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A melhor ferramenta para se prever uma recessão nos EUA: a inversão da curva de juros
Ainda não chegamos lá, mas está quase

Observe o gráfico abaixo. (Eis o link permanente)

A linha azul representa a taxa de juros dos títulos do Tesouro americano de 3 meses. A linha vermelha, a taxa de juros dos títulos do Tesouro americano de 30 anos.

As barras cinzas verticais representam os períodos de recessão econômica.

grafico.png

Figura 1: Linha azul: a taxa de juros de 3 meses. Linha vermelha: taxa de juros de 30 anos. Barras Cinzas: recessão (ignore aquela descontinuidade da linha vermelha entre 2002 e 2006; é falha do algoritmo)

Mesmo um observador leigo consegue imediatamente perceber uma relação direta: sempre que a linha vermelha encosta na azul — e, principalmente, quando ela fica abaixo da azul —, ocorre uma recessão alguns meses depois.

O fenômeno

O fenômeno acima é chamado de inversão da curva de juros. Em inglês, há um termo pomposo: inverted yield curve.

A inversão ocorre quando as taxas de juros de longo prazo (no caso, de 30 anos) ficam menores que as taxas de juros de curto prazo (no caso, 3 meses). Obviamente, trata-se de uma anomalia o fato de os juros de longo prazo se tornarem menores que os juros de curto prazo.

Em épocas normais, os agentes econômicos (assim como qualquer indivíduo) tendem a exigir juros maiores para períodos mais longos. Quanto mais longo o período de um empréstimo, maiores os juros exigidos. Basicamente, três elementos definem a taxa de juros para um empréstimo: o risco, a expectativa de inflação de preços, e a preferência temporal.

Quanto maior o período do empréstimo, maior o risco. Logo, maiores serão os juros exigidos para compensar este risco.

Quanto maior o período do empréstimo, maiores as chances de ocorrer uma grande perda no poder de compra da moeda. Logo, maiores serão os juros exigidos para compensar essa perda no poder de compra.

Quanto maior o período do empréstimo, mais tempo você terá de abrir mão do seu consumo. Logo, maiores serão os juros exigidos para que você abra mão deste consumo presente em troca de mais dinheiro no futuro. Isso é o básico da preferência temporal.

Por isso, trata-se de uma anomalia quando os juros de longo prazo se tornam menores que os juros de curto prazo. E essa anomalia sempre precede uma recessão.

Mas por que ela ocorre? E por que ela precede uma recessão?

A explicação convencional

O site Investopedia oferece uma explicação convencional:

Historicamente, inversões da curva de juros precederam várias das recessões americanas. Devido a esta correlação, a curva de juros frequentemente é vista como uma maneira acurada de se prever viradas no ciclo econômico.

Uma curva de juros invertida prevê que as taxas futuras de juros na economia serão menores, e isso ocorre porque os títulos de longo prazo estão sendo mais demandados que os de curto prazo, e essa maior demanda joga os juros para baixo. [...]

O que afeta os juros no mercado são as variações na demanda por títulos de diferentes prazos em um determinado momento e em determinadas condições econômicas. Quando a economia está indo em direção a uma recessão, os investidores — sabendo que as taxas de juros futuras serão menores exatamente porque a economia estará em recessão — se tornam mais dispostos a investir em títulos de prazo mais longo. Essa maior demanda aumenta os preços destes títulos e, consequentemente, diminui as taxas de juros deles (quanto maiores os preços de um título, menores os juros que eles pagam).

Ao mesmo tempo, menos investidores querem investir em títulos de curto prazo, os quais ainda estão pagando juros menores que os de longo prazo. Com menos demanda por títulos de curto prazo, os juros destes tendem a subir, gerando uma curve invertida.

Eis outra explicação, que é complementar.

Recessões tendem a durar 18 meses, em média. Se os investidores acreditam que uma recessão é iminente, eles irão colocar seu dinheiro em um investimento que seja seguro durante pelo menos os próximos dois anos. Assim, eles irão evitar qualquer título do Tesouro que tenha prazo menor que dois anos. Com a queda na demanda por estes títulos de prazo menor, os juros deles sobem, e a curva de juros se inverte.

No dia 3 de dezembro de 2018, a parte média da curva de juros se inverteu pela primeira vez desde a recessão de 2008. Os juros para os títulos de 5 anos foram de 2,83%. Trata-se de uma taxa ligeiramente menor que a de 2,84% dos títulos de 3 anos. No dia 5 de dezembro, a inversão se acentuou. A taxa de juros para o título de 5 anos caiu para 2,79% ao passou que a do título de 3 anos foi de 2,81%.

Isso significa que os investidores estão dizendo que a economia americana estará um pouco melhor daqui a cinco anos do que daqui a três anos.

O Fed irá terminar de elevar a taxa básica de juros daqui a dois anos. Ele planeja elevá-la para 3,5% em 2020. Investidores estão preocupados que isso pode desencadear uma recessão econômica caso o Fed exagere e eleve a taxa básica para um valor muito alto. Eles acreditam que a economia estará mais forte daqui a 5 anos.

Vamos sintetizar tudo o que foi dito: a curva de juros se inverte (com as taxas de curto prazo sendo mais altas que as de longo prazo) porque os investidores, ao perceberem que o país está entrando em recessão, sabem que, no futuro, as taxas de juros cairão por causa da recessão (durante recessões, a inflação de preços também tende a ser menor).

Sendo assim, neste cenário de incerteza crescente, eles correm para garantir a aquisição daqueles títulos de longo prazo que ainda estão pagando altas taxas de retorno. Quanto maior o prazo do título, maiores os juros que ele paga. Um título de 30 anos paga mais que um de 10 anos que paga mais que um de 2 anos. Consequentemente, os investidores correm para os títulos de maior prazo para garantirem já a taxa de juros mais alta, garantindo assim o maior retorno para os próximos nos.

Ao correrem para esses títulos em busca de segurança, o preço deles aumenta e a taxa de juros cai. 

Ao mesmo tempo, a demanda por títulos de prazos menores cai. E os juros deles sobem. Inverte-se a curva.

Agora, uma explicação mais austríaca

A explicação acima está toda tecnicamente correta. Mas ela se limita apenas à visão do mercado financeiro.

Vamos agora expandi-la para a economia real. No final, você verá que o raciocínio é o mesmo.

O gráfico a seguir mostra a evolução da base monetária americana. Estamos em dezembro de 2018 e o gráfico começa em agosto de 2013.

basemonetaria.png

Figura 2: evolução da base monetária americana desde agosto de 2013

Hoje, a base monetária americana, que é uma variável que está completamente sob o controle do Fed (o Banco Central americano) está no mesmo valor de cinco anos atrás. O Fed claramente está com uma postura contracionista. Não há dúvidas quanto a isto.

Isso pode ajudar a explicar por que o dólar está forte ao redor do mundo.

A teoria econômica da Escola Austríaca ensina que quando o Banco Central começa a estabilizar a base monetária, o ciclo de expansão econômica é abortado. De início, a estabilização da base monetária começa a afetar as taxas de juros de curto prazo, que começam a subir (há menos dinheiro disponível para o sistema bancário emprestar para consumidores e empreendedores).

Consequentemente, para os empreendedores, torna-se mais difícil dar continuidade às suas atuais políticas de expansão dos empreendimentos. Eles descobrem que ficou mais caro pegar emprestado o dinheiro de que precisam para completar os empreendimentos que haviam iniciado por terem imaginado que a demanda dos consumidores continuaria subindo. 

Os empreendedores começam então a competir entre si por empréstimos de curto prazo, pois eles têm de terminar seus projetos. Quando eles competem entre si por este dinheiro, a taxa de juros de curto prazo sobe.

Ao mesmo tempo, eles deixam de tomar empréstimos de longo prazo, pois estão receosos de que não conseguirão quitar suas dívidas caso a economia entre em recessão. Em decorrência desta menor demanda por empréstimos de longo prazo, as taxas de juros de longo prazo começam a cair.

Enquanto isso, no mercado de títulos (públicos e privados), cresce o temor de que a fase expansionista do ciclo econômico está chegando ao fim. Consequentemente, os investidores creem que será uma boa ideia comprar títulos (públicos e privados) de longo prazo e auferir os juros pagos por estes títulos. Dado que haverá uma recessão, ter uma receita garantida e travada a uma ainda alta taxa de juros é uma ótima opção. 

Logo, ao mesmo tempo em que empreendedores e empresas reduzem suas demandas por empréstimos de longo prazo, os investidores começam a comprar mais títulos de longo prazo. Isso reduz ainda mais a taxa de juros de longo prazo. 

Conclusão: quando o processo de estabilização de base monetária é iniciado, a tendência é que as taxas de juros de curto prazo aumentem e a taxa de juros de longo prazo diminua. E então ocorre a inversão da curva de juros.

A mídia especializada afirma que os juros a serem observados são aqueles para os títulos de 2 anos e de 10 anos. Eu particularmente prefiro os de 3 meses e de 30 anos. Como mostra o gráfico do início do artigo, o índice de acerto desta métrica é de 100%.

Em todo caso, para ambas as métricas, ainda não houve inversão da curva de juros. Eis os mais recentes valores:

tabela.png

Conclusão

A teoria sustenta a prática. Sim, a inversão da curva de juros — que é um fenômeno atípico — é um bom previsor de uma recessão americana. Em média, a recessão começa de 6 a 12 meses após a inversão (não há ciência exata neste quesito).

Ainda não há indicador de recessão nos EUA, mas, caso o Fed continue subindo os juros, é provável que a inversão ocorra ainda em 2019, provavelmente no segundo semestre.

Salve e mantenha consigo o link permanente do gráfico.

 

40 votos

autor

Anthony P. Geller
é formado em economia pela Universidade de Illinois, possui mestrado pela Columbia University em Nova York e é Chartered Financial Analyst credenciado pelo CFA Institute.


  • Eduardo  11/12/2018 16:42
    Espetacular artigo! Faz muito tempo que venho lendo sobre isso mas nunca tinha visto uma explicação tecnicamente completa. Normalmente a pessoa simplesmente joga a teoria no ar e fica por isso mesmo, sem explicar o que causa a inversão e nem o motivo da inversão. Agora sim. Obrigado ao IMB pelo trabalho de educação econômica sem igual.
  • Julio César Rocha  11/12/2018 16:47
    Sou leitor novato (cheguei aqui procurndo artigos sobre a economia brasileira) e devo dizer que fico cada vez mais impressionado com a qualidade técnica dos artigos. Mantenham o nível!
  • Pobre Paulista  13/12/2018 12:45
    O IMB é um oásis de lucidez econômica. Aproveite cada artigo que tem aqui.
  • Pobre Paulista  13/12/2018 12:49
    "... Consequentemente, os investidores creem que será uma boa ideia comprar títulos (públicos e privados) de longo prazo e auferir os juros pagos por estes títulos. Dado que haverá uma recessão, ter uma receita garantida e travada a uma ainda alta taxa de juros é uma ótima opção.

    Logo, ao mesmo tempo em que empreendedores e empresas reduzem suas demandas por empréstimos de longo prazo, os investidores começam a comprar mais títulos de longo prazo...
    "

    Por isso que é bom negócio investir regularmente em títulos de longo prazo aqui no Brasil, isso aqui é uma eterna crise econômica.
  • Diego  11/12/2018 16:50
    Isso vale para o Brasil também, certo?
  • Leandro  11/12/2018 17:07
    Isso vale para o Brasil também, certo?

    Correto. O mesmo aconteceu no Brasil em 2003, no final de 2011 e em 2015. E ocorreu em todas as grandes desinflações da história (que tendem a preceder recessões), como Canadá, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia nas décadas de 1980 e 1990.

    Entretanto, embora a teoria seja a mesma, há algumas diferenças. No Brasil, o máximo que temos de prefixado são títulos de 11 anos. E estes dificilmente ficam menores que a SELIC por causa do nosso histórico inflacionário. Por pior que seja a recessão prevista, a tendência é que ela seja inflacionária (vide 2015 e 2016). Consequentemente, em vez de ocorrer com títulos de prazos maiores, a tendência é que a inversão ocorra nos títulos de até 5 anos.

    Ademais, nos EUA, este indicador prontinho no site do Fed. No Brasil, não.

    Sendo assim, aqui no Brasil um bom indicador é acompanhar a evolução dos agregados monetários. Fiz um artigo inteiro sobre isso:

    Economia brasileira: águia ou galinha? - Aprendendo a prever os ciclos econômicos

    No final, a teoria é a mesma: se a SELIC sobe, o aumento da oferta monetária desacelera. Isso afeta o crescimento econômico e reduz as expectativas inflacionárias quanto ao futuro. Logo, com a economia perto da recessão e com baixas expectativas inflacionárias quanto ao futuro, os investidores correm para os títulos de longo prazo, querendo travar uma taxa ainda alta para os próximos anos. Isso derruba as taxas de juros de longo prazo.
  • Pedro Martins  11/12/2018 16:57
    Uma dúvida leiga e fora de contexto, para a EA, as crises/recessões econômicas são inevitáveis ou são fatos gerados única e exclusivamente por intervenções estatais na economia?
  • Leandro  11/12/2018 17:12
    Segunda opção. Em um cenário de moeda monopolizada pelo estado e inflacionada por este -- e sendo que a moeda é o item presente em todas as transações econômicas --, ciclos econômicos são inevitáveis e inevitavelmente causados pelo estado.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2852

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466

  • Andre  11/12/2018 17:21
    Essa subida nos juros americanos de curto prazo tem potencial para estourar alguma bolha em algum lugar do mundo? Quais países sofrem mais e menos numa eventual recessão americana? Abraço e parabéns pela qualidade do trabalho.
  • Trader  11/12/2018 17:29
    A bolsa americana já desinflou. Perdeu todos os ganhos de 2018 e voltou ao nível de novembro de 2017. O mesmo ocorre com as bolsas européias e asiáticas (e, em menor grau, com as bolsas sul-americanas, mas essas já estavam muito deprimidas).

    Há também saída de capital dos países emergentes, o que está pressionando suas taxas de câmbio. (O dólar está em ascensão no mundo inteiro)

    Se Bolsonaro não ficar esperto e não fizer imediatamente as reformas, a bolsa vai murchar, o dólar passará de R$ 4,50, o otimismo vai sumir e seu governo nem vai ter tempo de começar.
  • Libertariozinho  11/12/2018 17:53
    E do jeito que o Bolsonaro é arregão, é provável que faça apenas míseros ajustes(principalmente na previdência).

    O Bolsonaro não tem essa visão apresentada aqui no site, ele está preocupado em cuidar se você está fumando uma planta ou não. A única "salvação" ali é o Paulo Guedes, que é um chicagoboy...
  • Paulo Henrique  11/12/2018 18:05
    Não me parece que o fundo do poço foi alcançado.
    i.imgur.com/FB5gaZK.png
    Observe as correções anteriores e o quanto subiu nesses anos. Além do mais, só agora noticias mais negativas estão surgindo para empresas e a economia no geral. Principalmente o setor imobiliário. (Que já sofrem com um aperto monetário maior que o restante da economia)
  • Experiente  11/12/2018 17:45
    "Essa subida nos juros americanos de curto prazo tem potencial para estourar alguma bolha em algum lugar do mundo?"

    Sim, em todos, recessões são por definição (austríaca) um período de limpeza nos mercados. Mas qual bolha será, onde estourará primeiro, e coisas do tipo só sendo vidente para saber. Afina, quem sabe está pronto para ficar rico no mercado de futuros.

    "Quais países sofrem mais e menos numa eventual recessão americana?"

    Isso significa saber como o mercado será afetado e, como dito na primeira resposta, quem sabe disso está pronto para ficar rico no mercado de futuros.


  • Rafael  11/12/2018 17:52
    Os juros de 30 anos ficaram parados de novembro de 2016 até o final de agosto desse ano. Já os de 3 meses subiam continuamente. Pelo ritmo imaginei que eles iriam se esbarrar até o final de 2019. Mas aí os de 30 anos voltaram a subir de novo, adiando o encontro. Agora, voltaram a cair. E forte.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-30-year-bond-yield.png?s=unitedsta30yeabonyie&v=201812110832a1

    Vai ter emoção.
  • Trader  11/12/2018 17:59
    Os juros de 30 anos aumentaram porque tinha aumentado a expectativa de inflação nos EUA. A economia já estava em pleno emprego, Trump estava gastando os tubos e o déficit não parava de aumentar.

    Mas aí vieram as eleições de novembro e os republicanos perderam a maioria na câmara dos deputados. Aí o mercado financeiro passou a crer que seria mais difícil Trump continuar com carta branca. E então os juros de 30 anos começaram a cair.

    Se os indicadores macroeconômicos continuarem assim, e se o Fed continuar subindo a taxa básica, e os títulos de 3 meses voltarão a subir mais rapidamente que os de 30 anos.

    E se o Fed continuar subindo juros não tem como postergar recessão.
  • Felipe M  11/12/2018 18:20
    "Os empreendedores começam então a competir entre si por empréstimos de curto prazo, pois eles têm de terminar seus projetos. Quando eles competem entre si por este dinheiro, a taxa de juros de curto prazo sobe."

    "Ao mesmo tempo, eles deixam de tomar empréstimos de longo prazo, pois estão receosos de que não conseguirão quitar suas dívidas caso a economia entre em recessão. Em decorrência desta menor demanda por empréstimos de longo prazo, as taxas de juros de longo prazo começam a cair."

    Não compreendi estas duas passagens, pelo que tinha entendido quanto maior a demanda menor os juros, e quanto menor a demanda maior os juros.
  • Caio  11/12/2018 18:33
    Talvez você tenha se embananado com as palavras. Leia de novo, agora de maneira bem repetida.

    1) Quanto maior a demanda para tomar empréstimos, maiores os juros.

    2) Quanto menor a demanda para tomar os empréstimos, menores os juros

    3) Quanto maior a demanda para fornecer os empréstimos (ou seja, para comprar títulos), menores os juros.

    4) Quanto menor a demanda para fornecer os empréstimos (ou seja, para comprar títulos), maiores os juros.


    Na inversão da curva, ocorre 1) e 4) na ponta do curto prazo.

    E ocorre 2) e 3) na ponta do longo prazo.

    É desse descasamento que ocorre a inversão.
  • Felipe M  12/12/2018 19:06
    Boa, é isso.
  • anônimo  16/12/2018 01:55
    Felipe Miranda, Caio Mesquita, vocês por aqui?
  • 300esparta  11/12/2018 18:59
    Me diz uma coisa:

    Se o Brasil expandir o crédito/base monetária e essa política do FED de contração continuar o dólar pode subir muito mais? Considerando somente esses 2 fatores.
  • Leandro  11/12/2018 19:06
    Pode, sim. Esta, aliás, seria a situação oposta daquela que predominou no período 2003-2011.

    Em última instância, o que determina a durabilidade de um período de expansão do crédito no Brasil é o dólar. Veja:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2190
  • João  12/12/2018 00:16
    Tendência então, faltando dólar, é subir a selic logo em breve ou nada que ver?
  • João  12/12/2018 01:44
    Tendência então, faltando dólar, é subir a selic logo em breve ou nada que ver?
  • Investidor Conservador  11/12/2018 19:58
    Recessão internacional mais Brasil sem aprovar reforma da previdência: só o ouro salva. Bitcoin? Ainda não é uma reserva de valor nesse sentido (não sou eu que digo, é o Ulrich, quem o acompanha sabe).
  • Elder  11/12/2018 20:26
    Os gráficos não estão carregando no meio do artigo. O links podem estar quebrados.
  • Leitor  11/12/2018 20:45
    Normal aqui pra mim, tanto na WiFi quanto na 4G. Confira sua internet. Ou então troque seu navegador. Ou então troque de computador/celular.
  • Felipe Lange  11/12/2018 20:51
    Leandro, você pode me tirar algumas dúvidas envolvendo Economia e carros?

    Uma coisa que chama atenção na China são os carros feitos com gosto local.

    Por exemplo, o Audi A6 com entre-eixos maior do que no resto do mundo (maior que o A8 original), que vai ser lançado (ou até já foi lançado) por lá. E muitos carros são feitos em fabricantes que fazem abertamente associação com o governo, o que já me levanta suspeitas. Como Mises explicaria isso, se estivesse vivo?

    Uma outra coisa é que, por exemplo, o sumiço de picapes de porte maior no Brasil. Nas décadas de 90 se tinha Silverado, Dakota, F-1000, D20 e afins. Na década de 80, apesar do protecionismo, havia pelo menos a opção da D20 e da F-1000.

    Por que essas picapes sumiram do mercado brasileiro de carros? Hoje tem a RAM 2500, mas é uma coisa bem rara. Cadê a F-150, Silverado, Tundra, Titan, entre outras?

    Sobre a recessão, a culpa vai ficar toda em cima do Trump (apesar que ele poderia ter cortado despesa, o que não fez de forma alguma) e do capitalismo.
  • Leandro  11/12/2018 21:25
    1) Não faço a mais mínima ideia de por que o Audi da China tem uma maior distância entre-eixos, e nem por que lá não há a versão normal que há no resto do mundo.

    Só mandando um e-mail pra Volkswagen.

    2) Se há joint-venture com empresa estatal chinesa, então são grandes as chances de a estatal cobrir as perdas e arcar com os custos maiores. Daí a maior extravagância com materiais. Nada mais é do que a mesma versão daquilo que ocorria com companhias aéreas e ferroviárias estatais.

    3) Não domino praticamente nada de picapes. Mas um tio meu tinha uma D-20. Era robusta, mas uma completa tartaruga. Nem se compara às atuais. Assim como a F-1000, eram produto de um mercado completamente fechado. Com a (pequena) abertura que houve, elas perderam demanda.

    Se um modelo de carro sumiu, procure saber o que houve com as preferências dos consumidores. Modelo demandado não é descontinuado. Modelo que dá lucro não some (a menos que a montadora odeie dinheiro).
  • Bruno Feliciano  11/12/2018 22:27
    Ajudando o Leandro aqui, cara, isso é muito relativo. Tem carro que vem pro Brasil mais alto do que vai pro mundo, por causa do asfalto. Ou até mesmo por causa de mercado, consumidor aqui prefere carro mais alto. Pode ver, no Brasil é só chamar o carro de SUV que vende, na Europa não se tem tanto carro SUV como no Brasil, principalmente de entrada.

    Isso do A6 pode ser coisa pro mercado de la, talvez tenha algum concorrente especifico no mercado chines que a Audi teve que ampliar o espaço interno, a dinâmica do carro e etc pra poder superar o concorrente. Isso pode ser por vários motivos que como bem o Leandro falou, somente mandando um e-mail para o setor responsável que cuida da China rs rs.

    A crise cai sobre o TRUMP, mas esse dias eu procurei o gráfico do FED da base monetária e não achei, me tranquiliza saber que durante os últimos anos houve contração, ao menos essa quantidadde de quantitative easing feita durante a era obama pode ter sido absorvida pelo crescimento economico que é INERENTEMENTE DEFLACIONÁRIO, me refiro ao corte de impostos e regulações do TRUMP.

    A crise pode ser mais forte que a de 2008, mas acho que pode passar mais rápido também.
  • Felipe Lange  12/12/2018 01:57
    Você acha que essa extinção de picapes desse porte tem a ver com protecionismo, desvalorização da moeda e falta de liberdade econômica, o que só viabilizaria economia de escala? Eu acho que isso explica o sumiço também de alguns segmentos de carros. Conversível mais acessível nem se vê, porque aqui o bandido tem tanta cara de pau que assalta até em hospital.

    Sobre os carros com entre-eixos maior, eu tinha lido que isso é uma forma dos chineses demonstrarem status, ao mostrar que tem motorista particular e então o dono senta no banco de trás, por isso tem essa prioridade. Mas essa associação com estatal levanta suspeita, porque provavelmente um A8 seria menos custoso do que um A6 com o entre-eixos maior.
  • Lucas  12/12/2018 08:40
    Hahahah estão pedindo informações de carros agora para o Leandro.
  • Neco  12/12/2018 19:43
    Na questão dos carros, a D20 era uma ótima camioneta, porem tinha seus problemas, o principal deles era que era muito fácil roubar, bastava dar um tranco e o motor estava funcionando. Por isso foi laçado a Silverado, com um motor eletrônico, que prometia resolver isso, mas tinha outros problemas, que o mercado não aceitou, e não ficou tempo no mercado. As F150 e semelhantes, o problema esta na lei, que exige determinada quantidade de poluição por CV, elas não atendiam essas normas.
    O que foi feito é que as médias ficaram maiores, uma ranger antiga levava 700Kg de carga, ao passo que hoje pode levar até 1200. De modo que as médias de hoje levam tanta carga quanto as grandes de antigamente, em peso.
    Então é um somatório de coisas. Interferência do governo via legislação e também do mercado.
  • Felipe Lange  12/12/2018 20:56
    Uma coisa que já vi, por evidências anedóticas, é que tem pessoas que falaram que essas picapes menores não aguentam o tranco como as antigas (só que de porte maior). Eu só me pergunto se eles estão utilizando óleo de pastel e gambiarras nas modernas S10, Ranger e afins...

  • Felipe Lange  12/12/2018 20:58
    Alguém poderia me explicar o porquê das ruas e calçadas no Brasil serem tão estragadas? Em países desenvolvidos, as ruas e calçadas gerenciadas pelo estado são melhores (ou menos piores) do que as brasileiras, correto? O que deveria ser feito para resolver essa pouca vergonha existente aqui?

    Por exemplo, por aqui nem as lombadas as prefeituras respeitam as normas do Contran, fazendo aqueles negócios extremamente altos e que acabam com as suspensões dos carros.
  • Marcos Rocha  11/12/2018 21:56
    Haha é por isso que eu adoro isso aqui. O site é sobre economia mas o cara vem fazer pergunta sobre design de carro...
  • Guilherme  11/12/2018 22:02
    Não foi sobre isso. Mas mesmo isso (design de carros) está bastante ligado à economia:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1641
  • Luiz  11/12/2018 21:07
    Muito bom, eu gosto de olhar também a evolução da taxa de desemprego e da inadimplencia dos empréstimos.
  • anônimo  11/12/2018 21:09
    Não entendí nada. Uma política monetária contracionista não é bom?
  • Antônimo  11/12/2018 21:24
    De fato, você não entendeu nada.

    Você viu algum juízo de valor no artigo? Viu em algum momento ele falando de algo é bom ou ruim? Errado ou certo? Ético ou antiético?

    O artigo é totalmente descritivo, se limitando a explicar como as coisas funcionam.

    Se você não pegou nem isso, então de fato você não entendeu nada
  • jackson  11/12/2018 22:23
    Não é bom ou ruim, só é algo que mais cedo ou mais tarde o governo se ve obrigado a fazer se nao quiser estourar uma superinflação
  • Imperion  11/12/2018 23:38
    Nao. Com recessão provocada , ha menso investimentos, menos trabalho,.menos emprego.
  • Skeptic  17/12/2018 13:21
    Entenda uma coisa:
    Quanto mais cedo a recessão vier, melhor. Recessão é como ressaca, quanto mais se adiar, pior fica.
    Recessão é correção (ressaca também).
  • Bolsista austríaco  11/12/2018 23:10
    Leandro Roque,por favor me explique uma coisa,mas o FED não estava com a camisa de força dos depósitos voluntários dos Bancos Comerciais?Como ele está agora aumentando a taxa de juros de curto prazo? Desde já agradeço a resposta,sempre de alto nível...
  • Leandro  11/12/2018 23:22
    Aumentando os juros que ele paga sobre os depósitos voluntários que os bancos fazem no Fed. Esses são os juros de curto prazo que hoje o Fed controla.

    Há vários artigos sobre isso. Eis o último:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2585
  • Dobby  12/12/2018 00:52
    Leandro, um tal de Jackson falou acima que o governo é obrigado a fazer uma política monetária contracionista para evitar a hiperinflação. Mas e nesse caso em que o FED paga juros sobre os depósitos voluntários para os bancos que impedem o aumento no M1(ou seria M2) assim não havendo hiperinflação.(me corrija se isso estiver errado)

    Se estiver certo, o que acontece caso o FED mantenha os juros baixos eternamente?
  • Auxiliar  12/12/2018 12:41
    Já perguntado e respondido aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2971#ac227646
  • C.P  12/12/2018 00:05
    Leandro Roque, poderia dizer o que aconteceria caso o FED decidisse segurar a taxa de juros, isso poderia impedir essa inversão na curva de juros de curto e longo prazo, sem deixar sequelas? Quais seriam os provaveis impactos dessa medida(não deixar os juros subirem) no deficit publico norte americano(que hoje está muito elevado)?
    Desde já agradeço a resposta, parabéns pelo trabalho.
  • Leandro  12/12/2018 00:41
    A única maneira de a curva não se inverter seria se o Fed (bem como qualquer Banco Central, dado que a teoria é a mesma) continuasse inflacionado para sempre, e a taxas cada vez maiores, até descambar numa hiperinflação.

    Descartada essa hipótese, sempre haverá um momento em que os emprestadores irão exigir juros maiores para seus empréstimos, pois a expansão monetária estaria provocando um inevitável aumento de preços e eles precisam proteger o poder de compra do seu dinheiro. Nesse cenário, qualquer redução da expansão monetária dará início à mecânica que terminará na inversão da curva de juros

    Essa é a dinâmica básica dos ciclos econômicos.

    Eis um artigo que aborda isso para o Brasil:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466


    Quanto ao atual déficit americano, um dos motivos de ele estar alto é o fato de que o Fed estar pagando juros sobre os depósitos bancários. Esses juros que ele paga advêm de seu resultado operacoonal. Antes, esse resultado operacional era repassado ao Tesouro, o que reduzia o déficit. Agora, com os juros maiores, o Tesouro está recebendo menos repasses.

    Isso também foi previsto neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2585
  • vitor  25/01/2019 00:14
    leandro,

    o shutdown pode atrasar o cruzamento das linhas?
  • Leandro  25/01/2019 00:28
    Por enquanto, é o que está acontecendo. As taxas de curto prazo caíram um pouco, pois o Fed deu sinalizações de que irá moderar as subidas dos juros. Já as de longo prazo subiram um pouco, talvez pela maior incerteza gerada pelo shutdown, talvez pelo fato de os agentes de mercado estarem esperando um crescimento um pouco mais forte (Congresso travado e governo sem capacidade de inventar moda sempre são fenômenos positivos para a economia americana).

    Sim, o shutdown pode gerar duas expectativas opostas (maior incerteza e maior expectativa de crescimento).

    www.treasury.gov/resource-center/data-chart-center/interest-rates/Pages/TextView.aspx?data=yield
  • Leitor curioso  12/12/2018 00:31
    "Hoje, a base monetária americana, que é uma variável que está completamente sob o controle do Fed (o Banco Central americano) está no mesmo valor de cinco anos atrás. O Fed claramente está com uma postura contracionista. Não há dúvidas quanto a isto."

    Que diferença isso faz se as reservas em excesso ainda estão absurdamente altas?
  • Volcker  12/12/2018 00:44
    Não sei se você sabe, mas as reservas em excesso são um componente da base monetária. Se a base monetária está caindo é porque as reservas em excesso estão caindo - o que significa que o Fed está esterelizando, ou seja, vendendo títulos e retirando dinheiro do interbancário.
  • Leitor curioso  12/12/2018 03:45
    Sim, o que eu quis dizer foi: se existem reservas em excesso, recorrer ao mercado interbancário se torna desnecessário. Logo, elas estarem diminuindo ou não, não muda o fato de que os bancos não precisam recorrer a esse mercado. O mercado interbancário existe para que os bancos cumpram a taxa do depósito compulsório, mas se existem reservas EM EXCESSO, para que recorrer a esse mercado?
  • Volcker  12/12/2018 12:37
    Qual o seu ponto? O mercado interbancário define apenas a taxa básica de juros. E, nos EUA, essa taxa básica passou a ser definida não pelos empréstimos que ocorrem no interbancário, mas sim pelos juros que o Fed pagam sobre os depósitos que os bancos fazem junto ao Fed. O mercado interbancário nada tem a ver com o assunto em pauta.
  • Lucas-00  12/12/2018 10:56
    Um boom econômico se faz com aumento da base monetária e inflação alta. Com uma contração da base monetária e consequentemente uma deflação, tem a recessão.
    Ou seja, para continuar um boom deve-se cada vez mais aumentar a base monetária, ao se contrair acontecerá a recessão (que não é algo ruim já que é a liquidação de investimentos errôneos).
  • pensamentos financeiros  12/12/2018 16:37
    Sigo na pergunta do amigo, e creio que o ponto, ao menos para os leitores mais leigos como eu, é interessante.
    Há vários artigos nesse site dizendo que a base monetária foi aumentada absurdamente pós 2008, e esse dinheiro não virou uma explosão na oferta monetária, mas basicamente virou excesso de reserva.
    Aliás, foi dito, nesses mesmos artigos, que isso era um arranjo novo, o fato do FED pagar remuneração pelo excesso, já que isso não constaria em nenhum manual de economia.
    Foi dito também que por causa desse excesso, tudo "ficaria como antes no quartel de abrantes" se esse excesso de reserva não fosse diminuído drasticamente.
    A questão é que a base monetária vem caindo, mas o excesso de reserva ainda está na casa dos trilhões de dólares.
    Creio que uma explicação mais abrangente e detalhada sobre a relação da queda da base monetária, mas a existência ainda de trilhões em excesso, e a implicação disso na FFR, bem como nos empréstimos em geral da economia, de grande valia para todos os leitores interessados nesse tema.
    Grato.
    Soulsurfer
  • Volcker  12/12/2018 17:05
    "Há vários artigos nesse site dizendo que a base monetária foi aumentada absurdamente pós 2008, e esse dinheiro não virou uma explosão na oferta monetária, mas basicamente virou excesso de reserva."

    Correto.

    "Aliás, foi dito, nesses mesmos artigos, que isso era um arranjo novo, o fato do FED pagar remuneração pelo excesso, já que isso não constaria em nenhum manual de economia."

    Correto.

    "Foi dito também que por causa desse excesso, tudo "ficaria como antes no quartel de abrantes" se esse excesso de reserva não fosse diminuído drasticamente."

    Não entendi essa parte e não me lembro de tê-la visto por aqui. Generalizações deste tipo não são do feitio deste site.

    "A questão é que a base monetária vem caindo, mas o excesso de reserva ainda está na casa dos trilhões de dólares."

    Correto.

    "Creio que uma explicação mais abrangente e detalhada sobre a relação da queda da base monetária, mas a existência ainda de trilhões em excesso, e a implicação disso na FFR, bem como nos empréstimos em geral da economia, de grande valia para todos os leitores interessados nesse tema."

    Qual o busílis?

    O Fed está vendendo títulos e com isso enxugando a base monetária. Ponto.

    Simultaneamente, ele segue pagando juros sobre as reservas em excesso que os bancos ainda deixam depositadas no Fed. Ponto.

    Dado que as reservas em excesso praticamente inutilizaram o mercado interbancário, essa taxa de juros que o Fed paga sobre as reservas em excesso tornou-se a taxa básica da economia. Ponto.

    Dinheiro só entra na economia se os bancos tirarem de suas reservas e emprestarem. Com a base monetária (ou seja, reservas) caindo, há menos dinheiro para ser emprestado.

    Ponto final.

    Qual a encrenca?
  • Estudante  15/12/2018 19:12
    Volcker, como a EA vê esse arranjo novo do FED? Quais as consequências? Isso nunca foi visto ou dito em nenhum manual de economia e nunca foi testado em nenhum lugar. Agora, esse excesso sai pra onde? Elas ficarão la pra sempre? Até quando isso ai? E a grana pro FED manter isso ai? To tentando imaginar isso no longo-prazo assim, é bizarro pra mim.


    Não entendi essa parte, Vi nos outros artigos, quais a consequências de ''se aplicar essa taxa de juros que o Fed paga sobre as reservas em excesso ao se tornar a taxa básica da economia'' ?

    Como a escola austríaca vê esse arranjo no longo-prazo e suas consequências.

    Abraços e obrigado por compartilhar todo esse conhecimento!
  • Volcker  15/12/2018 20:46
    Tudo já respondido aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2585
  • anônimo  12/12/2018 02:46
    O que um presidente pode fazer para "impedir" isso?
  • Lucas-00  12/12/2018 18:23
    Para impedir uma próxima recessão (essa não tem jeito porque já houve o boom) o governo não deve aumentar a base monetária e abaixar os juros.
    Ou seja, o governo não deve relar na moeda, privatizando ela.
  • Gustavo A.  12/12/2018 03:00
    É provável que com o estouro de uma crise um socialista radical (tipo Sanders) vença a presidência?

    Qual seria a melhor alternativa para próxima eleição americana? Um democrata vencendo (com uma eventual crise a estourar), tendo os Republicanos no domínio do Senado e Suprema Corte?
  • Daniel Cristian  12/12/2018 09:19
    Analisande o gráfico da oferta monetária americana, a contração é pequena em relação à expansão ocorrida desde 2008.

    fred.stlouisfed.org/series/BOGMBASE

    A relação chega a ser maior que 4, enquanto que a expansão brasileira chega próximo de 2 no mesmo período.

    Essas diferenças não seriam um indicativo de que o valor do dólar está inflado demais? Isso não causaria uma corrida para reservas de valor tais como metais?
  • Guilherme  12/12/2018 12:34
    Essa expansão garantiu o menor valor do dólar em toda a sua história, que foi alcançado entre 2009 e 2012. A partir dali, com a interrupção da expansão, não havia mais por que o dólar continuar fraco. Lembre-se que os preços de qualquer mercadoria, inclusive de uma moeda, são definidos na margem. Eles são definidos pela pequena quantidade transacionada, e não pelo volume total de algo.
  • ARLINDO  13/12/2018 13:59
    Imagino isso. Creio que um dos fatores que garantem o dólar "inflado" é o FED estar enxugando a base monetária através da venda de títulos e do pagamento de juros pelas reservas em excesso dos bancos. Se esse dinheiro for, de alguma forma, despejado na economia, a inflação aumenta.
    Me corrijam se estou errado, sou leigo no assunto.
    Gostaria de ver o que o Leandro Roque tem a dizer em respeito a essa questão.
  • anônimo  12/12/2018 13:19
    Qual seria a maneira correta de impedir isso? O que o Fed ou o Trump podem fazer para evitar essa recessão ocorra?
  • Nunes  12/12/2018 13:41
    Nada. Recessões são inevitáveis, pois são a consequência natural de uma economia que utiliza uma moeda monopolizada e emitida pelo governo.
  • Filipe Olegario  12/12/2018 15:31
    Quais são os investimentos com maior potencial de retorno num cenário de crise mundial? Operar comprado nos futuros de ouro? Vendido no índice? Ou puts do bova11?
  • Adriano  12/12/2018 16:50
    Ou seja, se o governo não incorresse em déficits orçamentários e não tivesse uma dívida para rolar, não haveria problemas com taxas de juros e consequentemente não haveria recessões.
  • Henrique  12/12/2018 17:10
    O que me deixa intrigado é: ninguém lá no Fed sabe disso???? Ou não pode fazer nada a respeito?
  • Leonardo Figueredo  12/12/2018 19:41
    Olá Pessoal, boa tarde. Parabéns pelo ótimo artigo. Sou leigo e iniciando na Bolsa... Haveria alguma maneira de nós protegermos e, quem sabe, até lucrarmos com essas informações? Grato.
  • IRCR  12/12/2018 19:56
    Leandro

    No Brasil há vários titulos publicos. Indexados a indices de inflação, cambio etc... Os titulos americanos tem esses modelos tb ?

    No Brasil os maiores dentetores de titulos publicos são os fundos de pensão. Nos USA como fica ? são fundos de pensão ? bancos ? pessoas fisicas ? investidores estrangeiros ? incluindo paises.
  • Leandro  13/12/2018 18:57
    Sim, lá também tem os títulos protegidos pela inflação. São as TIPS: Treasury Inflation-Protected Securities (TIPS)

    www.treasurydirect.gov/indiv/products/prod_tips_glance.htm

    Quanto aos detentores, eis os nacionais:

    www.sifma.org/wp-content/uploads/2017/06/ta-us-treasury-holders-sifma.xls

    E os estrangeiros:

    ticdata.treasury.gov/Publish/mfh.txt
  • Mr. M  12/12/2018 21:06
    Em 2000, tivemos a bolha do pontocom...
    Em 2008/9, bolha dos subprimes...
    E agora? Bolha de tudo? Everything bubble?
  • Humilde investidor  12/12/2018 21:28
    Boa noite a todos.

    O que eu, como humilde investidor, posso fazer com minhas aplicações para me proteger ou até lucrar com esse cenário? Tirar o dinheiro da Bolsa de valores, aplicar em algo com liquidez e esperar as NTN-Bs subirem de preço? Ou há outra alternativa melhor?
  • Alvaro Bodas  12/12/2018 21:48
    Muito bom o artigo, assim como todo o conteúdo de vocês. Entendi o porquê da inversão da curva de juros ser um sinalizador e espécie de termômetro que indica uma recessão iminente. Mas, pergunto: qual a causa dessa muito provável recessão na ecomonia americana?
  • Alfredo  12/12/2018 21:55
    Tudo acontece pelo mesmo mecanismo. É igual em todos os países.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2852
  • MATHEUS  13/12/2018 05:34
    Me desculpe a ignorância, uma recessão no EUA seria bom ou ruim pra nós ?
  • MATHEUS   14/12/2018 00:14
    o dolar abaixaria?
  • Lucas-00  15/12/2018 17:28
    Ruim. Os juros iriam subir e iam levar o dinheiro investido aqui para lá (o que já ta acontecendo, na verdade)
  • JoãoLopes  13/12/2018 10:32
    Prezados,

    O sistema descrito no video linkado abaixo está correto?


    www.youtube.com/watch?v=iFDe5kUUyT0
  • Felipe Lange  13/12/2018 10:41
    Vou comentar de novo, porque saiu no lugar errado....

    Alguém poderia me explicar o porquê das ruas e calçadas no Brasil serem tão estragadas? Em países desenvolvidos, as ruas e calçadas gerenciadas pelo estado são melhores (ou menos piores) do que as brasileiras, correto? O que deveria ser feito para resolver essa pouca vergonha existente aqui?

    Por exemplo, por aqui nem nas lombadas as prefeituras respeitam as normas do Contran, fazendo aqueles negócios extremamente altos e que acabam com as suspensões dos carros.
  • Gustavo A.  14/12/2018 11:41
    Por que o Brasil tem um dos maiores Estados dentre os países do mundo todo. Maior burocracia, menor eficiência.

    Além do que é extremamente centralizado, estados e municípios dependem de verba federal para qualquer obra, novamente, maior burocracia, menor eficiência.

    O que poderia ser feito? Privatização... Em condomínios você vê essa situação que você citou?
  • Robson Wesley  13/12/2018 13:18
    Hoje li no VALOR que está tendo um aporte forte grande em títulos privados (debentures, CRA, CRI e outros).

    Tem alguma análise que balize os aportes nesses títulos privados? Por serem apresentarem melhores rentabilidades não teria uma certa alavancagem embutida?
  • Edson  13/12/2018 18:59
    É só pela maior rentabilidade mesmo.
  • Rafael Isaacs  13/12/2018 15:07
    Não sei se ja comentaram por aqui mas por que o FED está aumentando os juros?
  • Michael  13/12/2018 18:59
    Porque está havendo pressões inflacionárias nos EUA.
  • Liz  14/12/2018 18:30
    Pressões inflacionaria em qual mercado ?? Não esta ocorrendo uma explosão do mercado de crédito Bancário!! Não esta ocorrendo uma bolha no crédito imobiliriário!! Só se for no mercado de bolsa de valores !!!
  • Primo  13/12/2018 20:30
    Ora então o estado deve reduzir na marra o juros de curto prazo ou aumentar os juros de longo prazo. Caso contrario é melhor os senhores parlamentares adicionar na constituição que além de saúde, educação e segurança é dever do estado também gerar de tempos em tempos crises econômicas para quebrar a monotonia cotidiana. Pois não tendo esse adendo na constituição, abre-se uma brecha para algum espertalhão em direito processar o estado por crime de prevaricação, pois prevendo a crise, o estado não agiu para resolve-la.
  • Henrique Silva Aguiar  14/12/2018 16:36
    Eu não entendi sobre a questão de guardar o link permanente...

    Esse link vai ser atualizado por as curvas nos proximos periodos?
  • Alfredo  14/12/2018 17:47
    Sim, é de atualização automática.
  • Paulo Henrique  15/12/2018 01:23
    g1.globo.com/economia/noticia/2018/12/13/bc-europeu-encerra-programa-de-estimulo-a-economia.ghtml

    Me corrijam, mas, As consequências que podemos esperar é:

    Aumentos dos juros dos titulos da dívida e queda no mercado de ações (nos quais o banco central europeu era um player ativo e tambem devido aos juros negativos). Consequentemente, países endividados na zona do Euro podem ter maiores problemas


  • Lucas-00  15/12/2018 16:11
    Até onde eu já li sobre ciclos econômicos.
    Os juros irão aumentar sim, e terá uma queda no mercado de ações. Não por causa dos bancos centrais comprarem ações, mas sim por causa de que diminuirá a inflação agora com os juros subindo e investimentos errôneos serão liquidados.
    E sim, países já endividados vão se estrepar mais ainda.
  • Paulo Henrique  15/12/2018 21:19
    Eu dei uma olhada no volume de emprestimos ao setor privado, e parece que não ocorreu um aumento muito forte.
    tradingeconomics.com/euro-area/loans-to-private-sector
    Se comparado aos anos pré-2008, foram em volumes muito menores. Ou seja, o direcionamento do crédito parece ter sido mais forte por intervenção direta do BCE na compra de Titulos e ações.. Descobrir o setor que foi inflado é a pergunta que vale dinheiro
  • Lucas-00  18/12/2018 00:36
    tradingeconomics.com/united-states/loans-to-private-sector
    Estou mais por dentro da economia dos EUA do que da Europa.
  • Estudante  15/12/2018 18:59
    E se o FED baixar a taxa de Juros, não terá um boom inflacionário o obrigando aumentar a taxa novamente?

    Digo, não vai dar pra ficar aumentando, vai ter recessão assim, o FED se diminuir, qual vai ser a consequência?

    Vai ter uma corrida pelo consumo, a poupança vai começar a secar e uma chuva de investimento e consumo na economia. Isso iria jogar muito dinheiro na economia e talvez esse gráfico da base monetária mudaria de realidade, certo?

    Queria saber esse cenário de diminuição do juros, como seria a consequência. Pra mim seria um beco sem saída, teria pressão inflacionária e endividamento em massa das pessoas.

    Outra pergunta boba: O juros da poupança e tal, não é o mercado que determina? A taxa de juros dos EUA, que as pessoas tem em poupança, o juros utilizados para tomar emprestimos em bancos privados, não é determinada pelo mercado? Porque então falamos em ''FED aumentar ou diminuir a taxa'' se é o mercado que manda nela?


    Obrigado pela existência desse Instituto, de verdade. Mudou minha vida!

    Abraços!

  • Vinícius  16/12/2018 15:02
    Estava lendo o artigo e percebendo a proposição do autor quanto ao fato de a restrição monetária do Fed vir acompanhada de uma recessão econômica. Diante disso, fiquei pensando nessa relação e na Curva de Phillips, que já explanava as direções contrárias entre taxa de juros e taxa de desemprego (variável representativa da recessão).

    Seguindo essa relação entre o artigo e a Curva de Phillips, convido os colegas a contribuir com o raciocínio.

    Obrigado, abraços.
  • Lucas  16/12/2018 20:56
  • Skeptic  17/12/2018 13:28
    Leandro, por favor, me ajude com umas dúvidas.

    A única taxa de juros que o Fed tem controle absoluto é a taxa overnight, correto?

    Num livre mercado de crédito e juros, sem banco central (tentando evitar a polêmica sobre as reservas fracionárias), a curva de juros seria exatamente proporcional ou cada prazo teria seu próprio mercado independente dos outros prazos?

    Obrigado.
  • Leandro  17/12/2018 13:42
    Atualmente, o Fed não controla nem a taxa do overnight, mas sim a taxa que ele paga sobre as reservas em excesso que os bancos deixam aplicadas no Fed.

    De resto, não vejo por que ela seria "exatamente proporcional". A curva depende das expectativas dos agentes econômicos em relação ao comportamento futuro da economia. A curva irá se moldar de acordo com essas expectativas.

    Há muito tempo, cometi um artigo falando brevemente sobre este tema:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=552
  • Edimar  18/12/2018 01:45
    A intenção do FED é de duas uma: derrubar a prosperidade do governo Trump ou derrubar China e a zona do euro. Fico com a segunda opção. Mais é algo arriscado para a esfera americana.
  • Paulo Henrique  20/12/2018 15:06
    O fed não tem ''intenção de derrubar o trump'', ele acredita que pode fazer um fine-tunnig na economia manipulando os juros. A culpa não é a subida dos juros, é acreditar que pode substituir juros de mercado por um juro determinado por um comite central
  • Observador  19/12/2018 20:53
    Com a decisão do Fed de elevar a taxa básica hoje em mais 0,25 p.p.:

    Os juros dos títulos de 3 meses caíram de 2,41% para 2,39%.

    Os de 2 anos caíram de 2,72% para 2,66%.

    Os de 10 anos caíram de 2,85% para 2,76%.

    Os de 30 anos caíram de 3,13% para 3,07%.

    Ou seja, os spreads entre os títulos de 3 meses e de 30 anos diminuíram mais. Assim como os de 2 e 10 anos.
    Se o Fed elevar mais duas vezes, dá pra inverter no ano que vem. É bom Bolsonaro apressar as reformas. Caso contrário, fica no meio do mandato.
  • Bruno Feliciano  20/12/2018 00:51
    Observador, obrigado por atualizar. Durante a era petista a crise internacional não caiu sobre as costas dele, porque agora cairia?

    Até que ponto você acha que isso atrapalha do ponto de vista político?

    Eu acho assim, atrapalha se der o azar de encalhar tudo junto: A expectativa do resultado das reformas e a crise internacional, por exemplo. O crash vem logo em 2020, um ano depois das reformas, excelente ano pra se colher o frutos. Ai vem a crise e joga tudo por água abaixo.

    A questão é, para o Brasil, será que o negócio fica tão feio assim, lembro que em 2008 conseguimos passar razoavelmente bem até, vamos depender do enfraquecimento do Dolar. Quando o Crash vier, o FED estará pronto para injetar dinheiro, isso desvalorizará o dolar, diminuirá o juros e pronto.
    Excelente para nós, Bolsonaro poderá surfar em uma era parecida com a era que o Lula surfou durante a era Bush.


    A questão é, tem o Adolfo aqui do IMB na equipe de transição, Paulo Guedes é uma fera que não temos o que reclamar - ou alguém do IMB aqui tem? - para mim os Chicago boys aqui das terras tupiniquins já estão contando com isso.


    Abraços
  • Observador  20/12/2018 04:26
    Na época (2008), o Ibovespa desabou de 75.000 para 30.000. O desemprego saltou de 6% para 10% (e olha que a então metodologia do IBGE era extremamente branda, algo só corrigido em 2016). E o setor exportador parou, principalmente indústria e agronegócio.

    Se isso acontecer logo no primeiro ano do governo Bolsonaro, principalmente considerando que a economia já está parada desde 2011 e o povo já está sem paciência, a situação ficará difícil -- principalmente se Lula estiver fora da cadeia e liderando a oposição.

    Mas espero que você esteja certo e eu, errado.
  • Bruno Feliciano  20/12/2018 05:22
    Observador, você acha que depois disso, Bolsonaro poderia surfar na onda que Lula surfou do enfraquecimento do Dolar e etc?

    A questão que eu levantei... A medida do FED depois crise pode ser que isso aconteça.

    O próximo crash sabemos que vai ser pior que de 2008, mas será que passa mais rápido?

    Pior: O banco alemão continua com prejuízos, que deus nos guie porque realmente após ler o seu comentário sobre os dados de 2008, comecei a ver que pode dar uma zebra e tanta, é dois palito pra um Ciro Gomes da vida entra com proposta de ''PROTEGER O BRASIL DOS ABALOS INTERNACIONAIS DA ESPECULAÇÃO FINANCEIRA MUNDIAL''.

    Mas vamos dar um chute, eu fico com 2020 e você?

  • Vinicius  20/12/2018 10:52
    Observador, muito importante sua análise. Nossos vizinhos da Alianza del Pacifico e Paraguay já dão como certa recessão nos EUA até meados de 2020 e estão colocando no cálculo que crescimento econômico, situação fiscal, níveis de emprego e inflação se deteriorarão muito rapidamente e estão em intenso trabalho para diversificar a pauta exportadora, fechar mais TLC, controlando inflação e situação fiscal, aumentando liberdade econômica e competitividade em geral, estão se comportando como formigas se preparando para o inverno. Não vejo o mesmo movimento aqui no Brasil, estamos nos comportando como cigarras.
  • Tulio  20/12/2018 16:58
    Sei não, hein? A julgar pelo recente comportamento das bolsas americanas (que são um bom termômetro da economia e que voltaram ao nível de julho de 2017), pode ser que essa recessão venha até mesmo antes da inversão da curva.

    Mais do que Bolsonaro, que ainda não assumiu o governo, quem realmente tem de se aprumar é Trump. Essa imbecil guerra comercial que ele inventou com a China, com o México e até mesmo com a Europa só serviu para gerar ainda mais incertezas, além de afetar o comércio mundial (um grande impulsionador de PIBs).

    Os americanos, ao contrário dos brasileiros, investem pesado na bolsa. Não irão aceitar bem ver suas poupanças dizimadas por caprichos políticos. Se Trump não ficar esperto, roda rapidinho.
  • Lucas-00  20/12/2018 00:06
    Leandro, eu não entendi uma parte, tem jeito de dar uma mãozinha?
    "Dado que haverá uma recessão, ter uma receita garantida e travada a uma ainda alta taxa de juros é uma ótima opção"
    Mas quando começar a recessão as taxas de juros não irão subir?
    O básicão do ciclo econômico não é que as taxas de juros estavam baixas durante o boom e sobem durante a recessão?
    Obrigado!
  • Auxiliar  20/12/2018 04:03
    Não, meu caro. A subida dos juros gera a recessão. Porém, tão logo a recessão começa, os juros caem. Veja o próprio gráfico do artigo: nas barras cinzas, os juros diminuem.

    Os investidores saem de ações e de investimentos físicos e correm para a segurança dos títulos do Tesouro, o que aumenta seus preços e consequentemente reduz seus juros.

    Não faria sentido os juros subirem após o início da recessão.

    No Brasil também é assim: a Selic caiu de 14,25% para 6,50%, e os juros de longo prazo caíram de 17% para 9%.
  • DOUGLAS SILVA RODRIGUES  20/12/2018 11:25
    Levando em conta uma breve recessão nos EUA, qual seria uma boa estratégia de investimento nesse cenário?
    Comprar dólar esperando sua alta? Comprar ações de empresas exportadoras?
  • Leonardo  25/12/2018 18:37
    Ouro e BTC
  • DOUGLAS SILVA RODRIGUES  20/12/2018 11:51
    E quais seriam os efeitos no Brasil de uma recessão econômica nos EUA, levando em conta o cenário econômico brasileiro atual?
  • Andre  20/12/2018 15:03
    Brasil vai rasgar a LRF e virará Argentina.
  • Humberto  21/12/2018 05:41
    Uma nova crise se aproxima:

    www.bloomberg.com/opinion/articles/2018-12-20/stocks-keep-finding-reasons-to-panic

    www.bostonherald.com/2018/12/20/stock-markets-continue-plunge/

    Comprem Bitcoins.
  • anônimo  23/12/2018 11:31
    Tem uma tempestade vindo. Bolsas famosas estão virando pó, parece tão ou mais feio com o que ocorreu em 2008.
  • Leonardo  25/12/2018 18:37
    Será que pelo fato de ter saído a previsão de uma recessão para 2020 na The Economist, o FED irá alterar suas políticas?
  • Adriano   27/12/2018 18:33
    Estou pensando em imigrar para os EUA em agosto/19, será que essa recessão pode me mandar de volta com o rabo entre as pernas?
  • Um observador  27/12/2018 19:18
    Depende. Você pretente ir aos EUA para trabalhar com o que? Já tem o emprego garantido, ou vai procurar por lá?
  • Gabriel  28/12/2018 01:15
    E como fica o tesouro? Será que voltam os títulos IPCA+7?
  • Vitor Hugo Alves  01/01/2019 17:38
    Sei lá, vai depender de como esta crise nos afetará e das reformas propostas pelo novo governo
  • Vitor Hugo Alves  01/01/2019 17:39
    Criei um código em Python que pega as taxas de juros e mostra se está invertida ou não.
    github.com/vitorgamer58/AmericanRecessionPredict
  • Dedé  03/01/2019 11:55
    Muito se fala sobre as desregulamentações e simplificações burocráticas que o governo Trump têm promovido, além do fato de ter reduzido impostos.
    O quanto disso é verdade? Isso pode de fato trazer benefícios para a economia americana no longo prazo?

    Muito se fala do tamanho da dívida americana. E ela é realmente enorme em termos absolutos. Mas considerando a grande quantidade de riqueza da sociedade americana e a capacidade americana de produzir riquezas, inovar, atrair investimentos, gerar conhecimento, atrair capital intelectual. Qual é a real ameaça que a dívida do governo representa para a economia americana?

    Posso estar errado, mas ainda vejo os EUA como o país economicamente mais seguro do mundo, sem nenhum outro lhe fazendo sombra. E com a crise da UE, o euro que poderia ser um concorrente para o dólar perdeu credibilidade (relativamente).

    Não vejo a China e sua moeda como ameaça nem no médio nem no longo prazo. Como ancorar a economia mundial num país em que não há freios institucionais a ação do governo. Nos EUA há congresso, judiciário e imprensa livre, além do direito a voto. Na China o governo central não só não tem freios (só dentro do partido) como a centralização do poder tem crescido.

    Estou errado em meu raciocínio?
  • Juliano  03/01/2019 12:07
    Para a primeira pergunta:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2841

    Quanto à segunda, concordo com tudo o que você disse.
  • anônimo  07/01/2019 05:37
    Se o Bolsonaro não apressar a reforma da previdência, vai rodar rapidinho nessa crise que está vindo.
  • Andre  07/01/2019 14:16
    E junto com ele roda o que resta de normalidade política e econômica deste país. Qual data limite você chutaria para essa reforma da previdência ?
  • anônimo  07/01/2019 15:42
    Até o final de 2019. Acho que a recessão vai começar no primeiro semestre de 2020.
  • Daniel Xavier  07/01/2019 21:31
    Me interesso por economia e o Istituto Brasil vem me ajudando bastante entender assuntos que eu desconhecia ou que não entravam na minha cabeça. Conversando então com um amigo (muito crítico da economia de mercado), toquei no problema da expansão monetária feita pelos governos e seu problema, ele então me mandou esse texto:
    acervocriticobr.blogspot.com/2017/05/expansao-da-base-monetaria-e-inflacao.html

    Confesso que depois de ler, fiquei um pouco confuso, principalmente aqui:

    "Vejamos o argumento quatitativista para justificar a inflação a partir da expansão da BM é que com mais meios de pagamento haverá um aumento do consumo e isso incorrerá numa inflação de demanda. Esse argumento despreza a capacidade ociosa da indústria em momentos de economia desacelerada, entretanto vamos assumir que não há capacidade ociosa para não invalidar o argumento.

    Segundo Tobin, o que ocorre quando o BC expande base é uma troca de ativos financeiros o que não é capaz de produzir efeito riqueza porque ninguém consome mais na economia em função de uma mudança na composição dos ativos na economia. Ele diz isso afirmando que existem duas formas do BC expandir a BM. [...]

    Nesse caso, o BC trocou parte de sua reserva em moeda estrangeira por títulos que estavam em poder do público (os BCs compram e vendem moeda estrangeira para compor as reservas monetárias do país), com esses títulos, ele expande a base, ou seja, ele usou parte de um capital imobilizado como reserva financeira – suas reservas em moeda estrangeira – que havia extraído da economia a partir de seus lucros, para comprar títulos que já haviam sido criados pelo Governo, esses títulos são então usados para compor os ativos do BC permitindo a emissão de moeda, assim, há menos títulos na economia e menos moeda estrangeira imobilizada e mais moeda nacional, o que não gera efeito riqueza e, não altera o nível de ativos na economia, portanto, não gera inflação.

    O outro modo do BC expandir a base – e o mais comum – é saldando as dívidas da balança de pagamentos do Governo. O Governo gasta mais do que arrecada e a parcela faltante é paga com emissão de dívida. Nesse caso, argumenta Tobin, também ocorre uma troca de ativos financeiros. Existe essa troca, segundo ele, porque o déficit é fruto de investimento público então se troca investimento por dívida. Se é investimento, se espera retorno. Assim, também não gera efeito riqueza e, portanto, não causa inflação de demanda.

    Num mundo de moeda fiduciária, mas com o dólar como instrumento para a finalização dos contratos no mercado internacional atrelado ao ouro, a mecânica da economia funciona como na moeda mercadoria e os preços são relativos, assim, o que poderia também causar inflação seria o câmbio, ou melhor – já que estamos falando de padrão ouro – o saldo da balança comercial.

    Nesse caso, Tobin argumenta que não é o volume de meios de pagamentos que geram esse desequilíbrio e conseguinte inflação, ele argumenta que esse desequilíbrio é fruto do nível de atividade econômica, ou seja, a produção. Se a expansão da base é o custo do investimento e se o investimento é o que aquece a economia e se por último, a economia aquecida impede a desvalorização causada pela balança comercial, não há como um aumento de BM do BC causar inflação nessa segunda e mais recorrente situação também."


    Agradeço se alguém puder me responder.
  • Felipe  07/01/2019 21:37
    Completamente imaterial. Base monetária, por si só, não tem como causar inflação de preços simplesmente porque boa parte do seu componente é de dinheiro que está parado no Banco Central. Obviamente, este dinheiro parado no BC não tem como pressionar preços. Questão de lógica. Inúmeros artigos neste site sobre isso.

    O que causa inflação de preços é o aumento da quantidade de dinheiro circulando na economia. E este se dá pela expansão do crédito.

    Artigo inteiro sobre isso, voltado para o Brasil:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2663
  • Curioso  11/01/2019 22:38
    Há alguma coisa que Trump possa fazer? Por exemplo, fixar as taxas de juros dos títulos?
  • Jonas  13/02/2019 15:47
    Como anda a atualização deste gráfico?

    As curvas já estão mais próximas?
  • Bloch  13/02/2019 17:09
    É só clicar no link fornecido no artigo. O gráfico já vem atuakizado.

    Ou então acompanhar aqui:

    www.treasury.gov/resource-center/data-chart-center/interest-rates/Pages/TextView.aspx?data=yield
  • Andarilho  21/02/2019 16:17
    Não há uma forma de prolongar essa inversão das taxas ?


    Sabemos que a inversão pode ocorrer, mas e se ele conseguir retardar essa inversão ? A ponto de deixar sempre pra frente mas sem que esse dia chegue... É possível ?
  • Lucas-00  11/03/2019 22:59
    Não Andarilho, isso não é possível.
    Veja que para cada vez que você prolonga a curva de juros, você tem que injetar mais crédito na economia.
    O governo joga crédito na economia com juros baixos e a economia aquece. Porém, uma hora os juros devem subir aos seus preços reais, até porque houve um aumento na demanda por crédito.
    Você então tem duas opções como presidente do BC: A primeira de acabar com a farra e deixar os juros subirem, ou a outra de ir postergando indefinitivamente.
    Porém repare que cada vez que você prolonga isso, você tem que jogar mais crédito ainda na economia. E isso causa inflação.
    Ou seja, caso você queira continuar com isso, uma hora vamos chegar à hiperinflação, o que é pior que qualquer crise.


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