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Uma impagável lição de economia: taxistas impõem salário mínimo para motoristas da Uber
Estipular salário mínimo e encargos equivale a querer ser o proprietário da vida de terceiros

Começo com uma premissa: um salário mínimo artificialmente alto imposto pelo governo é uma prática desumana, pois proíbe os mais pobres e menos produtivos de serem legalmente empregados.

E já emendo com outra premissa: quem defende a imposição de um salário mínimo alto simplesmente odeia seu semelhante.

Agora, antes que os mais sensíveis tenham tempo de protestar e apontar minha "desumanidade", vou apenas colocar esta sensacional notícia, divulgada pela Bloomberg:

A Comissão de Taxis e Limusines da Cidade de Nova York (TLC, na sigla em inglês) votou na terça-feira para estabelecer um salário mínimo para os motoristas da Uber e da Lyft. Esta é a primeira vez que um governo nos EUA impõe normas salariais a empresas de transporte particular.

De acordo com as novas regras, que entrarão em vigência em janeiro, as empresas devem pagar aos motoristas US$ 26,51 brutos por hora, ou US$ 17,22 após despesas.

É um valor um pouco mais alto que o salário mínimo de US$ 15 que a prefeitura exigiu que todos os empregadores adotem até o final do ano que vem, mas é considerado equivalente porque os motoristas são trabalhadores independentes.

Cerca de 85 por cento dos motoristas de transporte particular atualmente ganham menos que o mínimo, segundo análise independente encomendada pela TLC. Para esses motoristas, os novos salários constituirão um aumento médio do salário anual de mais de US$ 6.300. [...]

A criação de um piso salarial cria um nível de segurança financeira que não existia na economia dos bicos. [...]

Isto dá à TLC de Nova York mais poder para regular o transporte particular do que a maioria das cidades.

Os motoristas de Nova York também estão excepcionalmente bem organizados. Dois grupos — New York Taxi Workers Alliance e Independent Drivers Guild — vinham pressionando a TLC para que implementasse normas salariais, após campanhas para obrigar as operadoras de transporte particular a permitir gorjetas e limitar o número de veículos de transporte particular que operam na cidade.

"Mais uma vez, Nova York aprova regulamentações históricas para proteger os trabalhadores na ingovernável economia dos bicos", disse Bhairavi Desai, diretora executiva da NYTWA, em comunicado enviado por e-mail.

Agora vamos desenhar o que a notícia simplesmente deixou implícito: taxistas fizeram lobby perante o governo e conseguiram impor um salário mínimo para todos os motoristas da Uber. Atenção: os taxistas não pediram salário mínimo para eles próprios, mas sim para os motoristas da Uber. Que bondosos e altruístas, não?

Agora vamos colorir o desenho: a imposição de um salário mínimo está sendo explicitamente utilizada para retirar motoristas da Uber do mercado. A intenção dos taxistas é encarecer artificialmente a mão-de-obra dos motoristas da Uber, inviabilizando sua permanência no mercado, e com isso reduzir substantivamente a concorrência e garantir uma reserva de mercado para os taxistas.

Eis aí uma simples atitude que confirma cristalinamente todo um enorme arcabouço teórico. Quem defende que a imposição de um salário mínimo alto é algo humano e compassivo tem de explicar por que os taxistas estão exigindo salário mínimo para motoristas da Uber e não para eles próprios. Seria excesso de amor ao próximo?

Ao agirem assim, os taxistas de Nova York demonstraram dominar a teoria econômica muito mais profundamente do que até mesmo economistas acadêmicos, que seguem na crença de que um salário mínimo alto é algo positivo, pois "gera maior capacidade de consumo". Como é que algo que causa desemprego pode gerar maior capacidade de consumo?

A história é antiga

Quem conhece o básico da teoria econômica sabe que a imposição de um salário mínimo nada mais é do que uma barreira ao emprego dos menos produtivos.

Por exemplo, se um jovem pobre, sem instrução e sem habilidades, possui uma produtividade capaz de gerar apenas R$ 700 por mês a um eventual empregador, o que acontecerá se o governo aprovar uma lei exigindo que a este jovem sejam pagos no mínimo $ 1.000 por mês é que ele simplesmente não será contratado, e estará condenado ao desemprego.

E é realmente simples e cristalino assim: um salário mínimo alto condenará ao desemprego e ao desespero todos aqueles trabalhadores que produzem um valor inferior a este custo mínimo estipulado pelo governo.

No entanto, o histórico do salário mínimo é ainda mais escabroso. Está fora do escopo deste artigo, mas hoje já são bem conhecidas as raízes eugênicas do salário mínimo, que foi originalmente criado para manter negros e mulheres fora do mercado de trabalho. (Ver também aqui e aqui). Atualmente, na Europa, as leis do salário mínimo estão sendo utilizadas para excluir os imigrantes do mercado formal.

Portanto, essa postura dos taxistas de Nova York realmente não deveria causar surpresa nenhuma: o salário mínimo serve para bloquear a concorrência e só é aplicado sobre aqueles a quem realmente odiamos.

No Brasil

No Brasil, o salário mínimo sozinho não é o maior dos males; ele não é o principal obstáculo ao emprego dos menos produtivos. O problema é que ele vem acompanhado de encargos sociais e trabalhistas, os quais acentuam ainda mais os custos do salário mínimo.

Por exemplo, se você contratar uma doméstica por R$ 1.000 (que será o valor do salário mínimo em 2019), você gastará ao todo R$ 1.200 por mês (8% de INSS patronal, 8% de FGTS, 3,2% de Antecipação da Multa de 40% do FGTS, e 0,8% de Seguro Acidente de Trabalho).

E a doméstica receberá, efetivamente, R$ 920. (Clique aqui e digite R$ 920 no campo "salário líquido").

Portanto, o empregador pagou R$ 1.200 (um ágio de 20% sobre o valor estipulado do salário mínimo) e o empregado recebeu efetivamente R$ 920 (desconto de 8%). A diferença de R$ 280 foi abiscoitada pelo governo.

Em suma: no Brasil, o custo do salário mínimo para o empregador é aumentado em 20% pelos encargos, sendo este o custo total do salário mínimo. Mas piora: o empregado não apenas não fica com nada destes 20% de custo adicional, como ainda recebe menos que o valor do mínimo.

E todo esse arranjo é defendido como humanitário e compassivo.

O que nos leva ao principal ponto

A glória de mandar

Por mais sólidos que sejam os argumentos econômicos contra o salário mínimo, eles ainda ignoram um ponto crucial: quem defende a imposição de um salário mínimo, em conjunto com seus encargos sociais e trabalhistas, está simplesmente partindo da premissa de que detém total poder sobre o corpo e sobre o trabalho de outros indivíduos.

Explico: a pessoa que está vendendo sua mão-de-obra é dona do próprio corpo. Ela é soberana. E ninguém tem o direito de anular isso. Sendo dona do próprio corpo, ela está dotada do direito natural de determinar qual o preço que quer receber pelo serviço prestado pela sua mão-de-obra. Ninguém pode anular esta sua soberania.

De novo: o vendedor da mão-de-obra — ou seja, a pessoa que está à procura de emprego — é o dono daquilo que está à venda (sua mão-de-obra). Ele é a única pessoa que tem o direito de determinar qual deve ser o preço mínimo da sua mão-de-obra. Nenhum observador externo tem o direito de sobrepujar esta soberania do vendedor e especificar o que ele pode e não pode fazer.

Ninguém precisa de leis de salário mínimo para exercitar este básico direito à auto-propriedade. O indivíduo, sendo o único proprietário do seu corpo, tem o direito estipular o próprio salário mínimo sem essas leis.

Por isso, leis de salário mínimo são necessárias exatamente quando você quer impedir que outras pessoas se ofereçam para trabalhar por salários menores que o seu — algo que elas deveriam ter todo o direito de fazer na condição de donas de seu próprio corpo e de sua mão-de-obra.

E há outro detalhe também crucial: o salário mínimo e seus encargos não apenas podem representar a diferença entre ter e não ter um emprego, como também impedem que pessoas trabalhando por um salário acima do mínimo em um emprego possam ter um segundo emprego a um salário abaixo do mínimo, algo que aumentaria sua renda e poderia lhes trazer novas habilidades, permitindo que, no futuro, elas possam progredir para uma diferente linha de trabalho que pague melhor.

Acima de tudo, é imoral

Ser o dono da própria mão-de-obra significa ser o dono do próprio corpo. Em termos muito práticos, o trabalho é o meio de sobrevivência. Consequentemente, se você reivindica o direito de determinar o preço mínimo da mão-de-obra de outra pessoa, você está reivindicando ser o dono do corpo e da vida dela.

Por isso, o melhor argumento contra o salário mínimo e seus encargos nem é econômico, mas sim ético e moral.

Infelizmente, na arena dos debates, afetações de indignação tendem a sobrepujar argumentos técnicos e racionais, de modo que a discussão sobre salário mínimo nunca ganhou tração, pois ele é realmente visto como a linha divisória entre a civilização e a barbárie.

Os defensores do salário mínimo e de todos os seus concomitantes encargos sociais e trabalhistas concentram toda a sua atenção nos empregadores (isto é, nos compradores dos serviços de mão-de-obra). Nenhuma atenção é efetivamente dada aos vendedores de sua mão-de-obra. Em sua ânsia de restringir os direitos dos patrões, eles atropelam os direitos dos empregados, jamais perguntando quem realmente é o proprietário da mão-de-obra em jogo.

Eles ignoram que há pessoas cujas vidas poderiam melhorar acentuadamente caso pudessem vender sua mão-de-obra a um preço abaixo do mínimo estipulado por políticos.

Daí a importância desta notícia envolvendo taxistas e motoristas da Uber. Em uma daquelas impagáveis "jogadas do destino", a realidade não apenas fez o favor de tornar cristalina toda esta teoria, como ainda comprovou algo que os historiadores econômicos sempre demonstraram: sem nenhum exagero, quem defende a imposição de um salário mínimo alto odeia seu semelhante.

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Leia também:

O sofrimento gerado pela imposição de um salário mínimo

Salário mínimo, estupidez máxima

Quer reduzir a pobreza de maneira definitiva? De início, eis as 12 políticas que têm de ser abolidas

 

30 votos

autor

Thiago Fonseca
é graduado em administração pela FGV-SP e é empreendedor do ramo de eletroeletrônicos


  • Eduardo  07/12/2018 14:56
    Desemprego é maior entre jovens, mulheres e trabalhadores sem ensino superior

    Se essas pessoas pudessem ofertar sua mão de obra a preços não determinados por políticos (salário mínimo e encargos), ao menos teriam um ganha pão e estariam adquirindo habilidades para o futuro.

    Salário mínimo é um controle de preços e como todo controle de preços irá desvirtuar o mercado, gerando alocação errada de recursos.
  • Evaldo  07/12/2018 15:27
    Evolução do salário mínimo no Brasil:

    2013 = R$ 678,00
    2014 = R$ 724,00
    2015 = R$ 788,00
    2016 = R$ 880,00
    2017 = R$ 937,00
    2018 = R$ 954,00


    Evolução do desemprego no Brasil:

    2013 = 7,2%
    2014 = 6,8%
    2015 = 8,4%
    2016 = 11,3%
    2017 = 12,8%
    2018 = 12,4%
  • DJ Marky " Não há MISES na Dinamarca  07/12/2018 16:19
    Tem uma CENTENA de variáveis que você preferiu omitir.
  • Edujatahy  07/12/2018 17:05
    Sim, e todas elas estão relacionadas a interferência do estado nas relações do trabalho.
  • Vladimir  07/12/2018 15:03
    Haha, essa é uma daquelas notícias que faz pirar o juízo da esquerda. Se salário mínimo é bom por que taxistas querem que Uberistas tenham um?

    Só com essa pergunta você já destrói metade do arcabouço intelectual da esquerda.
  • Breno  07/12/2018 15:27
    Embora a notícia por si só seja irrefutável, é sempre bom quando o artigo adentra conceitos morais em vez de se limitar apenas ao econômico.

    Argumentos pragmáticos contra as leis do salário mínimo são sólidos, mas eles nunca vencem os argumentos emotivos a favor. Basta que uma pessoa mantenha seu emprego após um aumento do salário mínimo e isso já basta para ganhar corações e mentes a favor da ideia.
  • Thomas  07/12/2018 15:24
    "Infelizmente, o verdadeiro salário mínimo nunca é aquele valor estipulado pelo governo. O verdadeiro salário mínimo sempre é zero. Este é o salário que muitos trabalhadores recebem após a criação ou o aumento de um salário mínimo estipulado pelo governo, pois eles perdem seus empregos ou não mais conseguem encontrar empregos ao entrarem no mercado de trabalho.

    Fazer com que seja ilegal pagar menos que uma determinada quantia estipulada por políticos não irá automaticamente aumentar a produtividade de um trabalhador, e nem fará com que sua produtividade passe a ser igual a este valor -- e, sendo assim, é maior a probabilidade de que este trabalhador agora ficará desempregado."

    Thomas Sowell
  • Juliano  07/12/2018 15:52
    O mesmo argumento pode ser feito em relação aos impostos. Se alguém tem o direito de confiscar uma fatia do meu salário sem meu consentimento, então nem o meu corpo e nem minha mão de obra são efetivamente meus. Sou um escravo.
  • Guilherme  07/12/2018 16:17
    Bingo!
  • DJ Marky  07/12/2018 16:18
    - Por exemplo, se um jovem pobre, sem instrução e sem habilidades, possui uma produtividade capaz de gerar apenas R$ 700 por mês a um eventual empregador, o que acontecerá se o governo aprovar uma lei exigindo que a este jovem sejam pagos no mínimo $ 1.000 por mês é que ele simplesmente não será contratado, e estará condenado ao desemprego.

    "Possui uma produtividade capaz de gerar apenar 700 reais"
    Peraí...não é a própria EA que diz que o valor é subjetivo ? Não há um critério objetivo nesses 700....
    Agora vamos ao mundo concreto e fazer a pergunta certa: O empresário NÃO PODE pagar 1000 ou ele NÃO QUER pagar 1000 ? Se ele PODE pagar 1000 mas só paga 700...
    A verdade é que se depender do empresário ele pagaria o MENOR valor possível, porque ele quer cortar custos.



    - De novo: o vendedor da mão-de-obra — ou seja, a pessoa que está à procura de emprego — é o dono daquilo que está à venda (sua mão-de-obra). Ele é a única pessoa que tem o direito de determinar qual deve ser o preço mínimo da sua mão-de-obra.

    Mas NA PRÁTICA quase sempre não é ela quem determina. E sabemos disso...
    EXISTE UMA RELAÇÃO DESIGUAL DE PODER entre o que oferece o emprego e as centenas de milhares de desafortunados procurando emprego. Se uma pessoa determina que o mínimo pra ela sobreviver é 1000 mas o empregador só paga 700. O que essa pessoa pode fazer é acatar os 700 ou ficar sem nada...
    NOVAMENTE UMA RELAÇÃO DESIGUAL DE PODER entre os que tem PODER(empresário) e os que não tem PODER(desempregado).


    -Por isso, o melhor argumento contra o salário mínimo e seus encargos nem é econômico, mas sim ético e moral.

    Se vamos falar do que é ético e moral precisamos falar da RELAÇÃO DESIGUAL DE PODER.
    Algo completamente ignorado pelo site. O mundo capitalista é feito dos que tem capital(poder) e aqueles que carecem do capital necessário se veem obrigadas a vender seu trabalho por um preço injusto, e onde um grupo de pessoas aproveita a necessidade de outras para exigir-lhes uma parte da riqueza que produzem com seu trabalho.
    Como tudo vira propriedade e tudo necessita de algo em troca(pois o capitalismo é o sistema que tira tudo de você pra depois lhe oferecer a um preço) qualquer pessoa é obrigada a jogar o jogo desigual dos que tem e os que não tem poder.
    E olha que eu nem falei sobre JUROS/ USURA... mas é engraçado vocês falarem sobre ética e moral.


    - Eles ignoram que há pessoas cujas vidas poderiam melhorar acentuadamente caso pudessem vender sua mão-de-obra a um preço abaixo do mínimo estipulado por políticos.

    Traduzindo: Se a pessoa quer ser escrava, que ela seja escrava.

    MESMO o empresário PODENDO pagar 1000 mas querendo pagar 10 e só oferecendo 10. As pessoas devem se submeter e aceitar os 10.
    Porque NINGUÉM do site vai defender os que estão perdendo na RELAÇÃO DE PODER.


    Conclusão

    O capitalismo é filho torto do Estado...sim o Estado que a EA tanto critica.

    * Por que existem pessoas que carecem de capital e outras que não carecem de capital?

    Resposta que vem lá de tempos remotos, com participação do ESTADO : o produto do azar, da especulação, do açambarcamento, do roubo, das guerras, de heranças... PORTANTO A história da PROPRIEDADE PRIVADA é marcada por injustiças e sangue.

    Agora voltando a falar do que é ÉTICO e MORAL... isso justifica que as diferenças aumentem com base na carência de outros seres humanos?


  • Duvido que seja DJ; é burro demais para isso  07/12/2018 16:41
    ""Possui uma produtividade capaz de gerar apenar 700 reais"
    Peraí...não é a própria EA que diz que o valor é subjetivo ? Não há um critério objetivo nesses 700...."


    Hein?!

    Uma pessoa produz bens e serviços que são valorados voluntariamente por consumidores em não mais que R$ 700. Qual a ausência de valor subjetivo aí? Por que não há um critério objetivo nesta receita de R$ 700 que a pessoa conseguiu?

    "Agora vamos ao mundo concreto e fazer a pergunta certa: O empresário NÃO PODE pagar 1000 ou ele NÃO QUER pagar 1000 ? Se ele PODE pagar 1000 mas só paga 700..."

    Se o empregado produz bens e serviços que são valorados voluntariamente por consumidores em não mais que R$ 700, não tem como ele receber um salário de R$ 1.000.

    Só um otário pagaria R$ 1.000 a um empregado que gera apenas R$ 700. Ou então uma instituição de caridade.

    Mais um coitado que despenca por aqui achando que está abafando, mas nem sabe do que está falando. Depois deste início "triunfal", nem me interessei em ler o resto do comentário. Gosto de ler coisas que podem me ensinar, e não que irão me emburrecer.
  • Ancap escravista  07/12/2018 22:01
    "Se o empregado produz bens e serviços que são valorados voluntariamente por consumidores em não mais que R$ 700, não tem como ele receber um salário de R$ 1.000. "

    Tem sim, em 3 passos:

    1. Deixando de ser fdp e pague um salário de 1.000 (assumindo que 1000 seja simbólico aqui como "mínimo adequado pra sobreviver")
    2. Repasse o custos do novo salário aos consumidores, porque trabalhador não é bode.
    3. Os consumidores não-fdp ENTENDEM que não tem como produzir aquele bem/serviço (ex.: camiseta por um dólar) por um salário miserável, de fome e de sobrevivência básica (comida)

    Só que o processo só funciona até alguém fdp do Estado subverter a idéia do salário mínimo e usar como instrumento político, ao invés de dignidade mínima de um cidadão, como citado no artigo.
  • uma pessoa ai com vontade de dicustir educadamente  10/12/2018 04:05
    entao, a historia do salario minimo ja diz tudo. nao tem por que discutir sobre algo criado pra ser racista e preconceituoso.
  • Humberto  07/12/2018 16:45
    "Mas NA PRÁTICA quase sempre não é ela quem determina. E sabemos disso...
    EXISTE UMA RELAÇÃO DESIGUAL DE PODER entre o que oferece o emprego e as centenas de milhares de desafortunados procurando emprego."


    Sim, quem torna essa relação desigual é o estado.

    Baixos salários, insatisfação e até mesmo "exploração" são fenômenos típicos de economias amarradas pelo governo. A lógica é direta.

    Em uma economia livre e dinâmica, na qual sempre há oportunidades de emprego, se um indivíduo tem um emprego do qual não gosta ou no qual se sente desprestigiado, ele simplesmente pede para sair deste emprego e vai à procura de outro. Sendo ele competente em sua área, os empregadores irão lhe disputar acirradamente, fornecendo benefícios e salários altos. Afinal, sendo ele competente e produtivo, aquele empregador que lhe oferecer um simples aumento salarial e o conseguir como empregado terá enormes lucros. Os empregadores disputariam esse trabalhador.

    Logo, em uma economia livre, é o trabalhador quem estipula o próprio salário.

    Já em uma economia amarrada pelo governo, na qual há poucas oportunidades de emprego, e o próprio ato de contratar alguém legalmente é extremamente caro [no Brasil, encargos sociais e trabalhistas dobram o custo de um empregado], o trabalhador fica sem opção. Nesta economia amarrada pelo governo, aquele trabalhador que não gosta do seu emprego ou não se sente valorizado não tem nenhuma opção. Se ele pedir demissão, dificilmente encontrará outro emprego legal — pois a economia é amarrada e os custos trabalhistas são altos.

    Assim, quanto mais regulada e burocratizada a economia, e quanto maiores os encargos tributários sobre a folha de pagamento, menores as disponibilidades de emprego, menor o poder de barganha dos trabalhadores, menores os salários, maior a insatisfação, e maiores as chances de abuso.

    Em suma: se o mercado de trabalho é engessado por regulações trabalhistas e tributos sobre a folha de pagamento — os quais encarecem sobremaneira o preço do trabalho legal —, o governo está simplesmente fazendo com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de custos. Consequentemente, a mão-de-obra de qualidade mais baixa terá dificuldades para encontrar empregos formais, pois não é produtiva ao ponto de gerar mais receitas do que custos para seus empregadores. Seu poder de barganha será nulo, não haverá disputa por sua mão-de-obra e seus salários serão permanentemente baixos.

    Não culpe os capitalistas. Culpe os políticos.

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

    Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes
  • DJ Marky  07/12/2018 19:47
    Sim, quem torna essa relação desigual é o estado.

    Não existe nenhuma economia sem Estado PONTO FINAL

    Eu só trabalho com a realidade.


    O DIREITO é a linguagem que o Estado e o Capitalismo conversam.

    O que você chama de encargos e burocracia nada mais são do que DIREITOS. Ora... só quem merece direitos é o empregador ? E o desempregado só tem opção de ser escravo ?

    O que você defende é o trabalho escravo... sem direitos realmente não vai faltar trabalho, mas trabalho escravo, trabalho de péssima qualidade....trabalho em péssimas condições.


    Lá atrás na história sangrenta e injusta da PROPRIEDADE PRIVADA o direito SURGIU pra que as pessoas respeitassem a propriedade privada.



  • Humberto  08/12/2018 12:47
    "O que você chama de encargos e burocracia nada mais são do que DIREITOS"

    Direitos?! Como pode ser direito algo que é obrigatório? E se eu quiser trabalhar sem CLT, posso? Não, não posso. Se eu fizer isso irei pra cadeia. Belo direito...

    FGTS, INSS e Aviso Prévio - um assalto ao trabalhador, disfarçado de direito

    Você trocaria um aumento de até 30% em seu salário pela manutenção da previdência social?

    No Brasil, empreender e gerar empregos legalmente é tarefa para heróis. Ou para masoquistas

    "O que você defende é o trabalho escravo... sem direitos realmente não vai faltar trabalho, mas trabalho escravo, trabalho de péssima qualidade....trabalho em péssimas condições."

    Gozado, a realidade é oposta.

    Por que trabalhadores fogem das "melhores" leis trabalhistas?

    "Lá atrás na história sangrenta e injusta da PROPRIEDADE PRIVADA o direito SURGIU pra que as pessoas respeitassem a propriedade privada."

    A origem da propriedade privada e da família

    Sem propriedade privada não há moralidade e nem civilização

    O Direito vem antes do Estado; e a propriedade privada originou o Direito
  • Dane-se o estado  08/12/2018 15:41
    "Não existe nenhuma economia sem Estado PONTO FINAL"

    Corrigindo: Economia existe ainda, apesar do estado!

    Agora nos mostre, que grande exemplo de proficiência alocativa de recursos o estado é capaz de ensinar ao mercado?

    Direito de propriedade não foi criado por burocratas por serem burocratas e entregue do céu para a população, foi criado pela natureza humana. O estado é nada mais que um monopólio coercitivo, não há nada de excepcional no que burocratas do estado são que justifique seu monopólio coercitivo.
  • Silvio  07/12/2018 16:52
    Como diria Freddie, Another One Bites the Dust
  • Edujatahy  07/12/2018 17:04
    Apenas um ignaro considera que o empregador determina o salário.
    Responda-me
    Se o empregador determina salário, e ele sempre quer pagar o mínimo, porque tem gente que ganha acima do salário mínimo?

    Pessoas que criticam o capitalismo e o mercado sem sequer entenderem do que se trata (afinal, foram doutrinados em pseudo-ciências marxistas toscas ) são especialistas em passar vergonha.
  • Régis  07/12/2018 17:03
    Como eu nunca tive carteira assinada, posso dizer que esta tese já estava incorporada em mim desde sempre. Eu sou o único responsável pelo meu corpo e pelo meu comportamento. Vivo e morro como quiser, desde que não agrida terceiros inocentes.

    Quais são os termos do meu emprego é algo que interessa apenas a mim e a meu eventual empregador/contratante. Político fdp nenhum tem o direito de se intrometer e estipular qualquer coisa. Nem político nem qualquer outro fdp, como esse tal DJ Marky, um aspirante a totalitário.
  • Bernardo  07/12/2018 17:40
    Na raiz do tópico está a questão da liberdade de associação.

    De um lado, o governo restringe a liberdade de associação voluntária, impondo salário mínimo e encargos trabalhistas. De outro, o mesmo governo obriga a associação involuntária, com suas quotas, leis anti-discriminação e todas as coisas de consumo obrigatório (serviço militar compulsório, seguro de carro obrigatório, Correios etc.)

    E ambas as coisas são aplaudidas e vistas como progressistas.
  • Felipe  07/12/2018 18:41
    "O empresário NÃO PODE pagar 1000 ou ele NÃO QUER pagar 1000 ? Se ele PODE pagar 1000 mas só paga 700... A verdade é que se depender do empresário ele pagaria o MENOR valor possível, porque ele quer cortar custos."

    Isso não pode ser sério. Um salário bruto maior que a produtividade do trabalhador significa que o empregador está perdendo dinheiro para empregar esse trabalhador. Consequentemente, esse trabalhador:

    1) será demitido; ou
    2) nunca será contratado; ou
    3) substituído por automação

    Só assim o empreendimento deixará de ter prejuízo com o salário mínimo e seus encargos.

    De resto, sua linha de raciocínio é típica de quem nunca gerenciou nem carrocinha de pipoca
  • Dane-se o estado  08/12/2018 15:35
    1. Deixando de ser fdp e pague um salário de 1.000 (assumindo que 1000 seja simbólico aqui como "mínimo adequado pra sobreviver")
    2. Repasse o custos do novo salário aos consumidores, porque trabalhador não é bode.
    3. Os consumidores não-fdp ENTENDEM que não tem como produzir aquele bem/serviço (ex.: camiseta por um dólar) por um salário miserável, de fome e de sobrevivência básica (comida)


    Só por essa resposta já vi que deve ser algum irmão do capital imoral!

    "repasse o custos do novo salário aos consumidores" claro, encarecendo o produto você vai estimular mais receita mesmo pra compensar esse defict adicional no custo da mão de obra, agora imagine esse défict sendo acumulado ao longo de um ano, e considerando que esta mesma lógica será repassada para o salário de cada funcionário que podem ser centenas, agora imagina aí a conta do vermelho crescendo.

    "Os consumidores não-fdp ENTENDEM" ahãm... os consumidores bonzinhos, especialmente se houver um concorrente com preços mais em conta, vão super preferir por caridade consumir o mais caro possível! pode acreditar!

  • Leigo  09/12/2018 18:53
    Vejamos.

    "Possui uma produtividade capaz de gerar apenar 700 reais"
    Peraí...não é a própria EA que diz que o valor é subjetivo ? Não há um critério objetivo nesses 700....
    Agora vamos ao mundo concreto e fazer a pergunta certa: O empresário NÃO PODE pagar 1000 ou ele NÃO QUER pagar 1000 ? Se ele PODE pagar 1000 mas só paga 700...
    A verdade é que se depender do empresário ele pagaria o MENOR valor possível, porque ele quer cortar custos.


    O empresário paga o valor que paga devido ao Sistema de Preços, sim, isto é, os consumidores junto a livre-concorrência estipulam os preços do mercado. Portanto, não é uma lei que vai definir quanto alguém ganha, mas apenas o Sistema de Preços, a lei irá apenas alterar artificialmente para pior (Tem artigos aqui falando sobre).

    Mas NA PRÁTICA quase sempre não é ela quem determina. E sabemos disso...
    EXISTE UMA RELAÇÃO DESIGUAL DE PODER entre o que oferece o emprego e as centenas de milhares de desafortunados procurando emprego. Se uma pessoa determina que o mínimo pra ela sobreviver é 1000 mas o empregador só paga 700. O que essa pessoa pode fazer é acatar os 700 ou ficar sem nada...
    NOVAMENTE UMA RELAÇÃO DESIGUAL DE PODER entre os que tem PODER(empresário) e os que não tem PODER(desempregado).


    Se uma pessoa só produz 700, mas é definido um salário mínimo de 1000, essa pessoa nem poderá "acatar" os 700, pois, há uma lei que impede que esse emprego seja criado. Dessa forma, presume-se que você acha melhor a pessoa ficar sem nada e não receber os 700. É mais importante que haja salário mínimo, né? Você não tem a mínima noção do que o site explica. É interessante como todos os parágrafos que você escreveu ignoram o princípio básico do Sistema de Preços. Tente ler os artigos que o Humberto mandou.

    Se vamos falar do que é ético e moral precisamos falar da RELAÇÃO DESIGUAL DE PODER.
    Algo completamente ignorado pelo site. O mundo capitalista é feito dos que tem capital(poder) e aqueles que carecem do capital necessário se veem obrigadas a vender seu trabalho por um preço injusto, e onde um grupo de pessoas aproveita a necessidade de outras para exigir-lhes uma parte da riqueza que produzem com seu trabalho.
    Como tudo vira propriedade e tudo necessita de algo em troca(pois o capitalismo é o sistema que tira tudo de você pra depois lhe oferecer a um preço) qualquer pessoa é obrigada a jogar o jogo desigual dos que tem e os que não tem poder.
    E olha que eu nem falei sobre JUROS/ USURA... mas é engraçado vocês falarem sobre ética e moral.


    Você não tem a mínima noção do que o site explica. É interessante como todos os parágrafos que você escreveu ignoram o princípio básico do Sistema de Preços. Tente ler os artigos que o Humberto mandou.

    Traduzindo: Se a pessoa quer ser escrava, que ela seja escrava.

    Não há como querer ser escravo, algum tipo de força externa a do indivíduo é necessária para que ele seja escravo.

    MESMO o empresário PODENDO pagar 1000 mas querendo pagar 10 e só oferecendo 10. As pessoas devem se submeter e aceitar os 10.
    Porque NINGUÉM do site vai defender os que estão perdendo na RELAÇÃO DE PODER.


    Você não tem a mínima noção do que o site explica. É interessante como todos os parágrafos que você escreveu ignoram o princípio básico do Sistema de Preços. Tente ler os artigos que o Humberto mandou.

    Conclusão

    O capitalismo é filho torto do Estado...sim o Estado que a EA tanto critica.

    * Por que existem pessoas que carecem de capital e outras que não carecem de capital?

    Resposta que vem lá de tempos remotos, com participação do ESTADO : o produto do azar, da especulação, do açambarcamento, do roubo, das guerras, de heranças... PORTANTO A história da PROPRIEDADE PRIVADA é marcada por injustiças e sangue.

    Agora voltando a falar do que é ÉTICO e MORAL... isso justifica que as diferenças aumentem com base na carência de outros seres humanos?


    Opa, nem todos os parágrafos. O capitalismo é apenas trocas voluntárias entre indivíduos, não tem nada a ver com o Estado. Existem pessoas que carecem de capital, porque o Estado e a ignorância impedem. Inintelegível essa última frase, pelo que consegui compreender:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1781
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2000
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2201
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2816
  • Machina  07/12/2018 16:57
    Imagine um jovem que mora em uma favela e tem duas escolhas:

    Trabalhar legalmente, mas ele tem pouca experiência, não consegue produzir o que o governo dita como salário mínimo, logo ele TEM que escolher a segunda opção;

    Trabalhar ilegalmente, como todo mundo sabe, há vários trabalhos ilegais, que não ditam o mínimo a se produzido e de fácil acesso, desde, vendas de drogas (um crime sem vítima) a assaltos (entre outros trabalhos que socialmente não são crimes, mas o governo os define assim, já que não há arrecadação de impostos).

    Mesmo os socialistas que defendem o discurso coletivista deveriam ser contra o salário mínimo, já que com essa medida acaba levando os jovens pobres a se instalarem em lugares com alto índices de crimes (favelas/comunidades). Com um detalhe que a maioria desses jovens são negros, esses que não poderão de forma legal subir na vida, esses que os socialistas tanto dizem defender.
  • Lucas-00  07/12/2018 17:37
    O discurso coletivista deles não tem nada de preocupação com o próximo. Para ter preocupação com o próximo você tem que ser individualista, como Ayn Rand colocou em A Revolta de Atlas.
    Eu entendi o que você quis dizer, mas acho importante frisar isso porque ainda há resquícios esquerdistas nas nossas
    cabeças.
  • Felipe Lange  07/12/2018 19:02
    Atualmente, na Europa, as leis do salário mínimo estão sendo utilizadas para excluir os imigrantes do mercado de trabalho.

    Claro que isso é bom para os políticos. Eles não querem imigrantes autônomos, eles querem imigrantes dependentes do estado e que possivelmente vão eleger esses mesmos vagabundos que defendem essa boquinha. É muito melhor para o estado ver os imigrantes na marginalidade e na dependência do que sendo livres, trabalhando e empreendendo.

    Nova York como sempre fazendo questão de manter a fama de federação contaminada pelo socialismo.
  • Jean Carlo Vieira  07/12/2018 19:12
    Artigo muito completo e de fácil entendimento - até mesmo para os mais leigos.
    Se fosse levado às suas últimas consequências, chegaria na inevitável desconstrução do estado.
  • Ancap escravista  07/12/2018 21:46
    Sobre esse trecho do texto:

    "Sendo dona do próprio corpo, ela está dotada do direito natural de determinar qual o preço que quer receber pelo serviço prestado pela sua mão-de-obra. "

    Comentários de um amigo, com adaptações:

    "O grande furo do lindo argumento, é que ele ignora a "extorsão" do patrão no segmento do trabalho marginal, no sentido de ser de alta demanda, mas de baixa complexidade, tipo mão de obra de baixo valor agregado, isso tudo só faz sentido no mundo do trabalho intelectualizado, onde você não é facilmente demitível, que aí você de fato tem algum poder de barganha".

    Lembrei daquela piada onde o banqueiro vê uma família passando fome, comendo grama, os convidando para casa dele oferecendo "coisas boas" porque a grama lá na casa dele tá "dessa" altura....
  • Humberto  08/12/2018 00:34
    De novo o mesmo argumento?

    Baixos salários, insatisfação e até mesmo "exploração" são fenômenos típicos de economias amarradas pelo governo. A lógica é direta.

    Em uma economia livre e dinâmica, na qual sempre há oportunidades de emprego, se um indivíduo tem um emprego do qual não gosta ou no qual se sente desprestigiado, ele simplesmente pede para sair deste emprego e vai à procura de outro. Sendo ele competente em sua área, os empregadores irão lhe disputar acirradamente, fornecendo benefícios e salários altos. Afinal, sendo ele competente e produtivo, aquele empregador que lhe oferecer um simples aumento salarial e o conseguir como empregado terá enormes lucros. Os empregadores disputariam esse trabalhador.

    Logo, em uma economia livre, é o trabalhador quem estipula o próprio salário.

    Já em uma economia amarrada pelo governo, na qual há poucas oportunidades de emprego, e o próprio ato de contratar alguém legalmente é extremamente caro [no Brasil, encargos sociais e trabalhistas dobram o custo de um empregado], o trabalhador fica sem opção. Nesta economia amarrada pelo governo, aquele trabalhador que não gosta do seu emprego ou não se sente valorizado não tem nenhuma opção. Se ele pedir demissão, dificilmente encontrará outro emprego legal — pois a economia é amarrada e os custos trabalhistas são altos.

    Assim, quanto mais regulada e burocratizada a economia, e quanto maiores os encargos tributários sobre a folha de pagamento, menores as disponibilidades de emprego, menor o poder de barganha dos trabalhadores, menores os salários, maior a insatisfação, e maiores as chances de abuso.

    Em suma: se o mercado de trabalho é engessado por regulações trabalhistas e tributos sobre a folha de pagamento — os quais encarecem sobremaneira o preço do trabalho legal —, o governo está simplesmente fazendo com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de custos. Consequentemente, a mão-de-obra de qualidade mais baixa terá dificuldades para encontrar empregos formais, pois não é produtiva ao ponto de gerar mais receitas do que custos para seus empregadores. Seu poder de barganha será nulo, não haverá disputa por sua mão-de-obra e seus salários serão permanentemente baixos.

    Não culpe os capitalistas. Culpe os políticos.

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

    Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes
  • Dane-se o estado  08/12/2018 15:55
    O grande furo do lindo argumento, é que ele ignora a "extorsão" do patrão no segmento do trabalho marginal, no sentido de ser de alta demanda, mas de baixa complexidade, tipo mão de obra de baixo valor agregado, isso tudo só faz sentido no mundo do trabalho intelectualizado, onde você não é facilmente demitível, que aí você de fato tem algum poder de barganha

    Gosto desses idiotas que aparecem aqui, satisfaz meu desejo sádico de espancar esquerdistas e vitimistas! Ora ora, não me culpem, não tenho sangue de barata e todo ser humano tem seus limites de paciência, ninguém é santo, por isso mesmo não devemos ter poder central controlando preços e salários!

    O que seria exatamente trabalho intelectualizado? Ou baixou ou alto valor agregado? O valor é totalmente subjetivo, depende da escassez e da utilidade. O que seria uma demanda de baixa complexidade? quem define os custos disso?

    Ora se houver muita demanda de funcionários num dado mercado mesmo que sua utilidade seja constante a baixa escassez não permitirá salários comparáveis a uma função de alto cargo difícil de achar, no instante em que contratar inúmeros desses funcionários multiplica os custo, e de onde virá todo o dinheiro para que todos ganhem como executivos ou administradores de altos cargos? Curiosamente se a oferta de mão de obra de garis por exemplo se reduzir seu salário vai aumentar pois sua utilidade mediante a escassez se tornará preocupante e mais urgente. Mais curiosamente ainda, um cenário como este só seria possível onde pessoas fossem livres para acumular capital, não perdessem dinheiro para inflação ou impostos, e fossem livres para investir em conhecimento e capacitações que cedo ou tarde e cada vez mais tornassem mais desnecessárias sua ocupação com trabalhos considerados mais "humildes."
  • Desejo Sádico de Espancamento  08/12/2018 17:24
    Graças a pessoas como você, esquerdista raiz marxista e "vitimistas" nem sequer aparecem aqui. O tal DJ Marky deve ser alguém de direita, algum leitor antigo do IMB, provavelmente alguém do próprio instituto fingindo ser de esquerda já que a esquerda mesmo nem vem aqui. Você ainda acredita que estes comentários são de esquerdistas?
  • Dane-se o estado  09/12/2018 01:06
    Graças a mim? você quer o que? politicamente correto? que eu trate esquerdista como seres sensíveis e vitimistas que eles querem que o mundo os trate? que vão todos a puta que os pariu. Não gostam da verdade, ela virar querendo ou não! se não aparecem aqui, só mostra e prova o que eles já são e já fazem a muito tempo, vivem numa bolha psicótica e intelectual, isso não é de hoje nem vai acabar amanhã, que diferença faz. A maior parte da sociedade não é feita de idiotas de DCE e ainda tem alguma racionalidade para compreender o que é dito aqui. NÃO EXISTE MUNDO PERFEITO MESMO, E EU TENHO SINCERAS VONTADES DE ARRASTAR A CARA DE UM COMUNISTINHA DE MERDA NO ASFALTO, MAS COMO NÃO SOU CRIMINOSO COMO ELES EU PREFIRO SUBLIMAR MINHA AGRESSIVIDADE COM ARGUMENTOS BEM INCISIVOS, É BOM IR SE ACOSTUMANDO MESMO COM A VIDA REAL FORA DO MUNDINHO DE NÁRNIA DA FACULDADE DE HUMANAS.
  • Dane-se o estado  09/12/2018 01:24
    O próprio Karl Marx, um filho de uma vadia prostituta de merda, assim como Engels, defendia abertamente genocídio e agressão, assim como o comunismo de forma geral. ideologia de esquerda por definição é legitimação de atos de bandidos contra a propriedade alheia, qualquer hostilidade a esquerdistas é autodefesa do indivíduo e da sociedade, uma vez que tudo o que eles descrevem é para justificar agressão e coerção a propriedade de terceiros, tudo que vem da esquerda visa justificar alguma forma de agressão a propriedade alheia. Esquerdista raiz marxista se quer defende caridade, pois atos de voluntarismo vão contra a narrativa de que o estado não é necessário para auxiliar os mais pobres e isso deslegitima o populismo assistencialista deles. Ficar de politicamente correto com gente mentirosa e sonsa como esquerdista raiz, é no mínimo fazer o jogo cínico deles.
  • Desejo Sádico de Espancamento  08/12/2018 17:26
    É claro que eu sei que o meu comentário não será aprovado, mas é a verdade.
  • Jorge  07/12/2018 23:28
    Levando o argumento principal do texto ao extremo, uma forma ainda mais interessante de evidenciar a imprestabilidade do salário mínimo é pensarmos na bizarra situação em que ele fosse fixado em um milhão de dólares.
    Qualquer um conseguiria enxergar que, o invés de uma população milionária, teríamos uma população de desempregados.
  • Alex  08/12/2018 02:17
    Pensem em quantos MEIs no Brasil gostariam de ter um empregado, um só que a lei permite.

    O MEI só pode faturar 60 mil por ano, 5 mil por mês, com um empregado com salário mínimo de 1 mil sobra menos de 4 mil por mês. Agora se descontar os custos do negócio e pesarmos o risco de ter esse negócio legalizado com tão baixo retorno, que MEI no Brasil tem condições de contratar esse 1 funcionário?

    Coisas de Brasil e as maravilhas do salário mínimo.
  • ed  10/12/2018 10:27
    O MEI pode faturar até R$ 81 mil por ano.
  • raphael  08/12/2018 19:05
    em outra ocasiao peguei uma discussao parecida sobre a reforma trabalhista
    os defensores da CLT - em grande maioria da rede goebbels e foice de sp, pelegos q fazem bico de artista ou intelectual - todos trabalham como PJ
    CLT eles defendem apenas para os outros, pq eles mesmos preferem evitar esse monte de "direitos"
    acabou saindo o ditado CLT no trabalho dos outros eh refresco
    praticamente 100% da minha renda como freela vem do exterior e eu fico com quase tudo, descontando a mordida basica do leao e operacao de cambio - nada de fgts , 13 , nem ferias remuneradas
    mas eu ganho em dolar num pais de milhoes de desempregados , em rate que nem diplomados conseguem por aqui, fazendo algo que gosto
    soh q pra galerinha CLTista eu sou um mazzaropi (de chapeu de palha e dente podre) explorado pelo capital estrangeiro e preciso q pelegos venham ficar com boa parte do meu dinheiro pra me "defender" de quem precisa dos meus conhecimentos e ta disposto a me pagar por isso
    quanto mais a gente fala mais surreal fica
    o q eu nunca deixo de observar eh q eles sempre querem dizer o q pode ou nao pode, quem pode ou nao pode, quando pode ou nao pode
    autoritarios enrustidos travestidos de benfeitores me dao nojo
  • Cristiane de Lira Silva  08/12/2018 19:06
    Vejam esta matéria ( que não tem nada a ver com o artigo de vocês) sobre Dubai depois da dependência do petróleo:

    www.nationalgeographicbrasil.com/viagem-e-aventura/2018/12/turismo-dubai-cidade-emirados-arabes-extravagante-oriente-medio

    Exceto pela monarquia em que não se pode criticar o regime e pela prostituição que deve ter mulheres traficadas ( embora o artigo não aborde esse problema), Dubai é um paraíso. É rica, tolerante, cheia de diversidade (diversidade religiosa também) , cosmopolita e nada conservadora. O artigo aposta que o oriente médio seguirá o caminho de Dubai quando o petróleo acabar.

    Não se preocupem, Dubai não é comunista!
  • Leigo  09/12/2018 14:48
    nada conservadora
    quando o petróleo acabar
  • Ferlinusortus  10/12/2018 04:15
    Você é feminista convicta né?
  • Leigo  09/12/2018 14:45
    "Por exemplo, se um jovem pobre, sem instrução e sem habilidades, possui uma produtividade capaz de gerar apenas R$ 700 por mês a um eventual empregador, o que acontecerá se o governo aprovar uma lei exigindo que a este jovem sejam pagos no mínimo $ 1.000 por mês é que ele simplesmente não será contratado, e estará condenado ao desemprego."

    Esse mesmo jovem reclama quando o estágio cobra experiência, inglês fluente, etc, e fica criando esses memes:

    img.ibxk.com.br/ns/rexposta/2018/08/30/30063211249022.jpg?watermark=neaki&w=600
    images3.memedroid.com/images/UPLOADED151/56b9e72d980ca.jpeg

    E se argumentar que ele tá sem emprego por causa de regulações que impõem um piso salarial, é capaz dele dizer que o estágio em órgão público paga bem. As leis econômicas não falham.
  • Raquel  10/12/2018 14:35
    O mercado de trabalho brasileiro sempre foi disfuncional.
    Com essa recessão tudo tem piorado,ainda mais para quem tem pouca ou nenhuma experiência.
    Nos EUA(apenas como exemplo) não existe tanta barreira para quem é inexperiente,basta ter força de vontade,que se consegue um emprego,mesmo que básico.
    Aqui(eu já passei dessa fase),o nível de exigência é surreal.
    É tanta gente procurando emprego,que as empresas estão exigindo inglês e faculdade,até para funções bem básicas,e que sempre foram porta de entrada no mercado de trabalho.
    A saída é empreender,mesmo que informalmente,e de preferência num país mais sério(até Portugal está numa situação melhor para empreender).
    Mas concordo,que o governo é o principal empecilho,seja para quem quer empreender,ou apenas conseguir um emprego.
    Mas não tenho esperança que isso vá mudar no curto prazo,o brasileiro reclama,mas no fundo a maioria ama ficar na aba do estado.Tente fazer uma reforma trabalhista séria(não essa palhaçada que o Temer fez) cabeças irão rolar.
  • Leonardo Fonseca  10/12/2018 13:32
    Uma dúvida que eu tenho: quem contrataria os mercenários ou guerrilheiros? As pessoas iriam fazer coleta ou um ia pagar para todos?
  • Vinicius  10/12/2018 14:18
    Mais uma vez parabéns pela reportagem. Não existe um mundo de benesses, vc vale o que produz. Conheço dezenas de universitários que estão trabalhando na informalidade pois não podem trabalhar 6 ou 10 horas por dia, tendo como prioridade seus estudos, no mercado informal fazem seus horários e ganhos sem base ao salário mínimo. Eu acho que quem tem que decidir, se for necessário, as mudanças na uber são os usuários, motoristas e a própria uber.
  • Constatação  10/12/2018 14:37
    Felizmente, o 99 está escapando dessa.
  • JarbasProfeta  11/12/2018 12:44
    Bom dia,

    Lembrando que o estado natural do ser-humano é o de pobreza, se não houver ação no sentido de deter mais propriedade privada, nascemos e morremos pobres. O livre mercado apenas facilita essa aquisição, que o estado parasita.

    Quanto à salário mínimo, se traduz apenas em um sarrafo, quanto mais alto, mais difícil de superar.

    R$0,00.........................Salário mínimo...................................................................................Riqueza
    |--------------------|-------------------------------------------...
    ..........Desempregro/
    .............Miséria



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