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Como a desregulamentação melhorou e barateou o transporte na Europa
Serviços de qualidade a preços baixos só são possíveis quando há livre mercado

Recentemente, tive de ir de Budapeste a Viena, uma viagem de aproximadamente duas horas e meia. Sem ter um carro, tive de encontrar outro meio de transporte para voltar pra casa.

Eu poderia optar pelo trem, e teria de pagar o equivalente a US$ 45. Porém, optei por uma alternativa: e então, em vez de US$ 45 paguei apenas US$ 10 sem qualquer demora adicional.

Durante toda a minha viagem, usufruí uma internet wi-fi surpreendentemente estável, conseguindo até mesmo assistir a eventos esportivos em meu smartphone — um incrível contraste com as instáveis conexões de internet dos trens europeus. Tive cappuccino grátis. Os assentos eram muito confortáveis. Havia monitores de TV nas costas de cada assent, com canais de televisão e rádio, um mapa, e muita música. Havia até uma comissária de bordo frequentemente oferecendo assistência aos passageiros.

Não, eu não fui de avião. Eu não tive a sorte de conseguir um vôo extremamente barato tão em cima da hora. Em vez disso, peguei um ônibus da RegioJet, uma empresa da República Tcheca que opera trens e ônibus. Esta empresa privada, fundada em 2009, fornece viagens extremamente baratas de trem e de ônibus ao longo de toda a Europa Central.

Desregulamentação gera inovação

Não, não estou recebendo nenhum dinheiro da RegioJet. Com efeito, foi a primeira vez que utilizei a empresa.

O motivo por que estou relatando isso é para ilustrar apenas mais um exemplo de uma revolução no setor de transportes que está atualmente ocorrendo em toda a Europa graças a medidas de desregulamentação criadas tanto pela União Europeia (quem diria!) quanto pelos governos nacionais.

Tais desregulamentações estão possibilitando cada vez mais a entrada da iniciativa privada nos até então severamente regulados mercados de trem e ônibus (o setor aéreo europeu já está praticamente todo desregulamentado, e possui hoje as mais baratas tarifas do globo), tornando ainda mais evidente que o setor de transportes não precisa ser — ou, melhor ainda, não deveria ser — um bem público fornecido ou mesmo regulado pelo estado.

Historicamente, esta ideia — ou seja, o setor de transportes ser um bem público que deve ser controlado ou regulado pelo estado — sempre esteve enraizada na mente dos governantes europeus. Portanto, tal mudança de paradigma é notável.

Os governos de Alemanha e França, durante vários séculos, bloquearam qualquer entrada de empresas privadas no setor ferroviário. Também proibiam a entrada no setor rodoviário. Na Alemanha, por exemplo, de 1935 a 2012 era proibido uma empresa de ônibus ofertar uma linha entre, por exemplo, Berlim e Munique, pois havia o temor de que ninguém mais usaria a Deutsche Bahn — a empresa ferroviária do governo. Sempre que houvesse uma linha ferroviária entre duas cidades era proibido haver linhas de ônibus. Como consequência, na década de 1980, viagens de ônibus na Alemanha praticamente deixaram de existir.

No entanto, não só na Alemanha como em toda a Europa, a pavorosa ineficiência das empresas ferroviárias estatais foi deixando cada vez mais claro que este arranjo não poderia ser mantido. Por exemplo, a SNCF, a estatal ferroviária francesa, tem uma dívida acumulada de $54 bilhões.

Assim, a União Européia — que normalmente não é conhecida por gerar boas notícias — começou a implantar medidas desregulatórias há algumas décadas, sendo que o "quarto pacote ferroviário" entra em vigor ano que vem. Os mercados foram liberalizados, empresas privadas ganharam permissão para entrar e ofertar seus serviços, e a concorrência além das fronteiras foi permitida.

Hoje, as empresas que sempre dominaram este mercado em seus respectivos países — tanto estatais quanto algumas privadas protegidas e subsidiadas pelo estado — estão enfrentando concorrência de todos os tipos, desde novas empresas privadas até algumas empresas estatais de outros países.

E não foi apenas a União Europeia a responsável por isso. Nos últimos anos, vários governos nacionais também desregulamentaram seus respectivos setores, permitindo que empresas privadas operassem nele e permitindo também a entrada de empresas de outros países da Europa. Tal processo continua e, ao que tudo indica, não será revertido. (Neste momento, por exemplo, Emmanuel Macron está travando uma batalha contra os sindicatos franceses em relação a estas reformas).

Na Alemanha, uma coalizão de conservadores e liberais legalizou a entrada de empresas de ônibus no mercado de transportes intermunicipais em 2013. Desde então, naquele país em que praticamente não mais havia empresas de ônibus, nada menos que 150 novas linhas de ônibus intermunicipais surgiram, levando a uma significativa alteração nas preferências dos consumidores, que começaram a abandonar os trens e adotar cada vez mais os ônibus para longas viagens.

Durante esse processo concorrencial, uma empresa chamada Flixbus, fundada em 2011 se destacou e, graças a seus preços incrivelmente baixos, detém hoje 90% do mercado de ônibus na Alemanha.

Os ônibus já estão sendo rotulados de "o novo meio de transporte favorito da Alemanha", e a Flixbus está atualmente se expandindo para "Flixtrain", planejando oferecer ligações ferroviárias entre Munique e Berlim por $11 — sendo que pela estatal Deutsche Ban os preços variam de $13 (impossíveis de se conseguir) a astronômicos $215.

Estas imensas reduções de preços — em conjunto com serviços muito melhores — se tornaram um fenômeno rotineiro em todo o continente europeu, tanto que tal revolução já está sendo considerada uma "ameaça existencial" para as antigas empresas ferroviárias. Como a empresa de consultoria Oliver Wyman observou:

Os ônibus intermunicipais de hoje oferecem confortos iguais aos dos trens (como poltronas luxuosas, banheiros higiênicos, internet wi-fi, lanches e bebidas), mas a uma fração dos preços cobrados pelas empresas ferroviárias nas rotas de alta densidade.

Acreditamos que, passados alguns anos, as novas empresas de ônibus já conseguiram capturar 20% dos clientes das ferroviárias, graças a agressivas táticas de maketing, a uma inteligente rede de itinerários e a ônibus com grandes capacidades para passageiros.

Todo esse processo mostra a beleza do mercado em ação. Todas as melhorias que podem ocorrer quando não são burocratas que estão no controle do mercado, mas sim empreendedores em busca do lucro, ofertando benefícios e comodidades para tentar conquistar clientes e, com isso, auferir ganhos monetários.

A revolução dos transportes na Europa é também um claro exemplo de uma "destruição criativa", como Joseph Schumpeter rotulou o que ocorre quando o status quo é obrigado a enfrentar um distúrbio causado por novas idéias e novas práticas.

Empresas estatais ou empresas privadas operando sob regime de concessão (isto é, com um monopólio protegido e garantido pelo estado) dominaram por décadas os mercados europeus. Porém, tão logo surgiu a oportunidade de outras empresas entrarem no mercado, aquelas empresas já estabelecidas começaram a cambalear, ao passo que as novas entrantes estão prosperando e prevalecendo.

Os benefícios para os consumidores estão sendo imensos. Os preços caíram, a qualidade aumentou e as possibilidades para o cidadão comum europeu viajar de forma ampla e barata aumentaram.

Isso, por si só, já é muito mais do que qualquer governo jamais conseguirá fazer na área de transportes.

_____________________________________________

Nota do editor

No Brasil, ainda está em vigor o nosso jurássico sistema cartelizante, em que o estado, por meio de suas agências reguladoras, determina quem pode e quem não pode atuar no mercado, e quem pode e quem não pode operar determinadas rotas.

No setor de transportes rodoviários, por exemplo, as regulações da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) impedem o surgimento de empresas de ônibus para concorrer com as já existentes, as quais detêm privilégios monopolísticos concedidos pela agência. Pior: impedem que as já existentes concorram mais diretamente entre si. É a ANTT quem estipula qual empresa de ônibus pode fazer qual rota e em qual horário. E é ela também que impede que mais de uma empresa de ônibus sirva a cidades que tenham menos de 200 mil habitantes. Obviamente, a ANTT também proíbe empresas estrangeiras de fazerem viagens nacionais dentro do Brasil.

No setor aéreo, igualmente, as regulamentações da ANAC garantem uma reserva de mercado para as empresas nacionais já estabelecidas. Quem tentar criar uma empresa para concorrer com elas será barrado (a menos, é claro, que você tenha boas conexões políticas). Igualmente, empresas estrangeiras são proibidas de fazer vôos nacionais aqui dentro, para não afetar o oligopólio protegido pela ANAC. Com uma reserva de mercado garantida — há apenas quatro empresas aéreas autorizadas pelo governo a servir um mercado de 200 milhões de consumidores potenciais —, o Brasil é o 12º país mais caro do mundo para viajar de avião. Brasileiros pagam 48% mais que os britânicos e 223% mais que os norte-americanos para cada 100 quilômetros voados. Enquanto isso, na Europa, que atualmente tem o setor aéreo mais livre do mundo, empresas oferecem vôos por 9,99 libras.


25 votos

autor

Kai Weiss
é pesquisador do Austrian Economics Center e membro do Hayek Institute. Seus principais tópicos de interesse são filosofia política, política européia e tecnologia.


  • Mochileiro  09/08/2018 16:54
    Esse cara contou que foi da Moldávia até a Romênia num trem decadente da era soviética. Ele optou pelo trem soviético apenas para fazer uma experiência. Segundo ele, a viagem leva 5 horas a mais que um ônibus e custa 10 vezes mais.

    E olha que a passagem de um trem soviético saindo da Moldávia não deve ser das mais caras.

    queroficarrico.com/blog/ignorancia-seletiva/


    De resto, eu realmente não sabia que o mercado de transporte terrestre lá estava passando por essa liberalização toda. Eu já sabia do aéreo mas o terrestre é novidade. Ótimo, já sei o que fazer no meu próximo mochilão. Obrigado pleo artigo.
  • Rene  09/08/2018 17:15
    Com certeza viajará com muito mais conforto do que em um trajeto pelo Brasil. De qualquer forma, boa viagem. E não esqueça de levar a toalha.
  • Curioso  09/08/2018 17:16
    Como um presidente ou prefeito desregulamentaria o setor de transporte terrestre em uma cidade populosa como São Paulo e Rio de Janeiro? Faria regras parecidas da frota de carros?
  • Emerson  09/08/2018 17:32
    Tipo assim, que tal o burocrata chegar e simplesmente dizer: "A partir de agora, quem quiser ofertar rotas intermuncipais é livre para tal. A entrada no mercado está liberada."

    Além disso, o que mais você quer? Do que mais você precisa?
  • Curioso  09/08/2018 17:45
    Já viu como várias regiões dessas duas cidades são congestionadas?

    Estão barrando até a entrada de novos carros em SP por causa do trânsito.
  • Emerson  09/08/2018 17:56
    Quem está na gestão centralizada das ruas? Qual a entidade monopolista responsável por elas? Pois é.

    Em todo caso, você está falando de transporte urbano, e não de interurbano (que é o tema do artigo). Logo, recomendo estes:

    Transporte coletivo e privado

    Como mostra este fenômeno, a solução para a mobilidade urbana está na descentralização
  • Saviani  09/08/2018 17:24
    Lembrando que a Ryan Air já disse que, daqui a 5 anos, as passagens aéreas serão gratuitas.

    www.infomoney.com.br/minhas-financas/turismo/noticia/5867904/companhia-aerea-afirma-voos-serao-gratuitos-cinco-anos

    Pronto. Agora realmente não há a menor chance de o governo brasileiro permitir estrangeiras fazerem voos de cabotagem aqui dentro. "Vão acabar com as aéreas brasileiras!", grita o brasileirinho que adora ser espoliado, desde que seja por um compatriota.
  • Pensador Puritano  09/08/2018 17:29
    Aqui em Minas os ônibus e táxis clandestinos fazem viagens baratas para todos os cantos de nossa terra saindo de Belo Horizonte. Enquanto os ônibus autorizados pelo estado cobram mais de R$ 100,00, R$150,00, os clandestinos cobram R$ 60,00, no máximo R$70,00 e só não oferecem confortos devido a crise que passamos, pois tinha copinhos de água mineral a vontade há alguns anos atrás. Hoje não tem mais. A imprensa vive criticando que eles são inseguros (em parte é verdade), matérias sensacionalistas e fracassadas. O órgão fiscalizador por sua vez multa, reboca e inferniza, mas a demanda continua em alta. Imagina desregulamentando este setor?
  • Abner  09/08/2018 17:47
    O dia que desregulamentar o setor de transportes no Brasil as fábricas de ônibus e vans não darão conta de tantos pedidos, o desemprego oficial cairá a metade e uma passagem SP-RJ não custará mais do que 30 reais, com confortos de classe executiva de avião. Os empreendedores brasileiros são os mais hábeis do mundo, fazem até o socialismo que vigora por aqui ter algum conforto, imagina sendo livres?
  • Antonio Luiz N Ferreira   09/08/2018 17:33
    Toda a desregularização do mercado que trás benefícios para o consumidor é importante, mas neste caso vejo o reverso, aumento do consumo de combustível fóssil, mais veículos trafegando nas estradas. É melhor desregular o mercado ferroviário, que sempre foi mais barato.
  • Eduardo  09/08/2018 17:41
    Ou seja, você coloca a Deusa Gaia acima das necessidades humanas. Sem problemas, desde que você tenha a coragem de assumir isso.

    Sobre o transporte ferroviário, como você acha que um trem se locomove? Na base da fé? Até onde eu sei, um trem se locomove a Diesel, o mesmo combustível de um ônibus.

    De resto, vou só deixar essa aqui:

    Trens podem poluir mais que aviões
  • Jaderson  09/08/2018 17:49
    Eu moro na Alemanha.
    Antes morava em São Paulo...
    Vou para o trabalho todo dia de trem.
    E viajo nos feriados nos trens balas, a 300 km/h.
    Tudo elétrico.
    Se a energia vir de termoelétricas, até concordo que complica um pouco.
    Mas com o potencial hidroelétrico do Brasil não tem nem espaço para discussão.
    Estamos na idade da pedra aí.
    Eu passava 4 horas por dia dentro do carro!
    Hoje nem tenho carro, pois não tem necessidade.
    Moro em uma cidade vizinha a que trabalho e gasto no máximo 2 horas por dia, usando às vezes dois trens e um bonde.
  •   09/08/2018 18:23
    em alguns países europeus até 1/3 da venda de autos novos são eletro/hibridos, a poluição está desabando, e as rotas estão sendo otimizadas por meio de aplicativos de transportes.

    Essa polemica de mais poluição não existe, quando o transporte evoluiu ele mesmo resolve a questão séria da poluição do ar que afeta a saúde.

    Já aquecimento global tem NADA A VER, o carbono das emissões sempre esteve na terra, pelo contrário quando não estava tão fundo no solo ou mar ocorria o período áureo da vida na terra. A natureza se autoregula, desde que mantida em condições saudáveis de funcionamento e aqui vai a séria preocuapçao com a poluição do mar, o pulmão do planeta.

  • Kira  12/08/2018 14:21
    CO2 não é poluente, e aquecimento global antropogênico não existe, assim como o efeito estufa.

    www.youtube.com/watch?v=sua8DG6RiPM
  • Paulo Henrique  10/08/2018 05:52
    Ônibus elétricos também vão se popularizar. Questão de tempo.
  • Pensador Puritano  09/08/2018 17:49
    Tema controverso este do aquecimento global,quanto a poluição concordo com você que aumenta,mas para isto existem os filtros antipoluição,setor que também merece ser desregulado(Fornecedores de sistemas antipoluição)ou ter isenção de impostos caso não seja regulamentado,enfim soluções existem,agora limitar nosso poder de escolha em nome do meio-ambiente é coisa de melancia comunista,verde por fora e vermelho por dentro,estas bestas humanas que pregam o bem comum,mas quando estão no Poder devolvem misérias,fomes e sangue de inocentes,portanto discurso fajuto o teu,esperar iniciativa governamental para melhorarmos de vida é perda de tempo,desregulamentando a economia os agentes econômicos encontraram as melhores alternativas.
  • Kira  12/08/2018 21:05
    Eu não acredito em aquecimento global antropogênico, acredito que é natural da terra passar por ciclos de glaciação e aquecimento. há evidências disso que remontam 10 mil anos da análise do gelo do ártico. há fósseis de mamute encontrados nessas regiões, com resquício de alimentação vegetal relativamente preservado, além de indícios geológicos que indicam que os polos já foram tropicais, ou pelo menos com muito menos proporção de gelo do que possuem hoje. há muitas evidências das oscilações de temperatura da terra ao longo dos últimos 10 mil anos. A questão é que dês de o comovente documentário do Bill Clinton, que a mídia, as escolas, tratam a questão como um mantra religioso, e de forma extremamente sensacionalista. nos últimos anos que algumas pessoas tem tido coragem para questionar isso, inclusive pesquisadores que já foram ligados a essas pesquisas. Apesar de ter muita merda pela internet, foi graças a ela também que esse tipo de coisa tem se tornado possível. só o fato das pessoas terem a chance de analisarem argumentos diferentes do mainstream e ficarem com a pulga atrás da orelha em relação a "bondade" dos "bonzinhos" é por si só um fator positivo. Não há motivos para histeria quanto a aquecimento global. A geologia do planeta muda constantemente e de forma brutal ao longo dos milênios, sem falar que nenhuma das previsões catastróficas s cumpriram para os anos que se passaram, nem dão indícios claros de que vão ocorrer da forma que eles publicam. É mais do que evidente pra qualquer pessoa com o mínimo de bom senso e honestidade intelectual que existe um sensacionalismo proposital em torno desses temas.
  • 5 minutos de ira!!!  10/08/2018 12:16
    Peraí.......... desde quando transporte coletivo barato polui mais?!?!?!?!?

    A passagem barata e o conforto levarão muitos a deixar seus carros na garagem..... isso sim diminui a poluição, o trânsito, o estresse, o tempo de viagem.......... inverteu legal a lógica, hein........
  • Marcelo  09/08/2018 17:33
    Se compararmos o preço de passagens de ônibus intermunicipais com o frete de caminhão, temos os seguintes dados aproximados: o ônibus arrecada por viagem cerca de 4 vezes mais; gasta muito menos diesel, porque leva menos peso; ao chegar ao destino pode retornar imediatamente; o caminhão tem de descarregar e isso pode demorar pois depende de terceiros; o caminhão às vezes aguarda dias em fila na fábrica para carregar; enquanto o caminhão carrega e descarrega, o ônibus pode ter feito mais de uma dezena de viagens.

    Obviamente, se não fosse uma concessão pública, haveria uma infinidade de interessados em por um ônibus na estrada, cobrando possivelmente menos de um quarto do que é cobrado pelo atual sistema imposto.
  • Adriano  09/08/2018 17:56
    Minha trip pela Europa passa por 1o diferentes cidades em 7 países. TODAS as passagens aéreas e terrestres juntas somaram menos de 150 euros. Saio de Dublin, vou pra Nice, Monaco, Pisa, Florença, Veneza, Berlin, Praga, Viena, Budapeste e Atenas. Além disso, uma hospedagem em frente a Torre de Pisa sai a 10 euros, nem na pousada mequetrefe de Ponta Negra você consegue esse valor.
  • Daniel  09/08/2018 18:02
    O setor de transportes na Europa realmente é muito bom e barato. Assim como os albergues. O que pega lá é o setor gastronômico (lembrando que a agricultura européia é fortemente protegida e subsidiada pelo estado). É tudo muito caro. E as porções costumam ser mixurucas. Ou você vai de fast-food ou vai de pizza.
  • Cristiane de Lira Silva  09/08/2018 18:07
    Ah que pena... O Brasil poderia copiar. Eu acho que um transporte coletivo de qualidade é melhor do que um carro particular ( dirigir é um saco, combustível é caro e manutenção de carro também). Daí só usar Uber quando realmente necessário.
    Viagem por terra são legais. São mais divertidas que as de avião nas quais se passam algumas horas tediosas vendo nuvens! O Brasil poderia copiar e a música e a TV são dispensáveis. Melhor ver paisagem. Nem precisa de tanto...

    Parece que ser o 12° país mais caro nas viagens aéreas explica o horror que é o preço das passagens para alguns países da Europa. Melhor escolher dois destinos no continente americano do que um só no europeu.
  • Cristiane de Lira Silva  09/08/2018 18:14
    Sei que não tem nada a ver com o assunto mas a crise aqui tá muito séria. Percebi agora andando pelo centro comercial do Recife que várias lojas foram fechadas. Muitas padarias que antes vendiam uma variedade grande de produtos como salgados, bolos e outros doces agora vendem apenas o pão. Raphael do ideias radicais vive falando que o Brasil vai falir. Se isso não é falência então eu nem quero pensar no que isso significa.
  •   09/08/2018 18:16
    Quer viajar barato dentro da europa?

    Se estiver em mais de 2 pessoas, se a viagem for longa, aluga um carro, por poucas dezenas de euros, vc economiza passagens, taxas, tempo, economiza o taxi pro aeroporto, pode escolher uma gama maior de hotéis, economiza em transportes publicos que são caros

    ... mas precisa ser bem estudado, rotas e paradas, estacionamentos são caros, pedagios são caros, gasolina até é cara, mas os carros lá são incrivelmente economicos
  • Daniel  09/08/2018 18:23
    Aluguel de carro na Europa, pelo menos pelas locadoras tradicionais, é muito caro (quando convertido em reais) dependendo do país. Quanto mais social-democrata, mais o governo enfia imposto nesse serviço. E a gasolina também é caríssima.

    Recomendo carro apenas se o número de passageiros for alto. No mínimo quatro.

    Nos EUA, por outro lado, aluguel de carro é baratíssimo, especialmente pela Enterprise.
  • José Roberto  09/08/2018 18:18
    Sobre os ônibus, falando do estado de São Paulo apenas:

    No estado de São Paulo as passagens dos ônibus são tabeladas pela Artesp. Todas as rodoviárias, e acho que isso é no país todo, são estatais ou privadas em regime de concessão. Ninguém pode construir uma rodoviária melhor para concorrer com essas velharias. As rodoviárias privadas tendem a ser ligeiramente melhores, mas no geral elas são ruins por serem monopólios.

    A qualidade dos ônibus, por outro lado, é excelente. Mas o excesso de regulamentações, em especial o tabelamento de preços de passagens e a enorme carga tributária sobre elas, geram algumas distorções na alocação de recursos:

    A qualquer hora do dia, em qualquer dia do ano as passagens custam sempre o mesmo valor. Isso faz com que em um mesmo dia um ônibus faça viagens quase sem passageiros em alguns horários e esgotem passagens para outros horários. Em feriados isso fica crônico, se a passagem não for comprada muito antecipadamente a pessoa precisa viajar no outro dia. As empresas ajudam muito colocando vários ônibus extras nesses dias, mas muitas vezes isso não é suficiente.

    Porém existe uma ligeira concorrências entre as empresas, como não brigam nos preços, fazem isso na qualidade. As viações precisam de autorização da Artesp para efetuarem as rotas que desejam, mas em grande parte delas é possível escolher entre viações diferentes.

    Viajar de ônibus no estado de São Paulo é muito confortável. O problema é até o momento em que você pisa dentro do ônibus graças as péssimas rodoviárias. Uma vez no ônibus, a viagem é agradável. São várias as viações que oferecem inclusive WiFi dentro dos ônibus, algumas até possuem pontos de energia para conectar notebooks e outros dispositivos em algumas poltronas. Vários destinos oferecem opção de leitos e semi-leitos entre outras comodidades.

    Em resumo:

    Viações: Privadas e confortáveis, mas caras (os preços são regulados pela Artesp).
    Rodoviárias: Estatais ou concedidas e péssimas.
    Artesp: Extremamente intrusiva e garantidora de reservas de mercado
  •   09/08/2018 18:31
    em SP entra a figura dos fretes, tanto os regulares como em esquema turismo ou charter.
    sem falar nos clandestinos

    Fazem de tudo pra atrapalhar a vida dos fretados, regulando rotas e estacionamento, ainda assim é uma fonte enorme de renda para as empresas que se aventuram a operar.

    as rodoviárias são mesmo de doer, excessivamente concentradas, mal localizadas, era pra se ter uma rodo pra cada (ou cada par de) grande rodovia de entrada/saída na cidade, de preferencia com acesso metroviário, inclusive otimizando o percurso dos onibus.

    Fizeram o rodoanel e não passa 1 onibus urbano ali, nem 1 unica linha.
  •   09/08/2018 18:35
    o setor de transporte no BR seja intra seja inter urbano é tão ferrado de ruim que a gente é empurrado para o automovel privado, já as montadoras sabendo da nossa necessidade, por sua vez elas abusam no preço e qualidade dos carros.

    Ficamos entre a cruz e a caldeira.

    Se houvesse opção viável, muita gente largava de usar ou até de possuir automovel.

    Seja ter apenas 1 carro na familia ao invés de 2 ou até 3, seja o menor uso deles, isto reduziria drasticamente os gastos, sobrando mais renda. Alguns calculos aí dão conta que aumentaria em média 10% a renda livre familiar pra gastar em outras coisas, fora o tempo economizado
  • Escrivão  09/08/2018 18:54
    "já as montadoras sabendo da nossa necessidade, por sua vez elas abusam no preço e qualidade dos carros."

    Sim, graças às tarifas de importação e à proibição de importar usados.

    1) As montadoras brasileiras operam em um mercado protegido pelo governo. A importação de automóveis novos é tributada por uma alíquota de 35%. Já a importação de automóveis usados é proibida;

    2) Com o esfacelamento do real perante o dólar (processo que começou em 2012), o custo de qualquer importação aumentou sobremaneira. Ou seja, além das tarifas de importação, temos também uma moeda fraca, que encarece ainda mais as importações.

    Ou seja, por causa do governo, as montadoras brasileiras operam em um regime de mercado semi-fechado, sem sofrer nenhuma pressão da concorrência externa. Elas praticamente usufruem uma reserva de mercado criada pelo governo. O brasileiro é praticamente proibido de importar carros, e não tem moeda para isso.

    Na Europa, nos EUA (e na Nova Zelândia e no Chile), não há restrições à importação de carros estrangeiros. A consequência disso é uma maior concorrência, o que faz com que os carros de lá sejam realmente decentes, tenham preços baixos, tenham muito mais opcionais de série e sejam bons. Vá para esses países ver quanto tempo duram os carros (aqueles que são realmente bem cuidados).

    Já aqui, onde o mercado é fechado, não há motivo nenhum para as montadoras cobrarem pouco e oferecerem bons produtos. Não há concorrência externa. Não há nem como o brasileiro comum comprar carros usados do exterior (pois batemos no peito e dizemos que "não somos vira-latas!").

    Agora me diga: quem é que, operando em um regime de reserva de mercado, ofertará produtos bons e baratos?

    Num cenário desse, as montadoras só fariam isso se fossem extremamente idiotas.

    P.S.: Ah, sim: há carros usados brasileiros sendo importados pela Alemanha, o que reduz bastante a oferta no mercado interno, pressionando os preços.

    www.noticiasautomotivas.com.br/brasil-ja-exporta-carros-de-luxo-usados-para-a-alemanha/
  • Richard Gladstone de Jouvenel  09/08/2018 20:32
    Eu e uns amigos estamos loucos pra entrar no ramo de transporte rodoviário de passageiros.

    Temos um plano de negócios pronto, mas começar do zero é complicado,e as alternativas que se colocaram, como comprar uma empresa em dificuldades, renderia dor de cabeça por anos. Passivos fiscais e trabalhistas de algumas empresa são asssutadores.

    Além disse, sendo um setor extremamente regulado, ainda há uma dificuldade a mais: os proprietários dessas empresas, que não passam de 10 a 12 famílias que controlam , diretamente ou através de prepostos 70% do transporte rodoviário intermunicipal, interestadual e urbano de passageiros no país, fazem Al Capone parecer um trombadinha. Um exemplo conhecido é o amigão do Gilmar Mendes Jacob Barata Filho, vulgo Jacozinho. Mas posso garantir que tem gente pior.

    Num mercado desregulado, cadáveres ambulantes como a Itapemirim não estariam por aí escondendo ônibus e largando passageiros pelo caminho por causa de arresto judicial,e empresas "canela seca" como a Gontijo (nem wi-fi tem nos ônibus) teriam sérias dificuldades, mesmo o Brasil sendo um país continental. Como já fizemos uma opção difícil de consertar, que é por modal rodoviário, desregulamentar o setor mudaria todo o estado de coisas.

  • Felipe Lange  12/08/2018 20:20
    Vou fazer adendo ao que o rapaz acima comentou.

    "No estado de São Paulo as passagens dos ônibus são tabeladas pela Artesp. Todas as rodoviárias, e acho que isso é no país todo, são estatais ou privadas em regime de concessão. Ninguém pode construir uma rodoviária melhor para concorrer com essas velharias. As rodoviárias privadas tendem a ser ligeiramente melhores, mas no geral elas são ruins por serem monopólios."

    Sim, as rodoviárias são simplesmente asquerosas. Eu que vou praticamente todo fim de semana de Mococa a Muzambinho, passo pela rodoviária de Guaxupé. Acho que é a única onde o preço das coisas não é tão alto, até algo surpreendente. Mas não há Wi-Fi, não aceita cartão e a mulher abre na hora que quiser. Mas todas as rodoviárias que passei são belas porcarias. O Terminal Rodoviário Tietê quer imitar a Venezuela, onde coisas como almoçar no Giraffa's e afins é limitado, acaba a comida e você se ferra, isso sem os caras avisarem. Nem mencionei o preço alto de todas as coisas, além de pouca variedade. Tem ainda os aproveitadores de cooperativas de táxis que enganam e espoliam os incautos. A de Mococa também é outra porcaria, eles simplesmente fecham depois de um determinado horário e se você precisar pegar um ônibus mais tarde, você fica sozinho numa cidade de luto. A de Campinas é até bonita, mas deve ser a mesma tranqueira. Comprar passagem pela ClickBus perde o sentido, porque você continua tendo que ir lá no guichê imprimir o maldito bilhete (o terminal de Ribeirão Preto se não me engano tem o guichê da ClickBus, o que melhora a situação porque quase não tem fila e é mais rápido). E como demora para imprimir aquele troço.

    Em matéria de aeroportos, são todos também amaldiçoados. O de Ribeirão Preto é uma piada de mal gosto. Passei em aeroporto de Fortaleza, Belém, Brasília, Santos Dumont, Galeão e Manaus. Eram todos umas porcarias e o acesso ao Wi-Fi era simplesmente impossível ou burocrático. O único que prestava era o de Miami, entrava no Wi-Fi sem frescurada, era outra conversa. No Santos Dumont, só para deixar um toque de ódio do estado, eu deixei de comprar um milk-shake porque me lembrei que lá os burocratas com debilidade mental aprovaram uma legislação que proíbe os canudos de plástico (isso embora eu tenha alguns com canudo, então não sei ao certo). Meses atrás eu vi um comentário do Leandro no qual ele disse que na China há aeroportos melhores que de alguns países desenvolvidos, nos grandes centros urbanos. É algo que me surpreendeu visto que é um país com uma presença (ainda) forte no estado na economia. Não sei ao certo o motivo.

    "A qualidade dos ônibus, por outro lado, é excelente. Mas o excesso de regulamentações, em especial o tabelamento de preços de passagens e a enorme carga tributária sobre elas, geram algumas distorções na alocação de recursos: "

    Geralmente são muito bons, simplesmente porque os ônibus são oferecidos pelo mercado, sendo no meu caso indestrutíveis Mercedes-Benz ou Scania. Só não é melhor porque por vezes aparece um folgado que senta do seu lado.

    "A qualquer hora do dia, em qualquer dia do ano as passagens custam sempre o mesmo valor. Isso faz com que em um mesmo dia um ônibus faça viagens quase sem passageiros em alguns horários e esgotem passagens para outros horários. Em feriados isso fica crônico, se a passagem não for comprada muito antecipadamente a pessoa precisa viajar no outro dia. As empresas ajudam muito colocando vários ônibus extras nesses dias, mas muitas vezes isso não é suficiente."

    Vou te dizer que não sei se os preços são tabelados, mesmo porque quando teve a maldita greve dos caminhoneiros, o preço das passagens aumentou consideravelmente.

    Algum político ou burocrata deveria impor um decreto ou uma PEC para desestatizar de vez esse setor. O povo pobre e trabalhador não aguenta mais sofrer nesse setor regulado e caro.
  • Paulo   09/08/2018 18:55
    Agências reguladoras são verdadeiras escatologias. Sob a esparrela de que regulam a prestação do serviço, tais entidades apenas concedem aumentos de tarifas enquanto os cartéis e os monopólios vilipendiam os consumidores o tempo todo.

    Inobstante servirem aos cartéis e aos monopólios, as autarquias supra também são excelentes ''criadouros de cabides de emprego''.

    Extinção dessas porcarias todas já!
  • Felipe Lange  09/08/2018 20:41
    Eu que dependo de transporte rodoviário sei o que é um transporte regulado pelo estado. Toda semana eu pego ônibus de Mococa a Muzambinho. Só há uma empresa que opera na linha, a Santa Cruz, e se não chega a ser terrível, tem o fato de horários simplesmente serem restritos. Sem contar o preço. Por exemplo, se eu usar a mesma Santa Cruz para pegar uma viagem de Mococa a Campinas, sai mais caro do que, por exemplo, eu pagar uma carona pelo BlaBlaCar. Pena que o BlaBlaCar ainda é limitado, me ajudaria consideravelmente.

    Falando nisso, alguém sabe como é esse ambiente regulatório nesse setor aqui no Brasil? Já foi livre ou sempre foi essa geringonça?
  • Guilherme  09/08/2018 21:04
    Aqui sempre foi tudo regulado. Quando não é a ANTT (para transportes interestaduais), as próprias agências reguladoras estaduais (para transportes intermunicipais dentro do estado) fazem o serviço. Elas escolhem quem pode e quem não pode atuar. Sempre por meio de licitação (onde, obviamente, a propina rola solta).

    Veja alguns exemplos:

    gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2015/12/projeto-que-permite-licitacao-de-linhas-de-onibus-intermunicipais-sera-votado-amanha-na-assembleia-cj5w61llz1cw7xbj0rlm852ip.html

    ndonline.com.br/florianopolis/noticias/mp-quer-agilidade-na-licitacao-do-transporte-coletivo-intermunicipal-em-sc

    oimparcial.com.br/cidades/2016/11/sistema-de-transporte-intermunicipal-e-aprovado/


    E aqui a última da ANTT:

    www.antt.gov.br/backend/galeria/arquivos/pgo_pos_ap.pdf

    Apenas dê uma olhada no índice e veja como a coisa funciona igual a um comitê soviético de planejamento econômico.
  • Jos%C3%83%C2%A9  09/08/2018 21:35
    Na italia custa aproximadamente 4 euros a cada 100km com trem "regional" que os italianos reclamam muito mas tem velocidade de 150 a 220km/h com mesinha, tomadas para celular e ar condicionado.
  • Daniel PC  10/08/2018 06:33
    Moro em Milano e pego trens regionais todos os dias e posso dar o meu testemunho.

    Apenas uma pequena parte da frota regional italiana oferece estas condiçoes. O sul da Italia tem pouquissima cobertura, a maior parte dos trens sao velhos e todos os dias existem relatos de abusos e violencia contra passageiros. O problema é que eles investiram muito nos trens de alta velocidade e deixaram os trens regionais abandonados.

    Essa aqui é sò a ultima noticia:
    tg24.sky.it/cronaca/2018/08/09/annuncio-razzista-treno-trenord-zingari-inchiesta.html

    Eles prometem renovar a frota dos trens regionais até 2023.

  • Pobre Mineiro  10/08/2018 14:21
    Já que muitos aqui estão falando em reformas necessárias para o país, eu pergunto:
    Alguém viu o debate entre os presidenciáveis ontem na Band ?

    Eu vi e foi deprimente, só ouvi mais do mesmo...
    Ganhe quem ganhar, não teremos nenhuma mudança minimamente significativa.
  • Guilherme  10/08/2018 14:42
    Rapaz, pra quem cresceu vendo debates, ouso dizer que foi um dos melhores que já vi. Não pela qualidade dos candidatos, óbvio, mas pelo fato de alguns ao menos terem ventilado abertamente idéias liberais. Bolsonaro falando abertamente de livre mercado e Alckmin defendendo explicitamente privatizações. Álvaro Dias falando na necessidade inadiável de reduzir o tamanho do estado. E nenhum deles sendo contestado.

    Em 2002, 2006, 2010 e 2014 tais temas foram simplesmente banidos. Ninguém tinha a coragem de falar neles. Agora, quase a metade dos candidatos já o fazem. E não são atacados e nem xingados de neoliberais.

    Sério, isso é um avanço incalculável.
  • Vinicius Costa  10/08/2018 14:52
    Concordo. Embora o nível do debate tenha sido baixo (e era possível não ser?) a mudança de mentalidade e de paradigmas é notável. Dá até algum ânimo.

    De resto, quem assiste debate esperando respostas profundas, propostas reveladoras ou planos detalhados de governo nunca estará satisfeito. É impossível detalhar propostas em 90 segundos. Por isso Meirelles irá se estrepar. O jogo ali é muito mais procurar uma frase de efeito e estabelecer um estilo do que apresentar propostas concretas.
  • Imigrante  10/08/2018 15:16
    Guilherme, de fato o debate foi de bom nível, e me felicitou ouvir os candidatos falarem sobre livre mercado e privatização, porém tudo isso é tarde demais, é como aplicar dose de adrenalina no paciente em parada cardíaca há mais de 1 hora, a economia do Brasil está destruída, a dívida pública ampliada pelo juro real pago pelo governo já entrou na zona da morte, 2019 será o ano em que o presidente eleito escolherá entre o Brasil virar um imenso RJ ou inflação de 2 dígitos.
  • Lee Bertharian  11/08/2018 05:28
    Desculpe, Guilherme, mas ver políticos profissionais (convertidos em "liberais" há alguns meses) vomitando platitudes em palanques só permite concluir um avanço incalculável: o da mentira.
    Enquanto isso, o ÚNICO candidato liberal legítimo é proibido de participar do debate, pois só pode discutir a função do Estado quem faz parte do seu aparato...
  • Alexandre Costa   12/08/2018 20:02
    Tem horas que eu torço para o Brasil chegar no fundo do poço, mas aquele fundo do poço real, aquele em que as pessoas acordem e se voltem contra o pagamento desta pesada máquina pública e vejam que nosso verdadeiro inimigo é o governo, aquele mesmo que aumenta o seus salários em mais de 16% enquanto 14 milhoes de desempregados passam fome.
  • O observador  10/08/2018 15:04
    Em São Paulo, já há uma certa concorrência em algumas rotas. Há uma empresa chamada Levare, que faz uma linha entre São Paulo e a região de São José do Rio Preto, concorrendo com outras duas empresas: além de terminais próprios (em postos de gasolina) com sala VIP, a empresa possui ônibus com poltronas muito confortáveis, telas individuais de entretenimento e até mesmo comissária de bordo.
  • Andre  10/08/2018 16:21
    R$209 por uma viagem de 6 horas entre São Paulo e Rio Preto.
  • Refugiado do esquerdismo  10/08/2018 16:19
    Gente gente. Antes tarde do que nunca. Se ha 13 anos atras tivessem candidatos assim e menos vagabundos de estatais se vitimizando e o povao dando corda,o Brasil nao estaria do jeito que esta. O politico esta la para ganhar o dele,e o povo que tem que aprender o basico. Estado minimo,funcionario publico e tudo vagabundo. O resto se ajeita.
  • Bruno  10/08/2018 20:22
    Algum tempo atrás usava fretado para ir trabalhar, extremo conforto, qualidade, tínhamos até cervejas, refrigerantes e salgados na sexta feira bastava pagar uma taxa de serviço e fazer o pedido dos salgados ( necessidade básica para enfrentar o transito de sexta em SP)

    Toda a frota da empresa tinha ônibus com menos de 5 anos, e os motoristas reportavam ganhos muito acima das demais no ramo municipal e intermunicipal.

    E o custo, na época 310 reis por MÊS algo como 7 reais por um trajeto de aprox 100 km ida e volta ( Guarulhos - Alphaville ) e o ônibus basicamente te pegava na porta de casa e deixava ou na esquina ou na porta da empresa.


    É vergonhoso o estado tentar atrapalhar o privado, como a regra para fretado é bem burrocratica mas ainda tem guerreiros para atuar a solução é culpá-los por transito e tentar atrapalhar algo que funciona.
  • Paulo   13/08/2018 12:11
    Um "happy hour" móvel? Com um serviço assim, quem precisa de carro?

    Mas é aquilo, meu caro: no Brasil, qualquer serviço que seja melhor e mais barato, o governo tem que proibir. Seja diretamente, quando o governo "diz que não e pronto" e até criminaliza, ou indiretamente, de modo que o governo "deixa", mas impõe uma porção de encargos, tributos etc. para praticamente inviabilizar o oferecimento do serviço e beneficiar protegidos, guildas e quejandos.

  • Andre Cavalcante  11/08/2018 23:37
    Só mais um comentário.

    Para que um setor possa ser verdadeiramente liberalizado, além de enterrar a agência reguladora do setor (nem precisava realmente acabar com a agência, bastaria privatizá-la e deixá-la somente com poderes para normas em questões de segurança, sendo a norma absolutamente opcional para as empresas so setor), teria que se pensar em liberar os setores fornecedores diretos.

    Assim, transporte, por exemplo, só vai estar realmente livre liberando-se também os mercados de veículos e combustíveis.
  • Rodrigo  14/08/2018 13:26
    A segurança é um fator crítico no transporte aéreo e, na minha opinião, isso dificulta muito uma desregulamentação agressiva nesse modal.
  • Eduardo  14/08/2018 13:32
    Por quê? Não entendi a lógica. Você está dizendo que empresas aéreas só fazem manutenção em seus aviões porque políticos mandam? Se políticos não mandarem, elas não fazem manutenção e os aviões vão pro chão?

    Mas, ué, se os aviões só fizerem cair, o que ocorrerá com os lucros das empresas?

    Comentário sem sentido o seu.


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