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Os jogos de azar

"Não roube: o governo detesta competição." (Frase de bumper sticker)


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a legalização de bingo e videopôquer (máquinas caças-níqueis) dentro das casas de bingo. O projeto será votado pelo plenário da Câmara antes de ir para o Senado. Os jogos de bingo e as máquinas caça-níqueis estão proibidos no Brasil desde 2004, por conta de um escândalo envolvendo o governo Lula*. Os defensores da legalização do jogo argumentam em prol da criação de empregos, e os opositores afirmam que o jogo é prejudicial e serve para atividades criminosas, como lavagem de dinheiro. Ambos os lados erram o foco.

O argumento de que há muita corrupção associada aos bingos, incluindo lavagem de dinheiro, e que por isso eles devem ser vetados, é totalmente absurdo. Por essa "lógica", teríamos que acabar com quase todas as atividades, sem falar do próprio governo (essa até não seria má idéia). A fiscalização deve conter os abusos, mas estes não devem tolher o uso. E o uso do jogo como entretenimento é uma escolha individual. Não há crime no ato de participar de algum jogo de azar. E não é porque alguns exploram esse negócio de forma irresponsável que os demais devem perder o direito de manter sua diversão.

Além disso, é preciso ter em mente que os crimes que acompanham a atividade dos jogos de azar são, em boa parte, resultado justamente de sua proibição pelo governo. Quando este decide que certa atividade é ilegal, mesmo que se trate de uma troca voluntária sem vítimas, ele está empurrando para os verdadeiros crimes todos os envolvidos no setor. Basta pensar quais são os setores com maior grau de corrupção e criminalidade. Prostituição, jogos de azar e consumo de drogas, esses são os inimigos públicos número um, não por sua própria natureza, mas sim porque o governo resolveu que são todos ilegais.  

O caso do jogo do bicho é sintomático. O jogo recebeu esse nome quando foi lançado, em julho de 1892, por João Batista Vieira Drummond, o barão de Drummond, dono de uma chácara com um pequeno jardim zoológico localizado em Vila Isabel, Rio de Janeiro. Antes do bicho, havia outros jogos semelhantes no Brasil, como os jogos das flores, das frutas e dos pássaros. Manuel Zevada, um mexicano e influente banqueiro do jogo das flores, propôs ao barão a criação de uma réplica de tal jogo, só que usando bichos. O objetivo era conseguir recursos para manter os animais e toda a estrutura do zoológico. Os visitantes eram estimulados a participar de sorteios. Cada bilhete trazia o desenho de um bicho. Tratava-se claramente de um empreendimento criativo. Mas o governo não gosta de competição, e condenou os "banqueiros do bicho" à ilegalidade, ainda que o próprio governo ofereça loterias e "raspadinhas". O convite ao crime foi feito pelo próprio governo.

Na mesma linha, temos o exemplo do ramo de bebidas. Em Chicago, durante a Lei Seca, tivemos o famoso Al Capone, um criminoso que se meteu em diversos negócios ilegais, uma vez que seu contrabando de bebidas proibidas já tinha aberto o caminho para o resto. O governo havia decidido, através de uma lei, que a demanda existente da população por bebidas com álcool não mais poderia ser atendida pelo livre mercado. Mas papel e caneta nunca foram capazes de alterar as leis da natureza, e a demanda continuou existindo. Alguém iria atendê-la, e este foi Al Capone. O governo foi o verdadeiro responsável pelo surgimento de alguém como ele. Quando a proibição acabou, tivemos o nascimento de grandes e importantes empresas, como a Coors e Imbev, fornecendo pacificamente seus produtos no mercado.

Por fim, resta o argumento de que o próprio indivíduo deve ser protegido dele mesmo pelo governo. Mas quem somos nós para decidir o que cada indivíduo fará da sua própria vida? Que direito tem a maioria, ou o Estado, de intervir numa decisão pessoal que diz respeito somente ao indivíduo? Liberdade pressupõe responsabilidade. Não podemos defender o direito de voto - infelizmente um dever no Brasil - e logo depois considerar os cidadãos como mentecaptos, incapazes de decidir o rumo de suas vidas. Não faz sentido algum. É uma enorme contradição pregar o sufrágio universal da democracia e o paternalismo estatal. E um Estado que proíbe o jogo porque os pobres cidadãos seriam vítimas de uma irresistível tentação é extremamente paternalista. Cidadãos não são súditos. Ao contrário, o governante é empregado do povo, e não tem o direito de jogar na ilegalidade um setor que atende uma demanda que afeta somente o indivíduo em si. 

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* O cerco contra os bingos fechou quando o braço direito de José Dirceu, então todo-poderoso ministro de Lula, foi flagrado numa fita acertando propina com um bicheiro ligado aos bingos. Homem de extrema confiança de Dirceu, inclusive com fortes laços pessoais, Waldomiro Diniz foi pego numa gravação de vídeo cobrando propina do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Waldomiro era subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência da República, e pelas evidências apresentadas extorquia dinheiro dos contraventores para engordar o caixa do partido. O esquema contava com a estrutura dos bingos. O PT se mobilizou para evitar a "CPI dos Bingos" e, em vez de estimular o avanço das investigações, decidiu simplesmente fechar as casas de jogo. A postura do governo Lula foi análoga a do marido traído que, ao flagrar a esposa com outro no sofá da sala, resolve jogar fora o sofá.

 


autor

Rodrigo Constantino
é formado em Economia pela PUC-RJ e tem MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha desde 1997 no mercado financeiro, primeiro como analista de empresas, depois como gestor de recursos. É autor de cinco livros: "Prisioneiros da Liberdade", "Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT", "Egoísmo Racional: O Individualismo de Ayn Rand", "Uma Luz na Escuridão" e "Economia do Indivíduo - o legado da Escola Austríaca".


  • Daniel  08/10/2009 08:39
    O autor poderia ter aprofundado um pouco mais a questão. Explicar, por exemplo, o motivo de no Brasil existir ainda contrabando de cigarro, bebida, mesmo com a legalização desses produtos.

    É difícil falar tão somente em liberdade do indivíduo se isso depois afeta a coletividade. Se o governo não tem condições ou possui dificuldade em fiscalizar essas atividades isso claramente prejudicará a coletividade. Se a saúde é pública, então é a maioria que terá que pagar caso o indivíduo venha a se viciar em jogos de azar. Portanto parece difícil falar na liberdade individual sem tocar em outros pontos.

    As implicações da premissa de que "ninguém sabe melhor do que o próprio indivíduo o que é melhor pra ele" são bastante duras. Uma delas seria, por exemplo, acabar com órgãos como OAB, conselhos federais, etc. Ou então acabar com controle sobre remédios. Acabar com a necessidade de receita nas farmácias. O indivíduo que decida o que é melhor para ele. Se quer consultar um médico, ok, mas se não quiser, ok. Será que estamos dispostos a levar até o fim todas as conseqüências que advirem dessa premissa?

    Cordialmente,

    Daniel
  • Leandro  08/10/2009 11:06
    Daniel, não entendi seu assombro expressado no seu terceiro parágrafo. Por que não acabar com essas coisas?
  • Daniel  09/10/2009 01:02
    Parece-me que ao fazer isso estamos assumindo uma responsabilidade excessiva. E ainda estamos pensando a sociedade como amontoado ou soma de indivíduos. Será que a palavra sociedade é apenas uma ficção lingüística? E será que sociedade é o mesmo que soma de ações, escolhas individuais? É possível falar em bem comum? Bem para sociedade? Será que bem para sociedade e bem para o indivíduo são sinônimos ou a sociedade não importa? Deveria ou não deveria importar?

    Não parece meio simplista demais essa tese da escolha individual?
  • Bruno  09/10/2009 12:50
    É impossível essa de indivíduo sobrepujar totalmente a sociedade. Mesmo quando eu recebo alguém em casa, eu abro mão de certas liberdades. O ser humano é um ser social. É um exagero o IMB no quesito sociológico. Passa a impressão de que todos tem condições de viverem sozinhos, o que de modo algum é verdade.\nTodos precisamos de todos. \nQuando se tem que constuir pontes e estradas por exemplo no anarco-capitalismo (uma contradição em termos se me permitem a opinião), sempre vai haver um denominador comum ou então a obra não sai.
  • Eduardo  22/10/2011 15:49
    Esse denominador comum chama-se mercado. através do mercado, participamos de um arranjo em que todos ajudam todos. Logo não é contraditório, Bruno
  • Bruno  09/10/2009 12:57
    Concordo com o Daniel no final do segundo parágrafo. A opinião foi expressa tendo por base uma visão estreita. Não foi visto o sistema como um todo.\nMas é de se esperar de uma análise ideológica. O ponto bom do texto é o autor dele. Quando leio seus textos já sei o que vou ler.
  • augusto nasser  09/10/2009 13:05
    ser individualista não significa dizer que temos condições de viver sozinhos. Significa dizer que cada indivíduo tem a liberdade de escolher o que é bom pra si mesmo, e deve ser responsável por suas escolhas.
  • Daniel  19/10/2011 14:48
    O que não consigo entender, é o quanto melhor seria a liberalização dos jogos.\r
    \r
    Vamos supor que está legalizado os jogos de azar. Consequentemente, sua oferta e demanda aumentaram. Primeiramente, porque muitas pessoas estariam dipostas a ofertar mais, visto que é uma atividade lucrosa, e em seguida ocorrendo uma maior oferta e legalizando os jogos, mais pessoas estariam interessadas em jogar, visto que antes era proibido, então elas não jogavam, procuracam outras atividades, como futebol, carta com amigos, etc. Como este é um jogo que vícia, e como mais pessoas estariam dispostas a jogar e assim praticar, portanto, um numero maior do que há hoje se viciaria! Logo, isso é prejudicial à sociedade. Além de que muitas destas pessoas se endividariam e prejudicariam a terceiros.\r
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    Ainda mais, sendo estes jogos tendenciosos, e sabendo do enorme risco de estes jogos serem manipulados por grandes cassinos, se estes fossem liberados, haveria uma proliferação enorme de jogos de azar. Tendo em vista que quando era legalizado era um dos setores que mais crescia na economia. Certamente com a legalização, pressôes muito forte de lobbistas interfeririam no setor! Propagandas e diversos incentivos seriam feitos a população cada vez jogar mais, e assim se endividar e arruinar com suas vidas.\r
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    É ingênuo achar que o livre mercado, acabaria com estes cassinos que supostamente "falsificariam" resultados(se descobrissem né), pois como mais que provado hoje em dia, a mão invisivel não funciona para quem tem muito dinheiro e poder.\r
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    Gostaria que comentassem sobre isto.\r
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  • Joao  19/10/2011 15:31
    A mão invisível não funciona para quem tem muito dinheiro e poder? Nesse caso, a culpa não é da mão invisível, e sim da mão bastante visível do estado.

    Acho que você exagera um pouco no cenário. Já há dezenas de caça-níqueis por aí. A polícia tira as máquinas de alguns bares mas logo depois aparecem outras no lugar. Como você pode imaginar, as máquinas estão reguladas para não dar praticamente nenhuma chance para os apostadores. Mesmo assim, eu não chego a ver filas se formando porque zumbis viciados em apostas gastam todas as suas economias e não vejo hordas de pessoas que perderam tudo em máquinas caça-níqueis...
  • Gustavo Sauer  19/10/2011 16:30
    Todos os setores da economia possuem um conflito entre consumidores e produtores. O que mantém em cheque a qualidade dos produtores é a concorrência e a disputa pelo consumidor. Se o governo não criar monopólios, os cassinos terão que concorrer entre si pelos consumidores. Aqueles cassinos que conseguirem uma reputação de qualidade, terão mais clientes; os cassinos que forem pegos em fraudes, terão uma perda de clientes.
  • Daniel  20/10/2011 15:11
    "Aqueles cassinos que conseguirem uma reputação de qualidade, terão mais clientes; os cassinos que forem pegos em fraudes, terão uma perda de clientes."\r
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    Muito bom o argumento, eu também acho isso, no entanto, essa é uma visão simplista, porque sabemos que isso não aconteceria na prática, visto que, seria dificil descobrir que eles estão fraudando (fiscalização no Brasil é algo complicado). \r
    O que quero falar com isso, é que temos que pensar em medidas concretas, não haverá uma revolução liberalista, mas sim, aos poucos medidas liberais que ajudem a sociedade. E essa certamente, se acontecesse hoje em dia não seria boa, justamente pelo fato do ESTADO atual que temos. Entendo que Ele nesse caso seria o grande culpado, mas não tem outra saída.\r
    \r
    E além disso, O que venho questionar é que estes jogos são VICIANTES, diferentemente de carros. Uma pessoa não vai comprar carros sem parar. E além do mais, os jogos são propícios a fraudes e a manipulações, diferente de carros ou outros bens.\r
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    Eu entendo que o governo não deva interferir nas escolhas individuais das pessoas, que elas devem ser livres, que ninguém força a pessoa a jogar. No entanto, há pessoas que não sabem diferenciar o que é bom, e outras que acabariam viciadas se o jogo fosse liberado ( o que muitos liberais radicais pensam, é que o problema é dessa pessoa, quem mandou ela não saber fazer a escolha certa, a pessoa é responsável pelo seus atos), no entanto, sabemos que o mundo não é assim, temos diferenças, e temos oportunidades diferentes, o mundo deve ser mais humano, o que é diferente de igual.\r
    \r
    Pensem agora, e se Liberassem o Crack, o que aconteceria?\r
    Essa é a questão, tem coisas que o governo deve interferir, temos que ter um Estado Mínimo!\r
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    O que vocês acham?
  • Fernando Chiocca  20/10/2011 15:36
    eu acho que você deve cuidar da sua vida e deixar minha vó jogar o bingo dela, o que vc acha?
  • Daniel  20/10/2011 16:19
    Acho que você é um mentecapto!\r
    E não contribui em nada para a sociedade, é por essas e outras que nosso país é assim!\r
    \r
    Precisamos de seres pensantes e que saibam respeitar a opinião dos outros e estão abertas à um livre debate de idéias.
  • Fernando Chiocca  20/10/2011 16:27
    Hahahah, e me chamando de mentecapto e de ser que não pensa você está respeitando a minha opinião e aberto ao debate??

    Mas não estou falando nem de mim, estou falando de minha avó de 88 anos. Ela que jogar o bingo dela. Você pode respeitar a opinião dela ou você vai ficar aí continuando a defender que homens armados impeçam ela de jogar o bingo dela através do uso ou ameaça de uso de violência física?
  • Daniel  20/10/2011 17:00
    Primeiramente, falei que achava, pelo fato do seu comentário ser irônico e não contribuir nada com o debate. E em segundo, em nenhum momento falei que você não pensava, mas já que serviu o chapéu, tudo bem!\r
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    Mas voltando ao assunto, esse seu argumento é excelente, mas vamos então imaginar outra coisa:\r
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    "Meu vô de 88 anos quer só fumar seu Crackzinho. Nós então vamos respeitar a opinião dele ou vamos defender que homens armados impeçam ele de fumar o crack dele através do uso ou ameaça de uso de violência física?"\r
    \r
    Estas questões são muito relativas Fernando, e nós deveriamos parar de falar em utopias e tentar soluções práticas.\r
    \r
    Por que que as pessoas sempre tem que ser de direita ou de esquerda? Capitalista ou Socialista? Tá na hora de formar a sua própria opinião.\r
    \r
    \r
    Partindo de um ponto de vista concreto, para uma solução prática, acho que até poderia ser legalizado os jogos, no entanto, novamente teriamos que ter um controle do Estado.\r
    Esse controle serviria para que fosse divulgado os malefícios dos jogos(por exemplo, dizer que os jogos viciam, etc), proibir propagandas e incentivos de casinos, esse tipo de coisa, que já acontece com alguns produtos como o cigarro!\r
    Ou seja, assim liberariamos os jogos de azar, acabariamos com a oferta do "mercado negro" dessa atividade, no entanto, cuidariamos para as pessoas não se viciassem e soubessem que jogar faz mal!(Ao mesmo tempo, uma atitude Liberal e outra não, porém humana)\r
    \r
    Só acho rídiculo algumas pessoas falarem na extinção do Estado, ou falarem que tudo deveria ser livre!
  • Fernando Chiocca  20/10/2011 17:23
    Como é que é? Eu te pergunto se minha vó pode ir jogar o bingo dela ou se você vai defender que ela seja impedida na porrada de ir jogar o bingo dela e você me responde falando de crack??? É sério isso?

    Se o seu avó quiser fumar crack eu não vou imepdir ele na porrada não. Se vocÊ quiser impedir ele do jeito que achar melhor, que o faça. E depois se entenda com ele.

    Estas questões são muito relativas Fernando, e nós deveriamos parar de falar em utopias e tentar soluções práticas.

    Eu não estou falando de utopias, estou falando de soluções práticas.
    E estou questionando a sua solução prática.
    Sua solução prática é que minha vó seja imepdida por homens armados de jogar seu bingo.
    Sua solução prática é uma agressão nefasta contra uma atividade pacífica, e, no caso, contra a minha santa avózinha.
    E isso não é uma hipótese.
    Minha vó é uma pessoa real, que ia ao bingo 3 vezes por semana, e por causa de "gente" como você está impedida de ir há alguns anos agora.

    Por que que as pessoas sempre tem que ser de direita ou de esquerda? Capitalista ou Socialista? Tá na hora de formar a sua própria opinião.

    A minha p´ropria opinião é que não se deve agredir inocentes. E a sua?


    Partindo de um ponto de vista concreto, para uma solução prática, acho que até poderia ser legalizado os jogos, no entanto, novamente teriamos que ter um controle do Estado.
    Esse controle serviria para que fosse divulgado os malefícios dos jogos(por exemplo, dizer que os jogos viciam, etc), proibir propagandas e incentivos de casinos, esse tipo de coisa, que já acontece com alguns produtos como o cigarro!
    Ou seja, assim liberariamos os jogos de azar, acabariamos com a oferta do "mercado negro" dessa atividade, no entanto, cuidariamos para as pessoas não se viciassem e soubessem que jogar faz mal!(Ao mesmo tempo, uma atitude Liberal e outra não, porém humana)


    Até comida vicia.
    Milhões de pessoas sofrem dos males da obesidade e não conseguem controlar seu consumo de comida.
    Qual sua ideia genial para o estado controlar a comida?
    A oque você vai condicionar a legalização da comida???

    Só acho rídiculo algumas pessoas falarem na extinção do Estado, ou falarem que tudo deveria ser livre!

    Ridículo é um palhaço defender o uso de violência contra minha vó baseado em pseudo-arjumentos que são rebatidos facilmente por qualquer ser com um mínimo de capacidade racional.
    Sim, o estado(agressão) deve ser extinto. E não, isso não significa que tudo, ou seja, coisas como roubo, estupro, assassinato e outros crimes COM VÍTIMAS, deve ser livre. ninguém nunca disse isso.
    Como eu falei no primeiro comentário, que tal se você cuidasse da sua propria vida hein?
  • Luis Almeida  20/10/2011 17:34
    Ou seja, assim liberariamos os jogos de azar,...

    O sujeito é de uma prepotência arrogante e autoritário ao extremo!

    Quem é você pra liberar ou deixar de liberar uma troca voluntária entre dois adultos?
  • Gustavo S.  20/10/2011 23:53
    Daniel,
    Como eu disse antes, há sempre um conflito entre produtores e consumidores. Não é a fiscalização estatal que garente qualidade de bens ou serviços. Se fiscalização estatal garantisse algo, os países socialistas teriam dado um show nos países capitalistas. Lembre-se que a propaganda socialista dizia que iriam produzir tudo "mais e melhor". Mas o que aconteceu foi justamente o contrário: menos e pior. Isso não quer dizer que empresas voltadas a "fiscalização" (revistas/sites especializadas em 'reviews') não tenham uma utilidade no mercado. São sim muito bem vindos e ajudam muito o consumidor a fazer suas escolhas. Mas tudo isso seria em vão sem a concorrência do livre-mercado. O consumidor seria refém do monopólio.
    []'s
  • Daniel  21/10/2011 14:38
    \r
    "Como é que é? Eu te pergunto se minha vó pode ir jogar o bingo dela ou se você vai defender que ela seja impedida na porrada de ir jogar o bingo dela e você me responde falando de crack??? É sério isso? \r
    \r
    Se o seu avó quiser fumar crack eu não vou imepdir ele na porrada não. Se vocÊ quiser impedir ele do jeito que achar melhor, que o faça. E depois se entenda com ele."\r
    \r
    Não sei se você entendeu, mas obviamente coloquei um oposto exagerado pra ver o quanto as coisas podem ser relativas. Porque ao mesmo tempo que você fala da sua vó, não é só pra ela que estamos liberando os jogos, são para toda sociedade, e ai que mora o perigo, cada um enxerga e dá a versão de seus fatos, mas não sei se você percebe, há muitas pessoas envolvidas se legalizassemos os jogos. A sua vó, talvez seria a excesão, não se prejudicaria, mas não é a sociedade como um todo que vai pagar por ela! CONSEGUE ENTENDER? Se pensarmos como um todo, a sociedade em geral, vemos que algumas medidas liberais são ótimas, no entanto outras que são discutiveis.\r
    \r
    "E estou questionando a sua solução prática.\r
    Sua solução prática é que minha vó seja imepdida por homens armados de jogar seu bingo."\r
    \r
    Estou aqui querendo debater e então talvez achar uma melhor solução, e justamente isso acho que você não entendeu, eu coloquei em segundo plano, que sim, os jogos deveriam ser legalizados, porém com algumas restrições (gostaria que lesse novamente).\r
    Então você me coloca o exemplo da comida, ótimo exemplo, pois como havia citado para os casinos, estamos cansados de ouvir e ver propagandas e reportagens de pessoas obesas e do malefício de comer, ou seja, desistimulando-as a comer cada vez mais. Assim como deveria haver com os jogos.\r
    \r
    \r
    E como voce mesmo escreveu no último paragrafo, tudo não deve ser livre!\r
    e outra coisa, não sei se voce tinha lido ou ignorado, em nenhum momento eu propus em soluções praticas o uso de violencia, pelo contrario, um lado talves mais humano para um politica pública efetiva.
  • Daniel  21/10/2011 14:50
    Quem é você pra liberar ou deixar de liberar uma troca voluntária entre dois adultos?\r
    \r
    Eu, com certeza, não tenho o direito nem quero fazer isto. Contudo, acho muito válido esse argumento de deixarem as pessoas fazerem suas livres escolhas, pois como elas estão dispostas a negociar, logo, as duas saem ganhando.\r
    Porém, temos que parar de olhar para essa visão fechada, as coisas não são tão simples assim, me diz, que chance tem uma pessoa na Etiópia? Um país onde mais de um milhão de pessoas morre por ano pela fome, agora você acha que deveria deixar eles fazerem qq eles quisérem lá? Sem nenhuma lei? Sem nenhuma política pública?\r
    \r
    Sei, que a situação que este país enfrenta hoje, grande parte é justamente pelo fato de seu governo ser ineficiente,e como não podemos voltar no tempo, as coisas complicam, mas então, eu me pergunto, o que podemos fazer com uma situação como está? uma revolução Liberalista é claro que não é a melhor opção, não é, Fernando?
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 15:19
    Ahh, entendi... você acha que a liberdade de uma pessoa deve estar condicionada a o que outra pessoa vá fazer com essa liberdade..

    Se alguém usa a liberdade de morar em um predio para pular da janela, então todas as pessoas devem ser proibidas de subirem num prédio. A não ser talvez que o governo faça campanhas para concientizar as pessoas dos malefícios de se pular pela janela, que faça propagandas contra o suicídio ensinando sobre o valor da vida, etc...

    E não há dúvida que você acha isso mesmo, ao confirmar que condiciona a legalização da comida a estes tipos de campanha!!!

    Daniel, você é um doente, um monstro nojentamente autoritário.. nada mais do que isso.

    Minha vida, a vida da minha vó, e de todas as outras pessoas não estão submetidas aos seus planos doentios de uma sociedade ideal. Guarde suas ideias baseadas na violência para si mesmo.


    E você é sequer capaz de enxergar que qualquer proibição, regulamentação, lei ou qualquer coisa que o governo faça, está baseada na violência, no uso ou ameaça de uso de agressão física.

    Tudo que eu desejo um dia de gente como você é ser deixado em paz.. nada mais.
  • Daniel  21/10/2011 16:40
    Primeiramente, não entendo pq o insulto, só estamos debatendo um tema polemico, com divergências de opiniões, vc como consultor IMB, deve saber mais que ngm que este é um canal para divulgar, difundir e debater os temas liberais.\r
    Como eu estou supostamente equivocado, vc como CONSULTOR, deveria tentar me convencer e dar idéias na qual eu estou errado, pois justamente o que quero é APRENDER, só estava tentando dar pontos de vistas diferentes para o assunto! Mostrar que as coisas não são tão óbvias, existem muitas coisas relativas, e uma pequena ação, gera muitas outras consequencias!\r
    \r
    No entanto, não irei mais tentar fazer isto, pq diferentemente de mim, as outras pessoas perdem a paciência e passam para ameaças verbais.\r
    Desculpe, mais não irei mais encomodá-lo!\r
    \r
    E antes de mais nada, "sociedade ideal", não é a minha não, estava tentando discutir alguams politicas públicas que de fato podem acontecer hoje em dia!\r
    E entendo sim meu caro, que muitas regulamentações estatais são mto erradas, como já havia dito, acredito em mtas coisas de Mises, por isso, frequentemente acesso o site e o leio, no entanto, outros não consigo entender, e faço algumas criticas, para que então de fato eu entenda, só por isso começei a debater esse assunto, pois não o via como sendo algo bom, queria que alguem falasse mais, PARA APRENDER, não para fazer inimigos.\r
    \r
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 16:58
    Você deveria pensar antes de defender a agressão contra a avó dos outros.. e tantas outras violências (reais e físicas, e não "verbais" que nada mais são que palavras) que você defende, como inclusive de condicionar a legalização da comida a seus devaneios de sociedade perfeita!

    E meu desejo não é para que pare de incomodar aqui.. e sim que pare de defender agressões (novamente, agressão real, contra pessoas reais, que estão ocorrendo agora) contra inocentes, como a proibição de jogos!

  • anônimo  21/10/2011 21:29
    Olá Daniel, eu não sou consultor do site, mas o frequento diariamente e leio a cada nova postagem. Sinceramente, acho que falta um pouco mais de bons modos por parte do Fernando. Apesar de ter ideias em comum, não acho que ele deveria agir assim. Sinceramente, acho que você não mereceu e creio que seria muito bem vindo um pedido de desculpas por parte dele em nome do Instituto.

    Porém, vamos pular essa parte e ir direto aos argumentos:

    Temos uma coisa muito em comum. Não negamos o problema que os jogos de azar poderia causar naquelas pessoas que estão mais propensas a se viciarem, porém discordo de sua posição ao assumir que o Estado deveria ser incumbido de alertar as pessoas ou proibir essa atividade.

    Por que para o Estado existir, ele necessariamente deve tributar, o que o leva a usar sua força para punir aqueles que não querem contribuir.

    Pessoas comuns poderiam fazer esse trabalho. Eu e você, por exemplo, poderíamos juntar um grupo e criar um canal como esse a fim de alertar os males dos vícios. Porém jamais podemos usar a coerção para esses fins.

    "O que podemos fazer com uma situação como está?"

    Gosto muito dessa pergunta por que há um enorme trabalho pela frente.

    Podemos estudar, ler e se informar. Debater com todos a nossa volta. Começando em casa. Aqui moramos apenas eu e minha esposa e conversamos muito sobre isso. Felizmente a convenci depois de muito esforço e hoje ela é uma soberana! Alías, você Daniel, já conquistou sua soberania? Recomendo muito esse artigo para começar uma "revolução libertária"

    mises.org.br/Article.aspx?id=654
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 23:40
    Eu me desculpo se ele pedir desculpas pra minha vó e não mais defender que ela não possa jogar o Bingo dela, ok?

    O fato é que não é o governo que proíbe o bingo. O governo não tem força para proibir nada. Não tem força para fazer nada e nem para existir. Toda a força do governo vem da opinião pública, vem do consentimento dos suditos. Ou seja, minha vó só não pode jogar o bingo dela por cause do Daniel e de tantos outros que pensam como ele. E o apoio a proibição não precisa nem ser um apoio ativo como o dele.. pode ser um consentimento passivo também.

    Não adianta nada eu culpar o Lula por ele ter proibido o bingo. Ele é só um homem. Ele não é nada sem o consentimento dos governados que apoiam as agressões contra as liberdades que ele apenas referenda. Os inimigos da liberdade estão na própria sociedade. São o Daniel e tantos outros.

    Daniel, antes de defender qualquer outra coisa, sugiro que assista este v;ideo:www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=98
  • Alan Denadary  22/10/2011 08:51
    Olá Chiocca, creio que esteja sendo muito rápido ao atacar, deixando muitas considerações feitas pelo Daniel a esmo.
    Me parece que ele já considerou a imoralidade por traz da proibição, porém ainda não enxerga o fato de que o Estado se sustenta por meios coercivos. É por isso que ele descartou a ideia de proibir nessa afirmação:

    "Partindo de um ponto de vista concreto, para uma solução prática, acho que até poderia ser legalizado os jogos, no entanto, novamente teriamos que ter um controle do Estado"

    Porém infelizmente apoia o Estado para fins de conscientização:

    "Esse controle serviria para que fosse divulgado os malefícios dos jogos(por exemplo, dizer que os jogos viciam, etc), proibir propagandas e incentivos de casinos, esse tipo de coisa, que já acontece com alguns produtos como o cigarro"

    Ele não percebe que quaisquer políticas Estatais se sustentam pela agressão (tributação coerciva e imposição das forças armadas de agentes do governo) nesse trecho:

    "Em nenhum momento eu propus em soluções praticas o uso de violencia, pelo contrario, um lado talves mais humano para um politica pública efetiva"

    Tudo isso deixa claro que ele desconhece muitas ideias libertárias, assim como eu desconhecia há alguns meses atrás e você há alguns anos. Você e eu Chiocca travamos esse debate diariamente e sabemos que as pessoas precisam de tempo para ponderar e se nesse meio tempo elas quiserem iniciar um debate conosco, devemos aceitar o convite de forma muito otimista, ainda que nos deparemos com ataques opostos a ética. O que é claro para nós talvez não seja tão claro para outros.

    Guarde os seus insultos aqueles comunistas preguiçosos e parasitas que apoiam explicitamente a agressão. Felizmente não é o caso do Daniel:

    "Justamente o que quero é APRENDER"

    Sinceramente, um monstro nojentamente autoritário não teria a humildade de dizer isso depois de ser insultado. São essas pessoas que ganham minha admiração. O que falta ao Daniel é um pouquinho mais de conteúdo libertário e eu o incentivo a cada vez mais porcurar por artigos e sanar suas dúvidas. Se ele quiser, de fato, aprender, sinceramente, nao conheço melhor lugar que esse canal.

  • Ze  19/10/2011 15:25
    Daniel.

    Já que você fez um exercicio de imaginação de como seria o mundo com jogos liberados, faça esse:

    Imagine que no país só exista transporte publico do governo e carros fossem proibidos. Obviamente acidentes ocorreriam, como choque de trens e atropelamentos com ônibus, ainda que não fossem extremamente comuns. Em uma discussão na internet você vê um grupo de pessoas discutindo sobre a liberação dos carros. Qual seria seu argumento? Vou fazê-lo pra você:

    "Vamos supor que está legalizado os carros privados. Consequentemente, sua oferta e demanda aumentaram. Primeiramente, porque muitas pessoas estariam dipostas a ofertar mais, visto que é uma atividade lucrosa, e em seguida ocorrendo uma maior oferta e legalizando os carros, mais pessoas estariam interessadas em dirigir, visto que antes era proibido, então elas dirigiam, procuracam outros meios, como ônibus, metrôs, etc. Como este é um transporte perigoso, e como mais pessoas estariam dispostas a dirigir, portanto, um numero maior do que há hoje dirigiria! Logo, isso é prejudicial à sociedade. Além de que muitas destas pessoas se acidentariam e prejudicariam a terceiros(acidentes e atropelamentos).

    Ainda mais, sendo as montadoras gananciosas, e sabendo do enorme risco de estes carros terem baixíssima segurança, se estes fossem liberados, haveria uma proliferação enorme de carros. Tendo em vista que quando era legalizado era um dos setores que mais crescia na economia. Certamente com a legalização, pressôes muito forte de lobbistas interfeririam no setor! Propagandas e diversos incentivos seriam feitos a população cada vez comprarem mais carros, e assim se endividar e arruinar com suas vidas.

    É ingênuo achar que o livre mercado, acabaria com estas montadoras que supostamente "falsificariam" carros(se descobrissem né), pois como mais que provado hoje em dia, a mão invisivel não funciona para quem tem muito dinheiro e poder.

    Gostaria que comentassem sobre isto."

    O problema seriam os cassinos ou as regulamentações do governo que cartelizariam o setor? Eu te pergunto.
  • Eduardo  22/10/2011 16:11
    Zé, muto bom o seu argumento.
  • Antonio  20/10/2011 17:18
    Muito bem Fernando,temos que defender acirradamente a liberdade de escolha.Quem são estes que querem dizer(mandar) o que uma Senhora de 88 anos deve escolher como diversão.
  • Eduardo  22/10/2011 16:15
    morei no Japão por alguns anos, e para quem conhece lá sabe que é infestado de jogos de azar desse tipo. Nem é por isso que a população vive mal, ou que tem filas de zumbis à espera da abertura desses cassinos... É importante o governo deixar a população viver em paz, e não desperdiçar o dinheiro público. (não que seja dinheiro legítimo)
  • Emerson Luis, um Psicologo  26/03/2014 13:30

    Se for para proibir tudo o que possui algum risco ou é considerado tolice, onde vamos parar? Cabe ao indivíduo decidir e arcar com as consequências, sempre respeitando os direitos dos demais.

    Por outro lado, temos questões mais urgentes no Brasil.

    * * *


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