da proposta (escravizar outros para que financiem serviços de saúde)?!!?

    Até um certo ponto, consigo entender. Com a liberação das drogas, o sujeito seria livre para fazer o que quisesse com o corpo. Porém, se um indivíduo pode se drogar até não mais poder, por que eu tenho a obrigação de pagar pelo seu tratamento? Ele que recorra a instituições que se dispõem a ajudá-lo e que sejam mantidas por entidades privadas - aliás, essas instituições parecem ser muito mais eficientes do que as mantidas pelo estado.
    (Obs: o mesmo princípio vale também para álcool e tabaco)
  • Tiago RC  13/10/2011 11:53
    Não se corrige uma atrocidade com outra. Não se pune um criminoso agredindo um inocente.
  • anônimo  12/12/2013 12:54
    O primeiro anônimo está perfeitamente correto.Apenas vocês não conseguem ver que privatizar a saúde primeiro e liberar as drogas depois, ou fazer os dois ao mesmo tempo, é muito melhor que liberar as drogas primeiro e privatizar a saúde depois, ou nem privatizar, que é o mais provável.
    Esse segundo jeito é capaz de dar MAIS poder ao governo, já que os custos com a saúde iriam aumentar.
  • Nilo BP  21/01/2015 02:32
    Então precisa ter uma ordem bem definida para abolir os programas idiotas e destrutivos do Estado? Acho que os libertários não estão em posição de recusarem uma oportunidade para espremer o Estado, mesmo que não seja ideal.

    Além do mais, TODOS os programas estatais são interdependentes. A grande maioria está aí (ostensivamente) para "resolver" problemas criados pelo próprio Estado. Tentar desatar esse nó é uma ocupação fútil.

    Por último, não adianta ficar pisando em ovos, com medo de dar motivo para os estatistas ampliarem o poder do governo. Dizer que "o governo devia proibir isso" e "o governo devia mandar fazer aquilo" não é uma resposta racional a um ou outro problema específico, é um estado de espírito. Desculpa para demandar mais intervenção nunca vai faltar. O desafio é reduzir o número e a influência dos idiotas que querem solução estatal mágica para tudo.
  • Vinicius  19/04/2012 01:51
    Liberem a MACONHA e a esquerda perdera 90% da militancia de idiotas uteis. Fato.
  • Johnny Jonathan  07/07/2012 18:10
    Sempre pensei nisso... haha Sério, se um dia um liberal como Ron Paul liberar as drogas, e também, ao menos, deixar pra os estados americanos, a decisão do aborto, a esquerda perde o monopólio que tem sobre as liberdades civis. Creio eu que é o primeiro passo pra que a liberdade econômica não seja encarada como bicho papão.
  • Camarada Friedman  14/08/2012 22:27
    Falando em drogas, achei esse vídeo do Ron Paul, incrível a paixão do cara já naquela época... todo mundo zoando ele, xingando... só faltam cuspir no homem:

  • Matheus  08/06/2013 17:49
    Que artigo vazio e ideológico. Não passe de um "eu acho que é melhor".
  • anônimo  12/12/2013 16:43
    Que estranho você dizer isso, pois o seu comentário é o único que parece tentar argumentar(se é que se pode chamar de argumento) com achismo.
  • Alan Ribeiro  11/12/2013 19:18
    Sou um ferrenho defensor das doutrinas liberais econômicas. Contudo, elas não podem justificar liberações sem aceitação social nenhuma.

    A decisão de liberação ou não passa por uma maturação social e uma decisão da população. Não se trata de uma canetada estatal ou deliberação de 513 ignorantes. Por qual razão digo isso?

    Bem, Holanda. O maravilhoso antro para consumo dos narcóticos e suposto exemplo mundial. Tudo muito belo, muito bonito, mas caminha para uma reviravolta mais cedo ou mais tarde.

    A liberação das drogas está deixando a sociedade jovem holandesa improdutiva, quando não inativa. Basta apenas um raciocínio. Se isso aconteceu em um país europeu dito desenvolvido, imagina um país que considera funk pagode e axé sinônimos de cultura?

    Como falei, sempre tenho afinidade com os liberais. No entanto, eles não são as respostas para problemas culturais e sociais deste porte. Apenas defendo decisão por plebiscito porque assim ninguém poderá reclamar que se tratou de decisão ideológica.

    No entanto, se isso acontecer no Brasil, em razão da sua sociedade pobre espiritualmente e sem qualquer amadurecimento intelectual do que seja liberdade individual, arrumo minhas malas porque isso vai virar uma zona.
  • anônimo  12/12/2013 10:24
    "A liberação das drogas está deixando a sociedade jovem holandesa improdutiva"

    Por favor. Se isso estiver realmente acontecendo (refiro-me a juventude holandesa ser improdutiva: parece mais o tipo de argumento tirado da cartola, mas enfim, vamos assumir que seja verdade), é muito, muito mais provável que a causa seja a social-democracia européia que prega que todos têm direito à boa vida simplesmente por existirem.

    E quanto ao resto do teu post, a "sociedade" não tem absolutamente nada que ver com o que eu faço do meu corpo e dos frutos do meu trabalho. É simplesmente tirânico querer controlar indivíduos a esse ponto. A questão aqui é ética.
  • Pobre Paulista  12/12/2013 10:50
    Vamos por partes:

    Tudo muito belo, muito bonito, mas caminha para uma reviravolta mais cedo ou mais tarde.

    Você poderia desenvolver melhor esse raciocínio? Tipo, Liberação das drogas implica em X, que implica em Y, que implica em Z, que implica em reviravolta. Seria interessante analisar esse processo todo para saber se essa afirmação tem fundamento lógico ou é só uma frase derrotista pronta.

    A liberação das drogas está deixando a sociedade jovem holandesa improdutiva, quando não inativa

    Entre em algum artigo aleatório desse site e você terá 80% de chance de ler nele que o que torna uma população improdutiva é a ausência de capital, não as escolhas individuais de lazer. Se de fato a população está ficando improdutiva, afirmação a qual não posso confirmar, é muito mais provável que seja por conta da Social-democracia imposta de maneira tirana aos europeus, conforme o anônimo aqui de cima sugeriu.

    Se isso aconteceu em um país europeu dito desenvolvido, imagina um país que considera funk pagode e axé sinônimos de cultura

    Novamente, gostaria de saber o mecanismo que sustenta a afirmação "Liberação das drogas em países culturalmente atrasados implica em extrema improdutividade" para poder discutir se essa afirmação tem sentido ou não.

    Como falei, sempre tenho afinidade com os liberais.

    Espero que você não esteja se referindo a "liberais" como Paul Krugman ou Keynes.

    Apenas defendo decisão por plebiscito

    Ou seja, você defende que o estado deve impor sua regra favorita de decisão coletiva para todos os indivíduos. Onde está a defesa da liberdade individual mesmo?

    No entanto, se isso acontecer no Brasil... arrumo minhas malas porque isso vai virar uma zona.

    Seu comentário dá a entender que o Brasil é um ícone de prosperidade e paz que será imediatamente abalado no caso de liberação das drogas. Te garanto que existem milhares de razões para arrumar as suas malas antes dessa.


  • Emerson Luis, um Psicologo  22/05/2014 13:53

    Além do fator econômico, há o argumento moral da autonomia. Porém, se o Brasil liberar as drogas da mesma forma que "privatizou", os resultados podem ser negativos.

    * * *
  • Murilo Zottos  20/01/2015 23:25
    Creio que alguns liberais por aqui ficam demasiados preocupados com os rumos da liberdade pessoal de cada um. Isso sim é um retrocesso liberal! Infelizmente (ou felizmente) não somos portadores de poderes que possam mudar a livre escolha das pessoas em usar ou não usar - exceto pela argumentação. Dito isso, cabe a cada um escolher sem interferir nos princípios fundamentais alheios, e isso diz respeito as drogas também. Abração


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